Blog do Eliomar

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PT e PSDB ficam mais parecidos

Da Coluna Menu Político, no O POVO deste domingo (8), pelo jornalista Plínio Bortolotti:

A exemplo daqueles pais e filhos muito parecidos e que, por isso mesmo, vivem às turras, com o PT e PSDB está acontecendo fenômeno semelhante. Nascidos em circunstâncias muitos diferentes, retas paralelas, parece que o ângulo vem se fechando, o que indica um encontro de políticas.

Porém, à medida que ficam mais parecidos, as brigas e acusações de parte a parte se tornam mais acirradas, como se os dois quisessem negar a realidade. De ambos se ouvirá que um copiou a política do outro.

O PT dirá que o Partido da Social Democracia Brasileira passou a defender suas políticas sociais; o PSDB dirá que o Partido dos Trabalhadores assumiu vários aspectos sua política econômica.

Ambos parecem ter razão.

Papa: mundo que marginaliza as mulheres é estéril

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O papa Francisco destacou, após o Angelus deste domingo (8), o Dia Internacional da Mulher. Ele fez uma saudação a todas as mulheres que diariamente buscam construir uma sociedade mais humana e acolhedora. “Hoje, 8 de março, uma saudação a todas as mulheres! Todas as mulheres que todos os dias procuram construir uma sociedade mais humana e acolhedora”, disse.

Francisco afirmou, ainda, que esta é uma ocasião para reafirmar a importância das mulheres e a necessidade da sua presença na vida. “Um mundo onde as mulheres são marginalizadas é um mundo estéril, porque as mulheres não somente trazem a vida, mas nos transmitem a capacidade de ver além, elas veem além. Elas nos transmitem a capacidade de compreender o mundo com olhos diferentes, de sentir as coisas com um coração mais criativo, mais paciente, mais tenro”, disse o Papa.

(Agência Brasil)

Mombaça realiza concurso público, após 15 anos

Após 15 anos sem realizar concurso público, a Prefeitura de Mombaça, no Sertão do Ceará, a 296 quilômetros de Fortaleza, realizará concurso público para várias secretarias do município. O Decreto Municipal nº 84/2015, de 26 de fevereiro de 2015, entrou em vigor e, até o fim deste mês especificará as vagas e os respectivos cargos a serem criados, conforme relatório de vacância junto às secretarias municipais e órgãos públicos.

Segundo o prefeito Ecildo Filho (PSD), o concurso deverá acabar com as chamadas contratações temporárias.

Abertura de inquérito não representa juízo antecipado, diz Zavascki

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No documento da Procuradoria-Geral da República (PGR) enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), com pedidos de abertura de inquéritos sobre pessoas citadas nos depoimentos em delação premiada da Operação Lava Jato, que investiga desvios de recursos da Petrobras, o ministro Teori Zavascki, do STF, responsável pelas investigações, nas decisões que tomou sobre os pedidos da PGR, diz que a abertura de inquérito não representa juízo antecipado sobre autoria e materialidade do delito.

As decisões do ministro acatam pedido da PGR quanto à “suposta prática dos crimes de corrupção passiva qualificada e de lavagem de dinheiro”. Em todos os despachos, o ministro cita os políticos como “possivelmente implicados” na representação criminal formulada pala procuradoria. Ao autorizar a abertura dos inquéritos, Teori determina também a quebra do sigilo dos procedimentos, a anexação dos documentos já levantados, a reautuação do processo, além do testemunho pessoal dos citados e realização de diligências específicas.

(Agência Brasil)

Luizianne Lins é a única petista a assinar convocação de Cid Gomes para esclarecimentos

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Da Coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (8):

A convocação de um ministro para prestar esclarecimentos na Câmara dos Deputados é algo tão agressivo do ponto de vista político que o fato não ocorria desde 1991. Portanto, há 24 anos. O último ministro convocado para falar no Plenário da Câmara foi Antônio Cabrera, então titular da pasta da Agricultura. Ele falou sobre os efeitos do Plano Collor 2 no setor rural.

A convocação de Cid Gomes para explicar suas declarações a respeito da condição moral dos deputados federais não deixa de ser um sinal do péssimo humor político do País. Ainda na década de 90, Lula já havia dito algo similar. Virou até tema de música da banda Paralamas do Sucesso. Mas o petista nunca foi nem sequer convidado a esclarecer sua fala sobre os “300 picaretas”.

Um ministro é obrigado a comparecer à Câmara quando os deputados aprovam um requerimento de convocação. Foi o caso. Não acatar a convocação deixa o flanco aberto para responder por “crime de responsabilidade”. A rigor, não é crime, mas sim infração de teor político, que inclui atos que atentam contra a Constituição e, especialmente, contra a existência da União. No caso, “o livre exercício do Poder Legislativo”.

Detalhe: muitos deputados da base aliada do Governo votaram pela convocação de Cid, incluindo um do Pros (Ademir Camilo-MG), o partido do ministro. Dos 50 petistas presentes na votação, apenas uma votou a favor: Luizianne Lins. A Câmara decretou que o ministro terá que comparecer à Casa na próxima quarta-feira, às 15 horas. Cid se retratará?

Segurança pública: medidas positivas

Editorial no O POVO deste domingo (8) ressalta avanços na Segurança Pública no Ceará. Confira:

Apesar da escandalosa taxa de homicídios do Ceará, que registra 44,6 mortes por 100 mil habitantes (Mapa da Violência 2014) – a ONU considera uma crise “epidêmica” taxa acima de 10 homicídios por 100 mil habitantes -, alguns avanços, ainda incipientes, vêm sendo observados nas políticas adotadas pelo governo do Estado na área da segurança pública.

Como informou este jornal na edição de sexta-feira, pela primeira vez, desde que foi adotado um planejamento para enfrentar a criminalidade, todas as áreas de Fortaleza alcançaram o objetivo de reduzir em pelo menos 6% a quantidade de assassinatos. Na cidade, a redução geral foi de 29,8%, comparando-se o mês de fevereiro deste ano com o de 2014. Em relação ao Estado, em 11 das 18 áreas houve redução dos homicídios.

O item destoante foi a região “Interior Sul”, onde houve aumento de 38% dos crimes violentos letais intencionais. O resultado negativo fez com que o secretário da Segurança, Delci Teixeira, deslocasse o delegado-geral da Polícia Civil, Andrade Júnior para acompanhar o trabalho na região. A atitude rápida do secretário demonstra que a política de segurança vem se tornando prioridade para o governo. No mesmo sentido tem-se a iniciativa para criar o Batalhão de Policiamento de Divisas, o que, sem dúvida, contribuirá para o combate a crimes, como o tráfico de drogas e roubo a bancos (este ano já foram 13 ações violentas contra caixas ou agências bancárias).

Ao tempo em que se observa essa perspectiva de melhora, a mesma edição do jornal traz uma notícia que mostra a tarefa hercúlea que demanda a área da segurança pública: moradores de algumas unidades do projeto Minha Casa Minha Vida vêm sendo ameaçadas por gangues criminosas em vários estados, incluindo o Ceará.

Some-se, ainda, como ponto negativo, a falta de relatórios sobre roubos e furtos, cujos dados não são divulgados desde março do ano passado, sendo que o secretário da Segurança disse que precisará ainda de mais seis meses para organizar a coleta e divulgação dessas informações.

De qualquer modo, reconheça-se, agora existe planejamento das ações de segurança, uma política com metas e objetivos definidos, o que aumenta a possibilidade de sucesso. Espera-se, portanto, que essas ações continuem, de modo que se possa viver com mais segurança e, principalmente, estancar o inaceitável índice de crimes contra a vida que marca o Ceará.

Dilma não será investigada porque não há indícios contra ela, destaca Cardozo

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Ao mencionar a “confusão” de informações veiculadas na imprensa, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que não há indícios nem fatos que justifiquem a abertura de investigação contra a presidente Dilma Rousseff no âmbito da Operação Lava Jato. Ele negou qualquer interferência do Executivo na abertura de inquéritos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e destacou a autonomia de instituições públicas que atuam nas investigações.

“Dos fatos que constavam na delação premiada, não há sequer indícios que possam envolver a presidente da República. Nada há a arquivar, porque, quando você tem fatos narrados que não justifiquem a abertura de inquéritos, arquiva-se, como foi dito em vários dos arquivamentos referidos nas decisões do ministro Teori Zavascki”, disse Cardozo.

Ele ressaltou que no caso da presidenta Dilma, Zavascki não disse “arquive-se”, e sim conclui que não há nada para arquivar. Esse discurso, segundo Cardozo, leva ao entendimento de que não há indicativo contra a presidente.

(Agência Brasil)

A Reforma Política e a carreira de “político profissional”

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Em artigo enviado ao Blog, o professor Ivan de Oliveira questiona os sucessivos mandatos no Poder Legislativo. Confira:

Na sexta-feira (6), participamos da discussão promovida pela Assembleia Legislativa do Ceará (ALCE) sobre Reforma Política e mais uma vez tenho a certeza que não haverá uma reforma digna sem a participação popular.

Todos da mesa ou ocupantes da palavra proferiram às questões de limitação dos mandatos consecutivos do Poder Executivo, mas nem citaram a possibilidade de limitar quantidade sucessiva de mandatos de vereadores, deputados federais, estaduais e distritais e senadores.

Sem desrespeitar a história de nenhum dos políticos presentes na ALCE, tinha parlamentar com mais de 40 anos de atividade legislativa…como se pode ter rotatividade e renovação no Congresso, Assembleias ou Câmaras?

Não temos dúvidas da necessidade de mudar a lei político-eleitoral do Brasil, mas, sem a participação do povo e dos movimentos sociais, os interesses do povo serão atropelados pelos atuais congressistas.

Esperava alguém tocar no assunto ou abrir o púlpito para ocupá-lo reivindicando a inclusão da discussão sobre a rotatividade e não duração permanente de mandato para combater a chamada carreira de ‘político profissional’.

Você sabe o que é a figura do “político profissional”?

É um fenômeno identificado por diversos cientistas políticos, merecendo reprovação quase unânime, sendo que a falta de limitação do exercício dos mandatos parlamentares, produz uma verdadeira oligarquia legislativa, ou casta entre os deputados ou vereadores novatos e os veteranos, fazendo com que não haja oxigenação de ideias ou renovação dos quadros dirigentes nas cidades, nos Estados e no país, sempre dependente da atuação de grandes caciques regionais ou nacionais.

Ninguém tem pautado abertamente a discussão desta pauta, mas, além da PEC 32/2015 que pede o fim da reeleição para todos os cargos executivos (presidente da República, governadores de estado e do Distrito Federal e prefeitos), existe a PEC 50/2015, assinada pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e outros 27 parlamentares, que tem o propósito de acabar com o político profissional no âmbito do Poder Legislativo.

A reforma política em pauta no Congresso precisa acabar com a profissionalização na política e promover a oxigenação de ideias e a renovação dos quadros dirigentes dos diversos poderes; das cidades ao planalto central.

Hoje a atividade política se tornou uma carreira, em que muitos dos que nela ingressam não mais retornam para as suas atividades profissionais de origem e vivem/dependem literalmente da atividade política.

Ao invés do discurso fácil e cansativo encontrados nas redes sociais, vamos às ruas cobrar uma reforma política democrática que envolvam a participação dos cidadãos em geral, os movimentos sociais e de todos/quaisquer organização que queiram contribuir para este momento importante para o país.

Ressalta-se que os cargos eletivos não deveriam ser encarados como PROFISSÃO, mas como uma MISSÃO de qualquer cidadão que pretende dar sua contribuição para seu país, estado ou município.

Se tivesse efetivamente uma Reforma Política Democrática, então os vereadores e deputados só poderiam exercer dois/três ou, no máximo, quatro mandatos consecutivos pela legenda e senadores, um ou dois.

Fique ligado neste tema da Reforma Política, pois ela pode ser o caminho mais concreto para correção das distorções e para o combate da histórica corrupção no Brasil.

Reflitam!

Operação Lava Jato – Governo do Estado não sabe ainda o que fazer com Padre Zé

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O Governo do Estado informa que ainda não há qualquer tipo de definição após o pedido de abertura de inquérito contra o secretário Padre Zé, que responde pelo Conselho de Educação do Estado. O governo estadual deverá se posicionar nos próximos dias em relação ao assunto.

Já o ex-deputado federal, presidente regional do PP, também citado na lista do procurador-geral da República, na noite da última sexta-feira, 6, ainda não falou sobre o caso.

Rebeldia de Renan é encenação; tucanos aplicariam medidas fiscais mais ortodoxas

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (8):

O pedido de prévio arquivamento da investigação sobre Aécio Neves (seu pupilo Antônio Anastasia não conseguiu escapar da lista) está sendo questionado por não terem sido levados em conta documentos que teriam sido apresentados ao Procurador Geral. Por sua vez, a inclusão de Renan Calheiros (presidente do Senado e do Congresso), e Eduardo Cunha (presidente da Câmara dos Deputados) levou o primeiro a uma reação inopinada contra o governo, devolvendo a MP que extinguia desonerações.

O gesto “rebelde” de Calheiros alçou-o à condição de herói pela mesma oposição que sempre o execrou. Pura encenação – acusam os críticos – visto que os tucanos aplicariam medidas fiscais ainda mais ortodoxas, se tivessem vencido as eleições. Quanto a Cunha, sua reação foi contratar a maior firma privada de investigações do mundo – a Kroll – supostamente para o contra-ataque.

O jogo bruto em curso no Congresso estaria pisoteando as regras mais comezinhas da democracia. O vale-tudo já produziu o esvaziamento do trabalho do relator da CPI, Luiz Sergio (PT), através da criação de múltiplas sub-relatorias, bem como a recusa do pedido de extensão da investigação ao governo FHC, mesmo sendo notória a revelação do delator Pedro Barusco de que começou a receber propinas do esquema, em 1997.

Mais: em 1996, o jornalista Paulo Francis já denunciara que diretores da Petrobras estavam fazendo depósitos milionários no Exterior (o que lhe valeu um processo, na época). Ora, se o interesse fosse realmente apurar a verdade, argumentam os críticos, a providência mais lógica a ser tomada seria o rastreamento do esquema até a origem. Ao não fazê-lo, a CPI confirma as suspeitas de que não estaria interessada na apuração dos fatos, mas apenas em fazer disputa política.

Operação Lava Jato – Aníbal Gomes viaja para Brasília neste domingo para contratar advogado

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“O deputado federal Aníbal Gomes (PMDB), citado na lista do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, informou ao O POVO que deve ir à Brasília neste domingo e contratar um advogado para ter acesso ao pedido de inquérito na Operação Lava Jato e se defender das acusações existentes contra ele.

“Eu não sei ainda de nada, não tive acesso aos autos do processo. Quero ver o que consta contra mim e esclarecer para a sociedade que eu não estou dentro disso”, afirmou.

O deputado afirmou que soube da lista, divulgada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda em Fortaleza por meio da imprensa, e que ainda não contratou advogado para a sua defesa. Segundo ele, só deve solicitar nos próximos dias.

A respeito da acusação do delator Paulo Roberto Costa, de que o parlamentar cearense seria emissário do presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), no processo de irregularidades na estatal Petrobras, Aníbal negou a prática. “Por que ele (Renan) precisaria de alguém pra fazer interlocução pra ele?”, disse.

O delator, durante depoimento, acusou Aníbal de ter levado até ele reclamação do Sindicato dos Práticos “acerca do reajuste da remuneração da praticagem”. De acordo com o ex-diretor da Petrobras, foi dito pelo deputado que “sendo exitosa a negociação, ou seja, atendido o pleito dos práticos seria feito um pagamento”.

Segundo ele, parte dos recursos seria destinada ao senador Renan. Paulo Roberto disse que o parlamentar cearense falava em nome do presidente do senado. O deputado peemedebista negou também qualquer participação na negociação citada por Costa em delação premiada.

A lista citou outros seis parlamentares do PMDB, além dos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara Federal, Eduardo Cunha.”

(O POVO)

 

Operação Lava Jato – João Leite diz estar “cagando e andando na cabeça desses cornos todos”

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“O vice-governador da Bahia, João Leão (PP), que consta da lista do Superior Tribunal Federal, com nomes de políticos envolvidos em inquéritos relativos à Operação Lava Jato, publicou uma nota em sua conta no Facebook na qual se diz triste e surpreso, mas ao mesmo tempo forte para iniciar a luta e provar sua inocência.

Veja a íntegra da nota do Facebook:

“Não sei porque meu nome saiu. Nem conhecia esse povo. Acredito que pode ter sido por ter recebido recursos em 2010 das empresas que estão envolvidas na operação. Mas, botar meu nome numa zorra dessas? Não entendo. O que pode ser feito é esperar ser citado e me defender. Estou cagando e andando, no bom português, na cabeça desses cornos todos. Sou um cara sério, bato no meu peito e não tenho culpa. Segunda-feira vou para Brasília saber porque estou envolvido …. Recebi recursos da OAS em 2010, mas quem recebeu recursos legais, na conta legal, tem culpa?”.

(Com Estadão)

Operação Lava Jato – Lindberg Farias se diz surpreso por estar na lista dos denunciados

“Citado na lista de políticos que serão investigado de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse ter recebido a notícia com “surpresa, porém com serenidade”. O pedido de investigação feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) foi aceito nessa sexta-feira (6) pelo ministro do STF, Teori Zavascki, relator do caso na Corte, para a apuração de “suposta prática dos crimes de corrupção passiva qualificada e de lavagem de dinheiro”. O senador diz que acredita no arquivamento do inquérito e que confia na Justiça.

De acordo com a petição assinada no início da semana pelo procurador-geral Rodrigo Janot, quando solicita a abertura de inquérito, o delator Paulo Roberto Costa declarou ter recebido, em 2010, a visita do senador pedindo recursos para sua campanha no valor de R$ 2 milhões. Ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa afirmou em seu depoimento ter contatado o doleiro Alberto Youssef para operacionalizar o repasse. Também delator da Operação da Lava Jato, Youssef disse no documento desconhecer Lindbergh e que não se recordar de ter feito tal pagamento.

“Nada obstante tal divergência, não se exclui a possibilidade de que os valores tenham sido repassados por outro operador ou diretamente pelas empresas envolvidas no esquema para a campanha do parlamentar”, afirma Janot no pedido. O procurador anexa ainda documentos que comprovam doações de campanha a Lindbergh feitas por empreiteiras envolvidas no cartel da Petrobras, segundo as investigações, e cita declaração de Paulo Roberto dizendo ter sido procurado novamente pelo senador em 2014, quando concorria ao governo do Rio de Janeiro.”

(Agência Brasil)

Fortaleza quebra jejum e vence Ceará

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“Ufa! Após 13 jogos e mais de três anos, o Fortaleza voltou a sentir o gosto da vitória sobre o maior rival. A quebra do tabu veio com altas doses de adrenalina para a torcida tricolor: de virada e com gol no finalzinho da partida. O triunfo veio no 3º Clássico-Rei de 2015, realizado na noite deste sábado (7), na Arena Castelão, pela 4ª rodada da segunda fase do Campeonato Cearense.

Com o resultado, o Fortaleza reassume a vice-liderança do grupo B1 do Estadual, com 7 pontos em quatro jogos, mesma pontuação que o líder Icasa e com um ponto a mais que o 3º colocado, o Quixadá.

Já o Alvinegro, apesar do revés, segue liderando com folga o grupo B2, com sete pontos com os mesmos quatro jogos.

(POVO Online)

Política é imagem, mas governo não é campanha eleitoral

Em artigo enviado ao Blog, a Doutoranda em Ciência Política pela UFGRS e pesquisadora-visitante da Universidad Complutense de Madrid, Joyce Miranda Leão Martins, ressalta a garantia de Dilma Rousseff, na última campanha eleitoral, que não mexeria nos direitos dos trabalhadores e depois tomou medidas impopulares. Confira:

Durante as eleições presidenciais que o PT disputou, pós ano de 2002, o embate simbólico esteve centrado entre Era Lula X Era FHC. Mesmo quando os protagonistas já não participavam do jogo eleitoral, suas imagens atuavam como marca que se fazia questão de mostrar (caso de Dilma com Lula em 2010) ou esconder (como Serra tentava fazer com a figura de FHC, na eleição que sagrou Dilma vencedora). Importante dizer que não se fala aqui na imagem em sua conotação visual, mas na imagem pública, que é conjunto de percepções acerca de um sujeito qualquer, compartilhada por uma coletividade. Os programas sociais do governo Lula, aliado a falas mobilizadoras do ex-presidente, ascensão da classe C, e propaganda eleitoral emotiva, contribuíram para a imagem pública de um “homem do povo, nacionalista, preocupado com os seus”. A imagem do petista foi construída tendo como referencial o ex-presidente FHC, que seria a face oposta do primeiro: “homem distanciado do povo, da nação, privatizador”.

O duelo de imagens funcionou bem mesmo em 2006, quando o PT conseguiu reeleger Lula em meio ao escândalo do “mensalão”. Naquela época, a estratégia foi separar o ethos de Lula do partido e usar o argumento de que, aqueles que eram “contra o Brasil”, os adversários oposicionistas, não queriam deixar “o homem trabalhar”. Em 2010, Dilma ganhou como se fora reeleição virtual de Lula. Ela seria como ele, diziam ao eleitor. Entretanto, a presidente chegou em 2014 com a imagem prejudicada pelo fraco desempenho na economia e pelas manifestações do junho de 2013. Na iminência de um psdebista ganhar, a campanha de Dilma apelou para petistas antigos (não relacionados a escândalos) e a plataformas mais à esquerda, como a criminalização da homofobia. Mais uma vez, a história de que com o PSDB era pior.

A campanha da presidente, garantindo que não mexeria nos direitos dos trabalhadores, animou militâncias. Mas, a partir da nova posse, Dilma tomou série de medidas impopulares e resolveu se calar, deixando os eleitores sem explicações. Em meio a isso, as investigações de novo escândalo, envolvendo lavagem e desvio de dinheiro na Petrobras (justo a empresa que o PT usou como bandeira em tantas campanhas, dizendo protegê-la da vontade de privatização do PSDB). Enquanto Dilma esteve calada, seu partido, em tentativa de “salve-se quem puder”, afastou-se da presidente. Divergências internas vieram à mídia, em forma de declarações, por parte de Marta Suplicy ou de “conselhos”, no caso de Lula: “Dilma deve se reaproximar dos movimentos sociais, falar com o eleitor”. Se nada der certo, Lula já disse que volta em 2018. Diferente de 2010, agora Lula é uma pessoa e, Dilma, outra. Depois do silêncio constrangedor, Dilma resolveu se manifestar, mas fez que não era com ela. Colocou no governo de Fernando Henrique a culpa da corrupção na Petrobras.

Acontece que governo não é campanha eleitoral. Nem Lula permanece ali, como fiador dos discursos dela, nem é interessante comparar corrupções. Sem atenção à questão social e fugindo de explicações à sociedade, Dilma ajuda a oposição na desconstrução de sua própria imagem. Para além da arrogância, passa a impressão de incapacidade, mentira. Parece estar à espera que alguém chame o João Santana mais uma vez.

Por que o trânsito é um caos em horários de pico no Centro?

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Semáforos sem sincronia, fechamento da maioria das lojas do comércio, circulação de veículos de grande porte. Esses são alguns problemas pontuais que prejudicam o tráfego de veículos em horários de pico no Centro de Fortaleza.

Na noite dessa sexta-feira (6), o Blog circulou (ou tentou) por algumas ruas do Centro e constatou outras irregularidades que dificultam o trânsito, desde infrações dos próprios motoristas à ausência de fiscalização.

Deputados cearenses apóiam veto ao reajuste do IR

A semana no Congresso Nacional começará com a expectativa de realização de uma sessão conjunta de deputados e senadores, em que o veto presidencial feito à correção da tabela do Imposto de Renda em 6,5% poderá ser analisado. Dez vetos presidenciais trancam a pauta do Congresso, entre eles o do reajuste da tabela. O governo precisa que os vetos sejam analisados para que, depois, os parlamentares aprovem o Orçamento de 2015. Ao mesmo tempo, o Planalto busca convencer a base aliada a manter o veto, o que não será tarefa fácil.

Segundo o líder do Pros, deputado Domingos Neto (CE), o objetivo do partido, que faz parte da base governista, é acompanhar o governo, mas é preciso que o Executivo sinalize com alguma alternativa. “Não podemos derrubar o veto sem ouvir a motivação, mas também não podemos manter o veto sem que possamos ter uma luz no fim do túnel e uma perspectiva de solução para garantir que o trabalhador não seja responsabilizado pelos erros e pelo que nós precisamos melhorar na condição fiscal do País”, declarou.

De acordo com o líder do governo, deputado José Guimarães (PT-CE), um canal de diálogo será aberto com o Ministério da Fazenda na busca por uma medida alternativa. O governo vem afirmando que só suporta um reajuste em 4,5%, como o proposto pela Medida Provisória 644/14, que perdeu a validade sem votação pelo Congresso.

(Agência Câmara Notícias)