Blog do Eliomar

Arquivos do autor Eliomar de Lima

Senado – Comissão do Impeachment retoma trabalhos nesta semana

“O afastamento da presidenta Dilma Rousseff do cargo, na última semana, não significa o fim do processo de impeachment, nem o encerramento dos trabalhos no Senado em relação ao assunto. A Comissão Especial do Impeachment voltará a se reunir nesta semana, já na condição de Comissão Processante, para começar a definir os próximos passos da ação contra a presidenta afastada.

Nesta terça-feira (17), o presidente da comissão, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), e o relator do processo, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), se reunirão com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, e assessores jurídicos, para tomar conhecimento dos detalhes legais do procedimento a partir de agora.

Lewandowski assumiu, na última semana, a condição de presidente do processo contra Dilma, mas quem presidirá os trabalhos da comissão é Lira. Isso significa que o presidente do STF passará a ser a última instância recursal, para resolver dúvidas e questionamentos. Assim, em questões de ordem apresentadas pela base de apoio a Dilma, por exemplo, caso a resposta de Lira seja negativa, os senadores poderão recorrer a Lewandowski.

O presidente do Supremo já tem, inclusive, uma sala reservada no Senado, em caso de haver necessidade de despachar por lá. No entanto, ele já comunicou que pretende acompanhar os trabalhos da comissão a distância, de seu gabinete no STF. Lewandowski também já assinou seu primeiro ato como presidente do processo, o mandado de citação para que Dilma apresente defesa no prazo de 20 dias – que começou a contar na última quinta-feira (12).

O ato deu início à nova fase do processo, que também vai incluir a produção de provas, a tomada de depoimentos de testemunhas e debates entre defesa e acusação, tudo no âmbito da Comissão Processante – ela continua com a mesma formação de 21 membros que analisou, na primeira fase, a admissibilidade do processo.

Nesta nova fase, a presidenta afastada poderá prestar depoimento. Isso dependerá de os membros da comissão requererem e de ela aceitar. Dilma Rousseff não será obrigada a ir ao Senado, ela pode apenas ser convidada para prestar esclarecimentos, de acordo com o ministro Lewandowski. Ela pode ainda responder por escrito aos questionamentos dos senadores.

Por enquanto, no entanto, ainda não se sabe se haverá interesse da defesa ou da acusação na presença dela. Os primeiros requerimentos para a tomada de depoimentos só devem começar a ser apresentados a partir de quarta-feira (18), quando a comissão deve se reunir por completo pela primeira vez após a admissibilidade do processo e definir um plano de trabalho.

De acordo com o presidente Raimundo Lira, o colegiado terá prazo de 180 dias, enquanto a presidente está afastada, para concluir os trabalhos. Mas a intenção é que o relatório esteja pronto para ir ao plenário do Senado antes disso.

“Nós não pretendemos usar os 180 dias porque isso gera uma expectativa na população brasileira. Por outro lado, não vamos acelerar, nem encurtar o prazo, a ponto de prejudicar a ampla defesa da acusada”, explicou.

Ainda de acordo com Lira, não há previsão de que a comissão funcione de segunda a sexta-feira, como vinha ocorrendo na fase de admissibilidade. Em princípio, o colegiado deverá se encontrar nos dias de atividades no Senado, de terça a quinta-feira, mas isso também deve ser decidido coletivamente a partir desta semana.

Após todas as oitivas e análises de documentos, o relator deverá fazer um parecer com seu voto, admitindo ou não o crime de responsabilidade por parte da presidenta da República. Lewandowski já se manifestou contrário à hipótese de que a comissão e Anastasia analisem outros fatos estranhos ao que foi acatado pelo presidente da Câmara quando a denúncia começou a tramitar.

Assim, novos fatos que liguem a presidenta à Operação Lava Jato, por exemplo, devem ficar de fora do relatório que será apresentado por Anastasia. Ele deverá se ater às pedaladas fiscais e à edição de decretos de suplementação orçamentária irregulares.”

(Agência Brasil)

Presidente das Docas é cotado para secretário-executivo da Integração Nacional

cesarpinheiro

O peemedebista César Pinheiro embarcou, nesta madrugada de segunda-feira, para Brasília. Ali, deverá acertar seu ingresso como secretário-executivo do Ministério Integração Nacional, que tem como titular o também peemedebista Hélder Barbalho, informam setores do PMDB.

César Pinheiro nada comentou a respeito do assunto e garantiu que, em Brasília, sua agenda “só diz respeito à Companhia Docas”. Não quis falar sobre temas políticos e preferiu informar estar satisfeito com o desempenho das Docas que, no item movimentação de cargas, registrou, no primeiro quadrimestre, cerca de 4 milhões de toneladas/cargas por mês.

César adiantou que ira conversar com a Secretaria dos Portos sobre projetos da Companhia Docas, entre os quais a dragagem do Porto do Mucuripe. Não quis falar de assuntos políticos, mas o que se informa no PMDB é o senador Eunício Oliveira já costura seu nome para adjunto da Integração Nacional. Já a presidência das Docas ficaria para um membro da bancada estadual peemedebista.

Camilo Santana comandará primeira reunião do secretariado nesta Era Temer

102 1

foto camilo governador ceará

O governador Camilo Santana vai se reunir, a partir das 9 horas desta segunda-feira (16), no Palácio da Abolição, com todo o secretariado. Irá avaliar o último quadrimestre, realidade de projetos, planejar ações e, principalmente, conferir a radiografia dos custos e despesas do Estado.

Camilo quer de cada pasta um balanço minucioso, acompanhado das metas acertadas no começo do ano. Será o primeiro encontro do governador com sua equipe depois que Michel Temer assumiu.

No viés político nacional, fortaleceram-se adversários de Camilo como o PMDB do senador Eunício Oliveira.

Era Temer – Marilia Gabriela é convidada para a Cultura

marilia-gabriela-g

Após receber críticas pela falta de mulheres e negros em cargos de seus ministérios, o presidente em exercício Michel Temer busca um nome feminino para integrar a Secretaria de Cultura, agora vinculada ao Ministério da Educação.

De acordo com o site Glamurama, da jornalista Joyce Pascowitch, Marta Suplicy recebeu a missão de chamar a jornalista Marília Gabriela para a cadeira. O convite foi feito no sábado (14), sem sucesso. A apresentadora recusou o cargo.

Em seu perfil no Instagram, Marília não falou sobre o fato. No entanto, diversos seguidores encheram o espaço de comentários sobre o assunto, elogiando a atitude. “Um abraço por você ter se recusado a integrar esse vergonhoso e usurpador desgoverno”, disse um dos seguidores. “Representou negando-se a participar de um governo golpista e corrupto. Aquilo não é pra você. Deixa pra Marta e pra Ana Amélia”, comentou outro.

(Com Agências)

Era Temer e o Ceará

ciro-e-mechel-550x300

Da Coluna Vertical, no O POVO desta segunda-feira (16):

Os irmãos Ferreira Gomes, o governador Camilo Santana e o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), passaram o fim de semana avaliando o cenário político do País e seus impactos locais, nestes tempos de Governo Temer.

O PT de Camilo e o PDT dos Gomes e de RC desembarcaram na oposição sem direito a levar muitas bagagens. Camilo já disse que espera tratamento adequado, em respeito aos interesses do povo do Ceará, no que segue a mesma linha o prefeito da quinta Capital do País.

O problema é que os irmãos Ciro e Cid já qualificaram Temer de “chefe de quadrilha”, “sórdido”, “salafrário” dentre outros adjetivos.

José Guimarães avisa: PT vai brigar por “eleições imediatas”

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=1cC2-gPafe4[/youtube]

“Eu quero ver agora a Fiesp, a Fiec e os deputados de oposição no Ceará, que estavam como papagaio de pirata lá na posse do presidente em exercício, defenderem esse instrumento (CPMF). (…) Inviabilizaram o país, não deixaram votar nada e, agora, voltam com o mesmo remédio”. A declaração é do deputado federal José Guimarães (PT-CE) sobre as primeiras medidas anunciadas pelo governo em exercício.

José Guimarães disse para o Blog que há uma rejeição ao presidente em exercício Michel Temer, por parte da população, e defende eleições gerais imediatas.

Essa tese, inclusive, será discutida, a partir das 10 horas desta segunda-feira, pela Executiva Nacional do PT, em Brasília, para onde Guimarães, ex-líder do Governo Dilma Rousseff, seguiu nesta madrugada.

Obama critica populismo de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, criticou nesse domingo (15), sem nomeá-lo, o populismo do candidato republicano à sua sucessão Donald Trump, durante uma cerimônia de entrega de diplomas na universidade Rutgers, perto de Nova York.

Obama convidou os estudantes a não pensar numa hipotética idade de ouro norte-americana. Ele considerou que os “bons velhos tempos não tinham sido assim tão bons”, citando a discriminação racial, a pobreza ou o lugar das mulheres na sociedade.

“O mundo nunca esteve tão interligado (…) construir muros não mudará nada”, declarou Obama, numa referência à proposta de Trump de construir um muro na fronteira com o México.

Sem nunca nomear o nome do republicano, o presidente norte-americano acrescentou que nenhum muro poderá deter as epidemias de Zika ou Ébola, ou resolver os problemas de competitividade relacionados com a globalização.

“Isso não vai melhorar nossa economia ou nossa segurança. Isolar ou denegrir muçulmanos, ou sugerir que sejam tratados de forma diferente nas fronteiras é contrário não só aos nossos valores, mas também aquilo que somos”, afirmou.

(Agência Brasil)

Cauby Peixoto morre em São Paulo aos 85 anos

115 1

cauby

Morreu por volta das 23h50min desse domingo, 15, em São Paulo, o cantor Cauby Peixoto. Ele estava internado no Hospital Sancta Maggiore, no Itaim Bibi. A assessoria de imprensa do cantor confirmou a informação ao band.com.br no começo da madrugada desta segunda-feira,16: “É verdade, ainda não sabemos a causa, mandaremos um comunicado em breve”.

Na companhia de Angela Maria, Cauby estava em turnê pelo Brasil com o espetáculo120 anos de Música. O repertório do show era baseado no disco Reencontro, mas também contemplava faixas de outras parcerias dos dois.

Em setembro do ano passado, o cantor chegou a cancelar uma apresentação por conta de uma gripe. Em março de 2015, ele chegou a ser internado em estado grave no hospital Santa Isabel em São Paulo, mas o motivo da internação foi mantido em sigilo pela família.

(Com Agências)

Temer já fala como presidente e garante: se for efetivado, não disputará reeleição

temers

“Os votos que a senhora presidente recebeu, eu também os recebi”, disse, nesta noite de domingo, em entrevista exclusiva à jornalista Sônia Bridi, do Programa Fantástico (Globo), o presidente em exercício Michel Temer (PMDB). Ele lembrou que,  na urna eletrônica, apareciam as fotos de Dilma e dele, destacando que havia uma aliança politica, no caso do PT com o PMDB,

Temer quis rebater assim a crítica de que não teria legitimidade para estar como presidente da República.

Michel reafirmou que vai priorizar a política de crescimento do País e da pacificação. Assegurou também que não vai mexer nos avanços sociais como o Bolsa Família.

Prometeu fazer uma União entre os Estados no âmbito da segurança pública e que vai convocar os secretários estaduais da área para discutir ações. Temer lembrou que também já foi secretário da Segurança Pública de São Paulo.

Reiterou o presidente em exercício que vai enfrentar o problema da Previdência Social. Sobre crítica de ter feito um ministério só de homens, explicou ter sido inevitável fazer uma composição política, o que se exige numa democracia. Os partidos trouxeram vários nomes, mas observou estar convicto de que escolheu os melhores. A resposta foi à indagação de que prometeu uma equipe de notáveis.

Sobre ausência de mulheres em seu ministério, disse que a chefia de seu gabinete é ocupada por uma mulher. Garantiu que os ministérios da Cultura e o da Ciência e Tecnologia serão ocupadas por mulher. Sem status de ministro, indagou-se, no que disse que não é rótulo que vai provar quem trabalha e age bem.

E o senador Romero Jucá, investigado na Lava Jato, será afastado se virar réu? Temer elogiou Jucá, sua competência e disse que, sob o foco econômico, ninguém conhece o orçamento como ele, destacando que foi líder de três Governos e hoje quer ajudá-lo a governar o País. Caso vire réu, disse : “Vou examinar!’

Temer garantiu que pretende manter a cúpula da Polícia Federal, hoje investigando a Lava Jato. Sobre seu nome citado como patrocinador de um diretor na Petrobras, no caso Jorge Zelada – denúncia feita pelo senador cassado Delício do Amaral – garantiu que competia à bancada peemedebista

Sobre o possível recebimento de R$ 5 milhões para sua campanha, que teria vindo de uma empreiteira, Temer descartou irregularidade.

O presidente em exercício, indagado se a renúncia de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, facilitaria as coisas, disse: “Tanto faz. Pra mim, não altera nada!”  O TSE investiga a chapa Dilma-Temer por doações ilícitas, Michel reiterou que a irregularidade envolveria a campanha da presidente afastada e não a dele.

Que legado gostaria de deixar caso se confirme no cargo? “Diminuir o desemprego e pacificar o País”. Garantiu Temer que, cumprindo essa tarefa, não postulará reeleição: “Estaria satisfeito”, enfatizou.

DETALHE – O presidente em exercício deu entrevista lembrando que “ainda” não é o titular do Palácio do Planalto.

Ações do governo Temer estarão baseadas no documento Uma Ponte para o Futuro

As primeiras entrevistas dos novos ministros sinalizam que o governo do presidente interino Michel Temer deve seguir algumas das ações elencadas no documento Uma Ponte para o Futuro, lançado pelo PMDB, partido de Temer, em outubro de 2015, para o país superar a crise econômica. E, mais recentemente, em abril, o partido lançou outro documento, A Travessia Social.

O documento Uma Ponte para o Futuro dá ênfase à necessidade de ajuste fiscal e de flexibilização do Orçamento. O texto afirma que a solução do problema fiscal “será muito dura para o conjunto da população” e que, se as ações para saná-lo não incluírem medidas estruturais, “a crise fiscal voltará sempre”. Segundo a proposta, houve elevação dos encargos do Estado e, com isso, alta de despesas.

“Muitos deles [encargos], [são] positivos e virtuosos, na área da saúde, da educação e na assistência social (…) Mas esta mesma Constituição [1988] e legislações posteriores criaram dispositivos que tornaram muito difícil a administração do Orçamento”, diz o documento, que defende o fim das vinculações constitucionais e indexações obrigatórias de valores.

“Diferentemente de quase todos os demais países, nós tornamos norma constitucional a maioria das regras de acesso e gozo dos benefícios previdenciários, tornando muito difícil a sua adaptação às mudanças demográficas”, exemplifica a proposta econômica. O PMDB defende, ainda, a desvinculação dos benefícios da Previdência do método de reajuste do salário mínimo.

O Uma ponte para o futuro propõe também um “Orçamento com base zero”, o que significa que, a cada ano, os programas de Estado seriam avaliados por um comitê independente, que poderia sugerir sua continuação ou extinção.

A proposta fala também na introdução de uma idade mínima para a aposentadoria, não inferior a 65 anos para os homens e 60 anos para as mulheres. Segundo o programa, a instituição da idade mínima poderá ocorrer de forma progressiva.

Em A Travessia Social, os peemedebistas falam sobre necessidade de revisão dos programas do governo da presidenta afastada Dilma Rousseff. O documento diz que o ponto fraco dos programas atuais é a falta de uma cultura de avaliação que produza consequências. “O importante é que os benefícios precisam chegar aos destinatários e os custos de administração devem ser os mais baixos possíveis”, diz o texto.

O documento defende proximidade entre governo e setor privado, com transferência de atribuições. “O Estado deve transferir para o setor privado tudo o que for possível em matéria de infraestrutura”, afirma o programa. As privatizações são citadas ainda como sugestão para melhorias nos serviços de saúde. O PMDB defende uma nova lei de licitações e mudanças em outras normas sobre o tema.

(Agência Brasil)

Bolsonaro grava vídeo em apoio a estudante hostilizado na UFC

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) gravou um vídeo em apoio ao estudante de Letras e policial civil, Jorge Fontenele, hostilizado por outros universitários na Universidade Federal do Ceará, na última segunda-feira, 9. Na gravação, o parlamentar se diz chateado com o episódio, fala sobre intolerância e promete fazer grande evento em Fortaleza.

“Fiquei muito chateado com o que aconteceu, a intolerância por parte dessas pessoas que pregam o ódio de verdade. Deveriam buscar o diálogo contigo, e não na agressão, na cusparada, que parece que virou moda da esquerda derrotada do nosso país”, disse Bolsonaro em vídeo gravado em Israel, onde o parlamentar realizada uma visita de ‘instrução’. O deputado diz ainda que se Jorge lhe permitir, ele fará um “grande evento” na Capital cearense.

“Comemorar não só o afastamento do comunismo do nosso poder, como novos ares para 2018. Parabéns pela sua atitude, você teve nervos de aço”, completou Bolsonaro.

Procurado pelo O POVO Online, Jorge Fontenele disse que já assistiu ao vídeo e acredita que episódio vivido por ele possa virar exemplo. “Recebi com imensa alegria. Talvez, sirva para ajudar a acabar com esse tipo de perseguição dentro das universidades por causa de política, religião”, comentou o estudante de Letras da UFC.

Jorge contou que, apesar de Bolsonaro falar em vídeo sobre um evento em Fortaleza, não houve contato direto entre eles.

(O POVO Online)

Danos morais – Sinpol entra no caso da agressão contra policial que promovia Bolsonaro

590 6

foto policial jorge fontenele ufc bolsonaro

Em nota enviada ao Blog, o Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Ceará informa que acionará criminalmente os supostos agressores do estudante de Letras (UFC) e policial civil Jorge Fontenele, que, na segunda-feira (9), teria sido agredido por um professor e alunos por estar vestido com uma camisa com a foto do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC/RJ). Confira:

O Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Ceará (SINPOL/CE) vem a público firmar posição com relação ao lamentável episódio ocorrido nas dependências da Universidade Federal do Ceará, na tarde do dia 9 de maio do ano corrente.

Primeiramente, cumpre asseverar que esta entidade representativa de classe não adota nenhum posicionamento político-partidário. Porém, por entendermos que o estado democrático de direito e a liberdade de pensamento devem nortear as relações sociais, vimos manifestar o nosso profundo pesar pela atitude de alguns alunos do Centro de Ciências Humanas da UFC, que ameaçaram, injuriaram, caluniaram e agrediram com empurrões e cusparadas, um aluno do curso de letras (italiano), que, por acaso, é inspetor de polícia civil.

Causou-nos espanto que justamente em um ambiente acadêmico, onde a pluralidade de ideologias deve ser defendida e, mais que tudo, respeitada, tenhamos visto ocorrer tamanha manifestação de ataque à democracia e ao livre pensar.

Informamos que o corpo jurídico do sindicato está tomando todas as providências cabíveis, face à situação de constrangimento e prejuízo moral a que foi submetido o referido policial. Serão ajuizadas ações criminais e de reparação de danos morais contra supostos os autores (já identificados) das agressões perpetradas, inclusive acompanhamos o filiado em audiência na sede da 3ª Delegacia de Polícia, responsável pela circunscrição do local do fato.

No atual momento político vivenciado em nosso país, com clara polarização de ideias, asseveramos que, independente da tendência seguida, seja de direita, centro ou esquerda, defenderemos com afinco e de forma incansável, o sagrado direito à liberdade de pensamento e de expressão do cidadão de bem. Pois, para um povo livre governar a si mesmo, deve ser livre para se exprimir, aberta e publicamente, seja qual for a orientação adotada.

Investidores estrangeiros apostam na recuperação do Brasil

Com a recessão e a desvalorização do real, as companhias brasileiras nunca estiveram tão baratas. Muitas delas, afetadas pela crise e pelo escândalo de corrupção na Petrobras, estão vendendo boa parte de seus ativos. A própria Petrobras, com uma dívida que supera os US$ 130 bilhões, também planeja vender US$ 15 bilhões em ativos até o fim do ano. A moeda brasileira se desvalorizou de forma significativa em relação ao dólar em 2015 e apesar da recuperação vista nos primeiros meses deste ano ainda está no menor valor desde 2003.

Geert Aalbers, diretor sênior e chefe da Control Risks no Brasil, vive no país há 18 anos e diz que há duas maneiras de olhar para o Brasil. “O primeiro é com euforia, como vimos durante o boom do país. O segundo, é com realismo. Os riscos e custos de fazer negócios no Brasil são altos e continuarão sendo pelo menos por um tempo. Os investidores que estiverem preparados para entender o cenário e absorver esses custos, terão sucesso”, afirmou.

Robert Abad, fundador da consultoria em mercados emergentes EM+BRACE, baseada na Califórnia, diz que o Brasil ainda é uma das nações mais promissoras da América Latina. “Há uma filosofia que todo investidor em mercados emergentes precisa ter. Se o país tem uma boa base, se houve progresso ao longo dos anos, então quando uma crise dessas acontece é o momento certo para investir”, disse.

Caio Mesquita, fundador da consultoria independente de investimentos Empiricus, diz que o mercado deve continuar a reagir positivamente à mudança de governo. “O que vai acontecer daqui pra frente depende muito do tipo de governo que será formado, mas, de qualquer forma, se você tem uma visão de longo prazo, é um bom momento para investir no Brasil”.

(Agência Brasil)

‘Emprego vai voltar’, diz empresário Beto Studart pelo otimismo com Temer

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=aypcFk0bySM[/youtube]

“Nós, sociedade, esperamos tudo. Acho que vai melhorar tudo”! O otimismo é do empresário Beto Studart, diante do Governo em exercício de Temer. Para o empresário, o emprego vai voltar e a atividade econômica vai ser retomada, mas é preciso que o Governo em exercício tenha tempo.

Sobre a possibilidade do retorno da CPMF, Beto Studart afirma que é necessário um projeto.

OAB critica nomeação e defende saída de ministros investigados na Lava Jato

103 1

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, criticou a nomeação de ministros investigados ou citados na Operação Lava Jato pelo presidente em exercício Michel Temer e disse que poderá avaliar o uso de instrumentos jurídicos para pedir o afastamento de ministros que venham a se tornar réus.

“Quem é investigado pela Operação Lava Jato não pode ser ministro de Estado, sob o risco de ameaçar a chance que o Brasil tem de trilhar melhores rumos. Faço o alerta de que a nomeação de investigados contraria os anseios da sociedade e não deveria ser feita”, disse Lamachia em nota.

“No futuro, se necessário, a Ordem avaliará o uso dos instrumentos jurídicos cabíveis para requerer o afastamento das funções públicas dos ministros que se tornarem réus. Foi com base nesse entendimento que a OAB pediu o afastamento do deputado Eduardo Cunha e do então senador Delcídio do Amaral”, completou.

Na equipe ministerial de Temer, o único investigado na operação é Romero Jucá (Planejamento), mas outros dois ministros foram citados na Lava Jato: Henrique Eduardo Alves (Turismo) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo). Além de Jucá que é senador, os dois últimos passam a ter foro privilegiado e, a partir de agora, podem ser investigados apenas pelo Supremo Tribunal Federal.

No documento, Lamachia observa ainda que o novo governo, alçado ao poder pela via constitucional e não pela via eleitoral, “precisa ser um exemplo ético para poder atender aos anseios da sociedade e validar sua legitimidade”. E acrescenta que a OAB acredita no sucesso do Brasil, por isso, “cobrará que, diferentemente do anunciado, o novo ministério não seja composto por pessoas sobre as quais pesem dúvidas”.

Ainda na nota, Lamachia defende que todos os cidadãos têm direito à ampla defesa e ao devido processo legal, mas acredita que a equipe de ministros precisa estar acima de qualquer suspeita.

(Agência Brasil)

Cunha acusa Dilma de lhe oferecer ajuda no Supremo

149 2

eliomar charge 150718 dilma e cunha

“Ela me convocou para falar de medidas e sei lá o quê e disse que tinha cinco ministros do Supremo para me ajudar”.

A denúncia é do presidente afastado da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB), de um possível tráfico de influência da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), para ajudá-lo no processo da Lava Jato sobre corrupção.

“Concretamente, ela não disse o que ia fazer. (…) Considerei uma bravata”, completou Cunha, em entrevista publicada neste domingo (15) na Folha de S.Paulo.

O advogado José Eduardo Cardozo, que no Governo Dilma exerceu o cargo de advogado-geral da União, disse que Eduardo Cunha não merece nenhuma credibilidade.

Projetos do Governo Temer só serão enviados à Câmara após estudos da área econômica

O presidente  em exercício Michel Temer (PMDB) disse que vai contar com o Congresso para fazer ajustes na economia. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, adiantou que a meta precisa ser estudada antes para que não precise ser modificada depois. Para o novo ministro da Fazenda, esse foi um dos maiores problemas para a perda de confiança no Brasil – a incerteza quanto aos números. O Congresso já analisa alterar a meta fiscal de 2016 para um déficit primário de até R$ 96,7 bilhões (PLN 1/16), mas os ministros acreditam que esse valor pode aumentar.

Para Meirelles, há duas medidas a serem implementadas – uma em relação à sustentação futura da dívida pública, que está crescente, e outra em relação à diminuição de gastos. Embora admita que são medidas de médio e longo prazo, Meirelles acredita que a sinalização do governo de que elas serão tomadas é efetiva para melhorar o cenário de confiança, tanto externa quando do empresariado brasileiro.

O novo ministro da Fazenda não afastou a possibilidade da volta da CPMF, mas disse que seria uma medida temporária. “Nós já temos uma carga tributária elevada, das maiores entre os países emergentes, e qualquer aumento de imposto tem de ser muito estudado e apenas temporário, para não impactar nos nossos custos”, disse.

(Agência Câmara Notícias)