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STF julga na quarta-feira a validade da Lei Geral da Copa

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para a quarta-feira (7) o julgamento da ação direita de inconstitucionalidade (Adin) contra a Lei Geral da Copa (Lei 12.663/2012). A ação foi protocolada no Supremo pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O relator é o ministro Ricardo Lewandowski.

O principal questionamento da PGR é a responsabilização civil da União, perante a Fifa, pelos danos decorrentes de acidentes de segurança relacionados ao evento. Conforme a norma, o governo só não será responsável se a Fifa tiver motivado os danos. A PGR também questiona o pagamento, desde abril de 2013, de prêmio e auxílio mensal aos ex-jogadores que participaram de copas nas quais o Brasil saiu vencedor, em 1958, 1962 e 1970.

Na defesa apresentada no processo, a Advocacia-Geral da União (AGU) defende a manutenção da lei e afirma que não há inconstitucionalidade no texto da norma. De acordo com a AGU, a interpretação da PGR é equivocada, pois o texto vincula a responsabilização civil da União às regras contidas na Constituição Federal. O órgão alega, ainda, que a União somente assumirá esse ônus caso seja responsabilizada pelos fatos.

Quanto à isenção de custas processuais concedidas à Fifa, a AGU defende que a regra foi criada segundo compromissos assumidos pelo Brasil quando o país se candidatou a sediar o Mundial. Para a União, não se pode falar de tratamento desigual de contribuintes porque o benefício tem “motivação e duração especial”.

O governo também defendeu o pagamento de auxílio a ex-jogadores. Segundo a AGU, essa foi uma opção do Legislativo, segundo juízo de conveniência e oportunidade, para quem o tratamento diferenciado “teria o condão de servir de incentivo a iniciativas da mesma natureza”.

(Agência Brasil)

Cid Gomes e a violência do voto

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Em artigo no O POVO deste domingo (4), o sociólogo Márcio Kleber Morais cobra um maior trabalho das forças de segurança do Estado para conter os índices de violência. Confira:

A situação da segurança pública nunca foi tão delicada no Ceará. Os índices de homicídio são considerados epidêmicos e boa parte deles tem ligação direta com o narcotráfico, que vem crescendo por causa da “política de guerra” adotada que mais parece fermento para a situação. Que tipo de trabalho as forças de segurança estão realizando para resolver isso? Pelo visto, nenhum. Isso, porque o narcotráfico está cada vez mais aparelhando verdadeiros Estados paralelos e nas áreas dos traficantes a polícia não entra (não só por medo…).

Desde a greve da polícia, o Ronda vive uma “greve branca” sem precedentes na história brasileira. Quem teve a oportunidade de interagir com esses policiais desde então, viu que sua falta de ação se explica, principalmente pela omissão. Um colega que precisou acioná-los me confidenciou o que um dos policiais lhe sugeriu fazer por conta da sua omissão: “Chama a imprensa e diz que isso aqui (o Ronda) não presta!”. Isso nos elucida uma questão importante: o governador já não tem poder sobre suas tropas.

Isso traz consequências seríssimas aos cidadãos: se o Estado não cumpre o seu papel, outros assumem seu lugar. Não à toa, o número de linchamentos vem aumentando, as pessoas começam a fazer justiça com as próprias mãos por terem a compreensão de que o Estado não a fará. Da mesma forma, o narcotráfico assume o seu lugar em muitas áreas. Tudo isso me leva a crer que o Estado já não detém o Monopólio da Violência Legítima, isto é, no Ceará, outros entes que não apenas o “Poder oficial” estão se tornando aptos a exercer o papel de polícia.

A conjuntura política estadual complica mais a situação: o governador pertence a uma oligarquia tradicional do estado e briga para fazer sucessor em 2014 por causa do pífio legado que deixará. Cid se gaba por ter contratado boa parte dos policiais que estão na ativa, mas esquece de citar sua falta de gerência sobre eles. Fecha os olhos para o fato de que a disciplina militar desagrada boa parte dos novos policiais (há caso de processo militar contra soldado que se esqueceu de prestar continência ao superior).

Além disso, apesar de ter ciência de que parte significativa da violência provém do narcotráfico (ele próprio destacou isso no programa Roda Viva da TV Cultura), não propõe políticas sérias sobre isso, como, por exemplo, a regulamentação do uso da maconha (que representa mais de 2/3 dos negócios do tráfico), que provavelmente reduziria o lucro dos traficantes e a violência proveniente dele.

O problema dessas medidas é que são polêmicas e gerarão desgaste a Cid, assim, para garantir sucessor, o governador decidiu tirar a responsabilidade de seus ombros e “militar” por uma demanda que lhe renda popularidade: a redução da maioridade penal, mesmo sabendo que as prisões são chamadas “faculdades do crime” e que os atos infracionais de adolescentes representam apenas cerca de 10% do total de crimes.

A sucessão do Ceará

Da coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (4):

O PMDB fez as malas e deixou Cid Gomes. Para o partido, foi bom enquanto durou. Afinal, por um lado, lucrou com os benefícios das capitanias ocupadas durante longos sete anos e quatro meses. Por outro, não carregou na bagagem de despedida os desgastes que marcam a gestão estadual. Estes pertencem ao Governo.

O próximo passo do PMDB é exercitar um discurso de oposição. Não será fácil. Eunício Oliveira terá que balbuciar suas primeiras palavras de crítica ao Governo e ao governador que serviu. Se não o fizer, será visto pelo eleitorado como um candidato etéreo, sem rosto, sem posição. Um nada.

(…) Embora tudo se espere do PMDB, é improvável um recuo de Eunício. O senador já avançou muito em seu intuito. Além disso, encabeça as pesquisas de opinião, tem estrutura partidária, tempo de televisão e, é claro, indiscutível suporte financeiro para a campanha.

(…) E a candidatura governista? A falta de uma decisão mais planejada e amadurecida, a difícil fórmula para unir a base, a existência de vários nomes dentro do Pros e a divisão de preferências internas entre os irmãos Gomes embaralha e traumatiza o processo no Palácio da Abolição.

(…) Ivo Gomes trabalha abertamente para Izolda Cela, sua companheira de trabalho na educação de Sobral e do Estado e, ainda por cima, esposa de Veveu Arruda, o petista-cidista a quem o deputado Ivo pretende suceder em Sobral como prefeito em 2016.

Ciro Gomes dispõe de três opções. Pela ordem de preferência: Leônidas Cristino, Mauro Filho e Zezinho Albuquerque. São três velhos amigos de geração política e administrativa. Ciro, é claro, trabalhará para emplacar um companheiro de sua confiança.

Mas, é o governador Cid Gomes quem tem mais motivos para fazer um sucessor que não destrua ou se aproprie de seu legado. Esfinge, introspectiva, a cabeça do governador é a mais difícil de ser lida. Porém, com base na sequência de acontecimentos, não seria arriscado afirmar que Cid pode bandear-se para o lado de Domingos Filho.

Cartórios de Fortaleza majoram ilegalmente custas em 5%

Alguns cartórios de Fortaleza estão cobrando 5% a mais nos preços de emolumentos e custas extrajudiciais, alegando ser este percentual destinado ao Fundo de Apoio e Aparelhamento da Defensoria Pública (Faadep). A majoração é ilegal, uma vez que os serviços notariais e de registro – atividades próprias do Poder Público, cuja prestação é repassada para particulares por delegação – só podem ser reajustados por lei de iniciativa do Poder Judiciário do Estado.

Na verdade, no último dia 27 de dezembro de 2013 foi sancionada pelo Governador Cid Gomes a lei nº 15.490/2013, que destina 5% dos emolumentos e custas extrajudiciais para a Defensoria Pública, com vistas a possibilitar que os gastos com custeio e investimento sejam supridos por aporte financeiro provenientes da arrecadação sobre as atividades notariais.

A presidente da Associação dos Defensores Públicos do Estado do Ceará (Adpec), Sandra Sá, explica que lei da mesma natureza e com a mesma destinação já foi objeto de questionamento no Supremo Tribunal Federal (STF), tendo a Suprema Corte se pronunciado pela constitucionalidade, pois o que a lei fez foi apenas disciplinar a destinação de parcela dos recursos para a Defensoria.

A legislação que instituiu os 5% para o Faadep, em nenhum momento, determina a majoração das custas dos serviços extrajudiciais e emolumentos. Também o texto da lei não obriga que os cartórios repassem a cobrança do percentual para a população. A obrigação é dos cartórios e seu custo deve assumido pelos notários, tendo em vista a população já ser apenada com as elevadas taxas cartorárias.

“A norma trata de matéria de direito financeiro, destinação de receitas auferidas pelos cartórios, sendo totalmente descabida a alegação de criação de um novo tributo, muito menos de transferência de sua obrigação para a população”, defende a presidente da Adpec.

(Adpec)

Ary Sherlock comemora 60 anos de carreira com espetáculo gratuito em Viçosa e Sobral

foto ary sherlock

O ator cearense Ary Sherlock, 84, apresenta na noite deste domingo (4), a partir das 19h30min, o espetáculo Ary Sherlock In Concert – Coisas, Palavras e Canções. A apresentação marca os 60 anos de carreira do ator e acontece no Teatro Dom Pedro II, em Viçosa do Ceará, a 348 quilômetros de Fortaleza, com entrada gratuita. Nesta segunda-feira (5), o cearense volta a se apresentar no mesmo horário, no Teatro São José, em Sobral, sua cidade natal, também com entrada franca.

Apesar da paixão pelo teatro, Ary Sherlock também atua na televisão e no cinema, quando recentemente interpretou o padre Cícero, no filme Cine Holliúdi, de Halder Gomes.

No espetáculo Ary Sherlock In Concert – Coisas, Palavras e Canções, o cearense apresenta poemas de sua autoria, quando ressalta coisas do sertão, coisas da cidade, coisas do cangaço, coisas de Francisco (São Francisco), coisas do verso e reverso, coisas do riso, coisas da lembrança.

Julgamento político

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Da coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (4):

A entrevista dada por Lula à TV portuguesa RTP deixou indóceis certos personagens dos meios políticos e jurídicos. Respondendo a uma pergunta da entrevistadora, ele disse que o tempo vai se encarregar de provar que o mensalão teve praticamente 80% de decisão política e 20% de decisão jurídica.

Foi um “deus-nos-acuda”. O ministro Marco Aurélio, do STF, alegou tratar-se apenas da opinião de um leigo. Parece esquecido de que, desde o início do julgamento, sumidades do Direito protestaram contra a natureza política de sua condução. Também acusaram a Corte de ter saído da trilha dos procedimentos convencionais e incursionado por vias estranhas ao Direito.

Entre as vozes críticas estão as de Celso Bandeira de Mello (http://goo.gl/RwPlFe), Dalmo Dallari (http://goo.gl/OjTRCE) e Cláudio Lembo (http://goo.gl/ov0DEs). Constitucionalistas estrangeiros, como José Canotilho e Claus Roxin criticaram aspectos fundamentais de condução do processo. Sobre José Dirceu, o insuspeito jurista Ives Gandra asseverou, depois de ler o processo, que ele foi condenado sem provas (http://goo.gl/D8PflS).

Reforma política será ponto central da campanha de Dilma

A reforma política é um dos pontos centrais das diretrizes do programa de governo para a candidatura da presidenta Dilma Rousseff à reeleição. O programa foi discutido durante o 14º Encontro Nacional do PT, que terminou nesse sábado (3) em São Paulo. Para o partido, a reforma vai ao encontro das demandas da população demonstradas nas manifestações de junho do ano passado. O conteúdo dos documentos foi aprovado, mas ainda precisa passar por uma redação final antes de ser oficializado pelo Diretório Nacional do partido.

“O fato é que, após mais de uma década de melhorias sociais relevantes, a população reivindica reformas, muitas das quais contidas em nossas plataformas de luta, como é o exemplo da reforma política”, destaca o texto.

O presidente do PT, Rui Falcão, ressaltou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá papel central na campanha de Dilma. “O Lula deixou claro que ela é a candidata e ele vai se engajar diretamente e totalmente na campanha assim que retornar de sua viagem ao exterior”, destacou.

Para Falcão, as declarações do ex-presidente devem acabar com os rumores de que ele tentaria um novo mandato à frente do Palácio do Planalto. “Ficou claro aquilo que a gente já vinha afirmando há muito tempo: de que a Dilma era a candidata e de que não havia nenhuma intenção do Lula de impedir a reeleição dela”.

(Agência Brasil)

África do Sul enfrenta problemas quatro anos após a Copa, diz jornalista

Joanesburgo, maior cidade da África do Sul, viveu por anos a expectativa de melhoras na condição de vida da população, com a realização da primeira Copa do Mundo no Continente Africano, em 2010. Quatro anos depois, no entanto, o país enfrenta problemas, como o endividamento público e estádios ociosos, de acordo com o jornalista sul-africano Niren Tolsi.

Ele conta que as duas arenas construídas para receber partidas do Mundial, o Ellis Park Stadium e o Soccer City, estão subutilizadas. O último recebe atualmente mais atividades musicais e políticas do que partidas de futebol.

Tolsi veio ao Brasil para participar do Encontro dos Atingidos – Quem Perde com os Megaeventos e Megaempreendimentos, em Belo Horizonte.

O jornalista relata que os moradores esperavam que a preparação para a Copa projetasse Joanesburgo internacionalmente e proporcionasse mudanças na infraestrutura urbana, com o alargamento de estradas e a multiplicação de opções de transporte coletivo.

As obras de mobilidade feitas no país à época são úteis para a população. Porém, o Mundial foi marcado também por denúncias de corrupção na construção dos estádios, deslocamentos forçados de famílias, aumento da repressão policial e expulsão de moradores de rua e de vendedores ambulantes das áreas centrais de Joanesburgo, segundo o jornalista.

“A Fifa foi embora com R 25 milhões [R é o símbolo de rand, moeda oficial da África do Sul] de lucro e o país ficou endividado”, lamentou.

O Mundial na África do Sul também não aqueceu o mercado de trabalho, como previsto, por causa da crise financeira que abala a Europa, de onde sairiam muitos dos turistas que o país esperava receber em 2010.

Tolsi vê semelhanças entre os problemas apontados pelos movimentos sociais no Brasil e o que ocorreu, há quatro anos, em seu país. Com a mobilização dos movimentos sociais e populações atingidas pelos grandes eventos, ele espera que “essa lógica mude e que a Fifa tenha que parar de agir em outros países, como faz hoje, trabalhando a favor das corporações, colocando em questão a soberania nacional”.

(Agência Brasil)

Túnel da Santos Dumont recebe últimas vigas

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foto secopafor tunel sdumont

Equipes da Secretaria da Copa de Fortaleza (SecopaFor) e da Secretaria de Infraestrutura (SEINF) acompanharam neste sábado (3) o lançamento das últimas vigas sobre o túnel da Avenida Santos Dumont no cruzamento com a Via Expressa.

“O cronograma da obra está no prazo e as equipes trabalhando em ritmo acelerado,” disse durante a visita a secretária Patrícia Macêdo, responsável pelo acompanhamento das obras da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014, em Fortaleza.

“Com essas ações, teremos uma condição de trânsito melhor não apenas para quem vai nos visitar, mas, principalmente, para todos os moradores de Fortaleza. Afinal, a Copa acontecerá e as obras ficarão como benefício permanente”, ressaltou a secretária.

CBF interdita estádio no Recife após morte de torcedor com vaso sanitário

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) interditou neste sábado (3) o Estádio do Arruda, no Recife, após a morte de um torcedor durante a partida entre o Santa Cruz e o Paraná, válida pelo Campeonato Brasileiro da Série B. O torcedor foi atingido por um vaso sanitário e morreu no local. A polícia informou que outro vaso foi arremessado, mas não atingiu nenhum torcedor.

Em nota, a CBF justificou a medida pela “gravidade do incidente” e informou que a interdição tem validade a partir deste sábado até que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) “analise o caso e tome as providências cabíveis”.

O ato administrativo, assinado pelo diretor de Competições, Virgílio Elísio, e pelo diretor Jurídico, Carlos Eugênio Lopes, também tem efeito de representação da CBF no STJD para as medidas necessárias. A polícia ainda tenta identificar, pelas imagens das câmeras de segurança, quem jogou o vaso sanitário da arquibancada superior do estádio próximo a um dos portões.

Recife é uma das cidades-sede da Copa e receberá cinco jogos na Arena Pernambuco.

(Agência Brasil)

A carreira solo do PMDB

Da coluna Política, no O POVO deste sábado (3), pelo jornalista Érico Firmo:

O PMDB mandou no Ceará a partir de meados dos anos 80, com a filiação de Gonzaga Mota, até o fim daquela década, quando Tasso Jereissati e o então prefeito da Capital, Ciro Gomes, deixaram a sigla para não terem de apoiar Ulysses Guimarães. A partir dali, teve início uma década e meia de hegemonia peemedebista na Capital, sob o controle de Juraci Magalhães, mas de pouca relevância no Interior. No fim dos anos 90, Eunício Oliveira (PMDB) articulou a tomada do controle do partido de Mauro Benevides e deu início a um novo momento.

Primeiro, com apoio de Juraci. Depois, os dois caciques romperam, o ex-prefeito se desfiliou e o partido – já uma força secundária no Estado, que fazia uma cômoda oposição que pouco incomodava – tornou-se irrelevante também em Fortaleza. Foi o fundo do poço, mas dali começou a se reerguer como sócio de uma das mais ambiciosas e bem arquitetadas empreitadas políticas que o Ceará já conheceu. Como coadjuvante, o partido passou a ocupar a luxuosa antessala do projeto de poder que – sobretudo nos primeiros quatro anos – menos teve opositores na história democrática do Estado.

Foi absolutamente estratégico para o projeto dos Ferreira Gomes, em particular em 2012, quando o grupo rompeu com o PT para conquistar a Prefeitura de Fortaleza. Todavia, a vizinhança com o núcleo central do poder não mais satisfaz o partido, que, após quase uma década e meia, deseja voltar a ter protagonismo.

Isso já aconteceu com o próprio grupo dos Ferreira Gomes em relação ao PSDB. Desde que Ciro Gomes deixou o partido e construiu trajetória com mais autonomia em relação a Tasso Jereissati, sempre permaneceu como poderosíssima força política, influência e espaços generosos. Mas sempre como coadjuvante. Em 2006, decidiram que era hora de buscar o controle.

Isso é natural das grandes coalizões. Forças secundárias podem até se conformar em fazer figuração, mas os principais parceiros do poder uma hora haverão de ambicionar o controle da situação. Cheguei a tratar do assunto em fevereiro de 2012 (leia em http://bit.ly/1nbmER0). Como escrevi, fazer coligação significa ceder – “na política – como, aliás, em quase tudo mais – unir-se significa fazer concessões em nome dos benefícios que se irá extrair da parceria”. Em geral, parcerias são feitas entre forças que, sozinhas, teriam mais dificuldades em vencer as eleições. Então, pesa o pragmatismo: “Melhor dividir o poder que fazer oposição isoladamente”, escrevi na mesma coluna citada acima. E acrescentava: “Assim como se deu com Cid em relação a Lúcio (Alcântara), também PT e PMDB – cedo ou tarde – desejarão assumir o controle da situação”.

Com o PMDB fora do governo, o partido não apenas ficará livre para negociar com opositores. Essas conversas já vêm ocorrendo faz tempo, embora devam se intensificar. Além disso, será possível perceber com um pouco mais de clareza o discurso da candidatura peemedebista, uma absoluta incógnita até agora.

Genoino, Falcão e a estratégia do PT

Em artigo no O POVO deste sábado (3), o editor-adjunto de Conjuntura do O POVO, Erivaldo Carvalho, comenta a estratégia do PT de apontar para um inimigo externo quando questionado sobre desvios éticos. Confira:

O PT continua dando sinais de que irá seguir com a estratégia de apontar para um inimigo externo quando questionado sobre desvios éticos. Demonstração disso veio a público nessa sexta-feira (2), quando o dirigente nacional da legenda, Rui Falcão, debitou na conta do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, eventual risco de morte do ex-deputado José Genoino.

Condenado por corrupção no esquema do mensalão, o petista está recolhido ao presídio da Papuda, depois de idas e vindas de atestados médicos sobre a condição de saúde dele. Uma junta médica concluiu que Genoino poderia voltar para o semiaberto – em vez de prisão domiciliar. Com base nesse laudo, Barbosa expediu um novo mandado de prisão.

Voltando à tática petista. O novo ataque a Barbosa veio dias depois de o ex-presidente Lula calcular em 80% o peso que a política teve nas decisões do Supremo. À Justiça caberia os demais 20%. A declaração, como era de se esperar, provocou muito rebuliço, tanto de membros da Corte como de personagens da cena pública nacional.

A responsabilização de Falcão imputada a Barbosa em relação à vida de Genoino significa, portanto, que a cúpula petista deu de ombros com a forte reação à declaração de Lula.

Aqui vai uma pista por que o PT faz isso. Essa opção é muito mais cômoda e eficaz. Ao agirem assim, seus líderes, além de escamotearem – ou ressuscitarem – um debate em que pareciam vencidos, continuarão sem precisar fazer nenhuma autocrítica para seus liderados. E, de quebra, seguirão inflando o sentimento dos seguidores mais fiéis – uma mão na roda para arregimentar fileiras em ano eleitoral.

Sempre chamou a atenção deste articulista a reação desmedida do PT quando veio à tona o modus operandi da “organização criminosa” da prostituição institucional instalada no Congresso Nacional no governo Lula. Mesmo depois de a ação penal exaustivamente debatida e concluída, ainda salta aos olhos a revolta – quase incredulidade – de petistas pelo fato de alguns deles estarem atrás das grades.

Ao agir assim, o PT dá brecha para os mais críticos insinuarem que nenhum membro do partido, no poder, temesse que o mensalão fosse desvendado e investigado. E, havendo condenações, que os culpados pagariam por seus crimes.

Helicóptero cai em Aquiraz

Um helicóptero caiu na manhã deste sábado (3), na Praia do Presídio, em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza. Segundo o Corpo de Bombeiros, a aeronave era ocupada por seis pessoas, sendo dois adolescentes. De acordo ainda com o Corpo de Bombeiros, ninguém ficou ferido.

A aeronave caiu a poucos metros da praia, dentro do mar, o que possibilitou a rápida retirada dos ocupantes. O Blog apurou que um dos ocupantes seria o vice-prefeito de Aquiraz, Marcos Callou, o Marquinhos (PMDB).

Dilma teria Aécio no 2º turno, aponta pesquisa

foto dilma e aécio

Dilma Rousseff 35%. Aécio Neves, 23,7%. E Eduardo Campos, 11% das intenções de voto. A pesquisa Sensus, divulgada na madrugada deste sábado (3), aponta uma disputa de segundo turno na eleição presidencial. A pesquisa ouviu dois mil eleitores, entre os dias 22 e 25 de abril, com margem de erro de 2,2 pontos para mais ou para menos.

O diretor do Sensus, Ricardo Guedes, observa que ouve uma migração de votos da presidente para candidatos da oposição. “Antes, as pequenas quedas de Dilma aumentavam o índice de indecisos”, ressalta o diretor.

No índice de rejeição, 42% dos eleitores declaram que não votariam em Dilma, contra 35,1% de Eduardo Campos e 31,1% de Aécio Neves.

(com agências)

Carol Bezerra herda legado de Patrícia Saboya

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foto carol bezerra e patrícia saboya

O envolvimento da primeira-dama Carol Bezerra com as questões sociais de Fortaleza chama a atenção não só nas comunidades, como também das associações e do meio político. A mais nova bandeira da primeira-dama são as crianças e adolescentes. Um perfil semelhante ao da ex-primeira-dama de Fortaleza e ex-primeira-dama do Ceará, Patrícia Saboya.

Referência nacional na luta da causa de crianças e adolescentes, a ex-vereadora de Fortaleza, ex-deputada estadual e ex-senadora Patrícia Saboya agora se encontra em uma atuação limitada, diante da nova função de conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE), há um mês.

Segundo Patrícia, em entrevista ao Blog, Carol Bezerra começa a se destacar nas questões sociais da cidade. “Apesar de menina, ela é muito madura neste aspecto das causas sociais”, comentou Patrícia Saboya, ao ressaltar que tem conversado com a primeira-dama sobre crianças e adolescentes. “O prefeito Roberto Cláudio tem dado espaço para que a Carol possa agir nas causas sociais, o que é raro em um governante”, destacou a ex-senadora, que lembrou ainda a boa assessoria da primeira-dama, como a ex-deputada e assistente social Tânia Gurgel.

Presidente da Fundação da Criança e da Família Cidadã (Funci), Tânia Gurgel também se mostra otimista com o legado herdado por Carol Bezerra. “A primeira-dama possui uma grande força de trabalho e uma liderança espontânea”, observou a ex-deputada, que também preside o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente do Município de Fortaleza (Comdica).