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Entre o medo e a esperança

Em artigo enviado ao Blog, o ex-ministro de Ciência e Tecnologia e escritor Roberto Amaral avalia que as crises política e econômica no Brasil são vasos comunicantes que se retroalimentam num processo contínuo que parece sem fim. Confira:

Este janeiro de 2016 lembra o desditoso dezembro de 2014, pois permanecem dominantes a política econômica recessiva e – causa e efeito a um só tempo – a turbulência política, construindo as bases do que pode ser uma crise institucional, que muitos celerados desejam e perseguem.

A comemorar, no plano político, as decisões do STF disciplinando o rito do impeachment com o qual a oposição ameaça o mandato da presidente Dilma. Na economia, registremos o superávit comercial e os primeiros efeitos (dentre os benéficos) da alta do dólar ensejando pequeno desafogo à indústria manufatureira e a expectativa de elevação da renda do produtor rural. São as nossas flores.

Se poucas são as esperanças de céu de brigadeiro, há, porém, o que temer: nossas crises política e econômica são vasos comunicantes que se retroalimentam num processo contínuo que parece sem fim. Presas ao círculo de giz caucasiano do pessimismo, variam muito pouco as previsões sobre o que os fados nos reservam.

Há, porém, um fato objetivo: em plena recessão, a política de juros altos adotada pelo Banco Central para combater uma inflação (inercial) que, no entanto, não para de crescer.

Contornáveis ou não, os dados disponíveis da economia brasileira, independentemente da crise internacional, não são tranquilizadores quanto à herança de 2015: uma contração do PIB na ordem 3,5%, uma inflação de 10,7% e insuportáveis juros de 14,25%. De 16,6% em 2007, a participação da indústria de transformação no PIB caiu, em 2014, para 10,9%.

Em tempos de economia e política globalizadas nenhum país é uma ilha: às nossas disfunções domésticas somam-se as pressões exógenas e entre estas, destacam-se: (i) queda geral dos preços das commodities, (ii) fim da ‘bolha chinesa’ de que resulta a redução das compras no exterior, atingindo principalmente os ‘emergentes’; (iii) a lenta recuperação da economia europeia, com seu protecionismo, suas artificiais barreiras fito-sanitárias e mais isso e mais aquilo, e, (iv) a nova política de juros dos EUA.

O pano de fundo é o de sempre, a crise do Oriente Médio, com todos os desdobramentos que a imaginação de cada um possa conceber.

Ou seja, o cenário internacional sugere que a crise é profunda e de longo prazo. Há quem até avalie que vivenciamos a “estagnação secular do capitalismo”.

Segundo esse mesmo ponto de vista, a intercessão das duas crises diz-nos que a recessão, entre nós, será ainda mais profunda que a de 1990, mais profunda que a de 1982-83 e mesmo mais profunda e perdurante que a de 1929-30.

Ora, essa crise nos alcança com a economia fragilizada e em meio a uma turbulência política marcada pela ofensiva das forças conservadoras e de direita, num pleito aberto que visa à deposição da presidente Dilma Rousseff, sem maioria no Congresso, sem base parlamentar confiável, contestada diariamente em sua autoridade e enfrentando baixos níveis de aprovação popular, manipulados pela ação quase unânime dos meios de comunicação, que lhe movem, e a seu partido, férrea, intransigente, incansável e sistemática oposição.

Dessa presidente, nessas condições, espera-se que conjure a conspiração golpista e comande a retomada do desenvolvimento do país. Caso contrário, teremos de enfrentar o trio satânico: crise política, crise econômica, crise social.

O marco da turbulência política (e de suas consequências) é, evidentemente, a campanha pelo impeachment, tocada de forma permanente e sistemática, sem recesso, desde novembro de 2014.

Tocada, a um tempo, por uma oposição que não sabe perder eleições e por uma direita que, senhora do controle dos meios de comunicação de massa, e cumprindo o papel de orientadora da práxis dos partidos conservadores (PPS e PSB de hoje entre eles), aspira à conquista do poder e controle absoluto do Estado.

O pleito do impeachment, contudo, é apenas um marco, um indicador, o elemento mais visível, popular e catalisador de um projeto maior, de regressão social e tomada do poder, no qual estão empenhados os meios de comunicação de massas, os partidos de oposição e forças difusas na sociedade mais ou menos afastadas das organizações tradicionais, mas convergentes todos na ação e nas palavras de ordem.

Por isso mesmo, e ainda para além do impeachment, ressalta a tentativa de desmoralização dos entes da democracia participativa, a começar pela desconstituição da política. Trata-se do fomento à intolerância ideológica, a recuperação dos valores conservadores, do sentimento anti-povo e anti-nação que transborda para a intolerância social e desta para a intolerância pessoal. É a consagração da disjuntiva povo-elite, casa grande e senzala, trazendo para o paroxismo a luta de classes.

A campanha de imprensa constrói a imagem da política como coisa nefasta, e a convicção de que o espaço da política e da gestão pública é antro de aventureiros. Convicção que Brasília, como símbolo do poder, é a caverna de Ali-babá. Donde a penalização da política e a espetacularização da justiça penal. Daí para o retrocesso político pode ser apenas um passo. É assim que as democracias representativas, já fragilizadas pela interferência do poder econômico no processo eleitoral, como é o nosso caso, transitam para o que Boaventura Souza Santos chama de “democracias de baixíssima intensidade”, o nome das ditaduras do século XXI, o autoritarismo contemporâneo.

No Brasil, a ação demolidora da política pela grande imprensa refastela-se diante de um sistema de partidos em frangalhos, sem legitimidade social e cada vez mais sem militância.

Fruto dessa ordem partidária esgarçada, fruto de uma legislação eleitoral inepta, permissiva para o capital, ensejadora da preeminência do poder econômico, temos um Poder Legislativo fragilizado por escândalos. Fragilidade, todavia, que não impediu que operasse – em ação coordenada com a grande onda reacionária – contra as conquistas sociais da Constituição de 1988, dizimando direitos e revogando avanços. Fragilidade que tampouco impediu que a Câmara dos Deputados – comandada e liderada por um celerado – pusesse em risco a governança da presidente e chegasse mesmo a ameaçar seu mandato, como ameaçado o mantém até hoje.

O Poder Executivo, em face da crise política que ameaça a governabilidade, em face das agressões que atingem sua autoridade, cede espaço à emergência de órgãos e associações de pessoas (policiais federais, procuradores, juízes, auditores da receita federal, membros do Tribunal de Contas da União), os quais, atuando de forma associada e concertada com os grandes meios de comunicação e a vanguarda de direita da Câmara dos Deputados, funcionam como verdadeiras instituições estatais autônomas. Assim, operam uma ocupação quase orgânica de vácuos de poder, incompatíveis com a natureza do presidencialismo.

No campo jurídico-político o ano foi inaugurado em dezembro passado com o ‘chamamento à ordem’ do STF, ditando as regras do processo do impeachment. Por enquanto, é o estado do ‘espera-se’.

Espera-se pelas férias gerais e pelo recesso legislativo-judicial, espera-se pela retomada dos julgamentos do STF, espera-se pelos ‘embargos’ do presidente da Câmara, pelas novas denúncias do procurador Janot, pelas novas sentenças do juiz Moro, pelas novas operações da Policia Federal, espera-se pelo resultado das disputas da liderança do PMDB e da presidência do Partido, espera-se pela prisão de Eduardo Cunha, espera-se pelo novo julgamento das contas de campanha de Dilma-Temer e espera-se, a cada dia, que os regentes da Lava Jato revelem novas delações premiadas, novas incriminações e novos pré-julgamentos, novas condenações à procura de processo justificador.

O Brasil está, assim, entre o medo e a esperança. A esperança de retomarmos o desenvolvimento, base para a construção de uma sociedade justa porque formada por homens e mulheres iguais em direitos; e o medo de que o que está ruim possa ainda piorar.

Crise reduziu consumo de nove entre dez brasileiros, mostra pesquisa

Pesquisa do Instituto Data Popular mostra que nove entre dez brasileiros diminuíram o consumo no ano passado, devido à crise econômica. As entrevistas foram feitas entre os dias 4 e 12 de janeiro, com 3,5 mil consumidores maiores de 16 anos, em 153 municípios de todos os Estados.

Segundo os dados, dos 99% dos consultados que acreditam que o país está em crise, 81% têm certeza de que vivenciam um período de recessão. Para 55%, esta é a pior crise que já enfrentaram. De acordo com o presidente do instituto, Renato Meirelles, isso acontece por dois fatores.

O primeiro deles é que existe hoje um contingente enorme de consumidores que não participavam do mercado na época em que o Brasil conviveu com hiperinflação. “Não eram adultos na época da hiperinflação. É, de fato, um conjunto de consumidores jovens que tendem a achar que esta é a maior crise”, disse Meirelles, para quem a crise atual não é a maior que o país atravessa. “A gente já teve crises com taxas de desemprego maiores, com o país com menos reserva internacional do que tem hoje, com mais inflação”.

Outro fator, segundo Meirelles, é que nas crises anteriores, de 2002 e de 2008, em geral, as pessoas tinham a sensação de que estava difícil comprar um bem ou produto ou melhorar de vida. Segundo ele, hoje a sensação de “voltar para trás” e isso aumenta a percepção de que esta é a maior crise. Como a situação atual veio depois de um processo de crescimento forte, da democratização do consumo, de os brasileiros passarem a ter acesso a produtos e serviços que antes não consumiam, a sensação de perda se torna mais forte, disse Renato Meirelles.

(Agência Brasil)

Servidores públicos estaduais decidem sobre greve na sexta-feira

foto sindicalismo 160122 mesa negociação

Uma plenária na próxima sexta-feira (29) decidirá sobre a greve no serviço público estadual, após um não fechamento de acordo de reajuste salarial, nessa sexta-feira (22), na Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag), durante a Mesa Estadual de Negociação Permanente. Segundo o Fórum Unificado das Associações e Sindicatos dos Servidores Públicos Estaduais do Ceará (Fuaspec), a categoria não aceitou a proposta do Governo em discutir a Revisão Geral dos Servidores no início de abril, quando do fechamento do balanço de 2015.

Para a presidente da Associação dos Servidores da Secretária de Educação do Estado do Ceará (Asseec), Rita de Cássia Gomes, a proposta do Estado no momento somente equipararia o contracheque do servidor de menor renda ao novo valor do salário mínimo. “Estão agindo conforme a Constituição, pois o trabalhador não pode ganhar menos que um salário mínimo”, observou.

A coordenadora geral do Fuaspec, Eliene Uchoa, entregou a pauta que pede a reposição de 12,67%, que contemplaria o servidor com 2% de ganho real.

Deputados acirram debate político sobre Fortaleza e RC poderá ter líder na Assembleia

foto RC com deputados

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (23), pelo jornalista Érico Firmo:

Comentário que corre no Paço Municipal é que o prefeito Roberto Cláudio (PDT), além do líder que tem na Câmara Municipal, precisará também de um líder na Assembleia Legislativa. As candidaturas praticamente certas de oposição ao prefeito são de deputados estaduais: Heitor Férrer (PSB), Capitão Wagner (PR) e Renato Roseno (Psol). A Prefeitura deve se tornar uma pauta central no retorno da Assembleia, daqui a pouco mais de uma semana.

A presença de candidatos a prefeito da Capital na Assembleia Legislativa, longe de ser novidade, é quase a regra. O próprio Roberto Cláudio saiu de lá, assim como sua antecessora, Luizianne Lins (PT). Antes da era Juraci Magalhães, os dois prefeitos também foram saídos da Assembleia: Maria Luiza Fontenele e Ciro Gomes eram deputados estaduais na época de suas eleições.

Enquanto avança no PT a discussão sobre candidatura própria, vai ser interessante observar a posição do partido quando o prefeito se tornar alvo dos potenciais adversários. A base governista na Assembleia é, naturalmente, organizada em torno do governador Camilo Santana, que é petista e aliado do prefeito. Mas, o PT é oposição e o grupo que tem maioria no Município tem reafirmado a defesa da tese de candidatura própria. Presidente do PT em Fortaleza e deputado, Elmano de Freitas tem assumido a defesa do governo Camilo na Casa, mas é um dos entusiastas da candidatura própria na Capital. Foi adversário e faz oposição a Roberto Cláudio.

O outro deputado petista, Moisés Braz, é próximo ao grupo mais aberto a um possível apoio à reeleição do atual prefeito. Porém, sua base eleitoral é basicamente rural e ele tem pouca inserção nas discussões da Capital. Mesmo assim, é possível que a Assembleia comece a refletir as divisões de posições no PT sobre o assunto.

Embora também seja possível que os parlamentares apenas se omitam quando o prefeito estiver na berlinda, não deixará de ser uma sintomática tomada de posição.

Oscar sem indicados negros: sintoma da falta de inclusão

Em artigo no O POVO deste sábado (22), o jornalista Fernando Graziani comenta da ausência de atores e atrizes negras na premiação do Oscar, pelo segundo ano seguido. Confira:

Spike Lee foi certeiro ao dizer, nesta semana, que mais importante do que qualquer prêmio é o trabalho. O diretor de cinema se referia ao Oscar de 1989, quando seu filme “Faça a Coisa Certa” foi derrotado e, hoje, é exibido e ensinado em centenas de colégios e faculdades, deixando um legado importantíssimo. O assunto surgiu porque Spike – posteriormente Will Smith, Jada Pinkett e uma série de apoiadores – confirmou que estará ausente da cerimônia do Oscar deste ano como protesto pela não indicação, pelo segundo ano seguido, de nenhum profissional negro entre os 20 postulantes a melhor ator e atriz.

O tema é delicado e tem causado enorme polêmica. Será a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas racista? Para escrever este artigo, conversei com bastante gente, ouvi e li muitas declarações e há uma impressão geral, correta na minha visão, da existência de um grave problema de inclusão, em que o racismo é um dos fatores, mas que não dá para achar que os seis mil votantes do Oscar espalhados pelo planeta são racistas.

Cheryl Boone Isaacs, Reggie Hudlin e Chris Rock são negros e respectivamente, presidente da Academia, produtor do evento e apresentador da cerimônia. Sidney Poitier, Louis Gossett Jr, Denzel Washington, Cuba Gooding Jr, Whoopo Goldberg, Halle Barry, Morgan Freeman, Jamie Foxx, Jennifer Hudson, Forest Whitaker, Mo’Nique, Ocatvia Spencer e Lupita Nyong’o também são negros e todos vencedores do Oscar, fora os dezenas que já estiveram entre os indicados no decorrer do tempo por terem feitos trabalhos brilhantes.

O que há, de forma evidente, situação reconhecida de forma bastante oportuna pela própria Academia na semana passada, é uma estrutura problemática e que precisa ser mudada. Um sistema que clama por diversificação e que não envolve apenas raça, mas gênero, etnia e orientação sexual. Viola Davis, espetacular atriz da série How to Get Away with Murder (se você não viu, deveria) resumiu bem. “Tudo isso é um sintoma de uma doença muito maior. Você pode até mudar a Academia, mas, se não há filmes para negros sendo produzidos, o que há para se votar?”

Quem é mais ‘mala’ na vigilância: um flanelinha ou uma lombada eletrônica?

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Atualmente, nas grandes cidades, em cada esquina movimentada há uma lombada eletrônica. No mesmo quarteirão, um flanelinha. De um jeito ou de outro, nós, motoristas, estamos em vigilância constante. Para saber quem é mais “mala” nessa função, o jornalista e comediante cearense Glayco Salles se vale do Dedé Flanelinha e “exprica” a diferença.

Quadrilha interestadual é presa em agência bancária no Eusébio

Quatro pessoas foram presas nessa sexta-feira (22) no interior da agência do Banco do Nordeste, no Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza. Segundo a Polícia, com o grupo foi encontrado bananas de dinamite, maçarico e um rádio comunicador. O grupo levaria da agência cerca de R$ 500 mil.

Os presos são: Rogério Sousa de Oliveira, 37, que é de Redenção (63 quilômetros de Fortaleza); Marcelo Adriano Martins, 28, de Goiânia/GO; Walterson Pereira dos Santos, 22, de Minas Gerais; e Edson dos Santos, do Rio Grande do Norte. Todos foram levados para a Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos, no bairro Maraponga, em Fortaleza.

(O POVO Online)

Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil entra em vigor

Entrou em vigor neste sábado (23) o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, que tramitou no Congresso Nacional por mais de dez anos. A norma estabelece novas regras para as parcerias entre a administração pública e essas entidades, que, segundo levantamento feito em 2015 pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com a Secretaria de Governo da Presidência da República, somam 323 mil.

Na prática, a realização de convênios entre os governos federal, estadual e municipal e essas organizações fica extinta. A partir de agora, para celebrar parcerias, as organizações da sociedade civil deverão comprovar tempo mínimo de existência, sendo três anos para atuar junto com a União, dois anos com Distrito Federal e estados e um ano com municípios. Nesse último caso, a lei passará a valer em janeiro de 2017.

Uma das novidades mais importantes é a abrangência nacional da nova legislação, que passa a estabelecer as mesmas regras para a União, o Distrito Federal, estados e municípios firmarem parcerias com as organizações. Outro ponto do texto é a obrigatoriedade de uma chamada pública para firmar parcerias com as organizações. A expectativa é que a medida dê mais transparência na aplicação dos recursos públicos e amplie as possibilidades de acesso das organizações da sociedade civil a esses recursos.

(Agência Brasil)

Por que defendo o IJF2?

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Em artigo enviado ao Blog, o presidente do PPS no Ceará, Alexandre Pereira, o ex-vice na chapa encabeçada por Heitor, na eleição à Prefeitura de Fortaleza em 2012, avalia a necessidade da construção do IJF 2. Confira:

Após recentes polêmicas relacionadas à construção do IJF2 amplamente divulgadas pela mídia local, nós do PPS nos sentimos na obrigação de tornar público nosso posicionamento, especialmente pelo fato de termos participado da chapa PDT/PPS em 2012, tendo Heitor Férrer como candidato a prefeito e por mim, Alexandre Pereira, na composição como vice-prefeito.

O PPS, mantendo a coerência e respeitando os 262.365 fortalezenses que acreditaram em nossas propostas, reafirma que apoia a construção do IJF2, um dos compromissos centrais do programa de governo da nossa candidatura em 2012.

A proposição do IJF2 se materializou após uma série de debates que chegou à notória constatação da sua necessidade especialmente pelo fato de que o IJF representa a principal unidade de atendimento em traumas de Fortaleza e de todo o Ceará. Foi a reflexão de que mais de 20 anos se passaram sem que a principal unidade de atendimento de traumas da nossa capital fosse contemplada com uma estrutura de retaguarda que fez nascer o debate da importância do IJF2.

Desde a última expansão do IJF, inaugurada em outubro de 1993, Fortaleza viu sua população crescer em mais de 740 mil habitantes. O IJF2 é a melhor solução para otimizar recursos humanos e estruturais de saúde pública especializada e o caminho para oferecer um atendimento digno à nossa população. Todos que entendem de fato de gestão de recursos públicos e que conhecem a real necessidade da saúde de Fortaleza chegarão à mesma constatação.

É fundamental ressaltar que o apoio ao Prefeito Roberto Cláudio no 2° turno das eleições em 2012 foi lastreado em compromissos programáticos entre os quais se destacaram as melhorias na mobilidade urbana, a revitalização das praças, a implantação das escolas de tempo integral e o IJF 2, sendo que todos estes compromissos vêm sendo exemplarmente honrados pela gestão liderada pelo Prefeito Roberto Cláudio.

O PPS não faz da política plataforma de marketing eleitoreiro midiático da mesma forma que condena o personalismo exacerbado. O caminho para uma sociedade mais justa e igualitária nós buscamos construir de forma coletiva e por convicção, com políticas públicas sólidas e de amplo interesse público.

Comissão da Câmara cobra rapidez nas obras de transposição do rio São Francisco

Para o relator da comissão externa da Câmara dos Deputados, Rômulo Gouveia (PSD-PB), é preciso que a vigilância do Parlamento se intensifique na revitalização do rio São Francisco e sua integração com outras bacias hidrográficas do Nordeste.

“A crise hídrica é muito grave. Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará sofrem muito. Para se ter uma ideia, na Paraíba, o manancial de São Gonçalo, em Sousa, está com 3% [de capacidade]; o Coremas Mãe-D’Água e o Epitácio Pessoa, em Boqueirão, que abastecem a região da grande Campina, estão com 13% de capacidade. E uma obra estruturante, importante e até definitiva para minimizar essa situação é a transposição”, disse o deputado.

Na última visita técnica da comissão externa – realizada em novembro, na cidade pernambucana de Salgueiro –, o secretário de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional, Osvaldo Garcia, previu a conclusão das obras entre o fim deste ano e o primeiro trimestre de 2017.

A comissão externa que acompanha as obras de transposição do rio São Francisco é composta por 15 parlamentares, sob a presidência do deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE). O prazo para o encerramento dos trabalhos ainda não foi definido e haverá um relatório final das atividades do colegiado.

(Agência Câmara Notícias)

Ibama multa Ceará Portos por derrame de carvão vegetal no mar

Da Coluna Vertical, no O POVO deste sábado (23), pelo jornalista Demitri Túlio, nas férias do titular:

O derrame de carvão vegetal em uma área do mar do Porto do Pecém foi de responsabilidade da Ceará Portos. O Ibama multou a “autoridade portuária” em R$ 30 mil e poderá aplicar outras multas e sanções por causa do dano ambiental.

Até essa sexta-feira (22), a Ceará Portos deveria ter apresentado ao Ibama a Ficha de Infraestrutura de Segurança do Produto Químico ali descarregado e o Plano de Resposta Emergencial.

Segundo Carlos Alberto Maia, coordenador do Núcleo de Prevenção e Atendimento a Emergências Ambientais do Ibama, um laudo apontará o quanto de carvão seguiu para o oceano.

Por enquanto, não houve mortalidade de peixes nem de outras espécies. E quem mais foi afetado, disse Maia, foram os funcionários do Porto.

O que aconteceu? O navio Vitakosmos, impossibilitado de usar as esteiraras da CSP e da Pecém Geração de Energia, foi orientado a descarregar (por guindaste) um pouco mais de 70 mil toneladas do carvão vindo da Austrália. A carga foi posta no chão sem adoção de medidas de segurança e o vento forte do Pecém arrastou parte do produto, poluindo um trecho do mar.

A Ceará Portos cometeu outro vacilo. Segundo Carlos Alberto Maia, do Ibama, a contaminação do mar pelo carvão deveria ter sido comunicada até duas horas depois do acidente. Informação omitida. O estrago só não foi maior porque a Petrobras emprestou uma barreira de contenção.

Advogados autônomos não poderão optar pelo Supersimples

Criadas para facilitar a formalização dos advogados autônomos, as sociedades individuais de advocacia não poderão optar pelo Simples Nacional, regime especial de tributação para micro e pequenas empresas. A Receita Federal esclareceu, nessa sexta-feira (22), que são necessárias outras mudanças na legislação para que a nova categoria pague impostos e contribuições da mesma maneira que as microempresas.

De acordo com o Fisco, é necessário atualizar a Lei Complementar 123, de 2006, que criou o Simples Nacional, para que o advogado autônomo possa aderir ao regime especial de tributação. Enquanto isso, os pequenos escritórios de advocacia continuarão a ter tratamento tributário mais favorável que os advogados individuais.

Aprovada em dezembro pelo Senado e sancionada no último dia 12 pela presidenta Dilma Rousseff, a Lei 13.247 criou a figura da sociedade individual de advocacia. A lei determina que nenhum advogado pode integrar mais de uma sociedade de advogados, nem fazer parte, ao mesmo tempo, de um escritório de advocacia e de uma sociedade unipessoal de advocacia, com sede ou filial na mesma área de atuação.

(Agência Brasil)

Quintão desiste de disputar liderança do PMDB na Câmara e apoia Picciani

O deputado Leonardo Quintão (MG), que havia se lançado candidato à liderança do PMDB na Câmara, desistiu nesta sexta-feira (22) da disputa e declarou apoio à recondução do atual líder da bancada, Leonardo Picciani (RJ). De acordo com Picciani, com esse gesto, Quintão busca a unidade da bancada federal do partido. A decisão foi tomada durante almoço, em Juiz de Fora (MG), entre Quintão e Picciani.

No fim da tarde, Picciani postou a informação na rede social Facebook. “Em nome da unidade partidária, recebi seu apoio [Leonardo Quintão] para minha recondução à liderança. Portanto, ele retirou sua candidatura. Agradeço a grandeza de seu ato para, juntos, construirmos o PMDB nacional do nosso país. Obs! A eleição será dia 17 de fevereiro. Conto com o apoio de todos”, diz a mensagem de Picciani.

Também no Facebook, Quintão postou mensagem dizendo que se recusava a fazer parte de uma disputa sem ideias, de uma guerra entre aliados, em que só iriam perder a união e o consenso no partido. Quintão afirmou que seu interesse é cumprir o mandato de deputado e que não foi sondado para ocupar nenhum cargo.

“O ódio não deve ser motivador da escolha de um líder, pois não há vitória em conduzir um grupo estilhaçado, dividido por disputas internas. Diante disso, abro mão da minha candidatura, em prol da construção do diálogo. Faço isso, diante dos compromissos assumidos pelo deputado Leonardo Picciani de, se eleito líder da nossa bancada, conduzir sua liderança contemplando as diversas alas do partido”, postou Quintão.

As candidaturas à liderança do PMDB poderão ser apresentadas até 3 de fevereiro e a eleição será no dia 17. Com a desistência de Quintão, estão na disputa o atual líder Picciani e o paraibano Hugo Motta, ex-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras.

(Agência Brasil)

Presidente da OAB/Subseção RMF cobra mais segurança nos Fóruns

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foto rafael mota oabce

A propósito da publicação “’Advogados’ assaltam Fórum de Cascavel”, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção da Região Metropolitana de Fortaleza, Raphael Pessoa Mota, lamenta o episódio e ressalta que é desagradável profissionais tão importantes para a sociedade terem sua classe associada a esse tipo de contexto, pois agride não só a Advocacia, mas a toda a população.

Ainda sobre o ocorrido, a Instituição reforça a necessidade de fortalecer a segurança nos Fóruns, colocando-se à disposição do Tribunal de Justiça para apoiar no que for necessário.

CNC: número de famílias endividadas cai em 2015, mas inadimplência aumenta

O ano de 2015 teve uma redução de 1,3% no número médio de famílias com dívidas, divulgou nesta sexta-feira (22) a Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Segundo a CNC, no entanto, o número de famílias com dívidas e contas em atraso (inadimplentes) aumentou 8,4% em relação a 2014, chegando a 20,9%.

Pela primeira vez, desde 2010, ocorre aumento no número de famílias com contas atrasadas. No ano passado, 19,4% das famílias estavam nessa situação.

Os dados fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) e apontam aumento da inadimplência. O número de famílias que reconheceram não ter perspectiva de pagar suas contas atrasadas subiu 23,2% e chegou a 7,7% do total. Em números absolutos, havia mais de 1,1 milhão de famílias nessa situação em 2015, contra 899 mil em 2014.

A redução do número de famílias com dívidas, para a CNC, está ligada a fatores desfavoráveis ao consumo, como aumento da inflação e desaquecimento do mercado de trabalho.

A pesquisa também aponta que a renda das famílias brasileiras está mais comprometida com o pagamento de dívidas. O percentual médio da renda usada para este fim subiu de 30,4% para 30,6% – a maior taxa da série iniciada em 2010.

(Agência Brasil)

Dom José preside missa na abertura do ano da Turma de Seminaristas do Jubileu da Misericórdia

foto dom josé antonio

O arcebispo de Fortaleza Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques preside nesta segunda-feira, dia 25, no Seminário Propedêutico, missa de abertura do ano da Turma de Seminaristas do Jubileu da Misericórdia.

A celebração acontece às 19h e será concelebrada por padre Rafhael Maciel, Reitor e Missionário da misericórdia, padre Vicente Oliveira, Vice-Reitor, e outros sacerdotes.