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Maquinista do trem que descarrilou na Espanha é acusado de homicídio

O ministro do Interior da Espanha, Jorge Fernandez Diaz, disse que o condutor do trem que descarrilou essa semana matando 78 pessoas foi acusado de “homicídio por imprudência”. Segundo ele, o maquinista Francisco José Garzon Amo, de 52 anos, que ficou levemente ferido no acidente, foi levado para uma delegacia.

Garzon é suspeito de dirigir rápido demais em uma curva. Os relatórios dizem que o trem estava a uma velocidade de 190 quilômetros por hora (km/h), sendo que a velocidade máxima permitida é 80 km/h, no local onde ocorreu o acidente.

Pelo menos 130 pessoas foram levadas ao hospital após o acidente, que ocorreu há três dias, em Santiago de Compostela, no Noroeste da Espanha. Trinta e duas pessoas ficaram gravemente feridas, incluindo crianças. Um brasileiro, que também tem nacionalidade espanhola, de 25 anos, morreu no acidente.

O trem fazia a rota Madri e Ferrol. Nele, havia mais de 200 passageiros a bordo, de acordo com a operadora de trens do país, Renfe. Muitos passageiros ficaram presos nas ferragens. Todos os 13 vagões, segundo investigações, saíram dos trilhos e quatro tombaram.

(Agência Brasil)

Convidados elogiam mensagens do papa de resgate a valores que pareciam perdidos

O papa Francisco traz uma mensagem de esperança e “sobretudo um caminho de conciliação”, disse neste sábado (27) o ministro da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, Moreira Franco, um dos convidados para o encontro com o pontífice no Theatro Municipal. Segundo ele, durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) o papa chama a atenção para a capacidade de conciliação dos jovens para os caminhos do futuro sem abrir mão, entretanto, da experiência dos idosos, que permite incorporar valores que foram construídos ao longo do tempo.

O encontro reuniu políticos, dirigentes empresariais, personalidades da vida cultural, líderes religiosos e de movimentos sociais e representantes diplomáticos. Em seu discurso, o papa Francisco destacou que a sociedade é responsável pela formação das novas gerações, nas áreas política e econômica, primando pelos valores éticos. Ele destacou ainda a importância de se combater a pobreza.

“O futuro exige hoje a tarefa de reabilitar a política, que é uma das formas mais altas da caridade. O futuro nos exige também uma visão humanista da economia e uma política que logre cada vez mais e melhor a participação das pessoas, evite o elitismo e erradique a pobreza. Que a ninguém falte o necessário e se assegure a todos dignidade, fraternidade e solidariedade”, disse o pontífice.

Para o cineasta Luiz Carlos Barreto, a visita do papa ao Brasil tem um resultado muito positivo em uma hora difícil, de manifestações. “E isto serve muito, de uma certa maneira, para amenizar esse clima de badernas. Ele está pregando uma coisa ecumênica. Ele não está com nenhuma mensagem sectária”. Para Barreto, o papa Francisco está se revelando uma pessoa de carisma e isso é importante para a Igreja Católica, que está vivendo uma crise. “O Brasil é um palco ideal para isto, porque está no foco mundial e é um país com uma das maiores populações católicas do mundo.”

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputado Paulo Mello (PMDB), disse que o discurso do papa traz questões que pareciam abandonadas, como o bom samaritano e a solidariedade. “Eu acho que nós vivemos em uma sociedade onde o consumismo é muito contundente. Acho fantástico quando você vê uma pessoa que tenta transformar a Igreja e a transforma pela sua participação pessoal, pelo seu jeito especial, pela sua vida franciscana e pela sua dedicação às pessoas.”

A presidenta da Fundação Theatro Municipal, Carla Camurati, disse que todos os 2.200 lugares da casa de espetáculos foram ocupados pelos convidados para o encontro com o papa. O teatro preparou um programa especial para o evento, com apresentação da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal (OSTM), regida pelo maestro Silvio Viegas, e coro e alunas da Escola de Dança Maria Olenewa, mantida pela Fundação Theatro Municipal.

(Agência Brasil)

Caminhos da cidade estrangulada

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Da coluna Política, no O POVO deste sábado (27), pelo jornalista Érico Firmo:

O problema de mobilidade urbana em Fortaleza é estrutural – e não falo dos aspectos físicos, mas da concepção de modelo de transporte e das alternativas de deslocamento. A Capital tem o trânsito ancorado em duas modalidades, ambas estranguladas: carro e ônibus. Fala-se de abandonar o transporte individual e adotar o coletivo. São hoje mais de um milhão de veículos em circulação.

Se 10% desses motoristas – 100 mil pessoas – decidissem usar ônibus em horário de pico a partir de segunda-feira, o já desconfortável e lotado sistema de transporte coletivo entraria em colapso. Mesmo o metrô, isoladamente, não é capaz de oferecer solução, embora atenue o problema. O que falta é sistema integrado com múltiplas alternativas. As ciclovias ficam muito aquém de atender a demanda e de estarem integradas de modo a permitir deslocamento adequado, mesmo entre regiões próximas umas das outras.

Mesmo as calçadas – em parte recuperadas pelo Transfor – são em sua maioria precárias, inadequadas ao trânsito de pedestres, que dirá às pessoas com deficiência. Sem falar da violência, que induz ao uso do automóvel particular. Não cabe solução única – é preciso haver várias opções e interconectadas.

No atual cenário de estrangulamento, construir viaduto, túnel alargar via se trata de enxugar gelo. Traz melhoria imediata, mas logo os novos caminhos estarão igualmente tomados por mais carros. Não representam solução, mas apenas caro alívio emergencial. No caso dos viadutos na avenida Antônio Sales com Engenheiro Santana Júnior, concebidos há mais de uma década, mal conseguirão compensar a deterioração das condições observadas de lá para cá. Sem mudança de concepção de mobilidade, Fortaleza continuará a andar em círculos – e de modo cada vez mais devagar.

André Figueiredo propõe alteração na Timemania e renegociação de dívidas de clubes

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A Câmara analisa o Projeto de Lei 5201/13, do deputado André Figueiredo (PDT-CE), que altera regras do concurso Timemania e autoriza a renegociação das dívidas dos clubes de futebol participantes. A proposta isenta de Imposto de Renda o prêmio da Timemania, modifica a destinação dos valores arrecadados e institui apostas on-line.

Criada pela Lei 11.345/06 com o objetivo de ajudar os clubes participantes a pagarem as suas dívidas com o governo brasileiro, a Timemania é um concurso de prognóstico (loteria) realizado pela Caixa Econômica Federal.

Segundo o autor, o objetivo da proposta é tornar a Timemania mais atraente para os apostadores e aumentar a capacidade de pagamento das entidades desportivas de suas dívidas fiscais com a União.

Valores arrecadados

De acordo com o texto, o total dos recursos arrecadados com a realização do concurso terá a seguinte destinação: 46%, livres de Impostos de Renda, serão destinados para o valor do prêmio; 27% para remuneração das entidades de futebol que cederem os direitos de uso de suas denominações, escudos, marcas, emblemas, hinos ou símbolos para divulgação e execução do concurso; 15% para o custeio e manutenção do serviço. O restante das destinações previstas na lei atual são mantidas na proposta.

Atualmente, 46% são destinados para o prêmio bruto, com IR de 30%; 22% vão para a remuneração das entidades; e 20% para o custeio e a manutenção do serviço.

(Agência Câmara Notícias)

TJ-CE recebe ação contra Mamede por suposta perseguição no IPM

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O Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE) recebeu a ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público do Estado (MP-CE) contra o ex-superintendente do Instituto de Previdência do Município (IPM), Mário Mamede. Ele presidiu o órgão durante a gestão da ex-prefeita Luizianne Lins (PT). Na decisão, o juiz Paulo de Tarso dá 10 dias para que Mamede apresente defesa, sob pena de multa diária de R$ 1.000.

De acordo com o promotor Ricardo Rocha, autor da ação, Mamede já descumpriu três vezes ordem judicial referente a um caso quando presidia o IPM. O processo, segundo Rocha, se deu porque Mamede teria se recusado a celebrar convênio com clínica que, segundo o promotor, havia cumprido corretamente todo o trâmite legal para fazer contratos com a Prefeitura. “Isso porque ele (Mamede) era inimigo do dono da clínica”, afirma Rocha.

Mesmo com a decisão judicial favorável à clínica, Mamede teria se recusado a celebrar o contrato para a prestação de serviços da clínica. “(…) Verifica-se a existência de indícios de materialidade de cometimento de atos de improbidade administrativa, em razão da possível ocorrência da prática reiterada de descumprimento de ordens judiciais (…)”, diz o juiz, no despacho.

Nova ação

Ricardo Rocha avisa ainda que está preparando outra ação civil pública contra Mamede, por ele ter fornecido informações supostamente falsas ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). “Ele informou ao TCM que não havia débito previdenciário da Prefeitura com o IPM e, na verdade, a Prefeitura devia mais de R$ 5 milhões, um rombo”, explica o promotor.

Ao O POVO Online, Mário Mamede afirmou que não poderia comentar a acusação porque não tem conhecimento sobre o caso. “Não posso dizer nada, porque não estou sabendo de nada disso”, disso o ex-gestor. “Não tem nenhuma ordem judicial que eu tenha deixado de cumprir”, assegurou, acrescentando que há quatro anos mora no mesmo endereço e desconhece qualquer determinação judicial enviada a ele.

(O POVO)

E o PPA Digital ficou na sombra da expectativa

Em artigo enviado ao Blog, o professor Ivan Oliveira comenta do não cumprimento do PPA Participativo Digital e da frustração da população. Confira:

Nunca antes na história deste país se escutou tanto as palavras “participativo” e “democrático” nos discursos dos gestores e políticos brasileiros.

Em várias cidades do país, viu-se os governos municipais gritarem aos quatro cantos que inovariam na elaboração de seus planejamentos orçamentários e programáticos para o quadriênio 2014-2017 com o lançamento do PPA Participativo Digital como uma ferramenta de participação inédita pelos cidadãos brasileiros.

Estamos entrando nas últimas semanas de elaboração e definição do Plano Plurianual (PPA) pelos municípios brasileiros e não temos nenhum resultado significativo quanto a prometida participação direta digital pelas prefeituras, sobretudo, às capitais brasileiras e grandes cidades que contam com recursos financeiros e humanos para implementação de um projeto desta natureza.

Seria uma crueldade com os municípios pequenos exigirem investimentos em ferramentas desta complexidade, pois, como sabido por todos, estes carecem de recursos humanos e financeiros para garantir a implantação e manutenção daquelas. Dado o contexto, não seria o papel dos governos (federal ou estadual) ou outra instituição investir na criação de um Software Livre para esta finalidade? Desta forma, os municípios desprovidos de recursos poderiam usar a ferramenta e fortalecer a participação direta digital de suas populações.

O Poder Executivo deverá encaminhar o projeto de lei para a Câmara Municipal até o dia 31 de agosto e o que efetivamente terá como resultados e produtos serão os projetos construídos a partir das demandas recolhidas de forma indireta das comunidades e um conjunto de programas e ações lapidadas pelos senhores secretários e senhoras secretárias.

A expectativa gerada pelo lançamento do PPA Participativo Digital em Fortaleza criou a esperança nos fortalezenses por participação direta, através da internet, na definição dos eixos, dos programas e das ações para o quadriênio 2014-2017. Particularmente, fiquei super feliz pela novidade da nova gestão e até elogiei a ação abertamente nas redes sociais.

Infelizmente, a dimensão da participação digital não foi cumprida e o excesso de expectativa gerada por este projeto se transformou no caminho mais curto para a frustração de uma população com sede por participação na definição dos rumos de sua cidade.

A crítica não é um privilégio à capital cearense. Este cenário de exclusão digital dos cidadãos no processo de elaboração do PPA dos municípios para 2014-2017 é uma realidade generalizada para os grandes municípios brasileiros e, sobretudo, para as capitais brasileiras.

Nem a pressão junina do povo nas ruas conseguiram sensibilizar os gestores municipais para os investimentos nos canais de comunicação e participação direta com a população. E agora, como o povo fará para intervir nas ações dos governos municipais nos próximos quatro anos?

Mesmo com as presentes frustrações não me rendo e nem desisto de lutar pela constituição de uma Rede de Soberania Popular para o fortalecimento das fontes de poder popular como estratégia para conferir a efetividade às ofertas de participação abertas por instituições governamentais.

O Futuro da Democracia Participativa depende da mobilização popular e da consciência política e social de todos nós. Devemos ocupar as ruas e, sobretudo, votar consciente nas próximas eleições, para acelerar este processo de sensibilização e mudança de posturas dos políticos brasileiros quanto à abertura dos poderes executivos e legislativos para o povo – o verdadeiro dono da soberania popular.

Termino minhas considerações com a preocupação pós-PPA que é a banalização dos Orçamentos Participativos. Percebe-se um movimento de reconversão desta “ferramenta em instrumento de controle e amortização dos conflitos sociais, sobretudo a partir de sua adoção por organismos multilaterais como o Banco Mundial, as reações no terreno das experiências propriamente ditas ainda são extremamente frágeis”.

Não iremos nos prolongar nas muitas razões desta banalização, mas, ressalto a preocupação com a fragilidade/dificuldade de sobrevivência das redes populares de mobilização frente aos governos e seus fomentadores, sobretudo, os de ordem financeiro.

Escusa-me o desabafo deste cidadão frustrado pela expectativa de ver a materialização da ampla participação popular através das novas tecnologias (internet) em sua cidade.

Não me culpo por este estado de frustração, pois é da natureza da mente esperar que algo muito desejado aconteça rapidamente. Infelizmente, esta lógica não é a lógica da maioria dos gestores públicos do país.

Resumo da obra: “Um dos caminhos mais eficazes para a frustração é criação de expectativas”.

Sigamos sonhando por dias melhores e por governos mais abertos e comprometidos com a participação direta e digital do povo.

Ivan Oliveira, professor

Brasil cresce mais que a maioria dos outros países, diz secretário do Tesouro

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O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse que, apesar do baixo crescimento, a economia brasileira está se expandindo mais que a média do mundo. Segundo ele, o Brasil está crescendo este ano mais do que em 2012, e as perspectivas para o Produto Interno Bruto (PIB) são favoráveis, apesar da grande volatilidade internacional.

“O Brasil tem um efeito internacional forte. Se esquecermos de avaliar o crescimento dos outros países, qualquer análise sobre a economia brasileira estará enviesada”, destacou o secretário.

Segundo projeções recentes divulgadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil encerrará 2013 com crescimento de 2,5%, no mesmo nível da Rússia e à frente da África do Sul e do Japão (2%), dos Estados Unidos (1,7%) e da zona do euro, que tem contração prevista de 0,6% do PIB. Entre as grandes economias, de acordo com o fundo, o Brasil só está atrás do México (2,9%), da Índia (5,6%) e da China (7,8%) nas estimativas de crescimento.

Pela projeção oficial do Ministério da Fazenda, divulgada na última segunda-feira (22), o PIB brasileiro deverá crescer 3% neste ano. O Banco Central, no entanto, prevê 2,7%. As duas estimativas foram reduzidas em relação às previsões anteriores, mas Augustin reiterou que o país teve um primeiro semestre bem melhor que em 2012 e que encerrará 2013 com crescimento maior que a expansão de 0,9% registrada no ano passado.

(Agência Brasil)

Médico rebate artigo “Atender pobre não dá status para médicos?”

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Em artigo enviado ao Blog, o médico George Araújo Magalhães rebate o artigo “Atender pobre não dá status para médicos?”, da jornalista Regina Ribeiro. Confira:

Tive acesso ao texto da jornalista Regina Ribeiro por uma publicação no facebook de um colega médico. De antemão, não gostei do texto. Não simplesmente pelo fato de conter críticas soltas à classe médica. Mas pelo fato de uma análise por demais superficial, baseando-se em declarações de entrevistas por 10 a 15 minutos, como a jornalista mesma define.

Demonstrou não entender do assunto, não ser usuária do Sistema Único de Saúde. Faltou analisar melhor a conjuntura da coisa. Aliás, esse apanágio não é da jornalista. Outros órgãos de imprensa locais nos envergonham com colocações estapafúrdias. Além do que borbulham matérias nitidamente “compradas”.

O subfinanciamento da saúde é constantemente ignorado pelos colegas jornalistas da autora.

A presidente Dilma Rousseff e o grupo político que ela representa editam uma Medida Provisória determinando um aumento do curso de Medicina para “torná-los mais humanos”. A partir de 2015. Ou seja, vão se formar em 2023! Qual a urgência para uma MP? Não seria o racional passar o projeto nas casas legislativas? Sei não, isso me cheira a totalitarismo velado.

Talvez não saiba que o Brasil tem 201 faculdades de Medicina, perde em número de faculdades para a Índia, que tem uma população seis vezes maior. Formam-se 16 mil médicos por ano. Há 370 mil médicos em atividade no país. Querem contratar seis mil, 10 mil médicos de fora sem realizar revalidação de diploma! Qual a real qualificação desses médicos? O revalida reprova 90% dos candidatos. Uma prova que atesta se o candidato tem conhecimento mínimo para exercer a profissão. Muitas faculdades no exterior têm currículo defasado ou são mesmo mal-estruturadas.

O ministro Alexandre Padilha afirma que 40% dos médicos em atividade nos Estados Unidos são estrangeiros. O que ele omite é o rigor do processo de admissão dos médicos por lá, os chamados “steps” (passos). Ignora que na Inglaterra (38% de médicos estrangeiros), o médico que trabalha no hospital Londrino ganha o mesmo que o médico de uma comunidade longínqua. Sem contar o investimento real que o governo faz no NHS (o ‘SUS britânico’), bem diferente dos ‘nobres’ representantes do povo.

Além disso, o governo, desesperado com as manifestações nas ruas, faz medidas a toque de caixa num claro despreparo gerencial e acinte aos preceitos constitucionais. Institui “bolsa” aos médicos participantes do programa governamental. Curioso que nesse mesmo ano as empregadas domésticas lograram merecidas conquistas na legislação trabalhista. As mesmas que o governo usurpa dos médicos.

Agradeço a atenção. Minha intenção é esclarecer nossas reivindicações. Da próxima vez, sugiro à jornalista que entreviste os representantes de entidades de classe, um membro do governo, para que possa formatar melhor sua opinião.

O texto da jornalista demonstra até certo estigma como infelizmente é comum na população. Toda classe profissional reivindica e todos respeitam, mas quando médicos reivindicam melhores condições de trabalho, são “mercenários”. Quando lutam pela regulamentação do ato médico, são “corporativistas”. E, para a jornalista, compomos uma “máfia de branco”?

George Araújo Magalhães, médico

O viaduto, o Cocó e o futuro de Fortaleza

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A consigna dos jovens manifestantes que recentemente tomaram as ruas do País “Não é apenas pelos 20 centavos” – um aviso de que as reivindicações não se restringiam ao preço das passagens de ônibus – poderia ser adaptado às ações que contestam a construção, pela Prefeitura, de um viaduto no entroncamento das avenidas Antônio Sales e Engenheiro Santana Júnior: não se trata mais das 94 árvores que serão derrubadas no Parque do Cocó devido à obra, mas uma contenda em torno do modelo de cidade a ser desenvolvido, um debate, aliás, que hoje é feito em praticamente todas as grandes metrópoles do mundo.

Por dever de justiça, é necessário dizer que o prefeito Roberto Cláudio (PSB) não se apresenta como um destruidor do meio ambiente – comprometeu-se a plantar 500 árvores de espécies nativas para compensar o corte que será feito – e também não se opôs, até agora, aos argumentos gerais, que defendem o favorecimento dos pedestres e ciclistas em detrimento dos carros.

O que o prefeito defende, no momento, é uma obra pontual que, na visão dele e de seus técnicos, é a melhor solução para resolver os problemas mais urgentes de trânsito no local. É certo que os adversários podem argumentar que isso é indicativo do modelo de cidade defendida por Roberto Cláudio. Contudo, seria injusto aceitar esse tipo de especulação, sem que o prefeito exponha com mais clareza a sua visão geral sobre o tema.

O grande problema é que a Prefeitura não apresentou um planejamento global para a mobilidade urbana na cidade. E a falta de um debate mais aprofundado – que aproxime a academia, técnicos independentes e cidadãos interessados -, dá margem a todo tipo de conjectura sobre o que pensa o prefeito a respeito do assunto.

Outro dificultador para que o debate transcorra de modo civilizado são intervenções que açulam os ânimos com xingamentos e desqualificação contra qualquer um que se atreva a discordar do modo como a obra vem sendo tocada. Em favor do prefeito, diga-se, ele vem sendo firme: “Vou até o fim, porque estou convicto de que é isso que a cidade espera de mim, e é isso que a cidade pede”, porém respeitoso com os adversários da construção.

Quem sabe a abertura para o debate sobre um projeto mais amplo – e não especificamente sobre a obra em pauta – possa contribuir para uma boa visão de futuro da Fortaleza de todos nós?

(O POVO / Editorial)

Papa cumpre agenda extensa neste sábado

O papa Francisco participa de diversas atividades neste sábado (27). A programação começa às 9h, com a celebração da Santa Missa, junto com os bispos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) e sacerdotes, religiosos e seminaristas na Catedral de São Sebastião, na área central da cidade.

Às 11h30, o pontífice tem encontro com políticos, diplomatas, lideranças comunitárias, intelectuais, empresários, artistas e líderes das maiores comunidades religiosas do país, quando fará um discurso.

Duas horas depois, no refeitório do Centro de Estudos do Sumaré, o santo padre almoça com os cardeais brasileiros, representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a comitiva que o acompanha.

Às 19h30, o papa Francisco tem o último compromisso do dia, com a Vigília de Oração no palco central na Praia de Copacabana, onde estarão reunidos mais de 1,5 milhão de peregrinos, de acordo com estimativa dos organizadores da JMJ.

A programação da JMJ começou cedo, com a peregrinação dos fiéis que vão participar da vigília de oração na Praia de Copacabana, a partir das 19h30, com a presença do papa Francisco.

A rota de peregrinação começou às 7h, em frente à estação ferroviária Central do Brasil e terá 9,5 quilômetros, até o palco central na Praia de Copacabana, na zona sul.

Os peregrinos farão o circuito sinalizado pela Central, seguindo pela Avenida Presidente Vargas, Avenida Rio Branco, Aterro do Flamengo, Enseada de Botafogo, Túnel Novo e Copacabana. Durante o percurso, os peregrinos inscritos poderão retirar o kit da vigília, próximo ao Monumento aos Pracinhas, no Aterro do Flamengo.

Quem participar da vigília poderá dormir na praia, sem o uso de barracas. Os peregrinos, caso prefiram, poderão retornar por meio do metrô, trem ou ônibus, que funcionarão 24 horas, em plena capacidade, para atender aos fiéis. Não haverá compra antecipada de bilhetes e, para agilizar a circulação dos passageiros, quatro estações do metrô serão fechadas: Presidente Vargas, Cinelândia, Catete e Cantagalo.

A vigília se estende até as 10 horas deste domingo (28), quando o papa Francisco reza a Missa de Envio, com a presença da presidenta Dilma Rousseff, de ministros de Estado e presidentes latino-americanos convidados para o evento.

(Agência Brasil)

Projeto que facilita rastreamento de dinheiro público aguarda votação no Plenário

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Aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) em fevereiro de 2012, aguarda inclusão na Ordem do Dia do Plenário projeto de lei complementar que torna obrigatório o uso de código de barras nas transações feitas pela União, estados, Distrito Federal e municípios (PLS 375/2011). Se aprovado, o projeto vai à análise da Câmara dos Deputados.

O PLS 375/2011 tem o objetivo de facilitar o rastreamento de todo o dinheiro que entra e sai dos cofres públicos. O autor da proposta, senador Blairo Maggi (PR-MT), explica que o código de barras deverá conter informações suficientes para rastrear qualquer pagamento realizado pela administração direta, bem como por suas autarquias e fundações. Blairo argumenta que a medida prevenirá o desvio de dinheiro público e permitirá a punição dos responsáveis por eventuais pagamentos irregulares.

Em seu voto favorável à aprovação da matéria, o relator, senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), afirma que o aumento do volume de informações padronizadas facilitará o trabalho de auditores, fiscais, promotores e autoridades policiais. “Rastrear o recurso público desviado é um dos maiores problemas enfrentados pelos órgãos de controle interno e externo”, observa.

(Agência Senado)

Irmãs chilenas levam música clássica à Praça do Ferreira

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As irmãs chilenas Taixa Roa, 18, e Mariela Roa, 14, se tornaram atração na Praça do Ferreira, desde que a família chegou do Chile há dois meses. As irmãs interpretam grandes nomes da música clássica, por meio de um violino e de um violoncelo.

Segundo os pais das chilenas, as meninas arrecadam algum dinheiro para se inscreverem em um conservatório. Moradoras de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, as irmãs também tocam em festas, eventos e cerimônias de casamentos. A família agenda os concertos pelos números 8729-2637 ou 9819-0542.

Superávit primário no primeiro semestre atinge menor nível em três anos

O esforço fiscal do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) no primeiro semestre deste ano atingiu R$ 34,372 bilhões. O resultado é 28,3% inferior ao do mesmo período do ano passado e representa o pior superávit primário desde 2010, quando a economia de recursos tinha atingido R$ 24,897 bilhões nos seis primeiros meses daquele ano.

Em junho, o superávit primário somou R$ 1,274 bilhão, resultado 13,7% maior que o do mesmo mês do ano passado. O resultado positivo, no entanto, só foi possível porque o Tesouro Nacional recebeu R$ 3,792 bilhões em dividendos de estatais no último mês, dos quais R$ 1,986 bilhão vieram do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 1,2 bilhão foram repassados pela Caixa Econômica Federal.

Os dividendos são a parcela do lucro que as empresas repassam aos acionistas. No caso das estatais federais, o maior acionista é o Tesouro Nacional, que recebe os recursos. Somente no primeiro semestre, o governo recebeu R$ 7,695 bilhões em dividendos de estatais, menos da metade dos R$ 22 bilhões esperados para 2013.

O superávit primário é a economia de recursos para pagar os juros da dívida pública. O esforço fiscal permite a redução, no médio e no longo prazos, do endividamento do governo. Desde o fim dos anos 1990, o governo segue uma meta de superávit primário.

O principal fator para a queda do superávit primário em 2013 foi o crescimento das despesas em ritmo maior que o das receitas. De janeiro a junho, as receitas líquidas do Governo Central subiram 8,2%, mas os gastos aumentaram 12,9%, puxados pelas despesas de custeio (manutenção da máquina pública), que saltaram 23,9% em relação aos seis primeiros meses de 2012.

Os investimentos, que englobam as obras públicas e a compra de equipamentos, desaceleraram pelo terceiro mês consecutivo e cresceram apenas 1% no acumulado de janeiro a junho na comparação com o primeiro semestre do ano passado. Nos seis primeiros meses de 2013, os investimentos somaram R$ 33,2 bilhões, contra R$ 32,8% bilhões registrados no mesmo período do ano passado. O crescimento acumulado desse tipo de gasto somava 8,8% até abril e 2,3% até maio.

(Agência Brasil)

Via Sacra será grande atração da Jornada Mundial da Juventude

“Marcada para as 18 horas de hoje (26), a Via Sacra será a grande atração da Jornada Mundial da Juventude e tratará de temas contemporâneos dos jovens, enquanto relembra o caminho de Jesus em direção à crucificação, segundo a fé cristã. Haverá 13 estações ao longo da Avenida Atlântica, na orla de Copacabana. Serão reproduzidos elementos da Via Dolorosa, de Jerusalém, misturados a símbolos do Rio de Janeiro, como a Escadaria Selarón e o Arpoador.

Para dialogar com a juventude, foram escolhidos os seguintes temas para cada uma das estações: “jovem missionário”, “jovem convertido”, “jovem de comunidade de recuperação”, “jovem falando em nome das mães”, “seminarista”, “religiosa que luta pela vida”, “casal de namorados”, “jovem falando pelas mulheres que sofrem”, “estudante cadeirante”, “jovem das redes sociais”, “presidiário ou jovem da pastoral penal”, “jovem com doença terminal”, “jovem deficiente auditivo” e “jovens da África, América do Norte, da América Latina e do Caribe, da Europa, da Ásia e da Oceania”.

A última das estações será no próprio altar montado na praia, de onde o papa Francisco acompanhará todo o trajeto. Cortejo formado por 300 pessoas levará a Cruz Peregrina ao longo do percurso entre a Rua Paula Freitas e a Avenida Princesa Isabel. Cássia Kiss e Ana Maria Braga participarão das encenações. Pouco antes da Via Sacra, o papa descerá de helicóptero no Forte de Copacabana e repetirá o caminho que fez ontem (25) com o papamóvel.”

(Agência Brasil)

SPU libera obras do Cocó

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“A Prefeitura de Fortaleza informou, na tarde desta sexta-feira, 26, que a Superintendência de Patrimônio da União (SPU) liberou a retomada da obra de construção dos viadutos no encontro das avenidas Antônio Sales e Engenheiro Santana Júnior, no Cocó. O órgão havia solicitado o embargo da obra, alegando que a Prefeitura não possuía licença da União para iniciar a obra.

Na última quarta-feira, 24, a Justiça já havia derrubado a liminar que impedia a continuidade da obra. No dia seguinte, o prefeito Roberto Cláudio(PSB) informou que a obra estava sendo retomada, mas no sentido oposto ao Parque, até que houvesse a determinação da SPU sobre o trecho em que as árvores foram derrubadas.

De acordo com a Prefeitura, a intenção agora é conversar com o grupo de cerca de 30 manifestantes que continuam acampados no local da obra, para tentar convencê-los a deixar o local. Após isso, a intenção é realizar é retomar os trabalhos em duas frentes.”

(O POVO Online)

Eduardo Campos cobra novo pacto federativo em evento do CIC no Recife

eduardocampos

“Falando para empresários do Ceará e de Pernambuco, em evento do Programa Integra Brasil, na sede da Fiepe, nesta sexta-feira, o governador Eduardo Campos (PSB) voltou a cobrar um novo pacto federativo no Brasil. O seminário tratava de desenvolvimento do Nordeste. A sua palestra versava sobre o tema O Nordeste e Pernambuco no Brasil das próximas décadas.

“Um novo pacto federativo.é estratégico para a construção de cidadania no Nordeste. Não construiremos isso se o pacto federativo não funcionar”, afirmou. Para Eduardo, o debate, que “é tão necessário e vem numa hora tão oportuna”, é fundamental para se definir um planejamento estratégico para o País, passando pelo regional.

“Temos de buscar uma saída dentro de uma visão que entende a questão nordestina como uma questão nacional. É uma produção coletiva que expressa a diversidade do pensar e do olhar sobre a realidade nordestina que enfrente os velhos e novos problemas”, disse o governador.

Em sua apresentação, o governador fez uma análise sobre a conjuntura atual do País e chamou atenção para mudanças. “Precisamos olhar o Nordeste por dentro, onde somos mais desiguais que o Brasil. Como equilibrar por dentro? Não seremos uma região justa sem encarar esse quadro. É preciso garantir os avanços construídos, com um olhar estratégico para o futuro”, ressaltou.

Para tal, o governador acredita ser fundamental a “consolidação de polos dinâmicos de formação de pessoas no interior do Nordeste”, fortalecendo os setores de ciência e tecnologia e de qualificação profissional. “É fundamental um olhar do País sobre alguns setores para retomada do crescimento, como petróleo e gás offshore, que podem gerar um processo de concentração muito forte”, destacou, entre outros pontos.”

(JC Online)

DETALHE – Eduardo campos falou no lançamento do Programa Integra Brasil, do Centro Industrial do Ceará, que é difundido nas Capitais nordestinas como forma de ofercer ao governo federal sugestões contra as desigualdades regionais.