Blog do Eliomar

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Fuga em assalto – Reconstituição do caso do menino morto por PMs será neste domingo

A reconstituição do caso do menino Ítalo Ferreira de Jesus Siqueira, de 10 anos, morto por policiais militares no último dia 2 de junho será feita na noite de hoje (19), informou a secretaria de Segurança Pública. A simulação está marcada para começar às 19h30.

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso, requisitou o comparecimento dos envolvidos, como do menino de 11 anos, que também participou da ação e sobreviveu. Ítalo e esse amigo haviam furtado um carro na garagem de um condomínio no bairro Morumbi. Os policiais perceberam o furto e saíram em perseguição ao veículo, um Daihatsu Terios. Ítalo foi baleado pelos PMs e morreu no local.

Segundo versão da PM, Ítalo efetuou três disparos contra os policiais com uma arma calibre 38. A  Corregedoria apura a conduta dos policiais, pois o menino sobrevivente disse, em seu último depoimento, que não houve confronto com a polícia. Além disso, não foram encontradas marcas dos tiros que teriam sido efetuados pelo garoto. Segundo a PM, Ítalo fez os disparos com o vidro abaixado e fechou a janela antes de ser baleado.

Os seis policiais envolvidos no caso estão mantidos em isolamento na sede da Corregedoria da Polícia Militar, à disposição para eventuais depoimentos. Segundo a secretaria, os PMs continuam afastados das ruas, mas não estão detidos.

(Agência Brasil)

Cai em 54,1% número de adultos em Fortaleza que bebem e dirigem

No conjunto das 27 capitais estudadas pela pesquisa, 5,5% dos indivíduos referiram conduzir veículos após o consumo de bebidas alcoólicas, contra os 7% de 2012 – uma queda nacional de 21,5%. Assim como foi constatado em Fortaleza, a proporção nacional é maior entre homens (9,8%) do que entre mulheres (1,8%). Apesar disso, desde o endurecimento da lei seca menos homens têm assumido os riscos da mistura álcool/direção na média das 27 capitais pesquisadas: a redução foi de 22,2%, entre 2012 e 2015, na população masculina.

Entre as capitais brasileiras, quatro se destacaram com queda superior a 50% nos últimos três anos: Fortaleza (54,1%), Maceió (53,2%), João Pessoa (51,4%) e Vitória (50,7%). Algumas capitais, contudo, apresentaram aumento do número de adultos que referiram assumir o volante após consumir qualquer quantidade de álcool: Cuiabá e Boa Vista apresentaram alta de 15,8% e 13,2%, respectivamente, desde 2012.

A população adulta de Florianópolis (13%), Palmas (11,9%) e Cuiabá (11,7%) estão entre as que mais abusam da combinação álcool e direção. Na contramão, Recife (2,6%), Maceió (2,9%) e Vitória (3,2%) se destacaram com o menor percentual de entrevistados que declararam beber e dirigir. “É cada vez mais notória a importância da Lei Seca em inibir a população brasileira de se arriscar na mistura do álcool com o volante. Agora temos que continuar nessa batalha, principalmente entre os jovens de 25 a 34 anos, que apresentaram o maior índice da infração entre todas as faixas etárias pesquisadas”, declarou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

De acordo com a pesquisa de 2015, 8,7% da população de 25 a 34 anos admitem beber e dirigir. O número é duas vezes maior do que o registrado na população de 18 a 24 anos e quatro vezes maior do indicado em homens e mulheres de 65 anos ou mais. Outro índice importante é o nível de escolaridade: a pesquisa detectou que, quanto maior o grau de instrução, maior é o número de pessoas que assumem o risco.

Os dados são da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2015) que realizou mais de 54 mil entrevistas nas capitais dos 26 estados e no Distrito Federal. O levantamento é realizado anualmente, desde 2006, pelo Ministério da Saúde. Os dados são coletados e analisados por meio de uma parceria com o Núcleo de Pesquisa em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (USP).

(Agência Saúde)

Festival Regional Piquet Carneiro de Artes Cênicas se encerra neste domingo

O primeiro Festival Regional Piquet Carneiro de Artes Cênicas (FERPICAC), no Sertão Central, chega ao último dia. Desde quarta-feira (15), acontecem apresentações de espetáculos, contação de histórias, workshop e oficinas formativas, além de rodas de conversa e música na praça. A programação segue até este domingo (19) e é inteiramente gratuita, ocupando diversos locais da cidade.

O festival promoveu a mostra competitiva – com os espetáculos selecionados durante o período de inscrição, além da mostra paralela, que ampliará a divulgação das produções artísticas regionais. Neste domingo, os vencedores da mostra competitiva receberão troféus em 13 diferentes categorias durante a cerimônia de encerramento.

Participaram das mostras sete espetáculos selecionados previamente pela comissão organizadora do FERPICAC: “A Triste Partida”, da Cia Deus Baco de Teatro (Acopiara); “Huhuhú Hahahá”, do Grupo Elo Vanguarda de Theatro (Iguatu); “O Escarcéu de Benedito com o Diabo da Lanterna”, do Grupo Bicho do Rio Cia Teatral (Jucás); “Ser Tão Palhaços”, da Cia Lamparim de Circo e Teatro (Quixeramobim); “Marica Lessa”, do Grupo Ritmos da Arte (Quixeramobim); “Romeu e Julieta”, do Grupo Fábrica das Artes (Deputado Irapuan Pinheiro); “A Noite é uma Criança Morta”, do Coletivo Cotinha de Teatro (Banabuiú).

Como convidados, participaram ainda os artistas Lucarocas e Chico Neto com seus espetáculos “Um Cordel Sem Cordão, um Folheto em Cada Mão” e “Cultura do Vaqueiro”, se configurando como um sarau poético-musical, além do mágico Clayton Pinheiro (Senador Pompeu) com uma apresentação de ilusionismo. O grupo local Piquet’s Coletivo de Teatro, por sua vez, fará uma performance cênica teatral.

A classificação etária dos espetáculos é livre, permitindo o acesso ao público de todas as idades. Especialmente para as crianças, houve ainda contação de histórias com os artistas Cláudio Ivo e André Coutro, que encenaram “Benjamin e o Circo”, da Cia Mais Caras de Teatro, em distritos como Catolé da Pista e Ibicuã, além de se apresentarem em escolas de Piquet Carneiro.

Artistas reconhecidos no Ceará ministram as oficinas do FERPICAC. Edmar Cândido (Grupo Fuzuê) é o instrutor das aulas sobre Corpo Acrobático; o maquiador com mais de 30 anos de experiência em artes cênicas, Edson Santos, guia a oficina sobre os princípios básicos da Maquiagem Artística; e Cláudio Ivo (Cia Mais Caras de Teatro) promove a oficina Mergulho Teatral e Palhaçaria, onde mescla práticas teatrais e técnicas circenses voltadas para a figura do palhaço.

O I Festival Regional Piquet Carneiro de Artes Cênicas (FERPICAC) é uma realização da Prefeitura Municipal de Piquet Carneiro, por meio da Secretaria de Educação e Cultura, e conta com o apoio da Casa Civil do Governo do Estado do Ceará. O objetivo é promover a produção, difusão e circulação de espetáculos de artes cênicas de forma a fortalecer a identidade dos grupos da 7ª Região – Sertão Central.

(FERPICAC)

Ampliação do Simples reduz arrecadação de tributos pagos por pequenas empresas

Uma das principais razões para a queda real (descontada a inflação) de 7,36% na arrecadação federal em 2016, a redução no pagamento dos tributos sobre os lucros das empresas ganhou impulso por causa de um incentivo do governo para as micro e pequenas empresas. A ampliação do Simples Nacional – regime simplificado de pagamento de tributos – impactou negativamente o caixa do governo em R$ 2,9 bilhões nos cinco primeiros meses do ano.

No fim de 2014, o Congresso aprovou a inclusão de todo o setor de serviços no Simples Nacional. A mudança permitiu que empresas de 140 atividades pudessem ser enquadradas no programa, que unifica o pagamento de tributos federais, estaduais e municipais em uma única guia para negócios que faturam até R$ 3,6 milhões por ano.

De acordo com estatísticas da Receita Federal, a ampliação do regime especial permitiu a inclusão de 859,7 mil empresas no programa em 2015. Em 2016, mais 530,7 mil micro e pequenas empresas pediram o enquadramento, o que elevou para 10,9 milhões o total de pessoas jurídicas que pagam tributos de forma simplificada.

Antes das mudanças, essas empresas pagavam Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) pelo lucro presumido, em que a companhia desembolsa um percentual sobre o faturamento. A migração para o Simples reduz as receitas do governo porque as empresas pagam menos tributos no regime simplificado.

As novas regras fizeram a arrecadação de IRPJ e de CSLL pelo lucro presumido cair R$ 3,258 bilhões (-13,09%) de janeiro a maio deste ano em relação ao mesmo período de 2015. A variação desconta a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Apesar da inclusão de pouco mais de meio milhão de micro e pequenas empresas apenas este ano, a arrecadação do Simples Nacional subiu R$ 331 milhões na comparação com o mesmo período do ano passado.

(Agência Brasil)

Será a pior eleição da nossa história, diz ex-ministro da Comunicação de Dilma

Para o ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) no Governo Dilma, o sociólogo Edinho Silva, a crise no modelo político-partidário deverá atingir todas as grandes legendas nas eleições de outubro próximo, sendo mais prejudicial ao PT.

“Será a pior eleição da nossa história”, disse o sociólogo, em entrevista publicada neste domingo (19) pelo jornal Folha de S.Paulo.

Filiado há 31 ao PT, o ex-prefeito de Araraquara – por dois mandatos – e ex-presidente do PT de São Paulo, Edinho Silva aponta como maior erro do partido o não rompimento com o modelo de financiamento político-partidário.

“Em algum momento o PT terá que fazer uma autocrítica perante a sociedade”, avaliou.

Citado em delações de empreiteiros, na Operação Lava Jato, por pressionar empresários a doar dinheiro para a campanha à reeleição de Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto, Edinho Silva se diz arrependido por ter aceito o convite de tesoureiro da campanha, mas assegura inocência.

“Quem me conhece sabe que não sou capaz de pressionar ninguém, não é meu perfil. Agora, tudo que vem da campanha de Dilma é oriundo de pressão ou ilegal. E dos outros candidatos, não?”, reclamou.

Apesar de defender as investigações da Lava Jato, o ex-ministro sugere que o processo seja concluído “o mais rápido possível, para que o país volte a funcionar”.

“Se queremos retomar o crescimento (econômico), não podemos abrir mão da estrutura de engenharia que o Brasil construiu. A leniência é uma saída para que as empresas paguem o preço que tiverem que pagar. Elas têm que voltar a gerar emprego”, observou.

Prisão não neutralizaria a força política de Lula

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (19):

Se alguém tinha alguma dúvida sobre a natureza golpista da manobra utilizada para retirar matreiramente do poder a presidente eleita Dilma Rousseff, com o fito de: a) montar uma barreira ao avanço da Lava Jato; b) de viabilizar a entrega do País aos agiotas do mercado financeiro; c) de submeter a política externa brasileira aos interesses geopolíticos dos EUA; d) de executar o desmanche do Estado Social (cortando conquistas, direitos e garantias dos trabalhadores e reduzindo ao máximo a rede de proteção social aos segmentos mais vulneráveis e excluídos da sociedade, sob a justificativa de que não cabem mais no Orçamento), a delação de Sérgio Machado respondeu-a plenamente.

Michel Temer aparece tão atolado nas delações, como seus cúmplices Renan Calheiros (PMDB/AL), Romero Jucá (PMDB/RR), José Sarney, Aécio Neves (PSDB/MG), José Serra et caterva. Contudo, é preciso notar que tudo isso expôs não somente essa trupe de velhas e conhecidas raposas, mas, também, as impropriedades de um Ministério Público, de um Judiciário e de uma Polícia Federal parcos de responsabilidade histórica, e que de tal maneira “mexeram os pauzinhos” – atuando seletivamente (ou fechando os olhos diante de quem o fazia) que chegou uma hora em que a coisa escapou do controle, abrindo caminho para que o segmento mais fisiológico e corrupto da política brasileira se apossasse do poder e nele se aboletasse, ilegitimamente, produzindo a maior crise política, ética e moral da história do País.

Eduardo Cunha, depois de usado pelo sistema para fazer o “trabalho sujo” do impeachment fajuto, vê-se descartado e poderá eventualmente se descontrolar e fazer uma delação mais arrasadora do que a de Machado. Vamos ver se os recados ameaçadores a seus cúmplices poderosos vão servir de alguma coisa, afinal foi o establishment inteiro que o incentivou e cevou. Entretanto, não tardará para que a cena seja ocupada por um providencial diversionismo: a prisão de Lula, objetivo primordial da Operação Lava Jato, desde o início (ironicamente, nem Lula, nem Dilma estão entre os corruptos apontados por Machado). Mas, o que importa é eliminar Lula da corrida presidencial. Afinal, ele continua à frente das pesquisas eleitorais, e isso é intolerável para o sistema.

Há uma ilusão da parte dos golpistas de que conseguiriam neutralizar a força política de Lula, se ele for preso. É mais provável que aconteça o contrário: sua aura de defensor do povo e dos interesses da Nação cresça ainda mais. Mesmo de dentro da cadeia, sua influência seria incontrastável, por mais que a máquina de moer reputações seja posta a pleno vapor. Entretanto, quando, não só os trabalhadores, mas também a classe a classe média, sentirem no lombo o retrocesso, não haverá quem segure a revolta – nem mesmo a repressão.

Receita multa Cunha em R$ 100 mil por gastos superiores a rendimentos em 2010

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A Receita Federal determinou o pagamento de multa de cerca de R$ 100 mil pelo presidente afastado da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), devido a gastos superiores aos rendimentos declarados em 2010.

Esse valor é resultado do imposto devido de R$ 40 mil acrescido de juros e multa. A defesa do deputado entrou com um recurso contra a decisão da Receita e o processo foi enviado, no último dia 6, ao Conselho de Administração de Recursos Fiscais (Carf), que ainda não analisou o caso.

Cunha declarou à Receita Federal patrimônio de R$ 1,7 milhão, dívidas de R$ 827 mil e rendimentos de R$ 227 mil, provenientes do salário de deputado federal.

Até o fim do processo administrativo, a multa não precisa ser paga. Além do Carf, a defesa de Cunha também pode recorrer à Justiça contra a decisão da Receita.

O advogado do deputado afastado, Leonardo Pimentel Bueno, disse que os critérios utilizados pelo Fisco para apurar a suposta insuficiência de receitas de Cunha não estão corretos. “A Receita Federal, a partir de algumas premissas, excluiu determinadas receitas, o que cria uma situação aparente de despesa maior do que receita”, disse Bueno.

O Banco Central também decidiu aplicar multa de R$ 1 milhão a Cunha e a sua mulher, Cláudia Cruz, no valor de R$ 130 mil, por eles não terem declarado contas mantidas no exterior.

(Agência Brasil)

Um ano sem Paes de Andrade

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Em artigo enviado ao Blog, o administrador Herbert Lobo, integrante Diretório Estadual do PMDB, ressalta a trajetória política de Paes de Andrade. Confira:

Homem de mãos limpas, como é conhecido, Paes de Andrade marcou a vida pública brasileira. Filho ilustre de Mombaça, no Ceará, se destacou através de postura firme em defesa da liberdade e avanço do País. Hoje, completa-se um ano sem Paes de Andrade.

Com discurso e prática sempre em favor da ética e da decência na política, tornou-se um exemplo a ser seguido pelas próximas gerações de mulheres e homens públicos.

Foi integrante dos autênticos do MDB e um dos principais nomes que ajudaram a consolidar o PMDB, filiando-se ao partido em 1980. A partir daí, sempre levantou e defendeu a bandeira do Partido do Movimento Democrático Brasileiro.

A trajetória de Paes de Andrade no Congresso iniciou em 1950, quando foi eleito deputado estadual no Ceará pelo PSD. Já em 1963, foi eleito, pelo então MDB, para o cargo de deputado federal, tendo sido reeleito várias vezes sempre representando o Ceará. Chegou à presidência da Câmara dos Deputados em 1989, sucedendo o também peemedebista, Ulysses Guimarães.

Durante seu mandato à frente da Câmara dos Deputados, Paes de Andrade assumiu a Presidência da República por 12 vezes no ano de 1989. Após cumprir importante papel no Poder Legislativo, o peemedebista abraçou a missão de ser embaixador do Brasil em Portugal de 2003 a 2007. Paes de Andrade teve ainda a oportunidade de deixar sua marca de homem de luta e aguerrido como protagonista do processo de redemocratização do Brasil, uma de suas principais contribuições para o País.

Paes fez do parlamento seu sacerdócio, da tribuna seu palco, da sua uma vida pública um exemplo que continuará a ecoar por décadas.

Em um momento tão delicado para a política do País, onde passamos por uma crise de representatividade e desconfiança da classe política, Paes de Andrade faz ainda mais falta.

Hoteleiros querem regularizar locações por temporada

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Da Coluna O POVO Economia, no O POVO deste sábado (18), pela jornalista Neila Fontenele:

O crescimento do mercado de locação de imóveis por temporada tem chamado a atenção da rede hoteleira, mas diferente do movimento dos taxistas contra o Uber, o setor preferiu contra-atacar através de uma negociação para regularizar os serviços.

Representantes dos hotéis tiveram esta semana reunião na Secretaria de Finanças de Fortaleza para solicitar a regularização do setor. Isso significaria na prática a cobrança dos mesmos impostos exigidos da rede hoteleira. Ou seja: não pagariam mais o IPTU residencial, mas o comercial.

O presidente do Sindihóteis, Manoel Cardoso Linhares, diz que a negociação está sendo feita de forma conjunta com a ABIH-CE e segue os modelos aplicados em outros países.

A utilização de apartamentos como meio de hospedagem turística, segundo Linhares, começou a ganhar força em São Francisco, nos Estados Unidos, no ano de 2007, e hoje ocorre no mundo inteiro. “Em Portugal e na França já foi regularizado, pagando todos os impostos”. Os próprios hotéis consideram este segmento uma nova tendência, mas afirmam que o serviço deve ser oferecido com as mesmas exigências de segurança e cumprimento de normas legais.

Luizianne quer ‘encantar’ fortalezense para envolvimento na política

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A ex-prefeita Luizianne Lins, pré-candidata do PT à Prefeitura de Fortaleza, disse neste sábado (18), no auditório Murilo Aguiar, na Assembleia Legislativa, durante encontro intersetorial do partido, que o maior desafio é “encantar” as pessoas politicamente, contra um atual processo de criminalização na política.

“Para isso, nós temos que ser exemplo. Temos que ser exemplo, como a gente sempre foi. De como se faz política com dignidade, com ética, com amor”, disse a ex-prefeita e atual deputada federal.

Luizianne assegurou que não haverá campanha com “baixaria”, mas que não aceitará nenhum desaforo ou desqualificação de ninguém.

Segundo a pré-candidata, os encontros deverão ocorrer aos sábados, com um a dois temas a serem debatidos.

Um deles vai se dar mal

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Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (18), pelo jornalista Érico Firmo:

O bate-boca público da última quinta-feira expôs a encruzilhada a que chegou a operação Lava Jato. O presidente em exercício Michel Temer (PMDB) não usou meios termos para falar da delação do ex-senador Sergio Machado. Não disse que a doação foi feita dentro da lei, que está declarada e a prestação de contas foi aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – explicações de praxe, que de forma alguma eximem a eventual culpa e significam que não houve corrupção. Temer disse que a delação de Machado é “irresponsável, leviana, mentirosa e criminosa”. E foi enfático ao afirmar que não cometeu os atos denunciados.

Sergio Machado, por sua vez, reafirmou o que havia denunciado e deu mais detalhes. Mais que isso, lembrou que o acordo de delação premiada pressupõe que as declarações são verdade. Se for pego na mentira, os benefícios são perdidos. A prisão domiciliar se transforma em encarceramento no presídio, por exemplo. Machado deve estar confiante de que pode comprovar o que disse. Além do mais, se Sergio mentiu, ele atribuiu a si próprio crimes maiores do que teria cometido. Vale lembrar que a delação é, também, confissão, ainda que com acordo para abrandar a pena. O depoimento de Machado, importante ressaltar, foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Isso não quer dizer que já seja tido como verdadeiro. Mas significa que o Judiciário encontrou elementos de que as declarações têm consistência.

De todo modo, a encruzilhada da Lava Jato é a seguinte: ou Sergio Machado mentiu e perderá os benefícios da delação premiada, ou Michel Temer mentiu, cometeu crime e, assim, não pode tem condições de ficar na Presidência da República.

Afinal, se nessa história há algo sobre o que não resta dúvida são estas palavras de Temer: “Alguém que teria cometido aquele delito irresponsável que o cidadão Machado apontou não teria até condições de presidir o País”.

Tite – Salvador da pátria?

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Em 2012, ao fazer do Corinthians o campeão das Américas e do mundo, o técnico Tite se evidenciou como a escolha óbvia para dirigir a Seleção Brasileira no Mundial Fifa de 2014, mas o inacreditável José Maria Marin preferiu apostar todas as nossas fichas no jurássico Felipão, resgatando-o da aposentadoria para a qual o mercado futebolístico merecidamente o despachara após ter colocado o Palmeiras no rumo da segunda decisão. Consequência: sofremos a pior derrota do nosso escrete em todos os tempos, tomando um chocolate de 7×1 da Alemanha em pleno Mineirão.

Para seu lugar a Cloaca Brasileira de Funestos chamou o ex-jogador Dunga, que não mostrara aptidões para o cargo nem em sua malograda passagem anterior pelo selecionado (só chegou até as quartas-de-final no Mundial Fifa de 2010), nem como técnico do Internacional (o máximo que conseguiu foi um título estadual em 2013).

Pior ainda era não ter sequer condições morais para exercer o cargo, já que participara de uma empresa de intermediação na compra e venda de jogadores, chegando a convocar para a Seleção Brasileira um dos jogadores por ela representados (Maicon). Aliás, o demitido coordenador de seleções Gilmar Rinaldi era outro integrante dessa máfia.

Em posição muito fragilizada, a Corja Boçal de Famigerados foi obrigada a mudar de atitude quando Dunga se tornou uma mala sem alça que não dava mais para a dita cuja continuar carregando, em função da péssima campanha nas eliminatórias para o próximo Mundial Fifa e da vacilada grotesca na Copa das Américas.

Na noite de 3ª feira, 14 de junho, Tite conversou longamente com os Corruptos a serem Banidos do Futebol, mas demorou um pouquinho para bater o martelo. Por quê?

Suponho que seja por ter firmado em dezembro último um manifesto cujos signatários (dentre eles Ana Moser, Bernardinho, Chico Buarque, o Falcão do futsal, Faustão, Jô Soares, José Padilha, Luís Fernando Veríssimo, Patrícia Medrado, Tostão e Zico) exigiam “renúncia definitiva de Marco Polo Del Nero e sua diretoria, seguida da convocação de eleições livres e democráticas para o comando da CBF”.

Então, ao aconselhar-se com a família, Tite deve ter pesado os prós e contras de ajudar tais parasitas a tentarem escapar da dedetização que há muito já deveria ter sido efetuada.

Para alguém da geração e com a formação do nosso bom Adenor, dirigir a Seleção e, eventualmente, levá-la ao hexa, será a obra máxima, o ápice da carreira. Se recusasse, a chance poderia nunca mais bater à sua porta, como aconteceu com Muricy Ramalho em 2010.

E houve uma diferença importante entre os dois episódios: o Fluminense fazia questão que seu técnico cumprisse o contrato, enquanto o Corinthians liberou Tite e os profissionais que o acompanharão na nova empreitada, fazendo rasgados elogios a todos eles.

Salvador da Pátria?

Corinthiano desde criancinha, sei que a saída de Tite tende a ser desastrosa para o meu time, mas não a lamento.

Quando começava a entender as coisas ao meu redor, o Brasil venceu de forma magnífica sua primeira Copa do Mundo, que eu acompanhei em precaríssimas transmissões radiofônicas, com o som sumindo e voltando o tempo todo.

O bi no Chile me deu, e a quase toda a nossa gente, a convicção de que éramos os reis do futebol, “sambando com a bola nos pés”, pois “com o brasileiro não há quem possa”. Então, após as conquistas inesquecíveis dos anos dourados (Mundiais de 1958, 1962 e 1970), fiquei pesaroso ao ver nossos clubes e seleções perderem, pouco a pouco, sua magia, deixando de deslumbrar o mundo.

O tetra, decidido na loteria dos pênaltis,  foi tão sem graça quanto dançar com a irmã; e o penta pareceu mais fruto de alguns lampejos dos craques que restavam e do mau momento das outras seleções. Desde 1970, o único escrete dos sonhos que formamos foi, paradoxalmente, o da derrota injusta de 1982.

Então, conformo-me com a perspectiva de que o Corinthians não venha a conquistar outra Libertadores e outro Mundial de Clubes nos próximos anos, pois é o preço a pagar para o futebol brasileiro sair do fundo do poço no qual Marin, Felipão, Del Nero e Dunga o mergulharam.

Por chegar ao cargo como uma quase unanimidade nacional, é bem provável que ele consiga isolar o vestiário, não deixando os repulsivos cartolas irem meter o nariz no trabalho dos profissionais.

E, pelo que já mostrou no Corinthians, Tite é o técnico ideal para montar um bom conjunto, mesmo não dispondo de talentos fulgurantes (com exceção de Neymar). Sabe incutir no grupo o espírito de equipe e, também, compensar as limitações do material humano com organização e disciplina táticas.

Carente da genialidade de um Guardiola, Tite não cria esquemas que mudem a face do futebol mundial. Mas se mantém bem atualizado sobre os que vão surgindo e costuma ser feliz na escolha do mais compatível com as características do seu elenco.

Ademais, quase sempre sua leitura do jogo é boa, tanto que o Corinthians tem se notabilizado por, a partir das substituições por ele efetuadas, aumentar seu volume de jogo e marcar gols decisivos no final das partidas. E vez por outra dá nós táticos nos outros treinadores, como fez com Rafa Benitez, do Chelsea, no Mundial de Clubes de 2012.

Enfim, é uma promessa de trabalho sério e um vislumbre de esperança. Para um selecionado que já não assustava nem o Peru, Tite poderá muito bem vir a ser um salvador da Pátria.

*Celso  Lugaretti,

Jornalista e escritor.

(Artigo do site Congresso em Foco)

Lewandowski seguirá no STF e aposentadoria ficará na saudade

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“Ao contrário do que se especula, Ricardo Lewandowski não pretende se aposentar quando terminar seu mandato na presidência do Supremo Tribunal Federal.
Está a pleno vapor a obra do novo gabinete que será ocupado pelo ministro quando passar o comando da corte para Cármen Lúcia, em setembro.

No STF, comenta-se que o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência frustrou os planos de Lewandowski de ir para a Corte Interamericana de Direitos Humanos, em Haia – que ele sempre negou pleitear.

De volta à “planície”, ele terá uma sala novinha: até agora, havia só dez gabinetes para onze ministros. A cada troca de presidente era necessário fazer um rodízio que incluía a mudança de pilhas de processos.”

(Veja Online)

Eleições 2016 – Capitão Wagner alerta contra baixarias nas redes sociais

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O pré-candidato a prefeito de Fortaleza pelo PR, deputado estadual Capitão Wagner, está lançando um apelo aos eleitores e aos adversários para que procurem, quando a campanha vier, divulgar propostas e evitar baixarias.

Capitão Wagner afirma que a baixaria já começou e predomina nas redes sociais. Ele se diz vítima de ataques que o colocam, por exemplo, como um político que quer o pior na segurança para ganhar espaço político.

O apelo é feito para que prevaleçam as propostas e um bem-estar de Fortaleza.

Cid Gomes não comenta delação premiada de Machado

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Mesmo sob insistência, o ex-governador Cid Gomes (PDT) não comenta a delação premiada do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que era o “todo poderoso” da política cearense na era mudancista.

O que Sérgio tem falado, vem derrubando meio mundo político do País. Na leva, já foram três ministros do Governo Temer e tem mais um na biqueira: Mendonça Fiiho, da Educação.

Hora de esclarecer e mudar

Editorial do O POVO deste sábado (18) sugere a prática de um novo modelo que traga em si instrumentos preventivos de eficácia comprovada em outras sociedades. Confira:

A crise política e moral que atinge o Brasil – e vulnera sua economia – alcançou, nos últimos dias, um patamar da mais alta gravidade, a partir da delação do ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, envolvendo figuras exponenciais da República. A última foi o próprio presidente em exercício, Michel Temer, acusado de negociar uma contribuição irregular de R$ 1,5 milhão para a campanha eleitoral de Gabriel Chalita, que disputava a Prefeitura de São Paulo, pelo PMDB, em 2012. O chefe de governo em exercício já fora alvo de outras delações. Todas prontamente negadas por ele.

Evidentemente, o que a Nação espera é o esclarecimento dos fatos, atendendo aos princípios básicos do Direito, sobretudo, a presunção de inocência e o devido processo legal, com a apresentação do contraditório e de provas inquestionáveis. No entanto, é impossível ignorar que, nos últimos anos, as simples alegações dos delatores tornaram-se suficientes para abalar a cena política brasileira e antecipar resultados que normalmente exigiriam prévia filtragem institucional para atingirem o patamar de factibilidade.

Não há dúvidas de que muito se avançou no processo de exposição das entranhas de um sistema político corrupto e viciado, responsável pela degradação da representatividade, graças ao conluio entre as instâncias pública e privada, num jogo de reciprocidade criminosa, para fazer valer interesses particulares e segmentais, em detrimento do interesse público. Aliás, o ex-presidente da Transpetro assevera que esse tipo de prática (caixa 2 com recursos financeiros advindos de propina) já era vigente no regime constitucional de 1946, pós-ditadura do Estado Novo. O presidencialismo de coalizão, de 1988, apenas lhe teria dado mais volume e sofisticação. Parece crível.

O fato é que esse sistema político não pode mais continuar: é preciso encontrar um novo modelo que traga em si instrumentos preventivos de eficácia comprovada em outras sociedades. É presumível que todas as grandes democracias atuais enfrentaram problemas dessa ordem, em algum momento da construção de suas instituições. Tudo pode ser superado, desde que os alicerces da democracia repousem sobre o rochedo da soberania popular (consciente e participativa), e esta exerça o controle social sobre os representantes, impedindo-os de agir como donos do próprio mandato.

Chico Diaz e um discurso que expõe um País dividido

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O ator Chico Diaz, que aproveitou a abertura do 26º Cine Ceará, no Cineteatro São Luiz, para pedir a volta de “minha presidenta Dilma”, expôs, nas redes sociais, um País dividido.

Pois é, ele ganhou elogios pelo discurso ousado e crítico, mas também muita crítica com baixarias. Apareceu gente dizendo que ele tinha saudade dos benefícios da Lei Rouanet ou porque era “vagabundo”.

Independente de postura política, Chico Diaz tem história.