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Ipea lança livro sobre regiões metropolitanas

Na próxima quarta-feira (21), em Brasília, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) lança o livro Território metropolitano, políticas municipais. Elaborado por técnicos do Instituto, em parceria com membros da academia, a publicação busca integrar temáticas usualmente separadas na literatura e na política.

De maneira geral, os artigos que compõem a obra defendem a urgência de uma proposta de definição de política pública federal e regulação do financiamento para o conjunto das regiões metropolitanas brasileiras.

O evento terá como palestrantes Bernardo Alves Furtado, diretor-adjunto de Estudos e Políticas Regionais, Urbanas e Ambientais do Ipea, Jupira Mendonça, professora doutora da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e o deputado Zézeu Ribeiro, relator PL 3460/04 (Estatuto da Metrópole).

(Ipea)

Heitor admite candidatura ao Governo do Estado, caso haja uma “sintonia com as ruas”

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foto heitor

Em entrevista publicada neste sábado (17), pelo jornal O Globo, o deputado estadual Heitor Férrer (PDT) admitiu uma candidatura ao Governo do Estado, no próximo ano, caso haja uma “sintonia com as ruas”. Enquanto aguarda essa “sinalização”, o deputado diz que é candidato à reeleição.

Na matéria do O Globo, Heitor Férrer questiona o valor gasto pelo Governo do Estado (R$ 3,5 milhões) na contratação do buffet Anira Serviços de Alimentação Ltda, em 2010, para o abastecimento cozinha do gabinete e da residência oficial do governador Cid Gomes.

A intolerância ecológica

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Em artigo enviado ao Blog, o professor Francisco Djacyr Silva de Souza fala sobre a questão ambiental e suas reações. Confira:

Por que será que todo cidadão que defende a natureza é atacado pelos poderosos como empecilho ao desenvolvimento ou chamado de “ecochato” ou “ ecovagabundo” além de outros termos que preferimos não dizer em respeito a quem ler este pequeno texto. Na realidade vemos que os que se dizem tão espertos ou tão sabidos no quesito meio ambiente não querem o bom debate, não querem respeitar as divergências e ainda ficam nos seus espaços que são sempre abertos pela sua posição atacando de forma desrespeitosa a quem ousa pensar na natureza e em coisas como interdependência, cadeia ecológica e ecossistema. Na realidade não vemos um debate firme, verdadeiro nem conduzido com seriedade e responsabilidade e sabemos bem que os interesses sempre falam mais alto que a lógica e a boa ética em todos os sentidos.

Os argumentos para os que defendem concreto na cidade até que poderiam ser aceitos se houvesse o que é comum nas democracias que é o diálogo que tem muito a ver com gente que tolera os outros e respeita às diferenças. Não podemos continuar com uso de imagens ou situações para denegrir pessoas que estão há anos tentando mostrar a possibilidade de uma nova lógica para a cidade e para as relações engendradas na construção do poder que deveria satisfazer o interesses do povo. O que há por trás de uma ação tão rápida para uma construção? o que motiva a degradação ambiental de forma tão eficiente e pronta sem os trâmites legais com que deve ser tratada uma Área de Proteção Ambiental?

O que entristece é que a raiva toma lugar das pessoas que destratam procuradores, ambientalistas históricos e pessoas que estão sempre se movimentando para mudar a lógica do capital sempre utilizando coisas pontuais para denegrir toda uma história que é a luta ecológica. Seriam Chico Mendes, Irmã Dorothy e José Claudio simples baderneiros para sua luta não significar nada. Estes que criticam os ecologistas parecem que acham bom quando pessoas como essa morrem diante da bala e da força que calou a tantos que ousaram desafiar o sistema vigente. Estamos simplesmente em um período em que a tolerância deveria fazer parte do contexto da política e como todas as outras demandas da sociedade ecologia é política sim e nos países democráticos é sempre tratada com política real o que não é o caso do Cocó hoje. Peço enfim que os donos da cidade repensem suas concepções e guardem suas armas para trocar por ar condicionado ou um bom abanador pois em breve nosso ar ficará mais rarefeito ante a destruição de áreas verdes que não são apenas algumas árvores.

Francisco Djacyr Silva de Souza, professor

Viaduto, solução caduca

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Em artigo no O POVO deste sábado (17), o médico, antropólogo e professor universitário Antonio Mourão Cavalcante diz que o progresso hoje é a harmonia construída entre o ser humano e a natureza. Confira:

A discussão suscitada em torno do Cocó, apesar de todos os embates, ainda não atingiu o âmago da questão. É muito ingênuo querer situar o conflito apenas em torno de árvores. Derruba ou não? Esdrúxula questão. Planta noutro canto, o progresso não pode parar.

Ninguém come capim…

Entretanto, o que está mesmo em causa é decidir que tipo de desenvolvimento nós queremos para a nossa cidade. Por quais parâmetros encaminharemos nosso futuro? Como devemos proceder a ocupação do espaço? Quais as prioridades? Espaço para o carro ou para a vida? A integração natureza/progresso deve ser sempre em favor da máquina? Será que desenvolvimento é ter muitos viadutos, muitas pontes, túneis e carros em velocidade?

O que se está decidindo no Cocó não é o destino de um pé de castanhola no mangue, mas a supremacia do bom senso. E, em nenhuma grande cidade do mundo, a natureza tem perdido esses embates. Salvo em Fortaleza de Cid Gomes e Roberto Cláudio. O modelo proposto pela dupla já caducou no mundo inteiro.

O sinal de progresso hoje, o desenvolvimento planejado é a harmonia construída entre o ser humano e a natureza. A postura das administrações modernas é frear o espaço dos carros, substituindo-os por transporte coletivo rápido e seguro. É impossível planejar uma cidade que joga nas ruas 6,5 mil veículos por mês. Vai derrubar todas as árvores da cidade e não vai conseguir fluxo razoável. Aliás, as medidas eficazes não se localizam apenas no espectro da circulação de veículos. Envolve dezenas de outras circunstâncias e fatores. Abrir avenidas, construir túneis e viadutos é um esquema de enganação. Demagogia.

E, para agravar ainda mais a situação, a única resposta concebida pelo poder público é jogar polícia truculenta em cima de pessoas que alertam para o perigo dessa política inconsequente. Não se pode exercer o direito de falar, protestar, divergir?

Não sei se o povo de Fortaleza merece os governantes que tem. Sei, sim, que existem resistentes históricos, brava gente. Pessoas que acreditam num amanhã diferente. Profetas de um tempo novo.

A eles meu profundo respeito e solidariedade.

A busca da mediação possível

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Da coluna Política, no O POVO deste sábado (17), pelo jornalista Érico Firmo:

O Ministério Público buscou nessa sexta-feira (16) definir parâmetros para qualquer ação que venha a ocorrer no Cocó, enquanto OAB e Defensoria iniciaram tentativa de mediação. Mais cedo, Roberto Cláudio havia procurado as duas instituições.

O prefeito também conversou com Ministério Público Estadual, com o arcebispo José Antonio Aparecido, autorizou o procurador José Leite Jucá a procurar o Ministério Público Federal. O secretário dos Direitos Humanos do Município, Karlo Kardozo, foi até o acampamento, embora não tenha obtido avanço. Não sei em que vai dar tudo isso, mas é fundamental que haja o máximo esforço para se evitar o uso da força – pior saída para todos.

Diante do acirramento, acho fundamental que instituições que não estão nem de um lado nem de outro façam a mediação para construir o efetivo diálogo. Cenas como as de 8 de agosto não podem se repetir.

Salmito diz que viadutos são a “única saída” para cruzamento de avenidas no Cocó

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foto eliomar 130817 salmito rádio cocó

O secretário de Turismo de Fortaleza (Setfor), Salmito Filho, disse manhã deste sábado (17), durante entrevista ao programa “Educação e Companhia”, transmitido pelas rádios Assunção e Tupinambá de Sobral, que a construção de um túnel no cruzamento das avenidas Antônio Sales e Engenheiro Santa Júnior seria uma “tragédia anunciada”, diante da região baixa do cruzamento.

“Toda a água da chuva que escorre da Antônio Sales e da Santana Júnior passa por aquele cruzamento, antes de desaguar no Cocó. Qualquer chuva mais forte poderia deixar carros submersos em um túnel que fosse construído naquele local. Os viadutos podem não ser a melhor solução, mas é a única saída para desafogar o trânsito naquela área”, comentou o secretário.

“As árvores que foram cortadas não estavam em área de mangue ou dunas e um número bem maior será plantado no próprio Cocó”, completou.

Salmito Filho lamentou que o Plano Diretor, que é a solução de fato para o planejamento urbano da cidade, não foi regulamentado pela última gestão. “A cidade aguardou essa regulamentação por quatro anos, desde que o Plano Diretor foi aprovado. Mas agora o prefeito Roberto Cláudio enviará as leis para a Câmara Municipal, para o debate e audiências públicas”, destacou o titular da Setfor.

O programa “Educação e Companhia” é apresentado pelos jornalistas Luciano Cléver e Herbênya Alves e tem a participação do deputado estadual Professor Teodoro.

Isenção de ISS para serviços relacionados à Copa pode ser votada na CE

Pode ser votado na terça-feira (20) pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) projeto de lei que permite isenção do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) a fatos relacionados à Copa do Mundo de 2014. O PLC 107/2012, do Executivo, seria votado na última semana, mas recebeu pedido de vista do senador Paulo Paim (PT-RS).

O pedido de vista veio após o parecer do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) pela rejeição do projeto. O senador argumenta que a iniciativa é inconstitucional porque ainda não houve a fixação do percentual mínimo de incidência do ISS. Enquanto o assunto não for disciplinado por lei complementar, segundo o senador não é possível estabelecer alíquotas de menos de 2%, exceto para os serviços de construção civil.

A isenção do ISS foi um dos compromissos assumidos pelo Brasil para sediar a copa.  Ainda assim, o senador afirmou que a Federação Internacional de Futebol (Fifa) já obteve muitos outros benefícios para a realização de eventos esportivos no país. Para ele, a isenção do ISS prejudicará ainda mais as finanças dos municípios.

– Se o governo quer fazer cortesia, que faça com recursos próprios e não tirando dos municípios – afirmou Alvaro Dias, logo após a leitura do relatório.

O projeto ainda terá de passar pelas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Assuntos Econômicos (CAE), a quem caberá decisão terminativa. Se aprovado com modificações no Senado, voltará à Câmara dos Deputados.

(Agência Senado)

Polícia procura “quadrilha das motos” que promove arrastões em ônibus

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Cinco homens e um adolescente são procurados pela Polícia, entre os bairros José Bonifácio e Edson Queiroz. O grupo é acusado da prática de “arrastões” em ônibus que circulam nesses bairros. Segundo a Polícia, três assaltantes entram nos ônibus como passageiros, enquanto os outros seguem o coletivo em três motos. Os ataques ocorrem quase sempre em horários de pico, quando o trânsito apresenta engarrafamento.

O último ataque ocorreu no início da noite da quarta-feira (14), no ônibus 35931 da linha Antônio Bezerra/Unifor. Segundo duas vítimas, que não quiseram ser identificadas, os assaltantes subiram no ônibus, uma parada após o cruzamento das avenidas Domingos Olímpio com Aguanambi. Nas proximidades da Praça da Imprensa, no bairro Dionísio Torres, o grupo anunciou o assalto. A ação teria durado cerca de três minutos, quando o ônibus ficou parado no engarrafamento. Após o crime, cada assaltante subiu em uma moto como garupeiro.

O cobrador que trabalhava no coletivo disse que estranhou a “escolta” das três motos, pela avenida Antônio Sales, mas não acreditou em tamanha ousadia, diante do horário.

Os três assaltantes foram descritos pelas vítimas como um homem moreno e gordo, outro moreno, bastante magro e de cavanhaque, e um adolescente loiro com tatuagens “tribais” no braço esquerdo e na perna esquerda. Dois dos assaltantes sempre carregam mochilas.

No fim da manhã dessa sexta-feira (16), dois suspeitos foram vistos na parada de ônibus próxima ao Centro de Eventos, na avenida Washington Soares. A Polícia foi acionada, mas os suspeitos não foram localizados. A Polícia aconselha que as vítimas não reajam aos assaltos, como ainda não tentem prender suspeitos com as mesmas características dos assaltantes. Nos dois casos, a Polícia deve ser acionada pelo número 190.

Interrogatórios sob tortura ainda são práticas recorrentes no país, diz pesquisadora

A Comissão da Verdade da Assembleia Legislativa de São Paulo ouviu nessa sexta-feira (16) a pesquisadora Mariana Joffily, professora de história da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). Ela falou sobre a criação e o funcionamento da Operação Bandeirante (Oban) em São Paulo. A Oban deu origem ao Destacamento de Operações de Informações (DOI), órgão da repressão instalado pela ditadura militar em várias cidades do país.

Em sua apresentação à Comissão da Verdade, a pesquisadora disse que a tortura, muito utilizada durante a ditadura nos interrogatórios de presos políticos, tanto na Oban como no DOI, é ainda uma prática recorrente nos dias de hoje. Para Mariana, a sociedade brasileira tem uma relação bastante “curiosa” com a tortura. “É uma relação curiosa porque ao mesmo que não se tem um discurso positivo que valide ou defenda a tortura como um método de investigação, tem uma prática muito clara, corrente e sistemática no uso da tortura para obtenção de informações e como instrumento de poder ainda hoje [usado] na sociedade democrática”, disse.

Durante a pesquisa que fez para escrever o livro No Centro da Engrenagem. Os Interrogatórios na Operação Bandeirante e no DOI de São Paulo (1969-1975), que será lançado neste sábado (17), em São Paulo, consultando os arquivos do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) e do projeto Brasil: Nunca Mais, a professora disse ter encontrado documentos que possibilitaram estimar que cerca de 1,5 mil pessoas foram interrogadas tanto na Oban como no DOI.

Mas os números, segundo ela, são baseados no que encontrou no acervo e podem não refletir tudo o que ocorreu dentro dessas estruturas de repressão. “É muito difícil fazer essa contabilidade. Acabou que todos os esforços de reconhecimento do que foi a repressão política no Brasil se concentraram muito – e por razões muito justificáveis – nas mortes e desaparecimentos. Mas a contabilização das torturas é algo muito mais difícil porque não há registro disso. Espero que as comissões da Verdade consigam mapear esse fenômeno da tortura política e saber quantos foram interrogados”, ressaltou.

Mariana também estimou que tanto no DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna) como na Oban, nas estruturas instaladas em São Paulo, cerca de 60 pessoas morreram no período. “Mas é uma estimativa bastante conservadora porque tinha os sítios clandestinos de tortura e desaparecimento. Mas é o que foi possível apurar”, explicou.

Segundo Mariana, o Codi atuava como órgão de planejamento e o DOI na área da ação, responsável pela captura dos presos políticos e pelos interrogatórios. “No caso clássico, o DOI era que fazia a captura ou, se o Dops fazia a captura, encaminhava para o DOI. O DOI fazia os interrogatórios, trabalhando dia e noite, e quando eles achavam que o detido havia falado tudo, devolviam para o Dops. No Dops, a prisão era oficialmente comunicada e faziam um novo interrogatório. Quando as declarações no Dops não coincidiam com as do DOI, ou a pessoa era forçada a dar uma versão coerente ou retornava ao DOI, onde era novamente torturada”, disse.

(Agência Brasil)

Viaduto do Cocó: cidade dividida exige solução pactuada

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A questão do viaduto no Parque do Cocó chegou a um ponto de dissenso que não pode ser tratado de modo apenas formal-jurídico. O confronto massivo entre dois movimentos (pró e contra a obra) que se propõem a se enfrentar, hoje, nas ruas, poderá ter consequências imponderáveis que não deveriam ser subestimadas. Criar um canal de negociação, com credibilidade suficiente para ser acolhido por ambas as partes, deveria ser a principal preocupação dos responsáveis.

Ambos os lados concordam com a possibilidade de se fazer uma intervenção de engenharia no local para facilitar os problemas de trânsito na área. Ora, isso facilita bastante uma solução, visto que não há posição irremovível contra qualquer tipo de obra. Cada lado tem uma visão própria – dentro dos conformes democráticos – sobre o projeto de cidade a que aspira e ambos têm legitimidade para cobrar atenção ao seu ponto de vista.

Ilusão e ingenuidade política seria imaginar que questões dessa natureza pudessem ser resolvidas apenas com a recorrência a instrumentos jurídicos. Fortaleza já demonstrou nas eleições ser uma cidade dividida ao meio, politicamente. Isso cria a necessidade de uma cultura política de negociação. Uma parte não pode impor, simplesmente, a outra o seu ponto de vista. Isso significa também que algumas questões fundamentais do município não podem ser resolvidas apenas com a alegação da maioria formal de votos, pois o que está em jogo é a expressão de uma realidade mais ampla, de cunho social e cultural, impossível de ser abarcada apenas pela dimensão eleitoral ou jurídica. Em outras palavras: metade da cidade tem que conversar com a outra e chegar a uma solução comum.

Como já dissemos inicialmente: ambos os lados concordam que alguma intervenção deva ser feita. Resta agora saber qual o modelo de obra poderá atender a ambos. Em casos como esse, em que o projeto causará impactos definitivos e irreversíveis, o critério não poderia ser a urgência do tempo ou o menor custo. Mas o que é estrategicamente melhor para a Cidade.

Afinal de contas, estaremos entregando uma solução – ou um grave problema – para as gerações seguintes. O “pragmatismo” numa decisão desse tipo não é o melhor conselheiro. O Brasil que surgiu depois de junho exige isso.

(O POVO / Editorial)

Arrecadar é preciso

Da coluna Vertical, no O POVO deste sábado (17):

A dívida ativa da Prefeitura de Fortaleza atingiu R$ 2,5 bilhões, segundo o secretário-executivo das Finanças, Jaime Cavalcante. Com objetivo de reduzir esse valor, o sistema de atendimento da Sefin será modificado. A partir de 1º de setembro, o contribuinte poderá agendar atendimento pelo site do órgão (www.sefin.fortaleza.ce.gov.br).

Além dessa medida, a Sefin continuará descentralizando o atendimento com núcleos nas Secretarias Regionais. Depois da SER VI, que já atendeu mais de 1.500 pessoas desde que iniciou operações em julho, virá agora a  SER II.

Segundo pesquisa, 43% dos brasileiros não se identificam com a programação da TV

A televisão é assistida diariamente por 82% dos brasileiros, mas 43% da população não se reconhecem na programação difundida pelo veículo e 25% se veem retratados negativamente. Apenas 32% se sentem representados positivamente. Os dados são da pesquisa de opinião pública Democratização da Mídia, lançada nessa sexta-feira (16) pela Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT. Para o estudo foram feitas 2,4 mil entrevistas domiciliares em zonas rurais e urbanas de 120 municípios, entre 20 de abril e 6 de maio deste ano.

Quase um terço dos entrevistados (29%) disse que nunca vê a defesa de seus interesses na televisão, enquanto que para 55% essa defesa ocorre de vez em quando. Em relação às mulheres, 17% acham que quase sempre são tratadas com desrespeito na programação, problema que ocorre eventualmente para 47% dos entrevistados. O tratamento dos nordestinos também recebeu avaliação semelhante, sendo que foi considerado quase sempre desrespeitoso para 19% e só às vezes para 44%. Sobre a população negra os percentuais foram de 17% e 49%, respectivamente.

De acordo com o estudo, a maioria da população (61%) acha que a TV concede mais espaço para o ponto de vista dos empresários do que dos trabalhadores (18%). Para 35% dos brasileiros, os meios de comunicação, não só a televisão, defende principalmente os interesses dos próprios donos. Na opinião de 32%, a versão que prevalece na mídia é a dos que têm mais dinheiro e para 21% é o interesse dos políticos que é mais defendido pelos meios. Apenas 8% avaliaram que os meios de comunicação estão prioritariamente ao lado da maioria da população.

A maioria dos entrevistados (71%) é favorável a que a programação televisiva tenha mais regras. Para 16%, as regras atuais são suficientes para disciplinar o conteúdo e 10% disse que é preciso reduzir o número de normas. Na opinião de 54%, não deveriam ser exibidos conteúdos de violência ou humilhação de homossexuais ou negros. Para 40% da população, esse tipo de programação pode ser aceito sob determinadas regras. Percentual semelhante ao humor que ridicularizam pessoas, 50% são contra a exibição desse conteúdo e 43% admite desde que normatizado.

(Agência Brasil)

Oi abre espaços para banda estrear no Rock in Rio 2013

A Oi, patrocinadora oficial do Rock in Rio 2013, está promovendo uma seleção para uma banda estreante se apresentar no palco Sunset do Rock in Rio no dia 20 de setembro. A banda deve ter até dez integrantes com menos de 25 anos de idade. As candidatas podem ser de qualquer lugar do Brasil e serão selecionadas por sete blogs especializados em conteúdo musical: Trabalho sujo, Jukebox, Papel Pop, Zona Punk, Tenho mais discos que amigos, Oh my rock e Portal it pop. Cada blog vai indicar três grupos e a escolha final entre os 21 finalistas ficará a cargo do músico Zé Ricardo, diretor artístico do Palco Sunset, do Rock in Rio.

A escolhida fará sua apresentação no dia 20, quando tocam, em encontros especiais, The Gift + Afrolata, Mallu Magalhães + Banda Ouro Negro, Grace Potter and The Nocturnals + Donavon Frankenreiter e Ben Harper + Charlie Musselwhite. As músicas da banda selecionada serão distribuídas pelo selo Oi Música nas principais lojas digitais de música e sites especializados. Esse tipo de incentivo a novos talentos, assim como o lançamento de álbuns de artistas consagrados, já são contemplados pela empresa através do selo Oi Música.

Seguem abaixo os endereços dos blogs participantes:

http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/

http://movethatjukebox.com/

http://papelpop.com/

http://zp.blog.br/

http://tenhomaisdiscosqueamigos.virgula.uol.com.br/

http://www.ohmyrock.net/

http://www.portalitpop.com/

Clube do Bode fará eleição neste sábado para escolha do nome do seu mascote

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O Clube do Bode vai realizar neste sábado, até meio-dia, votação para escolha do nome do mascote do grupo. A votação dos associados ocorrerá no Flórida Bar, na rua Dom Joaquim (Meireles), informa o advogado Sérgio Braga, o chiqueiro-mor do clube que reúne políticos, intelectuais e profissionais liberais que se encontram sempre aos sábados em conversas sobre cenários do Estado.

Entre associados, estão o ex-governador Lúcio Alcântara, o ex-presidente do Tribunal de Contas da União, Ubiratan Aguiar, e o cantor Falcão.

DETALHE – O mascote, um bode de verdade, estará presente à votação.

DETALHE 2 – Nós aqui do Blog sugerimos o nome de “Barnabéé´”

Fortaleza será sede de encontro nacional de Tribunais de Contas

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Valdomiro Távora - Vice-presidente do TCE Foto: Mauri Melo, em 22/07/2011

O Tribunal de Contas do Estado vai promover, juntamente com o Instituto Rui Barbosa (IRB), um encontro com presidentes, conselheiros, auditores e procuradores de contas de todo o País. O encontro ocorrerá nos dias 5 e 6 de setembro, no Seara Praia Hotel. Durante o evento, acontecerá a oficina “Contas de Governo e Contas de Gestão”, segundo curso de Aprimoramento para Membros dos Tribunais de Contas do Brasil. O curso será ministrado pela procuradora do município do Rio de Janeiro, Vanice Lírio do Valle.

O curso é uma ação prevista nos Planejamentos Estratégicos do IRB e da Atricon, cuja meta é promover o aperfeiçoamento de 80% dos membros até 2017, informa o presidente dfo TCE, Valdomiro Júnior. A primeira edição foi realizada em novembro de 2012, em Campo Grande (MS), como parte da programação do Encontro Nacional dos Tribunais de Contas.

Além do curso, será lançada a Plataforma de Educação a Distância do IRB, com uma aula inaugural transmitida ao vivo pela internet. Na ocasião, serão homenageados Tribunais de Contas e personalidades que fazem parte da história dos 40 anos de criação do IRB.

Manuel Salviano paga aluguel de Mercedes Benz com verba pública

O site Congresso em Foco diivulga que o deputado federal cearense Manoel Salviano (PSD) está gastando atualmente R$ 14 mil por mês para alugar quatro carros em Juazeiro do Norte (sua base eleitoral). O valor é totalmente ressarcido pela Câmara dos Deputados, referente à Cota para Exercício de Atividade Parlamentar (Ceap). Segundo apurou o Congresso em Foco, graças a dois contratos que totalizam R$ 11 mensais com a empresa Resgate Assistência, Salviano tem à sua disposição uma Mercedes Benz (cujo modelo não é informado) e um Chevrolet Cruze, cujo valor de mercado gira em torno de R$ 70 mil a R$ 80 mil.

Outro contrato mantido pelo deputado é com a Juá Rent a Car para o aluguel de dois carros populares. A Juá Rent a Car está instalada dentro de um complexo hoteleiro, no qual Salviano possui quotas de sociedade por ter doado o terreno para o empreendimento, ainda nos anos 1980.

Resposta

“Isso faz parte da verba a que o parlamentar tem direito, exatamente para se deslocar. Eu acho que nenhum parlamentar deixa de ter [carro alugado]. É muito necessário. Como se faz encontro e conferência em outras cidades? É preciso ter um carro à disposição. Para mim, é a mesma coisa que passagem aérea”, disse Salviano ao Congresso em Foco.

Segundo o site, o parlamentar não quis explicar porque aluga carros de luxo. O deputado também questionou os valores ressarcidos, embora as informações sejam da própria Câmara.

(Com POVO Online)