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Enem traz como redação ‘A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira’

Ao abordar questões de gênero, o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) mostrou coerência com os conteúdos cobrados dos estudantes, na avaliação do professor e coordenador de Português do Dinatos COC, Patric Moreira.

Na prova deste domingo (25), a redação pede que os candidatos elaborem um texto dissertativo-argumentativo a partir do tema “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”. Nesse sábado (24), a prova trouxe uma questão sobre igualdade de gênero na área de ciências humanas, com uma citação da filósofa e escritora francesa Simone de Beauvoir, que virou tema mais comentado pelos estudantes.

“É um assunto muito em voga. Todo mundo vem falando muito desse tema, inclusive de pensar em igualdade de gêneros. O candidato poderá abordar isso e também refletir por que a mulher ainda sofre tanta discriminação, chegando inclusive a casos de violência”, disse Moreira à Agência Brasil.

Segundo o professor, a escolha do tema foi acertada pois o assunto é muito atual e discutido intensamente nas redes sociais e, por isso, não deve trazer tanta dificuldade para os candidatos. “Se ele se atentou ao que a prova estabeleceu ontem, de pensar nessas diferenças, hoje ele estará preparado para abordar o tema”, comentou.

Moreira avalia que vai se destacar o candidato que conseguir construir uma proposta de texto que avance no debate. “A violência vem se reproduzindo desde muito tempo e o problema é que isso não acaba. De repente, construir uma proposta de intervenção para este fato é que vai ser o grande diferencial”, disse.

Os legados e os custos políticos

Da Coluna Política, no O POVO deste domingo (25):

Há surpresa com a roupa de oposição que o deputado estadual Ivo Gomes (ainda Pros) vestiu na sessão de quinta-feira da Assembleia Legislativa? Nem tanto. É até compreensível. O que o parlamentar fez foi, na prática, defender o legado deixado pelo irmão, o ex-governador Cid Gomes (ex-Pros, agora PDT).

“E não me venha um líder me explicar que não tem dinheiro porque eu sei que tem. Só falta vontade de abrir (o hospital)”, frisou o irmão do ex-governador Cid Gomes (PDT). O líder em questão é o deputado Evandro Leitão, do PDT, novo abrigo do grupo comandado pela família Ferreira Gomes.

Evandro não é apenas o líder do governador Camilo Santana. O deputado foi secretário de Cid Gomes a quem serviu com notória fidelidade. Não foi à toa. Evandro, mesmo não conseguindo eleger-se deputado em 2010, acabou pinçado por Cid como “sangue novo” para ser secretário do Trabalho e Ação Social.

Na prática, o que o deputado Ivo disse foi que o governador Camilo não coloca o Hospital Regional do Sertão Central, em Quixeramobim, para funcionar por que não quer ou por “falta de vontade” política e administrativa. A crítica, obviamente, colocou o líder do governador em situação de grande desconforto. Sobrou também para o governador.A postura do deputado cumpre algumas funções políticas. O objetivo principal é tirar do colo de Cid Gomes a responsabilidade pela lamentável situação do hospital, que foi inaugurado pelo então governador em 28 de dezembro do ano passado, no apagar das luzes daquela gestão. O secretário da saúde era Ciro Gomes.

Perceberam? Já se foram dez meses desde a inauguração oficial com as devidas pompas e circunstâncias. No entanto, as portas da unidade permanecem fechadas. É evidente que tal circunstância estimula a busca por culpados. Ivo tratou de jogar a batata quente no colo do sucessor de Cid. Como não houve resposta, é sinal de que a batata em brasa foi acolhida.

O imbróglio se repetirá em relação a outras obras e políticas públicas desenvolvidas na gestão passada. Antes mesmo do caso do hospital, já havia ocorrido desconfortos com a correta opção do Governo de comprar viaturas para a Segurança Pública que custam três vezes menos que as Toyotas.

O caso dos “tatusões” também pode se tornar emblemático. Os equipamentos foram adquiridos para a construção dos túneis do metrô de Fortaleza. Contudo, estão há dois anos armazenados sem uso. O custo das tuneladoras é o dobro do valor investido na construção do hospital de Quixeramobim. Não há nenhuma perspectiva sobre quando os equipamentos vão entrar em uso. Se é que vão.

O VLT é outro problema. Já há homens no canteiro da obra, que passou mais de um ano parada. Os trabalhos estão lentos. Nos bastidores, fala-se em erros de projeto. Vamos ver o que vai acontecer nos próximos meses com o andamento da obra. É claro que há custos políticos de grande monta envolvidos nesses e em outros casos de compras inadequadas e obras mal dimensionadas. Inevitavelmente, haverá cobranças por parte da sociedade. A consequência é vigorar um jogo de empurra com grande potencial de causar estremecimentos políticos entre aliados.

A fala do deputado Ivo Gomes acerca do hospital de Quixeramobim obriga o Governo do Estado a estabelecer um cinturão de transparência em torno do projeto. Cabe à Secretaria de Saúde explicar os motivos que impedem o funcionamento efetivo da unidade. Há ou não há dinheiro para abrir o hospital? É só uma questão de vontade política e administrativa ou não? Para funcionar, o hospital do Sertão Central vai precisar levar médicos de avião, como é o caso da unidade de Sobral? Vale lembrar que o físico Henrique Jorge Javi de Sousa, secretário de saúde desde agosto passado, possui trajetória muito ligada à gestão do ex-governador Cid Gomes.

Em declínio, economia norte-americana vê Inglaterra se aproximar da China

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Em artigo enviado ao Blog, o juiz aposentado do Trabalho e advogado Inocêncio Uchôa comenta da aproximação econômica da China com países europeus. Confira:

O jornal The Guardian, de Londres, do último dia 19, afirma que desde 2005 a crise financeira faz o ocidente crescer pouco mais que zero e torna a economia global cada vez mais dependente da China, que cresce a quase 7% ao ano e que em 2030 terá um PIB duas vezes maior que o dos Estados Unidos.

Com efeito, a visita do presidente Xi Jinping e sua esposa Peng Liyuan a Londres, desde segunda-feira (19) a este domingo (25), deve selar acordo para incluir a Inglaterra num grande programa de obras de infraestrutura em países asiáticos através do Asian Infrastructure Investment Bank-AIIB, o que será seguido por outros 30 países, entre os quais a Alemanha e a França.

Os Estados Unidos se opõem a esse acordo (por entendê-lo prejudicial aos interesses do FMI e do Banco Mundial), que segundo o The Guardian é “o mais significativo ato de independência” do Reino Unido para com a política exterior americana, desde que os acordos de Bretton Woods em 1944 ditaram a nova ordem mundial para o pós-guerra e tornaram a política econômica britânica uma mera sombra da norte americana.

Segundo o conceituado jornal, há forças contrárias à aproximação com a China e a um eventual afastamento gradativo dos Estados Unidos, mas ninguém pode ignorar que a China cresce muito e atrai novos parceiros, enquanto que os Estados Unidos estão em declínio (crescimento mínimo e um grande passivo advindo do imenso aparato militar e de conflitos bélicos em todos os quadrantes da terra). A Austrália, velho aliado americano, já exporta mais de um quarto de sua produção para China e muitos outros países se acostam à liderança chinesa. E quem não enxergar a nova situação ficará na marginalidade, o que não é o caso do governo britânico que reconheceu tal situação e trabalha de acordo com ela.

Verdade que os britânicos contestam a situação dos direitos humanos no país asiático, segundo seus valores e desejos, mas “a China retirou 600 milhões de pessoas da pobreza, a maior contribuição global para os direitos humanos nas últimas três décadas”. Nesse período se direciona para tornar-se uma sociedade livre e progressista.

Ora, o crescimento da China é 05 vezes maior que o dos Estados Unidos e 06 ou mais vezes que os países da Europa, que estão ávidos de se tornarem parceiros do país asiático, então, qual a razão de setores da oposição política brasileira serem contrários a essa parceria, sabendo-se que a economia da China já é três vezes superior à do Reino Unido e em 15 anos será 02 vezes maior que a americana? Tendo-se em conta, ainda, (i) que em razão da larga visão e dos esforços do governo Lula da Silva nosso país é parceiro de primeira hora desse gigante econômico, seu companheiro no BRICS; (ii) que as grandes potências mundiais estão ávidas de aproximação com a China.

Esse mesmo raciocínio pode ser empregado em relação a Cuba, da qual o Brasil também é parceiro de primeira hora e com a qual as grandes potências buscam fazer parcerias para investimentos estruturais, mas que setores oposicionistas de nosso país querem ver afastada.

Como disse o eminente ministro Luís Roberto Barroso, no último dia 18, em palestra na Associação dos Advogados de São Paulo-AAS, “O Brasil precisa definir se é republiqueta ou grande nação”, sendo certo que jamais galgará a condição de grande nação, com ideias e ações obtusas, bárbaras e preconceituosas, como as defendidas por parte dessa atrasada oposição política, por mais elitizada e iluminada que pense ser.

Prefeitura de Eusébio lança “Via de Lazer”

A Prefeitura de Eusébio realizou neste domingo (25) o lançamento do projeto Via de Lazer, na avenida Eusébio de Queiroz, onde a população poderá praticar atividades físicas, como corrida, skate, patins, bicicleta, caminhada, entre outras atividades, em sete quilômetros de pista livre.

O prefeito Arimateia Júnior (PSB) lembrou que a ideia é difundida na Europa e nos Estados Unidos, além de cidades brasileiras como Fortaleza, Brasília, João Pessoa e Teresina, quando o poder público fecha vias aos domingos para a prática de esportes. “Agora é a vez do Eusébio inovar e oferecer aos seus munícipes mais um espaço de lazer aos domingos”, comentou.

Termina esta semana prazo de inscrição no Simples doméstico

Os patrões de empregados domésticos têm até o fim desta semana para se inscreverem no regime simplificado de recolhimento dos encargos da cateoria. O prazo de cadastramento no sistema acaba no próximo sábado (31). As inscrições podem ser feitas no site do eSocial.

Segundo a Receita Federal, até as 17h da sexta-feira (23), 581.832 empregadores e 533.641 empregados tinham se inscrito no eSocial. A diferença entre os números deve-se aos casos em que os empregadores aguardam o empregado repassar as informações e, por isso, não preencheram os dados completos dos trabalhadores. O Fisco espera a adesão de 1,5 milhão de trabalhadores ao sistema.

Para formalizar a situação do trabalhador doméstico, o empregador deve registrar seus dados e os do funcionário na página do programa. Para funcionários contratados até setembro deste ano, os formulários eletrônicos devem ser preenchidos até o fim deste mês. Os empregados contratados a partir de outubro devem ser cadastrados até um dia antes de começarem a trabalhar.

Por meio do novo sistema, o patrão recolhe, em documento único, a contribuição previdenciária, que varia de 8% a 11% da remuneração do trabalhador e paga 8% de contribuição patronal para a Previdência. A guia também inclui 8% de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), 0,8% de seguro contra acidentes de trabalho, 3,2% de indenização compensatória (multa do FGTS) e Imposto de Renda para quem recebe acima da faixa de isenção (R$ 1.903,98).

(agência Brasil)

Então, não é Natal?

A dois meses para o dia 25 de dezembro, Papai Noel já trabalha em alguns shoppings da cidade e é presença constante no Centro. Apesar de uma semana ou duas após o Dia da Criança, as lojas estão abarrotadas de brinquedos e os enfeites com árvores e bolas coloridas não deixam dúvida: é Natal!

A cena é dos anos anteriores no comércio de Fortaleza e em grandes cidades brasileiras. Este ano, porém, os tímidos enfeites em algumas lojas encalham e acenam para o pior Natal do brasileiro em, pelos menos, 20 anos.

Quem caminha pelo comércio do Centro de Fortaleza não houve falar em contratação de temporários, tampouco escuta o “ho, ho, ho” do bom velhinho. Ao contrário, milhares de trabalhadores deverão passar a data sem emprego e reféns da própria sorte, segundo comerciantes ouvidos pelo Blog, que aguardam um agravamento da crise econômica.

Também não se percebe entre as famílias o planejamento da festa e o famoso “amigo secreto” nas empresas, pois não há como prever a manutenção dos funcionários até o Natal.

Argentina, Guatemala e Haiti votam para presidente neste domingo

Três países das Américas votam para presidente neste domingo (25). Na Argentina e na Guatemala, não há dúvidas sobre quem são os favoritos, mas no Haiti, sobram problemas – e presidenciáveis. Cinquenta e quatro candidatos disputam a presidência do país mais pobre do hemisfério, onde metade da população, de 10,4 milhões de pessoas, vive com menos de US$ 1 por dia – pouco menos de R$ 4.

Os 32 milhões de eleitores argentinos já sabem que o governista Daniel Scioli será o mais votado dos seis candidatos. Ele é do Partido Justicialista (Peronista), no poder há 14 anos, e é o governador da província de Buenos Aires – a maior e mais rica da Argentina, onde vivem 40% dos eleitores.

Além de liderar as pesquisas de opinião, Scioli obteve 38,4% dos votos nas prévias de agosto – que na Argentina são abertas, simultâneas e obrigatórias. Mas para assegurar a vitória no primeiro turno, Scioli precisa de 45% dos votos ou, no mínimo, 40% dos votos com uma diferença de dez pontos porcentuais em relação ao segundo colocado.

O favorito da oposição nas previas foi Mauricio Macri, do partido conservador PRO, que somou 24,8% das intenções voto. Ele é o atual prefeito da capital, Buenos Aires, e prega uma menor presença do estado na economia, que cresceu muito durante os governos de Nestor Kirchner (2003-2007) e de sua mulher e sucessora Cristina Kirchner, reeleita em 2011, meses após a morte do marido.

(Agência Brasil)

Desarticulação do governo motiva forças antinacionais a acabar com Bolsa Família, como queriam neoliberais

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (25):

Forças antinacionais utilizam-se do clima de desarticulação do governo para desmontar o Estado de bem estar social brasileiro e o projeto de afirmação nacional. Basta ver a pretensão de efetuar cortes no programa Bolsa Família (defendida pelo relator do orçamento de 2016 e que, certamente aconteceria, se os neoliberais chegassem ao poder), bem como a movimentação para a entrega do pré-sal às multinacionais, liderada pelo senador tucano José Serra (que já fizera esse acerto com a Chevron, quando candidato a presidente da república, segundo documentos revelados pelo Wikileaks).

Serra também tenta emplacar, sorrateiramente, no Senado, sem debate público, uma emenda ao projeto de resolução que define os limites da gestão da dívida pública da União, estabelecendo a obrigatoriedade de obtenção de superávit fiscais primários em torno de 3% do PIB, até o ano de 2030.

Com isso, o governante ficaria de mãos atadas (apesar de ter recebido um mandato das urnas) – e seu programa de governo teria de se enquadrar à prioridade de pagar os juros dos rentistas da dívida, mesmo que isso signifique sacrificar programas sociais e projetos estratégicos da Nação.

Ceará vence e mantém esperança de fugir do rebaixamento

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A cada vitória, uma rodada a menos. O drama do Ceará na zona de rebaixamento da Série B do Campeonato Brasileiro parece não ter fim. Mesmo vencendo, o Vozão tem que torcer contra o Macaé e o Oeste, além de ver a proximidade do fim da competição.

Na noite desse sábado (24), no estádio Presidente Vargas, o Ceará derrotou o Boa Esporte, por 2 a 1, com gols de Alex Amado e Ricardinho, pela 32ª rodada, mas a vitória representou uma corrida contra o prejuízo da vitória do Macaé sobre o Mogi Mirim, por 1 a 0, na sexta-feira (23).

De acordo com o Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais, o Ceará possui no momento 77,3% de chances de cair para a Série C do próximo ano, contra 9,7% do Oeste, 7,1% do Macaé, 5,6% do Criciúma e 1,7% do Paraná Clube.

DETALHE – O Ceará estreou na partida o terceiro uniforme, de cor azul ou roxa. Nessas horas, vale tudo. Deu sorte!

Greve dos bancos pode acabar nesta segunda-feira

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A Federação Nacional dos Bancos (Fenabran) aguarda oficializar o acordo do fim da greve dos bancários, nesta segunda-feira (26), depois que o Comando Nacional dos Bancários recomendou nesse sábado (24) que a categoria aceitasse o reajuste de 10% proposto pelos bancos, além do ganho real de 14% no vale alimentação e do abono de 72% dos dias parados.

A greve teve início no dia 6 passado quando os bancários reivindicavam um reajuste de 16%. A primeira proposta dos bancos foi de um reajuste de 5,5%.

(com agências)

Policial civil é assaltado e ferido na Praia do Futuro

Policiais do Raio e do BPTur realizam uma operação na comunidade do Caroço, na Praia do Futuro, na madrugada deste domingo (25), para localizar e prender assaltantes que abordaram um policial civil, lotado no 16º Distrito (Dias Macedo), na noite desse sábado (24).

Segundo a Polícia, os assaltantes levaram duas pistolas ponto 40, além do veículo do policial. O Corolla foi localizado na comunidade. O policial foi ferido a facadas, mas recebeu atendimento na UPA da Praia do Futuro.

Enem: 364 participantes são eliminados por quebra de regras

No primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), 364 pessoas foram eliminadas em todo o País no início ou ao longo da prova, informou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante. O número de eliminados foi menor do que o registrado em 2014.

Segundo Mercadante, 330 participantes estavam portando equipamentos eletrônicos, se ausentaram antes do horário permitido de saída, utilizaram impressos durante a prova e não atenderam orientações dos fiscais, entre outros motivos.

Os outros 34 eliminados estavam portando objetos inadequados identificados por detectores de metal.

“Com alguns desses 34 eliminados foram identificados pontos eletrônicos. A Polícia Federal abriu inquérito e já está investigando”, disse o ministro, destacando que qualquer participante pode ser eliminado do exame a qualquer tempo.

Apenas uma pessoa foi eliminada por postagem de foto nas redes sociais de dentro do local de provas. Ela foi identificada e reconheceu o erro.

(Agência Brasil)

Abstenção no Enem atinge 25,31% no primeiro dia

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O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, informou neste sábado (24) que o índice de abstenção no primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi de 25,31%, em torno de 1,8 milhão, número menor do que o registrado em 2014.

O menor índice foi na Paraíba, com 20,67%, e o maior em Roraima, 34,9%.

“A cada ano vem diminuindo o número de abstenção. E celebramos o desempenho de Santa Catarina, com abstenção de 22,36%, abaixo da média. As chuvas não prejudicaram o Enem no estado”, disse.

A abstenção neste primeiro dia no Distrito Federal foi de 29,36%, em São Paulo, 26,76%, e no Rio de Janeiro, 25,32%.

O ministro destaca que cerca de 800 mil pessoas estão fazendo o Enem apenas para certificação de Ensino Médio e que elas têm a opção de comparecer apenas ao segundo dia de prova.

Mais de 7,7 milhões de pessoas se inscreveram para o exame. Mercadante disse que 6.911.938 confirmaram presença, acessando o cartão de confirmação. Não acessaram o cartão 834.498 mil participantes, um padrão semelhante a provas anteriores, segundo o ministro.

(Agência Brasil)

Presidente de comissão sugere que patrões contribuam com financiamento sindical

O procurador do Trabalho Renan Bernardi Kalil defendeu a substituição da contribuição sindical, que é prevista em lei, pela contribuição assistencial, decorrente apenas da atividade da negociação coletiva. Segundo Kalil, ao se vincular uma fonte de renda aos sindicatos a partir do sucesso de negociações coletivas, é criado um círculo virtuoso, com maior participação dos trabalhadores nas decisões.

“Estimular a negociação coletiva faz com que o empregado se interesse mais pelo dia a dia da atividade sindical”, afirmou.

O presidente da comissão especial da Câmara dos Deputados que discute o financiamento sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), alertou que o tema financiamento sindical divide sindicatos e o Ministério Público. “Alguns procuradores dizem que as contribuições, principalmente aquelas que os sindicatos cobram para sustentar sua estrutura, são irregulares”, ressaltou.

Na visão do parlamentar, os patrões também precisam contribuir para financiamento sindical. “Não podemos aprovar uma contribuição apenas os trabalhadores e deixar os empresários de fora disso.”

(Agência Câmara Notícias)

Pressões levam acusador de líder político a fugir da Venezuela

Franklin Nieves, um dos promotores do Ministério Público que acusaram o líder político da oposição Leopoldo López, denunciou neste sábado (24), em um vídeo divulgado pela imprensa, que pressões governamentais e de superiores para fazer acusações “falsas” o forçaram a sair da Venezuela.

“Decidi sair com a minha família da Venezuela, em virtude da pressão que o Executivo e os meus superiores hierárquicos exerciam para que continuasse a defender as provas falsas com as quais se condenou o cidadão Leopoldo López”, disse.

Ele fala da angústia que passou e “da dor e a pressão de continuar com uma farsa”. No vídeo, divulgado pelo site de notícias “La Patilla”, Nieves convida os companheiros e os juízes venezuelanos a “perder o medo e a dizer a verdade”.

“Que sejam valentes, que manifestem o seu descontentamento pela pressão dos superiores que ameaçam com a exoneração e prisão”, apela.

Ao final, Nieves anuncia que nos próximos dias revelará “toda a verdade sobre o que aconteceu” antes, durante e depois do julgamento de Leopoldo López. Ele responsabilizou o governo venezuelano e os seus superiores pelo que possa acontecer a ele e sua família.

Líder do partido opositor Vontade Popular, Leopoldo López foi condenado no dia 10 de setembro a quase 14 anos de prisão por instigação pública, associação delinquente, danos à propriedade e incêndio, durante um protesto convocado por várias figuras da oposição em 12 de fevereiro de 2014.

(Agência Brasil)

O Bolsa Família como alvo

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Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (24), pelo jornalista Érico Firmo:

O Bolsa Família é um dos piores alvos que se pode escolher para fazer o ajuste fiscal. Num cenário de crise, cortar investimentos contribui para agravar o problema. Ainda mais investimento social, que vai integralmente para o consumo das famílias mais pobres. Afinal, é pouquíssimo improvável que alguém use o Bolsa Família para poupar. O dinheiro vai para despesas imediatas. Faz girar a roda da economia.

No mês passado, o jornalista Rômulo Costa mostrou, no O POVO, que em sete municípios cearenses, os repasses do Bolsa Família superam o que as prefeituras recebem do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) – que, por usa vez, é a principal fonte de receita das administrações municipais. Com a diferença de que a bolsa chega diretamente à população e custeia pequenos gastos. Movimenta o mercado local, os comerciantes. São economias que dependem do programa de transferência de renda.

Em pequenas cidades, sem atividade econômica significativa, o que faz circular dinheiro é o Bolsa Família, além das aposentadorias. Ainda mais no cenário de seca grave e prolongada, essa rede de proteção social tem importância inestimável. No sertão cearense, evitou que a tragédia fosse maior. A pretexto de atacar a crise econômica, mexer no programa pode agravar drasticamente a situação, nas localidades mais pobres e vulneráveis.

O programa é elogiado mundo afora e copiado em outros países. O relator tem falado em preservar quem já recebe, mas conter a ampliação do programa e a substituição de quem deixa de receber o benefício. Porém, esse corte não fecharia a conta dos R$ 10 bilhões pretendidos pelo relator Ricardo Barros (PP-PR) – 35% das despesas previstas com o Bolsa Família. Seria preciso, para chegar a esse valor, cortar de quem já recebe.