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Ipece lança nova edição do Anuário Estatístico do Ceará

Já está disponibilizado para consultas o Anuário Estatístico do Ceará 2017. Isso, por meio do www.ipece.ce.gov.br, informa o diretor-geral do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Flávio Ataliba. Ele adianta que a publicação contempla dados estatísticos que permitem a análise dos aspectos socioeconômicos e geográficos do Estado e de seus 184 municípios.

A nova edição está estruturada em seis seções: as três primeiras compreendem o agrupamento de dados referentes a Território; Aspectos Demográficos e Qualidade de vida. As três seções seguintes abordam informações concernentes aos aspectos da Infraestrutura; Econômicos e Finanças Públicas.

A seção Território apresenta uma descrição sinóptica do Estado do Ceará e está subdividida em cinco subseções: Posição e Extensão do Território, Recursos Naturais e Meio Ambiente, Divisão Político-Administrativa e Regional, Características dos Municípios e os Mapas Temáticos. Já seção Demografia apresenta os mais importantes temas para análise populacional no Estado do Ceará, já que trata das questões ligadas à evolução da População, Famílias, Migração, Fecundidade, Natalidade, Mortalidade e Nupcialidade, além de Indicadores Demográficos.

Os indicadores da seção Qualidade de Vida procuram retratar a realidade social do Estado do Ceará a partir da análise de diversos indicadores, resumidos em oito subseções: Educação, Saúde, Trabalho e Rendimento, Previdência e Assistência Social, Eleições e Representações de classes, Justiça e Segurança Pública, Cultura e Índices de Desenvolvimento. Na seção Infraestrutura são destacadas informações relacionadas aos Recursos Hídricos, tais como: presença de Recursos Hídricos, Energia, Rodovias, Habitação e Saneamento no Estado do Ceará, sendo que esses indicadores estão representados espacialmente na seção Mapas.

Já na seção Aspectos Econômicos são abordadas informações dos setores da economia cearense tais como: Contas Regionais, Agropecuária e Extração Vegetal, Indústria, Comércio, Transportes, Comunicações, Turismo, Intermediários Financeiros, Administração Pública, Prestação de Serviços e Índices, Preços e Custos seguido dos mapas com representação espacial dos indicadores. A sexta e última seção, a de Finanças Públicas está subdividida em Finanças da União, do Estado e dos Municípios, com dados provenientes da Secretaria da Receita Federal (SRF), da Secretaria da Fazenda (SEFAZ) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

(Foto – Divulgação)

Governo não desistiu da Reforma da Previdência, diz ministro Eliseu Padilha

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse hoje (14) que “não está extinta” a possibilidade de o governo tentar aprovar ainda este ano a reforma da Previdência. “Não conseguimos levar a cabo a reforma da Previdência. Por enquanto, pelo menos. Porque ainda temos ainda até 31 de dezembro e essa possibilidade não está extinta, em que pese tenhamos tido dificuldade. E essa é a reforma da reformas no que diz respeito ao ajuste fiscal”, disse em entrevista a jornalistas após participar de evento do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

O ministro da Casa Civil lembrou que a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro impede a votação da reforma no Congresso Nacional, mas pode ser pactuada uma suspensão temporária para colocar a medida em votação.

Padilha citou que o déficit da Previdência no ano passado foi de R$ 268 bilhões e este ano deve ficar em torno de R$ 300 bilhões. Segundo ele, esse gasto crescente compromete os investimentos no país. “Na medida em que cresce a despesa com a Previdência, se reduzem os investimentos. Primeiro os investimentos em obras, mas daqui a pouco os investimentos na saúde, na educação. Coisa que é absolutamente inimaginável”, disse.

Questionado por jornalista se Temer pode procurar o candidato eleito para a presidência da República para tentar aprovar ainda este ano a reforma, Padilha respondeu que acha “possível”, mas não sabe se é “provável”. O ministro disse que não vê nos pré-candidatos muita vontade em discutir o tema da previdência.

Em entrevista a veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), no último dia 4, Temer disse que a reforma não saiu da pauta política do país e afirmou que “não é improvável que venhamos a pensar nela ainda no final deste ano”.

(Agência Brasil)

Pesquisa CNT – Bolsonaro lidera e Marina e Ciro estão empatados tecnicamente

Cenário sem Lula – Bolsonaro lidera e Marina vem em segundo.

A mais recente pesquisa eleitoral para presidente, divulgada nesta segunda-feira (14) pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostrou que Jair Bolsonaro (PSL) lidera as intenções de voto com 18,3%. Depois, vêm Marina Silva (Rede), com 11,2%, e Ciro Gomes (PDT) com 9%.

O cenário leva em conta que Luiz Inácio Lula da Silva não poderá concorrer às eleições por estar preso. No entanto, a pesquisa também avaliou a intenção de voto do petista, que recebeu 32,4% das intenções, seguido por Bolsonaro.

Veja a lista das intenções de voto no cenário mais provável atualmente, sem Lula, sem Joaquim Barbosa e sem Michel Temer.

Jair Bolsonaro (PSL) – 18,3%
Marina Silva (Rede) – 11,2%
Ciro Gomes (PDT) – 9,0%
Geraldo Alckmin (PSDB) – 5,3%
Álvaro Dias (Podemos) – 3,0%
Fernando Haddad (PT) – 2,3%
Fernando Collor (PTC) – 1,4%
Manuela D´Ávila (PCdoB) – 0,9%
Guilherme Boulos (Psol) – 0,6%
João Amoêdo (Novo) – 0,6%
Henrique Meirelles (MDB) – 0,5%
Flávio Rocha (PRB) – 0,4%
Rodrigo Maia (DEM) – 0,4%
Paulo Rabello de Castro (PSC) – 0,1%
Brancos e nulos – 29,6%
Indecisos – 16,1%

Os parafusos da política

Com o título “Os parafusos da política”, eis artigo do professor universitário e cientista político Valmir Lopes que pode ser conferido no O POVO desta segunda-feira. Ele fala das expectativas em torno do eleitorado e do pleito deste ano. Confira:

Crises fazem esquecer tudo que sabemos sobre a lógica estruturadora das sociedades. Estamos em plena primeira rodada das eleições. A campanha eleitoral oficial começará em 16 de agosto, e para o povo somente em setembro. Na atual rodada, os candidatos procuram se viabilizar num universo restrito de eleitores formado por candidatos, partidos, pessoas que vivem da política, formadores de opinião, cidadãos mais ativos, meios de comunicação e redes sociais.Nesse público,muito restrito, costuma-se dar a impressão que tudo que se faz é decisivo. O momento é de seleção de candidatos, competição entre candidatos. Depois, iniciamos a disputa pelas mentes e corações dos eleitores e a fase decisiva.

A ordem institucional alcançada nas duas últimas décadas entrou em crise depois de 2013. O sistema político foi abalado principalmente pela ação das agências de controle interno do Estado brasileiro com a descoberta dos casos gigantesco de corrupção. A incerteza reflete esse quadro de instabilidade. Desse quadro confuso, fala-se na existência de uma insatisfação difusa no eleitor em relação a classe política. Haveria por parte da sociedade a expectativa de mudança pelas eleições, por isso o desejo de alguém de fora da política. A presidência Temer pode servir de parâmetro para analisar o comportamento do brasileiro: governo sem nenhum apoio popular, acusado de corrupção, paralisado e mesmo assim sem movimentação e contestação pública. O desejo de ordem para tocar a vida parece ser o sentimento dominante. Que haja mudança, mas dentro da ordem, nada contra a ordem.

Na época de estabilidade, o sistema eleitoral brasileiro girou em torno da disputa entre PT e PSDB como forças organizadoras da opinião pública e sempre contou com a presença, nas eleições, de um terceiro, que falava a um público disposto a apostar numa via alternativa. Os polos opostos foram desestruturados parcialmente. A novidade é a organização da terceira via já em tempo de pré-campanha. Fala-se de um centro porque a fração de extrema-direita acomodada antes no PSDB foi isolada com candidato próprio. O lulo-petismo dificilmente perderá sua centralidade como polo aglutinador. Imagina-se que a extrema-direita não resistirá ao combate eleitoral. Os instrumentos clássicos necessários e eficientes usados nas eleições anteriores não podem simplesmente ter pedido sua eficácia em tempo tão curto. Estrutura partidária, recursos financeiros, alianças eleitorais são recursos primários para se ganhar uma eleição nacional.

Não seria surpresa o retorno às alternativas clássicas do sistema institucional brasileiro com a presença de candidatos que efetivamente têm interpretações distintas cristalizadas sobre os problemas nacionais. Esses, apesar dos abalos, ainda continuam sendo as forças dominantes da política brasileira: conservadores moderados, liberais exaltados e a presença de uma terceira via com expressão dos segmentos de classe média dos grandes centros urbanos. Ocorre que essa terceira via nunca estruturou uma interpretação clara, organizada e coerente sobre nossos problemas. Provavelmente não terão tempo nem inteligência para definir essa interpretação. Essa são as forças estruturantes da política brasileira e nada parece indicar que tenham se pulverizado nem surgido alternativas. A eleição tratará de restabelecer a ordem das coisas, mas não significa, nem de longe, o fim da agonia nacional e reconquista imediata da estabilidade política.

*Valmir Lopes,

lopes.valmir@gmail.com

Cientista Político e Professor da UFC.

Henrique Meirelles ainda não desistiu de disputar a Presidência

O ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vai tentar convencer o MDB de que tem chances na disputa presidencial, mesmo em baixa nas pesquisas pré-campanha. Ele diz, segundo a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta segunda-feira, que levantamentos qualitativos atestam sua viabilidade e apresenta o currículo avesso a aventuras como prova de que não daria um salto no escuro.

Meirelles afirma que seu potencial de crescimento ficará explícito com o início da propaganda eleitoral. “Comecei a olhar esses dados antes de sair do ministério. Eles deixam claro que terei chance de ganhar a eleição a partir do momento em que mostrar a minha história”, afirma.

Apesar do esforço de Meirelles, nem a sigla de Michel Temer nem os partidos da base aliada compartilham, hoje, dessa avaliação.

Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão ganha uma brinquedoteca

O Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão (CIDH) vai inaugura, às 9 horas desta terça-feira, uma brinquedoteca. O objetivo é oferecer um espaço de lazer para crianças que fazem tratamento na unidade. Neste ano CIDH completa três décadas de prestação de serviços à população. Em comemoração aos 30 anos de atendimento, ações comemorativas para a educação e promoção da autonomia dos usuários têm sido realizadas no local.

“O tratamento pode trazer um desconforto. E o espaço recreativo vem como reforço. Brincando, a criança explora seu imaginário e diminui a ansiedade que a ida ao médico pode causar”, destaca Adriana Forti, endocrinologista e diretora do Centro.

São atendidos no CIDH crianças com diabetes tipo 1, puberdade precoce e baixa estatura. O encaminhamento para o tratamento no Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão é realizado através das unidades de atendimento primário.

(Foto – Arquivo)

Caixa Econômica lança novo jogo lotérico: Dia de Sorte

A Caixa Econômica Federal lançará um novo jogo lotérico, o Dia de Sorte. O novo produto foi instituído em portaria publicada hoje (14) pela Secretaria de Acompanhamento Fiscal, Energia e Loteria, do Ministério da Fazenda, no Diário Oficial da União.

O jogador poderá escolher de 7 a 15 números que representarão os dias do mês, podendo ser de 1 a 31; e um número de 1 a 12, que corresponderá aos meses do ano, o chamado mês de sorte.

A aposta mínima, ou seja, com sete números e um mês de sorte, custará R$ 2. O preço aumenta conforte aumentam os números. Uma aposta com 15 números e um mês de sorte custará R$ 12.870.

Serão sorteados sete números e um mês (o mês da sorte). São consideradas vencedoras as apostas que tiverem de quatro a sete acertos, independentemente da ordem de sorteio dos números, ou, ainda, o mês sorteado. O mês conta como um acerto.

Caso o apostador tenha feito apostas de oito a 15 números, a premiação será proporcional à quantidade equivalente de apostas simples, ou mínimas, vencedoras. O sorteio ocorrerá três vezes por semana, às terças-feiras, quintas-feiras e sábados. A data do primeiro sorteio ainda será definida pela Caixa.

(Agência Brasil)

Mercado financeiro reduz estimativa de crescimento do PIB de 2,70% para 2,51%

O mercado financeiro reduziu novamente a estimativa para o crescimento da economia este ano. A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, agora passou de 2,70% para 2,51%. Essa foi a segunda queda consecutiva. Para 2019, a previsão permanece em 3%.

As estimativas são do boletim Focus, publicação divulgada às segundas-feiras pelo Banco Central (BC), na internet.

O mercado financeiro reduziu também a projeção para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 3,49% para 3,45%, neste ano. Para 2019, a estimativa foi ajustada de 4,03% para 4%.

A estimativa está abaixo do centro da meta que é 4,5% este ano, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é de 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%.

Taxa básica de juros

Para alcançar a meta, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,50% ao ano. Quando o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. Para cortar a Selic, o BC precisa estar seguro de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Nesta semana, o Copom realiza a terceira reunião do ano, com expectativa de que a Selic tenha o último corte do atual ciclo de reduções. Para o mercado financeiro, a Selic será reduzida em 0,25 ponto percentual, indo para 6,25% ao ano, conforme indicado pelo BC, em março. Em 2019, a expectativa é que a Selic volte subir e encerre o período em 8% ao ano.

Dólar

Para especialistas, a recente alta do dólar não deve fazer com que o BC mude a estratégia de reduzir a Selic. Na última sexta-feira (11), o dólar chegou a R$ 3,60, o maior valor em quase dois anos.

Na visão de economistas, o efeito da alta do dólar na inflação deve ser um pouco menor do que normalmente é observado porque a economia ainda está em recuperação.

De acordo com analistas, a alta do dólar ocorre devido à expectativa de aumento mais intenso dos juros nos Estados Unidos, o que o que atrai dinheiro para economias avançadas, provocando a fuga de capitais financeiros de países emergentes, além das incertezas sobre as eleições no Brasil e a crise na Argentina, com pedido de empréstimo ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Na última sexta-feira, para segurar a cotação da moeda americana, o BC anunciou ajustes nos leilões de swaps cambiais, equivalentes à venda de dólares no mercado futuro, além de informar que fará oferta adicional de contratos de swap cambial.

Para as instituições financeiras consultadas pelo BC, o dólar deve encerrar 2018 em R$ 3,40. Na semana passada, a estimativa era R$ 3,37. Para o fim do próximo ano, a estimativa segue em R$ 3,40.

(Agência Brasil)

Dimas Barreira receberá a Medalha Boticário Ferreira

O jovem Dimas à frente de um dos maiores sindicatos patronais do Estado.

O presidente do Sindiônibus, Dimas Barreira, vai receber, às 19 horas desta segunda-feira, durante sessão solene da Câmara Municipal de Fortaleza, a Medalha Boticário Ferreira. O ato será presidido por Salmito Filho (PDT), autor do projeto.

Dimas Barreira, à frente do sindicato, investiu na modernização da frota da Capital cearense que, além de wi-fi, conta com a maioria dos ônibus com ar-condicionado. Também trabalhou junto à Prefeitura pela implantação do projeto de mobilidade urbana que garante o trabalhador chegando mais cedo ao local de trabalho.

(Foto – Divulgação)

Eunício Oliveira é pressionado a votar projeto das 10 Medidas contra a Corrupção oriundo da Câmara

Uma ala do Senado voltou a trabalhar para convencer o presidente da Casa, Eunício Oliveira (MDB-CE), a pautar a versão aprovada pela Câmara do projeto conhecido como “10 medidas contra a corrupção“.

O texto, segundo informa a Folha de S.Paulo, inicialmente apresentado pelo MPF, foi profundamente modificado pelos deputados.

A versão da Câmara incluiu iniciativas de combate ao abuso de autoridade. O projeto estabelece que magistrados não podem falar fora dos autos e prevê punições para atuação político-partidária. Como há receio da repercussão, um caminho seria votar a proposta após a eleição.

Foro Privilegiado – Restrição tira do STF processos de pelo menos 44 deputados e 7 senadores

Marco Aurélio de Mello foi quem mais enviou processos a instâncias inferiores.

A restrição ao foro privilegiado retirou do Supremo Tribunal Federal (STF) processos de pelo menos 44 deputados federais e 7 senadores. A informação é do Portal G1.

Até este domingo (13), sete ministros do STF tinham enviado para instâncias inferiores da Justiça 66 casos penais que, no entendimento deles, não têm relação com o mandato parlamentar.

Outros processos devem ser remetidos nos próximos dias, uma vez que os ministros continuam analisando os casos que não preenchem mais os requisitos para permanecer no tribunal.

No último dia 3 de maio, o Supremo decidiu que, em relação a deputados e senadores, o foro só vale para crimes cometidos durante o mandato e em razão do cargo.

Entre os 66 processos, há casos de ações penais em andamento (o STF decidiu ficar apenas com aquelas em estágio avançado), inquéritos e pedidos de abertura de inquérito. Caberá a magistrados de primeira e segunda instância, a depender de cada caso, dar andamento às ações penais ou investigações.

Partido de Bolsonaro avisa: não fará coligação com legendas de esquerda no Ceará

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Heitor Freire e Bolsonaro

O Partido Social Liberal do Ceará não fará coligações com partidos de esquerda no Estado. Anuncia o presidente regional da legenda, Heitor Freire, justificando que o objetivo é “manter a ideologia partidária”. Nesta semana, uma resolução nesse sentido vai ser divulgada pela legenda “que não fará parcerias, alianças, conjugações ou coligações com partidos de esquerda bolivariana, tais como PT, PSOL, PCdoB, PSTU, PCO, PCB, e quaisquer outros que apoiem regimes autoritários instalados em outros países.”. Essa medida segue orientação nacional.

“As políticas adotadas por esses partidos colidem frontalmente com os ideais de liberalismo econômico e conservadorismo praticados pelo PSL de Jair Bolsonaro, sendo as mesmas incompatíveis e inaceitáveis”, afirma Heitor Freire. O PSL adianta que não flexibilizará essa orientação em hipótese alguma e, caso as determinações não sejam acatadas ,os diretórios estaduais serão passíveis de processo de intervenção.

Pré-candidato a deputado federal e coordenador da campanha de Bolsonaro no Ceará, Heitor Freire anuncia que o presidenciável Jair Bolsonaro cumprirá agenda nesta sexta-feira em Natal (RN). Freire vai se juntar à comitiva.

(Foto – Facebook)

Camilo receberá para almoço Luizianne e José Guimarães em clima de menu quentíssimo

Da Coluna do Eliomar de Lima, do O POVO desta segunda-feira:

O governador Camilo Santana (PT) vai receber para almoço no Palácio da Abolição, na quinta-feira, a partir das 13 horas, os deputados federais José Nobre Guimarães e a deputada federal Luizianne Lins. A informação é da própria Luizianne, acrescentando que o assunto será um só: a decisão tomada pela maioria das alas petistas de não integrar com partidos aliados o “blocão” que disputará cadeiras de deputado estadual e federal.

Outra decisão tomada é que o PT não abrirá mão de indicar um nome para o Senado. Guimarães explica que o partido quer ocupar a propaganda eleitoral com dois objetivos: defender o presidente Lula e defender o petismo.

Esse almoço deveria ter ocorrido na última sexta-feira, mas, segundo o Abolição, teria havido choque de agenda. Resta saber se essa agenda acabará cheia na próxima quinta-feira.

(Foto -Divulgação)

Solidariedade não quer integrar tropa eleitoral do general do PSDB

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Líder maior do Solidariedade (SD) no Ceará, o deputado federal Genecias Noronha afirma que o partido negou, em reunião com a oposição na última sexta-feira à noite, antecipar apoio à candidatura do general de Exército Guilherme Theophilo (PSDB) ao governo do Ceará. A reunião ocorreu no escritório político do senador Tasso Jereissati (PSDB).

“Queriam definir o nome dele lá, mas o SD foi contra. Eles podem definir agora, mas o partido não vai se posicionar a favor agora. Não conheço ele (Theophilo) o suficiente para defender candidatura dele. Defendo uma do Tasso (Jereissati) ou do Capitão (Pros), mas qualquer outra não tem aval ainda”.

Destacando que o general “ainda é uma aposta” e que “precisa ser conhecido pelo meio político e pela população”, Genecias negou que a questão simbolize um rompimento do SD com a oposição no Ceará, mas não descartou uma reaproximação com Camilo Santana (PT). “Eu nunca digo ‘desta água não beberei’”, disse.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o presidente do PSDB Ceará, Francini Guedes disse ter “estranhado” declaração de Genecias. “Estamos construindo de forma democrática a candidatura do bloco de oposições e a reunião da última sexta-feira foi mais uma demonstração desse esforço”

(O POVO – Repórter Carlos Mazza)

Toffoli sinaliza que não pautará prisão em segunda instância

Após consecutivas derrotas no STF, o PT concentra as esperanças de tirar Lula da cadeia na retomada do debate sobre a prisão após condenação em segunda instância. Mas os sinais emitidos pelo próximo presidente do Supremo, o ministro Dias Toffoli, devem desanimar a sigla. A informação é da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta segunda-feira.

Interlocutores do magistrado dizem que ele não está disposto a trazer o assunto à tona assim que assumir o comando do tribunal, em setembro —e muito menos antes da conclusão da disputa eleitoral.

As fichas do PT estão depositadas na ação apresentada pelo PC do B ao STF logo após a prisão de Lula, em abril. Os advogados que acompanham a iniciativa ainda acreditam que o ministro Marco Aurélio Mello pode levar o tema à mesa. Dentro do tribunal, colegas do magistrado duvidam.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, entregou a Lula parecer que aponta os passos para registrá-lo, mesmo preso, na corrida eleitoral. O PT discute esta semana detalhes dos atos de lançamento da candidatura. Há até a proposta de projetar um holograma do petista.

 

Fortaleza amanhece molhada de chuva nesta segunda-feira

Dia nascendo por entre as matas que circundam o aeroporto da Capital cearense.

Fortaleza registrou chuvas no decorrer da madrugada desta segunda-feira. Foi o bastante para registrar alguns alagamentos e fazer com que motoristas, neste começo de manhã, fiquem mais cautelosos com a pista molhada.

Segundo a Funceme, haá possibilidade de chuva na faixa litorânea, no Maciço de Baturité, na Serra da Ibiapaba e na Região Jaguaribana, onde está encravado o açude Castanhão. Nas demais regiões, céu parcialmente nublado.

(Foto – Paulo MOska)

Ceará – Queda de homicídios é um bom sinal

André Costa é o titular da SSPDS.

Com o título “Ceará queda de homicídios é bom sinal”, eis o Editorial do O POVO desta segunda-feira:

Num cenário desalentador, é de se saudar qualquer melhora nos índices de homicídios no Estado. O último mês de abril no Ceará contou com redução de 2,6% no número de assassinatos. Foram dez casos a menos do que no mesmo mês de 2017, com 378. Mesmo assim, é fato preocupante que, neste ano, 12 pessoas tenham sido mortas por dia em abril. É quase como se tivéssemos uma chacina das Cajazeiras a cada intervalo de 24 horas.

Há um aspecto importante nessa queda, porém. Ela interrompe um ciclo de 13 meses seguidos de crescimento nos dados de homicídios, com alta histórica em outubro do ano passado. Pode ser o começo de um processo lento mas sólido de reversão dessas estatísticas. É pelo que todos os cearenses torcem.

Mais que esperar pelos próximos meses, entretanto, convém observar atentamente que estratégias o Governo do Estado e as prefeituras adotaram no combate à criminalidade, de modo a chegar a resultado que, se ainda não é o desejado, pode apontar para uma mudança bem-vinda no quadro geral. Que ações deram certo? Que áreas continuam a representar desafio para os gestores? Mapeados esses gargalos, é preciso concentrar esforços e insistir em medidas que efetivamente signifiquem a superação dessa guerra urbana e a recuperação do tecido social.

Em Fortaleza, por exemplo, houve decréscimo de 14,9% nos assassinatos em relação a igual período do ano passado – foram 120 agora contra 141 em período semelhante de 2017. São dois meses de queda em sequência. Disso certamente é possível extrair um lastro que sirva de bússola para a elaboração de políticas contra a violência.

A despeito da boa notícia, infelizmente, o acumulado de janeiro a abril é ruim para o Estado: houve crescimento de 20,1% no índice de homicídios. Ou seja, há muito trabalho pela frente.

A cinco meses das eleições, não custa alertar para o que deveria ser o óbvio: qualquer melhora nesses índices jamais pode envolver cálculo político, sobretudo com vistas ao pleito. O resultado positivo tem de assentar-se num combate sistemático à barbárie dos números do ano passado, quando, justamente no mês de outubro, o Ceará amargou um recorde: 516 assassinatos.

Num momento em que candidatos alinhados a certa ideologia militarista despontam como alternativa e as soluções mais fáceis surgem como brilhareco em discursos populistas para encantar o eleitorado, é importante lembrar que as políticas de redução de mortes não comportam solução milagrosa. São sempre consequência de empenho continuado e dedicação conjunta entre as esferas de governo. Qualquer resposta que não tenha isso em conta soará como oportunista.

TAGSCEARÁ: QUEDA DE HOMICÍDIOS É BOM SINAL O POVO EDITORIAL

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Ceará tem a terceira gasolina mais cara do País

Com a escalada do preço do barril de petróleo no mercado internacional, a gasolina continua subindo no Brasil, impactando fortemente o consumidor no Ceará, que já tem o terceiro litro mais caro entre os estados. Os postos cearenses estão vendendo o produto por um valor médio de R$ 4,56, atrás apenas do Acre (R$ 4,88) e Rio de Janeiro (R$ 4,72). O valor mais barato é vendido em Santa Catarina (R$ 3,89).

Nas últimas quatro semanas, o preço médio do produto no Ceará saltou 5%, saindo de R$ 4,35 para R$ 4,56. No entanto, o consumidor pode encontrar o litro da gasolina a valores que variam de R$ 4,24 a R$ 4,70, uma diferença de 10,8%. Os dados são do último levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no período de 6 a 12 de maio.

A gasolina mais em conta, de R$ 4,24, está sendo comercializada por um posto localizado em Canindé, município do sertão do Ceará. Já o produto mais salgado é vendido por um estabelecimento que funciona na cidade de Juazeiro do Norte, na região do Cariri.

Em Canindé, dois postos vendem o litro da gasolina a R$ 4,24, ambos de bandeira branca. Um fica situado na avenida São Francisco, no bairro Boa Vista. O outro funciona na Rua Joaquim Magalhães, no Centro da cidade. Quanto à gasolina mais cara, de R$ 4,70 em Juazeiro do Norte, o posto é de bandeira Petrobras e está localizado na avenida Padre Cicero, no bairro Salesiano.

Em Fortaleza, o impacto no bolso do consumidor também é grande. Assim como o Ceará, o atual preço médio da gasolina na Capital é de R$ 4,56. O valor, porém, pode ser encontrado de R$ 4,29 a R$ 4,59, uma variação de 7,2%. Na Cidade, vários estabelecimentos, de diferentes bandeiras, praticam o preço máximo. Ficam espalhados por diversos bairros, como Aldeota, Meireles, Mondubim, Fátima, Barra do Ceará, Mucuripe e Jacarecanga.

A capital cearense aparece também com o terceiro combustível mais caro no Brasil entre as capitais, atrás do Rio Branco (R$ 4,87) e Rio de Janeiro (R$ 4,68). Já o valor médio mais barato está na capital São Luís (R$ 3,78).

Na avaliação de Manuel Novais, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Ceará (Sindipostos-CE), a alta do valor da gasolina é “péssima”, mas não depende dos postos de combustível. Ele destaca que há uma série de implicações e custos que devem ser esclarecidos à população, em termos de dificuldades na logística e carga tributária.

A alta tem impactado nas contas dos estabelecimentos. O gestor observa uma queda de 15% a 20% nas vendas de janeiro até maio nos postos do Estado. “As vendas estão caindo, os clientes estão insatisfeitos e os postos também”. Sobre o cenário futuro, Manuel diz que é de incerteza.

(O POVO – Cristina Fontenele e Raone Saraiva)