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Sem o resgate da Polícia Civil do Ceará, em breve viveremos a mais pura barbárie social

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Em artigo enviado ao Blog, a vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Ceará, Ana Paula L. Cavalcante, comenta a falta de estrutura na Polícia Civil e suas consequências. Confira:

Ao longo dos meus quase 16 anos de Polícia Civil, vi sucessivos governos cegarem os olhos à minha instituição. Programas mirabolantes e invenções falaciosas surgiram como fórmulas mágicas de combate ao crime, sem, contudo, trazerem os resultados desejados. Aí, criavam novas ideias, iludiam os desavisados mais uma vez e a bola de neve foi se acumulando.

Quem se assusta com o que estamos vendo nos últimos meses em nosso Estado, certamente não entende nada de segurança pública. Um mínimo conhecimento mostraria que era questão de tempo enfrentarmos a situação que hoje lamentavelmente vivemos: policiais diariamente sendo vitimados; prédios públicos com bombas; viaturas e ônibus incendiados; delegacias de polícia alvos de ataques, etc. Tudo o que a criatividade de uma mente criminosa possa pensar no sentido de desafiar as forças de segurança está sendo posto em prática.

Tempos difíceis de viver. Tempos difíceis de ser polícia.

Para nós, nada disso é surpresa. Infelizmente, ao longo dos anos, vimos uma equivocada e reiterada estratégia de governo em se apostar quase exclusivamente na polícia militar como solução para a questão da violência em nosso estado. Concordo que a PM tem, sim, um papel fundamental nessa problemática. Contudo, somente através de investigação se alcança as lideranças do crime organizado e essa tarefa é exclusiva da Polícia Civil.

Ocorre que com metade do efetivo que tínhamos na década de 80, com cerca de 600 inspetores desviados de suas funções trabalhando como “babás de preso” e em média quatro policiais civis (entre escrivães e inspetores) pedindo exoneração por semana por conta dos baixíssimos salários, fica realmente difícil combater essas organizações de elaborada estrutura organizacional.

Não se consegue resultados diferentes, repetindo uma mesma (e fracassada) fórmula. Quero crer que ainda verei um governo apostar em nós. A Polícia Civil é um gigante que fizeram adormecer, mas que anseia verdadeiramente demonstrar o seu valor. Queremos apenas uma chance!

Valorizem o policial civil, tirem os presos das delegacias e reforcem o nosso efetivo. Nos deem os meios e mostraremos que vagabundo não vai ter vez nesse Estado!

Valim e Sibá Machado trocam empurrões e Polícia Legislativa intervém

foto valim e sibá

Os deputados Vitor Valim (PMDB-CE) e o deputado Sibá Machado (PT-AC) protagonizaram empurra-empurra e troca de ofensas na madrugada deste domingo (17), durante a discussão do pedido de abertura de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Policiais Legislativos e deputados intercederam para separar os parlamentares. “Peço muita tranquilidade nesta hora”, disse o deputado Gilberto Nascimento (PSC-SP), que presidia a sessão no momento.

(Agência Câmara Notícias)

O poder dos escolhidos

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Da Coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (17):

A disputa em torno da votação do impeachment se dá em um caudaloso poço de lama. Um clássico nacional. Não faz tempo, os dois lados formavam um só time. Juntos, ganharam todos os últimos campeonatos. Juntos, levaram o Brasil varonil à bancarrota. Associados, tungaram o País. Levaram a Petrobras e outras estatais à lona. A vergonha é mundial.

Ninguém faz autocrítica. Ninguém assume as responsabilidades pelos terríveis acontecimentos. Pobre Brasil. Encalacrado. O sistema político foi lapidado de uma forma que não ajuda a fazer limpezas. Pelo contrário, o sistema vigente se reproduz e permanece incólume. Seja qual for o resultado da votação dominical, o sentimento é que as coisas vão mudar (se mudarem) para que tudo continue como sempre.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, é um corrupto? Sim, os fatos estão aí. Disponíveis, óbvios e ululantes. Segundo uma das acusações da Procuradoria Geral da República, o deputado carioca recebeu propina superior a US$ 5 milhões “por viabilizar a aquisição de um campo de petróleo em Benin, na África, pela Petrobras, em 2007”.

Atentem bem: aquisição de um campo de Petróleo na costa africana? Ora, quem deu poder ao então reles deputado, de currículo já muito suspeito naquele ano, a exercer tamanha influência nos negócios da estatal? Este é o ponto. Cunha fez por onde ao ser convidado para esta festa rica. Quem o convidou? A lógica é latejante.

Que diabos de método político e administrativo faz um Governo entregar para o notório senador Fernando Collor o poder de mando e desmando sobre a Petrobras Distribuidora, a bilionária subsidiária da maior e mais importante estatal brasileira? Para desvendar os motivos, basta usar a lógica mais comezinha. A Cesar o que é de Cesar.

Alguém concedeu para essa turma e para os seus o poder de fazer negócios com as generosas tetas nacionais. Os meliantes atuaram com carimbo oficial. E o carimbo foi concedido por serem meliantes. Afinal, pra fazer patifaria precisa-se de patifes. Para fazer o que fez, Cunha recebeu o beneplácito do poder. Collor et caterva, também.

Cid Gomes acompanha votação do impeachment em Brasília

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O ex-governador do Ceará, Cid Gomes (PDT), acompanhará a votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), neste domingo (17), em Brasília. Cid Gomes, que no início desse segundo governo Dilma ocupou o Ministério da Educação, disse que o seu partido defende a permanência da presidente, diante do processo democrático. Mas que o PDT deixará o governo, mesmo em caso da vitória dos governistas na votação de logo mais.

“Defendo que o meu partido, no dia seguinte à Dilma permanecendo, a gente saia do governo. Acho que o Brasil precisa de muitas mudanças, mas o que a gente tem que defender é um valor democrático. Mandato é uma coisa consagrada pela população”, comentou o ex-governador do Ceará.

Sobre o resultado da votação do impeachment, Cid Gomes disse que “vai ser uma luta até a última hora. Não tem nada decidido”.

(Agência Brasil)

Em situação delicada, Adail Carneiro não aparece para discursar contra o impeachment

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Exonerado do cargo de assessor especial do governo Camilo Santana, na última quinta-feira (14), para reforçar o bloco governista contra o impeachment, o deputado federal Adail Carneiro (PP) não apareceu para discursar em defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff, na madrugada deste domingo (17), na última sessão antes da votação pelo impeachment.

A ausência do parlamentar cearense deixou os governistas em situação de alerta, diante da pressão que Adail vem sofrendo por parte do partido. Com 48 deputados, o PP havia decidido liberar sua bancada para a votação. Até o momento da denúncia que o Palácio do Planalto estaria “aliciando” parlamentares da bancada a votar contra o impeachment, após uma nomeação ao Ministério da Integração.

O partido então reorientou seus deputados a votarem pelo impeachment. Os “rebeldes” serão punidos. No caso do Ceará, além de Adail Carneiro o PP conta com Macedo Júnior, o Macedão. Enquanto Adail declarou apoio à presidente, Macedão está entre os indecisos.

O temor do PP no Ceará é que o partido saia das mãos do atual grupo político, liderado pelos Ferreira Gomes, e passe para o grupo liderado pelo PMDB, que tem à frente o senador Eunício Oliveira.

Câmara encerra fase de discussão do impeachment após 43 horas de debates

Depois de quase 43 horas de trabalhos ininterruptos, a Câmara dos Deputados finalizou na madruga deste domingo (17) a fase de discussão da denúncia de crime de responsabilidade contra a presidente Dilma Rousseff. Foi a maior sessão da história da Casa, iniciada às 8h55 da última sexta-feira (15) e encerrada às 3h42, madrugada de domingo. Até então, a maior sessão havia durado 22 horas, na aprovação da Medida Provisória dos Portos, em maio de 2013.

A discussão do parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO), pela admissibilidade do impeachment de Dilma, teve início com a fala do jurista Miguel Reale Junior, um dos autores da denúncia. Em seguida, falou o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, para apresentar a defesa da presidenta. A partir de então, representantes de cada um dos 25 partidos com representação na Casa puderam discursar por uma hora. Esse tempo poderia ser dividido entre até cinco parlamentares da legenda. Os líderes do governo e da minoria tiveram igual tempo de fala.

Nesta fase, iniciada na tarde de sexta-feira e encerrada na tarde desse sábado (16), 96 deputados revezaram-se na tribuna para discursar contra ou favor do impeachment. A cada cinco horas, o presidente da Casa era obrigado, por uma questão regimental, a encerrar a sessão para, em seguida, iniciar outra. A cada nova sessão, os líderes partidários podiam usar a palavra.

Na fase de discussão para os deputados inscritos, aberta na tarde desse sábado, 249 assinaram a lista para falar. Contudo, 119 subiram a tribuna. Cada um deles teve até três minutos para apresentar seus argumentos contra ou a favor da continuidade do processo de impeachment.

As discussões foram marcadas por intensas manifestações contrárias à presidente Dilma, pedidos de “Fora, Cunha” e com o uso de bordões como “Não vai ter golpe”. Deputados favoráveis ao impeachment levaram cartazes com “Impeachment já” e “Tchau, querida”, enquanto os governistas exibiam placas contra o que consideram golpe e pela “defesa da democracia”.

A próxima sessão foi convocada para as 14h deste domingo para apresentação do parecer pelo relator e votação do processo. A previsão é que até as 21h o resultado seja conhecido. Cada um dos 513 deputados terá dez segundos para declarar seu voto pela admissibilidade ou não da denúncia.

(Agência Brasil)

Deputado do PT ameaça recorrer ao STF para AGU falar novamente na sessão de domingo

O deputado Henrique Fontana (PT-RS) quer que o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, possa falar novamente no Plenário da Câmara após a fala do relator do processo de impeachment, deputado Jovair Arantes (PTB-GO). Jovair recomenda a abertura do processo de afastamento de Dilma e terá 25 minutos para defender sua posição na sessão de votação, neste domingo.

Na sexta-feira (15), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, negou requerimento nesse sentido. “O relator fala por último, ao fim do processo de discussão”, disse Cunha ao negar o pedido, lembrando que o rito do processo contra Dilma está estritamente igual ao impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em 1992.

Fontana disse que deve ter recorrer ao Supremo Tribunal Federal para garantir que o advogado-geral possa falar novamente. Cardozo falou ontem, logo após o jurista Miguel Reale Junior, autor da denúncia contra Dilma.

(Agência Câmara Notícias)

Domingos Neto diverge da bancada e declara voto contra o impeachment

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foto domingos neto impeachment

Em pronunciamento na noite deste sábado (16), na Câmara Federal, o deputado cearense Domingos Neto (PSD) reafirmou apoio à presidente Dilma Rousseff, contra o processo de impeachment, previsto para votação neste domingo (17).

Domingos Neto reconheceu que seu voto diverge da posição majoritária da sua bancada partidária, mas afirmou que o “impeachment não é alternativa para a crise”.

O parlamentar cearense também reconheceu que a economia brasileira se encontra em “frangalhos” e que há necessidade de “mudança na forma de governar”, mas a presidente não pode deixar o governo, sem que o vice-presidente Michel Temer e o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, ambos do PMDB, também sejam responsabilizados.

Ao se declarar favorável à Operação Lava Jato, Domingos Neto sugere um plebiscito nacional sobre a situação do impeachment e criticou deputados alheios ao processo.

Avião vindo de Portugal causa tensão no aeroporto de Fortaleza

foto avião pouso emergencial

Um avião com procedência de Portugal mobilizou viaturas do Corpo de Bombeiros e duas ambulâncias, na noite deste sábado (16), no Aeroporto Internacional Pinto Martins, como prevenção a um possível pouso emergencial.

Apesar da estrutura montada, a aeronave pousou sem danos aparentes. Ainda não há informações sobre feridos ou a causa da emergência.

ATUALIZAÇÃO – O problema na aeronave seria no trem de pouso, além de um de princípio de incêndio na cabine do piloto.

A crise de ontem e os problemas de amanhã

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Em artigo no O POVO deste sábado (16), o senador cearense Tasso Jereissati (PSDB) sugere um novo Brasil, independente do resultado da votação do impeachment na Câmara Federal. Confira:

Amanhã, seja qual for o resultado da votação, a única mudança imediata será o quadro político. A superação de uma etapa de um processo que há meses paralisa o país. Naquilo que interessa diretamente à população, os problemas que afligem a vida das pessoas, o Brasil permanecerá o mesmo.

Amanhã, ainda haverá milhões de brasileiros em filas nos hospitais e o futuro das crianças continuará comprometido pela má qualidade da educação e a desigualdade de oportunidades. Ainda haverá mais de 10 milhões de desempregados e a carestia continuará afetando o bolso das famílias. Nossas ruas continuarão inseguras e as periferias das cidades continuarão inchando sem um mínimo de infraestrutura.

Para o enfrentamento destes problemas, antes de tudo, é necessário que pacifiquemos o país. O muro que foi construído em frente ao Congresso Nacional, real ou simbolicamente, terá que começar a ser desmontado. Não se pode pensar em termos de vencidos ou vencedores, nem sucumbir aos impulsos daqueles que pregam a divisão do Brasil. Desarmemos os espíritos, contenhamos as paixões pessoais e trabalhemos por um Brasil reconciliado.

Outra providência que o amanhã nos exige é a reforma do Estado. O aparelhamento da última década causou prejuízos ainda inestimáveis à nação. O preenchimento de cargos por critérios políticos, em detrimento da meritocracia e do profissionalismo, além de notório prejuízo à qualidade dos serviços públicos, só alimenta a corrupção.

Nesse particular aspecto, a Operação Lava Jato já mudou o Brasil. A atuação corajosa da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário fez a população brasileira acreditar que, finalmente, ninguém está acima da lei. Esta conquista não pode ter um só passo atrás.

O Brasil de amanhã exige também uma nova forma de pensar e fazer política. As manifestações de rua revelaram que os brasileiros atingiram um novo patamar de cidadania. Mais do que uma reforma, as pessoas clamam por renovação, um sistema que confira mais representatividade aos eleitos e permita o surgimento de novas lideranças.

Que o Brasil de amanhã, portanto, inaugure um novo tempo. Que saibamos retirar lições definitivas desse momento histórico. Que tenhamos a coragem de promover as mudanças, pensando menos em nós mesmos e mais no Brasil. Sob pena de, no Brasil de depois de amanhã, estarmos enfrentando a mesma crise de ontem.

Oposição recorrerá à Justiça contra nomeações feitas pelo governo

A fim de frear a cooptação de votos feita pelo governo para barrar, na Câmara, o impeachment da presidente Dilma Rousseff, a oposição prometeu recorrer à Justiça para reverter nomeações a cargos públicos. Deputados da oposição disseram já ter acionado advogados para impetrar uma notícia-crime contra as nomeações de cargos publicadas em edição extra dessa sexta-feira (15) do Diário Oficial da União. Estão publicadas 45 exonerações e 52 nomeações, além de dispensas e remoções de servidores públicos de vários órgãos da administração direta e indireta.

“Estamos avaliando entrar com uma notícia-crime contra Lula [ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva], Dilma, alguns governadores de estados e agentes do governo federal por estarem negociando cargos de governo. Além do DEM, participam PPS, PTB, PSDB e PSC. Nossos advogados já estão cuidando disso”, disse o líder do DEM, Pauderney Avelino (AM). Ele, no entanto, não quis detalhar quais seriam os casos concretos que serviriam de base para a entrada da notícia-crime.

Deputados da oposição disseram que a repentina viagem do vice-presidente Michel Temer a Brasília foi em consequência da cobrança de parlamentares da oposição, preocupados com a movimentação dos governistas para atrair votos contrários ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Segundo o deputado Jovair Arantes (PTB-GO), relator da comissão especial do impeachment, a oposição pediu que Temer voltasse a Brasília. “O erro foi ele ter ido [ a São Paulo]. Devia ter ficado aqui direto. Mas voltou para ficar perto do centro de decisão”, disse o deputado ao admitir que o momento atual é de disputa de poder. “Não há dúvida disso. Ele [Temer], do ponto de vista de constituição, é o homem que poderá assumir caso a presidenta seja ‘impitimada’”.

(Agência Brasil)

Impeachment – TV Câmara ganha 29 posições no ranking do Ibope em 2016

A TV Câmara alcançou, neste mês, o 53º lugar no ranking do Ibope entre as centenas de canais oferecidos aos consumidores da TV por assinatura no Brasil.

Em janeiro de 2016, a TV Câmara estava na posição 82 desse ranking, segundo dados do Kantar Ibope Media. Em fevereiro, subiu para a posição 78, e em março até a 73. Neste mês, impulsionada pelas coberturas relativas à análise do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, a TV Câmara alcançou o 53 lugar.

Esses dados são relativos à faixa das 7 horas à meia-noite, de segunda-feira a domingo.

Os dados de audiência são ainda mais significativos ao se considerar que os principais canais da TV por assinatura e da TV aberta, como a Globonews e a TV Globo, por exemplo, usam os sinais gerados pela TV Câmara na cobertura da análise do impeachment.

(Agência Câmara Notícias)

Crise de quê?

Em artigo no O POVO deste sábado (16), o médico, antropólogo e professor universitário Antonio Mourão Cavalcante acredita que a crise no país não é a que se divulga todos os dias. Confira:

Está todo mundo dizendo que amanhã será um dia decisivo. Vamos saber se a Câmara Federal acolhe a acusação que foi feita à presidente da República, para que o processo do impeachment continue. Se sim, será imediatamente enviado ao Senado. Não vou abordar o tema – já extremamente discutido -, mas procuro entender aquilo que fica ao redor, compondo o cenário.

Nunca se falou tanto em crise como agora. Crise econômica, política, falta de emprego, inflação e, conforme queira, o leque pode ser bem ampliado.

Viajei de avião e os assentos estavam quase todos ocupados. Fui a diversos restaurantes e eles estavam repletos de pessoas falando alto e, em alguns, até batucando um samba antigo… Entrei em supermercado e as donas de casa compravam frutas e legumes. Os carrinhos pareciam bem abastecidos. Os ônibus repletos, os táxis sendo disputados. Até os teatros e casas de shows com gente muita e nem sabendo que estamos em crise. Mas qual é a crise? Como é essa crise?

As manifestações de rua – e foram milhares por esse Brasil afora! – não houve um tiro, uma peitada ou um cadáver para virar herói! Graças a Deus! Mas que conflito é esse?

Entretanto, as manchetes dos jornais continuam a nos assustar. Cada uma, cada dia parecem mais desesperadoras. Os analistas – sobretudo, os da área econômica – nos deixam aterrorizados. Dólar disparou. Desemprego acentuou. Bolsas despencaram. Entretanto, os ônibus continuam circulando, as pessoas mostram-se tranquilas e crendo no amanhã.

Esqueci de dizer: as praias continuam lindas e as garotas de Ipanema ainda passam felizes, rumo ao mar! (Só para dizer que estou no Rio de Janeiro!) E, tambores de chope invadem as calçadas, “porque hoje é sábado e amanhã é domingo, os bares estão cheios de homens vazios…”

Em Brasília, a coisa vai pegar. Teremos a imolação de uma Joana D’Arc tupiniquim. Vai ser condenada sem crime. Primeira mulher presidente. Execrada por bandidos comprovadamente bandidos! Sinceramente, esse filme eu já vi.

Estamos em crise. Mas crise de quê?

Lula recorre a governadores para barrar impeachment na Câmara

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse neste sábado (16) em ato contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff que recorrerá a governadores para conquistar votos contrários à aprovação do prosseguimento do processo de impeachment pela Câmara dos Deputados. “Ainda tenho três governadores para conversar”, disse. “Vou conversar com governadores que eu acho que eles podem nos ajudar”, completou.

Para aprovar, neste domingo (17), o prosseguimento do processo de impeachment na Câmara são necessários 342 votos. “Precisamos conquistar metade dos 513 votos [total de deputados], ou não deixá-los conquistar 342. É uma guerra de sobe e desce, parece a bolsa de valores, tem hora que o cara está com a gente, tem horas que não está mais”, disse Lula.

Lula participou do Ato com Movimentos Sociais pela Democracia, no estacionamento do Ginásio Nilson Nelson. De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, o ato conta com 1,5 mil pessoas. Reúne movimentos como a Central Única dos Trabalhadores, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, União Nacional dos Estudantes e Central dos Trabalhadores Brasileiros.

O ex-presidente reforçou que um impeachment sem base legal é um golpe contra a democracia. “Se o Temer [vice-presidente Michel Temer] quer ser candidato, não deveria tentar através do golpe, ele deveria tentar a eleição, esperar chegar 2018. O PMDB é partido grande, ele se candidata e vamos para as urnas, vamos debater, vamos convencer o povo quem é melhor para o país”.

(Agência Brasil)

Valor Econômico cogita ‘virada’ do governo e receio de Cunha

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Segundo o jornal Valor Econômico, em edição online neste sábado (16), o governo teria conseguido “virar o jogo” no processo de impeachment. A informação, segundo o jornal, teria vindo de um gabinete de deputado da base governista.

De acordo ainda com o Valor Econômico, a “virada” teria provocado receio ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que não descartaria uma desaceleração no ritmo das sessões, como forma da votação não ocorrer neste domingo (17).

Até o momento, a votação segue prevista para ocorrer a partir das 14 horas deste domingo.

VAMOS NÓS – Especulação de um lado e do outro, os governistas garantem que já somam 180 (precisariam de 172) votos contra o impeachment, enquanto a oposição apresenta 364 (342 seriam necessários) votos. O problema é que a soma dos 544 votos ultrapassa ao número de 513 deputados.

TV Fortaleza e Rádio Fortaleza transmitem processo do impeachment

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Desde a manhã deste sábado (16) que a TV Fortaleza (61.4 pelo sinal digital ou canal 6 da Multiplay) e a Rádio Fortaleza (106,1 FM), veículos de comunicação da Câmara Municipal de Fortaleza, transmitem a sessão do processo de impeachment na Câmara Federal.

Neste domingo (17), a tevê e a rádio voltarão a transmitir a sessão na Câmara Federal, inclusive a votação dos parlamentares, mas os dois veículos realizarão entrevistas pró-impeachment e contra o impeachment, além da realização de uma mesa redonda, que ocorrerá das 12 horas às 13 horas – na Rádio Fortaleza – e das 13 horas às 14 horas – na TV Fortaleza.

Para o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho (PDT), as transmissões e as entrevistas são uma oportunidade da população de Fortaleza acompanhar este importante momento histórico no país.