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Relator apresenta parecer sobre reforma da Previdência na CCJ na terça

A semana na Câmara dos Deputados começará com a expectativa da leitura do parecer do relator da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Marcelo Freitas (PSL-MG). Ele vai apresentar seu relatório sobre a constitucionalidade da proposta de emenda à Constituição (PEC 6/19) na terça-feira (9).

Na última quinta-feira (4), ao chegar ao Palácio do Planalto para acompanhar as reuniões do presidente Jair Bolsonaro com dirigentes de partidos políticos, Freitas afirmou que a proposta será aprovada no colegiado. “Nós vamos passar na CCJ com certeza”, disse. Segundo ele, o relatório está quase pronto e terá entre 20 e 25 páginas. A votação do texto deverá ocorrer na semana que vem, no dia 17.

Freitas afirmou ainda que manterá na íntegra o texto enviado pelo governo federal, sem as prováveis alterações nas novas regras propostas para o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na aposentadoria rural. Os dois itens, segundo o próprio presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deverão ser excluídos pelos deputados ao longo da tramitação, pois não há consenso.

A CCJ da Câmara é a porta de entrada da reforma da Previdência no Legislativo. A comissão analisará se a proposta está em conformidade com a Constituição. Depois, o texto segue para discussão em comissão especial e, se aprovado, será votado pelo plenário. Para ser aprovada, a medida precisa de apoio de dois terços dos deputados por se tratar de PEC. Dessa forma, precisa ser aprovada por 308 deputados, em dois turnos de votação, para seguir para o Senado.

(Agência Brasil)

O que vem a ser o Índice de Basileia

Em artigo sobre economia, o consultor financeiro Fabiano Mapurunga, Mestre em Administração com ênfase em Finanças e MBA em Gestão Financeira e Controladoria, aponta como podemos medir a segurança das instituições bancárias. Confira:

Nossa vida financeira possui uma forte dependência operacional das instituições bancárias. Mesmo que a nossa ida aos bancos esteja cada vez mais rara, em função do crescimento dos processos digitais, os quais nos colocam à mão as atividades que antes só indo em agências para termos acesso. Resolvemos quase tudo hoje por aplicativos instalados em nossos celulares.

O uso de bancos, é uma necessidade em função do próprio fluxo de capital que, por motivos legais, precisa transitar por uma via formal. Muitos me perguntam, como podemos medir a segurança das instituições bancárias, onde confiam suas reservas financeiras. E por tais questionamentos, falarei hoje, de um dos índices que tem por finalidade justamente, demonstrar ao mercado o nível de segurança operacional das instituições bancárias, o IB (Índice de Basileia).

A origem do IB vem de 1988, desencadeado pelo primeiro Acordo de Capital de Basileia. Tal acordo foi chamado de Basileia I, o qual foi promovido pelo Comitê de Supervisão Bancária da Basileia, este por sua vez, é ligado à organização internacional BIS (Banco de Compensações Internacionais).

A função básica do BIS é estabelecer uma cooperação relacional entre os Bancos Centrais e agências reguladoras, para se estabelecer um sistema financeiro global mais estável.

A função essencial do Basileia I era parametrizar um padrão mínimo de capital para as instituições financeiras, o qual tem validade internacional.

Já em 2004, foi feita a primeira revisão (Basileia II), buscando promover mais precisão na diluição dos riscos associados aos bancos. Porém em 2008, chegaram a conclusão que os acordos de Basileia I e II, não estavam suficientemente assegurando a redução da alavancagem excessiva dos bancos, e não evitaram a crise financeira que se seguiu, e que deixou à mostra a fragilidade das instituições financeiras daquela época.

Logo, em 2010, foi publicado o Basileia III, o qual é usado até hoje.

Esclarecemos, por tanto, que o Índice de Basileia trata se de um indicador que tem por finalidade mensurar o nível de alavancagem financeira de uma instituição financeira, em

particular, dos bancos. O correto é que todo banco mantenha um índice acima do exigido pelo Banco Central.

Alguns indicadores de endividamento, que são normalmente utilizados pelo público em geral, para analisar diversos segmentos da economia, como DÍVIDA LÍQUIDA/ PATRIMÔNIO LÍQUIDO ou DÍVIDA LÍQUIDA/ EBITIDA, não possuem uma importância expressiva, quando resolvemos avaliar empresas do setor bancário.

Podemos perceber que os bancos ficam apartados dos outros segmentos da economia, pelo fato de serem, as dívidas bancárias, parte da operação do banco.

Em outros segmentos, o endividamento é utilizado como base de recursos para investimentos produtivos. Exemplo:

· Uma indústria siderúrgica que deseja ampliar sua planta industrial;

· Empresas locadoras de veículos que desejam renovar sua frota.

Os bancos têm outras finalidades para suas dívidas. A captação de recursos é utilizada, em sua grande parte, para conceder crédito aos seus clientes, que se constitui como sua atividade principal.

Falando uma pouco da estrutura do IB (Índice de Basileia), vamos ver agora qual é a sua fórmula:


IB – Índice de Basileia

PR – Patrimônio de Referência

RWA – Ativos Ponderados pelo Risco

Vejamos que o PR possui em sua composição a soma de dois níveis de capital (Nível I e Nível II) – Tier I e Tier II


Entrando mais no detalhe, vejamos que o Nível I é a composição do Capital Principal e do Capital Complementar.

Entenda-se por Capital Principal, o capital social do banco (Ações ON + PN), bem como suas Reservas de Capital e seus Lucros Acumulados. Esta parte final representa em sua maioria, o patrimônio líquido dos acionistas. O nível de capital mais correto para suportar perdas.

De uma forma bem simplória, quanto maior for o Índice de Basileia, maior será a solidez financeira do banco em questão.

Conforme o Basileia III o índice mínimo recomendado é 8%


Podemos encontrar facilmente o índice de Basileia de todos os bancos no sistema do Banco Central como podemos ver abaixo:

PRIMEIRO PASSO:

SEGUNDO PASSO:

Estas explicações preliminares, servirão de base para suas pesquisas. Sugiro, para aqueles que têm interesse, acessar o site do Banco Central, a fim de se fazer um passeio tanto sobre o aprofundamento desses conceitos, quanto para visualizar os indicadores dos bancos.

Fabiano Mapurunga

Consultor em Finanças e Negócios. Mestre em Administração com ênfase em Finanças. MBA em Gestão de Negócios. MBA em Gestão Financeira e Controladoria. Professor Universitário

Polícia Federal prende suspeito de matar em Aquiraz chefes do PCC

A Polícia Federal prendeu um homem que é apontado nas investigações do Grupo de Atuação de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) como um dos autores dos assassinatos de Gegê do Mangue (Rogério Jeremias de Simone) e Paca (Fabiano Alves de Souza), chefes do PCC, executados ano passado, em Aquiraz, município da Região Metropolitana de Fortaleza. Carlenilto Pereira Malta, 39, cearense natural de Mombaça, foi capturado em Aracaju (Sergipe), na manhã deste domingo, 7.

Segundo O POVO apurou, ele teria sido um dos executores diretos das mortes dos dois líderes da organização criminosa. Carlenilto seria uma das lideranças da quadrilha no Ceará, ligado à cúpula do PCC em São Paulo.

Gegê do Mangue e Paca foram assassinados no dia 15 de fevereiro do ano passado por ordem de uma ala da quadrilha que estaria descontente com a vida nababesca que os dois levavam fora dos presídios.

Encomenda

Investigações do Gaeco, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas (Draco) e da Polícia Civil de São Paulo indicam que o traficante Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho, encomendou as mortes de Gegê do Mangue e do Paca. Aqui, Carlenilto teria recebido a ordem para matá-los. Os dois foragidos estavam de “férias”, com a família, no litoral cearense.

No PCC, Fuminho é um dos articuladores do tráfico de armas e drogas nas fronteiras do Brasil com países como Bolívia, Colômbia e Paraguai.

No Ceará

Antes de fugir do Ceará, Carlenilto era morador de um condomínio de classe média alta no bairro Edson Queiroz, em Fortaleza. Segundo investigação do Gaeco e da Draco, ele vivia livremente no Ceará. Além de ter sido denunciado pelo Ministério Público pelo duplo homicídio, ele responde por receptação em São Paulo.

Em uma entrevista no ano passado, o delegado Harley Filho, coordenador da Draco, afirmou que Carlenilto seria uma das seis pessoas que estavam no helicóptero que transportou Gegê do Mangue e Paca para uma área de uma reserva indígena em Aquiraz.

Após os assassinatos, Carlenilto deixou a casa no bairro Edson. Um condomínio com 42 casas, quadra de tênis, piscina, academia. As investigações também apontam que o homem preso seria dono de mais de 200 imóveis em Mombaça, no Sertão Central do Ceará. Ele também é sócio de uma empresa de produções de eventos em Tauá, no Inhamuns.

No ano passado, policiais da Draco já haviam feito incursões em Mombaça e em São Francisco de Canindé à procura de Carlenilto. Com mandados de busca e apreensão, imóveis dele e do cearense Renato Oliveira Mota foram vistoriados.

Renato Mota é apontado pela Draco e pelo Gaeco como o homem que de teria levado em um carro Carlenilto, Tiago Lourenço de Sá de Lima e Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro, até o hangar utilizado pelos criminosos.

Depois de matar Gegê do Mangue e Paca, Carlenilto e Tiago teriam sido transportados novamente por Renato Mota. Segundo levantamento da Draco, um dia antes do duplo homicídio Wagner, Tiago e Renato fizeram um sobrevoo, com o piloto Felipe Ramos Morais, para saber o local em que as vítimas seriam convidadas para um passeio de negócios e, depois, para onde seriam executados.

O decreto para eliminar Gegê e Paca seria de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, chefe geral do PCC. Ele teria autorizado Gilberto Alves dos Santos, o Fuminho, a contratar os seis homens envolvidos no duplo assassinato.

Um bilhete encontrado depois das mortes de Gegê e Paca informava que os dois estavam roubando a organização criminosa. No Ceará, possuíam carros e casas de luxos. E costumavam passar “férias” e festas de final de ano, o que teria gerado revolta da cúpula do PCC.

(O POVO Online / Repórter Demitri Túlio)

Djalma Pinto defende prisão já em primeira instância e critica OAB

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Enquanto o STF debate a constitucionalidade da prisão em segunda instância, o jurista Djalma Pinto defende que a prisão já se dê a partir da primeira instância.

A declaração foi dada ao jornalista Luciano Cléver, no programa Café com Cléver, que foi ao ar na noite da sexta-feira(5), no Café Patriota, com transmissão pelas redes sociais.

Segundo o jurista, até 2009 aceitava-se pacificamente a prisão em primeira instância. Para ele, tem que se confiar no juiz. “Se ele não tem credibilidade, deve ser afastado do Judiciário”, disse.

Djalma Pinto criticou a postura da OAB, que só aceita a prisão com trânsito em julgado, quando todos os recursos forem exauridos em todas as instâncias.

“Infelizmente a OAB é presidida por um petista e não representa a maioria dos advogados”, apontou o jurista, que é contra a forma de eleição da OAB, cujo presidente é escolhido apenas com os votos dos conselheiros federais. “A essência da democracia está mutilada na eleição da OAB”, concluiu.

O programa Café com Cléver também entrevistou o diretor legislativo do Partido Novo na Câmara dos Deputados, Rodrigo Marinho. Contou ainda com as atrações artísticas de Lucas Espínola (música) e Aldo Anízio (poesia).

(Foto: Divulgação)

Moro divulga manual de conduta a servidores do Ministério da Justiça

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, compartilhou no Twitter nesse sábado (6) uma campanha interna para reforçar práticas éticas entre os servidores da pasta. Segundo ele, a iniciativa foi uma das primeiras adotadas por ele no ministério.

Moro postou uma espécie de passos ou de “dez mandamentos” que devem nortear a conduta no ministério. Entre os pontos ele destaca, por exemplo, que “o poder público não é um negócio de família”. Outra recomendação de Moro é: “não devemos receber presentes ou qualquer outra vantagem pessoal.

O ministro também ressalta que “se tiver que escolher entre o fácil e o certo, opte pelo certo, além de dizer que “a sociedade quer ação do agente público, nunca acomodação”. O ministro da Justiça termina a sequência de publicações pedindo participação na gestão da pasta, por meio da ouvidoria do órgão.

As dez mensagens:

1 – Todos somos responsáveis pela integridade, reputação e imagem do ministério;
2 – O combate à impunidade é nosso dever;
3 – A transparência é a nossa regra, sigilo é exceção;
4 – O Poder Público não é um negócio de família;
5 – Respeite o colega de trabalho. Trate todos com urbanidade;
6 – O interesse público deve sempre prevalecer;
7 – Nós não devemos receber presentes ou qualquer outra vantagem pessoal;
8 – Se tiver que escolher entre o fácil e o certo, opte pelo certo;
9 – A sociedade quer ação do agente público, nunca acomodação;
10 – Participe da gestão do ministério. A ouvidoria é o nosso canal.

(Agência Brasil)

O grande paradoxo

Em artigo no O POVO deste domingo (7), o Professor de Filosofia da Universidade Federal do Ceará, Manfredo Araújo de Oliveira, sugere a discussão de um novo projeto de País. Confira:

Há em muitos ambientes no País uma grande preocupação com os “delírios” do atual governo que é algo fácil de perceber. Já se fala até de decepção do mercado que já não mais acredita que ele seja capaz de responder à suas expectativas. O importante é nos perguntarmos: de que se trata? Quais são estas expectativas?

Isto se situa naquilo que o sociólogo C. Sanson denomina o “grande paradoxo” que marca a sociedade brasileira. O Brasil está entre as dez maiores economias do mundo. Nosso País é grande produtor de alimentos, exportador de commodities, possui um grande parque industrial e tecnologia em setores estratégicos, mas ao mesmo tempo, quando se leva em consideração o Índice de Desenvolvimento Humano, situa-se entre os piores países do mundo. Um País rico por um lado e pobre por outro: um País que se modernizou aceleradamente, mas aprofundando a enorme desigualdade que o marca desde suas origens com a colonização europeia. Daí a afirmação forte de Caio Prado Júnior: “Somos hoje o que nós éramos ontem”, ou seja, a desigualdade social nos acompanha.

Nas últimas décadas, esperou-se uma “Refundação do Brasil” com a chegada do PT ao poder, mas o que se efetivou, segundo Sanson, foi um modelo de combinação que junta o social através de políticas compensatórias com a ortodoxia econômica, uma espécie de reorganização do capitalismo brasileiro sem superar seus problemas estruturais. Isto ficou cada vez mais claro com a junção dos três Estados: Estado Financiador: impulsiona a constituição de fortes grupos econômicos e a formação de grandes multinacionais brasileiras; Estado Investidor: construção de mega-obras para atender às demandas do grande capital; Estado Social: atenua a pobreza e a miséria com políticas focalizadas, como o Bolsa Família. Aqui está a grande novidade: o Estado Social como mitigador das desigualdades sociais com algumas políticas emancipatórias, como a valorização do salário mínimo. No entanto, o modelo de Estado proposto é o neodesenvolvimentismo que favorece, sobretudo, o grande capital. Certamente milhares ascenderam socialmente (22,7 milhões mudaram de patamar de renda), tornaram-se consumidores. No entanto, o crescimento da economia não significou a resolução dos problemas estruturais brasileiros em educação, saúde, saneamento, que permanecem deficitários.

Após a deposição de Dilma Rousseff veio a revelação das “expectativas do mercado” com a elaboração de uma agenda regressiva de reformas e o desmonte de direitos econômicos, sociais e civis inscritos na Constituição de 1988 que penalizam, em primeiro lugar, os pobres. A medida mais trágica do governo anterior e não revogada pelo atual foi a PEC 55 que estabelece o congelamento dos gastos sociais nos próximos 20 anos. Isto põe um basta a qualquer tentativa de superação da injustiça social vigente e implica em danos irreparáveis na oferta de serviços públicos, gratuitos e universais. O sinal mais claro dos efeitos deste desastre é a ameaça de retorno à fome anunciada pela FAO, o que certamente significará o aprofundamento sistemático da desigualdade social. Urge a discussão de um novo projeto de País!

Manfredo Araújo de Oliveira

Professor de Filosofia da Universidade Federal do Ceará

Mega-Sena não tem acertador e prêmio da quarta-feira é de R$ 40 milhões

Nenhum apostador acertou os seis números da Mega-Sena, sorteados na noite desse sábado (6), em São Paulo. Segundo estimativa da Caixa Econômica Federal, o prêmio da quarta-feira será de R$ 40 milhões.

Os números sorteados foram: 1720263642 e 54.

Também não houve acertador do prêmio principal da Quina e, de acordo ainda com a Caixa, o acumulado para esta segunda-feira (8) é de R$ 1,4 milhão. Os números sorteados ontem foram: 03 – 29 – 45 – 61 e 76.

Campanha de vacinação contra a gripe começa esta semana em todo o país

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A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe começa na próxima quarta-feira (10) em todo o país. De acordo com o Ministério da Saúde, a imunização, este ano, foi antecipada em cerca de 15 dias em relação aos anos anteriores, quando a campanha teve início na segunda quinzena de abril.

Nesta primeira fase, serão priorizadas crianças com idade entre 1 ano e 6 anos, grávidas em qualquer período gestacional e puérperas (mulheres até 45 dias após o parto). A escolha, segundo o ministério, foi feita por causa da maior vulnerabilidade do grupo.

A partir de 22 de abril, todo o público-alvo da campanha poderá receber a dose, incluindo trabalhadores da saúde, povos indígenas, idosos, professores de escolas públicas e privadas, pessoas com comorbidades e outras condições clínicas especiais, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, funcionários do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade.

A escolha dos grupos prioritários segue recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). A definição, de acordo com o ministério, também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente o vírus da gripe. A meta é imunizar pelo menos 90% dos grupos elegíveis para vacinação.

A influenza é uma doença sazonal, mais comum no inverno, que causa epidemias anuais, sendo que há anos com maior ou menor intensidade de circulação desse tipo de vírus e, consequentemente, maior ou menor número de casos e mortes.

No Brasil, devido a diferenças climáticas e geográficas, podem ocorrer diferentes intensidades de sazonalidade da influenza e em diferentes períodos nas unidades federadas. No caso específico do Amazonas, a circulação, de acordo com o ministério, segue o período sazonal da doença potencializado pelas chuvas e enchentes e consequente aglomeração de pessoas.

(Agência Brasil)

A batalha de Maracanaú

Da Coluna Guálter George, no O POVO deste domingo (7):

Muitas vezes, na política, de onde se espera é que as coisas acabam mesmo vindo. Era bola cantada que se o governo Camilo Santana enfrentasse algum tipo de problema de stress com a gestão federal de Jair Bolsonaro tudo começaria pelo espaço de gerência onde atua desde janeiro, em Brasília, o general Guilherme Teophilo. Lembrando aos esquecidos ou desavisados, o militar que o senador Tasso Jereissati foi buscar na reserva para disputar o governo do Ceará em 2018, representando o PSDB. Eis, então, o problema posto.

No mérito, percebe-se uma motivação aparente que não se demonstra muito em linha com a ideia de nova política que Bolsonaro se esforça (entre uma tuitada e outra) para apresentar como a marca de seu governo. Por uma conclusão simples: se Maracanaú faz por onde ser inserido entre os cinco primeiros municípios brasileiros a receberem um programa-piloto de segurança, com ações transversais e investimentos especiais etc que seja incluído e fim de papo. Misturar isso com articulação, presença ou ausência do governador em reuniões, agradar ou desagradar aliados ou adversários, faz mal à ideia de que algo novo está acontecendo no País.

Aliás, é interessante a grande mobilização política, com direito até a formação de uma Frente Parlamentar, pela inclusão de Maracanaú no restritíssimo primeiro grupo de beneficiados pelo programa, extraídos de um contingente total de 5.570 municípios que se espalham pelo Brasil. Tivesse eu o prazer de morar na simpática cidade da Região Metropolitana de Fortaleza, preferiria distância da história, porque, afinal, o que se imagina é que a ação de combate à violência urbana busque, no seu momento inicial, aqueles lugares nos quais o processo de segurança parece mais fora de controle. Algo assustador, de verdade, tratando-se de um País com os índices trágicos que ostentamos.

A questão é séria e exige união, ao contrário do que ameaça acontecer, entre aqueles que agora sinalizam uma disputa política em torno dela. Vê-se sinais de uma preocupante mudança de atitude na mesma turma que passou com louvor no duro teste de janeiro, quando as instâncias públicas uniram forças para encarar o mal maior representado pelas organizações criminosas que ameaçavam o Estado naquele momento de maneira barulhenta e ostensiva, e agora continuam fazendo-o de forma silenciosa, tornando-se, por isso, até mais perigosas.

Resta pedir juízo e inteligência a todos, recolocando-se o foco no ponto certo: a garantia da segurança do cidadão cearense, no município onde ele estiver. Com ou sem verbas extras ou ações generosas de quem pensa as coisas a partir do mundo à parte que, não raro, Brasília parece ser.

Empresa do Simples tem até terça-feira para inscrever empregados no eSocial

Os micro e pequenos empresários do Simples Nacional, que faturam até R$ 4,8 milhões por ano, devem ficar atentos ao calendário do eSocial. Termina nesta terça-feira (9) o prazo para cadastrar os dados dos trabalhadores no sistema e enviar as tabelas.

A exigência também vale para empregadores pessoa física (exceto domésticos), produtores rurais pessoas físicas e entidades sem fins lucrativos. Segundo o Ministério da Economia, atualmente existem mais de 23 milhões de trabalhadores cadastrados na base do eSocial.

Criado em 2013, o eSocial unifica a prestação, por parte do empregador, de informações relativas aos empregados. Dados como o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), a Guia de Recolhimento do Fundo de Garantia e de Informações à Previdência Social (GFIP) e informações pedidas pela Receita Federal são enviados em um único ambiente ao governo federal.

Por meio do eSocial, os vínculos empregatícios, as contribuições previdenciárias, a folha de pagamento, eventuais acidentes de trabalho, os avisos prévios, as escriturações fiscais e os depósitos no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) são comunicados pela internet ao governo federal. A ferramenta reduz a burocracia e facilita a fiscalização das obrigações trabalhistas.

A migração para o sistema do eSocial foi dividida em quatro grupos de empresas. Cada grupo tem quatro fases para a transmissão eletrônica de dados. A primeira fase é destinada à comunicação dos eventos de tabela e dos cadastros do empregador. A segunda etapa engloba os eventos não periódicos: envio de dados dos trabalhadores e seus vínculos com a empresa. A terceira fase compreende os eventos periódicos: informações sobre a folha de pagamento. Na última fase, são exigidas informações relativas à segurança e à saúde dos trabalhadores.

Primeiramente, o sistema tornou-se obrigatório para os empregadores domésticos, em outubro de 2015. Num módulo simplificado na página do eSocial, os patrões geram uma guia única de pagamento do Simples Doméstico, regime que unifica as contribuições e os encargos da categoria profissional.

As empresas do Simples Nacional fazem parte do terceiro grupo de empresas a migrar para o eSocial. O primeiro grupo, que reúne as 13.115 maiores empresas do país, começou a inserir dados no sistema em janeiro do ano passado e, desde março de 2018, informa os dados dos trabalhadores. O segundo grupo, que reúne as empresas de médio porte (que faturam até R$ 78 milhões por ano), iniciou o processo em julho do ano passado e insere dados dos empregados desde outubro.

Para o terceiro grupo, a inserção dos dados dos empregadores começou em janeiro. Em julho, as empresas do Simples e os demais integrantes desse segmento passarão para a terceira fase do programa, que prevê a inserção das folhas de pagamento no eSocial. O quarto grupo, composto pelos órgãos públicos e por organismos internacionais que operam no país, só começará a adesão ao eSocial em janeiro de 2020.

(Agência Brasil)

Copa do Nordeste – Santa Cruz faz gol nos acréscimos e conquista vaga nos pênaltis

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Com um jogador a menos e na desvantagem do placar até três minutos após o tempo regulamentar do segundo tempo, o Santa Cruz conquistou a vaga para as semifinais da Copa do Nordeste, na noite desse sábado (6), no estádio do Arruda, em Recife, ao empatar a partida contra o CRB, nos últimos segundos de jogo, e venceu nas cobranças de pênaltis.

O Santa Cruz sofreu o gol aos 37 minutos do segundo tempo, com William Barbio, e empatou aos 48 minutos, com William Alves. Aos 22 minutos da segunda etapa, o time pernambucano havia perdido o lateral Marcos, após o segundo cartão amarelo.

Neste domingo (7), o Botafogo da Paraíba recebe o CSA, em João pessoa. Nesta segunda-feira (8), Fortaleza e Vitória decidem a última vaga para as semifinais, a partir das 21h30min, no Castelão.

(Foto: Reprodução)

Cientistas alertam para risco de chikungunya em áreas de mata

O vírus da chikungunya pode sair das cidades para as matas brasileiras, tornando-se silvestre e impossibilitando a erradicação da doença no país. O alerta é de cientistas dos institutos Oswaldo Cruz e Pasteur, na França, que tiveram artigo publicado na revista científica internacional PLOS Neglected Tropical Diseases.

O documento foi divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz, no Rio. O processo é semelhante ao da febre amarela, doença de origem africana que se tornou endêmica no Brasil e, de tempos em tempos, espalha-se das matas para áreas urbanas.

Na pesquisa coordenada pela Fiocruz, os cientistas constataram que mosquitos silvestres como o Haemagogus leucocelaenus e a Aedes terrens, comuns na América do Sul, são capazes de transmitir o vírus da chikungunya entre três e sete dias, o que significa alto potencial de disseminação.

Hoje, tanto a chikungunya, também de origem africana, como a febre amarela são transmitidas no Brasil pelo mosquito Aedes aegypti. As duas doenças provocam febres e fortes dores pelo corpo.

Nas cidades, o transmissor da chikungunya é o mosquito Aedes aegypti, que se infecta picando uma pessoa doente e transmitindo para outras pessoas. Na floresta africana, onde foi identificada, os mosquitos silvestres contraem o vírus picando macacos doentes. A infecção humana só ocorre por acidente, quando uma pessoa é picada na mata.

Segundo o chefe do Laboratório de Mosquitos Transmissores de Hematozoários do Instituto Oswaldo Cruz (IOC) e coordenador do estudo, Ricardo Lourenço de Oliveira, o avanço para áreas silvestres torna o vírus mais difícil de ser enfrentado, podendo levar ao aumento no número de casos. “Esse cenário apresentaria um grave problema de saúde pública, uma vez que a infecção se tornaria mais difícil de controlar”, afirma. Nas florestas, o combate ao mosquito é impossível.

Para os cientistas, é necessário começar, o quanto antes, o monitoramento de regiões em áreas de mata. “É fundamental incorporar o chikungunya em uma rotina de vigilância no ambiente silvestre”, diz Lourenço. Isso inclui a verificação de mosquitos e de macacos para avaliar se a transmissão já está ocorrendo próximo a florestas e monitorar esta possibilidade.

(Agência Brasil)

Copa do Nordeste – Ceará é tchutchuca no segundo tempo e perde vaga às semifinais

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Tigrão no primeiro tempo, tchutchuca na segunda etapa, o Ceará perdeu a chance de chegar às semifinais da Copa do Nordeste, na noite deste sábado (6), no Castelão, ao ser derrotado pelo Náutico, por 2 a 0.

Equipe com melhor campanha na competição, o Vozão começou o primeiro tempo arrasador, com mais de 35 mil torcedores segurando por duas vezes o grito de gol, antes mesmo dos 10 minutos de partida.

Logo aos 4 minutos, Wescley desceu livre e chutou em cima do goleiro Bruno. Dois minutos depois, João Lucas botou uma bola na trave.

Na segunda etapa, o Ceará voltou a campo irreconhecível. Mesmo fora de casa, o Náutico buscou a vitória. Aos 19 minutos, bola na trave. Aos 25 minutos, cabeceio rente ao gol. Aos 30 minutos, gol contra de Valdo. Aos 44 minutos, Tiago fechou o placar, ao descer livre pela direita e chutar rasteiro.

(Foto: Reprodução)

Mais da metade dos brasileiros está acima do peso

Uma pesquisa do Ministério da Saúde indica que 53% da população brasileira estão com excesso de peso e 45,8% praticam uma atividade física insuficiente. Os valores foram registrados na Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

Feito em 2017, o estudo envolve entrevistas feitas por meio do telefone, com participação da Associação Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Os números estão longe da meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) que pretende reduzir a inatividade física em 15% até 2030, em todo o mundo.

Segundo pesquisa da OMS em 2018, o número de pessoas que faziam atividades insuficientes totalizava 1,4 bilhão de pessoas. “Acredita-se que um em cada cinco adultos e quatro em cada cinco adolescentes não praticam atividade física de forma suficiente”, disse o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Rogério Scarabel.

Neste fim de semana, quando se comemoram o Dia da Atividade Física (6) e o Dia Mundial da Saúde (7), a ANS lança o projeto Movimentar-se É Preciso. Por meio do seu Programa de Promoção da Saúde e Prevenção de Riscos de Doenças (Promoprev), a agência está estimulando as operadoras de saúde a realizarem programas voltados a atividades físicas para seus beneficiários nestes dois dias.

(Agência Brasil)

E os russos? – Lupi quer André Figueiredo disputando o Estado em 2022

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, lançou nessa sexta-feira (5) o nome do deputado federal André Figueiredo como opção ao Governo do Ceará, em 2022.

Como diria o saudoso Garrincha, faltou combinar com os russos. No caso do Ceará, os russos seriam os Ferreira Gomes, além da “naturalização russa” de Camilo Santana.

Na Copa de 1958, na Suécia, o treinador brasileiro Vicente Feola traçou uma jogada ofensiva, em que Garrincha teria que passar por vários adversários da então União Soviética para depois cruzar a bola na área. Eis que Garrincha interrompeu: Seu Feola, o senhor já combinou tudo isso com os russos?

DETALHE – O Brasil venceu a partida por 2 a 0, gols de Vavá, nenhum conforme a estratégia do treinador.

(Foto: Arquivo)

Redução de spread elimina risco de título público perder da poupança

A redução de uma taxa cobrada de quem vende títulos do Tesouro Direto corrigidos pela Selic (juros básicos da economia), anunciada ontem (5), elimina o risco de o papel render menos que a poupança em algumas ocasiões, esclareceu o Tesouro Nacional. Segundo o órgão, a medida foi necessária para diminuir o receio de investidores de aplicar em títulos públicos.

O Tesouro Direto oferece papéis de diversos tipos. No entanto, o Tesouro Selic era o único que eventualmente perdia da poupança. No caso de resgates próximos à data de aniversário da caderneta, a poupança rendia mais que o Tesouro Selic se o dinheiro fosse retirado até seis meses depois da aplicação.

Essa situação só perdurava nos dias próximos ao aniversário da poupança. Isso porque a caderneta não paga o rendimento todos os dias, apenas uma vez a cada 30 dias, contados a partir da data em que o correntista transferiu dinheiro para a caderneta. O Tesouro Selic paga rendimentos todos os dias, até a correção atingir 6,5% em um ano, equivalente à variação da taxa Selic. A poupança, em contrapartida, rende apenas 70% da Selic nas condições atuais do mercado.

“Como o Tesouro Selic rende um pouquinho a cada dia e a poupança rende de uma só vez a cada mês, o aplicador poderia perder em algumas ocasiões se resgatasse os títulos públicos no curto prazo”, explica o diretor-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel de Oliveira. Ele enfatiza que a diferença não está nas taxas de rendimentos, sempre mais altas no Tesouro Selic, mas no fato de que o rendimento da poupança é concentrado um dia no mês.

Para contornar a situação, o Tesouro reduziu, de 0,04% para 0,01% ao ano o spread do Tesouro Selic. O spread é a diferença de preços entre o momento do investimento e o momento do resgate antes do vencimento de um título. No curto prazo, a diminuição da taxa iguala o rendimento da poupança e do Tesouro Selic próximo aos dias de aniversário da caderneta. No médio e no longo prazo, amplia a vantagem dos títulos públicos.

(Agência Brasil)

Combate ao crime – “Quem manda é o Estado”, diz Camilo em palestra nos Estados Unidos

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O fortalecimento policial, a reestruturação do sistema prisional e o aspecto da prevenção ao crime foram destaques na fala do governador Camilo Santana, na Universidade de Harvard, em Boston, nos Estados Unidos, no painel “Segurança – Estratégias para Superação da Criminalidade”. Camilo ressaltou o programa Pacto por um Ceará Pacífico ao expor a redução dos índices de violência no Estado.

“A partir do Pacto por um Ceará Pacífico, com envolvimento do Judiciário, Ministério Público, Legislativo, universidade e de toda sociedade civil, criamos uma nova estratégia de segurança”, afirmou Camilo. “É necessário cumprir a lei dentro dos presídios e mostrar que quem manda é o Estado. Isso se reflete nas ruas”, apontou.

Na segunda-feira (8), em Nova Iorque, o governador do Ceará ministrará a palestra “Situação Econômica e Oportunidades de Investimentos”, no evento Brazil Summit 2019.

(Foto: Divulgação)