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Ciro acusa procurador de manipular informações; Resposta do MPF/CE acontece nesta segunda-feira

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O secretário da Saúde do Estado (Sesa), Ciro Gomes, acusou nesse sábado o procurador da República, Oscar Costa Filho, de manipular informações sobre os equipamentos do Hospital Regional Norte, em Sobral. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal no Ceará (MPF/CE), equipamentos adquiridos com verbas federais teriam sumido da unidade hospitalar e o Estado teria que ressarcir aos cofres da União mais de R$ 800 mil.

De acordo com o secretário Ciro Gomes, o procurador manipulou os dados, quando não incluiu os equipamentos que ainda estariam encaixotados. Ciro Gomes afirmou que, durante a vistoria do MPF/CE, em maio deste ano, o hospital funcionava somente com 78% dos equipamentos instalados, sendo que o restante estaria ainda nas caixas.

De acordo ainda com Ciro Gomes, o Governo do Estado pedirá uma nova vistoria do MPF/CE, além de processar o procurador Oscar Costa Filho pelo “caso fictício”.

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Coletiva

Em nota, o Ministério Público Federal no Ceará informa que o procurador Oscar Costa Filho concederá entrevista coletiva, nesta segunda-feira (14), a partir das 9h30min, para apresentar à imprensa providências a serem adotadas pelo MPF/CE com relação à auditoria realizada pelo Ministério da Saúde no Hospital Regional Norte, em Sobral, além de anunciar novas medidas relativas à fiscalização da gestão da saúde pública no Ceará.

Cid Gomes e o calcanhar de Aquiles

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Da coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (13):

Até aqui, há um único fato que se pode afirmar sobre a sucessão de 2014 no Ceará: seja quem for o escolhido, o candidato franco favorito será aquele indicado pelo grupo político do governador Cid Gomes (Pros).

O motivo é por demais conhecido: a força política do grupo que Governa o Ceará e a Prefeitura de Fortaleza, os dois orçamentos que importam. Não esquecer também do generoso apoio do Governo Federal. Além da azeitada máquina de conquistar votos, o bom tempo na TV da aliança será inundado por uma enxurrada de imagens dos feitos, principalmente obras e a política de educação. Ainda haverá Lula e Dilma como cabos eleitorais.

O calcanhar de Aquiles, todos já conhecemos bem: o retumbante fracasso da política de segurança.

Canto de sereia

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Da coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (13):

Se a aliança Eduardo Campos/Marina Silva ensejar um debate político de qualidade já será uma boa coisa. Um confronto qualificado de ideias e propostas seria ótimo para o Brasil, pois sairíamos da cultura dos ataques pessoais e do jogo mesquinho de interesses fisiológicos.

A pergunta é: Marina e Eduardo Campos (foto) trazem algo verdadeiramente “novo”? Se tomarmos como referência a promessa simbólica de romper com a “velha política”, os primeiros movimentos da dupla em direção às velhas figuras carimbadas foram decepcionantes.

Audiência discute desoneração de equipamentos médicos

As comissões de Finanças e Tributação; e de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio debatem na terça-feira (15) a necessidade de desoneração da indústria de artigos e equipamentos médicos, odontológicos, hospitalares e de laboratórios.

Um dos deputados que solicitaram o debate, Dr. Ubiali (PSB-SP), explicou que o objetivo é discutir formas de reduzir a carga tributária de forma sistêmica, “mas sem prejudicar o desenvolvimento da indústria brasileira em face de importação de produtos acabados”.

Atualmente, em média 1/3 do valor pago por qualquer produto ou serviço que se relacione com a saúde é composto por impostos, taxas e contribuições.

(Agência Câmara Notícias)

Papa apela para que fiéis não sejam "cristãos de vitrine"

O papa Francisco participou nesse sábado (12), por meio de videoconferência, do Terço Mundial, quando por quase seis minutos, a Basílica de Nossa Senhora Aparecida e mais nove santuários de todo mundo participaram simultaneamente da oração. O pontífice pediu que os fiéis não sejam cristãos “de vitrine”.

“Ó Maria, fazei-nos sentir o teu olhar mãe, guiai-nos para o teu filho, fazei que não sejamos cristãos ‘de vitrine’, mas saibamos ‘meter mãos à obra’ para construir com o teu filho Jesus, o seu reino de amor, de alegria e de paz”, disse na mensagem em italiano.

O papa apelou para que os católicos se apeguem à mãe de Jesus nos momentos de dor e dificuldade. “Quando estamos cansados, desanimados, oprimidos pelos problemas, olhemos para Maria, sintamos o seu olhar”, diz trecho da mensagem do papa. O pontífice lembrou que olhar pode expressar tanto encorajamento e compaixão quanto inveja e ódio. “Quantas coisas se podem dizer com um olhar! Estima, encorajamento, compaixão, amor, mas também censura, inveja, soberba, até mesmo ódio. Muitas vezes o olhar diz mais que as palavras, ou diz aquilo que as palavras não conseguem ou não ousam dizer”.

Participaram religiosos nos santuários marianos de Israel, da França, da Índia, da Polônia, do Quênia, da Bélgica, do Japão, dos Estados Unidos e da Argentina. Para que os romeiros em Aparecida pudessem acompanhar o terço, foram instalados quatro telões pelo Santuário de Aparecida.

O Terço Mundial foi iniciativa da Diocese de Roma. O evento está dentro das atividades do Ano da Fé, que se encerra no próximo dia 24 de novembro.

A previsão do santuário é que cerca de 150 mil pessoas visitem a cidade de Aparecida, no Vale do Paraíba, para acompanhar as cerimônias especiais no dia dedicado à Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

(Agência Brasil)

Documentos ligam desaparecimentos ocorridos no Brasil e na Argentina durante a ditadura militar

O desaparecimento de dois estrangeiros e de um brasileiro no Rio de Janeiro, durante o a ditadura militar no Brasil, pode estar ligado ao sumiço de dois brasileiros na Argentina ocorrido poucos meses depois. Documentos mostrando essa ligação foram descobertos pela Comissão Nacional da Verdade (CNV) e pela historiadora Janaina de Almeida Teles. O material foi apresentado na tarde de hoje (11) em uma audiência pública conjunta com a Comissão Estadual da Verdade de São Paulo, na Assembleia Legislativa paulista.

Em 21 de novembro de 1973, o francês Jean Henri Raya, que morava na Argentina, o brasileiro Caiupy Alves de Castro e o argentino Antonio Luciano Pregoni desapareceram no Rio de Janeiro.

Caiupy era um bancário aposentado e militante comunista que foi preso por um órgão de segurança do Rio de Janeiro na noite do dia 21 de novembro. Jean Henri nasceu na França, mas passou grande parte de sua vida na Argentina. Ele saiu de Buenos Aires com destino ao Brasil, de ônibus, no dia 14 de novembro de 1973, e ficou hospedado em um hotel em Copacabana. Seu paradeiro é desconhecido.

Em abril de 1974, a mulher de Jean Henri, Mabel Bernis, recebeu uma informação de que Henri fora sequestrado pelos órgãos de segurança no Rio de Janeiro, em razão dos frequentes contatos com exilados brasileiros em Buenos Aires. O argentino Antonio Luciano Pregoni fazia parte do Tupamaros, uma organização de guerrilha urbana do Uruguai. Ele teria chegado ao Brasil no mesmo ônibus em que veio Jean Henri.

O principal documento data de 14 de março de 1974 e foi encontrado pela comissão no Arquivo Nacional. No documento, consta que um agente do Centro de Informações do Exterior (Ciex), do Ministério das Relações Exteriores, chamado Alberto Conrado Avegno (que usava o codinome Altair) relata novidades recebidas de um outro informante.

O documento aponta que a argentina Alicia Eguren, poeta, escritora e militante da esquerda peronista, era o elo de ligação entre Joaquim Pires Cerveira, um militar brasileiro cassado em 1964, banido do Brasil em 1970 e exilado na Argentina desde agosto de 1973, e um grupo de jovens militantes de esquerda, entre eles Jean Raya e Antonio Luciano Pregoni. O documento informa ainda que Raya (cujo nome está erroneamente grafado como Juan Rays) viajou ao Brasil em novembro de 1973 para uma ação em conjunto com o grupo de Cerveira. “O major Cerveira era um militante antigo no Brasil e que estava banido porque tinha sido libertado em troca do embaixador alemão em 1970. O Brasil baniu essas 40 pessoas, que foram libertadas [em troca do embaixador], e ele [Cerveira] ficou no exterior, articulando novos grupos políticos, para tentar voltar ao Brasil e derrubar a ditadura”, disse a historiadora Janaina Teles.

Para Mabel Raya, viúva de Jean Henri, que vive atualmente em Buenos Aires, a investigação brasileira sobre o caso, em conjunto com a Argentina, é um caminho para punir os responsáveis pelos crimes. “Não há desaparecidos, mas gente que foi assassinada. E é necessário se fazer justiça. Isso é que é importante para nós. Temos que aceitar que eles não vão aparecer, que foram assassinados e que há um culpado. Este é o começo na busca pela verdade e dos culpados”, disse.

(Agência Brasil)

Papa nomeia brasileiro como secretário da Congregação para os Bispos

O papa Francisco nomeou neste sábado (12) o brasileiro Ilson Jesus Montanari, 54 anos, como secretário da Congregação para os Bispos. Montanari era oficial da congregação e, a partir de agora, recebe o título de arcebispo. Dom Ilson nasceu em 18 de julho de 1959 em Sertãozinho (SP). O brasileiro estudou direito e economia em Ribeirão Preto, no interior paulista, e tem mestrado em filosofia. O presidente da Congregação dos Bispos é o canadense Marc Ouellet, cardeal que chegou a ser cotado para ser papa, antes da escolha de Francisco.

Montanari ingressou na Universidade Gregoriana de Roma para estudar teologia, em 1985, depois de ter passado pelo Seminário Maria Imaculada, em Ribeirão Preto. Em 1989, retornou à Arquidiocese de Ribeirão como sacerdote. A partir de 1990, foi professor de teologia em Ribeirão Preto e Uberaba (MG). Na cidade paulista, foi chanceler e coordenador da pastoral da arquidiocese, membro do Conselho Presbiteral e do Colégio de Consultores e Vigário Forâneo da Zona Oeste.

Em 2002, dom Ilson voltou a Roma para cursar teologia dogmática na Pontifícia Universidade Gregoriana. Em 2008, entrou para a Congregação dos Bispos como oficial e, em 2011, foi nomeado capelão de Sua Santidade (de 2002 a 2004).

(Agência Brasil)

A arte de estragar grandes iniciativas

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Da coluna Política, no O POVO deste sábado (12), pelo jornalista Érico Firmo:

O governo Cid Gomes (Pros) tem mérito enorme na construção dos hospitais regionais. Inverteu o histórico e hediondo descaso governamental – tolerado pela população e pelos gestores do Interior com passividade cúmplice do crime – que fez com que nenhum dos governadores que o antecederam tenha construído um hospital no Interior. Tal realização está em sua história e merece aplauso. Ponto. Parágrafo.

É inacreditável, por outro lado, como iniciativa tão interessante se torna foco de tanto desgaste. Primeiro, o inadequado e dispendioso show de inauguração com Ivete Sangalo. Depois, a marquise que desabou. Agora, equipamentos que, segundo auditoria do Ministério da Saúde, teriam desaparecido, além de outros tantos que estão se uso.

Trata-se de absurdos diferentes. No caso do sumiço dos equipamentos – orçados em R$ 819 mil –, se comprovado, é preciso identificar os responsáveis pelo furto e colocá-los atrás das grades. Também é preciso descobrir o responsável pela negligência e igualmente puni-lo. Quanto ao material sem uso, trata-se de incompetência pura e simples, ao não se colocar a estrutura para funcionar, e desperdício, pois se gastou dinheiro público com o que não tinha demanda ou condição de uso imediato.

Nada disso elimina o grande acerto que é a construção desse e dos outros hospitais. Mas tampouco o mérito global da iniciativa pode servir de desculpa para a sucessão de absurdos.

Quanto mais se explica, mais Marina se complica

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Em artigo no O POVO deste sábado (12), o editor-adjunto do Núcleo de Conjuntura do O POVO, Luís Henrique Campos, avalia a reação da ida de Marina Silva para o PSB. Confira:

Um dos piores momentos na vida do político é quando este gasta a maior do seu tempo e energia para tentar explicar as atitudes tomadas. A experiência mostra que por mais que as justificativas sejam satisfatórias, sempre existirá uma ponta de dúvida ou desconfiança entre os próprios correligionários. Já em relação aos opositores, quanto mais tempo durar o périplo de explicações, melhor no sentido de aumentar o desgaste, pois as justificativas nunca serão aceitáveis.

Tem sido assim os últimos dias da ex-senadora Marina Silva após o anúncio de sua filiação ao PSB. Como se não bastasse a dificuldade em expor suas ideias ao grande público, baseadas em um discurso fácil e cheio de rótulos, agora, ela também está tendo que lidar com a rejeição em parte dos chamados marineiros de primeira ordem. O fato, é que se a filiação ao PSB surpreendeu aos adversários, também e principalmente pegou de calças curtas seus apoiadores, muitos deles não tendo ainda conseguido entender direito o gesto da ex-senadora ao se juntar a Eduardo Campos.

A culpa, todavia, dessa incompreensão, é única e exclusivamente dela, que ao propor a criação da Rede Sustentabilidade, acenou com novo modelo de fazer política, que nem mesmo os mais utópicos de seus seguidores é suficiente preparado para explicar. Se havia essa dificuldade antes, fico imaginando depois do recente cavalo de pau na trajetória de Marina. É fato, que pode ser cedo para dimensionar em termos de aceitação popular o gesto de aproximação entre Marina e Campos. De todo modo, não há como negar que a semana que se encerra foi farta em elementos que mais criaram desgastes, do que pontos positivos para a imagem da ex-senadora.

Desgastes, é bom ressaltar, que já começam a atingir aliados que Eduardo Campos amealhou para costurar sua candidatura em regiões nas quais ele tem pouca penetração. Enquanto isso, Marina continua se explicando (e se complicando).

Peemedebistas e petistas invadem congresso do PCdoB

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Com a discussão de temas como a crise do capitalismo, a nova luta do socialismo e os 10 anos dos governos Lula e Dilma, o PCdoB realiza neste sábado (12), no auditório da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (UFC), o 13º Congresso do Partido Comunista.

A surpresa foram as presenças de peemedebistas e petistas, como o senador Eunício Oliveira, o deputado federal Mauro Benevides e o vereador Acrísio Sena. O evento segue com debates com a militância do partido.

O golfinho falante

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Em homenagem ao Dia da Criança, o jornalista Nicolau Araújo envia conto ao Blog. Confira:

Em uma pequena cidade litorânea, de população modesta e quase toda formada por pescadores, surgiu na praia um golfinho falante.

Logo a notícia se espalhou pelo mundo e chamou a atenção das maiores autoridades dos cinco continentes. De imediato, o golfinho foi isolado da população de pescadores e uma conferência mundial entre cientistas ficou acertada na pequena cidade. As inscrições foram limitadas e cada cientista teria apenas uma única pergunta para fazer ao golfinho. As poucas vagas para a conferência geraram conflitos entre os países, que queriam completar suas pesquisas sobre os mistérios do mar e os fenômenos marítimos.

Apesar das reduzidas vagas, organizações não-governamentais exigiram que a pequena cidade tivesse um representante na conferência científica, pois foi na comunidade que o golfinho decidiu apareceu para o mundo.

Como a única instituição cultural do lugar era a escolinha dos filhos dos pescadores, a comunidade quis ser representada por uma criança. A pretensão da cidadezinha foi considerada pelos cientistas como um afronto à própria Ciência, pois, além da criança ocupar o lugar de um grande estudioso, ela nada teria a perguntar a um golfinho falante.

No entanto, o desejo da pequena cidade despertou interesses políticos e mobilizou instituições no mundo inteiro. E ficou decidido que a criança participaria da conferência, mas seria a última pessoa a se dirigir ao golfinho, quando todos os cientistas já tivessem respostas às suas indagações.

Finalmente o grande dia havia chegado e toda a imprensa mundial estava atenta às perguntas dos maiores estudiosos. O cientista norte-americano quis saber sobre a comunicação dos golfinhos e das baleias… e logo completou seus dados para os radares dos submarinos de guerra. O cientista japonês perguntou sobre as erupções marinhas… e colheu informações para a pesquisa sobre os vulcões terrestres. O cientista francês quis saber sobre as antigas civilizações submersas… e recebeu informações da origem dos continentes. O cientista hindu questionou sobre a crença em Deus, entre os animais… e confirmou o quanto o homem ainda tem a aprender e a respeitar os seres vivos. O cientista inglês perguntou sobre as ilhas Bermudas… e colheu dados para solucionar o mistério do desaparecimento de navios e aviões na região.

Após horas de informações e coleta de dados, enfim chegou a vez da criança perguntar algo ao golfinho. E todos estavam ansiosos para saber o que uma criança teria para perguntar ao ser mais inteligente que apareceu ao homem.

Então a criança perguntou: “Você sabe dar aquelas piruetas no ar”?

E todos os presentes gargalharam, os repórteres repetiram e repetiram a pergunta aos risos, enquanto os grandes cientistas condenaram o desperdício da presença de uma criança na conferência.

Mas a expressão triste e o silêncio do golfinho logo ressaltaram a importância da pergunta da criança. Cabisbaixo, o golfinho respondeu a pergunta com um penoso balançar de cabeça para os lados, em uma sinalização de não.

E justificou a sua resposta: “Para sermos diferentes é preciso antes sermos iguais, pois a igualdade abriga os valores de cada um, enquanto a diferença aponta como morada a solidão. Cada ser vivo nasce com um dom, seja esse dom qual for, ou em qual época será exigido. Mas é somente em sociedade que esse dom se torna intenso e passa a contribuir para a felicidade de todos”.

E assim o golfinho se afastou da cidadezinha e nunca mais foi visto por ninguém. Mas as crianças da escolinha juram que um golfinho, meio que aprendiz em suas piruetas no ar, mas bastante feliz entre outros golfinhos, acena para elas todos os fins de tarde.

Nicolau Araújo, jornalista

Palanque sem vetos

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Da Coluna Vertical, no O POVO deste sábado (12):

“Está na hora do diretório estadual do PT voltar a analisar os cenários políticos”, apela o vereador Acrísio Sena, membro do organismo, que se diz “preocupado” com a entrada, no processo sucessório nacional, da aliança Eduardo Campos-Marina Silva.

Essa parceria impõe ao PT mudar seu ritmo de trabalho e convocar a militância para botar o bloco na rua e defender a continuidade do projeto da presidente Dilma Rousseff. “Esse bloco alternativo para disputa com Dilma nasce fortalecido e pode atrair a oposição. Acho que esvaziou Aécio Neves, do PSDB, e ganhou espaços entre formadores de opinião”, acentua Acrísio.

Para ele, é hora da direção nacional fazer com que os diretórios estaduais arregacem as mangas, sem qualquer veto a aliados. Ou seja, nada contra o Pros que, no Ceará, é Dilma de carteirinha. “Aproveitemos o debate do processo de eleição direta para assumir desafios”, conclama.

Pela universalização do bem-estar de todas as crianças

Hoje é o Dia das Crianças, e todas as atenções das famílias, nesta data, estão voltadas para lhes dar alegria. Não poderia ser diferente, pois elas constituem o bem maior de uma sociedade. Infelizmente, muitas delas não podem desfrutar desse privilégio, pois – vítimas da desigualdade e violência – são privadas até dessa alegria.

Costuma-se, nesta data, presenteá-las com brinquedos, guloseimas ou com programações recreativas. Mas, sobretudo, de lhes regalar momentos de maior atenção e amor para que se sintam acolhidas e amadas. Às vezes, mesmo em famílias dotadas de alto status financeiro e social, este é um dos raros dias em que filhos têm a oportunidade de gozar maior atenção dos pais.

A própria escolha dos brinquedos deve ser cuidadosa, os pais e responsáveis não devem levar em conta só o interesse do filho, mas se os brinquedos estão adequados ao estágio do desenvolvimento infantil, bem como se atendem aos requisitos de segurança.

A verdade é que apenas uma faixa privilegiada de crianças experimenta esse dia como diferente dos demais. Dados do Unicef informam que 45,6% das crianças brasileiras vivem em famílias de baixa renda. Na região do semiárido, por exemplo, vivem 13 milhões de crianças, mais de 70% delas e dos adolescentes são classificados como pobres. No entanto, todas deveriam estar sendo beneficiadas pelos direitos constituídos em lei, tendo pleno acesso à saúde, educação, alimentação, lazer, liberdade, habitação e um bom ambiente familiar, tal como é assegurado pela Declaração Universal dos Direitos das Crianças, pela Constituição Federal e pelo próprio. Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Há um grande número de crianças ainda exploradas pelo trabalho infantil, de forma ilegal. No entanto, há de se reconhecer os avanços registrados a partir de programas sociais, como o Bolsa Família e outros de teor semelhante. A queda fantástica (77%) da mortalidade infantil, nas últimas duas décadas, é uma sinalização inequívoca dos avanços conseguidos. Muito, no entanto, há por fazer ainda nessa área, e isso dependerá da disposição dos governos em manter o compromisso social com as crianças e adolescentes.

(O POVO / Editorial)