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Eunício quer resgatar “era de desenvolvimento pleno”

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eleições 2014 pmdb 0830 eunício cariri

Em reunião com empreendedores dos setores da indústria, comércio e serviços do Cariri, o candidato do PMDB ao governo do Ceará, Eunício Oliveira, disse na noite desse sábado (30), em Juazeiro do Norte, que irá “lutar para que o Ceará volte a experimentar uma era de desenvolvimento pleno”.

Também presente à reunião, o candidato do PSDB ao Senado, Tasso Jereissati, alertou que “só os incentivos fiscais não são capazes de mudar a realidade difícil dos empreendedores”. “Hoje, o mundo é competitivo globalmente. Nossas empresas precisam ter condições de competir com empresas do Japão e da Alemanha. E não temos visto o Estado dar o apoio necessário para isso”, comentou.

(Foto: divulgação)

Campanhas de Eunício e Camilo terão que lidar com crescimento de Marina

Da Coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (31):

Tanto o comitê do Pros-PT quanto o de Eunício Oliveira (PMDB) realizam acompanhamentos cotidianos das intenções do eleitorado.

Antes do início do debate entre os candidatos ao Governo, domingo passado, na TV O POVO, o senador foi perguntado por um jornalista sobre as pesquisas internas. Saiu pela tangente a respeito da disputa cearense da qual nada falou, mas deixou escapar o que já naquele momento estava sendo detectado pelas consultas de seu comitê: “Marina, Marina…”. Disse isso ao mesmo tempo em que fazia com a mão um gesto de quem exprime muita quantidade.

No Ceará, vêm Datafolha e Ibope na próxima semana.

Pesquisa mostra que 65% dos pacientes com câncer continuam fumando

Levantamento feito pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) com pacientes da instituição mostra que 65% dos pacientes fumantes não conseguem largar o cigarro mesmo após receber o diagnóstico da doença. O coordenador de Apoio ao Tabagista do instituto, Frederico Fernandes, disse que o resultado da pesquisa foi surpreendente. “Nós imaginávamos, justamente, que uma pessoa que fumasse, na hora de receber o diagnóstico de câncer ficasse motivada a parar, pelo fato de ter desenvolvido uma doença relacionada ao tabagismo”, ressaltou.

Segundo o médico, apesar da vontade dos pacientes de largar o tabaco, o vício é muito forte. “Quando a gente conversa com esses pacientes, vemos que eles têm vontade, estão motivados, mas, pelo fato de ter um nível alto de dependência da nicotina, não conseguem parar ou reduzir”, contou.

A situação se agrava, de acordo com Fernandes, pelo fato de o cigarro ser uma válvula de escape de grande parte dessas pessoas ao lidar com situações difíceis. “E, muitas vezes, quando a pessoa recebe um diagnóstico como esse, acentua os traços de ansiedade. Com isso, ela acaba não conseguindo largar o cigarro por não conseguir canalizar a ansiedade contra a doença em outra coisa”, explica o médico.

Além de ser um fator que contribui para o surgimento do câncer, Fernandes destaca que o cigarro pode atrapalhar o tratamento. “Alguns tipos de quimioterapia têm menor eficácia quando a pessoa continua fumando e recebendo o tratamento”, enfatiza. Fumar também interfere na cicatrização e recuperação de cirurgias. “Se uma pessoa é submetida a uma cirurgia, parando de fumar ela tem uma cicatrização melhor e um pós-operatório menos complicado”, acrescenta.

(Agência Brasil)

Ciro e Marina, semelhanças e diferenças

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Da Coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (31):

Até a semana passada, eram muitas as similaridades entre o desempenho de Marina Silva nas pesquisas de 2014 e o de Ciro Gomes nas de 2002. Há 12 anos, no final de julho, Ciro dava um incrível salto ao atingir 28% das intenções de voto no Datafolha. Com o avanço do fenômeno, Lula desceu de 38% para 33% e José Serra caiu para o terceiro lugar com 16%. Garotinho foi de 13% para 11%.

Atentem para o Ibope de 26 de agosto de 2014: Dilma caiu de 38% para 34%, Aécio de 23% para 19% e Marina apareceu com 29%. A diferença é que em 2002 o horário eleitoral ainda estava por vir. Pegos de surpresa, os adversários ficaram atônitos e rapidamente refizeram suas estratégias.

Outra semelhança: na simulação de segundo turno, Ciro obteve 48%, numericamente à frente de Lula, que tinha 44%. Na pesquisa anterior ao Datafolha de sexta-feira passada, em um eventual segundo turno, Marina Silva venceria Dilma Rousseff. Conforme a pesquisa Ibope da época, ela teria 45% dos votos, contra 36% da petista.

Mais uma: Ciro e Marina, cada um em seu momento, possuíam as menores taxas de rejeição. Ciro com 14% e Marina com 10%. Os perfis dos eleitores que adotaram Ciro e Marina também são similares: urbanos, escolarizados e com renda familiar acima da base da pirâmide.

Naquele corte de 2002, tudo levava a crer que Ciro se configurava como a avassaladora terceira via capaz de derrotar petistas e tucanos. Aí veio o palanque eletrônico.

Os petistas nem precisaram usar suas armas (sim, eles as tinham). Serra fez o serviço atacando Ciro e rapidamente desconstruiu o “fenômeno”.

A desconstrução de Ciro se deu com imensa facilidade. Não só pelos ataques tucanos, que souberam apontar contradições na fala do ex-governador do Ceará. O próprio Ciro deu decisiva contribuição ao cometer erros em série, como agredir verbalmente um eleitor e fazer comentários politicamente incorretos acerca de sua então companheira, a atriz Patrícia Pillar.

Perguntado sobre a importância de Pillar na campanha, Ciro respondeu: “Minha companheira tem um dos papéis mais importantes, que é dormir comigo. Dormir comigo é um papel fundamental”.

A frase deixava transparecer que Ciro faria de tudo para perder aquela eleição. Não foi à toa que terminou a disputa em quarto lugar, com 11,9%.

É evidente que os adversários de Marina vão trabalhar com ardor a estratégia da desconstrução do novo “fenômeno”. O fato nos remete à seguinte questão: ao ver-se diante da vitória iminente, Marina terá alguma fragilidade psicológica ou emocional que provocará nela reações que possa ser classificada como autoboicote? Ou seja, Marina cometerá erros primários em série?

Pelo menos até aqui, qualquer semelhança é mera coincidência. Os fatos indicam que Marina não é alvo fácil de ser atingido. Sua trajetória pública não abriga momentos de descontroles emocionais ou destemperos verbais. Quem a viu no debate ou na entrevista ao Jornal Nacional percebeu exatamente o contrário. Fato: ainda falta mais de um mês para o fim do primeiro turno. A candidata continuará sendo duramente testada.

Eventual vitória de Marina provocaria retomada da influência de Washington, diz colunista

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (31):

A pesquisa DataFolha dando empate técnico entre Marina Silva e Dilma Rousseff impacta com grande força a campanha eleitoral brasileira. Repete de certa forma a posição entre Serra e Dilma nas eleições de 2010, no mesmo período, quando o tucano botou dez pontos à frente para o segundo turno e depois recuou (http://goo.gl/iEoOhy).

Contudo, desta vez, os petistas estão cônscios de enfrentar a maior investida conservadora de toda sua trajetória e não duvidam de que uma eventual vitória de Marina provocaria uma reviravolta neoliberal no Brasil, dando ensejo à retomada da influência de Washington sobre toda a América Latina, desta vez sem precisar recorrer a ditaduras militares.

O programa dá ênfase à Aliança do Pacífico, pondo em segundo plano Mercosul e Brics, e se alinha com os EUA. Bastaria ler o programa de governo da Marina, está tudo lá, inclusive a decisão de entregar a Petrobras aos interesses privados. O despiste é a promessa de democracia participativa e mais investimento social (duas contradições flagrantes: uma, por colidir com a ojeriza dos seus grandes apoiadores a tudo que lembre “controle popular”; a outra, devido à exigência de cortes nos gastos do governo pelo tripé econômico neoliberal – com o qual Marina se comprometeu.

Obra volta a desrespeitar moradores da Parquelândia

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Uma obra na rua Amadeu Futado, entre as ruas Padre Guerra e Dom Manuel de Medeiros, na Parquelândia, tem tirado literalmente o sono dos moradores do bairro. Em pleno domingo, a obra começa o barulho antes das 7 horas.

Não é a primeira vez que o Blog denuncia o desrespeito dos responsáveis pela obra para com os moradores. O problema é que os órgãos de fiscalização dormem diante do problema, literalmente.

Governante que não repassar ao INSS contribuição de servidor pode ficar inelegível

O presidente da República, os governadores e os prefeitos que deixarem de repassar ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) as contribuições recolhidas de servidores podem ficar impedidos de concorrer à reeleição.

A medida está prevista no Projeto de Lei Complementar 352/13, do deputado Luiz Couto (PT-PB), e também se aplica àqueles que tiverem substituído os titulares desses cargos ao longo do mandato.

A proposta altera a lei que trata dos casos de inelegibilidade (Lei Complementar 64/90). “A gravidade da falta de repasse dispensa maiores explicações, uma vez que impacta diretamente os cofres públicos e desequilibra as ações de seguridade social previstas na Constituição”, afirmou Couto.

(Agência Câmara Notícias)

Cid Gomes: Marina está acenando com o que há de mais conservador e reacionário

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foto cid gomes opovo

O governador Cid Gomes lançou um alerta à equipe de campanha de Dilma Rousseff: Marina Silva, que aparece como fenômeno nas pesquisas, pós-morte de Eduardo Campos, preocupa mais aos que fazem a campanha de Aécio Neves (PSDB), mas exigirá dos dilmistas uma “profunda reflexão” porque ela não é fogo de palha. Pelo contrário, vem mostrando em sinalizações como a defesa do Banco Central independente, um aceno “ao que há de mais conservador e reacionário”. Para Cid, Marina precisa apresentar o que ainda não apresentou claramente: um projeto para o Brasil. A entrevista foi concedida ao O POVO na quinta-feira (28), logo após pesquisas eleitorais anunciarem Marina colada em Dilma no primeiro e, num eventual segundo turno, derrotando a atual presidente.

O POVO – Marina assusta Dilma, governador?

Cid Gomes – Marina, nas pesquisas que saíram aí, surpreende ultrapassando Aécio, portanto ele deve ser o mais preocupado. Naturalmente, simulações do segundo turno, na posição em que ela se encontra, nos obrigarão que a gente faça profunda reflexão. Nós, o povo brasileiro, e de modo geral aqueles que acreditam que Dilma é a melhor para o Brasil, como eu acho.

OP – Ela é fogo de palha?

Cid – Não, não diria isso não. O Brasil, há muito tempo, vem dando sinais claros de que deseja sair dessa polarização. E a Marina, não sei se é o melhor quadro para isso, mas essa sinalização já tem sido muito repetitiva nas nossas eleições. E, enfim, ela aí, agora que está representando essa terceira via. O que espero é que a gente reflita muito sobre o futuro do Brasil. O que é o projeto da Marina? Acho que a gente precisa muito saber claramente.

OP – O senhor vê contradições exageradas na candidata Marina?

Cid – Eu tenho visto muitos sinais controversos. Ela tem uma história como uma pessoa progressista, e está acenando com o que há de mais conservador e reacionário na economia brasileira, que é a independência do Banco Central. Você vê só, isso é literalmente botar banqueiro para cuidar dos juros. Quem é mais beneficiado com juros é banqueiro, e se eles vão cuidar dos juros, isso é péssimo para quem pensa em um Brasil desenvolvido, em crescimento econômico e geração de oportunidades, que nós precisamos muito ainda. Se o Sul e Sudeste brasileiro hoje vivem situação de quase pleno emprego, nós ainda temos grandes desafios, principalmente no Norte e Nordeste, e isso só se fará com grandes investimentos, e investimento com juro alto não é compatível, não combina investimento, portanto geração de emprego, com juro alto, e banqueiro com independência cuidando do BC é sinal para mim que teremos um período de profunda recessão, se é de fato essa a proposta da Marina. Acho que precisa clarear essas questões ainda.

OP – Tem muita influência dela na campanha do Ceará?

Cid – Olha, acho que é natural, principalmente com o eleitorado de Fortaleza, que é mais de classe média, com mais restrições à política. O que acho lamentável, porque a gente deve ter restrição com a má política, e a gente não deve transformar nossa inquietude com malversações, com alguns desmandos da política, votando simplesmente por protesto, sem saber exatamente em quem se está votando. É ilusão algumas pessoas acharem que não precisam de governo, e, portanto, vão dar um voto de protesto, uma novidade. Todo mundo precisa de governo, economia do Nordeste, do Brasil e do Ceará depende muito, mas muito mesmo, de uma política nacional voltada primeiro para redução das desigualdades regionais. É isso que tem feito com que alguns milhões de cearenses, se incorporem à classe média. Isso faz com que eles consumam, isso mexe com a vida do empresário para melhor, com a vida do industrial. Se entramos em clima de recessão, com juro alto para atender a banca, que é o que está me aparentando essa aliança que a Marina vem fazendo, isso é sinal horrível pro Brasil. Acho que vamos ter tempo para discutir isso com mais profundidade.

(O POVO)

Marina deverá vir ao Ceará dia 11 de setembro

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O crescimento de Marina Silva nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República faz o PSB acreditar que a eleição poderá ser decidida no primeiro turno. A expectativa é da candidata do partido ao governo do Ceará, Eliane Novais, durante avaliação neste sábado (30), na Beira Mar, em Fortaleza.

“Esse rápido crescimento de Marina Silva está me levando a crer que o PSB ganha no primeiro turno”, comentou a candidata, que articula a vinda de Marina ao Ceará, dia 11 de setembro.

Transpetro é destaque como melhor empresa de transporte, segundo ISTOÉ Dinheiro

sergiomachado

O crescimento de 12% no faturamento consolidado e o aumento de 30,1% do lucro líquido levaram a Transpetro a receber, pelo quarto ano consecutivo, o prêmio de melhor empresa de transporte, segundo avaliação da revista ISTOÉ Dinheiro.

O presidente da subsidiária de transporte e logística da Petrobras, o cearense Sérgio Machado recebeu o prêmio das mãos do diretor editorial da ISTOÉ Dinheiro, na quinta-feira (28), em São Paulo.

(com agências)

TCM mostra em Natal experiência em controle social no Ceará

O Tribunal de Contas dos Municípios do Ceará (TCM) levou sua experiência em controle social, envolvendo diferentes aspectos de abordagem e disseminação de conhecimento, para expor aos participantes reunidos durante dois dias, em Natal, no 8º Congresso de Gestão Pública do Rio Grande do Norte (Congesp), cujo foco foi centralizado no tema “A Gestão Pública no Nordeste: conquistas recentes e desafios para o futuro”. O evento, realizado no último mês,  foi planejado com o objetivo de gerar informações atualizadas na área de administração pública, com a indicação de práticas bem sucedidas.

A convite da organização, o diretor geral do TCM, Juraci Muniz Júnior, fez palestra sob o título “Apoiando o Controle Social”, na qual foram relatadas as atividades que têm sido desenvolvidas na área pela instituição cearense. Na ocasião, falou dos aspectos práticos de como vem acontecendo a interlocução com a sociedade cearense, promovendo iniciativas que priorizam a participação e a cidadania, o incentivo ao controle social e a promoção da transparência com base na abertura dos dados oficiais dos municípios no âmbito do Ceará. “Compartilhamos diversas ações realizadas pelo TCM, muitas delas premiadas e expostas em eventos técnicos de caráter regional e nacional”, disse o diretor.

(TCM)

Marqueteiros conseguem “envolver” Luizianne na campanha de Camilo no Horário Eleitoral

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foto camilo santana e luizianne

Pelo terceiro programa seguido dos candidatos à Câmara Federal, da coligação “Para o Ceará seguir mudando”, Luizianne Lins é “envolvida” na candidatura Camilo Santana, ao governo do Ceará, durante o Horário Eleitoral.

Apesar da candidata e ex-prefeita de Fortaleza não pronunciar o pedido de votos, os marqueteiros de Camilo Santana encontraram um “jeitinho” para envolver Luizianne Lins na campanha estadual, além da inserção da logomarca “Camilo 13” na participação da ex-prefeita.

A estratégia é simples: Camilo fala da importância de eleger candidatos da coligação e, em seguida, chama os candidatos. A primeira participação é de Luizianne Lins. Mesmo a ex-prefeita não pedindo o voto, o telespectador/eleitor a reconhece como apoiadora.

Luizianne Lins somente conseguiu participar do Horário Eleitoral, após ação judicial. A coligação não a colocou nos primeiros programas por considerar que sua participação estava fora do padrão.

DETALHE – No programa deste sábado (30), a participação de Luizianne não teve áudio. A assessoria jurídica da candidata informa que irá se inteirar do problema.

Eunício diz que é preciso coibir entrada de drogas em Juazeiro do Norte

eleições 2014 pmdb 0830 juazeiro

Uma das principais entradas de drogas no Ceará, por estradas de acesso a Pernambuco, Paraíba e região Centro-Oeste, o município de Juazeiro do Norte, no Cariri, precisa de mais policiamento e inteligência policial em seus limites. A observação é do candidato do PMDB ao governo do Estado, Eunício Oliveira, durante carreata neste sábado (30), em Juazeiro do Norte, ao lado do vice na coligação, Roberto Pessoa, e do candidato do PSDB ao Senado, Tasso Jereissati.

No fim da tarde, Eunício seguirá para o município do Crato, também na região do Cariri.

(Foto: divulgação)

Presidente da Comissão Europeia teme situação sem retorno na Ucrânia

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, alertou neste sábado (30) para a possibilidade de o conflito na Ucrânia chegar a um ponto sem retorno, mas disse acreditar na possibilidade de uma solução política para a crise.

“A situação é agora muito grave, dramática, e podemos chegar a um ponto sem retorno se a escalada continuar”, disse ele, após encontro com o presidente ucraniamo, Petro Poroshenko, que está em Bruxelas.

Durão Barroso ressaltou, porém, que ainda não é tarde para encontrar uma solução política para a crise na Ucrânia. A crise entre a Ucrânia e a Rússia é um dos temas na agenda do Conselho Europeu que hoje reúne os líderes da União Europeia na capital belga.

A cúpula, convocada em caráter extraordinário para deliberar sobre a indicação de nomes para altos cargos europeus ainda em aberto, abordará também a situação na Ucrânia. A presidência do Conselho Europeu é um dos itens da pauta, já que a saída do belga Herman Van Rompuy do cargo está marcada para o fim do ano.

(Agência Brasil)

A nova política e o ônus ou o bônus da democracia

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Em artigo no O POVO deste sábado (30), o jornalista Luiz Henrique Campos avalia a ascensão da candidatura Marina Silva. Confira:

É cedo para dizer que está consolidada a ascensão avassaladora de Marina Silva no cenário da corrida presidencial após a morte de Eduardo Campos. Não mais como franca atiradora, mas agora principal alvo para seus adversários, a tendência é que a candidata passe a ser cobrada em outro patamar por posições antes aceitas sem tantos questionamentos. Ao mesmo tempo, terá que se apresentar confiável e clara sobre pontos de vista até então nebulosos em relação aos conceitos que defende. Não se pode esquecer também, que o eleitorado que demonstra intenção de apoiá-la, parece ser o mais crítico no que diz respeito às dificuldades pelas quais o país vem passando, principalmente na forma conservadora de conduzir o jogo político.

Nada garante, portanto, que esse mesmo eleitor, ao ser confrontado com o conteúdo do discurso marinista, não venha a mudar de opinião. De todo modo, independente do que aconteça, o fenômeno Marina materializa o descrédito com a política no Brasil, e mais ainda com as instituições partidárias. Ao levarmos em conta o que revelam as pesquisas, os dois mais fortes partidos, PT e PSDB, podem ser considerados derrotados desde já. Não só em vista da rejeição contra essas agremiações, mas claramente no sentido de se apontar na direção de um possível governo onde esses grupamentos não mais façam parte.

De todo modo, também não é certo afirmar que a eleição de Marina como terceira via trate-se de uma vitória em relação aos métodos adotados pelos principais partidos. Na verdade, além de grande incógnita em termos de gestão, Marina acena como risco terrível na medida em que simboliza a última esperança de mudança dos costumes políticos. Achar, como propõe a candidata, ser viável governar juntando os “bons” do PT e do PSDB, não só é vago, como conspira contra a inteligência de qualquer observador mediano. Isso, sem contar que a “nova política” aventada por ela praticamente exclui a possibilidade de oposição forte, sem perspectiva de poder. Caso isso se dê de fato, não só vivenciaremos o melhor dos mundos, como estaremos negando a própria história da política. Enfim, mas somente o futuro nos dirá se isso trata-se de ônus ou bônus da democracia.