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Operação 7 de Setembro – Operando o quê?

Em artigo no O POVO deste domingo (8), o professor e presidente do Instituto Politizar, Célio Studart, avalia as manifestações de 7 de Setembro. Confira:

A recente decisão da Justiça do Rio de Janeiro, autorizando a identificação criminal daqueles que cobrirem os rostos em manifestações públicas, visa desencorajar os manifestantes que depredam o patrimônio público e privado. Com isso, ela também leva embora, ao menos no Rio de Janeiro, alguns dos aspectos lúdicos dessa onda de protestos: a utilização da máscara dos quadrinhos e filme V de Vingança e os panos pretos no rosto ao estilo black bloc alemão.

Ontem comemoramos o 7 de Setembro, as redes sociais fervilharam comentários e ideias para o que foi anunciado como o “maior protesto da História do país”. Porém, a chamada “Operação 7 de Setembro” nada tem de operação. Nem é uma execução metódica e sistemática realizada por um determinado grupo e em nada difere do formato já visto nos últimos meses (exceto por algumas pessoas que querem copiar a inspiração deixada pelo filme mencionado: a explosão do Congresso Nacional).

Quando a ficção e a realidade se confundem, temos a impressão de que não estamos compreendendo bem os fatos reais e que estamos longe de um engajamento político maduro. Esse lirismo à Hollywood é uma forma de preencher, com emoção e fantasia, a lacuna de participação política de uma geração nascida em um país redemocratizado, mas que, exceto na ocasião do voto obrigatório, pouco ou nada exerceu sua cidadania.

Alguns dos protestos ocorridos no interior do Ceará contaram até com pandeiros e percussão. Além, claro, da indispensável máscara branca. É preciso haver muito cuidado para não transformarmos reivindicações sérias e necessárias em um evento burlesco que mais se assemelha a um Carnaval fora de época ou um desfile de cosplays. As mudanças políticas exigem a participação da sociedade, mas demandam tempo. Tempo que atormenta a paciência coletiva e, por vezes, fertiliza ideias esdrúxulas, pois a ignorância política é uma grande ativista. Ela está solta por aí, justificando o vandalismo, sempre com muita disposição física, mas pouco interesse intelectual.

Não sei se a “operação 7 de Setembro” levará adiante a explosão do Congresso Nacional. Seria muito bom se o problema do Brasil fosse apenas o nosso parlamento. Porém, se explodíssemos hoje todos os parlamentos: federal, estaduais e municipais, e realizássemos novas eleições amanhã mesmo, os mesmos políticos seriam eleitos, pois o nosso problema não é um prédio com duas bacias feito pelo Oscar Niemeyer. O nosso problema é que quem quer explodir esse prédio não faz a mínima ideia pra que ele serve e como ele poderia servir.

Reforma milionária gera nova polêmica

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Da coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (8):

O projeto de construção de um anexo do Palácio da Abolição, no valor de R$ 40 milhões, expôs novamente o governo do Estado a uma polêmica sobre os critérios de prioridade do emprego do dinheiro público. Os tipos de obras pelas quais o governo estadual vem optando chocam-se com a percepção de prioridade dos cidadãos.

Há uma dissociação muito grande entre ambos, na identificação do que o povo cearense está necessitando neste momento. Para haver sintonia, impõe-se a necessidade de não apenas a Assembleia Legislativa interpretar a vontade do povo (o que parece nem sequer estar fazendo), mas de os próprios cidadãos manifestarem onde acham que devem ser aplicados os recursos, antes da batida do martelo.

Síria: John Kerry diz que não atuar é risco maior que a intervenção militar

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, disse nesse sábado (7) que não intervir na Síria em resposta ao ataque com armas químicas, atribuído ao regime de Bashar Al Assad, seria “um risco maior” do que a própria ação militar.

Kerry, que se reuniu com o secretário francês, Laurent Fabius, insistiu que a crise afeta a segurança dos norte-americanos, em particular pelo risco de disseminação de armas químicas entre grupos terroristas e que o ataque que os Estados Unidos pretendem será curto, seletivo, sem tropas no terreno, mas com “mensagem clara”.

O chefe da diplomacia norte-americana lembrou que o presidente Barack Obama ainda não decidiu se vai esperar pela apresentação do relatório dos peritos das Nações Unidas. Eles estiveram no país para recolher provas do ataque com armas químicas, de 21 de agosto, que provocou centenas de mortes.

O presidente francês, François Hollande, já manifestou apoio aos Estados Unidos, mas observou que vai esperar pelo relatório dos peritos.

“A ausência de ação supõe um risco mais grave que a própria ação”, disse Kerry, reafirmando que o que pretende não é uma guerra e que “a única forma de acabar com o conflito sírio passa por solução política e não militar”.

Trata-se de “reduzir a capacidade de Bashar Al Assad de utilizar armas químicas” e garantir que não volte a usá-las. “Não podemos deixar que um ditador use as armas mais horríveis. É preciso dar uma resposta seletiva e limitada, embora clara”, acrescentou.

Kerry disse ainda que certo número de países – um número de dois dígitos – está preparado para integrar a ação militar. “Temos mais países preparados para uma ação militar do que aqueles a que é preciso recorrer numa intervenção desse tipo.

Laurent Fabius congratulou-se pelo “largo e crescente apoio” a uma “resposta forte” ao uso de armas químicas na Síria, destacando a União Europeia e o Conselho de Cooperação do Golfo.

O conflito na Síria já provocou mais de 110 mil mortos desde março de 2011, de acordo com as Nações Unidas.

(Agência Brasil com informações da Agência Lusa)

Sindicato dos jornalistas do DF lamenta agressões da PM a profissionais

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O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal lamentou os atos de violência praticados por policiais contra os profissionais de imprensa que cobriram as manifestações de 7 de Setembro na cidade. Nesse sábado(7), o repórter da Agência Brasil, Luciano Nascimento, foi agredido por três policiais com spray de pimenta e empurrões.

A primeira-secretária do sindicato, Juliana Cézar Nunes, disse que este não é um caso isolado: “O sindicato lamenta que esses atos voltem a acontecer e que o governo coloque a polícia para atuar dessa forma truculenta. Além de atuar dessa maneira com a população, atua com os jornalistas, impedindo que eles trabalhem”, disse.

Nota do sindicato destacou o fato de que “vários profissionais da mídia que estão na cobertura dos protestos do Dia da Independência terem sido agredidos pela força policial”. O repórter fotográfico Ueslei Marcelino, da Agência Reuters, foi mordido em uma das pernas por um cachorro da Polícia Militar.

No caso de Luciano Nascimento, o jornalista acompanhava a manifestação, quando viu que policiais da Tropa de Choque agrediram as pessoas que passavam pelo local. Após a reclamação de um manifestante contra a postura adotada, um policial disparou uma bomba de gás lacrimogêneo contra a cabeça dele. Nascimento foi apurar o ocorrido e, mesmo se identificando, foi agredido.

Nesta semana, o sindicato enviou um ofício à Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, no qual manifestou preocupação com o histórico de violência nas manifestações iniciadas em junho e pediu a garantia do trabalho dos profissionais de imprensa nos eventos de 7 de Setembro. “Tanto contra eventuais abusos de manifestantes nos protestos previstos como contra a ação por vezes excessivas e indiscriminadas das forças policiais”, diz o documento.

Juliana disse que o sindicato vai procurar a secretaria novamente para uma nova conversa com o governo da capital federal. Aos jornalistas agredidos, a orientação é que registrem o ocorrido em um Boletim de Ocorrência, nas delegacias de polícia. A entidade disponibiliza os serviços de um advogado.

(Agência Brasil)

Arruda Bastos faz carta de despedida e não confirma desejo de “novos desafios”

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“Não chores, meu filho; Não chores, que a vida é luta renhida: Viver é lutar. A vida é combate, Que os fracos abate, Que os fortes, os bravos só pode exaltar” (Gonçalves Dias)

Venci uma nova etapa na minha vida, vencemos juntos, os que fazem a SESA. Enfrentamos grandes desafios, alguns deles com destaque: construir e consolidar o funcionamento da maior e mais moderna rede de assistência especializada à saúde do País, com três hospitais regionais – dois já inaugurados em funcionamento – o Hospital Regional do Cariri, em Juazeiro do Norte, e o Hospital Regional Norte, em Sobral, e o Hospital e Maternidade do Sertão Central, em construção em Quixeramobim. São 22 policlínicas regionais, com 10 já em funcionamento. São 19 CEOs, com 15 abertos e atendendo a população. As UPAs 24 horas estão fazendo a diferença para quem precisa de atendimento de urgência e emergência. Cinco funcionam na capital e duas na Região Metropolitana e há 10 com as instalações prontas sendo equipadas para inaugurações. Na Atenção Básica, em apoio aos municípios, foram construídas 150 Unidades Básicas de Saúde.

Todo esse legado é incomensurável pelos benefícios presentes e futuros que advirão para o SUS e, em especial, para nosso povo. Com esta rede criamos condições de acesso aos serviços de saúde. Criamos condições materiais para o maior movimento de interiorização da atenção secundária e terciária, levando ao povo do sertão tecnologia de ponta e especialistas na área da saúde. Nas policlínicas, por exemplo, a população tem acesso a tomografia computadorizada. Nos hospitais HRC e HRN a população passou a fazer na própria região o exame de ressonância magnética. Antes, só era possível realizar esse exame, na rede pública, no HGF, em Fortaleza.

Articulamos a organização de consórcios públicos de saúde e promovemos a solidariedade regional e o protagonismo republicano dos senhores prefeitos, líderes destes consórcios, que decidirão como aplicar os recursos públicos da saúde em cada região e as responsabilidades polos três entes da Federação. Apoiamos, com vigor, o movimento nacional Saúde +10, que propõe 10% da receita bruta do país para a saúde e recolhemos, junto com várias entidades, 100 mil assinaturas no Ceará. Fortalecemos as grandes iniciativas de nossos profissionais de saúde dos hospitais estaduais nos transplantes de órgãos, batendo recordes sucessivos; o banco de cordão umbilical, criando condições e base de futuras iniciativas de pesquisas aplicadas com células-tronco. Abrigamos o movimento em defesa da saúde dos nordestinos neste inditoso período de seca, elaborando a Carta do Nordeste à Presidência da República e assumimos a vice-presidência do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, num reconhecimento do papel do Estado do Ceará no cenário nacional da saúde. Finalmente, através da Escola de Saúde Pública, criamos espaço e condições de capacitação e acolhimento de médicos estrangeiros que vieram ao país, a convite do governo brasileiro, para cuidar de nosso povo, sem jamais abrir mão da defesa de mais recursos estruturais para a saúde.

Saio tranquilo da SESA, pois sei que combati o bom combate, terminei minha tarefa nesta etapa da vida e guardei a fé – fé em nosso povo, em nossos profissionais de saúde e em uma sociedade justa, fraterna e democrática.

Nesse bom combate, fizemos muita gestão de pessoas, dialogando com os conselhos de saúde, os gestores municipais, os coordenadores e assessores da Secretaria e o pessoal de apoio do gabinete. Com os diretores dos hospitais e unidades o contato foi frequente no enfrentamento do desafio de ampliar e qualificar a saúde pública. No dia a dia da Sesa, tentei ser um ouvidor de todo mundo, principalmente do pessoal da casa. Dizem que saber ouvir é uma das minhas principais características.

Ao governador Cid Gomes, a minha gratidão pela confiança.

Até breve, porque estarei sempre nos caminhos e embates por uma saúde pública cada vez melhor.

Abraços e obrigado a todos(as),

Arruda Bastos

Associação de policias militares e bombeiros questiona lei sobre punição a faltas cometidas

A Associação Nacional das Entidades representativas dos Militares Estaduais e Corpo de Bombeiros Militares do Brasil (ANERMB) ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 5033) no Supremo Tribunal Federal (STF) na qual contesta dispositivos da Lei Estadual 16.544/2010, do Paraná, sobre o processo disciplinar destinado a punir militares por eventuais faltas cometidas. A entidade alega que os dispositivos questionados devem ser suspensos liminarmente e, no mérito, devem ser julgados inconstitucionais por contrariarem princípios constitucionais como a segurança jurídica e o devido processo legal, além dos princípios da legalidade e da impessoalidade.

Segundo a associação, haveria ainda violação aos princípios da ampla defesa, do contraditório e da presunção de inocência. De acordo com a lei, cabe ao comandante-geral nomear, mediante portaria, os militares que irão conduzir o processo disciplinar e solucioná-lo, mas a associação questiona a falta de regras claras sobre os integrantes desta comissão e sua natureza, bem como sua coexistência com a corregedoria. “A Comissão do Processo Disciplinar é permanente ou é específica para cada caso? E a corregedoria existente na estrutura da polícia militar, que tarefa tem na apuração da falta disciplinar? Para que serve afinal, tal órgão na estrutura administrativa da Polícia Militar? A lei objeto da presente não esclarece e nem tampouco enfrenta tal situação”, alega a ANERMB.

Para a entidade, ao dispor que o militar estadual submetido a processo disciplinar poderá ser afastado da função por ato do comandante-geral, a lei novamente deixa lacunas que ferem princípios constitucionais, na medida em que caracteriza uma punição antecipada. “Em que hipótese seria afastado o militar? No cometimento de uma falta simples como, por exemplo, não prestar continência ao superior imediato, ou num crime qualquer ou de um crime específico? Que tipo de delito enseja o afastamento? O que é falta grave, moderada ou leve? Quem define tal graduação em face do delito cometido?”, questiona.

(STF)

Desfile ocorre sem a presença de Cid Gomes e Roberto Cláudio

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foto opovo desfile

O desfile de 7 de setembro, realizado na avenida Beira Mar, ocorreu em clima de tranquilidade neste sábado (7). A população acompanhou a parada militar, que teve a participação das Forças Armadas, da Polícia e de estudantes de escolas públicas e privadas de Fortaleza. As principais autoridades do Estado, como o governador Cid Gomes e o prefeito Roberto Cláudio, não estiveram presentes. Quem representou Cid foi o vice-governador Domingos Filho.

Agentes federais realizaram uma pequena manifestação no calçadão, durante o desfile de estudantes, contra a corrupção. Um grupo de cerca de 30 pessoas levou uma faixa e distribuiu panfletos para a população. Porém, o protesto não atrapalhou a continuidade do evento.

(O POVO Online / Evilazio Bezerra)

Black blocs perseguem e agridem jornalista da Globo

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Manifestantes ligados ao movimento Black Block perseguiram e agrediram um jornalista da Rede Globo. O repórter cinematográfico filmava a manifestação no Monumento Zumbi quando foi apontado por alguns integrantes do movimento como sendo funcionário da Rede Globo.

Parte dos manifestantes começou a persegui-lo, ameaçando-o com empurrões e palavrões. Ele foi atingido na cabeça por algum objeto contendo tinta vermelha. O trabalhador foi escoltado por integrantes do Instituto de Desenvolvimento de Direitos Humanos (IDDH) até uma viatura da Polícia Militar, que o retirou do local.

Os manifestantes ocupam agora a pista lateral da Avenida Presidente Vargas e seguem para a Cinelândia, onde foi marcado pelas redes sociais mais um protesto. De lá, eles devem se concentrar no Largo do Machado, onde deve ocorrer a última manifestação do dia, local próximo ao Palácio da Guanabara.

(Agência Brasil)

PSDB-Mulher Ceará promove ato de filiação ‘Rumo aos 50%’

psdb mulher

O PSDB-Mulher Ceará, comprometido com a campanha nacional para atingir o percentual de 50% de filiadas no partido, promove na próxima terça-feira (10), ato de filiação na sede da sigla, em Fortaleza.

“Queremos incentivar o ingresso de mulheres na política. Aquelas que se identificam com as ideias da social democracia, mas que ainda não são filiadas, estão convidadas a fazer parte do nosso grupo”, afirma a vice-presidente da Comissão Provisória, Maria de Jesus Bertoldo ressaltando que, independente deste ato específico, o partido está aberto a filiações todos os dias, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, na Rua Monsenhor Catão, nº 947 – Meireles.

Paridade

A campanha ‘Rumo aos 50%’ foi lançada em maio, durante a Convenção Nacional tucana. Atualmente, 44% dos quadros do PSDB são compostos por mulheres.

(PSDB-CE)

Papa Francisco liga para mulher que iria abortar e se oferece para ser padrinho da criança

Francisco telefona para mais uma pessoa, desta vez para a italiana Anna Romano, 35 anos, que estava prestes a abortar a criança que trazia em seu ventre. Ana escreveu para o pontífice em tom de desabafo contando sua história. Teve um filho com o amante e este a induziu ao aborto.

A ligação do papa Francisco mudou os planos de Ana. “Fiquei estupefata ao telefone. Eu o ouvi falar. Tinha lido a minha carta. Assegurou-me que o bebê é um dom de Deus, um sinal da providência. Disse-me que nunca estaria sozinha”, contou ao Jornal Corriere Della Sera.

Segundo Ana, o próprio papa se ofereceu para batizar a criança e disse que gostaria de ser o padrinho. “Francisco será o seu nome”, disse a mulher caso a criança seja um menino, em homenagem ao papa.

(O POVO Online)

Ministro admite que protestos podem ter preocupado população do DF

O desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios durou pouco mais de uma hora e foi considerado um sucesso pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Perguntado sobre a baixa participação popular, ele reconheceu que pode ter havido receio do público com as manifestações anunciadas em redes sociais. Para Carvalho, “houve certo receio e isso pode ter afastado um pouco a população”.

Após pouco mais de uma hora, o desfile foi encerrado na capital. Apesar da redução do tempo da tradicional parada militar, o ministro considerou a cerimônia um sucesso. Ele negou que as autoridades tenham se sentido intimidadas com as manifestações programadas para hoje.

“Não houve medo nenhum. Eu trouxe meu filho. As pessoas trouxeram a família. Houve um belo desfile cívico”. Gilberto Carvalho justificou a redução do tempo das comemorações da Independência, que normalmente duram cerca de três horas, e a ausência da filha e do neto da presidenta ao fato de Dilma ter chegado na madrugada de hoje da viagem à Rússia – para a cúpula do G-20 – e estar cansada.

A percepção de quem acompanhou o desfile, entretanto, foi diferente. Para o advogado mineiro Antonio Frank Barbosa, que estava de passagem por Brasília, houve baixa participação, o que considera prejudicial à democracia. “Foi um desfile só para militares. Não tinha povo. Não tinha pipoqueiro nem picolé. É a maior prova de que o povo não participou.”

(Agência Brasil)

País ganha com reforma política, indica pesquisa do DataSenado

Pesquisa feita pelo DataSenado, entre 29 de julho e 22 de agosto, indica que a maioria da população apoia mudanças na legislação sobre política, eleições e candidatos. Os dados foram coletados em entrevistas telefônicas, com uma amostragem aleatória de 1.229 pessoas, maiores de 16 anos, distribuídas em todos os estados. A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

Para 84,1% dos entrevistados, uma reforma política traz vantagens ao país. A maioria (68,8%) também afirma que o voto não deve ser obrigatório, embora 78,9% declarem que, mesmo com voto facultativo, votariam na próxima eleição.

Sobre o tempo de mandato e o direito à reeleição para presidente, governador e prefeito, 42,6% optaram pelo modelo atual: mandato de quatro anos com direito a uma reeleição.

Quanto às coligações partidárias, os resultados revelam que 51% concordam com a regra que permite aos partidos se juntar para disputar a eleição e 47% discordam dela.

Outro tema que divide opiniões é a separação entre as eleições municipais e as estaduais e federais. O modelo atual, com eleições separadas a cada dois anos, foi escolhido por 49,8%, enquanto 48,3% optaram pela unificação.

A maioria (77,9%) declarou preferir votar em um candidato a votar em uma lista com nomes indicados pelo partido.

Além disso, a maior parte (48,6%) disse que as campanhas eleitorais devem receber apenas dinheiro privado.

(Agência Senado)

Ministros bolivianos apresentam ao governo brasileiro documentos sobre Roger Molina

Autoridades bolivianas se reuniram nessa sexta-feira (6) com os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Advocacia-Geral da União, Luís Inácio Adams, para entregar documentos relativos aos processos contra o senador boliviano Roger Pinto Molina. Segundo as autoridades bolivianas, o senador responde a cinco processos por desvio de recursos públicos e crime ambiental. Segundo as autoridades bolivianas, os crimes resultaram em um prejuízo de 18 milhões de bolivianos (equivalente a R$ 6 milhões) aos cofres públicos da Bolívia.

Os documentos serão encaminhados ao Comitê Nacional para Refugiados (Conare), que dirá se o senador vai receber status de refugiado ou asilado político. “Pela legislação brasileira, quando uma pessoa ingressa no Brasil e pede refúgio, essa condição, por lei, é imediatamente aprovada, mas de maneira provisória. O caso é enviado ao Conare, que dará a resposta sobre o pedido. Caso o pedido seja negado, o senador ficará na condição de estrangeiro ilegal no país”, disse o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que esclareceu ainda que não há um prazo para a resposta. “É o prazo necessário para a instrução do processo”.

Integraram a missão boliviana os ministros Carlos Romero (Casa Civil), Nardi Suxo (Transparência e Luta contra a Corrupção) e Cecilia Ayllón (Justiça). Também estavam presentes no encontro o presidente da Comissão de Constituição da Câmara dos Deputados da Bolívia, Héctor Arce, o procurador-geral interino da Bolívia, Roberto Ramirez, e o embaixador boliviano no Brasil, Jerjes Talavera.

O advogado de Roger Molina, Fernando Tibúrcio Peña, disse à Agência Brasil que o envio de uma missão de alto nível, com autoridades da Bolívia, a Brasília demonstra que o tema é tratado de forma política.

Os representantes do governo boliviano disseram que não se trata de perseguição política, mas de Justiça comum. Segundo as autoridades bolivianas, o senador responde a cinco processos. Em um dos processos, julgado em junho deste ano, Molina foi condenado a um ano de prisão por desvio de recursos públicos. Pinto Molina se diz perseguido político pelo governo de Evo Morales. “Não se trata de uma pessoa perseguida por suas ideias políticas, por seus pensamentos ideológicos, mas um fugitivo comum da Justiça boliviana”, disse o ministro do governo da Bolívia, Carlos Romero.

(Agência Brasil)

A ilusão do poder na era do Facebook

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Em artigo no O POVO deste sábado (7), o editor adjunto do Núcleo de Conjuntura do O POVO, Luiz Henrique Campos, avalia o uso do Facebook por parte do governador Cid Gomes. Confira:

Há alguns dias sites nacionais deram conta de suposto passeio da presidente Dilma por ruas de Brasília na garupa de uma moto, na condição de anônima. De capacete, não teria sido identificada. O fato foi confirmado pelo chefe de segurança da presidente, que determinou a membros de sua equipe que a seguissem, sem que ela soubesse.

Verdade ou mentira, o caso entra para o folclore do poder, e é simbólico no sentido do quanto é ilusória a sensação de liberdade de quem está à frente do Executivo.

Lembrei-me do episódio envolvendo Dilma ao ouvir pessoas comentando sobre as últimas atitudes do governador Cid Gomes, se expondo por meio de sua conta no Facebook. Para uns, anúncios como os da mudança do secretariado, ou o sorteio de ingressos para um show no Castelão, indicam desprezo em relação à liturgia do cargo. Outros veem como tentativa de se aproximar de um público, que, pelos veículos tradicionais de comunicação, o governador jamais atingiria.

Não descarto as duas hipóteses. Mas prefiro entender as surpreendentes investidas de Cid Gomes como a de alguém que encontrou nas redes sociais a forma de se contrapor à solidão natural do poder, ao mesmo tempo em que não consegue se desapegar da condição de todo poderoso.

Acostumado a construir consensos em torno de suas ideias, não aceitando ser contrariado, o governador atravessa momentos difíceis com a opinião pública mais esclarecida. Já não há aprovação esmagadora ao seu modo de governar, e os questionamentos tendem a se agudizar ante a proximidade do fim da gestão. Cid, ao que parece demonstrar ultimamente, aparecendo pouco, e cada vez mais só entre seus interlocutores, começa a vivenciar um choque de realidade.

Não demora muito – ele começa a sentir isso – toda a ilusão dos palácios, aviões, obras grandiosas, não fará mais parte do seu dia a dia. O governador voltará ao mundo dos mortais. Mas quem sabe isso seja bom para a sua saúde mental. Pelo menos, não precisará vivenciar certos dilemas que enfrenta atualmente.

O que a reforma revela sobre o governo Cid

Da coluna Política, no O POVO deste sábado (7), pelo jornalista Érico Firmo:

A reforma do secretariado é ponto completamente fora da curva na trajetória de um governador que repete com constância que evita ao máximo demitir seus auxiliares. Já houve episódio no qual Cid Gomes (PSB) chegou a decidir exonerar um subordinado, comunicou ao padrinho da indicação numa noite e, na manhã seguinte, recuou e manteve o sujeito no cargo. As trocas realizadas até aqui no primeiro escalão ocorriam, em regra, a pedido dos próprios secretários, salvo na transição do primeiro para o segundo mandato e, no ano passado, quando desincompatibilizou os petistas para tentar convencer Luizianne Lins a indicar um deles como candidato a prefeito de Fortaleza. Porém, em mais de seis anos e meio, não havia feito mudanças com objetivo central de melhorar o desempenho administrativo. Dessa vez, há mexidas em algumas áreas críticas de sua gestão. O argumento de que as substituições estão relacionadas apenas a candidaturas soa como estratagema para tentar atenuar os constrangimentos e melindres ao se fazer algumas mudanças que julga necessárias. Artimanha cujas chances de sucesso são pífias – o incômodo dos exonerados está instaurado. Por outro lado, com essa conversa, o governo evita passar para o público externo o recibo de fracasso em setores importantes.

A mais drástica mudança de equipe dos dois mandatos de Cid é reflexo de um governo em ebulição, atravessando momento turbulento, pressionado pela opinião pública, com necessidade de administrar as tensões pré-eleitorais na base aliada, sem vislumbrar soluções para setores críticos e ainda em meio a denúncias, como na área de Esporte. Sete meses antes do prazo eleitoral, as mudanças não se justificam pelas contingências do calendário. Embora, pelos sinais emitidos no entorno palaciano, existam incômodos decorrentes da vantagem que os secretários-candidatos tinham por estarem na estrutura de poder. O fator pesou, embora definitivamente não tenha sido o único.

Chefe da Casa Civil, Arialdo Pinho havia defendido via Facebook, na semana passada, que os secretários que irão concorrer entregassem os cargos até 31 de dezembro. Já seria uma antecipação, que Cid precipitou em mais de três meses. Nos vários governos antecessores, era comum se discutir – embora poucas vezes tenha se concretizado – a exoneração prévia de quem iria para a campanha. Nunca isso ocorreu tão precocemente. Mais surpreendente ainda em função de Cid, em seu primeiro mandato, não ter agido assim. Como costuma ser de seu feitio, jogou na época até o limite do prazo.

Para além dos nomes que saem, portanto, movimentação tão drástica é muito interessante para compreender a forma como as coisas vêm sendo conduzidas no governo. O momento é de instabilidade, necessidade de mudanças, tensão interna e externa para administração que está longe de seus melhores momentos e que não consegue administrar bem a intensa pressão sob a qual se vê.

Jovens são detidos pela Polícia, quando se dirigiam ao desfile

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Um grupo de jovens foi detido nas proximidades do Centro Dragão do Mar, na Praia de Iracema, quando, segundo a Polícia, se dirigia ao desfile da Independência na Beira Mar.

Segundo ainda a Polícia, 10 jovens agiram do modo suspeito, quando da aproximação de policiais que realizam um trabalho preventivo na área. A Polícia encontrou em um veículo que conduziria os jovens ao evento vários rojões, máscaras e baladeiras. Todos foram conduzidos à delegacia da área.

ANS aguarda decisão da Justiça para voltar a suspender comercialização de 246 planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mantém a decisão de não aplicar a suspensão da venda de 246 planos de saúde operados por 26 empresas até que os tribunais regionais federais das 2ª e 3ª regiões decidam sobre os recursos do órgão.

A punição às operadoras seria uma consequência da falta de solução para os problemas apontados em reclamações de usuários no sistema de monitoramento de garantia de atendimento do órgão regulador. “A ANS não está infringindo qualquer decisão judicial neste momento. Está aguardando que a turma de desembargadores do Tribunal Regional Federal da 2ª Região se pronuncie e julgue o nosso agravo regimental e lá em São Paulo [Tribunal Regional Federal da 3ª Região] também, onde nós entramos com o recurso”, informou a assessoria da comunicação da agência.

No dia 22 de agosto, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 2ª Região, atendendo a solicitação da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), concedeu liminar parcialmente desfavorável à suspensão anunciada pela agência. Após ser intimada formalmente, a ANS decidiu não suspender os planos.

No dia 30 de agosto, a agência voltou à aplicação das suspensões depois do TRF da 2ª Região analisar o pedido de reconsideração feito pelo órgão regulador, mas na terça-feira (3), diante de outra liminar, agora da TRF da 3ª Região (São Paulo), a agência suspendeu a aplicação mais uma vez em cumprimento à decisão judicial.

De acordo com dados da ANS, no último ciclo de monitoramento, que começou no dia 19 de março e se estendeu até 18 de junho, houve 17.417 reclamações contra 552 operadoras em todo o país. Do total, 4.512 reclamações não foram resolvidas mesmo com as tentativas de intermediação de conflito entre o consumidor e as operadoras e 41% das reclamações se referiam às operadoras às quais a ANS determinou suspensão.

Em nota, a FenaSaúde disse confiar que a melhor solução será adotada em benefício do sistema de saúde suplementar.

(Agência Brasil)