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E os russos? – Lupi quer André Figueiredo disputando o Estado em 2022

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, lançou nessa sexta-feira (5) o nome do deputado federal André Figueiredo como opção ao Governo do Ceará, em 2022.

Como diria o saudoso Garrincha, faltou combinar com os russos. No caso do Ceará, os russos seriam os Ferreira Gomes, além da “naturalização russa” de Camilo Santana.

Na Copa de 1958, na Suécia, o treinador brasileiro Vicente Feola traçou uma jogada ofensiva, em que Garrincha teria que passar por vários adversários da então União Soviética para depois cruzar a bola na área. Eis que Garrincha interrompeu: Seu Feola, o senhor já combinou tudo isso com os russos?

DETALHE – O Brasil venceu a partida por 2 a 0, gols de Vavá, nenhum conforme a estratégia do treinador.

(Foto: Arquivo)

Redução de spread elimina risco de título público perder da poupança

A redução de uma taxa cobrada de quem vende títulos do Tesouro Direto corrigidos pela Selic (juros básicos da economia), anunciada ontem (5), elimina o risco de o papel render menos que a poupança em algumas ocasiões, esclareceu o Tesouro Nacional. Segundo o órgão, a medida foi necessária para diminuir o receio de investidores de aplicar em títulos públicos.

O Tesouro Direto oferece papéis de diversos tipos. No entanto, o Tesouro Selic era o único que eventualmente perdia da poupança. No caso de resgates próximos à data de aniversário da caderneta, a poupança rendia mais que o Tesouro Selic se o dinheiro fosse retirado até seis meses depois da aplicação.

Essa situação só perdurava nos dias próximos ao aniversário da poupança. Isso porque a caderneta não paga o rendimento todos os dias, apenas uma vez a cada 30 dias, contados a partir da data em que o correntista transferiu dinheiro para a caderneta. O Tesouro Selic paga rendimentos todos os dias, até a correção atingir 6,5% em um ano, equivalente à variação da taxa Selic. A poupança, em contrapartida, rende apenas 70% da Selic nas condições atuais do mercado.

“Como o Tesouro Selic rende um pouquinho a cada dia e a poupança rende de uma só vez a cada mês, o aplicador poderia perder em algumas ocasiões se resgatasse os títulos públicos no curto prazo”, explica o diretor-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel de Oliveira. Ele enfatiza que a diferença não está nas taxas de rendimentos, sempre mais altas no Tesouro Selic, mas no fato de que o rendimento da poupança é concentrado um dia no mês.

Para contornar a situação, o Tesouro reduziu, de 0,04% para 0,01% ao ano o spread do Tesouro Selic. O spread é a diferença de preços entre o momento do investimento e o momento do resgate antes do vencimento de um título. No curto prazo, a diminuição da taxa iguala o rendimento da poupança e do Tesouro Selic próximo aos dias de aniversário da caderneta. No médio e no longo prazo, amplia a vantagem dos títulos públicos.

(Agência Brasil)

Combate ao crime – “Quem manda é o Estado”, diz Camilo em palestra nos Estados Unidos

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O fortalecimento policial, a reestruturação do sistema prisional e o aspecto da prevenção ao crime foram destaques na fala do governador Camilo Santana, na Universidade de Harvard, em Boston, nos Estados Unidos, no painel “Segurança – Estratégias para Superação da Criminalidade”. Camilo ressaltou o programa Pacto por um Ceará Pacífico ao expor a redução dos índices de violência no Estado.

“A partir do Pacto por um Ceará Pacífico, com envolvimento do Judiciário, Ministério Público, Legislativo, universidade e de toda sociedade civil, criamos uma nova estratégia de segurança”, afirmou Camilo. “É necessário cumprir a lei dentro dos presídios e mostrar que quem manda é o Estado. Isso se reflete nas ruas”, apontou.

Na segunda-feira (8), em Nova Iorque, o governador do Ceará ministrará a palestra “Situação Econômica e Oportunidades de Investimentos”, no evento Brazil Summit 2019.

(Foto: Divulgação)

Governo americano vai estabelecer novas sanções contra a Venezuela

O governo americano decidiu impor novas sanções contra a Venezuela, sobre carregamentos de petróleo do país.

O vice-presidente americano, Mike Pence, discursou nessa sexta-feira (5) no Texas, no sul do país. Ele disse que o governo americano vai impor sanções contra 34 embarcações de propriedade ou operadas por uma empresa petrolífera estatal venezuelana. Acrescentou que o governo aplicará sanções contra dois operadores estrangeiros de transporte marítimo que realizaram entregas de petróleo da Venezuela para Cuba.

O governo do presidente Donald Trump havia aplicado sanções em janeiro contra outra estatal petrolífera venezuelana. A administração pretende enfraquecer o governo de Maduro por meio de cortes nos faturamentos relativos ao petróleo.

Pence afirmou que os Estados Unidos “vão continuar a exercer toda a pressão diplomática e econômica para ocasionar uma transição pacífica para a democracia”.

(Agência Brasil)

Chanceleres de países do G7 estão reunidos na França

Coreia do Norte, Irã e segurança cibernética são os principais temas a serem discutidos na reunião de dois dias do G7 (o grupo dos sete países mais ricos), que teve início nessa sexta-feira (5) no balneário de Dinard, banhado pelo Oceano Atlântico.

O chanceler francês, Jean-Yves Le Drian, disse que a reunião será uma oportunidade especial para responder a preocupações das pessoas sobre a paz e a segurança global.

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, não participa do evento,sendo representado pelo seu vice, John J. Sullivan. Não se sabe o motivo da ausência de Pompeo. Observadores afirmam que o fato reflete a intenção da administração Trump de menosprezar a importância do encontro do G7.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Japão, Taro Kono, deve abordar, como principal tema, a iniciativa chinesa denominada “Cinturão e Rota”. Ele espera confirmar a cooperação com outros integrantes do G7 para lidar com atividades marítimas da China, assim como suas práticas envolvendo direitos de propriedade intelectual.

Kono espera também reafirmar a importância de manter a pressão sobre a Coreia do Norte para a desnuclearização do país. Ele pedirá o apoio do G7 para resolver, o quanto antes, a questão dos sequestros de cidadãos japoneses pela Coreia do Norte.

(Agência Brasil)

Quando o capitão abandona o navio

Em artigo no O POVO deste sábado (6), a Doutora em Direito e professora da UFC Juliana Diniz destaca a estratégia do deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara Federal, diante da “incapacidade do presidente Bolsonaro de conduzir a articulação da reforma da previdência”. Confira:

A inteligência estratégica do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, confirma o lugar-comum de que não existem vácuos no poder. Sua habilidade tem lhe rendido uma influência crescente. Depois de sofrer hostilidades inexplicáveis do clã presidencial, que o associou ao pior da “velha política”, Maia iniciou movimento de contra-ataque eficiente: acenou à imprensa, espaço que Bolsonaro julga inimigo. Declarações incisivas de Maia a grandes veículos de comunicação expuseram a incapacidade do presidente de conduzir a articulação da reforma da previdência. Apresentando-se como autoridade disposta a botar ordem na casa, Maia orientou o chefe do Executivo a sentar na cadeira e declarou que já chega de brincar de presidir.

A acidez das críticas foi atenuada pela falta de resposta firme do governo e pela queda de popularidade do presidente. A aprovação de Jair Bolsonaro se desgasta a uma velocidade alucinante, segundo o Ibope. Avaliado como inapto por boa parte dos atores políticos, o presidente amarga a transferência crescente e precoce de seu protagonismo para o Legislativo. Maia aproveita o ambiente favorável para agir à revelia do núcleo duro do Planalto, hoje desorientado por disputas internas. Evitando aprofundar o caos, o presidente da Câmara passou a articular um cenário de apoio institucional a projetos que julga prioritários. Diante da recusa de Bolsonaro em aderir ao presidencialismo de coalizão brasileiro, já há quem anuncie um parlamentarismo de fato, onde o Legislativo dita o rumo e o ritmo do governo.

A estratégia pode ser boa para consolidar a força do Parlamento, mas é improvável que sirva para trazer alguma tranquilidade ao País. Guedes e Moro foram à casa legislativa defender suas pautas, mas não resistiram ao stress do debate ruidoso e incontrolável dos salões da Câmara. Moro reagiu com um português sofrível às indagações sobre a fragilidade técnica de seu projeto: há dúvidas se a violenta emoção poderá ser invocada para isentar de punição crimes como o feminicídio. Guedes, esgotado, deixou a sessão da CCJ aos gritos, depois de sucumbir a uma provocação infantil de um deputado da oposição. Os dois pilares de Bolsonaro saíram menores do espaço da Câmara, assim como o governo. O barco segue, para desespero de todos, afundando em um apagão administrativo sem precedentes.

Aniversário de Fortaleza – Prefeitura cadastra ambulantes nesta segunda-feira

Vendedores ambulantes que desejam trabalhar no Aniversário de Fortaleza 2019, na Praia de Iracema, no próximo sábado (13), podem realizar o cadastro, na segunda-feira (8) e terça-feira (9), das 9 horas às 16 horas, na Secretaria Regional 2, no bairro Edson Queiroz.

Para quem vai se cadastrar pela primeira vez como ambulante, os documentos exigidos são cópias da Carteira de Identidade, do CPF e do comprovante de endereço, além da folha corrida e uma foto 3×4. Quem já possui cadastro como ambulante precisa apenas apresentar cópias do RG e CPF. Os ambulantes que já atuam no entorno do aterro poderão comercializar no evento sem a obrigatoriedade de se inscrever, porém, deverão portar seus respectivos termos de permissão.

No total, serão disponibilizadas 250 vagas, sendo 200 para itinerantes, além de 48 barracas para amplo sorteio e duas destinadas para pessoas com deficiência, voltadas ao comércio de comidas e bebidas, totalizando 50 barracas ofertadas para o dia do evento. As barracas ficarão instaladas nas ruas Monsenhor Bruno e Camocim, sendo 30 barracas para a Monsenhor Bruno e 20 para a Camocim, que são as vias transversais à avenida Historiador Raimundo Girão.

(Foto: Arquivo)

Bombeiros do Pará tentam encontrar vítimas de ponte que desabou

Parte de uma ponte do complexo Alça Viária, que liga regiões do Pará, caiu na madrugada deste sábado (6) no Rio Moju, próximo ao município de Acará. Pelas redes sociais, o governador do estado, Helder Barbalho, que sobrevoou o local hoje nas primeiras horas da manhã, disse que o acidente teria sido causado por uma balsa que colidiu com um dos pilares da ponte, que é a terceira da Alça Viária. Dois veículos que passavam no local, no momento da colisão, caíram.

Segundo Barbalho, um gabinete de crise foi instalado e, de manhã, representantes de diversos órgãos de segurança pública discutiram ações para acelerar o resgate das vítimas.

A mobilização da equipe de governo ocorre na sede do Comando do Corpo de Bombeiros, em Belém. A corporação informou que já iniciou buscas na área. “É um dia triste, com esse episódio lamentável. Neste momento, a nossa prioridade é agilizar as buscas pelas vítimas e dar total apoio às suas famílias”, disse o governador.

Segundo os bombeiros, nenhum tripulante, certificado ou documento da embarcação que atingiu a ponte foi encontrado no local.

Técnicos das secretarias estaduais também estão reunidos na sede do Corpo de Bombeiros para definir alternativas que garantam a mobilidade de veículos que utilizam a área da ponte. A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) vai acionar judicialmente a empresa proprietária da balsa que colidiu com um dos pilares.

A estrutura fica localizada na Rodovia PA-483, que sofreu avarias por constantes choques de embarcações e estava em reparos há cerca de dois meses.

(Agência Brasil)

O pêndulo da tirania

Em artigo no o POVO deste sábado (6), a jornalista Regina Ribeiro aponta que o ministro Ricardo Veléz não sabe o que fazer com a Educação do país, quando sugere que livros didáticos passem a negar o período da ditadura militar. Confira:

O ministro da Educação, Ricardo Veléz Rodriguez, anunciou esta semana que quer mudanças nos livros didáticos para alterar a nomenclatura e o conteúdo em torno do período da ditadura militar brasileira (1964-1985). Está correto afirmar que o professor Veléz não sabe o que fazer com o ministério que recebeu do presidente Bolsonaro que, por acaso, era o de Educação. Portanto, não dá para imaginar que o atual mandatário do MEC tenha qualquer ideia de como se faz um livro didático.

Esse material, no Brasil, é construído a partir de recomendações fornecidas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais produzidos pelo MEC. Os PCN´s estão sendo substituídos pela Base Curricular Comum. Esses documentos informam os conteúdos sobre os quais os livros devem tratar para dar conta do currículo e das competências de conhecimento em cada disciplina em todos os estágios escolares. Ou seja, qualquer alteração exige estudos e decisões antes do assunto chegar aos professores e alunos.

A outra questão grave posta pelo ministro Veléz é a negação da ditadura militar brasileira. Desde a campanha eleitoral vitoriosa de Jair Bolsonaro, está em curso no Brasil uma disputa ferrenha para se restaurar o discurso sobre o Golpe Militar de antes da redemocratização. A ideia é atenuar, sufocar e lançar no descrédito uma série de dados, pesquisas e conhecimentos acumulados sobre o período nesses 34 anos de governos civis e liberdades democráticas. Bolsonaro e seu governo acredita que pode mudar a História e pôr em curso uma revolução cultural no País.

É inegável que o campo da História é o do poder e que os autoritários costumam brincar de donos da memória coletiva, ajustando o pêndulo ao discurso historiográfico que o interessa. O presidente Bolsonaro tem repetido que está batalhando para restaurar a verdade, quando defende que não houve uma ditadura militar no Brasil. Seus ministros das Relações Exteriores e da Educação têm feito coro a essa extravagância de dizer que o País estava a um passo de se transformar numa ditadura de esquerda e foi salvo pelos militares que atenderam ao chamamento da maioria da população brasileira. Fatos históricos carecem de contextualização.

O livro didático “História do Brasil”, de Assis Silva e Pedro Ivo Bastos, publicado em 1976, durante a ditadura militar, não pinta esse cenário. A questão, segundo esses historiadores, estava muito mais para o desacerto econômico do que ideológico. Eles chamam o golpe de “movimento político-militar”, e descrevem de forma sucinta a concentração de poder nas mãos dos militares e uma “rigorosa repressão a elementos acusados de subversão”. Enumeram “prisões, suspensão de garantias constitucionais do Habeas-Corpus, da vitaliciedade e da estabilidade, intervenção em estados e municípios, cassação de mandatos e suspensão de direitos políticos”. Sobre a emenda constitucional de 1969, o livro ensina que a medida trazia algumas “inovações”. Entre elas a “pena de morte para os casos de guerra revolucionária, subversiva e psicológica adversa e o impedimento de o Judiciário rever os atos praticados com base nos Atos Institucionais e Complementares”.

Minha grande dúvida hoje é se esse governo quer alterar apenas o enredo dos livros didáticos.

Regina Ribeiro

Jornalista do O POVO

Chuvas caem com menor intensidade neste sábado no Ceará

Nenhum município cearense registrou neste sábado (6) chuva com mais de 100 milímetros. Mesmo, assim, oito cidades tiveram chuvas com mais de 40 milímetros, entre os 88 municípios com precipitações de ontem para hoje, segundo dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

A maior chuva no período ocorreu em Crateús, no Sertão Cearense, a 350 quilômetros de Fortaleza, com 70.8 milímetros. Outras fortes chuvas aconteceram em Iracema (60 mm), Crato (48 mm), Granja (47.7 mm), Saboeiro (43 mm), Independência (42 mm), Orós (41 mm), Jaguaruana (40 mm) e Redenção (37.8 mm).

Em Fortaleza, choveu apenas 2.4 milímetros. Para este domingo (7), a Funceme prevê céu nublado, com mínima de 23°C e máxima de 32°C. Na segunda-feira (8), de acordo ainda com a Funceme, o calor deverá chegar aos 33°C.

(Foto: Reprodução)

A futrica política que prejudica Maracanaú

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (6), pelo jornalista Érico Firmo:

Sobram erros no episódio que levou à exclusão de Maracanaú da lista de municípios que receberão experiências-piloto do Plano Nacional de Enfrentamento aos Crimes Violentos. O Município, extraoficialmente, estaria no programa. Porém, foi substituído. No lugar, entrou o município de Paulista, em Pernambuco. O motivo da troca passa por desencontros entre o governo Jair Bolsonaro (PSL) e a administração Camilo Santana (PT), e de Camilo com adversários locais. Perdem os maracanauenses.

Como tudo foi tratado extraoficialmente, as razões ficam nebulosas. Não é conhecido motivo suficiente para que se prejudique a população do município. Seria desejável que opções de políticas públicas se dessem com mais transparência.

Das manifestações públicas, fica impressão que o governo Camilo Santana não via com os melhores olhos a opção por Maracanaú. Ao menos o secretário da Segurança Pública e Defesa Social, André Costa, demonstrou isso no posicionamento após a exclusão de Maracanaú se consumar.

O secretário estranhou a escolha de Maracanaú. Quis saber os critérios. É legítimo, mas não é inteligente, a depender da forma como é feito. Investimentos federais, sobretudo tão restritos, são disputados a tapa. São cinco municípios – o Brasil tem 5.570. Se você está na lista, é bom não fazer muitas perguntas. Recebe e depois pede detalhes, ora.

A opção por Maracanaú tem lógica. A Região Metropolitana de Fortaleza é das mais violentas do Brasil e Maracanaú se destaca dentro dessa realidade já atípica. Do ponto de vista político, há de se destacar que Maracanaú é o maior município governado pela oposição a Camilo Santana. Disparadamente, o principal entre os raríssimos redutos não alinhados com os Ferreira Gomes. E, de longe, aquele que tem o líder político mais barulhento – o ex-prefeito e deputado federal Roberto Pessoa (PSDB). Se teve alguém cujos desentendimentos com o grupo governista ultrapassou todos os limites de civilidade, foi Pessoa. Quando se dá episódio como esse, claro que esses ingredientes políticos saltam aos olhos e aumentam as interrogações.

Da parte do Governo Federal, faltou explicar melhor o assunto, também. O secretário nacional da Segurança Pública, general Guilherme Theophilo, disse o seguinte: “Foi marcada uma reunião (em 12 de março), e ele (Camilo) não compareceu e não mandou ninguém. Só mandou o secretário da Segurança”. Ora, convenhamos, isso não é motivo. O governador não poder ir à reunião e o município é excluído? Mandou alguém sim: o secretário da área, a pessoa mais indicada à tarefa.

O governador poderia ter ido, para dar peso político e fortalecer o pleito. O Ceará, na última década, foi muito incisivo e articulado para atrair investimentos. Isso não aconteceu agora, justo na área que o Estado mais precisa. Mas, não me parece motivo para decisão tão drástica. A postura do secretário André Costa na reunião pode talvez explicar mais. Porém, isso não é transparente.

Outro aspecto: será possível que o governo Bolsonaro não sabe que Maracanaú tem prefeito adversário do governador? General Theophilo foi candidato a governador seis meses atrás, pelo partido do prefeito de Maracanaú. Não sabe da situação? Faz sentido prejudicar o município por causa da posição do Governo do Estado, que é antagonista político do grupo do prefeito?

Claro que o apoio estadual é importante. Mas, a tentativa de Camilo Santana de remendar a situação mostra que não era uma resistência absoluta. Se a escolha de Maracanaú era a mais adequada tecnicamente, a futrica política – com os mútuos erros – não justifica a troca.

Mega-Sena tem prêmio de R$ 32 milhões neste sábado

A Mega-Sena prevê um prêmio de R$ 32 milhões, segundo estimativa da Caixa Econômica Federal, que será sorteado na noite desse sábado (6), em São Paulo. As apostas podem ser feitas até as 19 horas, em qualquer agência lotérica, ao preço mínimo de R$ 3,50.

Já a Quina prevê um prêmio de R$ 700 mil, depois que duas apostas ganharam nessa sexta-feira (5) o prêmio acumulado em R$ 5,5 milhões, realizadas em Gonçalves Dias/MA e Balneário Camboriú/SC. A aposta mínima é de R$ 1,50.

Os números sorteados nessa sexta-feira foram: 05 – 10 – 33 – 49 e 62.

Governo quer reduzir tempo de abertura e fechamento de empresas

Quanto tempo demora para abrir ou fechar uma empresa no Brasil? Quantos impostos o empresário vai ter que recolher e qual o peso da carga tributária sobre os custos do negócio? Qual o tamanho da burocracia para obter licenças de construção e instalação de energia elétrica dos empreendimentos?

Essas e outras perguntas fazem parte de uma avaliação anual do Banco Mundial para medir o ambiente de negócios de 190 países. O levantamento, chamado Doing Business, analisa 10 indicadores e classifica os países com nota de 0 a 100. Quanto mais próximo da pontuação máxima, melhor o ambiente de negócios. O Brasil ocupa uma posição tímida no ranking, apenas o 109º lugar,com 60,01 pontos, atrás de países como o México, a Colômbia e Costa Rica. O presidente Jair Bolsonaro já anunciou a meta de levar o país para a lista dos 50 mais bem classificados até o fim do seu mandato, em 2022. Para definir estratégias de como chegar lá, representantes do banco se reuniram nesta semana com integrantes do governo no Palácio do Planalto.

“Não há como a gente entender a lógica de um país que é a oitava economia do mundo e ocupar a 109ª posição para ambiente de negócios”, afirmou o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Floriano Peixoto, em entrevista à Agência Brasil. Para o ministro, as pessoas que desejam empreender ainda são muito penalizadas pela burocracia do país.

“O cidadão que deseja construir uma empresa, fisicamente, demora muito para obter um alvará, para obter uma [ligação de] energia, para tratar questões de crédito e insolvência e mesmo para fechar um negócio. São áreas em que estamos constituindo grupos de trabalho específicos para propor e levar recomendações de melhoria”, acrescenta.

(Agência Brasil)

“Suricate Seboso” promove evento beneficente para ajudar famílias do Jangurussu

A turma do Suricate Seboso promove no próximo dia 11, as 19 horas, no Boteco Original, um evento beneficente de humor em favor das famílias atingidas pela enchente no bairro Jangurussu, em Fortaleza. A entrada é uma lata de leite em pó ou dois pacotes de leite.

O evento contará com as presenças dos humoristas LC Galetto, Junim dos Áudios, Talmon Lima e Victor Alen. A música será por conta do DJ Júnior Fama e da banda Forró Sirí de Mangue.

Léo Ganbiarra, um dos criadores do Suricate Seboso, conta que desde 2013 eles fazem ações solidárias convidando artistas cearenses e nordestinos.

“Já realizamos eventos pra arrecadar alimentos para o IPREDE, água mineral para o sertão e discutindo pontos que achamos importantes para a Fortaleza, como a campanha da #BandaLargaLivre”.

SERVIÇO

*Boteco Original – Avenida Antônio Sales, 3177

Dia e hora: 11 de abril, às 19h.

Entrada: Uma lata de leite em pó ou dois pacotes de leite.

(Por Matheus Nunes)

Câmara Federal pode votar MP que viabilizou privatização de empresas de energia

O Plenário da Câmara dos Deputados pode votar, a partir da terça-feira (9), a medida provisória que facilitou a privatização de distribuidoras de energia sob controle da Eletrobras (MP 855/18).

A MP facilitou o saneamento de contas da Eletrobras, que tinha o controle das distribuidoras Amazonas Energia e Companhia Energética de Alagoas (Ceal), privatizadas em dezembro do ano passado. Os vencedores dos leilões assumiram as empresas sem as dívidas.

Editada em novembro do ano passado, a medida garantiu o uso de recursos da Reserva Global de Reversão (RGR) para o pagamento de valores não reembolsados à Amazonas Energia devido à sua ineficiência energética e econômica.

O projeto de lei de conversão do deputado Edio Lopes (PR-RR) acrescenta outras mudanças na legislação do setor, como a reabertura do prazo para usinas geradoras pedirem prorrogação de outorga com base na Lei 12.783/13.

(Agência Câmara Notícias)

Sustentabilidade em casa

Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO deste sábado (6):

A II Edição do O POVO Sustentabilidade será realizada na segunda-feira, 8. Executivos de três empresas foram convidados para apresentar iniciativas que contribuem com um cotidiano sustentável a partir de práticas que começam dentro do ambiente corporativo.

Para debater com o jornalista Demitri Túlio, repórter especial e colunista do O POVO, e com Maíso Dias, da Dialogus Consultoria, foram convidados Carlos Yves (gerente de Sustentabilidade da Aço Cearense), Milene Pereira (gerente de Sustentabilidade da Três Corações) e Sacha Reeves (diretora Operacional do Grupo Ayo).

O evento é aberto ao público e acontecerá a partir das 19 horas, no Espaço O POVO de Cultura & Arte. Discutir progresso e convivência com a natureza é mais do que salutar.

Bolsonaro: projeto de capitalização não é essencial no momento

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou que não quer “complicar” o andamento da reforma da Previdência. Portanto, disse Bolsonaro, a discussão da proposta de capitalização do sistema de aposentadorias não é essencial no momento e pode ficar para depois.

“Nós não queremos é complicar o andamento da reforma que está aí. Eu não quero desidratar nada, mas não é essencial isso [projeto de capitalização] no momento. A ideia era botar a PEC [proposta de emenda constitucional] e depois regulamentar lá na frente, via o Parlamento também”, afirmou.

Pela proposta enviada ao Congresso, os trabalhadores que ingressarem no mercado de trabalho após a aprovação da reforma da Previdência poderão aderir a um regime de capitalização (uma espécie de poupança).

O sistema vai garantir o salário mínimo, por meio de um fundo solidário. O trabalhador poderá escolher livremente a entidade de previdência, pública ou privada, e a modalidade de gestão de reservas, com possibilidade de portabilidade. Ainda segundo a proposta, a gestão das reservas será feita por entidades da previdência, habilitadas por órgão regulador. O novo regime enfrenta resistência entre parlamentares.

(Agência Brasil)