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Ciro Gomes diz ter coragem para enfrentar Lula numa possível disputa em 2018

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Após sua filiação ao PDT, o ex-ministro Ciro Gomes deu coletiva, nesta quarta-feira, na sede do partido, em Brasília e duas respostas dele foram as que os jornalistas mais aguardavam:

1. O senhor está preparado para enfrentar uma possível disputa com Lula em 2018?

“Não quero isso! Mas, se for preciso, tenho coragem. Já fiz isso duas vezes”

2. E o processo que o senhor pode responder por causa do episódio com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (ele foi chamado de picareta-mor e outras ofensas), Ciro devolveu:

“Quem tem que ser processado nesse País é quem é suspeito de envolvimento em corrupção. Quem fala a verdade tem que ser é aplaudido de pé.”

(Foto – Cláudio Barata)

Servidores federais anunciam protesto contra o pacote fiscal para o dia 23

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“A Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef) anunciou hoje (16) que, em protesto contra as medidas de austeridade fiscal anunciadas pelo governo federal, fará na quarta-feira (23) paralisações em todos os estados. De acordo com a assessoria da entidade, outras 20 entidades sindicais devem participar do movimento, chamado Dia Nacional de Luta.

De acordo com a Condsef, estão previstas atividades em frente a diversos órgãos do governo federal. Os organizadores afimaram que as medidas de austeridade não se justificam por não estarem focadas nas áreas onde realmente há excesso de recursos. Por meio da assessoria, a entidade informou que o governo “não está tirando da gordura” para atingir a meta fiscal.

Representando cerca de 800 mil servidores – metade dos quais já aposentada – a Condsef acredita que, devido à preocupação causada pelo anúncio do governo, a paralisação alcance uma adesão “bastante significativa”, uma vez que as medidas preveem suspensão de concursos e a eliminação do chamado abono de permanência, concedido aos servidores que atingem condições para aposentadoria, mas continuam a trabalhar.

A entidade estima que atualmente há no país cerca de 101 mil servidores na ativa que já poderiam estar aposentados.”

(Agência Brasil)

Crato 2016 – Samuel Araripe se faz de difícil e evita falar em sucessão

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“Há outros nomes à disposição!” – disse, nesta quarta-feira, o ex-prefeito do Crato, Samuel Araripe (PSDB), ao ser indagado se já estaria no páreo sucessório. Ele reconhece que seria uma honra para qualquer cratense gerir sua terra, mas prefere manter a cautela e adiantar estar muito cedo para se tratar do assunto.

Samuel Araripe tem muitas críticas à atual administração do Crato, que está sob o comando do peemedebista Ronaldo Matos. Para o tucano, a gestão prometeu muito e nada fez para melhorar a vida da população.

O prefeito Ronaldo Matos, segundo informações de lideranças ligadas ao seu grupo, estaria avaliando mudar de partido. O PRB poderia ser seu novo abrigo.

Governadores vão ao Congresso e defendem a volta da CPMF. Camilo Santana integrou o lobby

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“Reunidos com parlamentares da base aliada, governadores de seis estados – Bahia, Rio de Janeiro, Tocantins, Piaui, Alagoas, Ceará – e representantes de Sergipe e do Rio Grande do Sul reiteraram, na Câmara dos Deputados, que são favoráveis à recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), como foi proposta pelo governo há dois dias. A contrapartida exigida por eles recai sobre a garantia de que a arrecadação não fique apenas com a União e que o percentual cobrado seja superior aos 0,2% sinalizados.

“Estamos irmanados em defesa da CPMF e pedindo ampliação para 0,38%”, defendeu o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão. Ele explicou que a proposta dos estados é pelo compartilhamento da contribuição para ser investida nas áreas de seguridade social e saúde. O dinheiro seria dividido igualmente entre estados e municípios. “São os dois grandes gargalos nos estados e municípios, porque retiraram a CPMF e não colocaram nada no lugar”.

Na conversa sobre o pacote econômico com os deputados governistas, Pezão disse que a contribuição só foi derrubada há oito anos porque destinava os recursos exclusivamente para a União. Para ele, “nunca é tarde” para o retorno da CPMF. Pezão disse acreditar que há apoio mesmo entre os governadores de oposição.

Wellington Dias, governador do Piauí, disse que, em conversas com governadores de partidos contrários ao governo, eles reconsideraram posições “a partir do momento em que foi ampliada a discussão para a situação de estados e municípios. “No primeiro momento, o posicionamento era um percentual de 0,2% apenas para União”. Na opinião dele, assim seria difícil aprovar a CPMF.

O governador da Bahia, Rui Costa, engrossou o coro ao considerar o pacote é necessário, mas alertou que os estados querem participar das discussões em torno de uma alternativa para a situação econômica. “Precisamos de medidas de curto prazo que nos ajude a atravessar a grave crise fiscal, não importa como foi estabelecida. Esta questão não é partidária, mas de encontrar um marco estrutural para o país”, afirmou.

O presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), depois de uma conversa de uma hora com alguns dos governadores, afirmou que a situação dos estados e municípios “é delicadíssima”. “Se a União está perdendo em arrecadação, os estados e municípios estão perdendo mais fortemente, só que não podem se endividar, emitir títulos; não podem nada. Estão apelando não necessariamente para a CPMF, mas para solucionar o problema deles”, afirmou.

A conversa não o fez mudar de opinião. Cunha continua contrário à contribuição e sequer acredita que, em função dos prazos da Casa para analisar a proposta, vai solucionar o problema no próximo ano. “Com muita boa vontade, se passar, vai entrar em vigor em julho de 2016”, apostou.

O peemedebista garantiu que, se a recriação do imposto avançar, não fará obstrução à apreciação da matéria. “Eu nem posso votar [pelo Regimento]. Nem eleitor eu sou. Tenho minha opinião contrária à CPMF. É um aumento de carga tributária pernicioso porque incide em cascata. Não é cumulativa, então vai em todas as etapas”, explicou, reiterando que o governo deveria fazer um corte real nas contas da União.

Pelos cálculos do parlamentar, 75% dos cortes anunciados são relativos a recursos de “terceiros”. Ele comparou a economia anunciada com os cortes de ministérios às medidas tomadas na Câmara. “Se coloca apenas 2 R$ bilhões de despesas discricionárias, dizendo que R$ 200 milhões é pela redução de ministérios. Só nossa redução de horas extras aqui [na Câmara] vai dar R$ 80 milhões por ano. Ora, 40% do corte de ministérios equivale às horas extras da Câmara? O governo não está fazendo seu sacrifício”, criticou.

(Agência Brasil)

Líder do Pros consegue aprovar audiência para debater o desabastecimento do milho no Ceará

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A Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional aprovou, nesta quarta-feira, requerimento do líder do Pros na Câmara, Domingos Neto, propondo a realização de uma audiência pública sobre o desabastecimento do milho nos armazéns da Conab no Ceará. A audiência deverá ter a presença da ministra da Agricultura, Kátia Abreu, o presidente da Conab, Carlos Rubens, e o presidente da Federação da Agricultura do Ceará, Flávio Saboya.

Hoje há nove postos da Conab fechados no Estado e do milho prometido pelo governo federal – 30 mil toneladas, chegam cerca de 7 mil toneladas. Domingos Neto fez pronunciamento durante reunião dessa comissão.

 

 

 

Taxistas de Fortaleza farão carreata nesta quinta-feira

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Os taxistas de Fortaleza farão uma carreata nesta quinta-feira. Hora de protestar contra aplicativos como o Uber e contra a pirataria no setor. O Sindicato dos Taxistas de Fortaleza (Sinditáxi) usa as redes sociais para mobilizar a categoria, informa o presidente da entidade, Vicente de Paula Oliveira, que circula nos pontos de táxi divulgando o ato.

Vicente de Paula estima que circulam hoje na Capital cearense cerca de 6 mil táxis piratas, quando a frota oficial é de 4.980 veículos operando e pagando tudo que é taxa cobrada pelo Município.

A carreata sairá, a partir das 7h30min, do Colégio Piamarta, na avenida Aguanambi, e seguirá em direção ao Paço Municipal, onde haverá um ato público. “Vamos cobrar providências do prefeito!”, diz o sindicalista.

* A quinta-feira promete ser de engarrafamento em alguns pontos da cidade.

(Foto – Sinditaxi)

Ciro Gomes: “Quero ajudar o Brasil e defender a democracia!”

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Em seu discurso, Ciro Gomes fez uma avaliação do cenário político e econômico do País no momento, observando que a crise atual vem de um passado que permitiu, por exemplo, renuncia fiscal para as multinacionais do automóvel que custaram quase R$ 84 bilhões e elas transformaram tudo isso em remessa de lucro para o estrangeiro.

Ciro falou sobre necessidade de se ter, de fato,  uma política que promova a justiça social no País. Mas, sobre o cenário atual, afirmou que a tendência é piorar e que o governo está sem credibilidade. Ele criticou os bancos, que são aqueles mais lucraram com a política econômica do governo federal. “Só os bancos têm lucro!”, disse.

O ex-ministro revelou ter assinado a ficha no PDT “porque quero ajudar o Brasil e defender a democracia”. O ato ocorreu na sede do partido, em Brasília, nesta tarde de quarta-feira, na presença de toda a cúpula pedetista, de parlamentares da sigla e de outros partidos com o PSB do deputado Júlio Delgado, bem como sob olhares de uma caravana de políticos do Pros e do PDT do Ceará.

O ato contou com as presenças do governador Camilo Santana (PT), do prefeito Roberto Cláudio, e dos presidentes da Assembleia, Zezinho Albuquerque, e da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho.

Ciro quer a manutenção de André Figueiredo à frente do PDT cearense

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O ex-ministro Ciro Gomes discursou, logo após assinar, nesta quarta-feira, em Brasília, ao PDT, e defendeu a permanência do deputado federal André Figueiredo à frente do partido no Ceará. Pediu a união de todos da legenda para enfrentar desafios.

Quem ouviu atentamente o recado foi seu irmão, o ex-governador Cid Gomes. Há setores ligados ao cidismo que queriam seu nome comando, a partir da convenção estadual do dia 17 de outubro, o partido no Estado.

(Foto – Cláudio Barata)

Ciro se filia ao PDT com saudações de pré-candidatura à Presidência da República

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Faixas de apoio à filiação do ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, junto ao PDT, na tarde desta quarta-feira (16), em Brasília, trazem mensagens com saudações a uma pré-candidatura à Presidência da República.

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A solenidade conta com o comando do presidente do PDT nacional, Carlos Lupi, e o deputado federal André Figueiredo, presidente do partido no Ceará – e o prefeito de Natal (RN), Carlos Eduardo.

O ex-governador do Ceará e irmão de Ciro, Cid Gomes; o atual governador do Ceará, Camilo Santana; o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio; o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho; e o presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque, acompanham a solenidade de filiação.

(Fotos – Cláudio Barata)

Carlos Lupi : O PDT será a casa definitiva do Ciro!”

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Na solenidade de filiação do ex-ministro Ciro Gomes ao PDT, das mais concorridas, o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, em discurso, deu duas certezas: o partido, a partir de agora, vai crescer no País. Ele informou que o PDT deve ganhar receber a adesão de mais 80 prefeitos.

Outra do discurso de Lupi disse respeito ao fato de que Ciro já mudou de partido várias vezes em sua trajetória política. O dirigente nacional da sigla avisou: “O PDT vai ser a casa definitiva de Ciro Gomes!

No ato, o ex-ministro foi saudado por várias lideranças como futuro candidato a presidente da República. O prefeito de Natal assim o saudou, enquanto lideranças do Pros do Ceará, que vão mudar para o PDT dia 28 próximo, diziam que Ciro entrou para disputar.

(Foto – Cláudio Barata)

Carlos Lupi – Filiação de Ciro ao PDT é um casamento que resultou de um namoro de 13 anos

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Sob o comando do presidente nacional do PDT, Carlos Lupí, acontece, nesta tarde de quarta-feira, em Brasília, o ato de filiação do ex-ministro Ciro Gomes ao pedetismo. A solenidade é das mais concorridas. O ministro Manuel Dias (Trabalho e Emprego), o governador Camilo Santana (PT), parlamentares como Júlio Delgado (PSB) e cerca de 50 prefeitos de todo o País como o de Fortaleza, Roberto Cláudio (Pros).

“Estamos aqui realizando um casamento de um namoro que durou 13 anos, dese quando o PDT apoiou a candidatura do Ciro a presidente da República em 2002”, disse, em discurso Carlos Lupi.

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O líder do PDT na Câmara dos Deputados, André Figueiredo, puxa uma caravana de pedetistas cearenses que conta com o secretário Mauro Filho (Fazenda) e o ex-secretário do Turismo do Estado, Bismarck Maia. O presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho, participa, ao lado do presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque.

Brizola Neto, que é o neto do ex-governador falecido do Rio, Leonel Brizola, prestigia o evento, que lotou a sede do PDT .

(Fotos – Cláudio Barata)

Cuca do Jangurussu debaterá a regulamentação do educador social

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O anfiteatro do Cuca Jangurussu será palco, nesta sexta-feira, às 17 horas, de uma audiência pública que tratará sobre o papel do educador social na cidade de Fortaleza. A iniciativa é do líder do prefeito na Câmara Municipal, Evaldo Lima (PCdoB). Em pauta, estarão assuntos ligados a regulamentação dos educadores sociais.

Participarão desse debate como convidados o deputado federal Chico Lopes (PCdoB), Rui Aguiar, representante do Unicef em Fortaleza, Pool Almeida, educador social da Caravana da Periferia e representante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), e Evaline Mendes, da Associação dos Educadores e Educadoras Sociais do Ceará.

A audiência marca as comemorações do Dia do Educador Social, a ser celebrado no próximo sábado. Também é uma prévia do Festival de Educação Social, que está marcada para novembro.

Vendas no comércio varejista caíram 1% de junho a julho deste ano

“O volume de vendas do comércio varejista caiu 1% de junho para julho deste ano – sexta queda consecutiva do indicador – informou hoje (16) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao divulgar os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), o IBGE informou que, na comparação com julho do ano passado, o comércio teve queda de 3,5% nas vendas.

O comércio varejista acumula perdas de 2,4% no ano e de 1% no período de 12 meses. A receita nominal teve resultados positivos. De junho para julho, houve variação positiva de 0,1%. Na comparação com julho de 2014, a alta foi 4,2%. A receita nominal acumula altas de 4,2% no acumulado do ano e de 5,3% no período de 12 meses.

De junho para julho, o volume de vendas caiu em sete dos oito setores pesquisados pelo IBGE. O único setor que não teve queda foi o de outros artigos de uso pessoal e doméstico, que manteve-se estável. Entre os segmentos com recuo nas vendas, o principal destaque foi o de livros, jornais, revistas e papelaria, com redução de 5,5%.

Os demais setores tiveram as seguintes taxas de queda: móveis e eletrodomésticos (-1,7%), equipamento e material para escritório, informática e comunicação (-1,3%), artigos farmacêuticos, médicos e perfumaria (-1,1%), supermercados, alimentos e bebidas (-1%), tecidos, vestuário e calçados (-1%) e combustíveis e lubrificantes (-0,4%).”

(Agência Brasil)

Dilma Rousseff: Usar a crise para chegar ao poder é “uma versão moderna de golpe”

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Dilma Rousseff: 'Do I look happy, Mr Obama?'

“A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (16) que querer usar a crise econômica que o país atravessa como instrumento para chegar ao poder é “uma versão moderna do golpe”. Segundo Dilma, vários países passaram por crises nos últimos anos e, em nenhum, a “ruptura democrática” foi proposta como solução.

“Em todos esses países que passaram por dificuldades, você não viu nenhum país propondo a ruptura democrática como forma de saída da crise. Esse método que é querer utilizar a crise como um mecanismo para chegar ao poder é uma versão moderna do golpe”, comparou Dilma, em entrevista para a rádio Comercial AM, de Presidente Prudente, antes de viajar para um compromisso na cidade do interior paulista.

Dilma disse que há pessoas “que não se conformam” com o fato de o Brasil ser uma democracia sólida, baseada na legitimidade do voto popular. “Essas pessoas geralmente torcem para o quanto pior, melhor, e aí é em todas as áreas, quanto pior, melhor na economia, quanto pior, melhor na área politica; todas elas esperando uma oportunidade para pescar em águas turvas.”

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Dilma diz que fará tudo para impedir avanço de processos antidemocráticos
A presidenta destacou que o Brasil “tem uma solidez institucional” e voltou a pedir união das forças políticas para fazer o país voltar a crescer. “O que temos de fazer é o seguinte, nos unirmos, todos juntos o mais rapidamente, independente das nossas posições e interesses pessoais ou partidários, e tomarmos o partido do Brasil, o partido que leva à mudança da nossa situação. Por isso, é fundamental muita calma nesta hora, muita tranquilidade e a certeza que eu posso garantir: o governo trabalha diuturnamente, incansavelmente para garantir a estabilidade econômica e política do país.”

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Na entrevista, Dilma comentou o rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela agência de classificação de riscos Standard&Poor’s, mas disse que a economia brasileira não tem problemas de crédito internacional nem dificuldades para atrair investimento estrangeiros.

“Estamos tomando todas as medidas para nós, não por causa da nota, estamos honrando compromissos e contratos. Não temos problemas de crédito internacional tampouco problema para atrair investimentos para o Brasil, aliás somos um dos países em que mais há entrada de capital para isso”, ressaltou.”

(Agência Brasil)

A Turma do André Figueiredo no PDT na filiação de Ciro Gomes

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O presidente regional do PDT, deputado federal André Figueiredo, recebeu em seu gabinete a caravana do partido que vai conferir, nesta tarde de quarta-feira, em Brasília, a filiação do ex-ministro Ciro Gomes.

No grupo, os prefeitos de Capistrano, Antonina, Redenção, Canindé, Itapipoca e lideranças de Baturité, Juazeiro do Norte, Sobral e dirigentes da sigla como Papito de Oliveira e Júlio Brizzi.

Todos ganharam aquele cafezinho e comemoraram a entrada de Ciro, que, de acordo com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, é o nome da legenda para disputar a presidência da República em 2018.

(Foto – Cláudio Barata)

Partidos de oposição lançam a campanha “Basta de Impostos. Não à CPMF!”

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O DEM, PSDB e Solidariedade – partidos de oposição, e, da base aliada (PP) lançaram hoje uma campanha contra a elevação da carga tributária no País. A campanha é denominada: “Basta de Imposto. Não à CPMF”. Os partidos anunciaram que tentarão fechar questão, em suas executivas nacionais, para impedir a aprovação de qualquer proposta que o governo envie prevendo a retomada da contribuição. O principal alvo do movimento é a sinalização dada pelo governo, durante o anúncio do pacote econômico, há dois dias, da possibilidade de criação de uma nova CPMF.

“Temos posição clara de que o país não aguenta mais imposto. Saturou. A solução para os problemas de desequilíbrio das contas passa pelo enxugamento da máquina, e da estrutura de governo, inchada na administração petista”, afirmou o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE). Do mesmo partido, o senador Agripino Maia (RN) atribuiu à proposta de criação de uma nova CPMF “o preço que a sociedade está pagando pela reeleição da presidenta Dilma [Rousseff]”.

Para tentar reverter a situação projetada para 2016, a equipe econômica do governo disse que fará um corte de R$ 26 bilhões no Orçamento do próximo ano. Segundo o Planalto, a redução das despesas somada ao conjunto de medidas para aumentar receitas englobarão R$ 64,9 bilhões e, neste bolo, estaria a ideia de cobrança da nova CPMF.

Segundo o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio, o movimento lançado no Salão Verde da Câmara não é exclusivo das oposições no Legislativo. “É o sentimento da nação, que não suporta mais pagar impostos. Para aumentar impostos, em primeiro lugar, governo tem de ter credibilidade e este governo não tem credibilidade interna ou internacional. Em segundo lugar, a sociedade tem de ter clareza de que o governo fez sua parte e o governo não cortou gastos, e, em terceiro lugar, é importante que governo tenha base de sustentação sólida nesta Casa e não tem”, disse. Sampaio disse que nenhum dos “requisitos” foi cumprido.

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Do lado oposto, o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), tem reiterado a posição do Planalto e afirmado que as medidas são justas e reequilibram a economia, sem tirar nenhum direito dos brasileiros. Segundo ele, a criação da contribuição tem um viés provisório e objetivo apenas de cobrir os cofres do governo diante do cenário econômico do país. Guimarães afirmou que governo “cortou na sua própria carne”, com reduções nas despesas discricionárias, buscando atingir o superávit de 0,7% do PIB.

A reação da oposição foi quase imediata ao anuncio do Executivo no último dia 14. O governo começou um esforço para tentar amenizar a polêmica e costurar um acordo com a base aliada. Ontem (15) a presidenta Dilma Rousseff se reuniu com líderes governistas na Câmara e no Senado e recebeu uma carta de apoio à continuidade de seu mandato, assinada por todos os partidos aliados.

Um próximo encontro ainda deve ocorrer esta semana. A intenção é tentar viabilizar opções para que a estratégia anunciada pelo governo, e que ainda será desdobrada em projetos e medidas provisórias, chegue em um formato possível de ser aprovado pelo Congresso.”

(Agência Brasil)

Ivo Gomes ironiza PT por não ter instituído o Imposto sobre Grandes Fortunas

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Essa postagem é do deputado estadual Ivo Gomes (Pros), em seu Facebook. Nela, o parlamentar lamenta falta de coerência do governo petista, que não instituiu o imposto sobre grandes fortunas. Confira:

SINCERAMENTE, não entendo como um governo que se diz de esquerda, há mais de 12 anos, não institui o imposto sobre grandes fortunas, previsto pela Constituição Federal desde 1988.

Num momento como esse, teria, a meu juízo, forte apelo popular. E tem mais: o imposto sobre heranças e doações é ridiculamente baixo no Brasil, comparado com países desenvolvidos.

Acilon Gonçalves, ex-prefeito do Eusébio, se filiará ao PEN

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O ex-prefeito de Eusébio, o médico Acilon Gonçalves, vai assinar ficha de filiação ao Partido Ecológico Nacional (PEN) no próximo sábado. O ato ocorrerá às 9 horas, na Praça do Polo de Lazer do Eusébio. Acilon estava no Pros desde 2013 e ingressará no PEN, partido que tem seu filho, o deputado Bruno Gonçalves, como filiado.

Acilon foi prefeito por dois mandatos pelo Eusébio e é tido como uma das principais lideranças políticas da cidade. Entra assim como pré-candidato a prefeito., informam seus aliados.

Sociólogo prevê fim da polarização PT/PSDB. Seria a vez de Ciro Gomes agora?

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Com o título “A Crise Política Nacional e o Fim da Polarização PSDB-PT”, eis artigo de Luiz Cláudio Ferreira Barbosa, sociólogo e consultor político. Ele analisa as perspectivas de Ciro Gomes no cenário da sucessão presidencial. O ex-ministro filia-se, nesta tarde de quarta-feira, em Brasília, ao PDT, de olho no olimpo federal. Confira:

A sociologia política nos ensina que a história política de toda sociedade é a história da sua organização produtiva mediada pelos conflitos de interesses e pelas contradições daí resultantes. A sua lógica de desenvolvimento e os condicionantes dos seus avanços ou recuos são determinados pelo nível de equilíbrio de forças dos diferentes agentes em ação. Nos períodos de crises, momento onde os conflitos sociais se aguçam, há quase sempre reacomodações ou mudanças no comando político da nação. O grau de radicalidade das mudanças será determinado, portanto, pelo grau de antagonismo dos agentes em conflitos
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No Brasil, nos últimos 21 anos, temos vivenciado uma intensa polarização nas disputas presidenciais entre o PSDB e o PT. A hegemonia do PSDB durou 8 anos, veio na carona do sucesso do Plano Real do governo Itamar Franco e foi substituído pelo PT, quando os seus pressupostos macroeconômicos fracassaram e a economia brasileira entrou em crise. O crescimento da economia e os avanços sociais, por sua vez, garantiram as sucessivas vitórias dos candidatos petistas.

Durante essas duas décadas, algumas candidaturas alternativas ousaram quebrar essa polarização, mas as condições históricas, aliadas aos interesses da grande mídia nacional inviabilizaram o sucesso de uma terceira via.

Hoje, a conjuntura sócio-política que favoreceu a ascensão do PT mudou radicalmente. Um conjunto de fatores, como o agravamento da crise brasileira, provocada pela recessão e pelo crescimento do desemprego; a percepção dos eleitores de Dilma de que foram vítimas de um grande estelionato eleitoral; a descoberta de uma ampla rede de corrupção envolvendo figuras proeminentes do governo, do partido petista e de membros graúdos da base aliada – PMDB-PP – e, principalmente, pela certeza da exaustão do projeto lulopetista, criaram as condições objetivas e subjetivas para uma inflexão nesse anacrônico quadro de disputa maniqueísta e a ampliação do espaço para o surgimento de novas candidaturas, longe do espectro PSDB-PT.

No cenário nacional, há uma notória escassez de quadros políticos capazes de empolgar o eleitor neste momento de grave crise. O PSDB conta com os nomes carimbados do José Serra, Geraldo Alkimin e Aécio Neves, estigmatizados pelas propostas neoliberais e por representar, no imaginário político do brasileiro, a volta do falido modelo FHC.

O PT, por sua vez, conta somente com a figura carismática do Lula, porém, fortemente abalada pelos sucessivos escândalos de corrupção. O Ministério Público Federal e a Justiça Federal investigam, com grande repercussão na mídia, as graves acusações do empresário Léo Pinheiro, dono da OAS, feitas ao Lula. Também há indícios de que o Lula teria usado sua influência sobre o BNDES e no BNB para favorecer a Odebrecht, o falido empresário Eike Batista e o amigo Walter Faria, dono da Cervejaria Itaipava. As suspeitas de enriquecimento ilícito do Lulinha também contribuem para desgastar a imagem do ex-presidente. Esses fatos, que correm no universo da Lava Jato, podem evoluir e inviabilizar, definitivamente, a sua possível candidatura à Presidência da República.

Restam ainda os nomes de Ronaldo Caiado (DEM), Jair Bolsonaro (PP), Eduardo Paes (PMDB), Marina Silva e a do cearense Ciro Gomes. Ronaldo Caiado e Jair Bolsonaro, com os seus discursos conservadores e com bandeiras pouco convincentes, tendem a disputar um nicho de eleitorado não muito expressivo. Eduardo Paes do PMDB, prefeito do Rio de janeiro, não tem boa avaliação como gestor municipal e é ainda um nome desconhecido dos brasileiros. Marina, por sua vez, tem uma candidatura que classificaria como natimorta. As suas históricas indefinições ou ambiguidades de posições em relação ao governo petista e a sua ausência nos debates que discutem a crise que se intensificou desde o início do segundo governo Dilma têm esvaziado o seu espaço numa disputa sucessória.

Resta o cearense Ciro Gomes. Com um invejável curriculum político, Ciro tem longa experiência no executivo e no legislativo. Foi deputado estadual, federal, ministro da Fazenda no governo Itamar Franco e ministro da Integração Nacional, no Governo Lula. Como prefeito de Fortaleza(1989-90) e como governador do Ceará (1991-94), Ciro foi otimamente avaliado pelo eleitor.

Figura carismática, político determinado, conhecido pela agudeza da sua inteligência e dono de um discurso “rápido e redondo”, Ciro Gomes é conhecido ainda por ser um político polêmico e por não fugir ao debate. Duas vezes candidato à Presidência da República (1998 \ 2002) e dono de um grande recall político, Ciro Gomes acaba de entrar no PDT. Partido de tamanho médio, em crescimento, com grande tradição de lutas e com uma enorme capilaridade nacional, o PDT tem potencial para construir um grande arco de aliança e viabilizar uma candidatura competitiva.

Neste momento de crise, de implosão das condições que permitiram a polarização política nos últimos 21 anos, acredito que Ciro Gomes tem tudo para ser não mais a terceira via, mas a alternativa contra o fim da polarização PT – PSDB.

*Luiz Cláudio Ferreira Barbosa,

Sociólogo e consultor político.