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Escolas têm calendários diferenciados em 2014 em razão da Copa

No ano da Copa do Mundo, as escolas estabeleceram calendários diferenciados: umas optaram por férias mais longas no meio do ano, para englobar todo o período de jogos, outras por liberar os alunos nos horários ou mesmo nos dias de jogo. Em todos os casos, o mínimo de 200 dias letivos e de 800 horas no ano estabelecido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/1996) devem ser cumpridos.

A Lei Geral da Copa (12.663/2012) estabelece que os sistemas de ensino ajustem os calendários escolares de forma que as férias das redes pública e privada abranjam todo o período da Copa, de 12 de junho a 13 de julho do próximo ano. No entanto, um parecer do Conselho Nacional de Educação, deu autonomia às escolas e às redes de ensino para decidir o calendário.

Nas 12 cidades-sede, os alunos serão liberados nos dias ou horários dos jogos do Brasil e os que acontecerem no local. Nas demais, isso acontece apenas nos jogos do país.

Entre as escolas públicas, a decisão ficou a cargo das secretarias de educação dos estados e das prefeituras. “Todas as secretarias de educação discutiram democraticamente o calendário escolar, com o objetivo de garantir que esse grande evento mundial não impactasse negativamente no processo de ensino e de aprendizagem”, explica a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e secretária do Mato Grosso do Sul (MS), Maria Nilene Badeca da Costa.

Ela explica que nas escolas estaduais do MS, as férias do meio do ano vão abranger parte do período da Copa, de 8 a 22 de julho. Não haverá aula nos dias do jogo do Brasil e esses dias letivos serão repostos aos sábados antes do início da Copa.

Nas escolas públicas municipais, os calendários também são variados. “Nos municípios temos outra realidade, temos o ensino fundamental, as creches. São os pais que levam as crianças”, explica o membro da diretoria da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e Secretário de Educação de Florianópolis, Rodolfo Joaquim Pinto da Luz. Não há um levantamento oficial dos mais de 5 mil municípios brasileiros, mas ele acredita que a maioria das cidades tenha optado por um calendário normal e que as grandes alterações tenham sido feitas nas cidades-sede.

(Agência Brasil)

Justiça determina fim de operação tartaruga da PM no DF

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) acatou parcialmente pedido do Ministério Público do Distrito Federal (MPDF) e determinou que os policiais militares do Distrito Federal encerrem a operação tartaruga que, desde outubro de 2013, é feita com o intuito de pressionar o governo a dar reajuste salarial, reestruturação da carreira e pagamento de benefícios a PMs em atividade ou na reserva.

De acordo com a assessoria do TJDF, a decisão em favor do pedido do MP foi deferida parcialmente pela desembargadora Nilsoni de Freitas Custódio no plantão da madrugada deste sábado (1º). Caso a determinação não seja cumprida, será aplicada multa diária de R$ 100 mil à representação da categoria. Ainda segundo a decisão, foi determinado que o comando da PM adote medidas para encerrar o movimento dos policiais.

Diversos cartazes espalhados pela Associação dos Praças Policiais e Bombeiros Militares em todo o Distrito Federal (Aspra- DF ) informam que o movimento só será encerrado quando o governo negociar com a categoria. A Agência Brasil entrou em contato com o diretor Jurídico da Aspra, Francisco Mendes. Segundo ele, o movimento conta com a participação de diversas entidades e que, por isso, aguardam ser informados oficialmente da decisão do tribunal, para se manifestar.

(Agência Brasil)

A seca é um carma?

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Em artigo no O POVO deste sábado (1º), o médico, antropólogo e professor universitário Antonio Mourão Cavalcante fala da seca que assola o Nordeste há séculos. Confira:

Estamos em plena seca. As fotos diárias, nos jornais, tentam registrar a morte esperada. Morte do gado, das criações. De sede. Do tudo seco. Esturricado.

Impossível não lembrar aquele berro rouco, gutural. Era a vaca mais velha do curral de meu avô! Ela veio se arrastando, quase nem mais andava. Balançava aquela armação de ossos. Carcaça. Chegou bem em frente ao alpendre e soltou aquele longo gemido… Ainda hoje ecoa em minha mente. O desespero daquela rês, num grito apelo. Quase morrendo. Garoto, eu vivi. Era 1958. Seca braba.

Não havia estradas. O sertão era só abandono. Lugar distante. Mas as filas de retirantes caminhavam em direção à cidade grande. Iam inchar a periferia da capital. Ser pedintes nas ruas e semáforos.

Depois, voltei a ver esse mundo nos filmes de Glauber Rocha. No Cinema Novo. Em Antonio das Mortes. Denúncia. Mas, o Brasil estava construindo Brasília. Abríamos caminhos rumo ao Brasil Central. Falávamos na Era do Desenvolvimento. Os mais velhos acreditavam na gestação de uma nova nação. Juscelino veio inaugurar o Orós. Nesses passos de democracia, partimos para as reformas de base… Não foram concretizadas. Ocorreu um grande aborto. Os sonhos foram adiados e caiu uma longa noite sobre nós.

Agora, depois que fizemos as pazes com a democracia – do jeito que foi possível! – era de esperar que a geração de governantes tivesse mais sensibilidade e resolvesse, sem grandes complicações, estes problemas que atravessam séculos. Qual o quê!

Esquecemos a transposição do rio São Francisco. Parou. Do tal Cinturão das Águas restou só projetos em papel… E tantas outras mentiras eleitorais. Começaram foi a construção de um aquário para turista ver peixinhos. Ou o frenesi em torno da Copa do Mundo: temos que aprender a falar Inglês!

E a seca dizima o sertão mais uma vez. Metade do gado do Ceará morreu nestes últimos tempos de estiagem. Cidades sem abastecimento de água. Carros pipa contaminados. Doenças epidêmicas começando a aparecer.

Tempos antigos x tempos modernos. A mesma dor. A mesma tragédia… Ainda falamos de seca. Até quando?

A avaliação de Cid e Roberto Cláudio em Fortaleza

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Da coluna Política, no O POVO deste sábado (1º), pelo jornalista Érico Firmo:

A TV Bandeirantes divulgou ontem pesquisa sobre a opinião dos fortalezenses acerca das administrações de Roberto Cláudio e Cid Gomes (ambos do Pros). É a primeira pesquisa específica sobre a administração do prefeito que completou um ano no cargo. No ano passado, o Ibope divulgou levantamento que trazia a opinião do cearense sobre a administração municipal, com recorte sobre a Capital. Permitia vislumbrar a opinião sobre a gestão municipal, mas de modo precário. Eram apenas 204 entrevistas. Nesta Vox Populi, são 400. Ainda muito pouco para obter dados confiáveis, mas ainda assim um avanço. Os números de agora são melhores para RC, mas passam longe de impressionar: 24% de ótimo ou bom, 45% de regular e 32% de ruim ou péssimo – a soma não fecha em 100% devido a arredondamentos de casas decimais. No Ibope de dezembro, tinha os mesmos 24% de ótimo ou bom, 29% de regular e impressionantes 42% de ruim ou péssimo, enquanto 4% não opinaram.

Já no caso de Cid Gomes, a opinião do eleitor da Capital atribui a ele desempenho bem melhor que o do prefeito aliado: 39% de ótimo ou bom, 38% de regular e 23% de ruim ou péssimo.

Como curiosidade: o prefeito tem hoje, após um ano de gestão, avaliação pior que a de sua antecessora Luizianne Lins (PT) em outubro de 2012, na última pesquisa Datafolha de seus oito anos de mandato. Naquela ocasião, ela tinha 30% de ótimo ou bom, 43% de regular e 26% de ruim ou péssimo. Há de se ponderar que são institutos diferentes, o que exige cuidados na comparação. O que chama atenção é que, normalmente, no início de mandato o prefeito ainda desfruta de crédito, enquanto no final já acumulou desgaste. Por outro lado, ao final do ciclo, houve tempo para mostrar serviço e apresentar realizações. No caso de Luizianne, ela terminou o mandato, logo após a campanha, em situação bem melhor do que chegou a estar, por exemplo, em 2011.

Sobre Cid, naquela mesma pesquisa Datafolha de outubro de 2012, ele tinha 54% de ótimo ou bom, 31% de regular e 12% de ruim ou péssimo – números aqueles bem melhores que os atuais.

Para além dos arroubos juvenis

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foto cid gomes

Em artigo no O POVO deste sábado (1º), o jornalista Luiz Henrique Campos analisa as estratégias políticas do governador Cid Gomes. Confira:

Peca pela superficialidade o observador que tenta definir o perfil do governador Cid Gomes a partir de seus arroubos juvenis. Uma rápida volta ao passado pode ser definidora dessa perspectiva, que mesmo podendo não ter sido de todo planejada, deixa para a história política do Ceará um rastro da marca do atual governador como estrategista. O primeiro passo nesse sentido é a sua eleição para a prefeitura de Sobral, atraindo para seu lado o Partido dos Trabalhadores (PT).

É bom lembrar que antes da aliança na princesa do Norte, lideranças petistas já haviam tentando aproximação com a chamada direita, sem sucesso. Bem sucedido como prefeito, e com o PT domado, Cid passa a ter como meta o governo do Estado. Aproveitando-se da fragilidade política do governador à época, Lúcio Alcântara, alia-se a Tasso Jereissati, isola Lúcio, e abre fissuras no poderoso PSDB.

Ao assumir o governo, começa a desmontar o partido tucano, cortando as asas de uma proeminente liderança que era o presidente da Assembleia Legislativa, Marcos Cals. Convidado para a pasta da Secretaria de Justiça, Marcos cai na armadilha, jogando por terra o capital político acumulado como mandatário maior do legislativo. Com o PT e o PSDB à mão, algo inimaginável para tão pouco tempo, coube a Cid dar o golpe de misericórdia na maior liderança recente do Ceará, que foi Tasso Jereissati, na disputa para o Senado em 2010.

Lulista de primeira ordem, Cid rompe com o tucano e passa a apoiar Pimentel e Eunício, tendo Lula como grande cabo eleitoral. O resultado todos sabem. Restava agora isolar de vez a resistência interna no PT que ainda não o engolia. Assim, manteve-se como aliado de Luizianne até o momento que considerou apropriado.

Ao mesmo tempo, fazia barba, cabelo, bigode e experiências na Assembleia Legislativa. Dessas experiências fabricou o prefeito Roberto Cláudio. No começo desta semana o ex-presidente Lula deixou claro que tem interesse em manter a aliança com o Pros no Ceará, em gratidão pela fidelidade de Cid a presidente Dilma, demonstrada quando ele saiu do PSB de Eduardo Campos. O gesto de gratidão não foi à toa.

Cofeco vive clima de abandono

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Quadras deterioradas, campo de futebol em forma de terreno baldio, piscinas sem tratamento, parte de casas e do clube prestes a desabar. O cenário de abandono é do Clube da Cofeco, no bairro Sabiaguaba, segundo denúncias de sócios-proprietários.

Apesar do estado de risco, os sócios denunciam que a atual diretoria continua a alugar o clube para eventos e temporadas, sem a devida prestação de contas.

Com a palavra, os dirigentes do clube.

Agentes da AMC suspendem paralisação

Os agentes da AMC decidiram em assembleia geral na Praça Estrela, em frente à sede da AMC, neste sábado (1º), que retornarão às atividades neste fim de semana, mas permanecerão em estado de greve. Segundo o Sindifort, uma comissão de agentes de trânsito e integrantes do sindicato foi recebida na noite dessa sexta-feira (31), no Paço Municipal, pelo prefeito Roberto Cláudio (Pros) e decidiu pelo estado de greve.

Já neste sábado, o prefeito assumiu o compromisso público de que, se a categoria suspendesse a paralisação no final de semana, na segunda-feira (3) ele “resolveria os problemas dos agentes da AMC”. A reunião de negociação com o prefeito já está marcada para segunda-feira, às 17h. Na terça-feira (4), a categoria convocará outra assembleia para discutir os resultados do acordo.

Nessa sexta-feira, os agentes decidiram por uma paralisação de 48h que teve início na madrugada deste sábado e teria previsão de fim para segunda-feira. Eles afirmam ter passado mais de uma semana sem proposta de negociação por parte da Prefeitura.

Em assembleia, os agentes avaliarão a proposta do prefeito Roberto Cláudio e decidirão se a greve permanecerá ou não. A atividade de doação de sangue no Hemoce, que estava prevista para a manhã deste sábado, foi suspensa.

Entre as principais reivindicações da categoria estão a mudança do nível de ingresso na carreira de técnico para superior; melhores condições de trabalho e valorização dos agentes diante das grandes obras, desvios e eventos constantes em nossa cidade; correção salarial da categoria em relação à média das demais capitais do país e correção da jornada de trabalho de 36 para 30 horas semanais, assegurada no Plano de Cargos, Carreiras e Salários.

(O POVO Online)

Código de Ética pode valer também para senador licenciado e suplentes

Senadores licenciados e suplentes de senador poderão ser submetidos às exigências e proibições do Código de Ética e Decoro Parlamentar. É o que está previsto no Projeto de Resolução do Senado (PRS) 80/2005. A proposta de Pedro Simon (PMDB-RS) estabelece ainda que veículos de mídia impressa (jornais, revistas, periódicos, editoras de livros) e agências de publicidade devem ser incluídos na lista de empresas de comunicação que os parlamentares são proibidos de controlar ou dirigir.

Para Simon é necessário apontar claramente as atitudes e comportamentos que demandam abertura de processo por quebra de decoro. O projeto altera a Resolução nº 20 de 1993.

A matéria está pronta para a pauta na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e tem parecer parcialmente favorável do senador Luiz Henrique (PMDB-SC) que apresentou duas emendas.

Após a votação na CCJ, o PRS 80/2005 será analisado pela Mesa do Senado para depois ser promulgado e entrar em vigor.

(Agência Senado)

O silêncio ensurdecedor do Governador

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Em artigo enviado ao Blog, a deputada Eliane Novais comenda do silencia do governador Cid Gomes, diante de denúncias contra parte de seu secretariado. Confira:

O início do ano foi marcado por notícias que atingiram em cheio o secretariado do Governo do Estado. No dia 13 de janeiro, a juíza Nadia Maria Frota Pereira, da 13ª vara da Fazenda Pública de Fortaleza, atendendo a pedido do Ministério Público do Estado, concedeu liminar para quebra do sigilo bancário do secretário-chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Arialdo Pinho, e de mais cinco supostos envolvidos no escândalo dos consignados.

Já no último final de semana, a imprensa cearense noticiou que a Justiça Federal acatou a denúncia do Ministério Público Federal no Ceará (MPF/CE) contra o ex-presidente do Banco do Nordeste (BNB), Roberto Smith, e o ex-presidente do Comitê de Auditoria do BNB, João Alves de Melo (além de mais nove dirigentes da instituição financeira) pela prática de gestão fraudulenta. Ambos ocupam atualmente cargos estratégicos no Governo do Estado.

As denúncias que envolvem os três gestores – ocupantes de cargos relevantes no Governo do Estado – são gravíssimas, como também é grave a resposta do poder executivo: um completo e incômodo silêncio. Silêncio que diz muito. No mínimo, omissão e falta de interesse em preservar o bem público.

O caso dos consignados levou milhares de servidores públicos ao superendividamento, prejudicando-os fortemente em suas vidas financeira e social. As investigações apontam favorecimento ilícito e tráfico de influência do secretário Arialdo Pinho e sua família por meio de empresas que operavam com exclusividade os empréstimos para servidores estaduais a juros superelevados.

O caso do BNB não é novo. O desfalque aos recursos do Banco ultrapassa R$ 1 bilhão e resulta de cerca de 55 mil operações de crédito irregulares a empresários. São recursos que poderiam estar sendo usados em favor do desenvolvimento do Nordeste (que padece diante da seca), mas que estranhamente ficaram nas mãos de empresários. Denúncias semelhantes já haviam sido feitas em 2011 por empregados do Banco e pela Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (AFBNB). A Justiça acatou as denúncias, numa demonstração de que as acusações têm procedência.

O secretário Arialdo Pinho (pivô do escândalo dos consignados e tido como da mais alta confiança do Governador) nunca se pronunciou publicamente a respeito das graves acusações que pairam sobre ele, num completo desrespeito à sociedade, tendo em vista que, na condição de agente público, tem o dever de dar explicações à população. Porém, ele permanece na cadeira da mais forte secretaria do atual Governo, operando licitações do Estado como se nada tivesse acontecido.

Roberto Smith preside hoje a Adece, órgão responsável por executar políticas de desenvolvimento econômico, industrial e comercial do Estado. Já João Melo ocupa hoje a Controladoria e Ouvidoria Geral do Estado, sendo responsável por zelar pela qualidade e regularidade na administração dos recursos públicos do Estado (ressalte-se que, no Banco do Nordeste do Brasil, era responsável pela supervisão das atividades de auditorias das contas da instituição financeira).

É inaceitável a permanência dos três acusados no Governo do Estado. Por muito menos a presidenta Dilma Rousseff exonerou Ministros de Estado. O próprio Ministério Público Federal pediu afastamento preventivo das pessoas que ainda ocupam cargos no Banco do Nordeste.

O fato de não terem sido julgados, portanto, não pode ser usado como justificativa para continuarem ocupando cargos estratégicos do Estado. Enquanto as investigações perduram, deveriam ser afastados, pois estão lidando com a coisa pública. Afastá-los seria uma demonstração de lisura e isenção. Cumprir-se-ia o princípio constitucional da moralidade. Se não tomam a iniciativa de sair do Governo para cuidar de suas defesas ante as acusações, recai sobre o Governador o peso da responsabilidade.

Porém, mais uma vez o chefe do poder executivo estadual demonstra que não sabe ouvir as manifestações de rua que clamam por transparência pública e pelo fim da corrupção em nosso País.

Eliane Novais, deputada estadual (PSB)

Internet e debate político: ferramenta para o bem e para o mal

O debate sobre o uso da internet chega em boa hora e ganha visibilidade maior graças ao prestígio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que puxou o assunto num vídeo com grande repercussão nas redes sociais. O momento é propício ao tema, tanto por causa da campanha eleitoral deste ano, como de eventos que têm mobilizado multidões, como os “rolezinhos”, ou as manifestações de rua.

Há um consenso quanto à imensa mudança cultural ocorrida no planeta com o surgimento da internet. A revolução cibernética nas comunicações sociais trouxe o mundo virtual para a realidade cotidiana, fortalecendo a propensão gregária do ser humano. Contribuiu para isso uma ferramenta maravilhosa que põe instantaneamente as pessoas em contato com outras, intercambia culturas e informações e conecta os navegantes aos centros formuladores do conhecimento, sem mais se deixar barrar por obstáculos como o tempo e o espaço geográfico.

Como todo instrumento, as redes sociais podem ser usadas para o bem e para o mal, daí ser necessário saber utilizá-las com critério, favorecendo o crescimento pessoal e o avanço de cada sociedade, em particular, e da humanidade em geral.

Um de seus elementos mais potencialmente positivos, no campo político, é a possibilidade de ensejar um novo modelo democrático, atendendo à demanda das redes sociais por transparência nos sistemas político, econômico e social. O Brasil, nos últimos tempos, dá mostras de estar entrando nesse estágio, em que o cidadão sente necessidade de poder interferir na gestão da coisa pública, com a proatividade própria de quem tem acesso à informação e aos instrumentos que podem difundi-la. Este cidadão não aceita mais ser um sujeito passivo ou que apenas tem uma participação mínima na atividade política, resumindo-a aos segundos que passa na cabine eleitoral. Quer instituições renovadas que se adequem a essa nova realidade participativa, aberta pela revolução cibernética.

Nada melhor do que o momento pré-eleitoral para levar a cabo o debate sobre a realidade local e nacional. Isso exige maturidade e embasamento na abordagem, fechando-se as portas ao passionalismo cego, à difusão da difamação e da calúnia como armas para vencer o adversário. Eis o desafio lançado às redes sociais.

(O POVO / Editorial)

Base da impunidade

Da Coluna Vertical, no O POVO deste sábado (1º):

Um soldado foi encontrado morto, com um tiro, dentro do banheiro do Centro Integrado de Defesa e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta III). Foi nesta semana, no Recife (PE). Um Inquérito Policial Militar (IPM) investigará o crime.

Esse episódio nos faz lembrar, de imediato, o caso ocorrido dentro da Base Aérea de Fortaleza em que os soldados Cleoman Fontenele Filho e Robson Mendonça Cunha foram assassinados a tiros, durante serviço, num posto de sentinela. O fato no Ceará completa 10 anos em setembro e nunca o culpado – ou mais de um – pelo duplo homicídio foi sequer identificado.

Políticas públicas, Hip-Hop e cultura japonesa são debatidos neste sábado em Iguatu

“Juventude em Debate: Políticas Públicas da Juventude, Hip-Hop e Cultura Japonesa” é o tema voltado para os jovens de Iguatu (Centro-Sul do Estado), na noite deste sábado (1º), a partir das 18 horas, no Shopping Premier. O evento é uma iniciativa do mandato do deputado federal Eudes Xavier, que também fará o lançamento da Cartilha da Juventude, que traz informações do Estatuto da Juventude, sancionado no ano passado pela presidente Dilma Rousseff.

Segundo a organização do debate, o primeiro tema será “As Políticas Públicas de Juventude no Brasil / Estatuto da Juventude”, que será apresentado pelo deputado Eudes Xavier, membro da Frente Nacional em Defesa da Juventude da Câmara dos Deputados. A segunda abordagem da noite será do ex-coordenador do MH2O do Brasil, rapper e educador social Rogério Chaves (Babau), com o tema “Hip-Hop e Direito à Cidade”. O último tema será do historiador e mestre em Psicologia, Heráclito Aragão, que falará de “Anime, Mangá e Cultura Pop Japonesa”.

Há 40 anos, o Brasil chorava uma de suas maiores tragédias

foto edifício joelma

A fumaça nas janelas do 12º andar até então não tomava forma de uma das maiores tragédias no Brasil. Minutos depois, o fogo já se alastrava oito andares acima e pessoas em desespero se atiravam de 50 metros de altura. E as chamas continuavam a subir. Ao final de 8 horas, o fogo estava controlado e a fumaça deu lugar à perplexidade: 191 mortos e mais de 300 pessoas feridas.

Eram 8h45min do dia 1º de fevereiro de 1974, quando o edifício comercial Joelma (hoje conhecido como Praça da Bandeira) registrou um curto-circuito em um dos ares-condicionados do 12º andar. As finas cortinas, os móveis e as divisórias de madeira e o piso em carpete conduziram o fogo 13 andares acima. Apesar de moderno para a época, o prédio não possuía escadas de incêndio. Os corredores estreitos e as escadas centrais tomadas pelo fogo e pela fumaça deram início ao desespero.

40 anos depois, a tragédia quase não mais é contada pelos heróis que enfrentaram o “inferno” em busca de vidas. Já algumas vítimas relatam apenas o que mais lembram da manhã daquela sexta-feira: gritos, choros e o forte cheiro de carne incinerada.

Por quatro décadas, o Brasil contou a tragédia do edifício Joelma pelo ato de heroísmo do sargento Carlos Cassaniga, que saltou de um helicóptero para resgatar sobreviventes no alto do terraço. Mesmo com o tornozelo quebrado pela queda de quatro metros, fixou uma corda até o prédio vizinho. A história também é contada por pessoas que se atrasaram para o trabalham e viram colegas saltarem de uma altura de 15 andares.

Mas o Blog resgata 40 anos depois o ato de heroísmo de três anônimos, mortos durante a tragédia. Os relatos são baseados em pesquisas e histórias de sobreviventes.

O primeiro caso foi o da mãe que saltou com a criança, de um ano e seis meses, do 15º andar. A criança foi salva pelo corpo da mãe. O segundo de um rapaz, que tentou salvar alguns gatos que estavam acuados pela fumaça, mas escorregou e caiu. E o último do ascensorista, encontrado morto no elevador. Ele salvou quantas pessoas conseguiu, enquanto o elevador não entrou em pane.

Nenhuma dessas pessoas teve o nome divulgado e a cada ano se confundem mais com a fumaça da tragédia.

(Blog do Eliomar)

Jornalista e leitora reclama da demora na marcação de consultas no HGF

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foto jornalista regma sampaio

Da jornalista Regma Sampaio recebemos a denúncia de queda no atendimento do HGF. Confira:

Olá, Eliomar, tudo bem?!

Minha mãe é paciente da oftalmologia do HGF e praticamente toda semana eu a acompanho ao hospital e, desde a mudança do Secretário de Saúde e da Direção, a parte de marcação de consultas, o chamado SAME, está um caos.

No dia 2 de janeiro eu e minha mãe fomos tentar uma consulta com urgência, pois o caso dela é grave. Me informaram que não estavam marcando e que eu teria que voltar só no dia 27 (última segunda-feira) para marcar, pois eles regularizariam o sistema. Como não poderia esperar esse tempo todo, falei com a chefe do setor e assim consegui. Todas as outras vezes que tentei marcar foi a base de muita espera, demora e conversas com chefes e médicos.

Quarta-feira, dia 29, estive no hospital e ouvi um dos pacientes falando que havia pego a senha 258 e que ainda estavam chamando a senha 57. Isso, por volta das 8:30h. Ao sair da consulta, umas 10h, tive que ir ao SAME para marcar o retorno ao médico para 15 dias, mas não consegui. As fichas já haviam acabado, deixando vários – inclusive pacientes vindo do interior -, a ver navios.

Peço que o senhor, com a influência que tem na comunicação do Estado, dê uma atenção ao caos que está instalado naquele hospital. Pode conversar com qualquer paciente e o senhor verá que a reclamação sobre o SAME será a mesma: demora, falta de informações, pessoas ignorantes atendendo, falta de fichas, além do telefone que eles dizem disponibilizar que nunca é atendido.

Antes dessa mudança de gestão, você já saía do consultório com seu retorno remarcado. Agora é preciso pegar uma fila descomunal. Quem utiliza esse serviço são pessoas doentes, que não têm condições de esperar tanto. Muitas vindas do interior mais distante e que por várias vezes voltam para casa sem conseguir atendimento.

Roberto Cláudio é avaliado como regular por 45% dos fortalezenses

Pesquisa Vox Populi divulgada na noite dessa sexta-feira (31), pela TV Band, revela que o fortalezense avalia o primeiro ano de administração do prefeito Roberto Cláudio (Pros) como regular.

Dos 400 entrevistados, 45% deles avaliaram o desempenho de RC como regular, outros 19% avaliaram como ruim, 13% disseram que a administração é péssima. Para 20% dos eleitores, o modo como RC se comporta à frente da prefeitura é bom, já para 4% é ótimo.

A pesquisa perguntou também a expectativa dos eleitores com relação à administração do prefeito. Para 57% dos que responderam a pesquisa, a administração vai ficar muito abaixo ou abaixo do que o eleitor esperava. 32% disseram que vai ficar dentro das expectativas, e outros 9% revelaram que a administração está sendo melhor ou muito melhor que esperavam.

O eleitor foi questionado a respeito de como a cidade estará no final da administração de RC. Para 58% dos eleitores, a cidade vai ficar igual ou pior do estado em que o chefe do executivo recebeu em 2013. 40% acredita que a cidade vai melhorar.

A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 19 de janeiro e tem margem de erro de 4,9 pontos percentuais.

(O POVO Online)

Bovespa perde 7,51% em janeiro e dólar valoriza 2,3%

O Ibovepa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa), encerrou o último pregão de janeiro com recuperação de 0,84%, aos 47.638 pontos. As perdas ao longo do mês acumularam desvalorização de 7,51% no mercado de ações, quase metade da desvalorização de 15,5% em todo o ano de 2013, de acordo com a consultoria Economática. Foi, portanto, o pior desempenho da Bovespa em meses de janeiro, desde a queda de 10,77% no primeiro mês de 1995.

Em contrapartida, o dólar teve desempenho estável no pregão dessa sexta-feira (31), com queda de 0,12%, e a moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 2,412 para venda, depois da atuação do Banco Central, que colocou mais um lote de 4 mil contratos de swap cambial tradicional – equivalente à venda futura de dólares – no valor de US$ 197,6 milhões. Ao longo do mês, contudo, o dólar acumulou valorização de 2,3%.

(Agência Brasil)

Com beijo gay, Amor à Vida chega ao fim com surpresas e revelações

Na noite dessa sexta-feira (31) foi ao ar o último capítulo da novela Amor à Vida, do horário nobre da Rede Globo. O desfecho da trama, feito em um longo capítulo de mais de duas horas, trouxe surpresas, revelações e o tão esperado beijo gay prometido ao público que acompanhou o folhetim.

Pilar (Suzana Vieira) revelou ter sido ela a culpada pelo acidente de carro que matou a mãe de Aline (Vanessa Giácomo) e deixou Mariah (Lúcia Veríssimo) paraplégica. Ao visitar Aline, César (Antônio Fagundes) soube que o motivo das atitudes da ex-esposa foram movidas pelo sentimento de vingança por causa do acidente. Na visita, Aline conta toda a verdade e humilha o ex-esposo que sofre um AVC e é levado às pressas para o hospital.

Paloma (Paola de Oliveira) casou-se com Bruno (Malvino Salvador) e deu a luz a um menino, batizado como Bernardo. O romance entre Félix (Mateus Solano) e Niko (Thiago Fragoso) foi o ponto alto do desfecho da novela. A TV Globo, pela primeira vez, exibiu um beijo gay em uma novela. O final feliz entre Félix a Niko foi se desenhando nas últimas semanas quando o ex-vilão se aproximou do cozinheiro e o ajudou a recuperar o bebê levado por Amarilys (Danielle Winits). A rendenção de Félix é finalmente reconhecida quando passa a cuidar do pai doente e solitário.

Walcyr Carrasco, experiente novelista no horário das 18h da Globo, experimentou pela primeira vez a faixa das 21h. Em Amor à Vida, o autor abordou assuntos como homossexualidade, sequestro de bebês, barriga solidária, autismo, aids, preconceito racial e um conflito entre judeus e palestinos.

Audiência

A crise que reina a teledramaturgia da Globo em termos de audiência parece ter dado uma trégua na faixa das 21h com a primeira novela de Walcyr Carrasco no horário. Amor à Vida alcançou média geral de 35 pontos, um a mais do que sua antecessora Salve Jorge.

Pode parecer pouco, mas a trama de Glória Perez, que sucedeu o grande sucesso de João Emanuel Carneiro, Avenida Brasil, diminuiu em 5 pontos a audiência da faixa que era de 39. Conseguir manter, e até melhorar os números com relação ao trabalho da experiente novelista Glória Perez, é um resultado satisfatório. O último capítulo de Amor à Vida rendeu 44 pontos de média, com pico de 48. O melhor resultado foi na última segunda-feira (27), quando a novela marcou 48 de média.

(O POVO Online)