Blog do Eliomar

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Lúcio destaca Tasso e Eunício e diz que impeachment expôs a decadência dos Ferreira Gomes

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Para o presidente regional do Partido da República, o ex-governador Lúcio Alcântara, a aprovação do impeachment de Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados, fortaleceu duas lideranças do Ceará: o senador Eunício Oliveira (PMDB), que almoçou com MIchel Temer ainda no domingo, e Tasso Jereissati (PSDB).

De acordo com Lúcio, a tendência é que o impeachment passe no Senado, no que os dois cearenses ganharam destaque como peças importantes de articulação.

Mas ele faz questão de explicar que os dois aumentarão seu poder de influência porque, no caso da Câmara, os irmãos Ciro e Cid Gomes, que trabalharam contra o impeachment, sucumbiram. “Isso serviu para expor a decadência dos Ferreira Gomes”, acentuou o ex-governador. O próximo pleito municipal, segundo Lúcio, servirá para atestar o que ele diz.

Tucano que deu voto decisivo tem nome na planilha da Odebrecht apreendida pela PF

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Bruno Araújo , o tucano do voto 342, foi um dos mais de 280 políticos que tiveram seus nomes citados em planilhas da Odebrecht, apreendidas durante a Operação Acarajé, no final de março. Em nota, o deputado de Pernambuco afirmou que as doações recebidas da empreiteira foram registradas oficialmente.

(Coluna Lauro Jardim – O Globo)

Vitor Valim, o “papagaio de pirata” da vez

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Vitor Valim (PMDB) foi quem mais capitalizou para si o mote do impeachment. Ganhou generosos espaços na mídia, durante a votação desse domingo, na Câmara, e se diz fortalecido na condição de pré-candidato a prefeito de Fortaleza.

Mas Valim, nas redes sociais, andou virando alvo de muitas críticas dos situacionistas. A alcunha de “papagaio de pirata” foi o adjetivo mais leve.

Após aprovação do impeachment, uma madrugada de romaria ao Palácio Jaburu

“Cerca de 20 minutos após o plenário da Câmara dos Deputados atingir maioria de 342 votos a favor da admissão do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o vice-presidente Michel Temer começou a receber visitas de apoiadores no Palácio do Jaburu, residência oficial.

Um dos primeiros a chegar foi o deputado federal Arthur Oliveira Maia (PPS-BA). Para o parlamentar, a votação favorável ao impeachment deverá se repetir no Senado. “Não tem comemoração nenhuma. Vim só abraçar o vice-presidente, que é um amigo querido”, disse. De acordo com o deputado Hugo Motta (PMDB-PB), que também se encontrou com Temer, é preciso “virar a página” sobre a questão do impeachment” e planejar o que vai acontecer no país.

“O momento agora não é de parabéns. O momento é de combinarmos o que vai acontecer daqui para frente. A partir de agora, o PMDB tem a condição de poder, junto com os demais partidos, de conduzir um projeto de união nacional em prol do país”, afirmou.

O deputado Leonardo Quintão (PMDB-MG) informou que a votação final a favor do impeachment por 367 votos não o surpreendeu. Segundo ele, o placar estava na estimativa prevista pelo partido. “Agora, vamos trabalhar no Senado. Vai dar tudo certo para o Brasil”, acrescentou.

Segundo a assessoria da Vice-Presidência, Temer não deverá se pronunciar hoje (18) sobre o resultado da votação. O próximo passo do processo de impeachment será a votação no Senado. O cronograma de instalação da comissão especial que vai tratar do assunto e a data da votação no plenário da Casa ainda não foram decididas.”

(Agência Brasil)

Posse da nova cúpula do CIC promete ser festiva por conta da aprovação do impeachement

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José Dias , Beto Studart (Fiec) e Aluisio Ramalho Filho.

A solenidade de posse da nova diretoria do Centro Industrial do Ceará (CIC) vai ocorrer amanhã, às 19 horas, na sede da Federação das Indústrias do Estado (Fiec), em tom festivo. O empresário Aluísio Ramalho Filho assumirá o comando da entidade no lugar de José Dias de Vasconcelos, mas o que se sabe é que a festa virá por parte de um empresariado que queria o impeachment de Dilma Rousseff. O CIC e a Fiec torciam por isso.

A Fiec, por exemplo, mobilizou entidades como a Fecomércio, Faec, Facic, Associação Comercial, Faceje e AJE para que pressionassem parlamentares, seguindo orientação da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Deu certo.

Agora é a vez da pressão no Senado. Se precisar, claro.

Presidentes de Venezuela e Bolívia criticam abertura de impeachment de Dilma

Dois chefes de Estado da América do Sul, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da Bolívia, Evo Morales, declararam apoio à presidenta Dilma Rousseff após decisão da Câmara dos Deputados de abertura do processo de impeachment na Câmara dos Deputados neste domingo (17).

Em sua conta no Twitter, Maduro questionou a legalidade do processo aprovado e acusou a oposição brasileira de atuar por “ordem yankee”, referindo-se aos Estados Unidos.

“A direita do continente desconhece a Soberania Popular. Pretendem que desapareçamos? Alerta, alerta que caminha”, escreveu o presidente venezuelano.

Também via Twitter, o presidente boliviano, Evo Morales, foi outro a criticar a abertura do processo de impeachment de Dilma. Ele referiu-se à votação de domingo à noite como um “golpe”, reproduzindo um discurso amplamente repetido pelos críticos ao impeachment e pela própria Dilma.

“Não ao golpe no Congresso. Defendamos a democracia do Brasil, sua liderança regional e a estabilidade da América Latina”.

Estados Unidos

A imprensa norte-americana deu grande destaque à notícia de que a Câmara dos Deputados do Brasil aprovou na noite desse domingo (17) a autorização para a  abertura do processo de impeachment pelo Senado contra a presidente Dilma Rousseff.

Segundo o  The Wall Street Journal, o Congresso brasileiro “deu um passo gigante” para remover a presidente brasileira.

A rede de televisão CBS News disse que a presidente brasileira é acusada de usar truques de contabilidade na gestão do orçamento federal para manter os gastos e reforçar apoios.

O The Wall Street Journal o Brasil é uma democracia que vem sendo há tempos atormentada por problemas. “Quatro dos oito presidentes eleitos entre 1950 e ascensão de Dilma ao poder, há dois anos, não puderam terminar seus mandatos”. O jornal refere-se aos ex-presidentes Getúlio Vargas, Jânio Quadros, João Goulart e Fernando Collor de Mello.

(Agência Brasil)

Impeachment – Tasso dará coletiva nesta segunda-feira e sugere responsabilidade e serenidade

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O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) falará com a imprensa sobre o processo de impeachment, nesta segunda-feira (18), a partir das 11h30min, na Torre Empresarial Iguatemi, no bairro Edson Queiroz. Para o senador cearense, o momento é de responsabilidade, serenidade e união de forças.

“A Câmara dos Deputados ouviu o clamor das ruas. Agora, é fundamental que encontremos o caminho para superar este momento de nossa história com serenidade, responsabilidade e a brevidade que a situação nos exige. Que possamos pacificar o Brasil e, unindo as forças dos que querem o bem do País, voltar nossos esforços para o combate aos graves problemas que afligem a população brasileira”, comentou Tasso, em sua página no Facebook.

Presidente do PT ataca impeachment e pede mobilização da militância

O presidente do PT, Rui Falcão, criticou a aprovação do parecer favorável à abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados. Em nota, o petista disse que as “forças mais reacionárias do país venceram a primeira batalha”, mas que o partido buscará mobilizar a militância para “não permitir que a democracia, conquistada pela luta e a vida de tantos patriotas, seja destruída”.

“Hoje, a infâmia e o golpismo feriram a democracia, rasgando a Constituição. Sob o comando do réu [presidente da Câmara] Eduardo Cunha e as promessas do vice [presidente da República, Michel Temer] conspirador — a admissibilidade do processo de impedimento foi aprovada na Câmara dos Deputados”, diz trecho da nota.

Segundo Falcão, os responsáveis pelo processo querem “impor seu programa de restauração conservadora, com ataques aos direitos dos trabalhadores, cortes nos programas sociais, privatização da Petrobras, arrocho dos salários, repressão aos movimentos sociais e entrega das riquezas nacionais”.

Para o presidente do PT, ainda é possível reverter o impeachment no Senado, onde o processo será analisado agora. “Esta aventura ainda poderá ser detida pelo Senado Federal, onde será travada a próxima e decisiva batalha em favor do resultado eleitoral de 2014. O Partido dos Trabalhadores conclama todos os homens e mulheres comprometidos com a democracia para que se mantenham mobilizados, ocupando as ruas contra a fraude do impeachment”.

(Agência Brasil)

Deputado Bruno Araújo entra para a história do impeachment

“Quanta honra o destino me reservou”. A comemoração é do deputado tucano Bruno Araújo, de Pernambuco, ao registrar o 342º voto no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), às 23h07min deste domingo (17).

O processo agora segue para votação no Senado. Os trâmites terão início nesta segunda-feira (18).

Agência Brasil – Caso aprovada a admissibilidade do processo pelo Senado, o que deve ser decidido entre os dias 10 e 11 de maio, a presidente Dilma Rousseff será notificada e afastada do cargo por um prazo máximo de 180 dias, para que os senadores concluam o processo. O vice-presidente da República, Michel Temer, assume o posto. Mesmo se for afastada, Dilma manterá direitos como salário, residência no Palácio da Alvorada e segurança. Nesse período, ela fica impedida apenas de exercer suas funções de chefe de Estado.

Pernambuco – Deputados já projetam qual parlamentar irá sacramentar impeachment neste domingo

Restando cinco estados para encerrar a votação do processo de impeachment, deputados já especulam qual parlamentar irá sacramentar o 342º voto, necessário para o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na noite deste domingo (17).

A expectativa é que o voto seja de um parlamentar do PSDB de Pernambuco, entre os deputados Betinho Gomes, Bruno Araújo ou Daniel Coelho.

Deputado Jean Wyllys cospe em direção a Bolsonaro

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O deputado federal Jean Wyllys (PSOL/BA) cuspiu em direção ao deputado Jair Bolsonaro (PSC/SP) logo após ter votado “NÃO” ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, na noite deste domingo, 17. O momento não foi exibido pela TV Câmara, mas segundo a reportagem da BandNews FM, ele não acertou o alvo.

Jean, antes mesmo do voto, criticou Bolsonaro por ter exaltado o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra – ex-chefe do DOI-CODI do II Exército, um dos órgãos atuantes na repressão política durante a Ditadura Militar. Ustra foi responsável por 47 sequestros e homicídios, de acordo com o relatório Direito à Memória e à Verdade, e 502 desaparecimentos de políticos, segundo o levantamento do projeto Brasil Nunca Mais. O coronel morreu em outubro de 2015 aos 83 anos, vítima de câncer.

Jean cruzava entre colegas quando Bolsonaro abriu os braços e lhe falou algo. Reagiu imediatamente tentando cuspir o parlamentar, após ouvir “tchau, querida!” para o rival.

(Allan Marques – Folhapress)

Governistas ameaçam ir ao Supremo contra o processo de impeachment de Dilma

“O vice-líder do PT, Paulo Pimenta (SP), deu os primeiros sinais de que o impeachment da presidenta Dilma Rousseff deverá ser aprovado pelo plenário da Câmara dos Deputados e admitiu que os governistas pretendem acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para evitar o impedimento da presidenta.

Pouco antes das 21h, quando a oposição já tinha conquistado pouco mais de 200 dos 342 votos necessários para a aprovação da matéria, Paulo Pimenta, no Salão Verde, que nem partido nem movimentos sociais reconhecerão um governo federal que terá à frente Michel Temer, “um político com menos de 1% das intenções de voto” dos brasileiros; e na vice-presidência Eduardo Cunha, “um réu da Lava Jato corrupto que abriu o processo de impeachment para se salvar da cadeia”, disse o vice-líder do PT, ao referir-se ao presidente da Câmara dos Deputados.

Segundo ele, a votação de hoje (17) “é apenas a primeira etapa” de um processo golpista em curso. “Não há nenhuma chance de um governo Temer-Cunha ter legitimidade. É um governo ilegal, ilegítimo, vai mergulhar o país numa profunda crise institucional, e isso deixará profundas cicatrizes na sociedade brasileira”, disse o deputado ao admitir que o partido já possui uma estratégia para o caso de o impedimento ser aprovado na Câmara.

“O STF não analisou o mérito e todos nós sabemos que não existe crime de responsabilidade. Todos nós sabemos que a presidenta Dilma não praticou nenhum crime. Vamos ao Senado, vamos ao STF e vamos às ruas com a convicção de que esse processo é um golpe patrocinado por uma pessoa que deveria estar na cadeia. Todos sabemos que não há nenhum, crime de responsabilidade. Sem passarem pelo voto popular, Temer e Cunha não terão condições moral nem política para governar o país. Dilma é vítima de um processo golpista criminoso. Um golpe pode ter 20, pode ter 50 votos, pode ter 350 votos, continua sendo um golpe.”, argumentou.

Segundo ele, caso Temer assuma a Presidência, ele terá dificuldades inclusive para obter reconhecimento internacional. “O mundo, a imprensa internacional hoje publica com destaque, jornais da Inglaterra, dos Estados Unidos, da França, do mundo inteiro, alguns falam em uma gangue. Uma gangue de criminosos julgando uma mulher honesta”, disse o vice-líder. “Não haverá reconhecimento internacional”, completou.”

(Agência Brasil)

Ex-ministro de Lula renuncia à presidência do PR para votar a favor do impeachment

Ministro dos Transportes no governo Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado Alfredo Nascimento (PR-AM) anunciou seu voto a favor do processo do impeachment da presidente Dilma Rousseff e, ao mesmo tempo, renunciou ao mandato de presidente nacional do partido que decidiu apoiar a presidenta. “Meu voto pertence ao povo do Amazonas e, majoritariamente, o povo do meu estado vota pelo impeachment”, afirmou.

Nascimento afirmou que tomou a decisão em respeito ao partido. “Por ter uma posição diferente, renuncio ao meu cargo na presidência do PR. Voto sim.”

Alfredo Nascimento era presidente nacional do PR desde 2010 e, em 2015, assumiu o mandato como deputado federal para a legislatura até 2019.

(Agência Brasil)

Veja como votaram os cearenses no processo do impeachment

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Confira como votou a bancada federal cearense no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff:

Aníbal Gomes (PMDB) – Ausente

Adail Carneiro (PP) – SIM

Ariosto Holanda (PDT) – NÃO

Arnon Bezerra (PTB) – NÃO

Cabo Sabino (PR) – SIM

Chico Lopes (PCdoB) – NÃO

Danilo Forte (PSB) – SIM

Domingos Neto (PSD) – NÃO

Genecias Noronha (SD) – SIM

Gorete Pereira (PR) – ABSTENÇÃO

José Guimarães (PT) – NÃO

José Airton -(PT) – NÃO

Leônidas Cristino (PDT) – NÃO

Luizianne Lins (PT) – NÃO

Macedo (PP) – NÃO

Moroni (DEM) – SIM

Moses Rodrigues (PMDB) – SIM

Odorico Monteiro (Pros) – NÃO
Raimundo Matos (PSDB) – SIM
Ronaldo Martins (PRB) – SIM
Vicente Arruda (PDT) – NÃO
Vitor Valim (PMDB) – SIM
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DETALHE – Adail Carneiro (PP) foi qualificado, no Palácio da Abolição, como traidor. Havia dito que votaria contra o impeachment. Ele deixou a assessoria especial do Governo para votar pró-Dilma, afastando o suplente Paulo Henrique Lustosa, que é do PP.
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DETALHE 2 – Luizianne Lins (PT) apareceu com bandana na cabeça expondo “Não” ao impeachment.
DETALHE 3 – Em seu voto contra o impeachment, Chico Lopes (PCdoB) ironizou. Disse que estava emocionado em ver ali tanto pai de família, mas que a maioria ali estava na Lava Jato ou já teria aparecido na Veja.