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Quase me rendendo aos do contra

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Em artigo no O POVO deste sábado (19), o jornalista Luiz Henrique Campos comenta das dificuldades do torcedor brasileiro na Copa. Confira:

Fui entusiasta de primeira hora da realização da Copa do Mundo de Futebol no Brasil neste ano. Não no sentido ufanista de que a vinda do evento para o país significaria que todos nossos problemas seriam resolvidos em um passe de mágica, e que nós definitivamente passaríamos à categoria de nação de primeiro mundo. Não! Achava e ainda tenho uma pontinha de esperança de que possamos capitalizar benefícios com o evento, seja no aspecto econômico ou no que diz respeito a mostrar ao mundo do que somos capazes de fazer a partir de nossa capacidade de lidar com as dificuldades.

Confesso, porém, que a menos de dois meses para o início da Copa, uma pulguinha na orelha já me faz ver as coisas de uma outra maneira. Primeiro, porque o que poderia trazer de alegria para o nosso povo, amante do futebol, não deverá ser traduzido no que se estava prognosticando. O campeonato de futebol da Fifa, sim, porque o evento é mais dela do que do povo brasileiro, mostra-se muito mais voltado para uma elite de privilegiados, do que propriamente para a maioria de nós mortais.

Ingressos com preços altíssimos e difíceis de serem adquiridos, nos passam a sensação de sermos estranhos em nossa própria casa. Não à toa, é praticamente inexistente o clima de Copa em quase todas as cidades sedes pelo Brasil. Hoje, há mais preocupação com possíveis manifestações durante os jogos, do que propriamente com o espetáculo das partidas. De outro lado, o chamado legado de infraestrutura previsto na área de mobilidade urbana mostrou-se uma falácia. Estamos, arriscaria dizer, enfrentando mais problemas do que quando fomos anunciados como sede dos jogos.

O fato, é que se não queria me render aos do contra, começo a considerar a possibilidade de reconhecer, que mesmo não concordando com a forma dos protestos desfavoráveis à Copa, é impossível negar a fundamentação lógica dessa grita.

Além de termos aceito as mais variadas imposições da entidade organizadora do mundial, mudando leis e alterando regras existentes em nosso país, já temo que o custo benefício não nos seja favorável, e ainda tenhamos que arcar com esse erro no futuro.

O espaço aberto na sucessão presidencial

Da coluna Política, no O POVO deste sábado (19), pelo jornalista Érico Firmo:

Dilma Rousseff (PT) caiu para 37% na pesquisa Ibope, índice bastante baixo para quem já surfou em popularidade recorde e está há quase três anos e meio no governo. Mas ainda suficiente com larga margem para dar a ela a vitória no primeiro turno, pois representa mais da metade das intenções de votos válidos. Na mesma pesquisa, percentual igual ao da presidente é obtido pelos eleitores que dizem votar em branco, nulo, não sabe ou não respondeu. Enquanto isso, Aécio Neves (PSDB), com 14%, e Eduardo Campos (PSB), com 6%, não empolgam como alternativas reais de poder. O índice de “não voto” é quase o dobro da soma dos principais opositores de Dilma e isso diz muito sobre o sentimento do eleitor em relação às opções colocadas.

Existe sentimento de insatisfação, que se materializa nas pesquisas. Dilma está frágil e entra na campanha vulnerável. Porém, ninguém – até agora – consegue tirar proveito desse cenário. Há uma margem enorme para o surgimento de uma força alternativa, que apresente algo de diferente e canalize a insatisfação do eleitor. Em pré-campanha há bastante tempo, nem Campos nem Aécio conseguiram ainda se mostrar como alternativa melhor aos olhos desse público. Marina Silva (PSB), meses atrás, apareceu como nome capaz de impedir a vitória de Dilma no primeiro turno. Mas, nas simulações em que aparece, suas intenções de voto caíram, provavelmente diante da constatação do eleitor de que ela não será candidata. Porém, não transferiu a força que chegou a apresentar para seu colega de chapa Eduardo Campos.

Entre os demais partidos, não parece haver nada capaz de aproveitar esse vácuo aberto e surpreender. A mesmice generalizada contribui para o favoritismo de Dilma por inércia. Que não deixa, todavia, de estar com vulnerabilidade em nível preocupante para quem entrará na campanha. A surpresa que não houve até agora pode despontar com a propaganda no rádio e na televisão. As condições para tal estão dadas. Tem faltado o perfil adequado e a estratégia certa.

Aécio: Senado precisa do Tasso

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foto tasso e aécio

O presidente nacional do PSDB e pré-candidato tucano à Presidência da República, senador Aécio neves, foi o entrevistado do programa Evandro Nogueira, na Verdinha 810, na manhã deste sábado (19). Por meia hora, Aécio falou de pesquisas eleitorais, inflação, Petrobras é do cenário político no Ceará, quando mais uma vez disse que torce pela candidatura Tasso Jereissati ao Senado.

“O Senado precisa do Tasso, uma das melhores figuras públicas que conheci na vida política. É profundo conhecedor das questões de interesse do povo brasileiro e defensor intransigente do Ceará”, comentou.

O pré-candidato tucano criticou o que chama de “contradição de discurso” no caso da Petrobras. Segundo Aécio Neves, enquanto a presidente da Petrobras, Graça Foster, admite que o negócio de Pasadena foi ruim para o Brasil, o ex-presidente da empresa, Sérgio Gabrielli, aponta a transação  como positiva para o país. “A CPI é fundamental para esclarecer quem tem razão”, avaliou.

Aécio Neves disse que as pesquisas eleitorais são irrelevantes no momento, diante de uma superexposição da presidente na mídia. “Não será surpresa se a candidata à reeleição sequer for para o segundo turno”, aposta o tucano, ao lamentar o retorno da inflação e sugerir um choque de gestão, que atualmente conta com 39 ministérios.

Na terça-feira (22), Aécio Neves estará à frente do encontro da Executiva Nacional do PSDB com os diretórios estaduais.

Roubo de carga gera prejuízo de R$ 1 bilhão em 2013

O número de roubos de cargas de caminhões em todo o Brasil continua aumentando. Estima-se que, em 2013, os casos de roubos de cargas tenham chegado a 15,2 mil, superando o ano de 2012, quando foram registrados 14,4 mil.

A estimativa foi divulgada pelo assessor de Segurança da Associação Nacional dos Transportadores de Carga e Logística (NTC), coronel Paulo Roberto Souza, durante o 14º Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas. O evento foi promovido pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara Federal.

De acordo com o Paulo Roberto Souza, os dados de 2013 ainda não foram fechados, porque a associação está aguardando informações de alguns estados. O prejuízo às empresas com os roubos de cargas deve ter chegado a R$ 1 bilhão no ano passado. A maior incidência desse crime está na região Sudeste: aproximadamente 52% dos casos no estado de São Paulo e 23% no do Rio de Janeiro.

(Agência Câmara Notícias)

Transparência é…

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charge eliomar cid descanso

Da Coluna Vertical, no O POVO deste sábado (19):

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência divulgou nota informando sobre consulta da presidente Dilma Rousseff para exames. A presidente enfrentou câncer. Aqui, o Governo do Estado omite dados sobre viagem de Cid Gomes para “descanso em clínica”.

Vamos nós – Nesse confuso lide da assessoria de imprensa do Governo faltou o “onde”.

Índios representam menos de 10% da população da época do descobrimento

foto índios

No Dia do Índio, várias manifestações estão agendadas no Brasil. O que deveria ser motivo de comemoração, passa ano após ano a ser uma data de protesto. Os números falam por si. Há cerca de 500 anos, mais de quatro milhões de índios habitavam o Brasil. Atualmente, a população indígena não chega a 350 mil habitantes.

Há Estados brasileiros que não mais registram a presença de grupos indígenas, como o Piauí e o Rio Grande do Norte, assim como a própria capital federal. Da população indígena no país, 60% está concentrada na Amazônia, com 53 grupos ainda não contatados pelo homem “civilizado”.

A maior batalha do índio, atualmente, é pela demarcação de terras. Pouco mais de um milhão de quilômetros quadrados (12,2% do território brasileiro e o dobro da Espanha) são reconhecidos como terras indígenas, mas boa parte ainda não demarcada.

Em ano de Copa do Mundo e às vésperas das Olimpíadas do Rio, os confrontos com os índios aumentaram em todo o país. No Rio, índios foram despejados em nome do Complexo Maracanã. A promessa é que um museu do índio seja erguido, a partir da estrutura conhecida como Aldeia Maracanã. E assim segue a história indígena no país, cada vez mais curta.

(com agências)

Indenizações por acidentes na Semana Santa dobram nos últimos cinco anos

No feriado da Semana Santa dos últimos cinco anos, o Brasil registrou uma média de mil acidentes com veículos com vítima por dia. Os dados são da Seguradora Líder, responsável pelo Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres (Dpvat), que apontam apenas os pedidos de indenização por morte, invalidez permanente e reembolso de despesas médicas e hospitalares.

De acordo com a seguradora, foram 4.742 pagamentos para acidentes ocorridos durante o feriado de 2013, número 94,4% maior do que o registrado em 2009. O diretor de Relações Institucionais da seguradora, Marcio Norton, explica que o aumento da frota de motocicletas no país responde por parte desse aumento.

“Nas coberturas em geral e na invalidez permanente, no caso da moto é muito característico. A pessoa cai da motocicleta e não tem um airbag, um para-lama, um para-choque para proteger. Ela própria vai no chão e as lesões mais comuns são dos ossos longos das pernas e braços. A invalidez, ainda que não seja total ou tenha uma perda anatômica de algum órgão, o motociclista tem a perda de movimento e de mobilidade, tem alguma sequela e aí tem a indenização de invalidez”.

Os acidentes envolvendo motocicletas são maioria e tiveram aumento maior do que a média geral: 122,5% em cinco anos, passando de 1.589 indenizações em 2009 para 3.535 em 2013. Só de invalidez permanente causada por acidentes com moto, o número passou de 994 para 2.591, um aumento de 160,7%.

As indenizações por morte aumentaram 23,6%, sendo 80% delas para vítimas do sexo masculino. Na Semana Santa do ano passado, foram 189 acidentes com morte na Região Nordeste, o que representa 34,4% do total, seguido do Sudeste, com 175 indenizações, 31,9%. O número ainda pode aumentar, já que a vítima ou beneficiário tem três anos para pedir a indenização.

Norton lembra que o trânsito no Brasil mata mais do que guerra e do que muitas doenças, número que aumenta em feriados prolongados como o do carnaval e da Semana Santa. “Morrem, em média, 125 pessoas por dia durante o ano, mas nesses períodos sobe para 150, 160, e consequentemente também o número de invalidez e outros danos, que cresce também”.

O seguro Dpvat foi criado em 1974 e é pago a todas as vítimas de acidentes de trânsito no Brasil, seja ela motorista, passageiro ou pedestre, e sem apuração de culpa. São três coberturas: morte (R$ 13,5 mil), invalidez permanente (até R$ 13,5 mil) e reembolso de despesas médicas e hospitalares (até R$ 2,7 mil). Os documentos necessários para fazer o pedido e os pontos de atendimento podem ser consultados no site www.dpvatsegurodotransito.com.br.

(Agência Brasil)

Diferença de classe em internações do SUS é tema de audiência no Supremo

Estão abertas até a terça-feira (22) as inscrições para a audiência pública que vai discutir a chamada “diferença de classe” nas internações do Sistema Único de Saúde (SUS). O debate, marcado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para o final de maio, vai ouvir a opinião de especialistas, Poder Público e sociedade civil sobre a possibilidade de melhoria na acomodação e de contratação de um profissional conforme escolha do paciente.

A audiência foi convocada para que os ministros do Supremo ouçam diferentes pontos de vista e possam julgar o Recurso Extraordinário 581488, que trata do tema. De acordo com o STF, cada pessoa deverá defender seu ponto de vista durante 15 minutos.

O STF deve analisar o recurso proposto pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul, por meio do qual contesta a decisão da Justiça Federal da 4ª Região de não restabelecer a prática, proibida desde 1991. Para o tribunal, a “diferença de classe” é improcedente, pois trata de forma diferente os pacientes dentro de um sistema como o SUS, que prevê acesso universal e igualitário aos serviços de saúde.

Em 2012, os ministros do STF deliberaram que o julgamento terá repercussão geral, o que significa que a decisão que for tomada neste caso será aplicada em situações idênticas pelas instâncias inferiores.

O recurso tramita no STF desde 2008 depois que uma ação civil pública foi movida pelo conselho de medicina gaúcho contra a cidade de Canela (RS), para que o município, enquanto gestor municipal do SUS, fosse obrigado a permitir a “diferença de classe”.

A audiência está marcada para o dia 26 de maio e os interessados devem enviar e-mail para diferencadeclasse@stf.jus.br. A relação dos inscritos para o debate será divulgada no site do Supremo a partir do próximo dia 28.

(Agência Brasil)

Empresários cearenses buscam parcerias na China

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Um negócio da China. Essa é a expectativa do presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), Honório Pinheiro, que está à frente de uma comitiva de empresários cearenses na busca de parcerias na China.

Segundo o dirigente, o Ceará busca estreitar a relação comercial com a China, atualmente intermediada por São Paulo.

(Joelma Leal, da China, especial da o Blog)

Chove em 57 cidades do Ceará

Choveu em 57 dos 184 municípios do Ceará entre as 7 horas dessa quinta-feira (17) e as 7h desta sexta-feira (18), segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Viçosa do Ceará teve a maior precipitação do Ceará nesta madrugada, com 60 mm.

Em segundo lugar ficou Reriutaba, com 57 mm. Além disso, registraram maiores chuvas os municípios de Mucambo (55 mm), Mauriti (54 mm), Crato (49 mm), Ibicuitinga (46.2 mm), Graça (43 mm), Viçosa do Ceará (38.8 mm) e Granja (38 mm). Em Fortaleza, a precipitação foi de 26.8 mm, registrado no posto Pici.

Embora a média de chuvas em abril tenha sido superior a do mês de março, não houve fortes alterações nos números de reservatórios em alerta no Ceará. Dos 139 açudes monitorados, 99 ainda estão com volumes inferiores a 30% e metade das 12 bacias hidrográficas cearenses não apresentou aumento do volume d’água.

(O POVO Online)

Proteção aos superendividados pode virar lei

A preocupação com o superendividamento dos brasileiros pode levar à criação de uma lei de proteção ao consumidor. O Projeto de Lei do Senado 283/12, que disciplina a oferta de crédito ao consumidor e previne o superendividamento, pode ser votado no plenário da Casa ainda este mês. O projeto faz parte da reforma do Código de Defesa do Consumidor, que também inclui proposta que regulamenta as compras pela internet.

O projeto prevê a garantia do crédito responsável, a educação financeira e a prevenção e tratamento das situações de superendividamento. Estabelece ainda o conceito do “mínimo existencial” de renda, que deve ser garantido por meio de revisão e repactuação de dívidas. De acordo com o projeto, a soma das parcelas reservadas para pagamento de dívidas não poderá ser superior a 30% da remuneração mensal líquida e, assim, será preservado o “mínimo existencial”.

O projeto também prevê que, a pedido do consumidor, o juiz poderá instaurar processo de repactuação de dívidas, com realização de audiência conciliatória. Nessa audiência, o consumidor apresentará uma proposta de plano de pagamento, com prazo máximo de cinco anos, sempre preservando o mínimo existencial.

Para a assessora do Procon-SP, Vera Remedi, há uma irresponsabilidade na concessão de crédito no país. “Os consumidores cobrem uma dívida com juros muito altos. Ainda contribui para isso a venda casada de seguro, o crédito com troco, as ofertas de crédito por telefone ou caixa eletrônico. Tudo o que é mais fácil, tem juros mais altos. O que mais me preocupa são os superendividados adimplentes. Não existem muitas propostas para renegociar dívidas. As pessoas, às vezes, têm só 20% da renda para o pagamento de despesas básicas de alimentação, transporte e moradia, daí usam cartão de crédito e cheque especial e ficam sem saída”, ressalta.

Segundo a superintendente de Serviços ao Consumidor da Serasa Experian, Maria Zanforlin, pode ser considerado como superendividado o consumidor que tem mais de quatro dívidas. “Ocorre quando a pessoa fez mais compras do que pode pagar e precisa de crédito”, explica.

(Agência Brasil)

Simon expressa confiança em decisão do STF favorável a CPI exclusiva da Petrobras

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O senador Pedro Simon (PMDB-RS) disse estar confiante numa decisão do Supremo Tribunal Federal favorável ao pedido da oposição para que a CPI da Petrobras apure somente denúncias contra a estatal. O entendimento atual da Mesa do Senado é de que, com dois requerimentos de CPI, prevalece o mais amplo, do governo.

Simon disse que a decisão do Supremo deve sair nos próximos dias. Por isso, considerou positivo o Senado ter adiado, na terça-feira, a votação sobre parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pela criação da CPI mais ampla, para investigar também os metrôs de São Paulo e do Distrito Federal e o Porto de Suape, em Pernambuco.

De acordo com Pedro Simon, é melhor que o assunto seja discutido pelos senadores depois da decisão do STF, que, em sua opinião, repetirá posição anterior em que a CPI foi considerada um direito da minoria.

Simon ressaltou que, depois da instalação da comissão, a maioria poderá fazer valer seu poder nas decisões e nos rumos dos trabalhos.

– Hoje, a Petrobras vale 50% do que valia há dois anos. Não vão dizer que é a oposição, que é a imprensa que levou a essa conclusão. Na minha opinião, esse é um assunto de tal gravidade que a comissão tinha que se transformar num tribunal, onde senador vai votar de acordo com sua consciência. Votar partidariamente, votar contra, num assunto contra a Petrobras, eu não acredito.

(Agência Senado)

Você sabe perder?

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Com o título “O que é “saber perder?”, eis artigo do jornalista e sociólogo Demétrio Andrade. Ele aborda a distinção qualitativa do que seja saber perder, a partir de reflexões de outro colaborar do Blog, no caso o poeta e publicitário Ricardo Alcântara. Confira:

Uma questão levantada pelo publicitário Ricardo Alcântara chamou minha atenção nos últimos dias. Ele perguntava, via facebook, o que significava “saber perder”, já confessando que não gostava nem um pouco da ideia. A princípio, é lógico que não se trata de um problema de gosto, já que ninguém, em sã consciência ou dentro de “condições normais de temperatura e pressão”, fica feliz numa situação de perda, com raras exceções, como quando, por exemplo, nos livramos daqueles quilinhos a mais.
Mais contraditório ainda é se nos debruçarmos sobre o significado da expressão. Bacon já cravava há tempos que “saber é poder”. Mas discorrer sobre o “poder da perda” não me parece razoável. Tem mais: para saber é preciso aprender. E “aprender a perder” denota uma crueldade indigesta – especialmente para vascaínos como eu.

Também detesto perder. Da porrinha ao futebol, de disputa eleitoral à discussão em mesa de bar. Mas arrisco a dizer que esta fala popular quer resumir ou nos lembrar, de jeito um tanto torto, uma exigência inexorável da vida: as perdas existem, ou, dito de outra forma, não se pode ganhar sempre. Mas isso incomoda – profundamente – quem preza em seu espírito a competitividade, a vontade de superar seus limites e persistência em atingir seus objetivos. Pra quem gosta de vencer – inclusive a si próprio – tais palavras representam, de cara, comodismo e resignação.

A principal tarefa seria, a meu ver, fazer a distinção qualitativa de cada perda. Perder uma competição qualquer nunca terá – ou não deveria ter – o mesmo peso da perda de um ente querido. O exercício de assimilar os impactos da perda nos dois casos é substancialmente diferente. No primeiro exemplo, “saber perder” pode significar, por exemplo, juntar os cacos, aprender com os erros cometidos e preparar-se para tentar vencer o próximo combate. No segundo, acostumar-se com uma nova realidade, definitiva e imutável, sobre a qual não temos a menor capacidade de interferir.

Difícil definir o que é “saber perder”. Mas posso aferir que sentir-se derrotado a priori é uma burrice contra a vida. Neste ponto, talvez por influência da Semana Santa, me veio à mente aquela oração na qual se pede a Deus “serenidade para aceitar as coisas que não podemos mudar, coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguir umas das outras”. O que sei é que lidar com a dor da perda não é, definitivamente, ofício para os fracos.

* Demétrio Andrade
Jornalista e sociólogo.

Naquela ceia tá faltando ele…

guimarães deputado federal

O deputado federal José Nobre Guimarães (PT) informa que cumprirá, nestes dias santos, uma missão afetiva, dando pausa ao trabalho pró-Senado: visitará seus pais no distrito de Encantado, em Quixeramobim.

Guimarães, ao contrário de anos anteriores, não se encontrará com seu irmão, José Genoíno, condenado no processo do Mensalão e em prisão domiciliar em Brasília.

Ocupação na rede hoteleira em Fortaleza é recorde na Semana Santa

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foto salmito turismo

Fortaleza bateu recorde na ocupação hoteleira durante a Semana Santa, segundo dados da Secretaria de Turismo de Fortaleza (Setfor) e da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no Ceará (ABIH-CE). A ocupação chegou a 95%, um aumento de 28,3% em número de vagas em relação à media do período, de 74%.

Para o secretário de Turismo, Salmito Filho, Fortaleza não conta apenas com o sol e o mar como atrativos. Ele destaca a política de investimentos mantida pelo prefeito Roberto Cláudio no turismo de eventos, tendo como um dos exemplos a realização da segunda etapa do Circuito Ironman, em novembro próximo. “Muitos atletas aproveitam feriados prolongados para sentir as condições climáticas e conhecer o percurso da prova. Esses atletas têm por costume viajar com suas famílias aos locais de competição”, pontua, acrescentando que o turismo de eventos produz o dobro de riqueza em relação ao turismo de entretenimento.

O secretário também enfatiza a construção do Centro de Eventos, por parte do Governo do Estado, e a requalificação da avenida Monsenhor Tabosa e da Praia do Futuro, obras da Prefeitura, como atrações. “Uma pesquisa mostrou que Fortaleza se destaca no turismo nacional porque sempre apresenta uma novidade. A nova Monsenhor Tabosa e a Praia do Futuro têm sido muito elogiadas pelos turistas. Outro ponto positivo é a receptividade do fortalezense, um diferencial citado por muitos turistas”.

O presidente da ABIH-CE, Darlan Leite, disse que o setor sente de forma positiva os investimentos feitos pelo Governo do Estado e pela Prefeitura de Fortaleza e que os hotéis também acompanham em investimentos o crescimento da nova demanda. “Antes, tínhamos alta e baixa estação. Hoje, podemos dizer que Fortaleza vive intensamente o turismo o ano inteiro”.

(Prefeitura de Fortaleza)