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Com três sorteios nesta semana, Mega-Sena paga R$ 43 milhões na terça-feira

Nenhum apostador acertou os seis números da Mega-Sena, em sorteio realizado na noite desse sábado (23), em Jundiaí/SP. Na terça-feira (26), o prêmio será de R$ 43 milhões, segundo estimativa da Caixa Econômica Federal.

Os números sorteados foram: 0107283044 e 46.

Já o teste 4.910 da Quina teve uma aposta ganhadora do prêmio de R$ 1,3 milhão, realizada em Goiânia, que acertou os números 16 – 38 – 42 – 70 e 71.

Mar segue avançando no Icaraí e prefeitura continua a ver navios

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Após destruir barracas de praia, moradias e ruas do Icaraí, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, o mar segue avançando e agora ameaça condomínios.

A preocupação dos moradores locais não parece tirar o sono dos gestores de Caucaia, que há cerca de duas décadas somente apresentam soluções paliativas, facilmente arrastadas pelas ondas do Icaraí.

(Foto: Leitor do Blog)

Chanceler diz que ação na Venezuela não tem caráter intervencionista

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O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse que a ação do Brasil na ajuda humanitária à Venezuela “é parte da tradição brasileira de cooperar em favor da democracia, em favor do bem-estar de um povo irmão, em favor da solidariedade internacional”.

O chanceler nega que a operação de levar alimentos e medicamentos aos venezuelanos tenha qualquer razão intervencionista. Segundo ele, Nicolás Maduro usa o argumento de risco de interferência como “cortina”. Araújo salienta que “o conceito de não interferência não existe para isso. Existe para assegurar a cooperação, a estabilidade internacional e não para permitir que um regime ditatorial mate de fome seu povo”.

O chanceler ressaltou ainda que o Brasil e outros países agem em coordenação com o governo de Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional Venezuelana que se autodeclarou presidente encarregado da Venezuela.

“Nós estamos agindo em apoio ao governo legítimo da Venezuela, constitucional conforme ditames da Corte Suprema Venezuela, e que nós reconhecemos assim como dezena de países reconheceram. Isso é um esforço de apoio a um governo legítimo de um país amigo que se confronta com um regime ditatorial usurpador, com todos elementos de crueldade e de brutalidade contra o povo venezuelano”, explicou.

Ernesto Araújo acredita que as 200 toneladas de medicamentos e alimentos hoje guardadas em Boa Vista serão integralmente transportadas até a Venezuela. “Todo mundo está olhando para o que está acontecendo hoje nas fronteiras da Venezuela. A responsabilidade nossa é fazer parte de um processo que será um marco histórico de um começo de uma transição democrática pacífica”.

O chanceler brasileiro tem como perspectiva “uma nova relação com a Venezuela”. “No futuro, quando forem escrever a história, vão ter que dizer isso: ‘em poucos dias, um governo interino, com as dificuldades que a gente conhece, conseguiu distribuir o provimento da ajuda humanitária, como primeiro ato de mudança na Venezuela'”.

(Agência Brasil)

Governo informa que dois caminhões com ajuda entraram na Venezuela

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A Presidência da República divulgou nota oficial hoje (23) informando que dois caminhões com ajuda humanitária entraram em território venezuelano através da fronteira em Roraima. O governo brasileiro classifica a operação de exitosa e anunciou uma segunda fase de envio de suprimentos.

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, que esteve hoje em Pacaraima, junto à fronteira de Roraima com a Venezuela, anunciou o sucesso da entrada de um caminhão com suprimentos.

“A respeito da ajuda humanitária oferecida pelo Brasil ao povo da Venezuela, a Presidência da República informa que a participação do governo brasileiro foi exitosa em reunir e transportar as doações até o destino de distribuição. Os dois primeiros caminhões enviados pelo Brasil cruzaram a fronteira, adentrando o país vizinho, sem incidentes na travessia”, diz o texto.

Os dois caminhões com alimentos e remédios, com placas e motoristas venezuelanos, partiram na manhã deste sábado, percorrendo os 214 quilômetros até Pacaraima.

O comunicado destacou a participação do governo de Roraima na operação e disse que o efetivo da Operação Acolhida, montada para receber migrantes venezuelanos que cruzam a fronteira, foi triplicado de tamanho, incluindo a equipe médica.

“O governo brasileiro confia na solução da questão, certo de que os líderes daquele país terão a sensibilidade de atenuar as condições de vulnerabilidade as quais estão submetidos nossos irmãos venezuelanos”, concluiu o texto.

(Agência Brasil)

Brasil, Venezuela e o mais profundo fracasso de uma perigosa aventura

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Com o título “Mais rotundo fracasso de uma perigosa aventura”, eis artigo de Pedro Albuquerque, professor universitário e sociólogo. Ele comenta o ingresso do Brasil nessa briga dos EUA com a Venezuela. Confira:

Um rotundo fracasso essa aventura na qual quiseram meter o Brasil. Cometemos o erro de reconhecer um “presidente autoproclamado”. Isso é um precedente perigoso que amanhã pode se voltar contra nossas próprias instituições, contra nossos governantes eleitos, sejam estes quais forem. Aliás, cada vez que Trump age no conflito venezuelano, mais fortalece Maduro. Esse barulho todo para mobilizar apenas 10 caminhões do lado colombiano e 2 apenas do lado do Brasil! O mais rotundo fracasso.

O objetivo de Trump e seus subordinados de Chile, Paraguai e Colômbia era criar na nossa região um foco de resistência sob o pretexto de ajuda humanitária que, se não contido, logo se transformaria em resistência armada que passaria a receber apoio militar do Pentágono. Quiseram envolver o Brasil com respaldo nesse tresloucado ministro das relações exteriores que, para mim, perdeu as condições de continuar exercendo o cargo. As consequências para nosso país seriam quebrantar nossa soberania e nossa economia e nossa integração nacional. O passo seguinte seria o controle da Amazônia, transformá-la em zona de governança internacional sob a influência direta do Pentágono. Os militares brasileiros têm consciência desse perigo.

Felizmente, não prevaleceu o devaneio do ministro e o presidente Bolsonaro se submeteu à sensatez dos generais ao seu redor e dos comandantes das três Forças. Aliás, não é só sensatez. É posição histórica na nossa diplomacia: nossa diplomacia é de paz e cooperação, especialmente na relação com nossos países irmãos. O Brasil não transpassará a fronteira, “não vai fazer nenhuma ação agressiva contra a Venezuela”, disse o general Augusto Heleno, ministro do gabinete de segurança institucional.

Mas, o espírito governista de parte da militância bem que ensaiou apoio à aventura (o governismo é uma praga em qualquer governo de qualquer matiz ideológico, prejudicou Dilma e ameaça prejudicar Bolsonaro; o governismo é a militância que bate sempre palmas para tudo o que o governo fizer, desde que não prejudique seus próprios interesses).

Isso não significa apoio a Maduro. Significa consciência institucional e respeito à soberania de cada país. Também não significa indiferença à violação de direitos humanos. Mas, a defesa destes quando se trata de outros países deve passar pelos meios diplomáticos que carreguem ventos de negociação e de paz, não o gosto amargo da pólvora sob o nome de ajuda humanitária.

O Brasil, a despeito do erro de reconhecer um “presidente” sem legitimidade, pode emergir como o único país que pode entrar numa relação de negociação para a solução do conflito venezuelano, conflito que não está resolvido com essa derrota da aventura Trump-Guaidó e seus pontas de lança no continente. E essa negociação não pode passar ao largo do governo legalmente instituído da Venezuela nem desconhecer as oposições não aventureiras. Mas, agora, Maduro ressurge mais fortalecido.As aventuras dão nisso, produzem efeitos diametralmente opostos aos objetivos que almejavam. Perdem Guaidó e a oposição aventureira, os presidentes da Colômbia, do Chile e do Paraguai. Ganha a institucionalidade e fracassa o golpe com a mais clara subserviência a interesses externos. A derrota de Trump nesse episódio significa a salvaguarda da Amazônia.

*Pedro Albuquerque,

Sociólogo e professor universitário.

3 a 0 – Atlético goleia Horizonte e se firma no G4 do Estadual

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O Atlético goleou o Horizonte, na tarde deste sábado (23), por 3 a 0, no estádio Domingão, pela quarta rodada da segunda fase do Campeonato Estadual. Valdo Bacabal abriu o placar, aos 14 minutos do primeiro tempo, enquanto Tairone, aos 23 minutos, e Zizu, 39 minutos, ambos na segunda etapa, completaram a vitória.

Com o resultado, o Atlético chega a sete pontos, a mesma pontuação de Fortaleza e Ferroviário, que na quinta-feira (21) abriram a rodada, em uma partida sem gols.

A rodada será completada neste domingo (24), com Guarany de Sobral x Floresta e Barbalha x Ceará.

(Foto: Reprodução)

Dr. Eron destaca avanços na Saúde na gestão Roberto Cláudio

Ex-diretor do Gonzaguinha da Messejana, o médico e vereador Dr. Eron (PP) destacou nesta semana os avanços na área da Saúde na gestão do prefeito Roberto Cláudio (PDT), também médico.

Em pronunciamento no plenário da Câmara Municipal de Fortaleza, Dr. Eron lembrou as conquistas do Gonzaguinha de Messejana, por meio do Prêmio Ceará Gestão Pública, que elevou o hospital à categoria de referência em Fortaleza no atendimento à gestante.

O vereador também destacou o empenho de Roberto Cláudio na questão dos medicamentos, além de reformas em postos de saúde e implantação das UPAs.

(Foto: Divulgação)

Roberto Cláudio entrega urbanização da Lagoa do Ipec

A urbanização do calçadão da Lagoa do Ipec, na Cidade dos Funcionários, foi entregue neste sábado (23), pelo prefeito Roberto Cláudio, em um investimento de R$ 203 mil. A obra recebeu intervenções de infraestrutura, melhorias urbanísticas, espaços para maior socialização e caminhadas.

Com o projeto de requalificação do passeio, foram feitos ainda a substituição do meio fio, a construção de ampla calçada com mobiliários urbanos e o piso intertravado e atenção voltada à acessibilidade, além de serviços de capinação e
limpeza da região, plantio de grama e árvores diversas.

A iniciativa atendeu a uma demanda da comunidade. Ao longo dos 120 metros do calçadão, foram executadas, também, melhorias voltadas à iluminação e à arborização.

(Foto: Divulgação)

Tribunal de Ética e Disciplina tem posse concorrida em 86 anos de OAB/CE

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Pela primeira vez, em 86 anos de OAB/CE, uma posse dos conselheiros do Tribunal de Ética e Disciplina nunca foi tão concorrida. A solenidade ocorreu na quinta-feira (21), no auditório do Conselho, na Sede da Seccional.

Dentre suas atribuições estão julgar processos disciplinares, conciliar e julgar representação de advogado contra advogado, orientar e aconselhar sobre a ética profissional, responder a consultas, mediar e conciliar nas questões que envolvam partilha de honorários quando da dissolução da sociedade de advogados e promover a ética profissional de advogados em todo o Estado do Ceará.

Tendo à frente o advogado Josué Lima, o Tribunal dará continuidade às investigações das supostas venda de liminares.

(Foto: )

A crise na Venezuela e o papel do Brasil

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Editorial do O POVO deste sábado (23) avalia a preocupante situação na Venezuela. Confira:

A crise na Venezuela ganhou contornos preocupantes nas últimas horas. A escalada de tensões culminou na morte de dois civis e 22 feridos, em região próxima à fronteira do país com o Brasil, fechada desde a noite da última quinta-feira. Segundo relatos de entidades de direitos humanos, tropas oficiais dispararam contra indígenas que tentavam impedir a passagem de comboio militar.

O episódio é sintomático da situação do ditador Nicolás Maduro, que, para manter-se no poder, tem recorrido cada vez mais ao único segmento no qual ainda encontra guarida: as forças de segurança, cuja cúpula o apoia.

Nesse cenário de incertezas no continente, o Palácio do Planalto acertou ao manter o envio de 200 toneladas de alimentos e medicamentos para os venezuelanos. A previsão é de que o carregamento seja entregue a partir da manhã deste sábado. Nada indica, porém, que os dois mil quilômetros de fronteiras estarão abertos. Nessa hipótese, os caminhões terão de retornar a Boa Vista, capital de Roraima, e a crise, que já é grave, pode se tornar aguda.

Sobretudo porque essa é hoje a principal estratégia de Maduro: entrincheirar-se em seu território, cortando fluxo com vizinhos e forçando a população a um estado crescente de pauperização. Ainda que o ditador logre êxito a curto prazo, porém, evitando a entrada de ajuda estrangeira pelas divisas de Brasil e Colômbia, sua situação é política e socialmente frágil.

Reconhecido como presidente interino por 50 países, entre os quais o Brasil, o opositor Juan Guaidó conduz as tentativas de abastecimento das populações mais carentes. O líder tem um trunfo: mesmo que saia derrotado, e as fronteiras permaneçam fechadas, o mundo terá testemunhado a truculência do regime de Maduro.

O Brasil tem papel fundamental na solução definitiva desse impasse, cuja resposta implica necessariamente distensão política, com a liberação das estradas que ligam os países; o descarte imediato do emprego das forças armadas brasileiras, colombianas ou norte-americana; a permissão a que agentes neutros façam a distribuição de insumos pelos quais famintos e doentes aguardam; e, finalmente, a retomada de uma consulta à população para a escolha democrática de seu novo mandatário.

Sem isso, os esforços das nações americanas serão insuficientes, e o povo venezuelano continuará a sofrer.

Bailes de Máscaras animam foliões no Teatro São José neste fim de semana

Os bailes de máscaras estão de volta a Fortaleza, no melhor estilo da tradição carnavalesca. É o que garante a Prefeitura de Fortaleza, que neste sábado (23) e domingo (24) realiza no Teatro São José, no Centro, a programação do Ciclo Carnavalesco 2019. A entrada é gratuita.

Neste sábado, a partor das 17 horas, a animação fica por conta de Pantico Rocha Convida, Bloco do Vinil, com Leo Teruz e Mychel Castro, e Orquestra Típica “Carnaval D’aquele Tempo”.

No domingo, no mesmo horário. é a vez da criançada, com o Bailinho de Máscaras Infantil, que terá apresentações da Banda Dona Zefinha, com o “Baile dos Bufões”, e da banda Só Alegria.

“A ideia é resgatar os bailes de antigamente. O Teatro tem essa conotação, toda a parte externa receberá toda uma decoração carnavalesca, com mesas, cadeiras, bandas, espaço para dançar, bailar. A programação é gratuita e aberta ao público. Nosso intuito é de que as pessoas possam ir para a programação relembrar os carnavais de antigamente, onde as famílias iam inteiras e todos dançavam ao som das marchinhas”, destaca a secretária Executiva da Cultura de Fortaleza, Paola Braga.

(Foto: Arquivo)

Guaidó e Duque apelam a militares venezuelanos: “fiquem do lado certo”

Em pronunciamento conjunto na fronteira da Colômbia com a Venezuela, o presidente colombiano, Ivan Duque, e o autoproclamando presidente interino venezuelano, Juan Guaidó, apelaram às Forças Armadas venezuelanas, fieis a Nicolás Maduro, para que desertem e “fiquem do lado certo da história”.

Pouco depois do pronunciamento, dez caminhões com ajuda humanitária se dirigiram para a fronteira da Colômbia com o objetivo de atravessá-la. Imagens de TV a partir de Ureña, no lado venezuelano, mostram os militares dispersando manifestantes com gás lacrimogêneo e uso da força.

A partir de Cúcuta, no lado colombiano da fronteira, onde disse ter chegado ontem (22) com o auxílio de militares, Guaidó comemorou neste sábado a deserção de quatro soldados venezuelanos. Três militares atravessaram a Ponte Internacional Simón Bolívar em dois tanques e entregaram-se aos militares da Colômbia. Um quarto militar atravessou a Ponte Santander que liga Ureña (Venezuela) a El Escobal.

“Um apelo muito claro às Forças Armadas. Bem-vindos ao lado certo da história. Bem-vindos os militares que hoje estão do lado da Constituição. Há uma amostra clara de hoje com esses quatro soldados que as anistias e as garantias são um fato para todos esses militares que estão dispostos a receber e a ajudar a Venezuela e a respeitar a nossa Constituição”, disse Guaidó.

Guaidó também pediu aos chavistas de toda Venezuela para “se reencontrar” com o restante do país e ajudem a entrada de toneladas de itens de ajuda humanitária no país.

“Pedimos para as Forças Armadas da Venezuela que se posicionem do lado correto da história e recebam a seus irmãos que estão levando ajuda humanitária para atender ao povo da Venezuela”, disse o presidente da Colômbia, Ivan Duque.

(Agência Brasil)

Açude Maranguapinho está sangrando

O Maranguapinho, reservatório na Região Metropolitana de Fortaleza, atingiu 100% da capacidade neste sábado, 23. Com isso, são quatro os açudes atualmente sangrando no Ceará. Além do Maranguapinho (Maranguape), estão cheios o Tijuquinha (Baturité), o Germinal (Palmácia) e o São José I (Boa Viagem).

A barragem Tijuquinha sangrou no dia 19 de fevereiro (Foto: Fabio Lima/O POVO)
A barragem Tijuquinha sangrou no dia 19 de fevereiro (Foto: Fabio Lima/O POVO) (Foto: FABIO LIMA)

Segundo o Portal Hidrológico do Estado, outros quatro açudes estão com volume acima de 90% – incluindo o Cocó, que chegou a sangrar no dia 8 de fevereiro e hoje tem 99,97%. Outros 103 têm menos de 30% da capacidade.
Leia também: Veja imagens dos açudes Tijuquinha, Germinal, Cocó e São José I

O portal compartilha informações dos 155 reservatórios monitorados no Ceará. O volume total do Estado é de 10,7%.

Na última semana (entre 16 e 22 de fevereiro), houve aporte de água em 117 açudes do Ceará. O aumento do volume armazenado foi de 35.773.396 m³ de água.

(O POVO Online)

Médica e escritora Vanessa Gomes lança biografia do pai e advogado Neuzemar neste sábado

A médica e escritora Vanessa Gomes de Moraes lança neste sábado (22), a partir das 14 horas, no Café Patriota, a biografia de seu pai e advogado Neuzemar Gomes de Moraes – Um exemplo de vida.

Em uma história de superação, Neuzemar Gomes nasceu em plena Floresta Amazônica e cresceu na seca do sertão nordestino. Agricultor e semi-analfabeto até os 18 anos, decidiu mudar sua trajetória de vida, ao estudar e tornar-se advogado.

O livro não estará à venda, mas os interessados poderão adquirir um exemplar por uma lata de leite em pó, que será doada ao Lar Amigos de Jesus.

Mulheres necessárias, mas indesejáveis

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Em artigo no O POVO deste sábado (22), a advogada Juliana Diniz, Doutora em Direito e professora da UFC, avalia situação de mulheres usadas na política para financiar candidaturas, como o caso de candidata do PSL, que obteve 274 votos, apesar de ter recebido R$ 400 mil para a campanha. Confira:

A suspeita do uso de candidaturas laranjas para desvio de recursos nas últimas eleições rendeu a queda do primeiro ministro do governo e reacendeu o debate sobre representatividade feminina. Depois de cruzar dados da Justiça Eleitoral, o jornal Folha de S. Paulo identificou pelo menos 53 candidatos de vários partidos que receberam quantias superiores a 100 mil reais provenientes do fundo eleitoral sem que o resultado nas urnas tenha sido expressivo. Desses 53 nomes, 49 eram mulheres.

Luciano Bivar, presidente nacional do PSL, partido do presidente, foi interpelado sobre o caso da candidata de seu partido que obteve ínfimos 274 votos, apesar de ter recebido o terceiro maior repasse nacional da sigla, 400 mil reais. Declarando-se a favor do fim da cota de gênero, Bivar explicou ao jornal que o insucesso da candidata se devia à falta de vocação biológica: ‘a política não é muito da mulher’. O escândalo trouxe a suspeita de que partidos estariam burlando duplamente a legislação: candidaturas femininas de fachada estariam sendo utilizadas para desviar recursos do fundo destinado ao financiamento público de campanhas.

Desde que alcançaram o acesso ao ensino superior, mulheres têm articulado um pensamento sobre sua condição e buscado o reconhecimento de direitos que assegurem sua autonomia. Conquistas formais importantes começaram a despontar quando a mulher, além de garantir o direito ao voto, passou a frequentar as universidades e construir um discurso emancipatório capaz de orientar a ação política. Os direitos reprodutivos sobre a contracepção, a garantia legal de isonomia salarial e a regulamentação do divórcio surgem nesse contexto.

Celebrada como avanço, a cota de gênero, que exige dos partidos um mínimo de candidaturas femininas, tem sido esvaziada de sua efetividade, e não só pela fraude. A organização histórica dos partidos cria obstáculos à formação de lideranças femininas competitivas. Por isso, é importante situar no campo da disputa de gênero a perda de Marielle Franco, uma mulher que, apesar das dificuldades sistêmicas, alcançou um protagonismo promissor. A execução da vereadora por sua atividade política revelou brutalmente o abismo que falta transpor para transformação cultural de uma sociedade que ainda trata a presença feminina na política como um fato desestabilizador e, por isso, perigosamente indesejável.

Juliana Diniz

Doutora em Direito e professora da UFC

São Gonçalo do Amarante tem chuva de 132 milímetros

O município de São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza, registrou nas últimas horas uma chuva de 132 milímetros, a maior entre as 79 cidades cearenses com precipitações neste sábado (23), segundo dados apresentados pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), há cerca de
meia hora.

Além de São Gonçalo, também registraram fortes chuvas os municípios de Acaraú (85.3 mm), Cruz (80 mm), Pacatuba (58.6 mm), Caucaia (53 mm), Bela Cruz (51 mm), Pacajus (51 mm), Independência (45 mm) e Quixadá 43 mm).

(Foto: Funceme)

Apego ao poder é uma doença fatal

 

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (23), pelo jornalista Érico Firmo:

A Venezuela foi conduzida a impasse tal que, infelizmente, será difícil saída sem sangue. Que coisa triste é o apego ao poder. O País mergulhou em crise aparentemente insolúvel no horizonte próximo e sem muita dor. Gente já foi morta pelo governo. Indígenas, inclusive. Não há desculpa, não há justificativa. Não importa quão justo, correto e necessário um governante se julgue para o próprio país – tais autoavaliações são em regra equivocadas – nada justifica segurar-se ao cargo a preço tão alto.

Também não faz sentido, a pretexto de ajuda humanitária, atiçar o confronto. O cenário de tensão estava dado e aumentou com o envio do socorro internacional. Nem entro na discussão das intenções. O resultado do envio de ajuda pode ser piorar a situação ao invés de melhorar. Não tem pé nem cabeça.

Mas, a situação da Venezuela não chegou de agora ao beco sem saída. O esgotamento se evidenciou há muito. Desconheço experiências políticas exitosas decorrentes da perpetuação no poder. A manutenção continuada no cargo por longos períodos invariavelmente conduz a vício, desgaste, decadência. Imaginar que determinado governante, partido ou grupo não pode deixar o governo pelo bem do país é um delírio narcisista. Definitivamente, o que ocorre na Venezuela não é o melhor para o País. Muitas vezes, a tentativa de perpetuação é apenas apego ao poder puro e simples. No caso de Nicolás Maduro, obviamente que isso está presente. Mas, a impressão é de que ele realmente se acredita imprescindível. Passa a imagem de que, tal qual Hugo Chávez, só sairá de lá morto.

O culto à personalidade leva à ideia de que determinado grupo é o único capaz de tocar os destinos de um governo. O personalismo ocorreu com Hugo Chávez e, no Brasil, ocorreu também com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, agora, com Jair Bolsonaro (PSL). São governos centrados em personalidades carismáticas, cujos defeitos não são enxergados por seus seguidores.

A postura brasileira até aqui é de evitar o uso da força. É racional e sensato que assim seja. Caso o governo venezuelano seja derrubado por intervenção externa, haverá derramamento de sangue e o país se tornará foco de instabilidade ainda maior do que é hoje. Donald Trump já disse que invadir a Venezuela “com certeza é uma opção”. Porém, o País não está na fronteira com os Estados Unidos. Para o Brasil, mesmo sem se envolver, uma intervenção na Venezuela teria consequências graves e de longo prazo. Seria algo capaz de trazer instabilidade a toda a América do Sul. Não à toa, a situação vem sendo apontada como uma potencial pequena Síria aqui ao lado. Ao Brasil não basta não invadir. Interessa e muito atuar para que outros países também não realizem ação militar aqui ao lado.

O mais complexo na situação venezuelana é que, por um lado, o governo se inviabiliza, está desgastado e se segura muito em função do apoio das Forças Armadas. Porém, o fato é que ainda há parcela significativa da população que segue chavista. Apesar de tudo, ainda existe apoio popular. Por outro lado, a oposição cresce, tem apoio e comanda gigantescos atos. Tem muita força. Porém, não parece haver mediação possível entre um lado e outro. O fosso se aprofunda. Não há perspectiva de alguém capaz de conduzir o conjunto.

Do ponto de vista internacional, organismos multilaterais estão enfraquecidos, caso da ONU. O Brasil seria o mais natural mediador, pela posição na América do Sul. Mas, o governo Bolsonaro queimou as pontes antes mesmo da posse.

O País tem errado seguidamente sobre a Venezuela, pela atuação apaixonada e ideologizada. Em diplomacia, isso é sempre um perigo. O PT se alinhou ao governo chavista. Bolsonaro aderiu às fileiras oposicionistas. Nem um caminho nem outro sobre um país vizinho é adequado para quem está no governo brasileiro. Sobretudo um país em tamanha convulsão. Os caminhos adotados antes pelo PT e agora por Bolsonaro fragilizaram a posição diplomática brasileira.

Plenário pode votar projeto que tipifica crime de assédio moral no trabalho

O projeto de lei que tipifica o crime de assédio moral no trabalho é o destaque do Plenário da Câmara dos Deputados nesta última semana de fevereiro. O Projeto de Lei 4742/01, do ex-deputado Marcos de Jesus, inclui o novo crime no Código Penal. Os deputados farão sessões na segunda-feira (25).

Será analisado o substitutivo aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) em 2002, que caracteriza o crime de assédio moral no trabalho como depreciar sem justa causa, de qualquer forma e reiteradamente, a imagem ou o desempenho de servidor público ou empregado em razão de subordinação hierárquica funcional ou laboral.

A tipificação inclui ainda como crime o fato de tratar o funcionário com vigor excessivo, colocando em risco ou afetando sua saúde física ou psíquica. A pena proposta é de detenção de um a dois anos.

(Agência Câmara Notícias)