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Avaliação da alfabetização começa a ser aplicada em todas as escolas do País

“Estudantes do 3º ano do ensino fundamental de escolas públicas de todo o país começaram a responder às questões da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA). O objetivo é avaliar o aprendizado dos alunos no final do ciclo da alfabetização. Esta é a segunda vez que o exame é aplicado nacionalmente. O processo é feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e segue até sexta-feira (28).

As questões, na área de leitura, escrita e matemática, são divididas em dois dias de aplicação. “A segunda aplicação será bem importante para as escolas que receberam este ano os resultados de 2013. Trata-se de um diagnóstico importante, que só era feito a partir do 5º ano [com a Prova Brasil]”, explica a coordenadora-geral do Todos pela Educação, Alejandra Meraz Velasco. Ao final dos três anos do chamado ciclo da alfabetização, espera-se que o estudante tenha um nível de autonomia para continuar o aprendizado no 4º e 5º ano – momentos de consolidação da habilidade já desenvolvida, acrescenta ela.

A ANA foi criada a partir do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic). O acordo estabelece que todas as crianças até os 8 anos de idade sejam alfabetizadas em português e matemática. “A situação no Brasil é muito preocupante: a cada 20 crianças que entram na educação básica, apenas uma sai com a formação adequada em matémática e três em língua portuguesa no ensino médio. A solução do ensino médio não está só no período, mas ao longo de todo o ensino básico”, destaca Alejandra.

Neste ano, apenas as escolas tiveram acesso aos resultados obtidos na avaliação de 2013. Segundo o Inep, o objetivo da ANA é apenas pedagógico.”

(Agência Brasil)

Cotado para a Fazenda, o que Joaquim Levy pensa para o Brasil?

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“No final de setembro, um grupo de economistas liberais abrigados no Centro de Debates de Políticas Públicas, lançou um documento batizado Sob a Luz do Sol., com uma espécie de agenda para a economia do Brasil voltar aos trilhos. Entre os economistas, Joaquim Levy, virtual futuro ministro da Fazenda a partir de 2015.

No texto, de quinze páginas, intitulado Robustez fiscal e qualidade do gasto como ferramentas para o crescimento, Levy faz propostas que, sem dúvida, se chocam com o que foi o governo Dilma até aqui.

Mais: é exatamente o contrário do que prega o vice-rei Aloizio Mercadante em quase todos os seu pronunciamentos. Independentemente de apontarem na direção correta – e apontam- são propostas que alimentarão uma óbvia pergunta: Dilma vai jogar no lixo o seu discurso de campanha e sua prática nos últimos quatro anos?

Não é tarefa simples para uma presidente com fragilidades políticas evidentes, tanto em sua relação com o Congresso, quanto com os partidos aliados e, sobretudo, com o próprio PT.

Eis alguns trechos do que escreveu Levy:

*Sobre as desonerações dos últimos anos, Levy criticou a contabilidade criativa promovida por Arno Augustin – que, aliás, ocupa o mesmo cargo, a secretaria do Tesouro, comandada por Levy no início do governo Lula. Escreve Levy:

“Elas foram acompanhadas por artifícios contábeis a partir de 2012, prática infelizmente coincidente com o fim do ciclo de relaxamento monetário.”

*Levy prega a necessidade de diminuir a dívida bruta do setor público. E mais críticas às políticas adotadas entre 2011 e 2014. Diz Levy:

“Focar na redução da dívida bruta do setor público aumentaria a consistência da política econômica, estimulando o crescimento econômico. As medidas tomadas nos últimos anos acabaram impedindo da dívida pública cair como proporção do PIB, não obstante a queda de juros e o relativo vigor do PIB nominal. Assim, a dívida bruta como proporção do PIB é ainda maior no Brasil do que a na maioria dos nossos pares entre emergentes, incluindo Rússia e China (empata com Índia). Estabelecer um objetivo de trazê-la para abaixo de 50% do PIB nos próximos anos daria rumo claro à política fiscal, ajudando a reduzir o prêmio de risco e facilitando a derivação das metas para o fluxo de despesas.

*O futuro ministro prega também a diminuição dos subsídios e transferências; e elogio à Lei de Responsabilidade Fiscal. Quando se fala em transferências, evidentemente Levy inclui as transferências para os programas sociais do governo. Diz o texto:

“A moderação da atual dinâmica do gasto—em particular transferências e subsídios, inclusive a empresas—não é uma tarefa simples, mas será essencial para aumentar a taxa de crescimento sustentável da economia e evitar a asfixia tributária. Essa pressão aponta para a importância de se revitalizar o processo orçamentário como local de explicitação de escolhas — com clara definição das fontes de receitas para novas propostas de gasto, ou compensações através de cortes de outras despesas. A Lei de Responsabilidade Fiscal já proporciona mecanismos para tanto, que podem ser usados de forma mais ampla e, nas instâncias que se mostrarem necessárias, serem ampliados com vistas a manter-se a solvência pública sem aumentos da carga tributária.”.

(Coluna Radar, da Veja Online)

Ministro fará balanço sobre ações de combate à seca

foto francisco teixeira ministro

O ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, participará nesta segunda-feira, a partir das 8h30min, da reunião do Comitê Integrado da Seca no Estado.

No encontro, marcado para o auditório do Corpo de Bombeiros (Bairro Jacarecanga), ele fará um balanço do que a pasta tem feito para combater a seca no Ceará e no Nordeste.

Dará detalhes, por exemplo, sobre o programa Água para Todos e apoio para a construção de adutoras. Também informará sobre a Operação Carro-Pipa.

 

Presidente do STF defende que juízes dos tribunais superiores tenham mandato

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, defende que juízes dos tribunais superiores tenham mandato. Ele é contrário à PEC da Bengala, que joga a aposentadoria desses juízes de 70 anos para 75 anos de idade.

Devido à natureza política das nomeações, Lewandowski sustenta: “O mandato evitaria que uma visão política e ideológica, que reflete pensamento expresso nas urnas, se perpetuasse no tempo e não acompanhasse a mudança da sociedade”.

(Com Agências)

Presidente do PPS do Ceará diz que partido fará oposição responsável a Camilo Santana

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alexandre pereiraaa

“Faremos uma oposição responsável”, disse, nesta segunda-feira, o presidente regional do PPS, Alexandre Pereira, ao ser indagado sobre a posição que o partido adotará com relação ao futuro Governo Camilo Santana (PT). Ele deixou claro que não apoiou o PT, em nenhuma esfera, mas que agora o objetivo é acompanhar a próxima gestão na condição de fiscal.

O PPS, segundo Alexandre Pereira, elegeu Tomas Holanda para deputado estadual e Moses Rodrigues para deputado federal. Os dois estão orientados a apoiar o Estado naquilo que for de fato do interesse da população e se opor no que a legenda avaliar como prejudicial aos interesses da sociedade.

Sobre o novo Governo Dilma Rousseff, o dirigente estadual do PPS, na condição de também empresário, mostrou-se preocupado com 2015. “Será um ano difícil para a economia e o governo terá que fazer as reformas tão aguardadas pela população, entre elas a trabalhista, tributária e política”, acentuou.

Alexandre Pereira é também vice-presidente da Federação das Indústrias do Ceará e conselheiro da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Campanha de vacinação contra a pólio e o sarampo acaba nesta semana

A campanha de vacinação contra o sarampo e a poliomielite acaba na próxima sexta-feira (28). A imunização começou no dia 8 de novembro em todo o país.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, até o momento, 6,4 milhões de crianças receberam a dose contra a pólio, o que representa 50,4% da meta estabelecida. No caso do sarampo, 5,1 milhões de crianças foram vacinadas – cerca de 48,1% do público-alvo.

A meta do governo é imunizar 12,7 milhões de crianças contra a pólio e 10,6 milhões contra o sarampo. Devem tomar a vacina contra a pólio crianças entre 6 meses e 5 anos incompletos. A recomendação é que todas as crianças nessa faixa etária sejam imunizadas, já que a dose vale tanto para colocar em dia a vacinação atrasada quanto para reforçar a de quem está com o calendário em dia.

No caso do sarampo, a vacinação será feita em crianças entre 1 e 5 anos incompletos. Cerca de 10 milhões de crianças devem ser imunizadas com a tríplice viral, que também protege contra a rubéola e a caxumba. Para crianças com alergia ao leite de vaca, a vacinação será feita posteriormente.

(Agência Brasil)

Empreiteira pode responder na Justiça por documentos enviados à CPMI

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga irregularidades na Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), afirmou que pode pedir ao Ministério Público a responsabilização criminal dos funcionários da empreiteira Engevix.

Segundo ele, a decisão será tomada se for comprovada a fraude em notas e cópias de contratos entregues à comissão. A presidência da CPMI acrescentou, em nota, que o recurso será adotado em todos os suspeitos de uso de documento falso.

A empreiteira teria enviado à CPMI os mesmos documentos que a Justiça no Paraná já identificou como falsos para justificar repasses de recursos às empresas do doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na operação Lava Jato. O vice-presidente da Engevix, Gerson de Mello Almada, é um dos presos na última semana, durante a sétima fase da Lava.

(Agência Câmara Notícias)

Livro abre o debate sobre questões relacionadas aos Direitos Humanos

foto livro autoras direitos humanos

Os Direitos Humanos e a importância do papel do Estado e seu dever de proteção. Essa é a proposta do livro “Direitos Humanos: Histórico e Contemporaneidade”, editado pela OAB, secção Ceará, e lançado há cerca de um mês em todo o país. Com 27 autores, o livro traz temas como “Adoção de crianças por pares homoafetivos masculinos”, “Sobre os direitos do homem”, “Direitos sexuais como um direito humano”, “Direitos dos consumidores e deveres de proteção”, além de outros 13 temas.

A organização da obra ficou com as autoras Ana Paula Araújo de Holanda (Doutoranda em Direito, professora da Unifor e coordenadora especial de Políticas Públicas dos Direitos Humanos do Gabinete do Governador do Estado do Ceará), Bleine Queiroz Caúla (Doutoranda em Direito e pesquisadora do Núcleo de Estudos Internacionais) e Roberta Duarte Vasques (Mestra em Direito e professora da Unifor), além de Valter Moura do Carmo (Doutorando em Direito).

Enade: estudantes põem em dúvida eficácia da prova na qualificação dos cursos

Aproximadamente 483,5 mil estudantes foram convocados para participar do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 2014, aplicado hoje (23) em todo o país. O exame, criado em 2004, avalia o rendimento dos estudantes dos cursos de graduação em relação ao conteúdo programático, suas habilidades e competências e é usado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para compor índices que medem a qualidade de cursos e instituições de ensino superior. Estudantes ouvidos pela Agência Brasil, neste domingo (23), porém, dizem não sentir na prática a finalidade teórica da prova.

Este ano, o Inep não faz o processo de amostragem e todos os estudantes concluintes habilitados ao Enade 2014 e inscritos pela respectiva instituição de educação superior foram convocados para a avaliação. O aluno que não fizer a prova não poderá receber o diploma enquanto não regularizar a situação, participando do Enade em anos seguintes.

(Agência Brasil)

Em 24 anos, parcela de fumantes cai de 34% para 11% no Brasil

O Brasil é hoje o terceiro país com maior índice de ex-fumantes do mundo, ficando atrás apenas do Reino Unido e dos Estados Unidos. Em 1989, 34% da população adulta fumava no País. Em 2013, esse índice caiu para 11%.

O médico pneumologista do Instituto Nacional de Câncer (Inca) Ricardo Meirelles acredita que as medidas educativas e restritivas ao cigarro vêm gerando, lentamente, mudanças comportamentais em fumantes e não fumantes.

“Antigamente, o tabagismo era uma coisa estimulada pela sociedade. Ainda não existiam estudos que mostravam o malefício do cigarro. Nos anos 1930, 1940, nos Estados Unidos, os médicos faziam propaganda de cigarro. A comunidade científica só descobriu que a nicotina é uma droga em 1986”, aponta Meirelles.

Dois anos depois, em 1988, surgiram as primeiras restrições ao consumo do cigarro no Brasil. Eram apenas recomendações do Ministério da Saúde para que as pessoas não fumassem no trabalho ou usassem áreas delimitadas para isso, os chamados fumódromos.

Em 1989, veio a primeira lei contra cigarro no Brasil. O fumo foi proibido em locais públicos, como hospitais, salas de aula, teatros e cinemas. A legislação não restringiu totalmente a propaganda do cigarro, mas proibiu, por exemplo, aquelas que associavam o tabagismo com ideias positivas como o bem-estar corporal ou à saúde física.

Até que, em 2011, a presidente Dilma Rousseff sancionou a primeira lei federal antifumo. Regulamentada três anos após a sanção (em maio deste ano), a lei começa a valer em dezembro. O texto proíbe qualquer propaganda de cigarro, inclusive nos pontos de venda, e não permite o consumo de cigarro em locais públicos, mesmo em fumódromos.

(Congresso em Foco)

Matrículas da Educação Inclusiva começam nesta segunda-feira

A Secretaria Municipal da Educação (SME) inicia nesta segunda-feira as matrículas da Educação Inclusiva. Os responsáveis pelos candidatos devem comparecer às unidades portando laudo médico ou relatório pedagógico (que pode ser feito na própria escola). Os responsáveis ainda deverão preencher uma ficha de registro, quando deverão anexar a seguinte documentação: certidão de nascimento, foto 3×4, número de identidade social (NIS) do responsável e da criança (caso possua), comprovante de endereço com CEP, cartão de vacinação, RG e CPF do responsável.

Também a partir desta segunda-feira, até o dia 5 de dezembro, será realizada a confirmação de matrícula dos alunos veteranos. As escolas reunirão a comunidade e farão o levantamento de quem deseja continuar na escola. A vaga de veteranos é garantida antecipadamente e os pais devem apenas confirmar a renovação da matrícula. A escola é a responsável por convocar os responsáveis para comparecerem à instituição.

De 15 a 19 de dezembro será a vez da matrícula de alunos novatos a partir de 4 anos de idade (pré-escola). No dia 15, poderão se matricular os alunos de 4 a 6 anos; no dia 16, alunos de 7 a 9 anos; no dia 17, alunos de 10 a 12 anos; no dia 18, alunos de 13 e 14 anos e no dia 19, alunos a partir de 15 anos. Para efetivar a matrícula, os responsáveis devem procurar a escola mais próxima de sua residência e apresentar a seguinte documentação: certidão de nascimento, documento de transferência (histórico escolar ou declaração da escola de origem), três fotos 3×4, documento de identificação social do responsável, comprovante de residência, cartão de vacinação.

PEC que proíbe pesquisas eleitorais em véspera de eleição volta à pauta da CCJ

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) pode votar na quarta-feira (26) a Proposta de Emenda à Constituição 57/2012, que proíbe a divulgação de pesquisas eleitorais nos 15 dias que antecedem as eleições. A proposta foi discutida na última reunião da comissão (no dia 19), mas os senadores pediram vista coletiva para estudar melhor a matéria.

De autoria do senador Luiz Henrique (PMDB-SC), a PEC tem o objetivo de evitar a interferência das pesquisas no resultado final, uma vez que os cenários apresentados por vezes se mostram completamente distintos dos efetivamente apurados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A legislação eleitoral em vigor não determina prazo limite para divulgação de pesquisas. Elas podem ser feitas a qualquer momento, inclusive no dia das eleições, desde que registradas até cinco dias antes do pleito. Somente pesquisas de boca de urna (aquelas em que as entrevistas são feitas no dia da eleição) têm divulgação proibida até a conclusão da votação.

A PEC recebeu parecer favorável do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). Apesar de lembrar que o Supremo Tribunal Federal (STF) já considerou inconstitucional projeto que impede a divulgação de pesquisas nos dias anteriores à eleição, sob o argumento de que a Constituição garante o direito à informação, Randolfe concordou com o argumento de possível interferência no resultado das urnas.

(Agência Senado)

Mudanças climáticas dificultam redução da pobreza, aponta relatório

O Banco Mundial considera que as mudanças climáticas estão dificultando a redução da pobreza no mundo, colocando em risco a subsistência de milhões de pessoas. É o que aponta relatório divulgado neste domingo (23) pela instituição.

Para o presidente do Grupo Banco Mundial, Jim Yong Kim, o documento “confirma o que os cientistas vêm dizendo: as recentes emissões [de gases de efeito estufa] criaram um curso inevitável para o aquecimento nas próximas duas décadas, o que afetará mais os pobres e vulneráveis”.

O relatório informa que os impactos das mudanças climáticas, tais como eventos de calor extremo, podem ser inevitáveis, uma vez que o sistema atmosférico da Terra está 1,5 grau Celsius acima dos níveis registrados em meados da era pré-industrial e que, mesmo que hoje se tomem medidas de mitigação muito ambiciosas, os impactos não vão ser alterados.

“As mudanças climáticas dramáticas e de o calor extremos estão afetando as pessoas em todo o mundo, prejudicando lavouras e litorais e colocam em risco a segurança da água”, destaca o relatório intitulado Turn Down the Heat: Confronting the New Climate Normal. (Diminua o Calor: Enfrentando o Novo Clima Atual, em português) “Essas mudanças tornam mais difícil reduzir a pobreza e colocam em risco a subsistência de milhões de pessoas”.

(Agência Brasil)

Que a racionalidade tome posse

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Da Coluna Fábio campos, no O POVO deste domingo (23):

Seguidas declarações de Camilo Santana (PT) expõem a preocupação com o cofre que herdará de Cid Gomes. O próximo governador receberá um Estado com custos cada vez mais altos para uma arrecadação que tende a estagnar em ano (2015) de crise anunciada (crescimento perto do zero). Não é à toa que o governador eleito já fala em cortes. Por enquanto, de terceirizados.

A necessidade de diminuir os custos para manter os índices de investimentos em patamares adequados cria as condições para que o Ceará retome a tradição (iniciada com Tassso Jereissati em 1987) de austeridade no controle dos gastos públicos. Pelo que se escuta nos bastidores, percorrer este caminho (o da austeridade) não é uma questão de fé no método, mas sim uma imposição das circunstâncias econômicas do Ceará e do Brasil.

Na crise, surge a oportunidade. Cortar terceirizados é fácil. Uma canetada e pronto. Trata-se de ato administrativo sem maiores repercussões políticas, no que pese os que vão ficar sem salários. No entanto, fica sempre uma questão: se é possível tocar a máquina sem esses terceirizados, eles nem deveriam existir. Ou será que os cortes vão provocar pioras na qualidade dos serviços públicos, que já são ruins de dar dó?

Bom, como já foi dito, a crise gera uma oportunidade. Não sei se o futuro governador Camilo Santana conhece o pensamento de Cid Gomes nos tempos antes de ser eleito governador, em 2006. Naquela altura, o então prefeito de Sobral fazia a apologia da gestão “feijão com arroz”. Era mais ou menos o seguinte: o básico e com uma enxuta quantidade de secretarias. No entanto, quando foi montar sua equipe para o Governo, a coisa não se deu assim. Pelo contrário.

A quantidade de cargos de confiança aumentou significativamente. Certamente, para atender à vasta base de apoio político. Não faltou emprego para a imensa base aliada. Mais secretarias foram criadas.

Algumas, insignificantes. E com elas, além do secretário, o secretário adjunto e mais o tal secretário executivo. Com as novas pastas, mais assessores, carros, motoristas, as estruturas e um mundo de dinheiro a escoar.

A oportunidade que está nas mãos do futuro governador é a seguinte: diante da necessidade que se impôs, o caminho, além da canetada em terceirizados, é cortar a quantidade de secretarias pela metade. É acabar também com esse adjunto (ou o executivo) que serve exclusivamente para acomodar interesses politiqueiros. Vejam bem: boa parte dessa turma nem sequer comparece ao prédio que abriga a pasta.

Há alguma chance de o novo governador adotar a linha da racionalidade administrativa como item a não ser posto no balcão das trocas políticas? Não sei. Não tenho a menor ideia. Aguardemos.

“Fortaleza diz não à violência contra a mulher!”

A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Coordenadoria de Políticas para as Mulheres da Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos (SCDH), realiza na terça-feira (25), das 8h às 17h, no Shopping Benfica uma nova ação da campanha “Fortaleza diz não à violência contra a mulher!”.

A ação inclui Cine Debate do filme Nunca Mais, palestra sobre os Impactos da Violência Psicológica para as Mulheres e stand de sensibilização com psicólogas, assistentes sociais e advogadas do Centro de Referência e Atendimento à Mulher em Situação de Violência Francisca Clotilde.

No dia 25 de novembro, Dia Internacional de Luta pelo Fim da Violência contra a Mulher, a Prefeitura de Fortaleza vai celebrar a data com ações educativas e informativas de prevenção à violência contra as mulheres. Uma das metas das atividades é promover a Lei Maria da Penha e o acesso aos serviços do CRM Francisca Clotilde e da Casa Abrigo Margarida Alves, especializados no atendimento às mulheres em situação de violência.

Durante todo mês de novembro, a Coordenadoria de Políticas para as Mulheres realiza oficinas socioeducativas, blitze nos terminais e caminhada nas comunidades. A campanha passou pelos bairros Parangaba, Siqueira, Messejana, Edson Queiroz, Conjunto Palmeiras, Montese e Papicu.

(Prefeitura de Fortaleza)

Tudo o que você não queria saber sobre drogas

Da Coluna Menu Político, no O POVO deste domingo (23), pelo jornalista Plínio Bortolotti:

Muito provavelmente o livro Um Preço Muito Alto vai contrariar tudo o que você sabe (ou pensa que) sobre drogas. Entre essas crenças, a versão de que o crack é uma droga tão poderosa que vicia na primeira dose. O autor mostra que o crack e a cocaína em pó são “qualitativamente” a mesma droga, portanto seus efeitos são os mesmos. Como prova, ele expõe a estrutura química do hidrocloreto de cocaína (a droga em pó) e de sua pasta base (o crack), mostrando que são praticamente idênticas. “Boa parte do que achamos que sabemos a respeito de drogas, vício e escolhas possíveis está errada”, diz ele.

O autor do livro é o neurocientista Carl Hart, professor dos departamentos de Psicologia e Psiquiatria na Universidade de Columbia, Estados Unidos. A incomum carreira de Hart explica porque ele resolveu estudar as drogas ilegais e mostra o caminho percorrido até chegar às conclusões que contrariam o senso comum.

Negro, de família pobre e problemática, Hart – que cultiva longas tranças rastafári – foi criado nos guetos de Miami: usou drogas, vendeu-as e cometeu vários outros delitos quando era adolescente. Foi salvo de destino parecido de amigos e parentes – prisão ou morte – quando, recrutado pela Aeronáutica, resolveu estudar.

Carl Hart mostra que o vício na droga não pode ser explicada fora do contexto em que é consumida e que são vários os fatos que levam à dependência, entre eles a pobreza e a exclusão social. Atribuir todo “comportamento condenável” ao uso de drogas é um erro que leva ao aumento do preconceito contra negros e pobres, diz ele.

Ao contrário do senso comum, Hart não atribui às drogas os problemas familiares ou da sociedade. Tomando a sua própria vida como exemplo, ele diz que, antes mesmo da introdução do crack, em seu bairro “diversas famílias já eram dilaceradas pelo racismo institucionalizado, a pobreza e outras forças”. Valendo-se de pesquisa em jornais, ele mostra que a cada vez que uma nova droga é introduzida no comércio, a ela é atribuída todos os males, de forma sensacionalista, com a ajuda da imprensa.

Para ele, o uso da droga, mesmo que regularmente, não é, em si mesmo um distúrbio: “O hábito de beber não é um problema para a maioria das pessoas, o mesmo se aplica às drogas ilegais”. Ele somente considera “vício” se o uso da droga interferir nas “funções vitais importantes”, como o cuidado com os filhos, o trabalho e as relações íntimas. Entre os 20 milhões de americanos consumidores de droga, ele diz que o percentual de viciados fica entre 10% e 25%.

O autor considera que o vício, principalmente nas comunidades excluídas – a maioria negras -, se dá pelo fato de não existirem “estímulos alternativos”, como o cuidado familiar, educação de qualidade e trabalho para os jovens. Carl Hart também decompõe a figura do viciado como “doidão” disposto a qualquer coisa para conseguir mais uma dose. Em uma de suas experiências (autorizadas) ele oferece – em seu laboratório – um cachimbo de crack a viciados e, depois da primeira dose, lhes pergunta se eles querem outra ou cinco dólares em dinheiro. Muitos deles preferem o dinheiro derrubando o mito, segundo Hart, de que a primeira dose gera uma “ânsia irreversível” ou “sequestra a mente” do viciado, impedindo que ele tome decisões racionais.