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MEC prepara material para explicar nova política de alfabetização

O Ministério da Educação (MEC) está finalizando um caderno que explicará as diretrizes, os princípios e os objetivos da Política Nacional de Alfabetização (PNA). A intenção é que as escolas passem a alfabetizar as crianças no primeiro ano do ensino fundamental, ou seja, geralmente aos 6 anos de idade.

A orientação está em decreto publicado no último dia 11 no Diário Oficial da União. A política prevê ajuda financeira e assistência técnica da União para os municípios que aderirem ao programa, a elaboração de materiais didático-pedagógicos para serem usados nas escolas e o aumento da participação das famílias no processo de alfabetização dos estudantes.

A ênfase da alfabetização no primeiro ano é uma das novidades. Em 2017, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que define o mínimo que os estudantes devem aprender a cada etapa de ensino, estipulou que as crianças fossem alfabetizadas até o 2º ano do ensino fundamental, ou seja, geralmente aos 7 anos.

Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), lei 13.005/2014, as crianças devem ser alfabetizadas, no máximo, até o final do 3º ano do ensino fundamental, ou seja, aos 8 anos de idade.

Elevar os índices de alfabetização é uma das prioridades do governo e a definição da política uma das metas dos 100 dias de governo. De acordo com os últimos dados da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), aplicada em 2016, mais da metade dos estudantes do 3º ano do ensino fundamental apresentaram nível insuficiente de leitura e em matemática para a idade, ou seja dificuldade em interpretar um texto e fazer contas.

A política será voltada também para os mais velhos. Uma das ações previstas é o desenvolvimento de materiais didático-pedagógicos específicos para a alfabetização de jovens e adultos da educação formal e da educação não formal. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de analfabetismo no país entre pessoas com 15 anos ou mais de idade foi estimada em 7% em 2017.

Para União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o decreto precisa de esclarecimentos sobre como se dará a implementação. “A implementação depende de ações e estratégias, para que seja levada adiante, elas vão falar com mais clareza”, diz o presidente da Undime, Alessio Costa Lima. Segundo a assessoria de imprensa do MEC, ainda não há uma data específica para a publicação do caderno explicativo.

O decreto não chega a especificar, mas coloca como componentes essenciais para a alfabetização conceitos do método fônico. Os componentes são: consciência fonêmica; instrução fônica sistemática; fluência em leitura oral; desenvolvimento de vocabulário; compreensão de textos; e produção de escrita.

“O melhor método é aquele que o professor se sente seguro para utilizar, que faz o aluno ser alfabetizado”, defende o presidente da Undime. Além disso, segundo ele, preocupa a priorização da alfabetização no primeiro ano do ensino fundamental. “As crianças têm ritmos de aprendizagem diferentes”. Os dirigentes municipais de educação defendiam que o decreto mantivesse o prazo de alfabetização da BNCC, até o 2º ano do ensino fundamental.

Participação da família

A presidente da Associação Brasileira de Alfabetização, Isabel Frade, destaca outro ponto que precisa de esclarecimento, que é a participação das famílias. Uma das diretrizes da política é “participação das famílias no processo de alfabetização por meio de ações de cooperação e integração entre famílias e comunidade escolar”, segundo o decreto.

“As famílias têm que ser chamadas a participar. Queremos toda a perspectiva da família como agente de processo de letramento e elas podem alfabetizar seus filhos. Mas, quais famílias? Com alta escolarização? Famílias que ficam fora o dia inteiro? Que famílias são essas e o que significa colocar essas famílias na política?” Ela ressalta ainda que, quanto ao método de alfabetização, falta uma pesquisa nacional para verificar quais são as práticas exitosas.

O decreto prevê que serão adotados mecanismos de avaliação e monitoramento da Política Nacional de Alfabetização, tais como a avaliação de eficiência, eficácia e efetividade de programas e ações implementados e o incentivo ao desenvolvimento de pesquisas acadêmicas para avaliar as ações da política.

Ministério da Educação

Em nota, o MEC diz que o objetivo da política é atingir as metas previstas no PNE, de alfabetizar todas as crianças até o 3º ano do ensino fundamental e de erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional até 2024.

“A PNA não determina nenhum método especificamente. A adesão dos entes federados aos programas e às ações da PNA será voluntária”, justifica a pasta, que destaca que a política “pretende inserir o Brasil em um rol de países que escolheram a ciência como fundamento na elaboração de suas políticas públicas de alfabetização, trazendo os avanços das ciências cognitivas para a sala de aula”.

(Agência Brasil)

Cruz da Misericórdia

Em artigo no o POVO deste sábado (20), o padre Rafhael Silva Maciel afirma que “a Cruz e a Divina Misericórdia lembram-nos de que a história caminha para Deus”. Confira:

Exatamente na Sexta-feira da Paixão começamos a novena da Divina Misericórdia, aquela mesma querida por Jesus Cristo e da qual Santa Faustina foi sua portadora. É esse o dia em que a Misericórdia de Deus revelou-se do modo mais extremado, na doação do seu próprio Filho na Cruz, pela salvação dos homens.

Na Cruz a Misericórdia de Deus mostra-se real: nas Chagas de Cristo, na sua dor dilacerante, nos espinhos que traspassaram sua cabeça. Tudo é real, tudo acontece e a misericórdia é oferecida.

O sangue de Jesus não é só derramado do alto da Cruz, mas já era derramado desde sua agonia no Horto das Oliveiras, na flagelação, na coroação de espinhos, no caminho tortuoso para o Calvário, nas suas quedas, ali já havia muito sangue derramado, seu corpo já estava sendo entregue. Em todo seu caminho para o Calvário, Cristo demonstra que a misericórdia sempre é derramada.

O rosto da Misericórdia, visível em Cristo, mostra como o homem é sujo pelo pecado. Seu rosto massacrado traz à tona as sujeiras da condição humana. É um rosto sofrido, mas é rosto da Verdade.

Por isso, é preciso que nos aproximemos do trono da graça, que é também trono da Misericórdia. Na Cruz, Jesus Cristo reina e deixa claro que seu Reino não é deste nosso mundo.

Nem os ossos nem as vestes do Senhor são dilacerados. Ficam inteiros porque Graça e Misericórdia são dadas por inteiro, são causa da unidade do Corpo de Cristo. Deixemos que aquele mesmo Sangue santo e aquela Água regeneradora derramem-se sobre nós. Banhados em Cristo, seremos novas criaturas, lavados pela misericórdia para espalhar misericórdia.

Nunca esqueçamos que “a Cruz está presente em tudo e chega quando menos se espera. – Mas não esqueças que, ordinariamente, andam emparelhados o começo da Cruz e o começo da eficácia” (S. Josemaria Escrivá, Sulco 256). A Cruz e a Divina Misericórdia lembram-nos de que a história caminha para Deus. Mesmo com a aparente vitória do mal, como testemunhamos todo dia, nas situações de morte presentes no mundo, a Cruz nos convida a crer que a última palavra será sempre de Deus. Por isso, olhemos para a Cruz, olhemos para o Traspassado, olhemos para o Crucificado-Ressuscitado: cabeças erguidas!

Rafhael Silva Maciel

Padre da Arquidiocese de Fortaleza e Missionário da Misericórdia

Clássico-Rei deste domingo contará com 671 profissionais da segurança pública

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulgou neste sábado, 20, o plano operacional de segurança para Ceará e Fortaleza, partida que vale o título do Campeonato Cearense 2019. O jogo acontece amanhã, domingo, com início marcado para as 16 horas, na Arena Castelão.

Para a partida, o efetivo contará com 671 profissionais da segurança pública, que atuarão dentro e na área externa da arena esportiva para garantir o deslocamento seguro dos torcedores até o estádio. O esquema compreende ainda a movimentação nos terminais de ônibus da Capital. Os portões do estádio serão abertos às 13 horas e o reforço empregado pela Polícia Militar do Ceará (PMCE) vai contar com 618 agentes, divididos na área externa (193) e na área interna do estádio (425).

O policiais militares serão distribuídos nos terminais de ônibus e nas principais vias que dão acesso ao estádio. Composições da Força Tática, do Regimento de Polícia Montada (RPMont/Cavalaria), Batalhão de Polícia de Trânsito Urbano e Rodoviário Estadual (BPRE), Comando de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio), Comando de Policiamento de Choque (CPChoque) e viaturas da área auxiliam no deslocamento de torcedores até a Arena Castelão. As torcidas serão escoltadas até o estádio pelo CPRaio e pelo CPChoque.

Dentro do estádio vai funcionar o posto avançado da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) para realização de flagrantes e atendimento cartorial. Além disso, o 16º Distrito Policial estará de plantão para reforçar o atendimento das ocorrências da partida. A unidade fica na Avenida Alberto Craveiro, no número 1670, a poucas quadras do estádio. Ao todo, 21 policiais civis irão atuar no domingo.

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE) vai dispor de 32 militares, uma viatura Auto Bomba Tanque (ABT), uma viatura de Salvamento e uma viatura de Resgate. As áreas próximas ao estádio serão monitoradas do alto pela aeronave da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer), que vai realizar sobrevoos na região.

(O POVO Online / Foto: Fábio Lima)

Qual a linha econômica do governo Bolsonaro

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Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (20), pelo jornalista Érico Firmo:

As idas e vindas em torno do preço do diesel são muito semelhantes a muitas das trombadas que têm marcado o governo Jair Bolsonaro (PSL). Essa tem delicadezas, mas era também das mais previsíveis.

A delicadeza está no fato de que envolve o coração da visão econômica do governo. A visão liberal foi abraçada por Bolsonaro na pré-campanha e foi determinante para que setores empresariais tenham optado por ele. A rigor, poucos eleitores votaram nele por causa dessas concepções, por causa da percepção econômica. Mas foi algo que teve peso pelo contraponto em relação a Dilma Rousseff (PT). Pois bem, o gesto de Bolsonaro na semana passada foi algo que Dilma assinaria.

E era previsível porque Bolsonaro nunca foi liberal, ao contrário. Isso não escrevo hoje, mas antes de ele ser eleito. Em 25 de outubro do ano passado, escrevi neste mesmo espaço: “A história de Bolsonaro não é liberal coisa nenhuma. É estatizante, corporativista, populista, monopolista e contrária a tudo quanto é reforma. Estava ao lado do PT na oposição ao Plano Real. E, quando Lula fez a reforma da Previdência em 2003 e Dilma Rousseff (PT) fez outra em 2012, ele foi contra ambas”.

O histórico de Bolsonaro é de tradição intervencionista. Ocorre que, na economia, ele disse que Paulo Guedes seria seu “Posto Ipiranga”. Iria perguntar a ele quando fosse fazer qualquer coisa. O Posto Ipiranga estava em Washington quando Bolsonaro se intrometeu na política de preços da Petrobras. Na semana passada, a empresa anunciou reajuste de 12 centavos no preço do diesel. Bolsonaro questionou que história era essa e a Petrobras desistiu do aumento. Guedes voltou e tentou remendar o problema criado. Primeiro, o governo anunciou linha de crédito do BNDES para caminhoneiros. Depois, anunciou aumento. Não de 12 centavos, mas de 10 centavos. O tamanho disso em escala de mercado não é pequeno. Porém, a diferença também não chega a ser uma coisa gritante.

A primeira sinalização é a força do “Posto Ipiranga”. Na coluna citada acima, em outubro passado, escrevi: “O liberalismo será preponderante no eventual governo Bolsonaro caso o ministro se sobreponha ao presidente”. Isso na economia, claro. E isso é o que se mostrou no episódio. Entre Bolsonaro e Guedes, prevaleceu Guedes.

Isso não deixa de ser bom. Pode-se discordar de Guedes mas, não sei vocês, confio mais nele que em Bolsonaro para tocar a economia. Certo ou errado, ele demonstra noção do que está fazendo. De modo que Bolsonaro tem DNA intervencionista, o que não significa que o governo seja. Mas fica claro que esse conflito existe.

O problema do diesel é complexo e vai além do atual governo. O Brasil construiu rede logística em torno do transporte rodoviário. Atendeu interesses da indústria automobilística. Foi contra o interesse nacional. Criou-se modelo caro e poluente.

O transporte por caminhões é importante, mas como parte de um sistema, jamais como única opção. Interligado a ferrovias, portos marítimos e fluviais. Uma rede diversificada e com competição.

O Brasil fez pior que não investir em ferrovias. Desmontou as que existiam. Havia trem ligando Fortaleza ao Cariri. Até o fim dos anos 1980, transportava inclusive passageiros.

Hoje, o Brasil é refém. Os caminhoneiros paralisaram o País e provocaram desabastecimento. Ameaçam fazer o mesmo agora. A intervenção de Bolsonaro é questionável, mas tem uma lógica. O presidente entendeu o potencial de estrago. Não pode se abraçar ao ideário liberal e ignorar os problemas da vida real.

Além disso, a política de preços tem problema concreto. Os reajustes diários adotados na gestão Michel Temer (MDB) eram bons para a Petrobras e foram adotados na carona do colapso havido com Dilma. Entretanto, traziam imprevisibilidade quase inadministrável no ambiente de negócios. O preço do diesel e dos fretes não afeta só caminhoneiros. São repassados a toda a cadeia. O arroz, o feijão, a batata e o tomate ficam mais caros se o transporte custa mais. Esse custo é repassado ao consumidor. Vai parar na mesa e no bolso. Todo mundo sente o impacto e os mais pobres sentem mais. Atacar o problema é interesse público e interesse nacional.

A periodicidade de reajustes da Petrobras era diária, passou a quinzenal e agora não tem mais prazo. E a fórmula de cálculo do preço é desconhecida, o que é um problema dos grandes.

Banco de DNA ficará completo até final do governo, diz Moro

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse hoje (20) que o banco de dados de DNA estará completo até o final do governo. Segundo ele, esta é uma das medidas mais importantes do projeto de lei anticrime, enviado ao Congresso Nacional.

O banco de dados de DNA é uma central onde estão, à disposição de autoridades e investigadores, os materiais genéticos coletados de criminosos condenados pela Justiça e os obtidos em cenas de crimes.

Moro afirmou que a ampliação do Banco Nacional de Perfis Genéticos “aumentará a taxa de resolução de investigação de qualquer crime, mas principalmente de crimes que deixam vestígios corporais”, em mensagem na rede social Twitter.

Ele lembrou que a coleta desse material não é invasiva – ou seja, sem necessidade de incisões. “Propomos a extração do perfil genético (DNA) de todo condenado por crime doloso no Brasil. Significa passar um cotonete na boca do preso e enviar o material ao laboratório. Isso passa a compor um banco de dados, como se fosse uma impressão digital”, argumentou.

O ministro acrescentou que, diante de um crime, a polícia busca vestígios corporais no local, como fio de cabelo. A partir desse material é possível identificar o DNA do suspeito e cruzá-lo com o banco de dados. “Tem um potencial muito grande para melhorar as investigações, evitar erros judiciários e inibir a reincidência”.

Ele lembrou que já existe um banco de DNA no Brasil, mas que é “muito modesto”, reunindo de 20 mil a 30 mil perfis. No Reino Unido, país onde esse tipo de técnica investigativa está bastante desenvolvida, há cerca de 6 milhões de perfis. Nos Estados Unidos, 12 milhões.

(Agência Brasil)

Surfista cearense morta por raio é homenageada em etapa do Estadual

A segunda etapa do Maresia Surf Sound, que corresponde à segunda fase do Circuito Cearense de Surf, homenageia neste fim de semana, nas ondas do Porto das Dunas, a surfista cearense Luzimara Souza, que morreu há quase um mês, na praia da Leste-Oeste, após ser atingida por um raio. A taça da competição leva o nome da atleta campeã estadual.

A disputa também soma pontos para o Circuito Brasileiro da Confederação Brasileira de Surf, na Categoria Profissional, pois recebe atletas de outros estados.

As provas deste sábado (20) e também deste domingo (21) podem ser conferidas ao vivo, por meio do site www.maresia.com

(Foto: Divulgação)

Governo federal lança programa Ciência na Escola

Os ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) lançaram nesta semana o programa Ciência na Escola. O objetivo da iniciativa é qualificar o ensino de temas relacionados à disciplina em escolas públicas, nos ensinos fundamental e médio. Serão disponibilizados R$ 100 milhões para instituições apresentarem projetos visando a estimular essa temática nos bancos escolares.

Poderão concorrer a esses recursos redes de instituições que envolvam escolas, universidades, centros de ciência e espaços de desenvolvimento científico e inovação. As verbas serão distribuídas em diferentes escalas de projetos, como estadual (R$ 4 milhões), interestadual (R$ 10 milhões) e regional (R$ 20 milhões).

Os ministérios anunciaram outros projetos dentro do programa. As pastas vão ampliar a Olimpíada Nacional de Ciências, atualmente uma iniciativa do MCTIC em parceria com a Universidade Federal do Piauí. O investimento previsto é de R$ 1 milhão. A meta é ampliar o escopo da competição e chegar a 1 milhão de alunos de diferentes estados.

Entre as medidas está prevista também uma chamada pública para destinar recursos a pesquisadores com estudos relacionados ao tema, com foco no ensino de matérias dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio. O Objetivo é disseminar a prática científica e aproximar universidades, instituições científicas e tecnológicas e escolas públicas.

Os ministérios vão implementar uma plataforma que ganhou o nome de “Ciência é 10”, voltada à qualificação de professores em assuntos vinculados à área. Professores poderão fazer especialização a distância em ensino de ciências. Além disso, outra plataforma foi desenvolvida pela Rede Nacional de Pesquisa para facilitar o acompanhamento das ações do conjunto do programa.

(Agência Brasil)

O sábado de silêncio

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Em artigo no O POVO deste sábado (20), a Doutora em Direito e professora da UFC Juliana Diniz aponta que “o reforço dos vínculos de fraternidade, a unidade em respeito às diferenças e a fé no potencial da virtude são os alicerces de uma compreensão cristã de humanidade”. Confira:

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, publicada no O POVO, pelo menos 32% dos brasileiros acreditam que não vale a pena conversar com quem tem visão política divergente. Cerca de um terço da população desconfia da capacidade da palavra de mediar e convencer, um dado que indica o descrédito da democracia entre nós. A incapacidade de dialogar aponta para a morte do sentido de política como espaço comum, onde sujeitos livres conduzem o conflito de forma organizada. Ao renunciar à capacidade de dizer corremos o risco de mergulhar no arbítrio e na desordem.

Como saída a esse desencanto social, compartilho com o leitor uma reflexão sobre a simbologia da Páscoa que vai além da liturgia religiosa e se concentra em seu sentido ético. Essa meditação reconhece a importância de se manter viva a utopia como caminho para uma transformação efetiva da sociedade. De certa forma, a mensagem pascal é a síntese de fé em um ideal que se alimenta da força do discurso, inspirando a ação humana para a realização do bem e do justo.

Segundo a narrativa bíblica, depois da Paixão da Sexta-feira Santa, guardou-se o silêncio. O sábado simboliza esse momento de recolher-se em preparação para o anúncio da Boa-Nova: a ressurreição do filho de Deus, que inaugura um novo tempo. No domingo, o Cristo transcende a morte física para renascer como palavra, deixada para ser compartilhada como alimento e luz. A palavra é a força viva que transforma, protege o espírito contra a dor da adversidade e da perseguição. O cristianismo se funda em uma visão de mundo onde o verbo é o princípio, a salvação e o futuro.

Graças à força do gênio e do trabalho humanos, esse propósito utópico pode ser vislumbrado em espaços como a magnífica Catedral de Notre-Dame, que resistiu ao fogo nesta semana: em seu interior, nenhuma beleza tem função meramente decorativa, cada nota musical ou cena insculpida na pedra anunciam a visão luminosa de um mundo transformado pelo verbo. O reforço dos vínculos de fraternidade, a unidade em respeito às diferenças e a fé no potencial da virtude são os alicerces de uma compreensão cristã de humanidade e síntese dessa utopia civilizatória. É a essa ideia tão libertadora que me apego para desejar ao leitor a renovação da sua esperança na palavra e na Política. Feliz Páscoa!

Juliana Diniz

Doutora em Direito e professora da UFC

Bolsonaro: invasão de terra tem que ser tipificada como terrorismo

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O presidente Jair Bolsonaro disse que pretende enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei que tipifique a invasão de terras como crime de terrorismo. Segundo ele, houve apenas um registro de “invasão” de terra no primeiro trimestre deste ano, contra 43 no mesmo período do ano passado.

“No que depender de mim, será tipificado como terrorismo”, afirmou. Ele disse que conversará com parlamentares para buscar uma proposta que seja viável para aprovação no Legislativo.

Bolsonaro também defendeu o envio de um outro projeto de lei que possa estender o direito de legítima de defesa para quem atira contra pessoas que tentem invadir domicílios privados. Esta foi uma das promessas de campanha do presidente. Segundo ele, uma lei semelhante foi aprovada recentemente na Itália.

“Invasão de domicílio ou de propriedade outra, uma fazenda ou uma chácara, o proprietário pode se defender atirando, e se o outro lado resolver morrer, é problema dele. Propriedade privada é sagrada”, disse. Ele também alegou que uma medida dessa natureza precisa ser costurada com parlamentares para ter alguma viabilidade.

A ideia, segundo Bolsonaro, seria aplicar o excludente de ilicitude nos casos em que um proprietário age para defender o seu bem ou sua propriedade. “O nosso projeto visa que, em legítima defesa da vida própria ou de outrem, legítima defesa da propriedade ou bem próprio ou de outrem, entre aí o excludente de ilicitude. Você responde, mas não tem punição”, disse, citando o caso de policiais em confronto com pessoas armadas, onde o excludente de ilicitude pode ser aplicado caso se reconheça que a ação policial foi em legítima defesa.

Leste Europeu

O presidente também disse que deve viajar ao Leste Europeu no segundo semestre. Ele agradeceu ao filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, pelos contatos internacionais que ele tem feito. Eduardo cumpre agenda internacional na Europa, onde se reuniu com o primeiro-ministro da Hungria, o conservador Viktor Orbán. Depois, o deputado segue para a Itália, onde terá um encontro o com vice-premier Matteo Salvini.

“Eu pretendo viajar para aquela região, no segundo semestre, Hungria, Polônia, para a gente aprofundar nossos laços de amizade bem como, obviamente, comerciais”, disse o presidente.

Desde que assumiu o cargo, Bolsonaro fez quatro viagens internacionais. A primeira foi a participação no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Depois, o presidente foi aos Estados Unidos, Chile e Israel. Bolsonaro deve viajar ao exterior em junho para a reunião do G20, grupo dos 20 países mais ricos do mundo, que ocorre no Japão. Ele também anunciou que irá a China, maior parceiro comercial do Brasil, no segundo semestre.

(Agência Brasil)

3,3 na Escala Richter – Abalos sísmicos ocorrem no sertão do Ceará há um mês

Tremor de terra foi sentido nos municípios de Boa Viagem, Quixeramobim e Madalena. O abalo atingiu a magnitude 3,3 na Escala Richter, de acordo com o Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) e ocorreu por volta de 23h30min da última quinta-feira, 18. Não houve feridos ou grandes danos estruturais.

De acordo com o chefe do núcleo de Sismologia da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil do Ceará, Francisco Brandão, os tremores ocorrem nos municípios há um mês. O primeiro foi registrado no dia 17 de março. Ele descreve o fenômeno como “atividade sísmica”, e diz que é comum no Ceará. O abalo sentido nessa quinta-feira teve a maior magnitude desta atividade na região.

Alguns moradores relatam terem ouvido um forte estrondo no momento do abalo. A moradora de Boa Viagem Tatiane Sousa lembra de ter visto as telhas da casa se movimentarem. “Durou pouco, mas ouvimos um estouro muito forte”, conta.

O fenômeno não tem tempo de duração previsto. Em 1989, uma outra atividade causou abalos sísmicos frequentes no município de Palhano durante o período de três anos, de acordo com Brandão. Caso semelhante ocorreu em 2008, na serra da Meruoca, que registrou tremores por quatro anos. Ao todo, 52 dos 184 municípios do Estado já registram abalos sísmicos.

Numa situação de tremor de terra, a Defesa Civil recomenda que a pessoa tente não agir em pânico. Se estiver dentro de casa, o ideal é que se retire de maneira ordenada, sem correria. Para pessoas que moram em locais com recorrência de tremores, o ideal é construir uma casa cujo espaçamento entre ripas seja igual ou inferior a 25 centímetros (cm), para que as telhas fiquem firmes.

Escala Ritcher

Desenvolvida em 1935 pelo sismólogo Charles Francis Richter, integrante do Instituto de Tecnologia da Califórnia, a escala Ritcher representa a energia sísmica liberada durante um terremoto. É uma escala que se inicia no grau zero e é infinita (teoricamente), no entanto, nunca foi registrado um terremoto igual ou superior a 10 graus na escala.

Um dos fatores é que ela se baseia num princípio logarítmico, ou seja, um terremoto de magnitude 6, por exemplo, produz efeitos dez vezes maiores que um outro de 5, e assim sucessivamente.

(O POVO Online / Gabrielle Zaranza)

Obrigado a não dormir – Leitor do Blog aguarda “aleluia” da Enel

O leitor do Blog, o aposentado Edilson Mapurunga, 69, morador do Parque Araxá, desde as primeiras horas da Sexta-Feira da Paixão (19) peregrina uma Via Crucis em busca do atendimento da Enel, prestadora dos serviços de fornecimento de energia elétrica no Ceará.

Apesar dos cuidados com a saúde e de morar sozinho, o leitor se encontra sem energia elétrica, diante do problema no poste de fiação, que antes do interrompimento da luz proporcionou faíscas.

Aconselhado pela Enel a ficar acordado até as 2 horas desde Sábado de Aleluia (20), limite máximo para o atendimento, o aposentado está obrigado a não dormir por mais algumas horas, pois a Enel fixou o novo prazo do atendimento para o início da tarde.

Pelo visto, a volta do fornecimento deverá ficar para este Domingo de Ressurreição…

(Foto: Arquivo)

Mega-Sena tem prêmio de R$ 60 milhões neste sábado

Há oito testes com prêmio acumulado, a Mega-Sena paga R$ 60 milhões, neste sábado (20), segundo estimativa da Caixa Econômica Federal. As apostas podem ser feitas até as 19 horas, em qualquer agência lotérica, ao preço mínimo de R$ 3,50.

Já a Quina também está com a premiação acumulada e paga na noite deste sábado, de acordo ainda com a Caixa, R$ 2,2 milhões. A aposta mínima custa R$ 1,50.

Unidos pela Fé – Ricardinho e Marcelo Boeck oram pela paz de olho no clássico-rei decisivo

Ricardinho e Marcelo Boeck entre o amigo de fé, Marcelo Sousa.

Vistos na Comunidade Cristã Videira (Bairro José de Alencar), em clima de orações, os jogadores Marcelo Boeck, do Fortaleza, e Ricardinho, do Ceará.

Engajados no time de Cristo, eles pediram bênçãos e, principalmente, paz para o clássico-rei decisivo deste domingo, às 16 horas, na Arena Castelão.

(Foto – Comunidade Videira)

Fortaleza registra chuva neste Sábado de Aleluia

Fortaleza registra chuva nesta manhã de Sábado de Aleluia.

A Funceme havia previsto tempo nublado, com eventos de chuva no Centro-Norte. No Sul, chuvas isoladas.

Alguns alagamentos começam a se registrar em velhos pontos da cidade, com exigência de cautela redobrada para os motoristas, pois, além da pista molhada, há um buraco aqui e ali nesse caminho.

Choveu, até as 830min deste sábado em 50 cidades.

Confira as 10 maiores

Meruoca (Posto: Meruoca) : 45.0 mm

Forquilha (Posto: Forquilha) : 35.0 mm

Iracema (Posto: Bastioes) : 35.0 mm

Crateús (Posto: Irapua) : 29.6 mm

Reriutaba (Posto: Reriutaba) : 23.0 mm

Ocara (Posto: Serragem) : 20.0 mm

Quixeré (Posto: Quixere) : 18.8 mm

Itaitinga (Posto: Itaitinga) : 18.0 mm

Araripe (Posto: Brejinho) : 17.0 mm

Maranguape (Posto: Olho Dagua) : 16.4 mm

Camilo vai falar sobre Segurança Pública no Exterior; agora em Portugal

Depois dos EUA, agora é a vez de Portugal receber o governador Camilo Santana (PT) para falar sobre o delicado tema da Segurança Pública.

Embalado pelos bons números do Monitor Nacional da Violência divulgados nesta semana – o Ceará com a maior redução de homicídios do país em 2019 (-58%), Camilo participará, nesta segunda (22), do VII Fórum Jurídico de Lisboa – Justiça e Segurança. Na plateia, cerca de 300 convidados, entre autoridades, especialistas no tema e acadêmicos. Com ele, o ex-ministro da Justiça e Segurança, Raul Jungmann, e o atual diretor geral da Polícia Federal, Leandro Daiello.

Camilo vai mostrar a estratégia de reorganização do Sistema Penal e do Sistema de Segurança cearenses que resultou na redução significativa da violência no primeiro trimestre de 2019, após o janeiro de ataques criminosos, como reação dos bandidos ao endurecimento feito pelo Estado.

Ainda em Portugal, terá reunião com o embaixador do Brasil nesse país, Luiz Alberto Figueiredo Machado, quando tratará de possíveis parcerias.

(Foto – Divulgação)

Bolsonaro: com reforma, quem ganha menos pagará menos

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O presidente Jair Bolsonaro postou mensagem em sua conta do Twitter, na noite dessa sexta-feira (19), sobre a reforma da Previdência. No post, Bolsonaro defende que a reforma garantirá que “quem ganha menos pagará menos e quem ganha mais pagará mais”.

Ele também cita serviço disponível na página do Ministério da Economia que faz o cálculo da aposentadoria.

No último dia 17, o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, confirmou que o governo aceitou negociar pontos da reforma da Previdência para facilitar a aprovação do texto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. “Tivemos uma primeira conversa com membros de vários partidos, que têm algumas restrições ao projeto como ele se encontra. Iniciamos um diálogo, mas não existe meio acordo. O acordo tem que ser feito por inteiro. Vamos continuar a conversar”, declarou o secretário.

Originalmente, a votação da reforma na CCJ estava prevista para o dia 17, mas foi adiada para a próxima semana.

(Agência Brasil)