Blog do Eliomar

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Ônibus que transportava trabalhadores é atacado e incendiado

Homens armados atacaram, nessa noite de domingo, na estrada que liga os municípios de Pacajus e Horizonte (Região Metropolitana de Fortaleza), um ônibus que transportava trabalhadores de uma empresa de calçados.

Segundo a Polícia, os trabalhadores foram obrigados a descer do ônibus e o veículo foi incendiado. Ninguém ficou ferido.

Nesta segunda-feira (18) ainda, o motorista e os trabalhadores serão chamados pela Polícia para tentar reconhecer os agressores por meio de fotos. Há diligências na região.

ProUni: candidatos em lista de espera devem entregar documentação até amanhã

Candidatos em lista de espera do Programa Universidade para Todos (ProUni) têm esta segunda-feira (18) e terça-feira (19) para comparecer às respectivas instituições de ensino para a qual se candidataram e apresentar a documentação que comprova as informações prestadas na inscrição.

O ProUni seleciona estudantes para receber bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superior com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). São ofertadas, neste segundo semestre, 125.442 bolsas – 57.092 integrais e 68.350 parciais, de 50% – em 22.967 cursos de 901 instituições de ensino superior.

A lista de espera do Prouni estará à disposição das instituições com a classificação dos estudantes por curso e turno, segundo as notas obtidas no Enem de 2015. A lista será usada na convocação de candidatos para preenchimento de bolsas eventualmente não ocupadas nas duas chamadas regulares.

Para integrar a lista de espera, os candidatos tiveram que confirmar a inscrição até o último dia 11. A relação dos candidatos participantes da lista foi divulgada no dia 14. Agora, independente de terem sido chamados, todos os candidatos em espera deverão comparecer às instituições. A documentação necessária está disponível no site do ProUni.

(Agência Brasil)

Ex-gestora do Santa Cecília é eleita Madre Geral na Bélgica

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foto irmã eulália

Irmã Eulalia Maria Wanderley de Lima é a nova Madre Geral da Congregação das Religiosas da Instrução Cristã Mundial. A eleição aconteceu na sexta-feira (15), em Liège, na Bélgica, berço do nascimento da Congregação, por ocasião do seu Capítulo Geral.

O Colégio Santa Cecília, em Fortaleza, esteve com Irmã Eulalia por mais de 20 anos dedicados à escola, marcados pela generosidade, humildade, espírito coletivo e afeto.

Anuário do Ceará tem lançamento nesta segunda-feira

foto anuário opovo 2016

No vigésimo ano em que o Grupo de Comunicação O POVO se tornou responsável pelo Anuário do Ceará, a edição 2016 será lançada nesta segunda-feira (18), a partir das 20 horas, no Alice’s Buffet (rua Lourival Correia Pinheiro, 149, no bairro Parque Manibura. A publicação já se encontra à venda nas bancas e Livraria Cultura, ao preço de R$ 99, sendo R$ 79 para assinantes, na sede do O POVO ou pelo Call Center – 3254 1010.

O anuário do Ceará é um guia detalhado sobre administração pública, infraestrutura, economia, representação parlamentar, justiça, educação e cultura.

Fortaleza começa a testar carros elétricos compartilhados para uso na cidade

foto carro fortaleza

Quem passa pelo pequeno Zhidou EEC L7e-80 não consegue ficar indiferente. Exposto em um shopping de Fortaleza, o minicarro chama a atenção das pessoas para os testes com os veículos que farão parte do sistema de carros compartilhados em implantação na cidade. A principal novidade do modelo é o fato de ser 100% elétrico.

“É um carro muito pequeno, ocupa um espaço bem menor na cidade. Poderia colocá-lo em qualquer lugar. Dá vontade de levar para casa. Quando eu e meu filho o vimos, disse que ele daria certinho para a gente”, conta o professor Assis Oliveira, de 41 anos.

O edital de chamada pública para escolher a empresa responsável pela implantação e operação do sistema foi lançado em janeiro e tinha como exigência a utilização de carros elétricos. Além do Zidhou, com capacidade para duas pessoas (motorista e carona), há também o BYD e6, mais espaçoso e que leva 5 pessoas. Ambos são importados da China e operam com placa de testes e experiência (placa na cor verde), pelo fato de ainda não serem homologados no Brasil.

O engenheiro da Prefeitura de Fortaleza responsável pelo projeto, Sued Lacerda, explica que a fase de testes serve exatamente para chamar a atenção da população e também para que os futuros usuários se familiarizem com os modelos e com a forma de funcionamento do sistema:

“Esta fase está sendo muito positiva. A população está muito curiosa e boa parte está interessada e procurando informações no estande. Já temos quase 200 cadastros. Eu acompanhei um usuário e ele ficou muito satisfeito e curioso pelo fato de o carro não fazer muito barulho. Gostou também da praticidade de o carro ser automático.”

Os testes são feitos no modelo BYD e6. O estudante Wilker Ferreira Diógenes fez seu cadastro no shopping e, em seguida, já entrou no carro para dar uma volta pelo estacionamento. As portas do veículo são destravadas por um aplicativo e o carro começa a funcionar ao apertar em um botão na lateral do volante. As informações sobre a carga da bateria e o consumo em quilowatts (kW) são alguns detalhes que aparecem no painel digital. A bateria do modelo leva 3 horas para carregar completamente e tem autonomia de 250 quilômetros.

Em agosto, começa outra fase do sistema, que é a operação assistida: serão instaladas cinco estações e sete carros estarão disponíveis. Segundo Lacerda, esse será um momento de continuar dando suporte aos usuários e ajustando os detalhes de funcionamento do sistema, que vai operar de forma completa a partir de 1º de setembro com 12 estações e 20 veículos, sendo 15 Zhidou e 5 BYD.

(Agência Brasil)

Exercício integrado simula operação de segurança da abertura da Olimpíada

As forças de segurança envolvidas na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos realizaram neste domingo (17), há 20 dias da abertura dos Jogos Rio 2016, o 3º Simulado da Operação de Segurança para a abertura da Olimpíada, no Estádio Jornalista Mario Filho, o Maracanã.

Para o titular da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, do Ministério da Justiça e Cidadania (Sesge/MJC), Andrei Rodrigues, a simulação servirá para “garantir atenção ainda maior dos profissionais envolvidos na operação ao trabalho a ser realizado no dia da solenidade de abertura dos Jogos Rio 2016”.

A ação simulou o transporte de atletas, voluntários, árbitros, organizadores e autoridades que participarão do evento no Maracanã.

O simulado contou com a participação de cerca de dois mil profissionais das policiais Federal, Rodoviária Federal, Militar, Força Nacional de Segurança Pública, Corpo de Bombeiros, Forças Armadas e da Companhia de Engenharia de Tráfego e da Guarda Municipal.

(Agência Brasil)

Estado paternalista e quebrado

Da Coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (17):

O Estado no formato como nos acostumamos a ver nos últimos anos está estrangulado. Não se sustenta. Onipresente, cheio de tentáculos, ineficiente, investidor, concorrente da iniciativa privada, corrupto, burocrático, dispendioso e pouco produtivo. Exerce múltiplas tarefas que não são de sua responsabilidade, incluindo a sustentação dos grupos políticos. Com a crise na economia, quebrou. Literalmente.

O Rio de Janeiro é um reluzente exemplo. Não tem dinheiro nem para manter as Upas nas favelas. O pagamento dos salários dos servidores se tornou incerto. O Ceará se mantém em pé. É o bom fruto de vigorosos ajustes que foram feitos a partir da segunda metade da década de 1980 e que, com um ou outro senão, foram respeitados por todos os governadores desde então. Porém, sua organização financeira está no limite.

Entre nós, prevalece a cultura de que o Estado tem que resolver tudo. Todas as demandas caem sobre seu colo. Do tratamento caríssimo que a decisão juiz, que recebe auxílio moradia, manda pagar à construção do metrô. Até fila para entrar no ônibus precisa da mão visível do setor público. As responsabilidades individuais se diluíram. Do Estado cobra-se até a educação sexual, tarefa que cabe ao sacrossanto lar.

Ouvi recentemente de um governante: “ao setor privado o que é do setor privado”. Ou seja, é interesse do setor público que este se responsabilize apenas pelas suas atividades fins e que as empresas cumpram sua sina e se ocupem do resto. Que bom. Fosse assim, não faltaria dinheiro. Porém, a prática é outra. Basta ver as estruturas estatais. Tem para todos os gostos, incluindo empresa de limpeza urbana que não limpa e empresa de ônibus que não transporta.

Acabou. Não dá mais. Não há dinheiro. Mas, quando houver, tudo vai se repetir. A não ser que o País rompa com a cultura do estatismo.

Jogo Político – Salmito fala do Voto Responsável e avalia cenário eleitoral

foto salmito 160717 jogo político

O presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho (PDT), é o entrevistado neste domingo (17) do programa Jogo Político, na TV O POVO, com apresentação do jornalista Fábio Campos. A entrevista vai ao ar a partir das 22 horas, com transmissão também pela TV Fortaleza (61.4 pelo sinal digital).

Salmito fala da importância do voto consciente, por meio da campanha Voto Responsável, lançada este semestre pela Câmara Municipal. O presidente do Legislativo de Fortaleza também avalia o cenário eleitoral na Capital, quando aponta uma renovação no quadro de vereadores em cerca de 60%.

O Jogo Político completará nove anos de existência em outubro próximo e foi idealizado pelo ex-presidente do Grupo O POVO, jornalista Demócrito Dummar.

DETALHE – A perna imobilizada de Salmito Filho foi resultado de uma torção em uma partida de futebol.

Produção de alimentos é suficiente, mas ainda há fome no país, diz pesquisador

A produção nacional de alimentos é suficiente para os mais de 204 milhões de brasileiros, mas a desigualdade de renda e o desperdício ainda fazem com que 7,2 milhões de pessoas sejam afetadas pelo problema da fome no país, revela estudo conduzido pelo professor Danilo Rolim Dias de Aguiar, pesquisador do Departamento de Economia do Campus Sorocaba da Universidade Federal de São Carlos.

“Temos uma concentração de renda muito grande. Se, por um lado, temos pessoas passando fome, por outro, temos o problema da obesidade, que é cada vez maior. Haveria, então, um problema ligado à renda e à educação, que estaria dificultando o acesso aos alimentos. Aí também entra a questão das perdas”, disse Aguiar.

Segundo o pesquisador, a quantidade média necessária para consumo individual por dia, e que foi considerada neste estudo, é de 2 mil calorias e 51 gramas de proteína. O pesquisador disse que muitas pessoas ainda passam fome no Brasil principalmente pela dificuldade de acesso à alimentação. Apesar de o país ocupar o quinto lugar no ranking mundial da obesidade, ainda há mais de 7 milhões de pessoas passando fome e 30 milhões de subnutridos.

(Agência Brasil)

Às favas com os escrúpulos da democracia

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Em artigo no O POVO deste domingo (17), o economista Cláudio Ferreira Lima avalia as situações do impeachment de Dilma Rousseff. Confira:

Segundo Diatahy Menezes, “o que institui um saber – mais que critérios lógicos e epistemológicos – é um ato de poder. Quem detém o poder numa determinada área estabelece o que é legítimo ou certo”. Por isso, ele confessa adotar o que denomina de epistemologia da desconfiança. (Passado e presente num instante. O Povo, 25/5/2015).

Nessa linha de pensamento, vou tratar do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Pois bem: o sucesso ou insucesso de um presidente de República está em saber lidar com as condicionantes com que se defronta: as internas, de natureza econômica, política, social e cultural, e as externas, traduzidas na correlação de forças no xadrez internacional.

Ora, lidar com tais restrições significa construir e manter alianças, que implicam escolhas e, daí, inevitáveis embates. Com Dilma Rousseff não foi diferente.

No front interno, contava com a classe trabalhadora, beneficiada pela valorização do salário mínimo, e com a classe marginalizada, atendida pelos programas sociais. E tinha o apoio do setor industrial, a favor do qual reduziu a taxa de juros e os spreads bancários, e foi mais adiante, com o Plano Brasil Maior.

A redução da taxa de juros, claro, contrariou o capital financeiro, o chamado mercado. Assistimos então a duros e constantes embates entre governo e mercado, tendo este saído deles vencedor.

No front externo, o Brasil, com o Brics, ganhou projeção externa, mas, em contrapartida, desagradou aos Estados Unidos, ainda a maior potência mundial. Outras iniciativas, como as regras de exploração do pré-sal, confrontaram igualmente grandes interesses globais.

Mas o flanco aberto à corrupção foi decisivo. A Lava Jato, paralisando a Petrobras e o estratégico setor de petróleo e gás, tanto desorganizou a economia já fragilizada com a crise mundial quanto, pela queda do PIB e pelo vazamento programado de denúncias seletivas, atingiu, em dose dupla, o governo.

A essa altura, o setor industrial deixou a aliança, e o bloco do capital – produtivo e financeiro; nacional e global –, levando com ele frações da classe média, uniu-se e passou a lutar pela derrubada do governo.

Mas tudo deságua no Congresso Nacional. Lá, sem maioria, a presidente confinou-se aos limites do Executivo, perdendo a capacidade de governar. Tentou negociar. Passou por cima até mesmo das promessas de campanha, entregando ao mercado o comando da economia. Era tarde: estava selada a sentença.

Ora, que importa se é inocente, se não cometeu crime de responsabilidade. Tudo inócuo. Às favas com os escrúpulos da democracia.

Enquanto isso, o governo interino, que reúne as forças políticas mais atrasadas da nação, promove o retrocesso nos campos econômico, social, cultural e geopolítico. É preciso, pois, estar atento e forte, e agir, antes que vendam o “sonho intenso” do nosso hino.

Novo presidente da Câmara dos Deputados quer a volta da “antiga política”

rodrigomaia

“Eleito presidente da Câmara na madrugada da última quinta-feira, Rodrigo Maia (DEM-RJ) defende que a Casa retorne agora à “antiga política” – no sentido de que fiquem claros os espaços e pautas da base e da oposição no debate público. Em entrevista ao O POVO, o sucessor de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pregou ainda “pacificação” da política e disse que uma reforma eleitoral é urgente no País.

“É importante que se volte a ser a antiga política. Se o governo sai e vai para a oposição, a oposição vira de lado e vai para o governo”, diz Maia, eleito em queda de braço com o chamado “Centrão”, grupo de partidos diversos e pautas definidas – algo próximo do que o deputado critica.

Falando da importância da votação de medidas que superem crise, o deputado destacou a importância do diálogo amplo com todas as bancadas. Sobre pautas polêmicas do Congresso, como direitos LGBT e o desarmamento, Maia promete cautela e muito debate. “Não sei se nesse momento essas serão as melhores agendas, quais vão ser as melhores agendas. Acho que a superação da crise econômica é um dos pilares fundamentais”, diz.

Pai do deputado, o ex-prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (DEM), defende a fala do filho sobre a volta da antiga política. “Os partidos – enquanto tais – precisam ter protagonismo. E terminar com bancadas informais heterogêneas”, disse ao O POVO.

OPOVO – Você se elegeu com apoio de deputados de partidos da antiga base de Dilma Rousseff. Como foi essa negociação?
Rodrigo Maia – Primeiro organizei minha base, DEM, PSDB, PPS, PS. Depois caminhei nos votos individuais de amigos, pessoas que me conhecem e gostavam de mim. Tive muitos votos do PDT logo de cara, depois eles fecharam a questão no 2º turno. PCdoB fechou só com apoio de dois. Votam porque me conhecem, sabem que sou uma pessoa que cumpre acordos, que cumpre com a palavra, e também porque é importante que se volte a ser a antiga política. Se o governo sai e vai para a oposição, a oposição vira de lado e vai para o governo. Com clareza. E esse pessoal que agora está na oposição sabe que sempre teve diálogo, acordos conosco, e é isso que deu a eles certeza de que meu nome era o melhor nome entre os dois. Até porque eu tinha mais mandatos, mais experiência. No caso do PT, o apoio veio individualmente, de alguns deputados que me conhecem, de amigos.

OPOVO – Você assume com discurso de “pacificar” o País. Como isso será feito?
Rodrigo Maia – No diálogo, acho que o diálogo gera a capacidade de gerar pacificação. E é isso que a gente vai buscar, esse diálogo, que pode gerar discussão e aprovação de muitos processos com consenso, com cada um abrindo mão de um pouquinho do que acredita. O que precisa agora é pacificar, aprovar o que se precisa para superar a crise. Acho que essa é a base de todo nosso trabalho, é isso que deve ser buscado.

OPOVO – Sua posse ocorre em momento de muita insatisfação popular com a política e políticos. Como reverter isso?
Rodrigo Maia – Tendo a clareza da verdadeira situação da política e ter a humildade de se sentar em uma mesa e construir um consenso. É importante que a Câmara atue, construa e aprove as medidas necessárias, para que a sociedade possa olhar a Câmara, todo o Congresso, de um jeito diferente tanto no tema econômico quanto no tema político.

OPOVO – O que é urgente na pauta da Câmara?
Rodrigo Maia – Você vai precisar mudar o sistema eleitoral, você vai ter que mudar. Aí temos que ver qual o melhor modelo para o Brasil. Agora não vai ter mais financiamento privado, uma coisa que inclusive acho que não deve se mexer nisso, e pensar em uma cláusula de desempenho e fim das coligações proporcionais. Temos um problema para hoje. Acho que a construção de consenso, onde se abre mão pela negociação, é importante para avançar. Vamos mediar isso junto com o senador Renan Calheiros, com uma proposta inicial do Aécio Neves. Para mim é urgente, o sistema faliu, ou a gente entende isso ou estamos presos com algo muito ruim. Proposta do Aécio inclui o fim de coligação e cláusula de desempenho, o que vamos discutir. É o início de debate, para que quando chegue no plenário a gente discuta todas as opções.

OPOVO – Como o senhor irá tocar pautas polêmicas, como direitos LGBT, desarmamento e o projeto Escola Sem Partido?
Rodrigo Maia – Serão discutidas antes nos Colégios de Líderes, para construir uma agenda que gere consenso. Não sei se nesse momento essas serão as melhores agendas, quais vão ser as melhores agendas. Acho que a superação da crise econômica é um dos pilares fundamentais, ações que devemos focar com urgência. Sobre o Escola sem Partido, acho que nós do DEM temos bons quadros na educação, como a deputada Dorinha, e vamos conduzir esse debate. Espero que a gente tenha, no Colégio de Líderes, pessoas que conheçam os temas e representem as posições desses partidos. Buscar representantes e gerar consenso, em um momento delicado como esses, é fundamental.

OPOVO – Como fica o caso da cassação de Eduardo Cunha?
Rodrigo Maia – Vai entrar em pauta, certamente. Vamos conseguir uma semana onde fique garantida a presença adequada para votação de um processo de grande importância como esse.

Trajetória política

Formado em Economia, Rodrigo Maia é deputado federal pelo Rio de Janeiro há cinco legislaturas. Tentou se eleger prefeito do Rio em 2012, tendo Clarissa Garotinho (PR-RJ) como vice.

Maia também ocupou o cargo de secretário de Governo do Rio de Janeiro (1997-1998) e de secretário de Governo do Município do Rio de Janeiro (1996). Antes de chegar ao Democratas (DEM), o parlamentar foi filiado ao PFL e ao PTB. Maia assumiu a presidência nacional do DEM, partido que ajudou a criar, em 2007. Confira trechos da entrevista de Rodrigo Maia por telefone.

(O POVO – Repórter Carlos Mazza)

Intimidação – Homem com ‘cara limpa’ atira contra delegacia do Vila Velha

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foto polícia 160717 tiros 17DP

Um motociclista sem capacete atirou 12 vezes contra o 17º Distrito, no bairro Vila Velha, na manhã deste domingo (17). A ação foi flagrada pelas câmeras de segurança da delegacia e as cápsulas da pistola ponto 40 foram recolhidas para instauração de inquérito policial.

Horas antes, uma viatura foi atingida por seis disparos, quando realizava o patrulhamento nas ruas do bairro Panamericano.

Nenhum policial ficou ferido e nenhum suspeito foi preso ou identificado.

Invasão em Cascavel – Médico é baleado em hospital e paciente morre por execução

Um médico foi atingido por um disparo na perna e um paciente foi executado a tiros, na manhã deste domingo (17), no Hospital e Maternidade Nossa Senhora das Graças, em Cascavel, na Região Metropolitana de Fortaleza, a 62 quilômetros da capital.

Segundo a Polícia, um homem invadiu a sala de sutura para executar um paciente de 27 anos de idade. Ao tentar argumentar pela vida do paciente, o médico acabou atingido no fêmur e foi conduzido ao IJF, em Fortaleza.

A Polícia realiza a segurança do local, enquanto procura o acusado em um cerco policial.

O Blog tentou contato com a direção do hospital, mas foi informado, por telefone, que nenhum funcionário estaria autorizado a falar sobre o assunto.

Eleições 2018 – Sérgio Moro inviabilizaria candidatura de Ciro, diz pesquisa

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foto ciro gomes

Se o juiz Sérgio Moro fosse candidato ao Palácio do Planalto, em 2018, o maior prejudicado seria o ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes (PDT). Mesmo com uma década sem disputar qualquer mandato eletivo e há 14 anos longe da disputa à Presidência da República, Ciro aparece com esperançosos 5% e 6% das intenções de voto, em diferentes cenários que reúnem Lula (PT), Marina Silva (Rede), Jair Bolsonaro (PSC), além dos tucanos Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin.

A exceção é quando Moro entra na simulação e Ciro cai para o bloco de “outros”, onde já se encontram Luciana Genro (PSOL), Michel Temer (PMDB), Eduardo Jorge (PV) e Ronaldo Caiado (DEM).

Apesar da “queda” com a entrada de Moro, Ciro comemora o perfil do seu eleitorado que migrou para o juiz da Operação Lava Jato, que é a busca pela justiça e da ética. Nessa situação, o ex-governador do Ceará passa a ser visto como o político que poderá enfrentar a questão ética que há décadas provoca escândalos no país.

Já o ex-presidente Lula lidera todos os cenários no primeiro turno, mas perderia no segundo turno para qualquer candidato, diante de uma rejeição de 46%. Marina Silva aparece em segundo lugar em todas as simulações de primeiro turno, enquanto Aécio Neves surge como o melhor quadro do PSDB, que ainda apresenta Serra e Alckmin.

O Datafolha ouviu 2.792 eleitores em 171 municípios. A margem de erro é de 2  pontos percentuais para mais ou para menos.

Proposta de criar planos de saúde populares causa polêmica no setor

A proposta de criar planos de saúde mais baratos e com menos serviços do que os já existentes, feita pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, tem gerado polêmica no setor. Por um lado, as operadoras apoiam uma revisão das regras setoriais, por outro, profissionais ligados à saúde coletiva dizem que as medidas trariam perdas para o Sistema Único de Saúde (SUS).

Solange Beatriz Mendes, presidente da FenaSaúde, associação que representa algumas das maiores operadoras de planos de saúde do país, entende que o setor tem que pensar novos produtos já que os custos para operadoras estão “excessivamente altos”. “Hoje temos custos na saúde acima da capacidade de pagamento da sociedade, tanto de empregadores quanto de pessoas físicas, então temos que encontrar um modelo que atenda a expectativa da população dentro do tamanho do seu bolso”.

A ideia de Ricardo Barros é criar uma nova opção de planos de saúde com preços mais acessíveis e com mais gente usando a saúde privada, desafogando um pouco o SUS. O ministro tem defendido que o orçamento da pasta nunca conseguiu arcar com todas as despesas desde a criação do SUS e que quanto mais pessoas contratarem planos de saúde, melhor para a saúde do país como um todo.

Atualmente, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), órgão responsável por regular o setor de planos de saúde, tem um rol de procedimentos obrigatórios que todas as empresas devem ofertar aos clientes.

Em um período de alta do desemprego, entre maio de 2015 e maio de 2016, os planos de saúde perderam 1,4 milhão de usuários. Para Solange, o momento crítico pede revisão do modelo da saúde suplementar, já que estes ex-usuários irão passar a usar mais o SUS. ”O setor de saúde tem uma relação direta com emprego e renda. Portanto, os recursos estão escassos e precisa-se da compreensão de toda a sociedade para conseguir dar acesso à saúde para toda a população”.

Por outro lado, especialistas em saúde coletiva e membros do Conselho Nacional de Saúde vêm defendendo que a solução é garantir mais investimentos para a saúde pública. Logo que Barros tornou pública sua proposta, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva em parceria com o Instituto de Defesa do Consumidor emitiram nota adiantando que entrarão na Justiça caso os planos de saúde populares virem realidade.

(Agência Brasil)

Direita se consolida no poder com eleição de Rodrigo Maia

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (17):

A eleição para a presidência da Câmara dos Deputados foi mais um passo para o retrocesso. A oposição não tinha nenhuma possibilidade diante das alternativas postas – Rogério Rosso (PSD-DF) e Rodrigo Maia (DEM-RJ). A candidatura Marcelo Castro (PMDB-PI) foi um “balão furado” para compor a cena. Com a vitória de Maia, a direita se consolida no poder e Michel Temer poderá aplicar tranquilamente seu programa de arrocho, dispensando-se de saber se a maioria dos eleitores aceita ou não que se mude o modelo econômico sociodesenvolvimentista e inclusivo em troca do neoliberal e excludente. Na democracia, porém, a vontade expressa dos cidadãos é que dá legitimidade ao poder, senão este vira usurpação.

Isso significa que, tão logo o governo de Dilma Rousseff for totalmente despejado do poder, os brasileiros sofrerão as medidas “impopulares” já anunciadas por Temer, que não tem nenhum compromisso com a soberania popular. Elas seriam: o fim do reajuste do salário-mínimo com base na inflação do ano anterior e no crescimento (PIB) de dois anos antes, o que normalmente garantia um aumento acima da inflação; desvinculação da aposentadoria do reajuste do salário-mínimo, bem como aumento da idade para se aposentar; flexibilização dos direitos trabalhistas para permitir a terceirização total, com a precarização do emprego (facilitação do processo de demissão sem garantias trabalhistas).

A esquerda terá Longo caminho até uma nova chance de driblar esquemas de sustentação do neoliberalismo e chegar de novo ao governo. Antes disso, terá de fazer uma autocrítica profunda dos erros cometidos, que propiciaram a volta das forças tradicionais. Isso virá acrescido da constatação de que essas forças usaram mais uma vez mecanismos do Estado Democrático para violar a democracia, salvando as aparências formais, ou seja, preservando apenas o invólucro desta, mas esvaziado de seu conteúdo, dando lugar a um simulacro de democracia. Isso não é inédito, já aconteceu, antes, no Brasil, após a redemocratização de 1946.