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Presidentes de Venezuela e Bolívia criticam abertura de impeachment de Dilma

Dois chefes de Estado da América do Sul, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da Bolívia, Evo Morales, declararam apoio à presidenta Dilma Rousseff após decisão da Câmara dos Deputados de abertura do processo de impeachment na Câmara dos Deputados neste domingo (17).

Em sua conta no Twitter, Maduro questionou a legalidade do processo aprovado e acusou a oposição brasileira de atuar por “ordem yankee”, referindo-se aos Estados Unidos.

“A direita do continente desconhece a Soberania Popular. Pretendem que desapareçamos? Alerta, alerta que caminha”, escreveu o presidente venezuelano.

Também via Twitter, o presidente boliviano, Evo Morales, foi outro a criticar a abertura do processo de impeachment de Dilma. Ele referiu-se à votação de domingo à noite como um “golpe”, reproduzindo um discurso amplamente repetido pelos críticos ao impeachment e pela própria Dilma.

“Não ao golpe no Congresso. Defendamos a democracia do Brasil, sua liderança regional e a estabilidade da América Latina”.

Estados Unidos

A imprensa norte-americana deu grande destaque à notícia de que a Câmara dos Deputados do Brasil aprovou na noite desse domingo (17) a autorização para a  abertura do processo de impeachment pelo Senado contra a presidente Dilma Rousseff.

Segundo o  The Wall Street Journal, o Congresso brasileiro “deu um passo gigante” para remover a presidente brasileira.

A rede de televisão CBS News disse que a presidente brasileira é acusada de usar truques de contabilidade na gestão do orçamento federal para manter os gastos e reforçar apoios.

O The Wall Street Journal o Brasil é uma democracia que vem sendo há tempos atormentada por problemas. “Quatro dos oito presidentes eleitos entre 1950 e ascensão de Dilma ao poder, há dois anos, não puderam terminar seus mandatos”. O jornal refere-se aos ex-presidentes Getúlio Vargas, Jânio Quadros, João Goulart e Fernando Collor de Mello.

(Agência Brasil)

Impeachment – Tasso dará coletiva nesta segunda-feira e sugere responsabilidade e serenidade

foto tasso jereissati

O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) falará com a imprensa sobre o processo de impeachment, nesta segunda-feira (18), a partir das 11h30min, na Torre Empresarial Iguatemi, no bairro Edson Queiroz. Para o senador cearense, o momento é de responsabilidade, serenidade e união de forças.

“A Câmara dos Deputados ouviu o clamor das ruas. Agora, é fundamental que encontremos o caminho para superar este momento de nossa história com serenidade, responsabilidade e a brevidade que a situação nos exige. Que possamos pacificar o Brasil e, unindo as forças dos que querem o bem do País, voltar nossos esforços para o combate aos graves problemas que afligem a população brasileira”, comentou Tasso, em sua página no Facebook.

Presidente do PT ataca impeachment e pede mobilização da militância

O presidente do PT, Rui Falcão, criticou a aprovação do parecer favorável à abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados. Em nota, o petista disse que as “forças mais reacionárias do país venceram a primeira batalha”, mas que o partido buscará mobilizar a militância para “não permitir que a democracia, conquistada pela luta e a vida de tantos patriotas, seja destruída”.

“Hoje, a infâmia e o golpismo feriram a democracia, rasgando a Constituição. Sob o comando do réu [presidente da Câmara] Eduardo Cunha e as promessas do vice [presidente da República, Michel Temer] conspirador — a admissibilidade do processo de impedimento foi aprovada na Câmara dos Deputados”, diz trecho da nota.

Segundo Falcão, os responsáveis pelo processo querem “impor seu programa de restauração conservadora, com ataques aos direitos dos trabalhadores, cortes nos programas sociais, privatização da Petrobras, arrocho dos salários, repressão aos movimentos sociais e entrega das riquezas nacionais”.

Para o presidente do PT, ainda é possível reverter o impeachment no Senado, onde o processo será analisado agora. “Esta aventura ainda poderá ser detida pelo Senado Federal, onde será travada a próxima e decisiva batalha em favor do resultado eleitoral de 2014. O Partido dos Trabalhadores conclama todos os homens e mulheres comprometidos com a democracia para que se mantenham mobilizados, ocupando as ruas contra a fraude do impeachment”.

(Agência Brasil)

Deputado Bruno Araújo entra para a história do impeachment

“Quanta honra o destino me reservou”. A comemoração é do deputado tucano Bruno Araújo, de Pernambuco, ao registrar o 342º voto no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), às 23h07min deste domingo (17).

O processo agora segue para votação no Senado. Os trâmites terão início nesta segunda-feira (18).

Agência Brasil – Caso aprovada a admissibilidade do processo pelo Senado, o que deve ser decidido entre os dias 10 e 11 de maio, a presidente Dilma Rousseff será notificada e afastada do cargo por um prazo máximo de 180 dias, para que os senadores concluam o processo. O vice-presidente da República, Michel Temer, assume o posto. Mesmo se for afastada, Dilma manterá direitos como salário, residência no Palácio da Alvorada e segurança. Nesse período, ela fica impedida apenas de exercer suas funções de chefe de Estado.

Pernambuco – Deputados já projetam qual parlamentar irá sacramentar impeachment neste domingo

Restando cinco estados para encerrar a votação do processo de impeachment, deputados já especulam qual parlamentar irá sacramentar o 342º voto, necessário para o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na noite deste domingo (17).

A expectativa é que o voto seja de um parlamentar do PSDB de Pernambuco, entre os deputados Betinho Gomes, Bruno Araújo ou Daniel Coelho.

Deputado Jean Wyllys cospe em direção a Bolsonaro

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O deputado federal Jean Wyllys (PSOL/BA) cuspiu em direção ao deputado Jair Bolsonaro (PSC/SP) logo após ter votado “NÃO” ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, na noite deste domingo, 17. O momento não foi exibido pela TV Câmara, mas segundo a reportagem da BandNews FM, ele não acertou o alvo.

Jean, antes mesmo do voto, criticou Bolsonaro por ter exaltado o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra – ex-chefe do DOI-CODI do II Exército, um dos órgãos atuantes na repressão política durante a Ditadura Militar. Ustra foi responsável por 47 sequestros e homicídios, de acordo com o relatório Direito à Memória e à Verdade, e 502 desaparecimentos de políticos, segundo o levantamento do projeto Brasil Nunca Mais. O coronel morreu em outubro de 2015 aos 83 anos, vítima de câncer.

Jean cruzava entre colegas quando Bolsonaro abriu os braços e lhe falou algo. Reagiu imediatamente tentando cuspir o parlamentar, após ouvir “tchau, querida!” para o rival.

(Allan Marques – Folhapress)

Governistas ameaçam ir ao Supremo contra o processo de impeachment de Dilma

“O vice-líder do PT, Paulo Pimenta (SP), deu os primeiros sinais de que o impeachment da presidenta Dilma Rousseff deverá ser aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados e admitiu que os governistas pretendem acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar o impedimento da presidenta.

Pouco antes das 21h, quando a oposição já tinha conquistado pouco mais de 200 dos 342 votos necessários para a aprovação da matéria, Paulo Pimenta, no Salão Verde, que nem partido nem movimentos sociais reconhecerão um governo federal que terá à frente Michel Temer, “um político com menos de 1% das intenções de voto” dos brasileiros; e na vice-presidência Eduardo Cunha, “um réu da Lava Jato corrupto que abriu o processo de impeachment para se salvar da cadeia”, disse o vice-líder do PT, ao referir-se ao presidente da Câmara dos Deputados.

Segundo ele, a votação de hoje (17) “é apenas a primeira etapa” de um processo golpista em curso. “Não há nenhuma chance de um governo Temer-Cunha ter legitimidade. É um governo ilegal, ilegítimo, vai mergulhar o país numa profunda crise institucional, e isso deixará profundas cicatrizes na sociedade brasileira”, disse o deputado ao admitir que o partido já possui uma estratégia para o caso de o impedimento ser aprovado na Câmara.

“O STF não analisou o mérito e todos nós sabemos que não existe crime de responsabilidade. Todos nós sabemos que a presidenta Dilma não praticou nenhum crime. Vamos ao Senado, vamos ao STF e vamos às ruas com a convicção de que esse processo é um golpe patrocinado por uma pessoa que deveria estar na cadeia. Todos sabemos que não há nenhum, crime de responsabilidade. Sem passarem pelo voto popular, Temer e Cunha não terão condições moral nem política para governar o país. Dilma é vítima de um processo golpista criminoso. Um golpe pode ter 20, pode ter 50 votos, pode ter 350 votos, continua sendo um golpe.”, argumentou.

Segundo ele, caso Temer assuma a Presidência, ele terá dificuldades inclusive para obter reconhecimento internacional. “O mundo, a imprensa internacional hoje publica com destaque, jornais da Inglaterra, dos Estados Unidos, da França, do mundo inteiro, alguns falam em uma gangue. Uma gangue de criminosos julgando uma mulher honesta”, disse o vice-líder. “Não haverá reconhecimento internacional”, completou.”

(Agência Brasil)

Ex-ministro de Lula renuncia à presidência do PR para votar a favor do impeachment

Ministro dos Transportes no governo Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado Alfredo Nascimento (PR-AM) anunciou seu voto a favor do processo do impeachment da presidente Dilma Rousseff e, ao mesmo tempo, renunciou ao mandato de presidente nacional do partido que decidiu apoiar a presidenta. “Meu voto pertence ao povo do Amazonas e, majoritariamente, o povo do meu estado vota pelo impeachment”, afirmou.

Nascimento afirmou que tomou a decisão em respeito ao partido. “Por ter uma posição diferente, renuncio ao meu cargo na presidência do PR. Voto sim.”

Alfredo Nascimento era presidente nacional do PR desde 2010 e, em 2015, assumiu o mandato como deputado federal para a legislatura até 2019.

(Agência Brasil)

Veja como votaram os cearenses no processo do impeachment

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Confira como votou a bancada federal cearense no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff:

Aníbal Gomes (PMDB) – Ausente

Adail Carneiro (PP) – SIM

Ariosto Holanda (PDT) – NÃO

Arnon Bezerra (PTB) – NÃO

Cabo Sabino (PR) – SIM

Chico Lopes (PCdoB) – NÃO

Danilo Forte (PSB) – SIM

Domingos Neto (PSD) – NÃO

Genecias Noronha (SD) – SIM

Gorete Pereira (PR) – ABSTENÇÃO

José Guimarães (PT) – NÃO

José Airton -(PT) – NÃO

Leônidas Cristino (PDT) – NÃO

Luizianne Lins (PT) – NÃO

Macedo (PP) – NÃO

Moroni (DEM) – SIM

Moses Rodrigues (PMDB) – SIM

Odorico Monteiro (Pros) – NÃO
Raimundo Matos (PSDB) – SIM
Ronaldo Martins (PRB) – SIM
Vicente Arruda (PDT) – NÃO
Vitor Valim (PMDB) – SIM
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DETALHE – Adail Carneiro (PP) foi qualificado, no Palácio da Abolição, como traidor. Havia dito que votaria contra o impeachment. Ele deixou a assessoria especial do Governo para votar pró-Dilma, afastando o suplente Paulo Henrique Lustosa, que é do PP.
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DETALHE 2 – Luizianne Lins (PT) apareceu com bandana na cabeça expondo “Não” ao impeachment.
DETALHE 3 – Em seu voto contra o impeachment, Chico Lopes (PCdoB) ironizou. Disse que estava emocionado em ver ali tanto pai de família, mas que a maioria ali estava na Lava Jato ou já teria aparecido na Veja. 

José Guimarães diz que governo tem voto suficiente para derrotar o impeachment

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O líder do Governo na Câmara, José Guimarães (PT), falou sobre o impeachment e voltou definir o caso como golpe contra a democracia.

Criticou aqueles que querem chegar ao poder sem ser pelo voto e garantiu: o Governo tem votos suficientes para derrotar o impeachment.

Ele ainda lamentou que Eduardo Cunha tenha tocado o processo do impeachment como uma vingança contra o governo.