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Copa do Nordeste – Santa Cruz faz gol nos acréscimos e conquista vaga nos pênaltis

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Com um jogador a menos e na desvantagem do placar até três minutos após o tempo regulamentar do segundo tempo, o Santa Cruz conquistou a vaga para as semifinais da Copa do Nordeste, na noite desse sábado (6), no estádio do Arruda, em Recife, ao empatar a partida contra o CRB, nos últimos segundos de jogo, e venceu nas cobranças de pênaltis.

O Santa Cruz sofreu o gol aos 37 minutos do segundo tempo, com William Barbio, e empatou aos 48 minutos, com William Alves. Aos 22 minutos da segunda etapa, o time pernambucano havia perdido o lateral Marcos, após o segundo cartão amarelo.

Neste domingo (7), o Botafogo da Paraíba recebe o CSA, em João pessoa. Nesta segunda-feira (8), Fortaleza e Vitória decidem a última vaga para as semifinais, a partir das 21h30min, no Castelão.

(Foto: Reprodução)

Cientistas alertam para risco de chikungunya em áreas de mata

O vírus da chikungunya pode sair das cidades para as matas brasileiras, tornando-se silvestre e impossibilitando a erradicação da doença no país. O alerta é de cientistas dos institutos Oswaldo Cruz e Pasteur, na França, que tiveram artigo publicado na revista científica internacional PLOS Neglected Tropical Diseases.

O documento foi divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz, no Rio. O processo é semelhante ao da febre amarela, doença de origem africana que se tornou endêmica no Brasil e, de tempos em tempos, espalha-se das matas para áreas urbanas.

Na pesquisa coordenada pela Fiocruz, os cientistas constataram que mosquitos silvestres como o Haemagogus leucocelaenus e a Aedes terrens, comuns na América do Sul, são capazes de transmitir o vírus da chikungunya entre três e sete dias, o que significa alto potencial de disseminação.

Hoje, tanto a chikungunya, também de origem africana, como a febre amarela são transmitidas no Brasil pelo mosquito Aedes aegypti. As duas doenças provocam febres e fortes dores pelo corpo.

Nas cidades, o transmissor da chikungunya é o mosquito Aedes aegypti, que se infecta picando uma pessoa doente e transmitindo para outras pessoas. Na floresta africana, onde foi identificada, os mosquitos silvestres contraem o vírus picando macacos doentes. A infecção humana só ocorre por acidente, quando uma pessoa é picada na mata.

Segundo o chefe do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) e coordenador do estudo, Ricardo Lourenço de Oliveira, o avanço para áreas silvestres torna o vírus mais difícil de ser enfrentado, podendo levar ao aumento no número de casos. “Esse cenário apresentaria um grave problema de saúde pública, uma vez que a infecção se tornaria mais difícil de controlar”, afirma. Nas florestas, o combate ao mosquito é impossível.

Para os cientistas, é necessário começar, o quanto antes, o monitoramento de regiões em áreas de mata. “É fundamental incorporar o chikungunya em uma rotina de vigilância no ambiente silvestre”, diz Lourenço. Isso inclui a verificação de mosquitos e de macacos para avaliar se a transmissão já está ocorrendo próximo a florestas e monitorar esta possibilidade.

(Agência Brasil)

Copa do Nordeste – Ceará é tchutchuca no segundo tempo e perde vaga às semifinais

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Tigrão no primeiro tempo, tchutchuca na segunda etapa, o Ceará perdeu a chance de chegar às semifinais da Copa do Nordeste, na noite deste sábado (6), no Castelão, ao ser derrotado pelo Náutico, por 2 a 0.

Equipe com melhor campanha na competição, o Vozão começou o primeiro tempo arrasador, com mais de 35 mil torcedores segurando por duas vezes o grito de gol, antes mesmo dos 10 minutos de partida.

Logo aos 4 minutos, Wescley desceu livre e chutou em cima do goleiro Bruno. Dois minutos depois, João Lucas botou uma bola na trave.

Na segunda etapa, o Ceará voltou a campo irreconhecível. Mesmo fora de casa, o Náutico buscou a vitória. Aos 19 minutos, bola na trave. Aos 25 minutos, cabeceio rente ao gol. Aos 30 minutos, gol contra de Valdo. Aos 44 minutos, Tiago fechou o placar, ao descer livre pela direita e chutar rasteiro.

(Foto: Reprodução)

Mais da metade dos brasileiros está acima do peso

Uma pesquisa do Ministério da Saúde indica que 53% da população brasileira estão com excesso de peso e 45,8% praticam uma atividade física insuficiente. Os valores foram registrados na Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

Feito em 2017, o estudo envolve entrevistas feitas por meio do telefone, com participação da Associação Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Os números estão longe da meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) que pretende reduzir a inatividade física em 15% até 2030, em todo o mundo.

Segundo pesquisa da OMS em 2018, o número de pessoas que faziam atividades insuficientes totalizava 1,4 bilhão de pessoas. “Acredita-se que um em cada cinco adultos e quatro em cada cinco adolescentes não praticam atividade física de forma suficiente”, disse o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Rogério Scarabel.

Neste fim de semana, quando se comemoram o Dia da Atividade Física (6) e o Dia Mundial da Saúde (7), a ANS lança o projeto Movimentar-se É Preciso. Por meio do seu Programa de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos de Doenças (Promoprev), a agência está estimulando as operadoras de saúde a realizarem programas voltados a atividades físicas para seus beneficiários nestes dois dias.

(Agência Brasil)

E os russos? – Lupi quer André Figueiredo disputando o Estado em 2022

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, lançou nessa sexta-feira (5) o nome do deputado federal André Figueiredo como opção ao Governo do Ceará, em 2022.

Como diria o saudoso Garrincha, faltou combinar com os russos. No caso do Ceará, os russos seriam os Ferreira Gomes, além da “naturalização russa” de Camilo Santana.

Na Copa de 1958, na Suécia, o treinador brasileiro Vicente Feola traçou uma jogada ofensiva, em que Garrincha teria que passar por vários adversários da então União Soviética para depois cruzar a bola na área. Eis que Garrincha interrompeu: Seu Feola, o senhor já combinou tudo isso com os russos?

DETALHE – O Brasil venceu a partida por 2 a 0, gols de Vavá, nenhum conforme a estratégia do treinador.

(Foto: Arquivo)

Redução de spread elimina risco de título público perder da poupança

A redução de uma taxa cobrada de quem vende títulos do Tesouro Direto corrigidos pela Selic (juros básicos da economia), anunciada ontem (5), elimina o risco de o papel render menos que a poupança em algumas ocasiões, esclareceu o Tesouro Nacional. Segundo o órgão, a medida foi necessária para diminuir o receio de investidores de aplicar em títulos públicos.

O Tesouro Direto oferece papéis de diversos tipos. No entanto, o Tesouro Selic era o único que eventualmente perdia da poupança. No caso de resgates próximos à data de aniversário da caderneta, a poupança rendia mais que o Tesouro Selic se o dinheiro fosse retirado até seis meses depois da aplicação.

Essa situação só perdurava nos dias próximos ao aniversário da poupança. Isso porque a caderneta não paga o rendimento todos os dias, apenas uma vez a cada 30 dias, contados a partir da data em que o correntista transferiu dinheiro para a caderneta. O Tesouro Selic paga rendimentos todos os dias, até a correção atingir 6,5% em um ano, equivalente à variação da taxa Selic. A poupança, em contrapartida, rende apenas 70% da Selic nas condições atuais do mercado.

“Como o Tesouro Selic rende um pouquinho a cada dia e a poupança rende de uma só vez a cada mês, o aplicador poderia perder em algumas ocasiões se resgatasse os títulos públicos no curto prazo”, explica o diretor-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel de Oliveira. Ele enfatiza que a diferença não está nas taxas de rendimentos, sempre mais altas no Tesouro Selic, mas no fato de que o rendimento da poupança é concentrado um dia no mês.

Para contornar a situação, o Tesouro reduziu, de 0,04% para 0,01% ao ano o spread do Tesouro Selic. O spread é a diferença de preços entre o momento do investimento e o momento do resgate antes do vencimento de um título. No curto prazo, a diminuição da taxa iguala o rendimento da poupança e do Tesouro Selic próximo aos dias de aniversário da caderneta. No médio e no longo prazo, amplia a vantagem dos títulos públicos.

(Agência Brasil)

Combate ao crime – “Quem manda é o Estado”, diz Camilo em palestra nos Estados Unidos

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O fortalecimento policial, a reestruturação do sistema prisional e o aspecto da prevenção ao crime foram destaques na fala do governador Camilo Santana, na Universidade de Harvard, em Boston, nos Estados Unidos, no painel “Segurança – Estratégias para Superação da Criminalidade”. Camilo ressaltou o programa Pacto por um Ceará Pacífico ao expor a redução dos índices de violência no Estado.

“A partir do Pacto por um Ceará Pacífico, com envolvimento do Judiciário, Ministério Público, Legislativo, universidade e de toda sociedade civil, criamos uma nova estratégia de segurança”, afirmou Camilo. “É necessário cumprir a lei dentro dos presídios e mostrar que quem manda é o Estado. Isso se reflete nas ruas”, apontou.

Na segunda-feira (8), em Nova Iorque, o governador do Ceará ministrará a palestra “Situação Econômica e Oportunidades de Investimentos”, no evento Brazil Summit 2019.

(Foto: Divulgação)

Governo americano vai estabelecer novas sanções contra a Venezuela

O governo americano decidiu impor novas sanções contra a Venezuela, sobre carregamentos de petróleo do país.

O vice-presidente americano, Mike Pence, discursou nessa sexta-feira (5) no Texas, no sul do país. Ele disse que o governo americano vai impor sanções contra 34 embarcações de propriedade ou operadas por uma empresa petrolífera estatal venezuelana. Acrescentou que o governo aplicará sanções contra dois operadores estrangeiros de transporte marítimo que realizaram entregas de petróleo da Venezuela para Cuba.

O governo do presidente Donald Trump havia aplicado sanções em janeiro contra outra estatal petrolífera venezuelana. A administração pretende enfraquecer o governo de Maduro por meio de cortes nos faturamentos relativos ao petróleo.

Pence afirmou que os Estados Unidos “vão continuar a exercer toda a pressão diplomática e econômica para ocasionar uma transição pacífica para a democracia”.

(Agência Brasil)

Chanceleres de países do G7 estão reunidos na França

Coreia do Norte, Irã e segurança cibernética são os principais temas a serem discutidos na reunião de dois dias do G7 (o grupo dos sete países mais ricos), que teve início nessa sexta-feira (5) no balneário de Dinard, banhado pelo Oceano Atlântico.

O chanceler francês, Jean-Yves Le Drian, disse que a reunião será uma oportunidade especial para responder a preocupações das pessoas sobre a paz e a segurança global.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, não participa do evento,sendo representado pelo seu vice, John J. Sullivan. Não se sabe o motivo da ausência de Pompeo. Observadores afirmam que o fato reflete a intenção da administração Trump de menosprezar a importância do encontro do G7.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Taro Kono, deve abordar, como principal tema, a iniciativa chinesa denominada “Cinturão e Rota”. Ele espera confirmar a cooperação com outros integrantes do G7 para lidar com atividades marítimas da China, assim como suas práticas envolvendo direitos de propriedade intelectual.

Kono espera também reafirmar a importância de manter a pressão sobre a Coreia do Norte para a desnuclearização do país. Ele pedirá o apoio do G7 para resolver, o quanto antes, a questão dos sequestros de cidadãos japoneses pela Coreia do Norte.

(Agência Brasil)

Quando o capitão abandona o navio

Em artigo no O POVO deste sábado (6), a Doutora em Direito e professora da UFC Juliana Diniz destaca a estratégia do deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara Federal, diante da “incapacidade do presidente Bolsonaro de conduzir a articulação da reforma da previdência”. Confira:

A inteligência estratégica do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, confirma o lugar-comum de que não existem vácuos no poder. Sua habilidade tem lhe rendido uma influência crescente. Depois de sofrer hostilidades inexplicáveis do clã presidencial, que o associou ao pior da “velha política”, Maia iniciou movimento de contra-ataque eficiente: acenou à imprensa, espaço que Bolsonaro julga inimigo. Declarações incisivas de Maia a grandes veículos de comunicação expuseram a incapacidade do presidente de conduzir a articulação da reforma da previdência. Apresentando-se como autoridade disposta a botar ordem na casa, Maia orientou o chefe do Executivo a sentar na cadeira e declarou que já chega de brincar de presidir.

A acidez das críticas foi atenuada pela falta de resposta firme do governo e pela queda de popularidade do presidente. A aprovação de Jair Bolsonaro se desgasta a uma velocidade alucinante, segundo o Ibope. Avaliado como inapto por boa parte dos atores políticos, o presidente amarga a transferência crescente e precoce de seu protagonismo para o Legislativo. Maia aproveita o ambiente favorável para agir à revelia do núcleo duro do Planalto, hoje desorientado por disputas internas. Evitando aprofundar o caos, o presidente da Câmara passou a articular um cenário de apoio institucional a projetos que julga prioritários. Diante da recusa de Bolsonaro em aderir ao presidencialismo de coalizão brasileiro, já há quem anuncie um parlamentarismo de fato, onde o Legislativo dita o rumo e o ritmo do governo.

A estratégia pode ser boa para consolidar a força do Parlamento, mas é improvável que sirva para trazer alguma tranquilidade ao País. Guedes e Moro foram à casa legislativa defender suas pautas, mas não resistiram ao stress do debate ruidoso e incontrolável dos salões da Câmara. Moro reagiu com um português sofrível às indagações sobre a fragilidade técnica de seu projeto: há dúvidas se a violenta emoção poderá ser invocada para isentar de punição crimes como o feminicídio. Guedes, esgotado, deixou a sessão da CCJ aos gritos, depois de sucumbir a uma provocação infantil de um deputado da oposição. Os dois pilares de Bolsonaro saíram menores do espaço da Câmara, assim como o governo. O barco segue, para desespero de todos, afundando em um apagão administrativo sem precedentes.

Aniversário de Fortaleza – Prefeitura cadastra ambulantes nesta segunda-feira

Vendedores ambulantes que desejam trabalhar no Aniversário de Fortaleza 2019, na Praia de Iracema, no próximo sábado (13), podem realizar o cadastro, na segunda-feira (8) e terça-feira (9), das 9 horas às 16 horas, na Secretaria Regional 2, no bairro Edson Queiroz.

Para quem vai se cadastrar pela primeira vez como ambulante, os documentos exigidos são cópias da Carteira de Identidade, do CPF e do comprovante de endereço, além da folha corrida e uma foto 3×4. Quem já possui cadastro como ambulante precisa apenas apresentar cópias do RG e CPF. Os ambulantes que já atuam no entorno do aterro poderão comercializar no evento sem a obrigatoriedade de se inscrever, porém, deverão portar seus respectivos termos de permissão.

No total, serão disponibilizadas 250 vagas, sendo 200 para itinerantes, além de 48 barracas para amplo sorteio e duas destinadas para pessoas com deficiência, voltadas ao comércio de comidas e bebidas, totalizando 50 barracas ofertadas para o dia do evento. As barracas ficarão instaladas nas ruas Monsenhor Bruno e Camocim, sendo 30 barracas para a Monsenhor Bruno e 20 para a Camocim, que são as vias transversais à avenida Historiador Raimundo Girão.

(Foto: Arquivo)

Bombeiros do Pará tentam encontrar vítimas de ponte que desabou

Parte de uma ponte do complexo Alça Viária, que liga regiões do Pará, caiu na madrugada deste sábado (6) no Rio Moju, próximo ao município de Acará. Pelas redes sociais, o governador do estado, Helder Barbalho, que sobrevoou o local hoje nas primeiras horas da manhã, disse que o acidente teria sido causado por uma balsa que colidiu com um dos pilares da ponte, que é a terceira da Alça Viária. Dois veículos que passavam no local, no momento da colisão, caíram.

Segundo Barbalho, um gabinete de crise foi instalado e, de manhã, representantes de diversos órgãos de segurança pública discutiram ações para acelerar o resgate das vítimas.

A mobilização da equipe de governo ocorre na sede do Comando do Corpo de Bombeiros, em Belém. A corporação informou que já iniciou buscas na área. “É um dia triste, com esse episódio lamentável. Neste momento, a nossa prioridade é agilizar as buscas pelas vítimas e dar total apoio às suas famílias”, disse o governador.

Segundo os bombeiros, nenhum tripulante, certificado ou documento da embarcação que atingiu a ponte foi encontrado no local.

Técnicos das secretarias estaduais também estão reunidos na sede do Corpo de Bombeiros para definir alternativas que garantam a mobilidade de veículos que utilizam a área da ponte. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) vai acionar judicialmente a empresa proprietária da balsa que colidiu com um dos pilares.

A estrutura fica localizada na Rodovia PA-483, que sofreu avarias por constantes choques de embarcações e estava em reparos há cerca de dois meses.

(Agência Brasil)

O pêndulo da tirania

Em artigo no o POVO deste sábado (6), a jornalista Regina Ribeiro aponta que o ministro Ricardo Veléz não sabe o que fazer com a Educação do país, quando sugere que livros didáticos passem a negar o período da ditadura militar. Confira:

O ministro da Educação, Ricardo Veléz Rodriguez, anunciou esta semana que quer mudanças nos livros didáticos para alterar a nomenclatura e o conteúdo em torno do período da ditadura militar brasileira (1964-1985). Está correto afirmar que o professor Veléz não sabe o que fazer com o ministério que recebeu do presidente Bolsonaro que, por acaso, era o de Educação. Portanto, não dá para imaginar que o atual mandatário do MEC tenha qualquer ideia de como se faz um livro didático.

Esse material, no Brasil, é construído a partir de recomendações fornecidas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais produzidos pelo MEC. Os PCN´s estão sendo substituídos pela Base Curricular Comum. Esses documentos informam os conteúdos sobre os quais os livros devem tratar para dar conta do currículo e das competências de conhecimento em cada disciplina em todos os estágios escolares. Ou seja, qualquer alteração exige estudos e decisões antes do assunto chegar aos professores e alunos.

A outra questão grave posta pelo ministro Veléz é a negação da ditadura militar brasileira. Desde a campanha eleitoral vitoriosa de Jair Bolsonaro, está em curso no Brasil uma disputa ferrenha para se restaurar o discurso sobre o Golpe Militar de antes da redemocratização. A ideia é atenuar, sufocar e lançar no descrédito uma série de dados, pesquisas e conhecimentos acumulados sobre o período nesses 34 anos de governos civis e liberdades democráticas. Bolsonaro e seu governo acredita que pode mudar a História e pôr em curso uma revolução cultural no País.

É inegável que o campo da História é o do poder e que os autoritários costumam brincar de donos da memória coletiva, ajustando o pêndulo ao discurso historiográfico que o interessa. O presidente Bolsonaro tem repetido que está batalhando para restaurar a verdade, quando defende que não houve uma ditadura militar no Brasil. Seus ministros das Relações Exteriores e da Educação têm feito coro a essa extravagância de dizer que o País estava a um passo de se transformar numa ditadura de esquerda e foi salvo pelos militares que atenderam ao chamamento da maioria da população brasileira. Fatos históricos carecem de contextualização.

O livro didático “História do Brasil”, de Assis Silva e Pedro Ivo Bastos, publicado em 1976, durante a ditadura militar, não pinta esse cenário. A questão, segundo esses historiadores, estava muito mais para o desacerto econômico do que ideológico. Eles chamam o golpe de “movimento político-militar”, e descrevem de forma sucinta a concentração de poder nas mãos dos militares e uma “rigorosa repressão a elementos acusados de subversão”. Enumeram “prisões, suspensão de garantias constitucionais do Habeas-Corpus, da vitaliciedade e da estabilidade, intervenção em estados e municípios, cassação de mandatos e suspensão de direitos políticos”. Sobre a emenda constitucional de 1969, o livro ensina que a medida trazia algumas “inovações”. Entre elas a “pena de morte para os casos de guerra revolucionária, subversiva e psicológica adversa e o impedimento de o Judiciário rever os atos praticados com base nos Atos Institucionais e Complementares”.

Minha grande dúvida hoje é se esse governo quer alterar apenas o enredo dos livros didáticos.

Regina Ribeiro

Jornalista do O POVO

Chuvas caem com menor intensidade neste sábado no Ceará

Nenhum município cearense registrou neste sábado (6) chuva com mais de 100 milímetros. Mesmo, assim, oito cidades tiveram chuvas com mais de 40 milímetros, entre os 88 municípios com precipitações de ontem para hoje, segundo dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

A maior chuva no período ocorreu em Crateús, no Sertão Cearense, a 350 quilômetros de Fortaleza, com 70.8 milímetros. Outras fortes chuvas aconteceram em Iracema (60 mm), Crato (48 mm), Granja (47.7 mm), Saboeiro (43 mm), Independência (42 mm), Orós (41 mm), Jaguaruana (40 mm) e Redenção (37.8 mm).

Em Fortaleza, choveu apenas 2.4 milímetros. Para este domingo (7), a Funceme prevê céu nublado, com mínima de 23°C e máxima de 32°C. Na segunda-feira (8), de acordo ainda com a Funceme, o calor deverá chegar aos 33°C.

(Foto: Reprodução)

A futrica política que prejudica Maracanaú

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (6), pelo jornalista Érico Firmo:

Sobram erros no episódio que levou à exclusão de Maracanaú da lista de municípios que receberão experiências-piloto do Plano Nacional de Enfrentamento aos Crimes Violentos. O Município, extraoficialmente, estaria no programa. Porém, foi substituído. No lugar, entrou o município de Paulista, em Pernambuco. O motivo da troca passa por desencontros entre o governo Jair Bolsonaro (PSL) e a administração Camilo Santana (PT), e de Camilo com adversários locais. Perdem os maracanauenses.

Como tudo foi tratado extraoficialmente, as razões ficam nebulosas. Não é conhecido motivo suficiente para que se prejudique a população do município. Seria desejável que opções de políticas públicas se dessem com mais transparência.

Das manifestações públicas, fica impressão que o governo Camilo Santana não via com os melhores olhos a opção por Maracanaú. Ao menos o secretário da Segurança Pública e Defesa Social, André Costa, demonstrou isso no posicionamento após a exclusão de Maracanaú se consumar.

O secretário estranhou a escolha de Maracanaú. Quis saber os critérios. É legítimo, mas não é inteligente, a depender da forma como é feito. Investimentos federais, sobretudo tão restritos, são disputados a tapa. São cinco municípios – o Brasil tem 5.570. Se você está na lista, é bom não fazer muitas perguntas. Recebe e depois pede detalhes, ora.

A opção por Maracanaú tem lógica. A Região Metropolitana de Fortaleza é das mais violentas do Brasil e Maracanaú se destaca dentro dessa realidade já atípica. Do ponto de vista político, há de se destacar que Maracanaú é o maior município governado pela oposição a Camilo Santana. Disparadamente, o principal entre os raríssimos redutos não alinhados com os Ferreira Gomes. E, de longe, aquele que tem o líder político mais barulhento – o ex-prefeito e deputado federal Roberto Pessoa (PSDB). Se teve alguém cujos desentendimentos com o grupo governista ultrapassou todos os limites de civilidade, foi Pessoa. Quando se dá episódio como esse, claro que esses ingredientes políticos saltam aos olhos e aumentam as interrogações.

Da parte do Governo Federal, faltou explicar melhor o assunto, também. O secretário nacional da Segurança Pública, general Guilherme Theophilo, disse o seguinte: “Foi marcada uma reunião (em 12 de março), e ele (Camilo) não compareceu e não mandou ninguém. Só mandou o secretário da Segurança”. Ora, convenhamos, isso não é motivo. O governador não poder ir à reunião e o município é excluído? Mandou alguém sim: o secretário da área, a pessoa mais indicada à tarefa.

O governador poderia ter ido, para dar peso político e fortalecer o pleito. O Ceará, na última década, foi muito incisivo e articulado para atrair investimentos. Isso não aconteceu agora, justo na área que o Estado mais precisa. Mas, não me parece motivo para decisão tão drástica. A postura do secretário André Costa na reunião pode talvez explicar mais. Porém, isso não é transparente.

Outro aspecto: será possível que o governo Bolsonaro não sabe que Maracanaú tem prefeito adversário do governador? General Theophilo foi candidato a governador seis meses atrás, pelo partido do prefeito de Maracanaú. Não sabe da situação? Faz sentido prejudicar o município por causa da posição do Governo do Estado, que é antagonista político do grupo do prefeito?

Claro que o apoio estadual é importante. Mas, a tentativa de Camilo Santana de remendar a situação mostra que não era uma resistência absoluta. Se a escolha de Maracanaú era a mais adequada tecnicamente, a futrica política – com os mútuos erros – não justifica a troca.