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Dilma Rousseff convoca ministros peemedebistas para tentar barrar a debandada

A presidente Dilma Rousseff deve fazer, nesta segunda-feira, uma derradeira tentativa de conter o desembarque do PMDB, previsto para o dia seguinte. Ela pediu que ministros do partido cancelassem a agenda e viagens para recebê-los pela manhã.

Os próprios governistas, no entanto, dizem que a margem de manobra que têm se estreitou muito depois que até diretórios antes firmes no apoio a Dilma, como o do Rio, aderiram à debandada.

(Coluna Radar, da Veja Online)

“PMDB é PMDB” – José Guimarães duvida que partido deixe o governo, apesar de Temer tramar golpe

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O petista José Nobre Guimarães (PT), líder do Governo na Câmara dos Deputados, disse, na madrugada desta segunda-feira, não acreditar que o PMDB deixe o governo Dilma, por mais que o vice-presidente Michel Temer esteja tramando o golpe.

O parlamentar lembra que o partido goza de muitos benefícios na gestão da presidente Dilma Rousseff.

Guimarães lembrou, por exemplo, que, no Ceará, o PMDB ocupa cargos relevantes como os controles da Companhia Docas, Banco do Nordeste e o Dnocs. Referiu-se, no caso, mais especificamente, ao líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, que é o padrinho dessas indicações.

Sobre a visita do ex-presidente Lula ao Ceará, José Guimarães confirmou que ocorrerá sábado e ganhará tom de ato regionalizado.

Novo hospital Nossa Senhora da Conceição vem aí

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Da Coluna Vertical, no O POVO desta segunda-feira (28):

O novo Hospital Nossa Senhora da Conceição será mesmo construído dentro do modelo de Parceria Público-Privada (PPP). O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, bateu o martelo e já há parceiro inclusive interessado em tocar o empreendimento e também geri-lo quando estiver pronto.

Por enquanto, o coordenador das PPPs da Prefeitura, Alexandre Pereira, não divulga mais detalhes sobre essa parceria, mas adianta algumas decisões: o novo HNSC será erguido em terreno próximo ao terminal de passageiros do Conjunto Ceará e a licitação ocorrerá em junho próximo.

O conjunto total da obra está orçado em R$ 500 milhões e o perfil será voltado para urgências e emergências. Será, assim como o IJF 2, mais uma obra a ser entregue pela próxima gestão.

André Figueiredo: PMDB está apostando em assumir o governo

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O ministro das Comunicações, André Figueiredo, disse, na madrugada desta segunda-feira (28), em Fortaleza, que o Governo Dilma trabalha com a possibilidade da saída dos peemedebistas da base aliada. Isso, diante da aposta do PMDB em assumir o governo, com Michel Temer na presidência e Eduardo Cunha na vice.

O ministro chegou a dizer, que apesar das dificuldades e da crise, o governo federal não perdeu o rumo.

Comissões, impeachment e posicionamento do PMDB são principais temas da semana

A semana na Câmara dos Deputados deverá ser marcada por discussões em torno do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, da formação das comissões técnicas da Casa, da votação do projeto de lei que estabelece novas regras para o refinanciamento das dívidas dos estados com a União e da reunião do Diretório Nacional do PMDB, nesta terça-feira (29), para decidir se a legenda continua apoiando o governo. Além desses temas, outros como a votação de vetos presidenciais, as reuniões do Conselho de Ética e da Comissão de Orçamento vão movimentar a Câmara.

A expectativa de lideranças partidárias é de que haja quórum já na noite de hoje (28) para votar a urgência e até o mérito do projeto de lei complementar que modifica as regras de refinanciamento das dívidas dos estados com a União. O texto é resultado de acordo entre os governos estaduais e a União e prevê um prazo de mais 20 anos para os estados pagarem suas dívidas. O compromisso de votação urgente do projeto foi feito pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com governadores e líderes partidários.

Por meio do Diretório Nacional, o PMDB vai decidir, em reunião marcada para a tarde de amanhã, se permanece na base de sustentação do governo no Congresso Nacional. Em reunião fechada, os integrantes do diretório vão debater e, por meio do voto que deverá ser aberto, decidir se mantêm o apoio. Se decidir sair, o partido dará um prazo para que os ministros e demais peemedebistas ocupantes de cargos no governo federal deixem os postos.

Já a Comissão Especial da Câmara criada para analisar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff vai continuar mantendo reuniões nesta semana para deliberar sobre requerimentos apresentados ao colegiado. O presidente da comissão, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), e o relator dos trabalhos, deputado Jovair Arantes (PTB-GO), deverão se reunir com o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, para conversar sobre o trabalho que estão fazendo.

(Agência Brasil)

Em meio à crise, microfranquias crescem 12,8% no Brasil

Em tempos de crise econômica e redução na oferta de emprego, empreender pode ser uma alternativa para assegurar uma renda. Nesse cenário, as microfranquias têm despontado como um caminho para quem não dispõe de tanto capital para aplicar. A característica desse modelo de negócio é exigir investimento inicial pequeno, de até R$ 80 mil. Números da Associação Brasileira de Franchising (ABF) mostram um aumento do interesse pelo sistema nos últimos anos.

De acordo com a ABF, em 2011 havia 336 redes classificadas como microfranquias no país. Em 2012, o número passou a 368, uma alta de 9,5%. No ano de 2013, o total de microfranquias atingiu 384, crescendo 4,3% e, por fim, em 2014, chegou a 433, com crescimento de 12,8% ante o ano anterior. A entidade ainda não fechou os dados de 2015. O diretor de Relacionamento e Mercado da ABF, Cláudio Tieghi, diz que o segmento de franquias cresce em momentos de crise.

“Historicamente o franchising se beneficia nesses momentos, no sentido de aumentar o fluxo de pessoas interessadas em empreender, ter o próprio negócio”, afirma Tieghi. Segundo ele, o fenômeno das microfranquias, intensificado nos últimos dez anos, ganha apelo especial com a queda do emprego. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2015 o Brasil fechou 1,54 milhão de vagas formais.

“A microfranquia é uma opção para pessoas com perfil técnico ou de gerente. Ela se equipara a uma oportunidade de substituição do emprego. Em vez de estar em uma empresa trabalhando, [o franqueado] pode desempenhar essas funções em casa. Ele pode também projetar e sair da realidade de microfranquia. Pode ter várias unidades no país ou migrar para uma franquia tradicional”, afirma.

(Agência Brasil)

‘Golpe’ – Oposição apresenta requerimento esta semana para convocação do ministro de Relações Exteriores

Senadores de oposição devem apresentar esta semana um requerimento para a convocação do ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira. A oposição quer que o ministro explique a mensagem enviada às embaixadas brasileiras sobre o risco de golpe no país, diante do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) abordou o assunto como uma “agressão ao Congresso Nacional” e atribuiu a medida à presidente Dilma. “É uma ingerência da presidente (Dilma Rousseff), neste momento”.

Já o senador Jorge Viana (PT-AC) lamentou o atual momento político no Brasil e assegurou a mensagem foi uma “iniciativa pessoal de um funcionário e não reflete a posição oficial do Itamaraty”.

(com agências)

Especialistas alertam para o risco de extinção de animais polinizadores no mundo

A preservação de espécies de animais polinizadores é importante não apenas para a biodiversidade do planeta, mas para garantir a oferta de alimentos para a população. Mais de três quartos das principais lavouras de alimentos no mundo dependem, em algum grau, dos serviços de polinização animal, seja para garantir o volume ou a qualidade da produção e cerca de 90% das plantas também dependem dessas espécies.

Essas informações e os problemas que cercam os polinizadores foram estudadas pelos especialistas da Plataforma Intergovernamental de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), criada no âmbito das Nações Unidas. O grupo divulgou um estudo alertando que um número crescente de espécies de animais polinizadores está ameaçado de extinção em todo o mundo.

O relatório “Polinização, polinizadores e produção de alimentos”, divulgado durante sessão plenária da IPBES, no último dia 26 de fevereiro, em Kuala Lumpur, na Malásia, aponta que fatores como a mudança no uso da terra, a agricultura intensiva, o uso indiscriminado de pesticidas e alterações climáticas estão colocando em risco a biodiversidade dos polinizadores e, em consequência, a produção de alimentos, o equilíbrio dos ecossistemas, a saúde e bem-estar das pessoas e a economia global.

Os polinizadores mais conhecidos são as abelhas, mas há também outras espécies, como moscas, borboletas, besouros, pássaros, morcegos e alguns vertebrados, como lagartos e pequenos mamíferos.

O relatório sobre os polinizadores é o primeiro de uma série de diagnósticos sobre a situação da biodiversidade no planeta, previstos para serem divulgados pelo IPBES até 2019. O grupo de especialistas divulgou ainda um sumário direcionado aos formuladores de políticas públicas, a ser enviado aos países.

(Agência Brasil)

Dilma: Dentro de 90 dias talvez eu não esteja mais aqui

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Em conversa com um presidente de partido político da base do governo, a presidente Dilma Rousseff (PT) teria avaliado que seu governo poderia se estender por mais 90 dias.

“Dentro de 90 dias talvez eu não esteja mais aqui”, teria dito a presidente.

A informação foi divulgada neste domingo (27) pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo. O provável desembarque do PMDB do governo, as investigações sobre o ex-presidente Lula e a pressão pelo impeachment do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, estariam desestimulando Dilma.

(com agências)

‘Roberto Cláudio se posicionou bem’, diz presidente do PT

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O presidente estadual do PT, Francisco de Assis Diniz, afirma que Roberto Cláudio (PDT) começa bem na disputa pelo posicionamento na busca por apoio à sua reeleição. O prefeito não só fortaleceu as alianças, na redistribuição de secretarias, como ganhou novos apoiadores e um reforço importante na bancada de apoio à administração na Câmara Municipal.

“É um bloco grande de vereadores. A atuação parlamentar em Fortaleza tem uma conotação diferente. Não podemos deixar de reconhecer que ele se posicionou bem. Esse é um jogo de quem está bem posicionado. Como tem novas regras na política, que limita gastos, sem financiamento de campanha, menos tempo de campanha, ele jogou bem”, afirma o petista.

Francisco de Assis diz ainda que o partido não tem discutido as eleições de 2016 devido à turbulência no cenário nacional. Ele explica que prioriza as alianças que fortalecem o partido em todo o Ceará, sinal de que simpatiza com o posicionamento do governador Camilo Santana (PT) de apoiar a reeleição de Roberto Cláudio.

(O POVO)

Cerca de 60 mortos numa explosão na cidade paquistanesa de Lahore

Pelo menos 63 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas numa explosão neste domingo (27) em Lahore, a segunda maior cidade do Paquistão.

“As operações de socorro prosseguem no local”, disse Muhammad Usman, responsável administrativo da cidade de Lahore. Segundo ele, militares foram mobilizados para o local. Usman disse que “a natureza da explosão não é clara”.

Porta-voz da polícia local, Mohamed Salim disse que um suicida explodiu as bombas no parque Gulshan-e-Iqbal, perto de uma área infantil, por volta das 19h, horário local (11h no horário de Brasília).

Salim completou que o ataque deixou pelo menos 200 feridos, incluindo mulheres e crianças. Emissoras de televisão transmitiram imagens mostrando as pessoas sendo retiradas do local em ambulâncias.

Funcionário dos serviços de socorro de Lahore, Jam Sajjad, explicou que o parque ocupa uma área grande com atividades para crianças. Segundo ele, no momento da explosão o local estava cheio de famílias que passavam o fim da tarde.

O governo da província de Punjab, da qual Lahore é a capital, informou na sua conta na rede social Twitter que declarou estado de emergência em todos os hospitais da cidade e decretou três dias de luto oficial.

(Agência Brasil)

Açude de Itapipoca sangra; Ceará tem dois mananciais acima do nível

O açude Quandú, em Itapipoca, é o segundo manancial, atualmente, sangrando no Ceará. A barragem atingiu o limite máximo de armazenamento: 3.370.000 m³. O sangramento foi apontado pelos dados de monitoramento da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh). Além dele, o rio Caldeirões, em Saboeiro, o primeiro a sangrar no Estado em 2016, segue com 100% da sua capacidade de 1.130.000 m³.

Até o momento, o Estado possui mais três açudes com volume acima de 90%. Trici, em Tauá, com 94,4%; Gameleira, em Itapipoca, com 94,93%; e Colina, em Quiterianópolis, com 98,4%. Conforme a Cogerh, 127 açudes permanecem com volume inferior a 30%.

Em janeiro, o Ceará teve três açudes sangrando. Além do Caldeirões, os mananciais localizados nos municípios de Tauá e Quiterianópolis, o Trici e o Colina, chegaram a sangrar naquele mês e trouxeram esperança à população.

Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o Ceará tem 70% de chances de ter chuvas abaixo da média histórica nos meses de março, abril e maio. O prognóstico dos últimos meses da quadra chuvosa indica 25% de chances para precipitações em torno da média e apenas 5% para que o Estado ultrapasse o volume médio de 482 milímetros no trimestre.

As águas do Pacífico apresentam aquecimento anômalo de 2,6° C sob influência do El Niño. O fenômeno incide sobre o Norte do Nordeste brasileiro, impedindo a subida do vapor quente e úmido e dificultando a formação de chuva.

(O POVO Online)

O interregno

Em artigo no O POVO deste domingo (27), o economista Cláudio Ferreira Lima diz que é preciso conhecer os mecanismos da crise para definir novos campos de atuação e luta. Confira:

Em “Estado de crise” (Rio de Janeiro: Zahar, 2016), dois sociólogos de renome internacional, Zygmunt Bauman e Carlo Bordoni, fazem, como diz o prefácio, “uma análise original e nunca antes publicada da condição corrente da sociedade ocidental”.

Para eles, vivemos o que Gramsci denominou nos “Cadernos do cárcere” de “interregno”: o velho está morrendo e o novo ainda não pode nascer; e aí surge uma grande variedade de sintomas mórbidos. O termo, em sua origem, retrata a fase entre o rei morto e o rei posto.

A crise, fruto da globalização, é profunda, pois foram abaixo valores muito caros à humanidade, como o progresso linear e ilimitado do Iluminismo. E no interregno domina a “modernidade líquida” de Bauman, em que tudo é líquido, fluido, volátil, incerto e inseguro.

Bordoni considera que a crise veio para ficar; é preciso conhecer os seus mecanismos para definir novos campos de atuação e luta. Para Bauman, ela difere de todas porque ocorre sob o divórcio entre poder e política, e com isso não há “agências capazes de fazer o que toda ‘crise’, por definição, exige: escolher de que modo proceder e aplicar a terapia reclamada por essa escolha” (op. cit., p. 21-22).

Ora, o grosso do poder mais relevante é global, enquanto os instrumentos de ação política têm alcance apenas local. É certo que a distância entre poder e política varia com o peso geopolítico de cada país. Assim, o Brasil ainda possui razoável margem de manobra interna. Porém, se extrapolar, sofrerá consequências.

Como resolver essa contradição? Sob a interdependência global, é fora de lógica reatar poder e política, a não ser que esta última seja repensada em termos jamais vistos e que o Estado seja global.

Para Bauman, os canteiros de obras estão em processo de limpeza coletiva, e as futuras construções sobre uma multidão de pranchetas privadas. “As forças da limpeza de canteiros de obra parece terem crescido consideravelmente; a indústria da construção, contudo, está muito atrasada, e a distância entre sua capacidade e a extensão das obras continua a se expandir” (op. cit., p. 123).

Bauman é cauteloso: “Eu não estou preparado, temo, para visualizar (e muito menos desenhar uma planta) da ‘nova ordem global’”. “O máximo que podemos ousar é pensar nos obstáculos intransitáveis no caminho para o topo. Nas coisas que teremos que transpor ou remover do caminho se um dia nos couber alcançar o desfiladeiro para uma nova ordem” (op. cit., p. 177).

Estamos, pois, ante o desafio bíblico de atravessar o deserto com um povo preso ao consumismo, depois transpor a modernidade líquida para chegar a novos e sólidos tempos.

PMDB decide esta semana sobre permanência no governo

A dois dias da decisão do PMDB sobre a permanência na base aliada do governo da presidente Dilma Rousseff, a tensão no cenário político aumenta e peemedebistas favoráveis e contrários ao rompimento tentam ampliar apoio em articulações de bastidores.

O partido, presidido pelo vice-presidente da República, Michel Temer, marcou para as 15h da próxima terça-feira (29) a votação sobre a permanência no governo. A eleição será realizada em um dos plenários da Câmara dos Deputados e pode mudar a condução dos trabalhos no Planalto e no Congresso.

Temer cancelou a viagem que faria a Lisboa nesta segunda-feira (28) a pedido de peemedebistas que querem que ele participe do processo de articulação da decisão da legenda. Na última quarta-feira (23), o vice-presidente se reuniu com o senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB e um dos principais opositores de Dilma, para uma conversa sobre a situação política do país.

No mesmo dia, as articulações ocorreram do outro lado, em encontros do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do ex-senador José Sarney (PMDB-AP) e de outras lideranças peemedebistas alinhados com o governo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Diante da ameaça de desembarque político do principal partido da base aliada, Dilma disse, em declarações na última semana, querer “muito que o PMDB permaneça” no governo, mas disse que vai respeitar a decisão da legenda.

Dilma disse que aposta no comprometimento de ministros peemedebistas que compõem seu governo, entre eles, Marcelo Castro (Saúde) e Celso Pansera (Ciência, Tecnolgia e Inovação). Os dois querem que a aliança seja mantida e consideram irresponsável um rompimento.

Os ministros do PMDB se reunirão um dia depois da votação do Diretório Nacional para fechar uma posição em relação a possibilidade do partido decidir deixar a base aliada.

(Agência Brasil)

Homem de confiança de Juraci Magalhães quer menos obras em Fortaleza

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Ex-chefe de gabinete do então prefeito Juraci Magalhães, em 2002, o atual deputado estadual Tim Gomes (PHS) é um dos pré-candidatos à Prefeitura de Fortaleza nas eleições deste ano. Apesar de participar da gestão que transformou a cidade, por meio de obras, Tim Gomes já preparou seu slogan de campanha: Menos obras e mais apoio à periferia.

Assessores do atual prefeito Roberto Cláudio (PDT) afirmam para o Blog que muitos pré-candidatos irão se surpreender quando passarem a andar pela periferia da cidade. Segundo os assessores, a periferia recebeu escolas em tempo integral, postos de saúde, saneamento básico, pavimentação, além de reformas em praças e outros equipamentos públicos.

Uma das maiores conquistas para a periferia, no entanto, de acordo ainda com assessores do prefeito Roberto Cláudio, foram obras e ações realizadas em áreas ditas como nobres, como a construção de viadutos e a implementação das faixas exclusivas para ônibus.

Para os assessores, o trabalhador da periferia ganhou mais convívio com suas famílias e mais espaço para o seu lazer, diante do tempo economizado com as viagens para o trabalho e para a volta para casa. O Bilhete Único também favoreceu ao bolso do trabalhador, conforme ainda os assessores.

‘Congresso gangsterizado não tem legitimidade para julgar sequer síndico de prédio’

Em artigo na Folha de S.Paulo, o professor e filósofo Vladimir Safatle critica o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Confira:

A crer no andar atual da carruagem, teremos um golpe de Estado travestido de impeachment já no próximo mês. O vice-presidente conspirador já discute abertamente a nova composição de seu gabinete de “união nacional” com velhos candidatos a presidente sempre derrotados. Um ar de alfazema de República Velha paira no ar.

O presidente da Câmara, homem ilibado que o procurador-geral da República definiu singelamente como “delinquente”, apressa-se em criar uma comissão de impeachment com mais da metade de deputados indiciados a fim de afastar uma presidenta acusada de “pedaladas fiscais” em um país no qual o orçamento é uma mera carta de intenções assumida por todos.

Se valesse realmente este princípio, não sobrava de pé um representante dos poderes executivos. O que se espera, na verdade, é que o impeachment permita jogar na sombra o fato de termos descoberto que a democracia brasileira é uma peça de ficção patrocinada por dinheiro de empreiteiras. Pode-se dizer que um impeachment não é um golpe, mas uma saída constitucional. No entanto, os argumentos elencados no pedido são risíveis, seus executores são réus em processos de corrupção e a lógica de expulsar um dos membros do consórcio governista para preservar os demais é de uma evidência pueril. Uma regra básica da justiça é: quem quer julgar precisa não ter participado dos mesmos atos que julga.

O atual Congresso, envolvido até o pescoço nos escândalos da Petrobras, não tem legitimidade para julgar sequer síndico de prédio e é parte interessada em sua própria sobrevivência. Por estas e outras, esse impeachment elevado à condição de farsa e ópera bufa será a pá de cal na combalida semi-democracia brasileira.

Alguns tentam vender a ideia de que um governo pós-impeachment seria momento de grande catarse de reunificação nacional e retomada das rédeas da economia.

Nada mais falso e os operadores do próximo Estado Oligárquico de Direito sabem disto muito bem. Sustentado em uma polícia militar que agora intervém até em reunião de sindicato para intimidar descontentes, por uma lei antiterrorismo nova em folha e por um poder judiciário capaz de destruir toda possibilidade dos cidadãos se defenderem do Estado quando acusados, operando escutas de advogados, vazamento seletivo e linchamento midiático, é certo que os novos operadores do poder se preparam para anos de recrudescimento de uma nova fase de antagonismos no Brasil em ritmo de bomba de gás lacrimogêneo e bala.

Uma fase na qual não teremos mais o sistema de acordos produzidos pela Nova República, mas teremos, em troca, uma sociedade cindida em dois.

O Brasil nunca foi um país. Ele sempre foi uma fenda. Sequer uma narrativa comum a respeito da ditadura militar fomos capazes de produzir. De certa forma, a Nova República forneceu uma aparência de conciliação que durou 20 anos. Hoje vemos qual foi seu preço: a criação de uma democracia fundada na corrupção generalizada, na explosão periódica de “mares de lama” (desde a CPI dos anões do orçamento) e na paralisia de transformações estruturais.

Tudo o que conseguimos produzir até agora foi uma democracia corrompida. A seguir este rumo, o que produziremos daqui para a frentes será, além disso, um país em estado permanente de guerra civil.

Os defensores do impeachment, quando confrontados à inanidade de seus argumentos, dizem que “alguma coisa precisa ser feita”. Afinal, o lugar vazio do poder é evidente e insuportável, logo, melhor tirar este governo. De fato, a sequência impressionante de casos de corrupção nos governos do PT, aliado à perda de sua base orgânica, eram um convite ao fim.

Assim foi feito. Esses casos não foram inventados pela imprensa, mas foram naturalizados pelo governo como modo normal de funcionamento. Ele paga agora o preço de suas escolhas.

Neste contexto, outras saídas, no entanto, são possíveis. Por exemplo, a melhor maneira de Dilma paralisar seu impeachment é convocando um plebiscito para saber se a população quer que ela e este Congresso Nacional (pois ele é parte orgânica de todo o problema) continuem. Fazer um plebiscito apenas sobre a presidência seria jogar o país nas mãos de um Congresso gangsterizado.

Em situações de crise, o poder instituinte deve ser convocado como única condição possível para reabrir as possibilidades políticas. Seria a melhor maneira de começar uma instauração democrática no país. Mas, a olhar as pesquisas de intenção de voto para presidente, tudo o que a oposição golpista teme atualmente é uma eleição, já que seus candidatos estão simplesmente em queda livre. Daí a reinvenção do impeachment.

Coreia do Norte tenta intimidar Estados Unidos com vídeo de ataque nuclear

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Washington devastada por um míssil nuclear. O Capitólio explode. Lançado de um submarino, um míssil cai sobre o Lincoln Memorial.

Cenas que pouco provavelmente seriam rodadas em Hollywood, surpreenderam os norte-americanos, nesse sábado (26), em um vídeo de pouco mais de quatro minutos, intitulado “A última hipótese”.

O vídeo, de péssima qualidade, é de autoria do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, que finaliza a “obra” com a mensagem “se os imperialistas norte-americanos mexerem um dedo na nossa direção, nós os atacaremos com a nossa força nuclear”.

Até a manhã deste domingo (27), os Estados Unidos não haviam respondido ao vídeo.

(com agências)