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Bolsa de Xangai tem queda de 8%

“A bolsa de Xangai, na China, registrou hoje (24) perdas superiores a 8%, aproximadamente meia hora depois da abertura da sessão, tendência seguida nas praças de Hong Kong e de Tóquio.

A bolsa de Hong Kong, território autônomo que pertence à China, encerrou a sessão de hoje em baixa de 5,17%, a segunda maior queda do ano, arrastada pelas perdas na praça financeira de Xangai. A bolsa de Shenzhen, segunda praça financeira da China, também teve queda de 7,17%.

Em Tóquio, Japão, depois de ter aberto em queda de 1,81%, o Nikkei teve baixa de 3,21% no meio da sessão de hoje. O índice de referência da antiga de Hong Kong, o Hang Seng, recuou hoje 1.158,05 pontos (5,17%). Foi a segunda maior queda do índice no ano.

A desaceleração das bolsas asiáticas continua consolidando a tendência de descida do preço do petróleo que, esta manhã, chegou a 44,28 dólares no mercado de Londres, próximo do mínimo registado em março de 2009.”

(Agência Lusa)

Líderes religiosos debate mudanças climáticas no Rio

“Lideranças nacionais e estrangeiras de 12 comunidades religiosas se reúnem na próxima terça-feira (25), no Rio de Janeiro, para debater mudanças climáticas e seus efeitos sobre a humanidade. Durante o Encontro Internacional Fé no Clima, cada liderança abordará os fundamentos sagrados de sua religião sobre a relação do ser humano com o planeta, bem como a criação e as ações concretas que cada religião adota para a proteção do meio ambiente ou o enfrentamento das mudanças climáticas, disse a coordenadora do projeto, antropóloga Maria Rita Villela, pesquisadora do Instituto de Estudos da Religião (Iser).

De caráter multirreligioso, o encontro resultará na assinatura da Declaração Fé no Clima, por todos os líderes religiosos. A versão final será encaminhada à presidenta Dilma Rousseff e à ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

O documento pretende ser uma contribuição informal do segmento religioso brasileiro à 21ª Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP21), que ocorrerá em dezembro, em Paris, na França. “A gente vai, pelo menos, posicionar esse grupo de religiões, mostrando nosso esforço, e colocar as preocupações centrais em uma linguagem comum, de acesso fácil por todos os cidadãos”, disse Maria Rita. O evento é promovido pelo Iser em parceria com a organização Gestão de Interesse Público.

As diversas contribuições religiosas serão revistas durante o evento Aldeia Sagrada, programado para o período de 1º a 3 de outubro, na sede do Viva Rio, na capital do estado. A aldeia foi criada por uma rede interreligiosa durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, conhecida mundialmente como Rio92. Seu objetivo, segundo Maria Rita Villela, é “manter acesa a chama do desenvolvimento espiritual com a questão ecológica”. O tema deste ano da Aldeia Sagrada é sobre mudanças climáticas.”

(Agência Braasil)

PPS nacional abre portas para Heitor Férrer e deixa comando local de saia justa

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O presidente regional do PPS, Alexandre Pereira, afirmou, nesta segunda-feira, que o deputado estadual Heitor Férrer (PDT) é nome que qualquer partido desejaria em seus quadros.

Pereira fez questão de informar que Heitor já foi convidado pelo presidente nacional do PPS, Roberto Freire, para ingressar na legenda, no que o partido espera resposta.

Mas Alexandre Pereira fez questão de lembrar que hoje o PPS apoia a reeleição do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio.

Ele admite, no entanto, que se Heitor vier mesmo para a legenda, o cenário político deverá passar por amplas discussões.

DETALHE – Alexandre Pereira é o coordenador de Parcerias Público-Privadas da Prefeitura de Fortaleza.

Governo pode rever previsão do salário mínimo 2016

A presidente Dilma Rousseff se reuniu, no domingo (23), com os ministros do Planejamento, Nelson Barbosa, e com o titular da Casa Civil, Aloizio Mercadante, no Palácio da Alvorada, em Brasília. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, está em Washington (Estados Unidos) em agenda particular. A informação é do G1.

A reunião com os dois ministros, que fazem parte da junta de execução orçamentária, aconteceu em uma semana que o governo tem de fechar a proposta de orçamento de 2016 – que tem de ser enviada ao Congresso Nacional até 31 de agosto. Também participaram encontro o secretário do Tesouro Nacional, Marcelo Saintive, o chefe da Receita Federal, Jorge Rachid, e o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Dyogo de Oliveira, entre outros. Ao fim da reunião, as autoridades não falaram com a imprensa.

Para o salário mínimo, a previsão do governo estava, em maio, em R$ 855 para o ano que vem, o que representaria um aumento de R$ 67. Este valor poderá ser novamente ajustado, com base na fórmula em vigor para a correção do salário mínimo. Atualmente, o mínimo, que serve de referência para mais 46 milhões de pessoas no Brasil, está em R$ 788.

A correção do salário mínimo é definida pela variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), índice de inflação calculado pelo IBGE, do ano anterior ao reajuste, somada ao aumento do PIB de dois anos antes, o que proporciona ganhos reais – acima da inflação – para os assalariados, mas somente se o PIB tiver crescimento. Essa fórmula vale até 2019.

Caravana de padres do Ceará participará do “Nordestão de Presbíteros”

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Seminarista Maciel e padres João Batista, Gilson e Carlos Alberto.

Uma caravana formadas por 35 padres cearenses embarcou, nesta segunda-feira, para São Luís (MA). Ali, participarão do Nordestão de Presbíteros, que vai se estender até a próxima sexta-feira.

De acordo com o padre Gilson Soares, à frente do grupo, o encontro terá como tema “Presbíteros do Nordeste anunciando a alegria do Evangelho”, baseado  numa das enciclias do Papa Francisco.

(Foto – Paulo MOsKa)

Dilma Rousseff vem ao Ceará na sexta-feira

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foto dilma positivo

Da Coluna Vertical, no O POVO desta segunda-feira (24):

A presidente Dilma Rousseff deve cumprir agenda na sexta-feira (28) no Ceará. No roteiro, Fortaleza, Caucaia e a Região do Cariri. A informação chegou da Presidência da República para o Governo do Estado e foi repassada também pelo líder do Governo na Câmara Federal, José Nobre Guimarães (PT).

Na programação, um projeto do Minha Casa, Minha Vida entrega de equipamento social e visita a trecho da Ferrovia Transnordestina. Antes, ela deve cumprir agenda na Bahia. “A Presidente quer dialogar com o País e mostrar que o Brasil tem governo e que estamos fazendo todo o esforço pela retomada do crescimento da economia”, acentua Guimarães.

Bom lembrar que Dilma, vitoriosa com mais de 70% na maioria dos Estados do Nordeste, perdeu popularidade também nessa região, com índice abaixo de 20%.

Fortaleza perde a liderança do Grupo A, após Vila golear o Icasa

Após liderar o Grupo A da Série C, desde a primeira rodada da competição, o Fortaleza foi superado pelo Vila Nova/GO, na noite desse domingo (23), depois que a equipe goiana goleou o Icasa, por 3 a 0, em pleno estádio Romeirão. O Fortaleza havia perdido para o ASA, em Arapiraca, por 1 a 0, no sábado (22), na abertura da 13ª rodada.

O resultado também deixou o Icasa em situação complicada, que na noite desta segunda-feira (24) terá que torcer por uma vitória do Botafogo/PB, diante do Cuiabá, na capital mato-grossense, para ainda manter chances de fugir da zona de rebaixamento.

Deputado do Pros já participa de encontro do PDT

foto pdt e sérgio aguiar

Sérgio Aguiar (camisa listrada vermelha)

O deputado Sérgio Aguiar (Pros) participou nesse fim de semana, em Beberibe, no Litoral Leste do Ceará, da Convenção Municipal do PDT, que teve à frente do presidente regional do PDT, deputado federal André Figueiredo.

O grupo político do Pros, liderado pelos irmãos Ciro e Cid Gomes, deverá ingressar no PDT no próximo mês.

Cunha tem arsenal de pautas-bomba, entre elas uma do então ministro Cid Gomes

foto cid gomes governador

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pode causar um estrago nas contas públicas, caso lance em Plenário os projetos da chamada “pauta-bomba” – matérias que, prontas para votação, causam forte impacto orçamentário e deixam o governo em situação difícil em épocas de ajuste fiscal. Denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF), na última quinta-feira (20), como investigado na Operação Lava Jato, Cunha tem à disposição contra o Planalto, a quem atribui a denúncia, projetos de lei, propostas de emenda à Constituição (PECs) e até 12 pedidos de impeachment da presidenta Dilma Rousseff à espera de deliberação.

Segundo reportagem do jornal O Globo, entre as matérias explosivas prontas para este segundo semestre legislativo estão propostas relativas ao pacto federativo, que aumenta os gastos da União. Às vésperas das eleições municipais de 2016, diz o jornal, o governo tem uma base aliada “enfraquecida” e terá de coibir o ímpeto de deputados com intenção de fazer caridade a estados e municípios.

“O Cid Gomes, quando era ministro da Educação, aumentou o piso do magistério. Quem paga a conta são os estados e municípios – é a União fazendo bonito com chapéu alheio. Não sou o malvado da União, sou o bonzinho dos municípios e dos estados”, gracejou um dos mais fiéis aliados de Cunha, deputado André Moura (PSC-SE), que esteve ao lado de Cunha no dia em que o colega rompeu com o governo. Líder de seu partido na Câmara, Moura foi escalado para relatar as matérias relacionadas ao pacto federativo.

Uma delas, a PEC 172, veda a criação de despesas para estados e municípios sem que a fonte de custeio esteja definida. Leal à artilharia de Cunha, oposicionista declarado desde 17 de julho, Moura apresentou relatório sobre a proposta na última terça-feira (18), deixando claro que caberia à União a absorção do impacto financeiro. “Do jeito que está, é uma bomba fiscal seletiva. Preserva estados e municípios, mas inexplicavelmente exclui a União”, reclamou o vice-líder do governo na Câmara, Orlando Silva (PC do B-SP), segundo a reportagem.

Além da extensa pauta de votações indesejadas pelo governo, Cunha conta com a prerrogativa de dar consecução a pedidos formais de impeachment contra Dilma. Como este site mostrou em primeira mão, no dia em que o peemedebista anunciou o rompimento com o governo,

(Congresso em Foco)

Cinema do Ceará começa a gravar nesta segunda-feira a história de Dragão do Mar

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foto filme dragão do mar

O cinema cearense começa a gravar nesta segunda-feira (24) o primeiro longa-metragem de produção local. Atores da Sociedade Cearense Libertadora irão contar a história de Chico da Matilde, o Dragão do Mar, líder jangadeiro que teve participação ativa no Movimento Abolicionista no Ceará.

foto filme camilo dragão do mar

Entre os atores cearenses estão Raffael Barroso, Roberto Salles Moreyra, Ravi Ramier, Camilo Vidal, Mauricio Campos Teixeira, John White, Roberto Kwéngwè, Thiago Camelo, André Campos, Rafael Lucena, Nilo Tabosa e Steven Primeiro. As filmagens serão rodadas em alguns municípios, entre eles Redenção e Icapuí.

Ceará, enfim, age como time grande e vira placar com dois gols no fim do jogo

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Após estar perdendo para o Paraná Clube, até os 44 minutos do segundo tempo, o Ceará virou a partida com dois gols, na tarde deste domingo (23), na Arena Castelão, e deixou a lanterna da Série B do Campeonato Brasileiro. Com o placar de 4 a 3, o Vozão também conquistou a primeira vitória na Arena Castelão, na atual temporada da Série B.

O Ceará abriu o placar aos cinco minutos de partida, com Júlio César. O Paraná empatou aos 14 minutos, com Carlão. Mas o Vozão encerrou a primeira etapa à frente do placar com um gol de Victor Luís, aos 30 minutos.

No segundo tempo, o Paraná virou o placar, com dois gols de Carlão, aos cinco e 24 minutos. Quando a torcida já deixava o estádio, o Ceará buscou a vitória com gols de Fabinho e Rafael Costa, aos 44 e 46 minutos, respectivamente.

O Ceará volta a campo, no sábado (29), em Goiânia, contra o Atlético.

Plenário do Senado deve começar votação da Agenda Brasil

Com a aprovação do projeto de lei que reduz as desonerações concedidas pelo governo a 56 setores da economia, o Plenário do Senado deve começar a se debruçar na apreciação da chamada Agenda Brasil.

Um dos projetos que já pode entrar em votação é o que trata da repatriação de ativos financeiros e bens patrimoniais do exterior de autoria do senador Randolfe Rodrigues (Psol-AP). “Queremos votar a Agenda Brasil. O projeto da repatriação está amadurecendo para ser votado”, declarou o senador Romero Jucá (PMDB-RR).

O projeto de Lei do Senado (PLS 298/15) diz que os brasileiros que têm conta ou bens no exterior, não declarados à Receita Federal, terão o prazo de 120 dias para declarar os valores mediante o pagamento da alíquota de 17,5% do Imposto de Renda, mais multa de 100% sobre o imposto apurado.

O relator Delcídio Amaral (PT-MS) já afirmou que quer evitar que a iniciativa facilite a entrada de dinheiro proveniente de corrupção e de outros crimes. Segundo ele, o texto do projeto “vai trazer regras claras para separar o dinheiro bom e o dinheiro ruim”.

(Agência Brasil)

Escravos de uma fatura impagável

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Da Coluna Menu Político, no O POVO deste domingo (23), pelo jornalista Plínio Bortolotti:

No artigo da semana passada, “A concentração de renda e o descaminho do PT”, comentei que a mudança no Imposto de Renda foi uma das reformas que o Partido dos Trabalhadores ficou devendo ao seu distinto público. O leitor Haroldo Barbosa me alertou, via Twitter, que além da concentração de renda, havia o “esquema da dívida pública”. Verdade.

A dívida tem origem quando um governo, para ampliar a sua receita, lança títulos públicos, sob a promessa de resgatá-los, com juros, de quem adquiri-los, predominantemente grandes bancos. Seria uma prática normal se o negócio não chegasse ao ponto de o “credor” transformar governos em escravos de uma dívida impagável.

Ex-auditora da Receita Federal, Maria Lucia Fattorelli, fundadora do movimento Auditoria Cidadã da Dívida, diz que existe um “sistema da dívida”. “O que deveria ser para complementar os recursos em benefício de todos, (é utilizado) como o veículo para desviar recursos públicos em direção ao sistema financeiro”. Fattorelli diz que o “esquema” se repete qualquer lugar do mundo. Ela sabe o que diz, pois auditou a dívida da Grécia.

Para pagar essa dívida o governo precisa fazer com que suas despesas sejam menores do que a receita. E faz isso apelando para a “disciplina fiscal”, de modo a economizar para conseguir o “superávit primário”.

Portanto, quando você ouvir locutores de televisão afirmando ser necessário “disciplina fiscal” para criar o “superávit primário”, leia o seguinte: serão cortados recursos da saúde, da educação, da segurança, da infraestrutura – e benefícios sociais serão reduzidos, de modo a sobrar dinheiro para entregá-lo aos especuladores. Assim, os donos dos títulos da “dívida pública” acabam sendo os senhores do destino dos países.

Esses comentaristas, junto com os colunistas “de grife”, nunca vão contar a história toda: é de propósito para você não entender o malfeito. Usarão os termos cabalísticos, anotados acima entre aspas, e mais do dicionário do economês, para fazê-lo pensar que o assunto é somente para “especialistas”, que podem dar lições e aviar receitas. A você cabe aceitar que lhe metam a mão no bolso; que castiguem os mais pobres; e joguem o país na recessão, desde que os rentistas sejam pagos.

Para Fattorelli, do valor exorbitante que o governo paga aos credores, muito pouco se enquadra na “definição de dívida”, pois não se encontra o que a originou. Ela dá como exemplo a dívida do Equador, auditada por ela, da qual foram eliminados 70% da dívida em títulos, ou seja, o país pagava uma conta fictícia.

Segundo a auditora, “a dívida pública é um mega esquema de corrupção institucionalizado”. Diz ainda que não faz mais sentido falar em “dívida interna” e “dívida externa”, já que os grandes bancos não têm pátria.

Outro alerta de Fattorelli é que o Brasil vem emitindo títulos para pagar juros, que ela diz ser inconstitucional. Por isso, a dívida se tornou uma “bola de neve em escala exponencial, sem contrapartida” – da qual o país nunca se livrará.

Ou seja, é dinheiro jogado fora, ou melhor, injetado na cornucópia dos super-ricos: o 1% da população mundial que está dançando no convés do Titanic.

Créditos

Consultei para escrever o artigo a entrevista de Maria Lucia Fattorelli à Carta Capital: http://migre.me/rdEYr. Para o leitor Haroldo Barbosa, assessor do Sindfort (sindicato dos servidores municipais), a prefeitura de Fortaleza também caminha para o “endividamento indiscriminado”: http://migre.me/rdFke.

Advogado deverá assumir vaga na Assembleia Legislativa com licença de Carlomano

foto leonardo araújo advogado deputado

O advogado Leonardo Araújo, 38, deverá assumir pela primeira vez o cargo de deputado estadual, diante do pedido de licença médica do peemedebista Carlomano Marques, em outubro próximo. Neste domingo (23), o advogado esteve reunido com o ex-governador Gonzaga Mota e com o ex-deputado Antônio Câmara, mas afirma em sua página no Facebook que tratou de diversos assuntos e “um pouco de política”.

Natural de Parambu, a 400 quilômetros de Fortaleza, o peemedebista Leonardo Araújo poderá ser o quinto parlamentar na Assembleia Legislativa da Região dos Inhamuns.

Ministro diz que pedido de investigação das contas de 2014 será questionado no TSE

A decisão do ministro Gilmar Mendes de pedir que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal investiguem eventuais crimes cometidos na prestação de contas do PT na campanha presidencial de 2014 será devidamente questionada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), informou, por meio de nota, o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva.

Edinho lembra que a decisão se refere ao processo de prestação de contas da campanha da reeleição da presidenta Dilma Rousseff aprovada pelo plenário do TSE em dezembro do ano passado.

O ministro da Secretaria de Comunicação afirmou ainda que “que todos os recursos financeiros utilizados na campanha da presidenta Dilma Rousseff foram arrecadados de forma absolutamente legal e lícita. As contas de campanha da presidenta Dilma foram aprovadas por unanimidade pelo TSE, com parecer favorável do procurador eleitoral do Ministério Público Federal, após rigorosa auditoria”.

(Agência Brasil)

Corrupção como sistema de governo

Da Coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (23):

Fato: a dura denúncia apresentada no Supremo contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), suga boa parte das forças do mais efetivo (e declarado) opositor da presidente Dilma Rousseff. Antes da denúncia, já era bastante frágil a credibilidade de Cunha para liderar um processo de impeachment da presidente.

Vamos à trajetória do carioca Eduardo Cunha: na política, o começo se deu a convite de PC Farias, o Caixa 2 de Fernando Collor. Mais tarde, se alinha ao grupo de Anthony Garotinho e passa a ser um liderado do então governador do Rio, quando se notabilizou pela capacidade de levantar recursos para as campanhas eleitorais.

É deputado federal desde 2003, reeleito em 2006 e 2010. Foi exatamente entre esses dois últimos mandatos que começaram as estripulias detectadas pela Operação Lava Jato. Na época (2006-07) em que o Ministério Público situa a primeira acusação, Cunha era um parlamentar sem expressão nacional, sendo um membro do grupo que a crônica política costuma chamar de “baixo clero”.

Na eleição de 2010, foi o quinto deputado federal mais votado do Rio de Janeiro. Coincidência? Talvez não. Nessa fase, segundo o Ministério Público, Cunha já era o beneficiário do absurdo propinoduto que funcionou na Petrobras. Caso tenha sido mesmo assim, certamente seu caixa de campanha teve papel importante no tamanho de sua votação.

Agora, uma questão que não pode escapar: como um deputado que nem era da linha de frente da Câmara dos Deputados conseguiu ter tanta influência nos negócios da Petrobras? Ora, era um poder concedido. Por quem? A resposta é óbvia e pode ser respondida por uma nova pergunta: quem manda na Petrobras?

Um deputado jamais vai conseguir ter grande influência em qualquer estatal se não receber o aval do Poder Executivo para tal. E foi isso o que aconteceu. Em nome de um projeto de poder, os esquemas de corrupção se estabeleceram. Em tempo: a Petrobras é entre as estatais a que possui os melhores padrões de governança, apesar de tudo. Imagine-se então o que pode ter ocorrido nas estatais, digamos… mais frouxas.

A propósito, vale reproduzir recente declaração do ministro do Supremo, Gilmar Mendes. Atentem: “Me parece que há uma mesma raiz tanto para o fenômeno do mensalão quanto este do chamado petrolão, e agora eletrolão, e quantos ‘ãos’ venham ainda. Parece-me que há uma mesma matriz, é uma forma de governar, é um modelo de governança. E isso que é problemático nessa história toda. Acho algo realmente de proporções inimagináveis. A corrupção como sistema de governo, como forma de organizar a administração, realmente é algo impensável”.

Como diria um velho amigo, sem mais.

Fortaleza envergonhada

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Em artigo no O POVO deste domingo (23), a professora universitária e integrante do Instituto Latino Americano de Estudos (ILAEDP), Sandra Helena de Souza, comenta da visita do deputado Bolsonaro a Fortaleza. Confira:

Imaginei esses dias a principal associação empresarial de qualquer cidade alemã recebendo um palestrante deputado que desembarcado no aeroporto local dissesse publicamente: “nós já vencemos uma vez, fomos derrotados, mas voltaremos” referindo-se ao 3º Reich. Soa absurdo, eu sei. Se mudarmos de continente e colocarmos a sandice no Chile, Uruguai ou mesmo Argentina, países que enfrentaram seus passados de ditadura como recomenda a internacional “Justiça de Transição” para consolidar consensos democráticos nacionais, haverá enorme dificuldade de crer razoavelmente em acontecimento dessa espécie. Mas a realidade costuma superar nossas piores distopias.

O protagonismo político do CIC colocou o Ceará na primeira página do País, o que se costuma chamar “A Era Tasso”, dos empresários “esclarecidos” no poder. Inúmeros trabalhos acadêmicos se referem a uma revolução burguesa tardia entre nós, uma “modernização conservadora” que, não obstante, representou avanços em setores diversos, da economia aos direitos humanos, como de resto em todo o País, desde o período da redemocratização. Os avanços, sociais e político-institucionais, ficaram bem aquém das promessas; negá-los, entretanto, é equívoco crasso.

Mas momentos políticos conturbados como o que vivemos promovem provas a céu aberto onde todos somos testados. E a pergunta fundamental é: o que entendemos por democracia? Ao desembarcar em Fortaleza, depois de proferir as bizarrices de praxe, Jair Bolsonaro bradou: “nós os derrotamos em 64 e vamos derrotá-los de novo”, ovacionado por uma ruidosa claque. Fiquei estupefata ao saber que ele daria uma palestra no CIC sobre “Ética na Política”. Compromissos não me permitiram comparecer. Procurei e soube que não há registro audiovisual algum desse sinistro.

O epíteto de “polêmico” hoje encobre discursos tenebrosos, assim como a ideia mal concebida entre nós de “liberdade de expressão”. Não há pactos consensuais sobre o que significa ao menos Estado de Direito, não só entre manifestantes ignorantes, mas entre uma entidade que já teve peso político determinante. Eu gostaria imensamente de ver a entrevista a que o deputado foi submetido na ocasião. As perguntas da imprensa são todas sobre corrupção, esse nosso encobrimento preferido. Queria ter podido entrevistá-lo. Meu aluno mais negligente faria perguntas consistentes sobre golpe de Estado, torturas e desaparecidos políticos. Sobre misoginia, homofobia e racismo, não seria necessário. Já conhecemos amplamente sua posição.

Esse acontecimento fala mais alto do que os cartazes infames perguntando por que a presidente não foi enforcada no Doi-Codi. Não se trata apenas de malucos nas ruas, mas de uma instituição respeitável que acolhe, a título de “democracia”, a palavra de alguém que estaria disposto, sem reservas, a defender isso hoje mesmo. Com convicção e aplausos. Alguém duvida?

Ética na Política? Bolsonaro? Façam-me o favor. Nada mais que um acinte. Vergonha moral, para nós e para o mundo civilizado.