Blog do Eliomar

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Tragédia da Muzema – Sobe para 23 números de mortos

O corpo da última pessoa que estava desaparecida no desabamento de dois prédios na comunidade da Muzema, no Itanhangá, na Zona Oeste do Rio, foi resgatado pelos bombeiros, na madrugada deste domingo. A informação foi confirmada ao Portal G1 pelos bombeiros A identidade não foi confirmada.

Com isso, sobe para 23 o número de mortos na queda das construções. Mesmo sendo o último corpo que estava na lista de desaparecidos, os bombeiros não descartam encontrar mais vítimas entre os escombros.

Na tarde de sábado (20) bombeiros passaram a usar máquinas para içar pedaços de blocos de concreto do local do desmoronamento. Os dois prédios caíram no dia 12 de abril.

Desde sexta (19), a Justiça decretou a prisão temporária de três envolvidos com a construção e a venda dos prédios: José Bezerra de Lima, o ‘Zé do Rolo’, Renato Siqueira Ribeiro e Rafael Gomes da Costa. Eles são suspeitos de construir e vender os apartamentos dos prédios que desabaram.

(Foto – Reprodução TV Globo)

40 horas sem dormir – Enel não cumpre diversos prazos para reparo em fiação e idoso abandona residência

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O aposentado Edilson Mapurunga, 69, deixou sua residência na manhã deste domingo (21), no bairro Parque Araxá, após passar cerca de 40 horas sem dormir à espera do cumprimento de diversos prazos estabelecidos pela Enel para reparo na fiação do poste que fornece energia elétrica na casa do idoso.

Desde a manhã da sexta-feira (19) que o fornecimento de energia foi interrompido, diante do mau contato na fiação. Segundo o aposentado, quando o vento sopra forte a fiação balança e as luzes piscam na residência.

De acordo ainda com o aposentado, a Enel estabeleceu diversos prazos para o trabalho de reparo, mas não cumpriu nenhum. O último foi marcado para as 13h08min deste domingo. Segundo ainda o aposentado, foi comunicado à Enel que ele reside sozinho na casa e que depende da energia para cuidados com a saúde e manutenção de alimentos, como forma de evitar intoxicações.

O idoso, leitor do Blog, informou ainda que se sente abatido por causa do computador, por onde mantém contato com os filhos – não residem em Fortaleza – e busca entretenimento em grupos de conversas e torneios de baralho.

ATUALIZAÇÃO – Por volta das 14h30min, uma equipe da Enel realizou reparos no poste de energia elétrica e reativou o fornecimento na casa do aposentado. Vizinhos informaram que a equipe afirmou que foi acionada para a ocorrência por volta do meio-dia e que realiza mais de 50 atendimentos por dia. No final desta tarde, o aposentado retornou para a residência.

Ataques simultâneos atingem igrejas e hotéis no Sri Lanka

Uma série de explosões simultâneas em três igrejas e três hotéis de luxo no Sri Lanka provocou a morte de mais de 150 pessoas neste domingo (21). Entre os mortos, há pelo menos 35 estrangeiros, segundo balanços iniciais. Cerca de 500 pessoas ficaram feridas.

Segundo as autoridades do Sri Lanka, os primeiros seis ataques ocorreram por volta das 8h45 (horário local, 2h30 em Brasília). No momento das explosões, os templos católicos estavam celebrando o Domingo da Ressureição, uma das datas mais importantes do calendário cristão.

A capital, Colombo, foi alvo de pelo menos quatro explosões: em três hotéis de luxo e uma igreja. As outras duas igrejas atingidas ficam em Negombo, no oeste do país (região que abriga uma grande população católica); e em Batticaloa, no leste.

Poucas horas depois das seis explosões simultâneas iniciais, foram registrados mais dois atentados. Uma explosão atingiu um pequeno hotel em Dehiwala, um subúrbio de Colombo. Uma oitava explosão foi registrada em Dematagoda, outro subúrbio da capital, e atingiu uma residência.

Sete pessoas foram presas por suspeita de participação nos ataques. A rede BBC informou que o governo disse que a maioria das explosões foi provocada por terroristas suicidas.

Nenhum grupo reivindicou a autoria das ações até o momento. Em resposta aos ataques, o governo impôs toque de recolher em toda a ilha, com início às 18h (horário local) até as 6h do dia seguinte. O governo determinou ainda um bloqueio temporário às redes sociais para impedir a difusão “de informações incorretas”.

“O governo decidiu bloquear todas as plataformas de redes sociais para evitar a disseminação de informações incorretas e falsas. Essa é apenas uma medida temporária”, afirmou a Presidência do país em comunicado.

Segundo as autoridades, pelo menos 45 pessoas morreram em Colombo, 67 em Negombo, 25 em Batticaloa e 2 em Dehiwala.

O presidente do Sri Lanka, Maithripala Sirisena, pediu calma ao país após a série de atentados.

“Por favor, fiquem calmos e não sejam enganados por rumores”, declarou Sirisena em mensagem à nação. O presidente, que se mostrou “em ‘choque’ e triste com o que ocorreu”, esclareceu que “as investigações estão em curso para descobrir que tipo de conspiração está por trás desses atos cruéis”.

(Agência Brasil com Deutsche Welle, agência pública da Alemanha)

 

Chove em mais de 50 cidades cearenses; Em Iracema, 118 milímetros

Chove em 57 cidades cearenses até as 8 horas deste domingo, segundo boletim divulgado pela Funceme.

A previsão para o restante do dia é de nublado, com eventos de chuva no Centro-Norte. No sul, chuvas isoladas.

Por conta das chuvas, as avenidas de Fortaleza, que já registrou 89 milímetros, exigem maior cautela por parte dos motoristas. No Interior, a há chuvas superiores a 100 milímetros.

Há vários pontos de alagamentos.

Confira as 10 maiores

Iracema (Posto: Sao Jose Do Fama) : 118.0 mm

Jaguaretama (Posto: Jaguaretama) : 101.0 mm

Fortaleza (Posto: Fund.ma.nilva(agua Fria)) : 89.0 mm

Alto Santo (Posto: Alto Santo) : 67.4 mm

Barro (Posto: Brejinho) : 47.6 mm

Jaguaribara (Posto: Jaguaribara) : 47.6 mm

Catunda (Posto: Paraiso) : 37.0 mm

Jaguaribe (Posto: Brum) : 33.6 mm

Solonópole (Posto: Solonopole) : 32.4 mmAmontada (Posto: Icarai De Amontada) : 31.0 mm

Arce participa de encontro em Brasília a convite do Unicef

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A Agência Reguladora do Estado do Ceará (Arce) participou, em Brasília, da discussão destinada à elaboração e aplicação de metodologia de avaliação dos resultados do Programa de Cooperação Trilateral Sul-Sul, que é um mecanismo de desenvolvimento conjunto entre países emergentes em resposta a desafios comuns. A Arce atendeu convite do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da Agência Brasileira de Cooperação (vinculada ao Ministério das Relações Exteriores).

Representada pelo coordenador econômico-tarifário Mário Monteiro, a Arce contribuiu na discussão da regulação econômica dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

(Foto: Arquivo)

Avianca cancela quase 2 mil voos até o dia 28

A Avianca já contabiliza quase 2 mil voos cancelados até o próximo dia 28, segundo tabela disponibilizada pela companhia aérea em seu site. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) cancelou 18 matrículas de aeronaves da Avianca, dando cumprimento a uma decisão judicial que determinou a reintegração de posse desses aviões às empresas de leasing, donas das aeronaves.

A fim de minimizar os efeitos negativos dessas medidas, a Anac vem recomendando aos passageiros, que fiquem atentos aos comunicados da Avianca sobre a situação dos voos e, em caso de dúvida, busquem informações no site da companhia aérea ou pelos canais de atendimento telefônico, eletrônico ou presencial.

A Avianca afirma que manterá o compromisso, assumido com a Anac, de informar com antecedência mínima de 72 horas os voos que serão cancelados.

Por meio de nota, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) informou já ter enviado notificação à Avianca, pedindo informações sobre o número de assentos vendidos pela empresa; sobre como está sendo feita a distribuição de assentos; e sobre se há riscos de mais voos serem cancelados.

Segundo a secretaria, os consumidores lesados poderão apresentar suas reclamações na plataforma consumidor.gov.br, que pode ser acessada por navegador ou por aplicativo próprio disponível para os sistemas Apple e Android.

Recuperação judicial

No último dia 5, a assembleia de credores aprovou o plano de recuperação judicial em uma reunião que durou mais de sete horas. O plano prevê a divisão da empresa por meio da criação de sete unidades produtivas isoladas (UPIs), que serão levadas a leilão.

Seis UPIs conterão partes dos direitos de pousos e decolagens (“slots”) da Avianca nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Santos Dumont e uma vai englobar o programa de fidelidade da empresa.

O plano de recuperação da empresa aérea foi homologado no último dia 12 pelo juiz Tiago Henriques Papaterra Limongi, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. De acordo com a decisão, a empresa permanecerá em recuperação judicial até que se cumpram as obrigações previstas no plano.

(Agência Brasil)

MEC prepara material para explicar nova política de alfabetização

O Ministério da Educação (MEC) está finalizando um caderno que explicará as diretrizes, os princípios e os objetivos da Política Nacional de Alfabetização (PNA). A intenção é que as escolas passem a alfabetizar as crianças no primeiro ano do ensino fundamental, ou seja, geralmente aos 6 anos de idade.

A orientação está em decreto publicado no último dia 11 no Diário Oficial da União. A política prevê ajuda financeira e assistência técnica da União para os municípios que aderirem ao programa, a elaboração de materiais didático-pedagógicos para serem usados nas escolas e o aumento da participação das famílias no processo de alfabetização dos estudantes.

A ênfase da alfabetização no primeiro ano é uma das novidades. Em 2017, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que define o mínimo que os estudantes devem aprender a cada etapa de ensino, estipulou que as crianças fossem alfabetizadas até o 2º ano do ensino fundamental, ou seja, geralmente aos 7 anos.

Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), lei 13.005/2014, as crianças devem ser alfabetizadas, no máximo, até o final do 3º ano do ensino fundamental, ou seja, aos 8 anos de idade.

Elevar os índices de alfabetização é uma das prioridades do governo e a definição da política uma das metas dos 100 dias de governo. De acordo com os últimos dados da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), aplicada em 2016, mais da metade dos estudantes do 3º ano do ensino fundamental apresentaram nível insuficiente de leitura e em matemática para a idade, ou seja dificuldade em interpretar um texto e fazer contas.

A política será voltada também para os mais velhos. Uma das ações previstas é o desenvolvimento de materiais didático-pedagógicos específicos para a alfabetização de jovens e adultos da educação formal e da educação não formal. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de analfabetismo no país entre pessoas com 15 anos ou mais de idade foi estimada em 7% em 2017.

Para União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), o decreto precisa de esclarecimentos sobre como se dará a implementação. “A implementação depende de ações e estratégias, para que seja levada adiante, elas vão falar com mais clareza”, diz o presidente da Undime, Alessio Costa Lima. Segundo a assessoria de imprensa do MEC, ainda não há uma data específica para a publicação do caderno explicativo.

O decreto não chega a especificar, mas coloca como componentes essenciais para a alfabetização conceitos do método fônico. Os componentes são: consciência fonêmica; instrução fônica sistemática; fluência em leitura oral; desenvolvimento de vocabulário; compreensão de textos; e produção de escrita.

“O melhor método é aquele que o professor se sente seguro para utilizar, que faz o aluno ser alfabetizado”, defende o presidente da Undime. Além disso, segundo ele, preocupa a priorização da alfabetização no primeiro ano do ensino fundamental. “As crianças têm ritmos de aprendizagem diferentes”. Os dirigentes municipais de educação defendiam que o decreto mantivesse o prazo de alfabetização da BNCC, até o 2º ano do ensino fundamental.

Participação da família

A presidente da Associação Brasileira de Alfabetização, Isabel Frade, destaca outro ponto que precisa de esclarecimento, que é a participação das famílias. Uma das diretrizes da política é “participação das famílias no processo de alfabetização por meio de ações de cooperação e integração entre famílias e comunidade escolar”, segundo o decreto.

“As famílias têm que ser chamadas a participar. Queremos toda a perspectiva da família como agente de processo de letramento e elas podem alfabetizar seus filhos. Mas, quais famílias? Com alta escolarização? Famílias que ficam fora o dia inteiro? Que famílias são essas e o que significa colocar essas famílias na política?” Ela ressalta ainda que, quanto ao método de alfabetização, falta uma pesquisa nacional para verificar quais são as práticas exitosas.

O decreto prevê que serão adotados mecanismos de avaliação e monitoramento da Política Nacional de Alfabetização, tais como a avaliação de eficiência, eficácia e efetividade de programas e ações implementados e o incentivo ao desenvolvimento de pesquisas acadêmicas para avaliar as ações da política.

Ministério da Educação

Em nota, o MEC diz que o objetivo da política é atingir as metas previstas no PNE, de alfabetizar todas as crianças até o 3º ano do ensino fundamental e de erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional até 2024.

“A PNA não determina nenhum método especificamente. A adesão dos entes federados aos programas e às ações da PNA será voluntária”, justifica a pasta, que destaca que a política “pretende inserir o Brasil em um rol de países que escolheram a ciência como fundamento na elaboração de suas políticas públicas de alfabetização, trazendo os avanços das ciências cognitivas para a sala de aula”.

(Agência Brasil)

Cruz da Misericórdia

Em artigo no o POVO deste sábado (20), o padre Rafhael Silva Maciel afirma que “a Cruz e a Divina Misericórdia lembram-nos de que a história caminha para Deus”. Confira:

Exatamente na Sexta-feira da Paixão começamos a novena da Divina Misericórdia, aquela mesma querida por Jesus Cristo e da qual Santa Faustina foi sua portadora. É esse o dia em que a Misericórdia de Deus revelou-se do modo mais extremado, na doação do seu próprio Filho na Cruz, pela salvação dos homens.

Na Cruz a Misericórdia de Deus mostra-se real: nas Chagas de Cristo, na sua dor dilacerante, nos espinhos que traspassaram sua cabeça. Tudo é real, tudo acontece e a misericórdia é oferecida.

O sangue de Jesus não é só derramado do alto da Cruz, mas já era derramado desde sua agonia no Horto das Oliveiras, na flagelação, na coroação de espinhos, no caminho tortuoso para o Calvário, nas suas quedas, ali já havia muito sangue derramado, seu corpo já estava sendo entregue. Em todo seu caminho para o Calvário, Cristo demonstra que a misericórdia sempre é derramada.

O rosto da Misericórdia, visível em Cristo, mostra como o homem é sujo pelo pecado. Seu rosto massacrado traz à tona as sujeiras da condição humana. É um rosto sofrido, mas é rosto da Verdade.

Por isso, é preciso que nos aproximemos do trono da graça, que é também trono da Misericórdia. Na Cruz, Jesus Cristo reina e deixa claro que seu Reino não é deste nosso mundo.

Nem os ossos nem as vestes do Senhor são dilacerados. Ficam inteiros porque Graça e Misericórdia são dadas por inteiro, são causa da unidade do Corpo de Cristo. Deixemos que aquele mesmo Sangue santo e aquela Água regeneradora derramem-se sobre nós. Banhados em Cristo, seremos novas criaturas, lavados pela misericórdia para espalhar misericórdia.

Nunca esqueçamos que “a Cruz está presente em tudo e chega quando menos se espera. – Mas não esqueças que, ordinariamente, andam emparelhados o começo da Cruz e o começo da eficácia” (S. Josemaria Escrivá, Sulco 256). A Cruz e a Divina Misericórdia lembram-nos de que a história caminha para Deus. Mesmo com a aparente vitória do mal, como testemunhamos todo dia, nas situações de morte presentes no mundo, a Cruz nos convida a crer que a última palavra será sempre de Deus. Por isso, olhemos para a Cruz, olhemos para o Traspassado, olhemos para o Crucificado-Ressuscitado: cabeças erguidas!

Rafhael Silva Maciel

Padre da Arquidiocese de Fortaleza e Missionário da Misericórdia

Clássico-Rei deste domingo contará com 671 profissionais da segurança pública

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulgou neste sábado, 20, o plano operacional de segurança para Ceará e Fortaleza, partida que vale o título do Campeonato Cearense 2019. O jogo acontece amanhã, domingo, com início marcado para as 16 horas, na Arena Castelão.

Para a partida, o efetivo contará com 671 profissionais da segurança pública, que atuarão dentro e na área externa da arena esportiva para garantir o deslocamento seguro dos torcedores até o estádio. O esquema compreende ainda a movimentação nos terminais de ônibus da Capital. Os portões do estádio serão abertos às 13 horas e o reforço empregado pela Polícia Militar do Ceará (PMCE) vai contar com 618 agentes, divididos na área externa (193) e na área interna do estádio (425).

O policiais militares serão distribuídos nos terminais de ônibus e nas principais vias que dão acesso ao estádio. Composições da Força Tática, do Regimento de Polícia Montada (RPMont/Cavalaria), Batalhão de Polícia de Trânsito Urbano e Rodoviário Estadual (BPRE), Comando de Policiamento de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio), Comando de Policiamento de Choque (CPChoque) e viaturas da área auxiliam no deslocamento de torcedores até a Arena Castelão. As torcidas serão escoltadas até o estádio pelo CPRaio e pelo CPChoque.

Dentro do estádio vai funcionar o posto avançado da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) para realização de flagrantes e atendimento cartorial. Além disso, o 16º Distrito Policial estará de plantão para reforçar o atendimento das ocorrências da partida. A unidade fica na Avenida Alberto Craveiro, no número 1670, a poucas quadras do estádio. Ao todo, 21 policiais civis irão atuar no domingo.

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE) vai dispor de 32 militares, uma viatura Auto Bomba Tanque (ABT), uma viatura de Salvamento e uma viatura de Resgate. As áreas próximas ao estádio serão monitoradas do alto pela aeronave da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer), que vai realizar sobrevoos na região.

(O POVO Online / Foto: Fábio Lima)

Qual a linha econômica do governo Bolsonaro

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Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (20), pelo jornalista Érico Firmo:

As idas e vindas em torno do preço do diesel são muito semelhantes a muitas das trombadas que têm marcado o governo Jair Bolsonaro (PSL). Essa tem delicadezas, mas era também das mais previsíveis.

A delicadeza está no fato de que envolve o coração da visão econômica do governo. A visão liberal foi abraçada por Bolsonaro na pré-campanha e foi determinante para que setores empresariais tenham optado por ele. A rigor, poucos eleitores votaram nele por causa dessas concepções, por causa da percepção econômica. Mas foi algo que teve peso pelo contraponto em relação a Dilma Rousseff (PT). Pois bem, o gesto de Bolsonaro na semana passada foi algo que Dilma assinaria.

E era previsível porque Bolsonaro nunca foi liberal, ao contrário. Isso não escrevo hoje, mas antes de ele ser eleito. Em 25 de outubro do ano passado, escrevi neste mesmo espaço: “A história de Bolsonaro não é liberal coisa nenhuma. É estatizante, corporativista, populista, monopolista e contrária a tudo quanto é reforma. Estava ao lado do PT na oposição ao Plano Real. E, quando Lula fez a reforma da Previdência em 2003 e Dilma Rousseff (PT) fez outra em 2012, ele foi contra ambas”.

O histórico de Bolsonaro é de tradição intervencionista. Ocorre que, na economia, ele disse que Paulo Guedes seria seu “Posto Ipiranga”. Iria perguntar a ele quando fosse fazer qualquer coisa. O Posto Ipiranga estava em Washington quando Bolsonaro se intrometeu na política de preços da Petrobras. Na semana passada, a empresa anunciou reajuste de 12 centavos no preço do diesel. Bolsonaro questionou que história era essa e a Petrobras desistiu do aumento. Guedes voltou e tentou remendar o problema criado. Primeiro, o governo anunciou linha de crédito do BNDES para caminhoneiros. Depois, anunciou aumento. Não de 12 centavos, mas de 10 centavos. O tamanho disso em escala de mercado não é pequeno. Porém, a diferença também não chega a ser uma coisa gritante.

A primeira sinalização é a força do “Posto Ipiranga”. Na coluna citada acima, em outubro passado, escrevi: “O liberalismo será preponderante no eventual governo Bolsonaro caso o ministro se sobreponha ao presidente”. Isso na economia, claro. E isso é o que se mostrou no episódio. Entre Bolsonaro e Guedes, prevaleceu Guedes.

Isso não deixa de ser bom. Pode-se discordar de Guedes mas, não sei vocês, confio mais nele que em Bolsonaro para tocar a economia. Certo ou errado, ele demonstra noção do que está fazendo. De modo que Bolsonaro tem DNA intervencionista, o que não significa que o governo seja. Mas fica claro que esse conflito existe.

O problema do diesel é complexo e vai além do atual governo. O Brasil construiu rede logística em torno do transporte rodoviário. Atendeu interesses da indústria automobilística. Foi contra o interesse nacional. Criou-se modelo caro e poluente.

O transporte por caminhões é importante, mas como parte de um sistema, jamais como única opção. Interligado a ferrovias, portos marítimos e fluviais. Uma rede diversificada e com competição.

O Brasil fez pior que não investir em ferrovias. Desmontou as que existiam. Havia trem ligando Fortaleza ao Cariri. Até o fim dos anos 1980, transportava inclusive passageiros.

Hoje, o Brasil é refém. Os caminhoneiros paralisaram o País e provocaram desabastecimento. Ameaçam fazer o mesmo agora. A intervenção de Bolsonaro é questionável, mas tem uma lógica. O presidente entendeu o potencial de estrago. Não pode se abraçar ao ideário liberal e ignorar os problemas da vida real.

Além disso, a política de preços tem problema concreto. Os reajustes diários adotados na gestão Michel Temer (MDB) eram bons para a Petrobras e foram adotados na carona do colapso havido com Dilma. Entretanto, traziam imprevisibilidade quase inadministrável no ambiente de negócios. O preço do diesel e dos fretes não afeta só caminhoneiros. São repassados a toda a cadeia. O arroz, o feijão, a batata e o tomate ficam mais caros se o transporte custa mais. Esse custo é repassado ao consumidor. Vai parar na mesa e no bolso. Todo mundo sente o impacto e os mais pobres sentem mais. Atacar o problema é interesse público e interesse nacional.

A periodicidade de reajustes da Petrobras era diária, passou a quinzenal e agora não tem mais prazo. E a fórmula de cálculo do preço é desconhecida, o que é um problema dos grandes.

Banco de DNA ficará completo até final do governo, diz Moro

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse hoje (20) que o banco de dados de DNA estará completo até o final do governo. Segundo ele, esta é uma das medidas mais importantes do projeto de lei anticrime, enviado ao Congresso Nacional.

O banco de dados de DNA é uma central onde estão, à disposição de autoridades e investigadores, os materiais genéticos coletados de criminosos condenados pela Justiça e os obtidos em cenas de crimes.

Moro afirmou que a ampliação do Banco Nacional de Perfis Genéticos “aumentará a taxa de resolução de investigação de qualquer crime, mas principalmente de crimes que deixam vestígios corporais”, em mensagem na rede social Twitter.

Ele lembrou que a coleta desse material não é invasiva – ou seja, sem necessidade de incisões. “Propomos a extração do perfil genético (DNA) de todo condenado por crime doloso no Brasil. Significa passar um cotonete na boca do preso e enviar o material ao laboratório. Isso passa a compor um banco de dados, como se fosse uma impressão digital”, argumentou.

O ministro acrescentou que, diante de um crime, a polícia busca vestígios corporais no local, como fio de cabelo. A partir desse material é possível identificar o DNA do suspeito e cruzá-lo com o banco de dados. “Tem um potencial muito grande para melhorar as investigações, evitar erros judiciários e inibir a reincidência”.

Ele lembrou que já existe um banco de DNA no Brasil, mas que é “muito modesto”, reunindo de 20 mil a 30 mil perfis. No Reino Unido, país onde esse tipo de técnica investigativa está bastante desenvolvida, há cerca de 6 milhões de perfis. Nos Estados Unidos, 12 milhões.

(Agência Brasil)

Surfista cearense morta por raio é homenageada em etapa do Estadual

A segunda etapa do Maresia Surf Sound, que corresponde à segunda fase do Circuito Cearense de Surf, homenageia neste fim de semana, nas ondas do Porto das Dunas, a surfista cearense Luzimara Souza, que morreu há quase um mês, na praia da Leste-Oeste, após ser atingida por um raio. A taça da competição leva o nome da atleta campeã estadual.

A disputa também soma pontos para o Circuito Brasileiro da Confederação Brasileira de Surf, na Categoria Profissional, pois recebe atletas de outros estados.

As provas deste sábado (20) e também deste domingo (21) podem ser conferidas ao vivo, por meio do site www.maresia.com

(Foto: Divulgação)

Governo federal lança programa Ciência na Escola

Os ministérios da Educação (MEC) e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) lançaram nesta semana o programa Ciência na Escola. O objetivo da iniciativa é qualificar o ensino de temas relacionados à disciplina em escolas públicas, nos ensinos fundamental e médio. Serão disponibilizados R$ 100 milhões para instituições apresentarem projetos visando a estimular essa temática nos bancos escolares.

Poderão concorrer a esses recursos redes de instituições que envolvam escolas, universidades, centros de ciência e espaços de desenvolvimento científico e inovação. As verbas serão distribuídas em diferentes escalas de projetos, como estadual (R$ 4 milhões), interestadual (R$ 10 milhões) e regional (R$ 20 milhões).

Os ministérios anunciaram outros projetos dentro do programa. As pastas vão ampliar a Olimpíada Nacional de Ciências, atualmente uma iniciativa do MCTIC em parceria com a Universidade Federal do Piauí. O investimento previsto é de R$ 1 milhão. A meta é ampliar o escopo da competição e chegar a 1 milhão de alunos de diferentes estados.

Entre as medidas está prevista também uma chamada pública para destinar recursos a pesquisadores com estudos relacionados ao tema, com foco no ensino de matérias dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio. O Objetivo é disseminar a prática científica e aproximar universidades, instituições científicas e tecnológicas e escolas públicas.

Os ministérios vão implementar uma plataforma que ganhou o nome de “Ciência é 10”, voltada à qualificação de professores em assuntos vinculados à área. Professores poderão fazer especialização a distância em ensino de ciências. Além disso, outra plataforma foi desenvolvida pela Rede Nacional de Pesquisa para facilitar o acompanhamento das ações do conjunto do programa.

(Agência Brasil)

O sábado de silêncio

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Em artigo no O POVO deste sábado (20), a Doutora em Direito e professora da UFC Juliana Diniz aponta que “o reforço dos vínculos de fraternidade, a unidade em respeito às diferenças e a fé no potencial da virtude são os alicerces de uma compreensão cristã de humanidade”. Confira:

Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos, publicada no O POVO, pelo menos 32% dos brasileiros acreditam que não vale a pena conversar com quem tem visão política divergente. Cerca de um terço da população desconfia da capacidade da palavra de mediar e convencer, um dado que indica o descrédito da democracia entre nós. A incapacidade de dialogar aponta para a morte do sentido de política como espaço comum, onde sujeitos livres conduzem o conflito de forma organizada. Ao renunciar à capacidade de dizer corremos o risco de mergulhar no arbítrio e na desordem.

Como saída a esse desencanto social, compartilho com o leitor uma reflexão sobre a simbologia da Páscoa que vai além da liturgia religiosa e se concentra em seu sentido ético. Essa meditação reconhece a importância de se manter viva a utopia como caminho para uma transformação efetiva da sociedade. De certa forma, a mensagem pascal é a síntese de fé em um ideal que se alimenta da força do discurso, inspirando a ação humana para a realização do bem e do justo.

Segundo a narrativa bíblica, depois da Paixão da Sexta-feira Santa, guardou-se o silêncio. O sábado simboliza esse momento de recolher-se em preparação para o anúncio da Boa-Nova: a ressurreição do filho de Deus, que inaugura um novo tempo. No domingo, o Cristo transcende a morte física para renascer como palavra, deixada para ser compartilhada como alimento e luz. A palavra é a força viva que transforma, protege o espírito contra a dor da adversidade e da perseguição. O cristianismo se funda em uma visão de mundo onde o verbo é o princípio, a salvação e o futuro.

Graças à força do gênio e do trabalho humanos, esse propósito utópico pode ser vislumbrado em espaços como a magnífica Catedral de Notre-Dame, que resistiu ao fogo nesta semana: em seu interior, nenhuma beleza tem função meramente decorativa, cada nota musical ou cena insculpida na pedra anunciam a visão luminosa de um mundo transformado pelo verbo. O reforço dos vínculos de fraternidade, a unidade em respeito às diferenças e a fé no potencial da virtude são os alicerces de uma compreensão cristã de humanidade e síntese dessa utopia civilizatória. É a essa ideia tão libertadora que me apego para desejar ao leitor a renovação da sua esperança na palavra e na Política. Feliz Páscoa!

Juliana Diniz

Doutora em Direito e professora da UFC

Bolsonaro: invasão de terra tem que ser tipificada como terrorismo

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O presidente Jair Bolsonaro disse que pretende enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei que tipifique a invasão de terras como crime de terrorismo. Segundo ele, houve apenas um registro de “invasão” de terra no primeiro trimestre deste ano, contra 43 no mesmo período do ano passado.

“No que depender de mim, será tipificado como terrorismo”, afirmou. Ele disse que conversará com parlamentares para buscar uma proposta que seja viável para aprovação no Legislativo.

Bolsonaro também defendeu o envio de um outro projeto de lei que possa estender o direito de legítima de defesa para quem atira contra pessoas que tentem invadir domicílios privados. Esta foi uma das promessas de campanha do presidente. Segundo ele, uma lei semelhante foi aprovada recentemente na Itália.

“Invasão de domicílio ou de propriedade outra, uma fazenda ou uma chácara, o proprietário pode se defender atirando, e se o outro lado resolver morrer, é problema dele. Propriedade privada é sagrada”, disse. Ele também alegou que uma medida dessa natureza precisa ser costurada com parlamentares para ter alguma viabilidade.

A ideia, segundo Bolsonaro, seria aplicar o excludente de ilicitude nos casos em que um proprietário age para defender o seu bem ou sua propriedade. “O nosso projeto visa que, em legítima defesa da vida própria ou de outrem, legítima defesa da propriedade ou bem próprio ou de outrem, entre aí o excludente de ilicitude. Você responde, mas não tem punição”, disse, citando o caso de policiais em confronto com pessoas armadas, onde o excludente de ilicitude pode ser aplicado caso se reconheça que a ação policial foi em legítima defesa.

Leste Europeu

O presidente também disse que deve viajar ao Leste Europeu no segundo semestre. Ele agradeceu ao filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, pelos contatos internacionais que ele tem feito. Eduardo cumpre agenda internacional na Europa, onde se reuniu com o primeiro-ministro da Hungria, o conservador Viktor Orbán. Depois, o deputado segue para a Itália, onde terá um encontro o com vice-premier Matteo Salvini.

“Eu pretendo viajar para aquela região, no segundo semestre, Hungria, Polônia, para a gente aprofundar nossos laços de amizade bem como, obviamente, comerciais”, disse o presidente.

Desde que assumiu o cargo, Bolsonaro fez quatro viagens internacionais. A primeira foi a participação no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Depois, o presidente foi aos Estados Unidos, Chile e Israel. Bolsonaro deve viajar ao exterior em junho para a reunião do G20, grupo dos 20 países mais ricos do mundo, que ocorre no Japão. Ele também anunciou que irá a China, maior parceiro comercial do Brasil, no segundo semestre.

(Agência Brasil)