Blog do Eliomar

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Campeonato de Quadrilhas Juninas será encerrado neste domingo

O Campeonato Estadual de Quadrilhas Juninas do Estado do Ceará será encerrado neste domingo (19), a partir das 19h30min, na Praça Verde do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, com a apresentação das quadrilhas Brilho da Fogueira (Fortaleza), Melhor Idade (Núcleo César Cals), Quadrilha do Gil (Juazeiro do Norte), Fulô do Sertão (Senador Pompeu), Arriba Saia (Várzea Alegre), Cheiro de Terra (Horizonte) e Zé Testinha (Fortaleza). A promoção é do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura do Estado (Secult). A entrada é gratuita.

Este ano, a Secult apoiou 100 quadrilhas juninas e 20 festivais. Entre as quadrilhas, houve o incentivo a grupos infantis, como forma de preservar a tradição e a participação de novas gerações na festa popular mais característica do Nordeste.

Instituto Lula diz que jornal ‘mente e omite’ informações sobre ‘lobby’

O Instituto Lula divulgou nota à imprensa classificando como mentirosa e omissa a manchete da edição deste domingo (19) do jornal O Globo sobre o suposto lobby do ex-presidente Lula em favor da Odebrecht no exterior.

Segundo o Instituto Lula, que repassou à imprensa a íntegra dos e-mails trocados com a reportagem de O Globo para demonstrar a tese da nota, a reportagem seria mais uma do jornal “que não diz nada”. Para a entidade, os telegramas nada provam e foram usados apenas “para criar um factoide”. “[…] entendemos que a necessidade de criminalizar as atividades de Lula vão [sic] além da normalidade e das boas práticas jornalísticas”, reclama o Instituto.

Em um dos e-mails trocados entre a reportagem de O Globo e o Instituto Lula, o emissário deste faz a seguinte reclamação, a respeito de outra matéria, do mesmo jornal, sobre suposta omissão de documentos, por parte do Itamaraty, que em tese demonstravam a relação entre Lula e a Odebrecht. A entidade reclama da suposta omissão, por parte do jornal, em relação à publicidade dada pelo Itamaraty de documentos demonstrando “a atuação positiva do ex-presidente Lula”.

“Gostaríamos de complementar dizendo que O Globo fez um grande fuzuê, com manchete de primeira página sobre os documentos do Itamaraty durante a presidência de Lula, mas depois, quando os documentos se tornaram públicos e revelaram a atuação positiva do ex-presidente Lula, não localizamos nenhuma matéria do jornal sobre o assunto, o que talvez tenha causado estranhamento aos seus leitores, que talvez achem que os documentos não foram publicizados [sic]. Por isso segue matéria que fizemos sobre os documentos ignorados pelo jornal”, diz a mensagem.

Confira a nota do Instituto Lula:

Em mais uma matéria que não diz nada, o jornal O Globo, não se atenta aos fatos e faz distorções para prejudicar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Reproduzimos abaixo a troca de e-mails entre o jornalista e o assessor de imprensa do Instituto Lula, na qual fica clara a intenção de usar documentos que não revelam nada de novo, para criar um factoide. As mensagens trocadas entre repórter e assessor, em circunstâncias normais, deveriam ser apresentadas aos leitores do jornal na matéria, mas entendemos que a necessidade de criminalizar as atividades de Lula, vão além da normalidade e das boas práticas jornalísticas”.

(Congresso em Foco)

‘Memórias das Secas’ abre exposição nesta segunda-feira

Um olhar sobre as secas de 1877, 1915 e 1932 no Ceará, através de documentos de época que revelam o drama vivenciado nos períodos de estiagem, a migração de milhares de flagelados, a repercussão em cidades como Fortaleza e até a instalação de campos de concentração.

É o que oferece a exposição “Memórias das Secas em Documentos de Arquivo”, que será aberta nesta segunda-feira (20), a partir das 9 horas, no Arquivo Público do Ceará (rua Senador Alencar, 348, Centro), equipamento da Secretaria da Cultura do Governo do Estado (Sedcult). A mostra inclui 30 documentos referentes a esses três períodos de seca que marcaram a história do Ceara e segue aberta à visitação até 20 de agosto, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, com entrada franca.

Com supervisão do diretor do Arquivo Público, historiador e professor Márcio Porto, e pesquisa de Paulo Cardoso, servidor da instituição, a exposição oferece a oportunidade de conhecer, através de documentos preservados pela instituição, detalhes sobre a seca e suas consequências sobre a população cearense, em diferentes momentos históricos.

A grande seca iniciada em 1877 e que se estendeu por três anos, tornando-se conhecida como “a seca dos três setes”, foi vivenciada ainda no Brasil Império, com os documentos revelando pedidos de providências ao governo provincial do Ceará.

A seca de 1915, tema do clássico romance de Rachel de Queiroz, também levou milhares de cearenses a se deslocar do Interior para Fortaleza e outras cidades litorâneas.

Por fim, em 1932, a seca gerou a instalação de campos de concentração nos arredores de Fortaleza e de cidades como Quixeramobim, Senador Pompeu e Iguatu.

(Governo do Ceará / Secult)

Instituto Agropolos – Transparência de menos, uso político demais

foto heitor ferrer

Ampliado nos últimos governos cearenses, o Instituto Agropolos concentra hoje R$ 321,1 milhões em contratos já firmados com o Estado. O órgão, no entanto, vê questionadas sua forte ligação com políticos, transparência limitada e função em duplicidade com pastas e órgãos públicos. Concebida para tocar o desenvolvimento regional, a Organização Social (OS) acabou tomando feições de “trampolim” para políticos no interior.

Criado em 2002, o Agropolos passou a centralizar ações fundiárias e de agricultura familiar em 2008, ao final da 1ª gestão Cid Gomes. Em sua página oficial, a “missão” do instituto parece copiada do site de órgãos com orçamento e servidores próprios, como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ematerce). Como OS, o Agropolos tem o diferencial de poder comprar e contratar mais rapidamente, sem esbarrar na exigência de amplas licitações ou concursos públicos.

O órgão se destaca pelo grande número de políticos egressos de suas fileiras. Nos últimos anos, pelo menos cinco ex-dirigentes da OS saíram do instituto para disputar ou apoiar candidaturas ou assumir cargo no Estado.

Entre a direção atual, também é vasta a presença (ver quadro) de candidatos e militantes políticos – sempre de partidos aliados e a maioria ligados ao PT, que tem indicação da SDA. Na campanha passada, vários dos dirigentes participaram de campanhas.

O volume de recursos também chama atenção. Apenas desde o ano passado, foram mais de R$ 101,2 milhões em novos contratos sem licitação. A Ematerce, por outro lado, perdeu espaço e teve corte de 450 técnicos. “O Agropolos tem um papel importante na execução de programas. A Ematerce tem uma grande deficiência de pessoal, está há não sei quantos anos sem concurso”, diz o titular da SDA, o ex-deputado Dedé Teixeira (PT).

Existem hoje pelo menos 17 requerimentos do deputado Heitor Férrer (PDT) pedindo investigação dos contratos do Estado com a OS. Na última semana, foi apresentado parecer do procurador Gleydson Alexandre, do Ministério Público de Contas do Tribunal de Contas do Estado (TCE), também cobrando análise dos pagamentos.

No documento, o MP aponta evidências de “graves irregularidades”, como terceirização de atividade-fim – em contratações sem concurso público –, “utilização irregular do contrato de gestão na aquisição de serviços e materiais; insuficiência de controle na execução do contrato”.

O MP aponta ainda ausência das “devidas motivação e justificativa” do valor dos serviços contratados. Existem pelo menos outros três processos no TCE apontando irregularidades na OS.

Em dezembro do ano passado, contas do ex-vice-governador Francisco Pinheiro (PT) pela gestão de 2008 foram julgadas irregulares pelo TCE. Na época, o petista teria firmado “contratos verbais” com o instituto, sem formalização ou publicação no Diário Oficial, com despesas de cerca de R$ 132,5 mil. Acórdão foi publicado em janeiro e ainda não possui recurso apresentado na Corte.

Numa série de requerimentos apresentados na AL, Heitor Férrer (PDT) afirma existir um “estado paralelo” no Agropolos. “Tudo leva a crer que Instituto Agropolos foi criado para executar atividades já exercidas por outras entidades da Administração Pública Estadual, não na forma de cooperação e divisão de trabalho, mas em duplicidade e competição o que se questiona a sua necessidade”, diz.

O parlamentar também se baseia na lei estadual nº 12.781, de 1997, para questionar contratos com o Agropolos. Segundo Férrer, “um ente privado, mas dependente do Estado, exercendo atividades de Estado” fere os requisitos da lei. Reclamando não ter recebido resposta para a maioria de seus pedidos, ele afirma que manutenção dos contratos pode ser uma “irracionalidade”.

(O POVO)

Criança e garoto de 14 anos realizam assalto no Monte Castelo

Dois meninos participaram de uma tentativa de assalto, na noite desse sábado (18), no bairro Monte Castelo, com disparo de arma. Segundo as vítimas e testemunhas, um dos suspeitos não teria mais que 12 anos de idade, enquanto o outro teria cerca de 14 anos.

Segundo as vítimas, a família chegou à residência na rua Mozart Pinto, por volta das 20 horas, quando avistou dois meninos sentados na calçada. Ao acreditar que os dois garotos não representariam perigo, a família parou o veículo para abrir o portão da residência. De acordo ainda com as vítimas, os dois meninos se aproximaram e anunciaram o assalto, com o adolescente de revólver em punho.

Os meninos queriam a chave do veículo, mas se frustraram ao perceber que se tratava de um carro de câmbio automático. Segundo o relato de uma testemunha ao Blog, o adolescente se irritou com a situação e então passou a ameaçar a atirar. Foi quando o dono do veículo reagiu e ocorreu um disparo.

O barulho atraiu a atenção de outros moradores da rua e a criança e o adolescente correram no rumo da avenida Sargento Hermínio. Nenhuma das vítimas foi atingida pelo disparo.

De acordo com uma moradora da rua Padre Anchieta, os assaltos no Monte Castelo haviam diminuído, desde a morte de um policial civil, há 40 dias, em um crime de latrocínio (roubo seguido de morte) no interior de uma lan house na rua João Tomé, cerca de 800 metros da tentativa de assalto desse sábado.

Uma nova Era

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iracemadovale

Em artigo no O POVO deste domingo, a desembargadora e presidente do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), Iracema Vale, destaca que o Ceará exige uma Justiça mais transparente e pró-ativa. Confira:

Novas sociedades requerem novas posturas do poder público. E o Judiciário não pode fugir disso. Junto com o Brasil, o Ceará mudou. Exige uma Justiça mais transparente e pró-ativa. Que vá além do sentenciar. Que incorpore conceitos atuais de formas de viver e de responsabilidade socioambiental. Uma Justiça que de fato mude a vida das pessoas. Mude para melhor.

Buscamos isso de forma incessante nos seis primeiros meses da nossa administração. E é por termos tido conquistas importantes que continuaremos buscando o mesmo nos três semestres seguintes de mandato. Sem aumento de despesas, com ajustes internos, modernizaremos ainda mais as nossas estruturas. Estejam elas na Capital ou no Interior. Interior esse que receberá 80 novos juízes até janeiro de 2016. Uma demanda histórica atendida.

Defenderemos também a celebração de mais e mais parcerias como a firmada com o Governo do Estado para reduzir a quantidade de devedores de impostos no Ceará. Em agosto, do dia 13 ao dia 16, o Judiciário participará de mutirão no Centro de Eventos para negociar dívidas. Até 250 mil pessoas poderão ser beneficiadas só com essa ação, que deve reduzir em 30% o volume de processos desta natureza em tramitação nas varas de execuções fiscais. Com o nome limpo, o cearense poderá buscar seus sonhos.

Mas a busca por uma Justiça pró-ativa não se resume a parcerias e modernizações. Ela faz o Judiciário tentar recuperar a capacidade de investimento em si, aperfeiçoando e ampliando serviços, reformando estruturas antigas, criando novos espaços etc. Capacidade essa hoje parada devido aos parcos recursos financeiros do Tribunal. O Ceará tem o menor orçamento judiciário proporcional do Brasil. Em 2014, dispôs de apenas R$ 92 por habitante. Nosso vizinho Rio Grande do Norte, bem menos populoso, contou com R$ 259 por pessoa.

Rever essa conta é uma necessidade. Daí a importância de reformarmos a tabela de taxas judiciárias, arrecadadas antes do protocolo dos processos para custear a tramitação deles. A proposta, já aprovada pelo Pleno do TJCE e em tramitação na Assembleia Legislativa, é democratizar os valores.

Isso, claro, sem afetar o usuário da Justiça gratuita ou quem necessite dos serviços da Defensoria Pública. Trata-se de olhar os diferentes de forma justa, com taxas proporcionais ao valor das suas causas.

Da mesma forma que vai aumentar a receita do Judiciário e dar fôlego à retomada da capacidade de investimento, a mudança na tabela das taxas representará maior repasse financeiro à Defensoria Pública. Isso significará, portanto, maior acesso à Justiça para quem precisa dela. A Justiça que tanto queremos: mais célere, mais transparente, mais aberta e mais plural.

Negros e religiões africanas são os mais discriminados, mostra Disque 100

Apesar de praticadas por apenas 0,3% da população, de acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as religiões de origem africana são as que mais sofrem discriminação. Os dados são do Disque Direitos Humanos, o Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), de 2011 a 2014, que apontam que do total de 504 denúncias, 213 informaram a religião atacada. Em 35% desses casos, trata-se de religiões de matriz africana.

De 2011 – quando o Disque 100 começou a receber denúncias específicas de discriminação religiosa – a 2014, foram feitas 504 denúncias e 597 pessoas foram vítimas do preconceito, pois uma mesma denúncia pode envolver mais de uma vítima. Entre as 345 vítimas que declararam a cor, 210 são pretas ou pardas. O número representa 35,2% do total de vítimas e 60,8% do total de vítimas que declararam a cor de pele.

“O preconceito religioso é real, há discriminação religiosa, mas há de se considerar a questão racial como processo que ainda vigora no Brasil em relação a pretos e pardos”, avaliou o coordenador de Segurança, Cidadania e Direitos Humanos, da SDH, Alexandre Brasil.

“O Disque 100 é um instrumento recente no Brasil e não representa todos os casos de violação. Os dados são importantes para reconhecer e identificar as violações. Eles mostram a presença de discriminação maior em relação às religiões afro-brasileiras. Isso provavelmente é muito associado a questões de racismo e mesmo à história da sociedade brasileira de negação dessa tradição religiosa”, acrescentou o coordenador.

Em segundo lugar no ranking da SDH, com 27% das denúncias com identificação, está a religião evangélica, praticada, segundo o Censo, por 22,2% da população brasileira. O coordenador explica que o racismo está também na discriminação contra os evangélicos.

(Agência Brasil)

Quixadá tem 3,2 mil cartões bloqueados do Bolsa Família

Cerca de 3,2 mil famílias de Quixadá estão com o cartão do Bolsa Família bloqueado para averiguação do Governo Federal. Segundo a secretária de Desenvolvimento Social (SDS) da Prefeitura de Quixadá, Vera Aragão, a suspensão seria por falta de recadastramento ou para conferência dos dados no cadastro.

Para evitar que quase meio milhão de reais deixe de circular no comércio de Quixadá, a Prefeitura realiza uma campanha para que as famílias que tiveram o benefício suspenso regularizem a situação. A administração municipal também realiza o serviço de amparo às residências mais carentes, diante da necessidade do transporte.

Apesar do corte de 3,2 mil benefícios, a cidade ainda conta com 11.359 cartões ativos do Bolsa Família, o que representa R$ 1,72 milhão na economia local. O número de beneficiários é pouco mais de 5% do que prevê o Governo Federal, em relação ao número de famílias carentes em Quixadá.

Saída de Ivo Gomes do governo segue como enigma

Da Coluna Fábio campos, no O POVO deste domingo (19):

A saída do político Ivo Gomes da Secretaria das Cidades abriu a larga e criativa janela das especulações. Ninguém consegue decifrar as reais motivações do ato. Ficou tudo ainda mais indecifrável com a reportagem do O POVO de sexta-feira mostrando que o motivo alegado (falta de pagamento de vigias terceirizados do Metrofor) havia sido resolvido meia hora antes da saída do irmão mais novo de Ciro e Cid Gomes.

Como político profissional não dá ponto sem nó, cabe esperar a sequência dos acontecimentos. O exercício parlamentar de Ivo Gomes na Assembleia pode explicar a decisão de deixar o Governo. Se o mandato se dedicar a fazer a defesa da gestão de Camilo Santana, a leitura será uma. Caso se torne um mandato indiferente ou crítico à gestão, a leitura será outra e com grandes repercussões no cenário político do Ceará.

Ceará confirma lanterna ao fechar com empate a 13ª rodada da Série B

Lanterna na tabela de classificação da Série B, desde a terça-feira (14), quando o Mogi Mirim surpreendeu o Macaé, na abertura da 13ª rodada, o Ceará confirmou a última colocação na atual temporada, na noite desse sábado (18), ao empatar sem gols com o Boa Esporte, no interior mineiro, no jogo de encerramento da rodada.

Com o resultado, o Ceará somente poderá pensar em deixar a zona de rebaixamento a partir da 16ª rodada, mesmo assim se conseguir três vitórias consecutivas.

O próximo jogo do time cearense é diante do Mogi Mirim, no sábado (25), na Arena Castelão. A equipe paulista é adversária direta na luta contra o rebaixamento.

Síndrome de Guillain-Barré tem histórico de dengue, zika ou chikungunya

A Secretaria de Saúde da Bahia divulgou números sobre notificações da Síndrome de Guillain-Barré no Estado. Até a sexta-feira (17), 101 casos tinham sido notificados, sendo 49 confirmados, 23 descartados e 24 ainda em investigação. A Síndrome de Guillain-Barré é uma doença autoimune que ocorre quando o sistema imunológico do corpo ataca parte do próprio sistema nervoso. Isso leva à inflamação dos nervos, que provoca fraqueza muscular.

Os dados divulgados pela secretaria são preocupantes porque 47 dos 49 casos confirmados foram constatados em pessoas que já tinham história anterior de dengue, zika ou chikungunya, doenças que são endêmicas no Brasil. Entre as notificações há ainda cinco casos em que foi constatada outra doença neurológica.

A maioria dos casos confirmados da Síndrome de Guillain-Barré, 38 deles, está concentrada na capital, Salvador. A Secretaria Estadual de Saúde divulga boletins de acompanhamento das notificações às terças-feiras e sextas-feiras. Na última divulgação, o número de casos confirmados era de 42, um aumento de sete casos em quatro dias.

(Agência Brasil)

Fortaleza goleia o Botafogo/PB e subida é quase unânime entre torcedores pelo Brasil

A goleada do Fortaleza sobre o Botafogo/PB, no fim da tarde deste sábado (18), por 3 a 0, na Arena Castelão, representou mais que a liderança disparada no Grupo A da Série C do Campeonato Brasileiro. A campanha do time cearense também chamou a atenção de torcedores de outras regiões do país, que já apontam o Fortaleza como uma das presenças certas na Série B do próximo ano.

“Vão subir Fortaleza, Asa, Brasil de Pelotas e Tupi”, comentou Tiago Viégas, que se declara torcedor do Fluminense do Rio de Janeiro. “Esse ano os gigantes voltarão para a Série B: Guarani, Portuguesa, ASA e Fortaleza”, afirmou o torcedor Daniel van Buyten.

Já o torcedor do Juventude/RS, “Pirungão” Pinheiro, assegura que seu time estará na Série B de 2016, ao lado do Londrina, Salgueiro e Fortaleza. O também gaúcho Luigi Artioli, torcedor do Internacional, diz que está na torcida pelo Brasil de Pelotas, Cuiabá, Madureira e Fortaleza.

Do Nordeste, o torcedor do Santa Cruz, “Iburatoic”, acredita que os quatro clubes que disputarão a Série B no próximo ano sairão entre Fortaleza, América/RN, Guarani, Juventude, Caxias, Salgueiro. Menos otimista, o paulista Pablo, torcedor do Guarani de Campinas, lembra que o Fortaleza tem decepcionado sua torcida nos últimos anos. “Fortaleza todo ano fica na m… assim como meu Guarani”, lamentou.

Qualidade de Vida, de João Ubaldo Ribeiro, que há um ano nos deixou

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foto joão ubaldo

Antigamente, não havia qualidade de vida.

Quer dizer, não se falava em qualidade de vida.

Agora só se fala em qualidade de vida e, em matéria de qualidade de vida, sou um dos sujeitos mais ameaçados que conheço.

Na verdade, me dizem que venho experimentando uma considerável melhora de qualidade de vida, mas tenho algumas dúvidas.

Minha qualidade de vida, na minha modesta opinião pessoal, não tem melhorado essas coisas todas, com as providências que me fazem tomar e as violências que sou obrigado a cometer contra mim mesmo.

Geralmente suporto bem conversas sobre qualidade de vida, mas tendo cada vez mais a retirar-me do círculo ou recinto onde me encontro, quando começam a falar nela.

A comida mesmo me faz estar considerando, no momento, comprar uma balança de precisão e um computador de bolso com um programa alimentar especial.

Antes eu comia do que gostava. Fui criado, por exemplo, com comida frita na banha de porco ou, mais tarde, na gordura de coco.

Meus avós, todos mortos depois dos noventa (com exceção do que só comia o saudabilíssimo azeite de oliva – e ele morreu de AVC) comiam banha de porco e torresmo regularmente, mas, claro, ainda não tinha sido informados de que se tratava de prática mortal.

 

Aliás, comida saudável, que se ensinava nos manuais até para crianças, era composta de leite integral, ovos, pão (com manteiga), carne vermelha ou peixe – frito, então, era uma maravilha para estômagos delicados – frutas e legumes à vontade.

Depois disso, até atingirmos a atual qualidade de vida, fulminaram o leite.

Alimento completo, passou a ser encarado com desconfiança, e hoje não sei de ninguém que beba leite integral, a não ser, talvez, algum gorila do Zoológico.

O ovo sofreu ataque violentíssimo, assim como o açúcar, a ponto de, tenho certeza, várias receitas tradicionais de doces serem hoje achados arqueológicos, e as poucas que restam constituam uma imitação desenxabida das que empregavam ingredientes normais e não essas massas e líquidos insossos que vivem distribuindo, como leite, manteiga etc.

Claro, mudaram de idéia a respeito do ovo recentemente, mas a mudança de idéias deles só pode ser vista com desconfiança.

Não houve o tempo, e não é preciso ser nenhum Matusalém para lembrar, em que para substituir a manteiga era exigida margarina, alimento saudabilíssimo, que não fazia nenhuma das monstruosidades operadas pela manteiga? O negócio era margarina e durou bastante, até que descobriram que margarina pode ser até pior do que manteiga.Melhor, na verdade, abolir manteiga inteiramente. E margarina, claro, nem pensar.

Carne vermelha é uma abominação.

Carne de porco é um terror.

Vísceras de qualquer tipo devem ser evitadas como o diabo foge da cruz.

Açúcar, meu Deus! Sorvete? Só para crianças, e crianças de pais irresponsáveis.

Aliás, é um bom desafio achar algo unanimemente aprovado pelos nutricionistas, a não ser, tudo indica, capim.

Mas ninguém pode viver de capim, de maneira que, relutantemente, deixam a gente comer uma coisinha qualquer, contanto que não ultrapassemos o limite de calorias e não ingiramos o proibido e, mesmo assim, com restrições.

Peixe cozido ou grelhado, por exemplo, geralmente pode, mas paira sobre seu infeliz consumidor a ameaça de que não esteja fresco ou esteja contaminado por metais pesados e pelo lixo que jogam em rios e mares.

Peito de frango (e eu que sou homem de coxas e antecoxas) também assusta, por causa dos hormônios que dão às galinhas e as neuroses que elas desenvolvem, nascendo sem mãe e sendo criadas em cubículos em que mal podem se mexer, a ponto de terem de ser debicadas, para não se autodevorarem histericamente.

Ou seja, mesmo comendo um peito de galinha sem uma gota de qualquer gordura e acompanhado somente por matos e alguns legumes (cuidado com a contaminação de tomates, cenouras e alfaces!), o infeliz se arrisca.

Mas vou usar o computador para calcular as calorias, as gorduras e outras características de cada refeição, porque, agora que minha qualidade de vida está melhorando a cada dia, preciso ser coerente.

Fumar, não mais, nem uma pitadinha depois do café (que ninguém sabe direito se faz bem ou faz mal, temperado com adoçante, que também ninguém sabe se faz bem ou faz mal). Beber, esqueça, vai deixar você demente aos 60, além de dar cirrose e hepatite.

O famoso copinho de vinho, além de ser uma porção ridícula, também está sendo questionado no momento. Parece que não é bem assim, e uma autoridade no assunto disse outro dia no jornal que o melhor é tomar suco de uva – não industrializado, é claro, por causa dos aditivos.

Restam também os exercícios.

Fico felicíssimo, quando, suando e bufando no calçadão, sinto o ar fresco invadir os meus pulmões (preferia logo uma tenda de oxigênio), as pernas doendo e a certeza de que minha qualidade de vida vai cada vez melhor.

Até minha pressão arterial (13 a 14 por 8), que era considerada boa para minha idade, agora já é alta e o pessoal dos 12 por 8 já começa a entrar na faixa de risco.

Enfim, é duro manter esta boa qualidade de vida, ainda mais agora que me anunciam que caminhadas somente não bastam, tem de malhar também.

Ou seja, temos que nos dedicar o tempo todo a manter nossa qualidade de vida.

Mas, aqui entre nós, se vocês no futuro virem um gordão tomando caldinho de feijão com torresmo no boteco, depois de um chopinho, e o acharem vagamente parecido comigo, talvez seja eu mesmo, sofrendo de uma pavorosa qualidade de vida.

A diferença é grande.

Tanto eu quanto vocês vamos morrer do mesmo jeito, mas vocês, depois da excelente qualidade de vida que estão desfrutando aí com sua rúcula com suco de brócolis, vão ter uma ótima qualidade de morte, falecendo em perfeita saúde e eu lá, no meu velório, com um sorriso obeso e contente no rosto dissoluto.

Eduardo Cunha diz no Twitter que não fará pauta vingativa contra Dilma

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O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a se manifestar neste sábado (18) sobre a sua decisão de romper com o governo da presidente Dilma Rousseff. Em sua conta no Twitter, o presidente da Câmara desmentiu notas que saíram em revistas semanais e disse que não tratou com o vice-presidente da República e articular político do governo, Michel Temer, sobre os depoimentos da Operação Lava Jato.

“Em primeiro lugar quero desmentir as notas que estão em colunas de revistas sobre suposta conversa minha com Michel Temer”, disse. “Não tratei com ele em nenhum momento de futura citação dele por delatores. Isso não faz parte dos nossos diálogos”, continuou.

Em seguida, Eduardo Cunha reafirmou que a decisão de romper com o governo foi pessoal e que defenderá que o PMDB faça o mesmo somente no próximo congresso do partido. “Não busquei nem vou buscar apoio para isso, a não ser o debate na instância partidária competente”, disse na rede social. Ele também afirmou que não pretende buscar apoio fora do PMDB e disse que “cada partido tem e terá a sua postura dentro da sua lógica”.

Seguindo uma linha de argumentação, Cunha disse que não está buscando “ganhar número” para derrotar o governo e que, como presidente da Câmara, manterá a sua atuação de conduzir com “independência e harmonia com os demais poderes”.

“Não existe pauta de vingança e nem pauta provocada pela minha opção pessoal de mudança de alinhamento político”, escreveu. “O que existe é eu, como político e deputado, exercer a minha militância, defendendo a posição diferente do que defendia antes”.

(Agência Brasil)

Polícia Federal conclui hoje inquérito sobre 14ª fase da Lava Jato

A Polícia Federal vai concluir neste sábado (18) o inquérito referente à 14ª fase da Operação Lava Jato. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, este é o prazo final para a conclusão do inquérito, que será agora encaminhado ao Ministério Público.

Essa fase da operação foi deflagrada há 30 dias e focou nas empresas Andrade Gutierrez e Odebrecht, com a prisão de executivos e funcionários das duas empreiteiras, inclusive os presidentes Otávio Marques de Azevedo e Marcelo Odebrecht, respectivamente.

O inquérito da PF, no entanto, será concluído sem os depoimentos dos presos ligados à Odebrecht. Segundo a assessoria do órgão, a opção da defesa deles é de que eles não prestassem depoimento, o que é um direito legal dos presos.

(Agência Brasil)