Blog do Eliomar

Arquivos do autor Eliomar de Lima

Duas delegacias são atacadas neste sábado

Homens não identificados efetuaram vários disparos contra a fachada do 20º
Distrito, na tardes deste sábado (5), no bairro Acaracuzinho, em Maracanaú, na
Região Metropolitana de Fortaleza.

Mais cedo, cerca de 20 tiros foram efetuados contra o acesso do 23º Distrito, no
bairro Nova Metrópole, em Caucaia, também na Região Metropolitana.

As duas delegacias não funcionam em regime de plantão e ninguém ficou ferido. Em
apenas quatro dias, Fortaleza e Região Metropolitana tiveram 12 atentados a
prédios públicos e transportes coletivos.

Jornalista Valdemar Menezes, do O POVO, é baleado em assalto

140 3

O jornalista Valdemar Menezes foi baleado em assalto ocorrido no começo da tarde
deste sábado (5), no cruzamento da Via Expressa com rua Tavares Coutinho, no bairro Papicu.

Neste momento, Menezes está sendo atendido no Hospital São Mateus. Segundo
informações do hospital, o quadro inspira cuidados. Valdemar chegou consciente ao
atendimento de emergência. Ele foi encaminhado à Unidade de Tratamento Intensivo
(UTI) do hospital.

Segundo a esposa, Joana Albuquerque, que estava junto com Valdemar durante o
ocorrido, ao parar antes da passagem de nível, na Via Expressa, dois assaltantes
anunciaram o assalto e atiraram.

De acordo com o sargento Josimar, do 8º Batalhão de Polícia Militar, os criminosos
levaram um telefone celular.

Valdemar Menezes é jornalista e editor sênior do O POVO. Atuou no jornal como
editor de opinião. Atualmente, assina coluna que leva seu nome e é publicada aos
domingos.

(O POVO Online)

Salmito diz que política será resgatada no país pela cidadania

foto salmito pdt juventude

Para o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho (PDT), a
cidadania é o caminho para o resgate da credibilidade política no país. A
avaliação foi feita neste sábado (5), durante palestra no 5º Congresso da
Juventude Socialista (JS) do PDT, no Colégio Salesiano Dom Bosco, no bairro
Joaquim Távora.

O presidente do Legislativo de Fortaleza ressaltou que a população conquista a
cidadania a partir do momento que se inteira de seus direitos e deveres e passa a
colocá-los em prática e a cobrá-los, não somente na política e na ecnonomia, mas
também na própria sociedade.

Salmito destacou que a população é a massa que se permite manipular,
principalmente pela mídia. Mas que ganha a condição de povo, a partir da
cidadania.

O parlamentar também comentou a condução coercitiva do ex-presidente Lula, nessa
sexta-feira (4), para depoimento na 24ª fase da Operação Lava Jato. Para Salmito,
houve “espetacularização” no caso, diante do ex-presidente nunca ter se negado a
prestar esclarecimentos ao Ministério Público e à Polícia Federal.

VAMOS NÓS – Em época de Aedes aegypti, o discurso de cidadania de Salmito Filho é bastante oportuno, pois a população aguarda medidas por parte do governo, quando quase sempre os focos do mosquito são feitos pela própria população. Ao não denunciar o lixo que é colocado indevidamente nas ruas, por exemplo, a população colabora com a proliferação do mosquito.

Área de segurança tira o sono dos empresários, diz presidente da FCDL

freitascordeiro

Da Coluna O POVO Economia, no O POVO deste sábado (5), pela jornalista Neila
Fontenele:

A falta de segurança tem sido a maior reclamação do comércio do Ceará. O
presidente da Federação das CDLs (FCDL), Freitas Cordeiro, explica que, mesmo com
a queda do consumo (agravada no Ceará pela seca), há um comportamento resiliente
do setor; porém, a área de segurança tira o sono dos empresários.

O assunto foi colocado na reunião com o governador Camilo Santana e os lojistas
cearenses devem ter mais conhecimento sobre o que está sendo feito pelo Estado.
Freitas Cordeiro considera que a reunião com o governador foi proveitosa, devendo
trazer o destravamento de algumas ações, como a implantação do Fundo de
Investimentos e o Código Tributário.

Os lojistas também reclamam de aumento de tarifas e apresentam sugestões ao Estado
do que pode ser excluído.

Moro diz que coerção não é “antecipação de culpa” de Lula e repudia violência

94 1

Em nota divulgada neste sábado (5), o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos inquéritos da Operação Lava Jato na primeira instância, repudiou os atos de violência ocorridos nessa sexta-feira (4) durante o depoimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Polícia Federal (PF) e disse que a condução coercitiva de Lula não significa “antecipação de culpa do ex-presidente”.

Após a divulgação de que o ex-presidente estava prestando depoimento, foram registradas agressões entre manifestantes favoráveis e contrários a Lula em frente ao aeroporto e também em frente ao prédio onde o ex-presidente mora em São Bernardo do Campo (SP).

Moro disse que, sem prejuízo da liberdade de expressão e de manifestação política, repudia “atos de violência de qualquer natureza, origem e direcionamento, bem como a incitação à prática de violência, ofensas ou ameaças a quem quer que seja, a investigados, a partidos políticos, a instituições constituídas ou a qualquer pessoa”.

Na nota, Moro disse que acatou, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), a condução coercitiva do ex-presidente tomando o cuidado de “preservar, durante a diligência, a imagem do ex-presidente” e visando a evitar possíveis tumultos, como o registrado no Fórum Criminal de Barra Funda, em São Paulo, no dia 17 de fevereiro, quando também houve confronto entre manifestantes favoráveis e desfavoráreis ao ex-presidente. Na ocasião, Lula e dona Marisa Letícia iam prestar declarações sobre o apartamento triplex, no Condomínio Solaris, no Guarujá.

Ainda segundo a nota, as medidas tinham como objetivo apenas “o esclarecimento da verdade e não significam antecipação de culpa do ex-presidente”.

(Agência Brasil)

Entre a verdade da Lava Jato e a de Lula

98 1

Em opinião no O POVO deste sábado (5), o jornalista Henrique Araújo avalia a as consequências políticas da condução de Lula para depoimento. Confira:

Mal recuperados do golpe que foi o vazamento do acordo de delação premiada de Delcídio, o PT e a presidente Dilma estão às voltas com um cenário de filme de horror. Às denúncias atribuídas ao ex-líder do governo no Senado e às notícias sobre a prisão de João Santana, somam-se agora as drásticas e ainda imprevisíveis consequências

da 24ª etapa da Lava Jato. Denominada de “Aletheia”, termo que significa o processo por meio do qual se descortina a verdade, a nova fase da investigação tem três alvos claros: o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusado de ser favorecido por empreiteiras; o instituto que leva seu nome, que teria celebrado contratos suspeitos com empresas de Lulinha; e a empresa LILS, que custeou palestras do petista. Sob qualquer ângulo, o potencial destrutivo da apuração policial é imenso, seja para Dilma, seja para o seu partido.

Ocioso afirmar que a condução coercitiva do ex-presidente joga ainda mais lenha na fogueira do impeachment, com reflexos diretos sobre o Congresso e o Planalto, mas também sobre o PT. É possível que o depoimento de Lula acrescente pouco ao conjunto de suspeitas coletadas pela Lava Jato.

Como fato político, entretanto, cai como uma bomba, com efeitos imediatos sobre as manifestações do dia 13.

Já na sede do PT, Lula gracejou. Disse que, se a intenção da operação tinha sido “matar a jararaca”, eles haviam acertado o rabo e não a cabeça. A cobra, segundo Lula, está mais viva do que nunca. A crer no que o ex-presidente fala, o Brasil viverá momentos de muita tensão política.

O Brasil que sairá dos escombros

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (5), pelo jornalista Érico Firmo:

Não há nenhum indicativo de que o governo Dilma Rousseff (PT) sairá da crise. A política, a economia, a inoperância apontam que a administração petista, na prática, já acabou. A dúvida é saber até quando se sustenta formalmente. Se será derrubado — pelo Congresso Nacional ou pela Justiça — ou se arrastará por mais quase três anos. Em qualquer caso, a presidente não demonstra ter mais condições políticas de decidir os rumos do País, embora possa até permanecer no cargo.

O PT está ainda mais ferido que o governo. Não é possível dissociar o criador e a criatura. Há simbiose absoluta entre ele e o partido que fundou. Simbolicamente, o PT foi conduzido coercitivamente a prestar explicações.

Lula conclamou reação. Disse que percorrerá o Brasil e tratou de animar a militância. Os ânimos se acirram e tende a haver radicalização de posições — o que é preocupante. Do ponto de vista do PT, a Polícia Federal ofereceu a Lula discurso de vítima que o partido costuma saber aproveitar bem. Parece pouco para o tamanho do baque. Porém, o discurso da injustiça e da perseguição é o fôlego possível, a única saída ao PT diante da catástrofe que se abate.

A questão que se coloca para o País agora é saber como a política irá se reorganizar. O partido que estabeleceu a maior hegemonia da história democrática brasileira agoniza. O governo em curso é um espectro. Tal esfacelamento terá como consequência a radical transformação do cenário. Não sei se o governo vai cair ou quando isso ocorrerá. Não sei se Lula será preso. O fato é que a força do PT hoje fica muito reduzida. A influência do governo, igualmente, assim como a capacidade de agir.

Porém, a migração da força política para a oposição não é automática. Mesmo com todo turbilhão que atinge o ex-presidente, ele reduziu quase pela metade a diferença que o separa de Aécio Neves (PSDB), principal pré-candidato opositor, em pesquisa Datafolha de intenção de votos para 2018 e divulgada nesta semana. Hoje, há empate técnico. Ainda há muita rejeição ao PSDB. A derrocada petista favorece os tucanos mais que a qualquer outra força. Mas não alça o partido automaticamente à condição de força política principal.

Além disso, independentemente da projeção que o PSDB alcance, terá contraponto. Poderá ser algum egresso da base aliada petista ou uma força alternativa que surja. A atual polarização PT x PSDB não faz mais sentido. Os tucanos foram seguidamente derrotados, em grande parte, pelo próprio desgaste e pela memória dos anos de governo. Os petistas estão enrolados com a Justiça. O cenário está aberto a novidades, ascensões. O quadro partidário que durou mais de duas décadas já deu o que tinha de dar. Há um novo cenário em construção. É nesse contexto que aposta o grupo que comanda a política do Ceará.

As próximas eleições estão com as portas abertas para novidades. Muitos tentarão ser. Há para todos os gostos, do Psol a Jair Bolsonaro (PSC), passando por Marina Silva (Rede). E há o PDT, com Ciro Gomes.

O grupo Ferreira Gomes, desde a década de 90, acredita que pode chegar à Presidência como terceira via a PT e PSDB. Nunca a hipótese foi tão plausível.

Quem vai realmente aproveitar esse espaço vai depender de muita coisa. Da habilidade do PSDB para aproveitar o favoritismo de que passa a desfrutar, da capacidade – ainda que remota – de o PT se recuperar. E da capacidade de quem tentar surfar na onda. Porém, o panorama de incertezas se abriu.

Para Alckmin, Lula não pode usar de subterfúgios para fugir da Justiça

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pode usar de “subterfúgios” para fugir da Justiça. Ao comentar a deflagração de nova etapa da Operação Lava Jato, que cumpriu mandado de condução coercitiva para Lula prestar depoimento à Polícia Federal em São Paulo, Alckmim disse que “ninguém está acima da lei”.

“O presidente Lula se vangloriava de que, pela primeira vez na história do Brasil, a polícia tem independência para poder investigar. Então não pode agora usar de subterfúgios para fugir da Justiça. Isso é inadmissível”, disse. Alckmin conversou com jornalistas no Palácio do Planalto, após participar de reunião, junto com outros governadores, com a presidenta Dilma Rousseff. Ele defendeu a celeridade de processos como a votação do processo de impeachment e a análise das contas de Dilma no Tribunal Superior Eleitoral.

Ao ser indagado a quais subterfúgios se referia, o governador paulista afirmou: “Você querer dividir o país, a nação, não é adequado. Todo cidadão acusado tem que prestar contas, se defender e tem que ter o direito de defesa. Mas não pode usar de subterfúgio para querer dificultar a ação investigatória ou judicial”, disse Alckmim.

(Agência Brasil)

Camilo diz que país viveu ‘ação espetaculosa’

dilmacamilo

“Uma ação espetaculosa, com o aparente objetivo de desestabilizar o país”. A definição é do governador do Ceará, Camilo Santana (PT), com relação á condução coercitiva do ex-presidente Lula, nessa sexta-feira (4), para depoimento na 24ª fase da Operação Lava Jato.

“Não poderia deixar de expressar aqui minha solidariedade ao ex-presidente Lula e à sua família, que passaram por um constrangimento público injustificado. (…) O mandado de condução coercitiva do ex-presidente, que tem prestado seguidos
esclarecimentos à Justiça, inclusive sobre o processo em questão, soa arbitrário,
constrangendo uma figura pública que se notabilizou no mundo inteiro, como o
presidente que mais contribuiu para a redução da desigualdade social em um país”, disse em nota o governador cearense, que participou no Palácio do Planalto de uma reunião da presidente Dilma Rousseff com governadores da base aliada do governo.

(Foto: Arquivo)

Conselho de Ética se reúne na terça para analisar representação contra deputado Jean Wyllys

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar se reúne na terça-feira (8) para dar continuidade à apreciação do parecer preliminar do deputado Nelson Marchezan Junior (PSDB-RS), relator da representação em que o PSD pede sanção disciplinar ao deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) por suposta calúnia e difamação contra o deputado João Rodrigues (PSD-SC).

Wyllys e Rodrigues discutiram na sessão do Plenário da Câmara dos Deputados de 28 de outubro de 2015, durante debates em torno da proposta que revoga o Estatuto do Desarmamento. Rodrigues disse que Wyllys pertencia à “escória da política” por suas posições em relação a drogas e à ideologia de gênero. Wyllys rebateu as críticas com referências a uma suposta condenação de Rodrigues por improbidade administrativa e a um vídeo pornô visualizado durante sessão do Plenário.

Em seu parecer, Marchezan Junior afirma que os fatos não configuram quebra de decoro e resultaram de debates acalorados. O relator acrescentou que “o trato não foi adequado”, mas não é passível de censura, por representar livre manifestação do pensamento de parlamentares que defendem interesses opostos.

(Agência Câmara Notícias)

Entre o ‘mito’ e o ‘populismo farsante’, Lula divide opiniões e paixões

160 3

foto lula depoimento

Da Coluna Vertical, no O POVO deste sábado (5):

De repente, não mais que de repente, o País foi surpreendido, nessa sexta-feira (5), pela condução coercitiva do ex-presidente Lula, o único líder popular vivo no Brasil.

Pelas bandas do PT, a crença é que a direita, apoiada pela grande mídia, quer “destruir a imagem de um mito que, politicamente, tem amplas condições de disputar a presidência em 2018”.

Pelo lado da chamada direita, o que se fala é que “caiu o máscara de um populista farsante, que construiu sua trajetória à base de um discurso progressista, mas que se envolveu com o arcaico”.

O País, segundo especialistas, vive um momento de opiniões e paixões divididas. A torcida é por sobriedade e respeito às instituições. A democracia, com seus reveses políticos ou não, foi construida à base do sacrifício de muitos que, ainda hoje, militam entre nós.

O problema é que andaram confundindo o público com o privado. É nesse fio da navalha que a geração do momento, com respaldo da Constituição, terá que construir o futuro.

Agentes encontram Aedes aegypti em 1,6 milhão de imóveis no país

Agentes de combate ao Aedes aegypti visitaram desde janeiro 48,2 milhões de imóveis em todo o Brasil, entre residências, prédios públicos e comerciais. Outros 11,3 milhões estavam fechados e será feita nova tentativa de vistoria.

Durante as visitas, 1,6 milhão de imóveis foram identificados com focos do mosquito, o que representa 3,36% do total dos inspecionados.

A meta do governo é que esse número seja reduzido para menos de 1% dos imóveis com criadouros do mosquito. O levantamento foi divulgado nessa sexta-feira (4) pela Sala Nacional de Coordenação e Controle para o Enfrentamento da Dengue, Chikungunya e Zika.

Na comparação com o último balanço da Sala de Coordenação, divulgado no dia 26 de fevereiro, houve aumento de 16,1% nas visitas. Até agora 93% das cidades, ou seja, 5.164 dos 5.570 municípios brasileiros, foram inspecionados.

(Agência Brasil)

Se quiserem me derrotar, vão ter de me enfrentar nas ruas, diz Lula

Em discurso para a militância petista, na quadra do Sindicato dos Bancários do Estado de São Paulo, O ex-presidente Lula disse na noite dessa sexta-feira (4) que não irá se calar mesmo ameaçado por perseguição política e denúncias infundadas. E que para derrotá-lo, os opositores terão de enfrentá-lo nas ruas.

Lula falou em ato organizado pelo PT, sindicatos e movimentos sociais sobre a situação política após ter sido conduzido pela Polícia Federal ao Aeroporto de Congonhas para depor nas investigações da Operação Lava Jato.

“Eu vim aqui para dizer o seguinte: eu não sei se vou ser candidato, mas eu queria dizer a todos que me ofenderam hoje pela manhã que foi uma ofensa; um ex-presidente que fez por esse país o que eu fiz, não merecia receber o que eu recebi hoje de manhã. Mas sem mágoa. Quero dizer para você aqui, se eles tiverem que me derrotar, eles vão ter que me enfrentar nas ruas deste país”, disse o ex-presidente.

Lula disse que não pretendia se candidatar nas próximas eleições presidenciais, mas diante da atual conjuntura, colocou-se à disposição da militância para a candidatura de 2018.

“Eu estava quieto no meu canto. Estava na expectativa que vocês escolhessem alguém para disputar 2018. Cutucaram o vulcão com vara curta. A partir de hoje, a única resposta que eu posso dar a insolência que fizeram a mim, a ofensa que fizeram a mim, é ir para rua dizer: estou vivo e sou mais honesto do que vocês. De coração eu quero agradecer a cada um de vocês”, afirmou.

(Agência Brasil)

Ministra do STF nega pedido de Lula para suspender Lava Jato

bancoImagemFotoAudiencia_AP_205976

“A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou hoje (4) pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para suspender as investigações da 24ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã desta sexta-feira. Na decisão, a ministra entendeu que não há “ilegalidade irrefutável nas investigações” para concessão de uma liminar que interfira nas autonomias dos trabalhos do Ministério Público.

No entanto, Rosa Weber destacou que as investigações, de modo geral, devem seguir as regras constitucionais de observância das garantias individuais. Segundo a ministra, “toda lesão ou ameaça de lesão a direito é passível de apreciação pelo Poder Judiciário”.

No recurso, os advogados de Lula pediram que as diligências fossem suspensas até que o STF decida sobre o conflito de competência sobre as investigações. Os advogados reiteraram hoje (4) ao STF recurso enviado à Corte na semana passada, no qual afirmam que as investigações não podem prosseguir porque o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e o Ministério Público Federal (MPF) no Paraná, no âmbito da Lava Jato, investigam os mesmos fatos.

O ex-presidente é investigado sobre supostas irregularidades na compra da cota de um apartamento tríplex, no Guarujá, e em benfeitorias feitas em um sítio frequentado por Lula em Atibaia (SP).

Para a defesa, a condução coercitiva do ex-presidente na manhã de hoje foi desnecessária porque Lula prestou depoimento à PF em janeiro. “O desafio à autoridade da Corte Suprema é tão evidente que dispensa qualquer consideração”, argumentam os advogados.”

(Agência Brasil)

Assessor de deputado do PT faz protesto ao vivo na Globo News contra a Família Marinho

paraty

“Um jovem interrompeu hoje ao vivo a repórter da Globo News que reportava os desdobramentos da prisão de Lula em Brasília. Portava um cartaz com protesto contra a família Marinho, dona da rede Globo.

O manifestante, no caso, é Luiz Henrique de Oliveira Santos, que recebe R$ 2.465 mensais para exercer a função de assessor do deputado Paulo Pimenta, do PT do Rio Grande do Sul.

Pimenta garante que a manifestação não ocorreu a seu mando e que só descobriu do feito pelas redes sociais.

Diz o deputado: “Não há nenhuma orientação para fazer isso. Pelo menos, por enquanto”.

(Coluna Radar, da Veja Online)