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Camilo Santana e o “soft power”

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Editorial do O POVO neste domingo (12) aponta que Camilo Santana vai impondo sua marca de governante, sem a necessidade de grandes obras. Confira:

Pela forma como chegou à chefia do Executivo, com indicação direta de seu antecessor, muitos imaginavam que o governador Camilo Santana ficaria subordinado a Cid Gomes, sem demonstrar iniciativa. A rigor, Camilo Santana nunca deixa de expressar sua admiração política pelos Ferreira Gomes, ressaltando os aspectos positivos da administração de Cid, e admitindo o seu governo como continuidade da governança anterior.

Porém, nesses 100 dias de governo, já é perceptível que, sem alarde, Camilo Santana vem impondo o seu modo de gerir o Estado, o que se pode observar, por exemplo, no cumprimento da meta estabelecida pela redução de homicídios, neste primeiro trimestre do ano, e no diálogo que ele vem abrindo com diversos setores da sociedade, incluindo os profissionais da área da segurança pública, cuja relação foi de tensionamento no governo passado.

Ainda nesse aspecto da segurança pública observa-se outra diferença importante entre os dois governos, conforme pode ser visto na entrevista que Camilo concedeu aos jornalistas Guálter George e Jocélio Leal, publicada na edição de sexta-feira. Além das mudanças conceituais que pretende implementar no programa Ronda do Quarteirão, será introduzida outra alteração: saem as Hilux, veículos tracionados – que foram uma marca da era Cid Gomes -, e entram “carros mais simples” para toda a Polícia Militar. Mesmo nessa área, uma das mais criticadas do governo anterior, Camilo rende homenagens a Cid Gomes dizendo que “nenhum outro governador” investiu tanto em segurança.

Perguntado, na entrevista, sobre qual seria a característica essencial de seu mandato, Camilo Santana afirmou não almejar que a sua “marca” fosse a “de um equipamento”, e sim o “esforço de diálogo, de um governo sempre aberto a construir junto com a sociedade”. São palavras sensatas, pois é óbvio que identificar as necessidades antecede à edificação de possíveis obras para resolvê-las; ou seja, estas são decorrente daquelas, e não o contrário.

Pelo que se pode perceber, o governador é adepto do “soft power”, um conceito utilizado nas relações internacionais, mas que pode ser aplicado a Camilo Santana, que prefere influenciar pela força das ideias, e não pela imposição do poder que ele detém como chefe do Executivo estadual. Sem dúvida, é um método elogiável, com potencial para se tornar em uma experiência positiva para o povo cearense.

Manifestantes ocupam Esplanada dos Ministérios em protesto contra o governo

foto manifestação 150412 brasília

A manifestação contra a corrupção e a favor da democracia e do impeachment da presidente Dilma Rousseff reúne no centro de Brasília mais de 3 mil pessoas, na manhã deste domingo (12), segundo números da Polícia Militar do Distrito Federal. A concentração inicial dos manifestantes ocorre na Esplanada dos Ministérios, em frente à Biblioteca Nacional.

O ato organizado pelas redes sociais transcorre em clima pacífico, com muitos pais acompanhados dos filhos. A Polícia Militar montou uma série de bloqueios em meio à Esplanada dos Ministérios para fazer a revistas nas pessoas que chegam ao local com mochilas ou pochetes. Ao todo, 3 mil militares foram mobilizados para acompanhar as manifestações.

(Agência Brasil)

Vandalismo e omissão mancham aniversário de Fortaleza

foto pichação monumento jdealencar

Às vésperas dos 289 anos de Fortaleza, pichadores vão manchando a festa da cidade, diante do vandalismo contra os principais monumentos. Na Praça José de Alencar, no Centro, apesar da intensa movimentação de policiais militares e de guardas municipais, o monumento de José de Alencar de encontra com pichações.

A omissão do poder público poderia ser disfarçada pelo menos com um pouco de água e sabão. A cidade agradece.

(Foto: Paulo MOska)

Partido Operário diz que empresários se livraram dos encargos da contratação

Em manifesto enviado ao Blog, o Partido Operário Revolucionário, por meio da Corrente Proletária de Luta, critica a votação da Lei da Terceirização. Confira:

Finalmente, os capitalistas deram o golpe de misericórdia nos direitos trabalhistas assegurados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Aprovaram estender a terceirização para todas as atividades e funções. Os empresários se livraram dos encargos da contratação.

A terceirização nas denominadas “atividades-meios” já havia demonstrado que serviu para rebaixar os salários e precarizar as relações trabalhistas. Agora, será espalhada para as “atividades-fins”. Os explorados acabam de sofrer um golpe de morte do governo PT/PMDB e do Congresso Nacional.

A Força Sindical apoiou a Lei da Terceirização. O partido que a dirige – o Solidariedade (SD) – foi o relator do projeto. Artur Maia, deputado eleito com apoio da Força Sindical, cumpriu o papel de lacaio dos empresários. Paulinho da Força, como é chamado, e deputado pelo partido Solidariedade, agiu sem nenhum temor como porta-voz dos interesses capitalistas.

Mas a responsabilidade da burocracia sindical não para por aí. A CSP-Conlutas, braço do PSTU, e a Intersindical, do PSOL, sempre foram absolutamente contra, mas se mostraram impotentes. Não foram capazes de reunir a vanguarda para uma campanha sistemática no seio dos explorados. Finalmente, ficaram prostradas diante da cova de ladrões e inimigos do povo. Ficaram sem ter o que fazer diante da traição da Força Sindical, da CUT, da CTB e dos demais aparatos do sindicalismo burocrático e pró-capitalista.

Desde que Dilma assumiu o segundo mandato, instalou-se uma crise política. A direita burguesa comandada pelo PMDB, escorada pelo PSDB e rodeada pelo SD, PPS e outros lacaios, decidiu que era hora de tirar da gaveta todos os projetos reacionários. Eduardo Cunha e Renan Calheiros ditam a política do Congresso Nacional. A crise política abriu caminho para uma violenta ofensiva contra o proletariado e a maioria oprimida.

Para organizar a resistência e preparar as condições para a greve geral é necessário: 1) Que a CSP-Conlutas e Intersindical se unam em uma frente única de ação. Que superem a inércia política! Que convoquem imediatamente uma plenária nacional sob a bandeira: derrubar nas ruas a Lei da Terceirização, PL 4.330. Que convoquem uma plenária da juventude sob a mesma bandeira; 2) Que se exija da esquerda cutista e petista a participação na frente única; 3) Que convoque a CUT e todas a centrais a romperem com o governo e com o Congresso Nacional; 4) Que os sindicatos convoquem assembleias para responder ao ataque da burguesia; 5) Que lance a campanha nas bases operárias e da juventude.

Manifestação nas ruas – Inimigo não é o Governo

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (12):

A classe média, neste domingo (12), vai às ruas pensando que seu inimigo principal é o governo, quando, na verdade, o algoz é outro: a Câmara dos Deputados, cuja maioria dos integrantes está completamente dissociada do sentimento dos cidadãos. Isso está claro desde as manifestações de junho de 2013.

A classe média não está atinando para os prejuízos que incidirão sobre o futuro de seus filhos, se a terceirização prevalecer. Pois, então, eles não mais terão carreiras profissionais consolidadas e protegidas (tanto no setor privado, como no público), mas, contratos de trabalho precários, além de quase nenhum poder reivindicativo.

Se os manifestantes tivessem noção do que está reservado a seus filhos, voltariam suas baterias contra essa decisão regressiva e cobrariam, ao menos, o direito de aprovar ou não a lei da terceirização através de um referendo. Presumivelmente, quem está hoje sob a proteção da CLT, mais cedo ou mais tarde, será despedido. Ou recontratado dentro do novo regime, com salários menores e sem as garantias anteriores.

Dilma anuncia ida aos EUA e indica que crise de espionagem foi superada

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A presidente Dilma Rousseff viajará aos Estados Unidos no dia 30 de junho para uma visita de trabalho, que marca a retomada da relação entre os dois países, abalada pelo escândalo de espionagem de 2013.

A revelação de que a Agência Nacional de Segurança (NSA) tinha espionado as comunicações de Dilma e da Petrobras levaram a presidente a cancelar o encontro de outubro de 2013 que tinha marcado com o presidente norte-americano, Barack Obama, em Washington. No final da 7ª Cúpula das Américas, nesse sábado (11), Dilma e Obama tiveram uma reunião e deram a crise por superada.

“O governo americano disse que os países irmãos não seriam espionados”, disse Dilma Rousseff, em entrevista após o encontro com Obama. “E Obama falou para mim que, quando ele quiser saber qualquer coisa, ele liga para mim. Eu não só atendo como fico muito feliz”.

Segundo Dilma, ao Brasil interessa discutir a cooperação nas áreas de educação, defesa, aeronáutica e comércio, como também a adoção de políticas para desenvolver energia limpa e combater os efeitos das mudanças climáticas que este ano castigaram vários países – inclusive os Estados Unidos, “que viveram o pior inverno da história” e o Brasil, atingido pela seca na Região Sudeste.

“Precisamos assumir a responsabilidade de liderar esse processo”, disse Dilma, referindo-se à necessidade de coordenar políticas entre a Índia, China, União Europeia, os Estados Unidos e o Brasil, para garantir o sucesso da Conferência do Clima, que será realizada em dezembro em Paris.

(Agência Brasil)

Parkinson – identificação de sintomas é um dos principais desafios

Um dos maiores desafios no processo diagnóstico da doença de Parkinson consiste na identificação dos sintomas. Apesar de o tremor ser o sinal mais conhecido da enfermidade, o principal indicador é a bradicinesia ou lentidão dos movimentos. O alerta é da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) em razão do Dia Mundial da Doença de Parkinson, lembrado neste sábado (11).

De acordo com o geriatra e membro da entidade José Elias Pinheiro, a população em geral tende a associar a lentidão dos movimentos ao envelhecimento e o sinal de alerta, muitas vezes, não é levantado. “Pode ser o caminhar mais lento, dificuldade para vestir a roupa, maior tempo para tomar banho”, explicou.

Pinheiro destacou entretanto que a doença de Parkinson é caracterizada por pelo menos dois sinais motores e que a lentidão dos movimentos, portanto, pode vir acompanhada por tremores, rigidez ou instabilidade postural. Outros sintomas não motores incluem depressão, apatia, face inexpressiva e alterações na pele.

(Agência Brasil)

Senado deve retomar discussão sobre indexador das dívidas dos estados com a União

O projeto que obriga a União a colocar em prática o novo indexador das dívidas dos estados continua na pauta do Senado. O resultado da votação depende da definição das bancadas dos estados sobre a proposta do governo de adiar a aplicação do novo índice. O item é o terceiro da pauta e deve ser votado depois da MP MP 660/2014, que permite aos servidores dos ex-territórios optar por integrar o quadro da União. Também antes do projeto do indexador, os senadores devem concluir a votação do novo marco legal da biodiversidade (PLC 2/2015).

A mudança no indexador das dívidas é uma reivindicação antiga de governadores e prefeitos. O texto que altera a indexação das dívidas virou lei em 2014 (Lei complementar 148/2014), mas o governo ainda não regulamentou a lei para adiar essa renegociação. O projeto que está na pauta do Plenário (PLC 15/2015 complementar) deixa claro que a renegociação das dívidas com a União independe de regulamentação e dá prazo de 30 dias para que o governo federal assine com os estados e municípios os aditivos contratuais.

A preocupação do governo é com o aumento de gastos. A mudança no indexador, segundo estimativas atribuídas ao Ministério da Fazenda, poderia gerar uma perda de R$ 3 bilhões ao governo federal neste ano. Agora, a proposta do governo é adiar a aplicação até janeiro de 2016 e depois devolver aos estados e municípios o que tiver sido pago a mais em 2015. O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) criticou a proposta.

— Nós temos pressa. A proposta do governo não atende ao interesse dos estados. Para se ter uma ideia, o governo do Paraná perderia neste ano cerca de R$ 141 milhões. É uma proposta que não pode ser acolhida por nós — disse o senador.

(Agência Senado)

Raúl Castro elogia Obama em discurso e agradece pelo fim do isolamento cubano

O presidente de Cuba, Raúl Castro, cumpriu a ameaça que fez – em tom de brincadeira – ao iniciar seu discurso, neste sábado (11), na sétima Cúpula das Américas: falou  durante cinquenta minutos (muito além do combinado) para compensar o silencio nas seis cúpulas anteriores. Era a primeira vez que um líder cubano participava da conferencia hemisférica, realizada a cada três anos, desde 1994, e ele aproveitou para elogiar o presidente norte-americano, Barack Obama.

“Já era hora de me deixar falar. Fiz um grande esforço para reduzir meu discurso, mas como vocês me devem seis cúpulas, pedi uns minutinhos mais”, disse Castro, rindo. Ele falou logo depois do presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, a quem chamou de “homem honesto” e agradeceu pela decisão de reverter cinquenta anos de políticas norte-americanas, destinadas a isolar o governo comunista cubano. Em dezembro passado, Obama anunciou que queria normalizar as relações diplomáticas com Cuba, interrompidas ha meio século – e uma das primeiras medidas foi suspender o veto de seus antecessores a inclusão do governo cubano na cúpula.

A presença de Castro e Obama na mesma mesa foi o ponto alto da sétima Cúpula das Américas – a primeira que contou com a presença de todos os 35 lideres do hemisfério. “Celebramos, aqui e agora, a iniciativa corajosa dos Presidentes Raul Castro e Barack Obama de restabelecer relações entre Cuba e Estados Unidos, pondo fim a este último vestígio da Guerra Fria na região”, disse a presidenta Dilma Rousseff, em seu discurso. “Os dois presidentes deram uma primeira prova do quanto se pode avançar quando aceitamos os ensinamentos da História, deixando de lado preconceitos e nocivos antagonismos, que tanto afetaram nossas sociedades”.

A reaproximação entre Estados Unidos e Cuba foi saudada pelos lideres na cúpula como uma vitória para toda a região – mas alguns lamentaram a recente crise entre os EUA e Venezuela, desencadeada por um decreto de Obama, com sanções a sete funcionários do governo venezuelano de Nicolas Maduro, por seu papel na violação de Direitos Humanos. Para justificar as medidas, de bloquear seus bens e contas nos Estados Unidos, Obama teve que declarar a Venezuela “ameaça à segurança” norte-americana – o que gerou um mal estar em toda a região.

Para o presidente norte-americano, é mais importante virar a página e juntar esforços para melhorar a educação, combater a pobreza e investir em energia limpa. O presidente também reconheceu que, apesar de continuar tendo diferenças com Cuba, isso não impedirá a normalização das relações entre os dois países. Mas ele não fez menção ao decreto contra a Venezuela.

O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, disse que tinha tentado varias vezes falar com Obama, sem sucesso. “Eu o respeito, mas não temos confiança em você, presidente Obama. Se quer conversar… agora, se não quer conversar, aí esse será seu legado à Venezuela”, disse.

(Agência Brasil)

Dilma destaca avanços sociais na América Latina ao falar na Cúpula das Américas

A presidente Dilma Rousseff disse neste sábado (11) que a democracia e os novos paradigmas políticos dos últimos anos, na América Latina, inverteram a lógica da ação do Estado conferindo prioridade ao desenvolvimento sustentável aliado à justiça social na região. As declarações foram feitas na1ª sessão plenária da Cúpula das Américas, que ocorre no Panamá.

A presidente atribuiu os avanços ao rigor democrático da região e à capacidade dos países latino-americanos de se organizarem em fóruns como o Mercosul, a Aliança do Pacifico, a Unasul e a Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), nos últimos anos. Para a presidenta, essa integração entre os países da América Latina e do Caribe tem o papel de reduzir as desigualdades sociais e promover o desenvolvimento da região.

“Hoje a América Latina e o Caribe têm menos pobreza, menos fome, menos analfabetismo e menos mortalidade infantil e materna.(…) Mas é preciso mais riqueza, dignidade, educação e é isso o que vamos construir nos próximos anos”, afirmou Dilma Rousseff. “Mas não podemos fechar os olhos para a persistência de desigualdades, que ainda afetam, em diferentes graus, a todos os países do hemisfério”, acrescentou. A presidente também defendeu a necessidade de se aumentar e consolidar a justiça social no continente.

Segundo Dilma, a educação ocupa papel fundamental no combate às desigualdades e é hoje o maior desafio na região. “Educação inclusiva e de qualidade é o maior desafio do nosso continente, porque ela é indispensável para romper o ciclo de reprodução da desigualdade para gerar oportunidade de inovação, democratizar o acesso e a produção do conhecimento”.

(Agência Brasil)

Plenário retomará votação de projeto que regulamenta terceirização

A regulamentação da terceirização continua na pauta do Plenário da Câmara dos Deputados a partir da terça-feira (14). Os deputados votarão as emendas e os destaques apresentados ao texto-base do deputado Arthur Oliveira Maia (SD-BA) para o Projeto de Lei 4330/04.

Os partidos que são contra alguns aspectos da terceirização vão tentar mudar, por exemplo, a possibilidade de ela ser usada inclusive para as atividades-fim da empresa contratante. Esse é um dos pontos mais polêmicos, pois os sindicatos temem a precarização da relação trabalhista. Já os defensores argumentam que isso aumentará o número de empregos.

Também poderá ser discutido o tipo de responsabilidade da empresa contratante em relação aos direitos trabalhistas, se ela será subsidiária ou solidária. O texto prevê que será solidária, permitindo ao trabalhador processar a contratante e também a contratada, apenas se a empresa contratante não fiscalizar os pagamentos devidos pela contratada.

Sindicatos

O texto não garante a filiação dos terceirizados no sindicato da atividade preponderante da empresa, o que, na visão dos sindicatos, fragilizará a organização dos trabalhadores terceirizados.

A exceção prevista é quando o contrato de terceirização for entre empresas da mesma categoria econômica. Nesse caso, os empregados terceirizados serão representados pelo mesmo sindicato dos empregados da contratante, seguindo os acordos e convenções coletivas.

(Agência Câmara Notícias)

Turismo: o papel do governo

Em artigo no O POVO deste sábado o técnico em Turismo e professor do IFCE, Dárdano Nunes de Melo, avalia investimentos públicos em setores tidos como área de não responsabilidade prioritária. Confira:

A questão do acquario do Ceará nos remonta a análise do papel do estado no processo de desenvolvimento turístico. Neste contexto deve-se identificar até que ponto o cidadão quer que o governo interceda na sociedade. Adam Smith prega a não intervenção do governo. Kaynes sugere programas de obras públicas para criar empregos, enquanto Karl Max recomenda a intervenção para gerar empregos, induzir investimentos e implantar programas sociais. O turismo não é área de responsabilidade prioritária do estado como saúde, educação, habitação, infraestrutura , transporte e combate a seca. Será que a construção do acquario deveria ser uma função do governo?

Empresas governamentais com grandes estruturas representam na maioria das vezes uma estatização excessiva, nepotismo, terreno fértil para a corrupção e impunidade (ver operação Lava Jato), apropriação de mercado nitidamente de função privada. No passado a Embratur, para estimular o turismo de eventos, investiu em vários centros de convenções através de convênios de cooperação técnica-financeira em troca de participação acionária. A ideia era que o governo depois venderia as ações para aplicar em outros programas onde existia falha de mercado. Será que isto aconteceu? Quanto o governo ganhou? E administrou bem ou se tornaram elefantes brancos?

No caso citado existia uma parceria com o setor privado e o acquario de que o investimento seria 100% do governo. Será que se estes recursos tivessem sido investidos em micro-crédito subsidiado no segmento de economia solidária (imagina o banco Palmas com R$ 500 mil) o retorno não seria infinitamente maior em todos os sentidos? Isto mostra que o governo não tem uma política de turismo explícita. Não há uma filosofia para mostrar e discutir democraticamente estratégias de desenvolvimento a adotar. Enquanto isto o estado não cumpre suas funções institucionais no setor.

Prefeitura e Cagece poderiam atuar juntas para aliviar bolso do contribuinte

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A Prefeitura de Fortaleza está intensificando os trabalhos de pavimentação na avenida Bezerra de Menezes, para a inauguração dos abrigos das paradas de ônibus no canteiro central, no próximo sábado (18).

Após a conclusão do novo asfalto, a Prefeitura dará início à sinalização horizontal. O problema é que a Cagece não trabalha em conjunto com a Prefeitura, o que provoca o desnivelamento das tampas de esgotos. O resultado é a formação de buracos na via.

Para agravar a falta de planejamento entre os dois órgãos, a Cagece terá que danificar o novo asfalto e parte da sinalização horizontal, quanto decidir realizar o nivelamento dos esgotos com a pista.

(Foto: Paulo MOska)

Agentes Penitenciários podem paralisar atividades na próxima semana

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O Sindicato dos Agentes e Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (Sindasp/CE) avalia neste sábado (11), no Seminário da Prainha, a paralisação das atividades da categoria, na próxima semana.

Segundo o presidente do Sindasp/CE, Valdemiro Barbosa, a reunião da Assembleia Geral irá avaliar a falta de estrutura nas unidades prisionais associada à insegurança gerada pela falta de efetivo e armamentos. De acordo ainda com o dirigente, a categoria reivindica novo concurso, elevação de 60% para 100% da gratificação de Atividades Especiais e de Risco, treinamento e acautelamento de pistolas para todos os agentes, bem como a reserva de armamento para grandes unidades prisionais e cadeias públicas.

“Diariamente, por plantão, temos em média 400 agentes custodiando cerca de 22 mil presos, fato que gera insatisfação da categoria que, sempre reclama ao sindicato ou publica nas mídias sociais. Por isso, não descartamos a paralisação”, comentou Barbosa.

Relação do PMDB com PT é conflituosa, diz Eduardo Cunha

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O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, disse que a relação do PMDB com o PT é conflituosa, principalmente após os protestos ocorridos nessa sexta-feira (10), em João Pessoa (PB), durante o evento Câmara Itinerante realizado na Assembleia Legislativa do Estado.

“O PT em todo País às vezes procura criar contencioso com o PMDB. É claro que isso não quer dizer que o PMDB vai se afastar da base do governo, mas que a relação do partido com PT é conflituosa não há a menor dúvida”, declarou.

Questionado por jornalistas, Cunha também comentou a posição conflitante do PMDB com o PT em relação a alguns pontos da Reforma Política, como o financiamento público de campanhas e o voto em lista pré-ordenada, defendidos pelos petistas. “O PMDB defende o voto distritão – voto majoritário no Estado, onde os mais votados são os eleitos – e o financiamento privado com restrições, então, são posições diferentes”, explicou.

(Agência Câmara Notícias)

A retroalimentação do pessimismo

Em artigo no O POVO deste sábado (11), o jornalista Luiz Henrique Campos ressalta a choradeira do mercado, que não atenta para números positivos. Confira:

O empresário João Melo me disse uma vez que não entendia como certos empresários morriam de reclamar quando seus negócios apresentavam crescimento abaixo de 10%. Na visão desses senhores o índice teria sempre que ser superior a dois dígitos, ou a coisa não ia bem. Como taxas de crescimento no Brasil nesse nível são quase uma anomalia, não raro Melo ouvia o choro dos coitados e começava a rir. Nessa mesma conversa ele me disse que crescer a taxas entre 1,5% e 3% já seriam satisfatórias para ele, pois com esse percentual conseguiria manter seus negócios rodando, e bem.

João Melo, para quem não sabe, foi o criador dos Mercadinhos São Luiz, em época onde o Ceará se diferenciava do restante do país por ter estabelecimentos do gênero nos bairros, enfrentando a concorrência das grandes e poucas redes nacionais que mandavam nesse segmento. Se falava a verdade ou não, o fato é que Melo ampliou sua rede e chegou a ter, se não me engano, entre 20 ou 30 unidades no Ceará. Não conseguindo lidar com esse crescimento que parecia inexorável, promoveu recuo estratégico e mesmo após sua morte a empresa vive bem, obrigado.

Faço essa referência a João Melo em vista do momento pelo qual passa a economia do país, onde reclamar tem sido o esporte preferido de todos. Há quem diga que os tempos estão difíceis, e estão mesmo. Mas faz quanto tempo que o Brasil não tem nível de emprego na faixa de um dígito? E a inflação, há quanto tempo estamos com um dígito? Não sou daqueles que faço defesa cega, mas também não sou cego ao ponto de rejeitar as conquistas que o país teve nos últimos. Quando vejo a indústria automobilística chiar por conta da queda nas vendas, ou outros setores que ganharam muito nos últimos anos, criticarem as medidas de ajuste fiscal, lembro do quanto falta desprendimento de alguns para entender que em momentos de dificuldade a mudança de postura é fundamental.

Infelizmente, nossa cultura patrimonialista nos acostumou a viver eternamente dependente de governos, e ao menor sinal de crise, perdemos a criatividade e a ousadia. As exceções que assim não procedem continuam trabalhando e buscando alternativas. E não são poucos. A diferença é que não precisam propagandear, nem perder energia reclamando. Enquanto uns choram, eles vendem lenços.

Camilo e um de seus mais difíceis compromissos

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Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (11), pelo jornalista Érico Firmo:

As mudanças que Camilo Santana (PT) anunciou no Ronda do Quarteirão são o início do cumprimento de uma de suas mais difíceis promessas: o corte do cordão umbilical em relação ao governo do antecessor e aliado Cid Gomes (Pros) e a reformulação do que não vinha funcionando.

Durante a campanha do ano passado, Camilo Santana (PT) foi insistentemente questionado sobre, caso eleito, o que faria de diferente em relação ao governo que o apoiava. Essa é a interrogação crucial em relação a qualquer candidatura governista. A resposta era uma cantilena cansativa que os jornalistas da área logo decoraram: iria manter o que está bom, corrigir o que não está dando certo e apresentar novos projetos. Como a frase não vinha quase nunca acompanhada da descrição de que ações se enquadravam em cada caso, ficava como algo vago.

Continuar o que funciona é o óbvio, ainda mais num governo de continuidade. Apresentar projetos é também natural – há sempre coisas novas por fazer. Corrigir o que está problemático é que é a dificuldade para um governo que é devedor do que veio antes. Ainda mais quando isso que não está dando certo se converteu em marca política, em meio a muita polêmica.

Correções de rota podem significar a revisão crítica da gestão Cid. Há uma delicadeza política: o risco de melindrar o mais importante aliado. Mas, a prevalecer o interesse público, tais medidas devem sim ser efetivadas. Nesse sentido, as primeiras sinalizações de Camilo são promissoras, na direção de que se preocupará mais com o melhor para o Estado que em preservar a imagem de Cid e evitar atritos por vaidades bobas.