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PEC que proíbe pesquisas eleitorais em véspera de eleição volta à pauta da CCJ

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) pode votar na quarta-feira (26) a Proposta de Emenda à Constituição 57/2012, que proíbe a divulgação de pesquisas eleitorais nos 15 dias que antecedem as eleições. A proposta foi discutida na última reunião da comissão (no dia 19), mas os senadores pediram vista coletiva para estudar melhor a matéria.

De autoria do senador Luiz Henrique (PMDB-SC), a PEC tem o objetivo de evitar a interferência das pesquisas no resultado final, uma vez que os cenários apresentados por vezes se mostram completamente distintos dos efetivamente apurados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A legislação eleitoral em vigor não determina prazo limite para divulgação de pesquisas. Elas podem ser feitas a qualquer momento, inclusive no dia das eleições, desde que registradas até cinco dias antes do pleito. Somente pesquisas de boca de urna (aquelas em que as entrevistas são feitas no dia da eleição) têm divulgação proibida até a conclusão da votação.

A PEC recebeu parecer favorável do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). Apesar de lembrar que o Supremo Tribunal Federal (STF) já considerou inconstitucional projeto que impede a divulgação de pesquisas nos dias anteriores à eleição, sob o argumento de que a Constituição garante o direito à informação, Randolfe concordou com o argumento de possível interferência no resultado das urnas.

(Agência Senado)

Mudanças climáticas dificultam redução da pobreza, aponta relatório

O Banco Mundial considera que as mudanças climáticas estão dificultando a redução da pobreza no mundo, colocando em risco a subsistência de milhões de pessoas. É o que aponta relatório divulgado neste domingo (23) pela instituição.

Para o presidente do Grupo Banco Mundial, Jim Yong Kim, o documento “confirma o que os cientistas vêm dizendo: as recentes emissões [de gases de efeito estufa] criaram um curso inevitável para o aquecimento nas próximas duas décadas, o que afetará mais os pobres e vulneráveis”.

O relatório informa que os impactos das mudanças climáticas, tais como eventos de calor extremo, podem ser inevitáveis, uma vez que o sistema atmosférico da Terra está 1,5 grau Celsius acima dos níveis registrados em meados da era pré-industrial e que, mesmo que hoje se tomem medidas de mitigação muito ambiciosas, os impactos não vão ser alterados.

“As mudanças climáticas dramáticas e de o calor extremos estão afetando as pessoas em todo o mundo, prejudicando lavouras e litorais e colocam em risco a segurança da água”, destaca o relatório intitulado Turn Down the Heat: Confronting the New Climate Normal. (Diminua o Calor: Enfrentando o Novo Clima Atual, em português) “Essas mudanças tornam mais difícil reduzir a pobreza e colocam em risco a subsistência de milhões de pessoas”.

(Agência Brasil)

Que a racionalidade tome posse

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Da Coluna Fábio campos, no O POVO deste domingo (23):

Seguidas declarações de Camilo Santana (PT) expõem a preocupação com o cofre que herdará de Cid Gomes. O próximo governador receberá um Estado com custos cada vez mais altos para uma arrecadação que tende a estagnar em ano (2015) de crise anunciada (crescimento perto do zero). Não é à toa que o governador eleito já fala em cortes. Por enquanto, de terceirizados.

A necessidade de diminuir os custos para manter os índices de investimentos em patamares adequados cria as condições para que o Ceará retome a tradição (iniciada com Tassso Jereissati em 1987) de austeridade no controle dos gastos públicos. Pelo que se escuta nos bastidores, percorrer este caminho (o da austeridade) não é uma questão de fé no método, mas sim uma imposição das circunstâncias econômicas do Ceará e do Brasil.

Na crise, surge a oportunidade. Cortar terceirizados é fácil. Uma canetada e pronto. Trata-se de ato administrativo sem maiores repercussões políticas, no que pese os que vão ficar sem salários. No entanto, fica sempre uma questão: se é possível tocar a máquina sem esses terceirizados, eles nem deveriam existir. Ou será que os cortes vão provocar pioras na qualidade dos serviços públicos, que já são ruins de dar dó?

Bom, como já foi dito, a crise gera uma oportunidade. Não sei se o futuro governador Camilo Santana conhece o pensamento de Cid Gomes nos tempos antes de ser eleito governador, em 2006. Naquela altura, o então prefeito de Sobral fazia a apologia da gestão “feijão com arroz”. Era mais ou menos o seguinte: o básico e com uma enxuta quantidade de secretarias. No entanto, quando foi montar sua equipe para o Governo, a coisa não se deu assim. Pelo contrário.

A quantidade de cargos de confiança aumentou significativamente. Certamente, para atender à vasta base de apoio político. Não faltou emprego para a imensa base aliada. Mais secretarias foram criadas.

Algumas, insignificantes. E com elas, além do secretário, o secretário adjunto e mais o tal secretário executivo. Com as novas pastas, mais assessores, carros, motoristas, as estruturas e um mundo de dinheiro a escoar.

A oportunidade que está nas mãos do futuro governador é a seguinte: diante da necessidade que se impôs, o caminho, além da canetada em terceirizados, é cortar a quantidade de secretarias pela metade. É acabar também com esse adjunto (ou o executivo) que serve exclusivamente para acomodar interesses politiqueiros. Vejam bem: boa parte dessa turma nem sequer comparece ao prédio que abriga a pasta.

Há alguma chance de o novo governador adotar a linha da racionalidade administrativa como item a não ser posto no balcão das trocas políticas? Não sei. Não tenho a menor ideia. Aguardemos.

“Fortaleza diz não à violência contra a mulher!”

A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Coordenadoria de Políticas para as Mulheres da Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos (SCDH), realiza na terça-feira (25), das 8h às 17h, no Shopping Benfica uma nova ação da campanha “Fortaleza diz não à violência contra a mulher!”.

A ação inclui Cine Debate do filme Nunca Mais, palestra sobre os Impactos da Violência Psicológica para as Mulheres e stand de sensibilização com psicólogas, assistentes sociais e advogadas do Centro de Referência e Atendimento à Mulher em Situação de Violência Francisca Clotilde.

No dia 25 de novembro, Dia Internacional de Luta pelo Fim da Violência contra a Mulher, a Prefeitura de Fortaleza vai celebrar a data com ações educativas e informativas de prevenção à violência contra as mulheres. Uma das metas das atividades é promover a Lei Maria da Penha e o acesso aos serviços do CRM Francisca Clotilde e da Casa Abrigo Margarida Alves, especializados no atendimento às mulheres em situação de violência.

Durante todo mês de novembro, a Coordenadoria de Políticas para as Mulheres realiza oficinas socioeducativas, blitze nos terminais e caminhada nas comunidades. A campanha passou pelos bairros Parangaba, Siqueira, Messejana, Edson Queiroz, Conjunto Palmeiras, Montese e Papicu.

(Prefeitura de Fortaleza)

Tudo o que você não queria saber sobre drogas

Da Coluna Menu Político, no O POVO deste domingo (23), pelo jornalista Plínio Bortolotti:

Muito provavelmente o livro Um Preço Muito Alto vai contrariar tudo o que você sabe (ou pensa que) sobre drogas. Entre essas crenças, a versão de que o crack é uma droga tão poderosa que vicia na primeira dose. O autor mostra que o crack e a cocaína em pó são “qualitativamente” a mesma droga, portanto seus efeitos são os mesmos. Como prova, ele expõe a estrutura química do hidrocloreto de cocaína (a droga em pó) e de sua pasta base (o crack), mostrando que são praticamente idênticas. “Boa parte do que achamos que sabemos a respeito de drogas, vício e escolhas possíveis está errada”, diz ele.

O autor do livro é o neurocientista Carl Hart, professor dos departamentos de Psicologia e Psiquiatria na Universidade de Columbia, Estados Unidos. A incomum carreira de Hart explica porque ele resolveu estudar as drogas ilegais e mostra o caminho percorrido até chegar às conclusões que contrariam o senso comum.

Negro, de família pobre e problemática, Hart – que cultiva longas tranças rastafári – foi criado nos guetos de Miami: usou drogas, vendeu-as e cometeu vários outros delitos quando era adolescente. Foi salvo de destino parecido de amigos e parentes – prisão ou morte – quando, recrutado pela Aeronáutica, resolveu estudar.

Carl Hart mostra que o vício na droga não pode ser explicada fora do contexto em que é consumida e que são vários os fatos que levam à dependência, entre eles a pobreza e a exclusão social. Atribuir todo “comportamento condenável” ao uso de drogas é um erro que leva ao aumento do preconceito contra negros e pobres, diz ele.

Ao contrário do senso comum, Hart não atribui às drogas os problemas familiares ou da sociedade. Tomando a sua própria vida como exemplo, ele diz que, antes mesmo da introdução do crack, em seu bairro “diversas famílias já eram dilaceradas pelo racismo institucionalizado, a pobreza e outras forças”. Valendo-se de pesquisa em jornais, ele mostra que a cada vez que uma nova droga é introduzida no comércio, a ela é atribuída todos os males, de forma sensacionalista, com a ajuda da imprensa.

Para ele, o uso da droga, mesmo que regularmente, não é, em si mesmo um distúrbio: “O hábito de beber não é um problema para a maioria das pessoas, o mesmo se aplica às drogas ilegais”. Ele somente considera “vício” se o uso da droga interferir nas “funções vitais importantes”, como o cuidado com os filhos, o trabalho e as relações íntimas. Entre os 20 milhões de americanos consumidores de droga, ele diz que o percentual de viciados fica entre 10% e 25%.

O autor considera que o vício, principalmente nas comunidades excluídas – a maioria negras -, se dá pelo fato de não existirem “estímulos alternativos”, como o cuidado familiar, educação de qualidade e trabalho para os jovens. Carl Hart também decompõe a figura do viciado como “doidão” disposto a qualquer coisa para conseguir mais uma dose. Em uma de suas experiências (autorizadas) ele oferece – em seu laboratório – um cachimbo de crack a viciados e, depois da primeira dose, lhes pergunta se eles querem outra ou cinco dólares em dinheiro. Muitos deles preferem o dinheiro derrubando o mito, segundo Hart, de que a primeira dose gera uma “ânsia irreversível” ou “sequestra a mente” do viciado, impedindo que ele tome decisões racionais.

Costa sugeriu a Dilma “solução política” contra recomendação do TCU de paralisar obras da Petrobras em 2009

Em reportagem nesta semana, a revista Veja mostra que, em 2009, o engenheiro Paulo Roberto Costa, principal pivô das investigações de corrupção na Petrobras, havia enviado email à então ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, para que a ministra alertasse ao então presidente Lula que o Tribunal de Contas da União (TCU) havia recomendado a imediata paralisação de três grandes obras da estatal — a construção e a modernização das refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e Getúlio Vargas, no Paraná, e do terminal do Porto de Barra do Riacho, no Espírito Santo.

No email, o então diretor de Abastecimento da Petrobras sugeriu uma “solução política para contornar as decisões do TCU”, assim como teria ocorrido dois anos antes. Segundo a reportagem da Veja, o Palácio do Planalto teria acatado a sugestão.

Em depoimento à Justiça, por meio do benefício da delação premiada, Costa revelou que foi colocado na Petrobras, em 2004, para “montar um esquema de desvio de dinheiro para políticos dos partidos de sustentação do governo do PT”.

Cine Ceará premia vencedores

O 24° Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema encerrou na noite desse sábado (22) suas atividades com a premiação aos vencedores da Mostra Competitiva Ibero-americana de Longa-metragem e da Mostra Competitiva Brasileira de Curta-metragem.

Os vencedores das mostras são, respectivamente, o filme “A Estrada 47”, de Vicente Ferraz, que recebe o Troféu Mucuripe e uma premiação no valor de US$ 10 mil; e o curta-metragem “Edifício Tatuapé Mahal”, de Carolina Markowicz e Fernanda Salloum, também premiado com o Troféu Mucuripe. A Mostra Olhar do Ceará premia em 1º Lugar – “Visita ao Filho”, com direção de Frederico Benevides.

Ecofor Ambiental abre vagas temporárias para limpeza urbana de Fortaleza

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A Ecofor Ambiental está com 50 vagas abertas para atuação na limpeza urbana de Fortaleza durante a alta estação: dezembro e janeiro. É necessário apenas saber ler e escrever. Não há exigência de experiência profissional. Os benefícios são: piso salarial da categoria, vale refeição e cesta básica. A contratação é imediata.

Os interessados devem comparecer à Ecofor Ambiental, localizada na Rua Arnaldo Osório, 841, no bairro Luciano Cavalcante. Para mais informações, ligar para o número: 3474-5800.

(Ecofor)

Esquemas de corrupção atravessaram governos dos mais diferentes partidos

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (23):

Desde o desencadeamento da Operação Lava Jato, os brasileiros estão ansiosos para que a investigação do escândalo sirva para desbaratar os esquemas de corrupção que há décadas enlameiam as relações entre setor privado e setor público. O empresário Ricardo Semler, em artigo classificado de “antológico” publicado na última sexta-feira, na Folha de S.Paulo, expôs a hipocrisia dos que se dizem horrorizados com o esquema exposto agora, como se fosse inédito na história do País. Igualmente, o colunista Luís Fernando Vianna foi na mesma linha, ao ironizar certas deduções em curso: “depreende-se que o país era um paraíso de lisura até 2003”. Tais esquemas atravessaram governos dos mais diferentes partidos e, inclusive, em estados e municípios (um dos exemplos seria o escândalo dos trens e metrôs de São Paulo no curso dos 20 anos do governo tucano no Estado).

No início da semana, o jornalista Jânio de Freitas apontava manipulações desenvolvidas por segmentos inconformados com o resultado das urnas para usar a Operação Lava Jato para seus propósitos desestabilizadores. Nesse contexto, foi considerado estranho o lance inopinado de se entregar o exame das contas eleitorais de Dilma Rousseff a um inimigo figadal do PT, o polêmico ministro Gilmar Mendes, já que segundo o Ministério Público Eleitoral não lhe caberia essa atribuição, mas a outro magistrado, visto contrariar as normas do TSE. Como resposta ao estranhamento de vários segmentos da opinião pública, o ministro dá mostras de querer tensionar ainda mais o ambiente. Há setores convencidos de que Gilmar Mendes tentará encontrar meios para não diplomar Dilma e assim impedir sua posse.

Petrobras e outros problemas

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Eis o Editorial do O POVO deste domingo:

A investigação sobre a Petrobras não é o único problema que a presidente Dilma Rousseff vai enfrentar em seu segundo mandato. A propósito, o caso tem extensão que, além do governo atual, retroage há décadas e tende a comprometer vários partidos e gestões. A magnitude dos malfeitos – ainda não completamente conhecidos – deve chegar a valores estratosféricos, mostrando que agentes corruptos e corruptores vinham agindo à larga, há bastante tempo, em vários governos, sem se preocupar com as consequências, com a certeza que poderiam gozar da impunidade, que sempre foi regra no país. Felizmente, as coisas estão mudando. A condenação de políticos importantes, em processos recentes, deveria ter servido de alerta; no entanto, a coisa parece ser de tal proporção, que seria difícil pará-la.

Outro problema de difícil resolução que a presidente terá de resolver será decidir a direção que vai tomar seu governo. Parece consenso que o modelo herdado dos governos Lula – baseado no consumo, crédito abundante e na distribuição do Bolsa Família, entre outros programas sociais -, encontrou o seu limite, ainda que se reconheça a correção das políticas que permitiram a promoção de milhões de brasileiros, que estavam abaixo da linha da pobreza.

Na campanha eleitoral, pelo menos aparentemente, confrontaram-se duas visões econômicas: a do PSDB que propunha métodos tradicionais de “choque de gestão” e “ajuste das contas públicas”, significando aumento de juros e pressão para reduzir a inflação, ainda que isso significasse tolerar uma certa dose de desemprego – e a do PT, que saiu vencedora das urnas, propondo a continuidade “com mais mudança” da política que vinha sendo implementada pelos governos Lula e Dilma.

A questão é que, com o governo em dificuldade para honrar suas despesas inadiáveis, onde encontrará recursos para implementar políticas que mantenham a taxa da emprego, e que possibilitem novos investimentos para fazer a economia crescer e, ao mesmo tempo, assegure a política de ascensão econômica dos mais pobres, marcante nos últimos anos?

Ceará tem 3,29% de chances de acesso à Série A

O Ceará possui 3,29% de chances de classificação à Série A do Campeonato Brasileiro do próximo ano. A última vaga de acesso é disputada por cinco clubes: Boa Esporte (59 pontos e 18 vitórias), Atlético Goianiense (59 pontos e 17 vitórias), Avaí (59 pontos e 17 vitórias), América Mineiro (58 pontos e 19 vitórias) e Ceará (57 pontos e 16 vitórias).

Das 243 combinações possíveis de resultados nos cinco jogos que definirão a última vaga à Série A, somente oito interessam à equipe cearense, que ainda encerra sua participação na Série B deste ano fora de casa, no próximo sábado (29), contra o Luverdense (MT).

Dos quatro concorrentes diretos do Ceará pela última vaga, nenhum poderá vencer seus jogos e somente o Boa Esporte, que enfrenta o Icasa, no Romeirão, necessariamente terá que perder. Os demais poderão empatar, desde que o Ceará vença. Todas as partidas terão início às 16h20min do sábado, horário de Brasília.

Avaí, Atlético Goianiense e América jogam em casa, diante do Vasco, Santa Cruz e Sampaio Correa, respectivamente.

Série C

O Icasa foi rebaixado para a Série C do próximo ano, ao empatar com o Vasco, nesse sábado (22), no Maracanã. Vila Nova/GO e Portuguesa/SP já estavam rebaixados. O último clube rebaixado será o Bragantino/SP (43 pontos), ou o América/RN (43 pontos) ou o Oeste/SP (45 pontos).

A situação mais inusitada é do América, que terá que vencer o Paraná, em Curitiba, para não ficar refém de uma possível abertura do rival ABC, diante do Bragantino, em Natal. A torcida do ABC já iniciou uma campanha para que o time perca do Bragantino, como forma de prejudicar o América.

Fiec entrega Agenda da Indústria ao governador eleito Camilo Santana

foto beto studart

O presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Beto Studart, ao lado de demais diretores da entidade, vai entregar quinta-feira, a partir das 19 horas, a Agenda da Indústria ao governador eleito Camilo Santana (PT). O ato ocorrerá na sede da Casa da Indústria.

O próximo líder do Executivo cearense aceitou receber a colaboração da Fiec, em documento elaborado por representantes de 39 sindicatos filiados, que contém proposições que, caso acatadas, poderão contribuir para a superação de obstáculos ao desenvolvimento econômico estadual.

As proposições contemplam as áreas de infraestrutura social (educação, saúde, saneamento básico, habitação) e de infraestrutura econômica (energia, malha viária, portos, aeroportos, comunicação), além de Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento (PD&I), Tecnologia da Informação e da Comunicação, Tributação e Incentivos Fiscais.

Beatles influenciam música e comportamento há cinco décadas

Ultrapassar a barreira do tempo e do espaço pode estar entre os grandes desafios da humanidade. Mas não para aquela que é considerada por muitos a maior banda de todos os tempos: os Beatles. Com 13 discos de estúdios lançados ao longo de oito anos – há mais de 50 anos – John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr são até os dias atuais fonte de influência musical e comportamental para todas as gerações, nos quatro cantos do mundo. O ex-integrante da banda Paul está no Brasil com a turnê Out There para apresentações em Vitória, São Paulo, Rio de Janeiro e, pela primeira vez, na capital, Brasília.

“Os Beatles não são apenas atuais. Em termos musicais, eles são eternos”, resume o professor do Departamento de Música da Universidade de Brasília, Sérgio Nogueira – há tempos um estudioso do quarteto de Liverpool. “E, na medida em que foram ultrapassando fronteiras, caindo como bomba nos EUA e invadindo tanto o Ocidente como o Oriente, obtiveram, como polemizou Lennon, uma popularidade maior que a de Jesus”, acrescentou. De acordo com a professora de Teoria e Tecnologia da Comunicação da Universidade Católica de Brasília, Rafiza Varão, além de ser a primeira banda cujo sucesso atingiu proporções mundiais, os Beatles estão entre os primeiros músicos responsáveis por fazer com que o culto às personalidades passasse a permear o imaginário do público, utilizando os meios de comunicação como poderosos aliados.

O que mais o impressiona na música dos Beatles é a quantidade de músicas boas, tanto no aspecto melódico como nas letras e arranjos harmônicos. “Eram muito avançados para a época”, disse ele. “Os Beatles conseguiram gravar uma quantidade enorme de músicas boas, tendo apenas oito anos de discografia [13 discos, entre 1962 e1970]. Eles inovaram para além do iê-iê-iê que os lançou. McCartney disse em livro que, no início, eles faziam música pensando em vender, mas depois começaram a sair dessa inocência e explorar letras mais introspectivas. Com isso, após um amadurecimento grande e rápido, os Beatles consagraram e tiveram seu auge criativo entre 1965 e 1967″, completou.

(Agência Brasil)

Deputadas se mobilizam para impedir entrada no Brasil de instrutor de estupro

foto Julien Blanc

Deputadas federais participaram da mobilização para impedir a entrada no Brasil do suíço Julien Blanc. Ele ficou famoso depois que seus vídeos incentivando a prática do estupro por meio das redes sociais foram divulgados na internet.

O suíço é instrutor executivo da Real Social Dynamics (RSD), empresa norte-americana que promete ensinar a se conquistar mulheres utilizando métodos considerados machistas e pautados por violência, intimidação e humilhação. A RSD se define como “a maior empresa de treinamento para encontros do mundo” e promete a seus clientes reverter a situação quando mulheres dizem não às investidas sexuais e métodos para “ativar a prostituta que existe dentro delas”.

A deputada Iriny Lopes (PT-ES) lembrou que a conduta de Julien Blanc é contrária ao interesse nacional. Ela informou que o incentivo à prática de estupro é crime previsto pelo Código Penal.  “A Constituição brasileira permite a proibição da entrada de estrangeiros que são considerados pessoas que podem causar mal ao País, como é o caso do Blanc que é um estimulador da violência contra a mulher.”

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) encaminhou ofício ao Ministério das Relações Exteriores solicitando que seja negada a entrada de Julien Blanc no Brasil. Segundo a parlamentar, o palestrante é conhecido por exaltar a cultura do estupro.

(Agência Câmara Notícias)

Exame continua fora da tabela do SUS e prejudica pacientes com câncer

Incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em outubro, o exame PET-CT (tomografia computadorizada por emissão de pósitrons), indicado para tratamentos do câncer, continua fora da tabela de procedimentos do sistema. As portarias que preveem a incorporação da tecnologia na rede pública foram publicadas em 23 de abril, no Diário Oficial da União. O exame, uma tomografia computadorizada, ajuda a estratificar a extensão de vários tipos de câncer em pacientes da rede pública, como câncer de pulmão de células não pequenas e linfomas de Hodgkin e não Hodgkin.

O prazo máximo de 180 dias para a implementação efetiva da inclusão da tecnologia na tabela, com os critérios de ressarcimento das unidades prestadoras, venceu em 23 de outubro. A falta desses critérios para a restituição de custos pode prejudicar pacientes, alerta a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN). O presidente da SBMN, Celso Darío Ramos, explicou que os custos altos do exame estão inviabilizando o procedimento em alguns hospitais. “Tanto as unidades públicas como as particulares não poderão fazer esse exame pelo SUS se não forem ressarcidos por isso, pois o custo é muito alto”, comentou ele. “São poucas as exceções de hospitais que atendem via estado e não governo federal. A população carente hoje não tem acesso a esse procedimento”, disse.

Nos últimos três anos, o ministério ampliou em 47,3% o investimento na assistência oncológica, passando de R$ 1,9 bilhão em 2010 para R$ 2,8 bilhões em 2013. Esses recursos são destinados à realização de exames, cirurgias, radioterapia e quimioterapia. Atualmente, 280 hospitais realizam diagnóstico e tratamento de câncer em todo o Brasil.

(Agência Brasil)

Concentração dos empregos em Fortaleza

Em artigo no O POVO deste sábado (22), o técnico do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho – IDT – e assessor técnico do Instituto de Planejamento de Fortaleza – Iplanfor -, Inácio José Bessa Pires, revela que Fortaleza detém 81,14% dos empregos na Região Metropolitana. Confira:

A Relação Anual de Informações Sociais – Rais, do Ministério do Trabalho e Emprego, registra os vínculos empregatícios dos trabalhadores inseridos no setor formal da economia, em todos os municípios do país, com uma abrangência para os 25 ramos de atividade econômica e os respectivos gêneros.

Tendo-se como referência a Rais / 2013, observa-se para o estado do Ceará, um contingente de 1.423.648 empregos. Desse total, a metrópole cearense detém 800.045 postos formais de trabalho, representando 56,20% dos empregos existente em todo o Estado.

Tratando-se da Região Metropolitana de Fortaleza – RMF, que concentra um contingente de 985.976 pessoas empregadas, confirma-se a expressiva participação de trabalhadores na Capital, na medida em que, dos quinze municípios que compõem a RMF, somente o de Fortaleza detém 81,14% dos empregos.

Ampliando-se a abrangência das informações para os municípios de médio porte – MMP (Juazeiro do Norte, Crato, Sobral, Iguatu, Quixadá e Crateús), ratifica-se a concentração dos empregos na cidade de Fortaleza, na medida em que a soma do estoque dos empregos formais, nessas localidades, alcança um total de 128.418 postos de trabalho, isto é, apenas 9,02% dos empregos existentes nos 184 municípios do estado do Ceará.

Em síntese, pelos números mencionados, é inconteste o fato de a cidade de Fortaleza concentrar de forma significativa os empregos existentes no estado. Ademais, agregando-se ao conjunto dos empregos da RMF os do MMP, tem-se a representação da ordem de 78,28%; ou seja, dos vínculos empregatícios formais gerados no estado, apenas 21,72% são para os outros 163 municípios.