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José Guimarães diz que governo tem voto suficiente para derrotar o impeachment

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O líder do Governo na Câmara, José Guimarães (PT), falou sobre o impeachment e voltou definir o caso como golpe contra a democracia.

Criticou aqueles que querem chegar ao poder sem ser pelo voto e garantiu: o Governo tem votos suficientes para derrotar o impeachment.

Ele ainda lamentou que Eduardo Cunha tenha tocado o processo do impeachment como uma vingança contra o governo.

“O PCC não vai ganhar!”, diz deputado ironizando grupo de Eduardo Cunha

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A votação do impeachment tem previsão de se estender até 22 horas deste domingo, segundo membros da mesa da Câmara dos Deputados.

Mas o que chamou a atenção agora há pouco foi o pronunciamento de Silvio Costa (PTdoB/PE). Ele previu a vitória apertada do Governo e chegou a ironizar o presidente da Casa: “O PCC não vai ganhar!”

PCC quer dizer, segundo o deputado, o “Partido da Corja do Cunha”.

Crítica Radical fez panfletagem em Fortaleza pelo impeachment da politica

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Neste domingo, o Movimento Crítica Radical divulgou a Campanha Impeachment da Política nas feiras de Parangaba e de Messejana. O objetivo foi divulgar para o eleitorado de que não adianta votar no sistema Capitalista, porque nada muda.

O grupo liderado pela ex-vereadora Rosa da Fonseca fez panfletagem da mensagem que convoca para o “Enterro da Política e Cortejo da Emancipação” na próxima quarta-feira, às 15 horas, saindo da Praça do BNB (Centro).

(Foto – Crítica Radical)

Cearense Aníbal Gomes faltou à sessão do impeachment

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Vinte e um parlamentares não compareceram para votar na sessão deste domingo que trata do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

Um cearense faltou.

Aníbal Gomes (PMDB) se submeteu a cirurgia da coluna, segundo sua assessoria. Mesmo assim, ele só entrará com pedido de licença neste começo de semana. Assim, impediu que o suplente Mauro Benevides (PMDB) votasse pelo impeachment da presidente.

Genecias Noronha orienta Solidariedade a votar pelo impeachment de Dilma Rousseff

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O deputado federal cearense Genecias Noronha, em nome do Solidariedade, ocupou a tribuna da Câmara, durante sessão de votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Ele endossou o relatório de Jovair Arantes (PTB/GO) e bateu duro no Governo Dilma e na “jararaca”, em alusão ao ex-presidente Lula.

Em seguida, Paulinho da Força (SP) ocupou a tribuna e cantou paródia contra o Governo, a partir da música “Pra não dizer que não falei das flores”, de Geraldo Vandré, e que faz criticas à ditadura de 64. Chegou a cantarolar:

“A Dilma vai embora e os vagabundos do PT…”

Cid Gomes reafirma que maioria da Câmara é de achacadores e apregoa eleições gerais

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Do Facebook do ex-governador Cid Gomes, que está acompanhando a sessão de votação do impeachment de Dilma Rousseff:

“Estou acompanhando a sessão que votará o impeachment da Dilma.
Um monumental espetáculo de mediocridade nos discursos dos líderes – imagine os liderados – partidários.

Um bom remédio para o Brasil seria o impedimento dos deputados!
São em sua grande maioria ACHACADORES!
Sanguessugas do País!
ELEIÇÕES GERAIS!

Manifestantes aguardam o fim da votação para sair às ruas

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Litoral do Rio

Várias manifestações contra e a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff acontecem em alguns pontos do País. Mas o que se observa mesmo é que o eleitorado dividido aguarda pelo resultado para sair de casa.

 Em Fortaleza, manifestantes contra o impeachment estão concentrados na avenida da Universidade com 13 de maio (Benfica). Já os que são a favor do impeachment estão se concentrando na Praça Portugal.

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Começa sessão da Câmara que vai decidir sobre pedido de impeachment de Dilma

Começou pontualmente às 14 horas, no plenário da Câmara dos Deputados, a sessão em que 513 deputados começam a decidir o futuro político da presidente Dilma Rousseff. Desde a última sexta-feira (15), foram mais de 42 horas de debates para que a Câmara decida hoje (17) se autoriza ou não o processo de impeachment de Dilma. A sessão foi aberta com quórum de 265 parlamentares.

A sessão foi aberta pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que destacou o rito que será adotado neste domingo. Logo no começo da sessão, o relator do processo na Comissão Especial do Impeachment, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), terá 25 minutos para reapresentar os pontos principais de seu parecer, favorável ao impedimento da presidente da República.

O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, responsável pela defesa da presidente, não terá direito à fala hoje. Cardozo pediu ao presidente da Câmara tempo igual ao do relator para mais uma defesa, mas o requerimento foi recusado por Cunha sob o argumento de que a Câmara vai adotar o mesmo rito do impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em 1992, quando só o relator se manifestou nesta etapa do processo.

Após a apresentação de Arantes, os 25 líderes de partidos representados na Casa terão direito a falar. Cada um terá entre três e 10 minutos para suas considerações e para orientar a bancada. O tempo varia conforme o número de deputados de cada legenda na Casa. A expectativa da Mesa da Câmara dos Deputados é que a votação propriamente dita comece por volta de 16h30.

Conforme determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), em sessão extraordinária realizada na última sexta-feira, a votação seguirá conforme o regimento interno da Câmara, com chamada alternada de deputados da Região Norte para o Sul.

Em cada estado, a chamada será nominal, por ordem alfabética. Assim, deputado Abel Mesquita Jr (DEM), de Roraima, será o primeiro a votar.  Alagoas será o último estado a se manifestar, com o deputado Ronaldo Lessa (PDT), que encerrará a primeira chamada de votação. Para os parlamentaras que perderem a primeira chamada, haverá uma segunda convocação para que se manifestem.

(Agência Brasil)

Com a respiração suspensa

Editorial do O POVO neste domingo (17) avalia o clima da votação do processo de impeachment. Confira:

O País está, neste domingo, com a respiração suspensa esperando a votação que pode definir o destino da presidente Dilma Rousseff. É certo que, mesmo que a Câmara dos Deputados aprove a admissibilidade do impeachment, o processo terá ainda de tramitar no Senado que, em última instância, julgará a presidente, decidindo se ela será ou não afastada do cargo.

Portanto, a situação de incerteza ainda permanecerá, pois a tramitação no Senado se dará em etapas e terá de respeitar os prazos regimentais. Se o pedido de impeachment chegar ao Senado, forma-se uma comissão de 10 senadores que terá dez dias para apresentar seu parecer, contra ou a favor do seguimento do processo. Depois disso, o parecer vai à votação dos senadores, que, por maioria simples, decidem se o processo será instaurado.

Se os senadores decidirem que o pedido não seguirá adiante, o processo será extinto. Se a decisão for a favor da instauração do processo, a presidente da República é afastada do cargo por 180 dias e o vice, Michel Temer, assume a titularidade provisoriamente. Essa votação é por maioria simples.

Instaurado o processo, a presidente passa a ser julgada e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) assume o comando da votação. Nesta etapa, para condenar ou absolver a presidente, será necessária a maioria de 2/3. Se a decisão for pelo impeachment, ela é destituída do cargo e o vice assume até o fim do mandato. Em caso de absolvição, ela retoma imediatamente o cargo.

Portanto, por mais dolorosa que seja essa quadra que vive o País, em que tudo gira em torno dessa questão eminentemente política, ela ainda irá para além deste domingo, e também permanecerá a desgastante polarização que vem tomando conta do País.

Por isso, mais do que nunca, é preciso tranquilidade. Os líderes das duas correntes – contra e a favor do impeachment – deveriam lançar um apelo a seus seguidores para que as manifestações que estão ocorrendo em todo o Brasil, transcorram de modo pacífico, sem ataques físicos e sem violência de qualquer espécie.

Acima de outras considerações, partidárias ou ideológicas, é preciso lembrar que o povo brasileiro alcançou a democracia depois de uma dura luta, que uniu diferentes segmentos da sociedade. Portanto, não seria aceitável, agora, que se pusesse essa conquista em risco por ações impensadas ou violentas.

Frente Brasil Popular acompanha votação do impeachment via telão na Avenida da Universidade

A Frente Brasil Popular continua ocupando, neste domingo, quatro quarteirões da avenida da Universidade – do trecho da Reitoria da UFC até a sede do Conselho Regional de Contabilidade. Ali, houve vigília desde o começo da noite de sábado.

Participam do ato filiados do PCdoB, PT e membros da CUT, MST, Fetraece, Fetamce e professores e estudantes, além de caravanas do Interior que acampam em alguns trechos.

Um telão já foi instalado no cruzamento da avenida da Universidade com avenida 13 de Maio.

O Brasil não discute mais o Brasil

Com o título “Golpe de Estado permanente”, eis artigo do sociólogo e professor Pedro Albuquerque. Ele lamenta a frágil democracia brasileira e seus partidos transformados em mercado varejista. O Brasil não discute mais o Brasil. Confira:

Até quando, Chicos e Franciscos, nossa pátria mãe permanecerá passiva, tão distraída, adormecida, sem perceber que está sendo subtraída em tenebrosas transações?

Há um balcão de negócios espúrios de cargos e empresas públicas sendo perpetrado sem mais disfarces. Esquarteja-se o Estado em função de vis propósitos.

Há golpes urdidos continuadamente por dentro do Estado, que destroem pilares da democracia, como os partidos políticos, fragmentando-os, descaracterizando-os, desideologizando-os, transformando-os em mercado varejista onde se vendem honras e dignidades.

O Brasil não discute o Brasil há muito tempo. Nosso país foi excluído da agenda nacional.

Predomina o debate da mais reles política, da antipolítica, rasteiro, ardiloso, sem ideias, sem horizonte, agressivo, incivilizado.

Matar a política é uma forma de conspirar contra a democracia. As maquinações contra a democracia não são obras somente dos que a odeiam. A democracia tem seus inimigos íntimos.

Todas as conjurações antidemocráticas contínuas, obstinadas, realizadas por dentro do próprio Estado, a fim de manter o monopólio do poder, algumas das quais venho de indicar, têm um nome, um conceito: Golpe de Estado Permanente.

*Pedro Albuquerque,

Sociólogo e Professor.