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Bispo leva imagem de N.Sª Aparecida a São Benedito

O bispo auxiliar da Arquidiocese de Aparecida (SP), dom Darci José Nicioli, apresenta no início da noite desta segunda-feira (12), em missa no Santuário de Fátima, em São Benedito, na Região da Ibiapaba, a 360 quilômetros de Fortaleza, a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, uma réplica que o papa Francisco recebeu em Aparecida, em julho do ano passado.

Na terça-feira (13), o bispo entronizará a imagem de Nossa Senhora de Fátima em um trono definitivo. A imagem ficará no santuário como sinal da comunhão com o Santuário Nacional. Durante os dois dias da presença de dom Darci José Nicioli em São Benedito, haverá coleta de assinatura para a presença do papa Francisco no Ceará, em 2017.

Comissão aprova limite de decibéis em casas de shows

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Projeto que proíbe a propagação de som acima de 85 decibéis em casas de shows, boates e demais estabelecimentos noturnos, foi aprovado na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.

De acordo com o projeto (PL 5814/13), do deputado Onofre Santo Agostini (PSD-SC), no primeiro caso de uma medição superior ao permitido, o estabelecimento será notificado e deverá cumprir as regras em até 15 dias. Se não se adequar, poderá ficar suspenso de exercer suas atividades por 30 dias.

Também são previstas outros tipos de punição, como o fechamento do estabelecimento e pagamento de multa. Ficará a cargo dos demais estados e do Distrito Federal, criar normas acessórias para implantação dessas regras.

O relator da proposta na Comissão de Desenvolvimento Econômico, deputado Edson Pimenta (PSD-BA), indica que há possibilidade dos paredões, que armazenam uma grande quantidade de caixas de som, serem proibidos em trios elétricos. “Com esse avanço, nós queremos também proibir a utilização dos famosos paredões dos trios elétricos que usam som excessivo e que também causam danos aos ouvidos das pessoas que estão naquele local e que estão nas imediações. As pessoas têm que entender que o direito individual também está subordinado ao direito coletivo.”

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a partir de 85 decibéis, o sistema auditivo passa a ser realmente comprometido.

(Agência Câmara Notícias)

DETALHE – 85 decibéis equivale ao som de um liquidificador.

Um mês de junho pavoroso

Da coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (11):

Uma pixotada da Prefeitura de Fortaleza antecipou em um mês o clima das manifestações que provavelmente só ocorreriam em junho. Milhares de estudantes ficaram com suas carteiras de estudantes inválidas. Foi como acender o estopim da bagunça. Um aquecimento para o jogo principal. Em breve, a turba vai adotar algum slogan anti-Copa do Mundo.

As manifestações já se espalham pelo Brasil. Na quinta-feira, o Rio de Janeiro teve um dia de cão. As grandes vítimas são os de sempre: os trabalhadores, o estado de direito e a economia. São eventos que antecipam em escala reduzida o que possivelmente está por vir.

No ano passado, assistimos a quebra-quebras. Ataques aos patrimônios públicos e privados. O que o País deveria ter feito? O que toda democracia que se preze faz. A saber: identificar os autores das arruaças e enquadra-los no rigor da lei. E o que o Brasil fez: tratou as arruaças como direito à manifestação e liberdade de expressão.

A tolerância com grupos Black Blocs e afins foi a injeção de ânimo para que aquele tipo de ação proliferasse desde então. Hoje, dificilmente há uma manifestação que não descambe para o confronto com as forças policiais. Estas, muitas vezes, colocam mais combustível na fogueira.

“Diante da possibilidade de causar algum transtorno, páginas dos grupos Black Bloc e Anonymous no Facebook estimulam todo e qualquer protesto. A adesão de manifestantes de plantão, mascarados e outros grupos radicais já tem um grito de guerra. O ‘não vai ter copa’ foi substituído, nas trocas de mensagens em redes sociais, pelo ‘não vai ter paz na Copa’”(Veja On Line).

Pois é. A visibilidade nacional e internacional da Copa, que é o evento de maior audiência no mundo, forma o caldo ideal para esses grupos. A ideia é estabelecer o confronto. E é muito fácil conseguir tal meta. Bastam umas pedras jogadas contra o pelotão de choque. Basta uma vitrine quebrada para fazer brandir os cassetetes.

O clima que se forma no Brasil é terrível. Mas, será que a multidão que em 2013 se dispôs a protestar vai novamente às ruas? Tomara que não. O tom radical de uma minoria afasta a maioria, que não tolera ver suas indignações manipuladas para favorecer quebra-quebras e confrontos violentos.

Inscrições para o Enem começam nesta segunda-feira

Começam nesta segunda-feira (12) as inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os interessados podem se inscrever pelo site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). As inscrições vão até o dia 23.

As provas serão nos dias 8 e 9 de novembro. A inscrição custa R$ 35 e deve ser paga até 28 de maio. Estudantes da rede pública e pessoas com renda familiar de até 1,5 salário mínimo estão isentos do pagamento.

O Enem é destinado a estudantes que tenham terminado ou estejam concluindo o ensino médio, pessoas com mais de 18 anos que busquem o comprovante de conclusão do ensino médio e aquelas que queiram testar conhecimentos.

A nota do exame pode ser usada para participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas no ensino superior público; o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas em instituições privadas; e o Sistema de Seleção Unificada do Ensino Técnico e Profissional (Sisutec), que destina vagas gratuitas em cursos técnicos a estudantes.

O Enem é também pré-requisito para firmar contratos pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e obter bolsas de intercâmbio pelo Programa Ciência sem Fronteiras.

No site do Inep, é possível tirar dúvidas sobre o exame. Neste ano, a página oferece o edital em formato de leitura compatível com o Dosvox, sistema que pemite a utilização do computador por pessoas com deficiência visual, e um vídeo na Língua Brasileira de Sinais (Libras), para quem tem deficiência auditiva.

A previsão é que 8,2 milhões de pessoas se inscrevam no teste deste ano, crescimento de 13,8% em relação aos 7,2 milhões do ano passado. O número de cidades que aplicarão o Enem aumentou de 1,1 mil, no ano passado, para 1,6 mil.

(Agência Brasil)

Ceará Católico completa dois anos na TVC

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O programa Ceará Católico, na TVC, homenageou as mamães na manhã deste domingo (11), no aniversário de dois anos de apresentação. Voltado para o público jovem, o programa aborda o tema da religiosidade, tendo à frente a apresentadora Ana Clara Rocha, com participação do padre Antônio Furtado, da Comunidade Shalom.

O programa deste domingo será reapresentado na madrugada da quarta-feira (14), nos primeiros 30 minutos do dia.

Eunício critica governador Cid Gomes

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O senador e pré-candidato ao governo do Estado do Ceará, Eunício Oliveira (PMDB-CE), discursou criticando a gestão Cid Gomes (Pros) em mais um encontro regional do PMDB, dessa vez em Crateús. Isso foi nesse sábado (10), oito dias depois de o PMDB entregar os cargos que ocupava no secretariado de Cid para permitir a Eunício total liberdade de movimentos em favor de sua candidatura.

“Temos a sétima capital mais violenta do mundo. Será que isso não tem jeito? Tem”, disse o senador, que citou a política de tolerância zero aplicada em Nova York como exemplo de remédio conveniente para a criminalidade crescente no Ceará. “Por que não é possível aqui? É possível sim”.

Foi só uma das críticas. “Dá pra aceitar que no Ceará, dos 184 municípios, apenas cinco concentrem 70 por cento da renda?”. E ainda: “O governador Cid tem uma formação diferente da minha. Ele é engenheiro. Eu sou das ciências humanas. Ele acha que fazer um prédio de 20 andares é algo resolvido. Eu penso diferente”. O senador disse também que “se eu chegar lá, vou fazer um governo de diálogo”, porque “o poder isola muito”.

Contra a máquina

Eunício declarou não ter medo de enfrentar o poder que o governo exerce sobre prefeitos e vereadores. “Dizem: tem uma máquina, tem duas, 10, 100. Mas, não tem o povo, não vai pra lugar nenhum”. Lembrou que, em 2006, Lúcio Alcântara era um governador bem avaliado e apoiado pela maioria dos prefeitos, mas perdeu para Cid.

Defendendo seu potencial contra o candidato que vier a ser escolhido por Cid, Eunício citou o exemplo do jangadeiro que ficou na Historia como o Dragão do Mar, e afirmou que o Ceará “é um Estado libertário”, onde o povo “não se submete a ninguém”. “O Dragão do Mar disse pros poderosos da época que esse Estado era diferente dos outros Estados. Esse homem simples disse: nesse Estado não desce mais nenhum escravo”.

Ao chegar ao Clube de Caça e Pesca de Crateús, Eunício ressaltou que “não rompeu” com Cid, mas, na falta de apoio dele à sua candidatura, vai seguir adiante. “O PMDB foi pedir reciprocidade e não recebeu, e o PMDB espera que vai ter a reciprocidade do povo do Ceará”.

O senador reiterou crer que nem o ex-presidente Lula nem a presidente Dilma Rousseff virão fazer campanha para o candidato que Cid lançar. “Eu não acredito que meu amigo presidente Lula e a presidente Dilma venham ao Ceará fazer qualquer tipo de comportamento contrário ao PMDB”.

(O POVO)

A grande batalha

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Da coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (11):

As eleições estão aí. Não se trata apenas da substituição ou confirmação da presidente Dilma Rousseff, mas, de decidir se o Brasil deve continuar a trilha traçada desde o governo Lula, ou mudar de rumo.

De um lado, está o projeto que os governos petistas vêm praticando. Alguns o chamam de modelo desenvolvimentista social e sustentável. Sua meta principal – à qual todo o resto está subordinado (segundo sua versão) é a correção das desigualdades sociais e das disparidades regionais através da intervenção do Estado na orientação dos investimentos, seja para programas estruturantes, que dê suporte ao crescimento da economia, seja para os programas sociais de distribuição de renda com vistas à erradicação da miséria e criar as condições mínimas para os beneficiários darem o passo seguinte, entrando no mercado formal de trabalho, a partir da demanda criada pelo desenvolvimento da economia. Compreenderia também, a busca da melhoria dos serviços públicos (educação, saúde, segurança) e da seguridade social, bem como a costura de um projeto nacional que tem como ponto de partida a expansão do mercado interno.

A proposta alternativa reúne, em grandes linhas, a oposição liberal, com a defesa de um modelo econômico puxado prioritariamente pelos mercados e supostamente atrelado ao capital financeiro internacional, bem como compromissado com a redução do papel regulador do Estado (“não intervencionismo estatal”), a defesa do “Estado mínimo” (seja reduzindo o número de funcionários, seja contratando terceirizados, privatizando serviços públicos e dificultando a realização de concursos públicos); a flexibilização das leis trabalhistas (facilidade de demissão e, se possível, mexida no 13º e no período de férias; bem como nas normas da aposentadoria); corte de benefícios sociais, sob o pretexto de reduzir as despesas do Estado.

O mercadismo privilegiaria ainda a relação bilateral com os Estados Unidos, a Aliança do Pacífico, em detrimento do Mercosul; a secundarização dos organismos de integração regional da América Latina; a retomada do modelo de concessão para o pré-sal e aumento do controle dos acionistas privados sobre a Petrobras, transformando-a em uma empresa convencional, voltada prioritariamente para a produção de lucros para esses acionistas.

CDR fará audiência interativa sobre obras nos aeroportos

A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) realiza na manhã da quarta-feira (14) uma audiência pública interativa para debater as obras nos aeroportos do país. Desde já a sociedade pode participar enviando comentários e perguntas a senadores e convidados. Para isso, basta acessar o portal e-Cidadania, no portal do Senado. As redes sociais estarão com atualizações em tempo real, por meio do Facebook e do Twitter.

O presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Gustavo do Vale, assegura que todos os aeroportos que receberão passageiros durante a Copa do Mundo têm capacidade de operar com a alta demanda de estrangeiros prevista para os meses de junho e julho.

(Agência Senado)

Mercado de trabalho é o fator que mais contribui para a queda das desigualdades

A formalização do mercado de trabalho e o aumento do salário dos trabalhadores são os fatores que mais contribuíram para a queda da desigualdade social nos últimos anos. Esses dois fatores superam até mesmo outras fontes de renda do brasileiro provindas do Orçamento da União, como a Previdência e programas sociais concedidos pelo governo. Para a conta, foi utilizado como benefício social o índice de Gini, que mede a desigualdade de renda.

Os dados são da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, que apontam o trabalho contribuiu com 54,9% para a redução da desigualdade entre 2002 e 2012.

Com base nos dados da SAE, as políticas que mais contribuem para o bem estar social, depois do trabalho, são o Bolsa Família, o pagamento da Previdência acima do piso e a aposentadoria com base no salário mínimo, com 12,2%, 11,4% e 9,4%, respectivamente. “O brasileiro em suas casas está tendo um desempenho bem acima do desempenho que as contas nacionais e a maior parte dos economistas analisa”, disse o ministro Marcelo Neri, ao citar a valorização dos benefícios do Bolsa Família e da Previdência acima da inflação.

(Agência Brasil)

Nem sempre filho da p.

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Em uma crônica enviada ao Blog, o jornalista Nicolau Araújo revela uma peça publicitária que não foi usada na campanha à Prefeitura de Fortaleza da então candidata Patrícia Saboya (PDT), quando no empate técnico com Luizianne e Moroni, em julho de 2008. Na época, o autor da crônica era coordenador de comunicação da candidata. O jornalista solicita a publicação, não por causa do momento do futebol com a política, mas para homenagear a mãe mais injustiçada do mundo: a do árbitro de futebol. Confira:

Manhã de domingo e a cidade não fala em outra coisa: a final do campeonato municipal de futebol, disputado de quatro em quatro anos. Para tentar impressionar a mídia esportiva, o time ganhador da última temporada tenta superlotar a arquibancada da não mais extrema esquerda do estádio, construída de improviso em dois dias por uma empresa terceirizada, que terceirizou o serviço para outra empresa, que por sua vez terceirizou para uma outra empresa, que o terceirizou para uma outra empresa…

Como forma de engan… de incentivar sua torcida a comparecer a todo custo ao estádio e preencher as arquibancadas improvisadas, os dirigentes do clube espalham que o valor da passagem em seus ônibus tem um descontinho especial no domingo.

Torcidas animadas, times em campo e no que a partida está bastante disputada, eis que o árbitro resolve inovar:

– Priiiii… Renato Roseno!

Os atletas param e nada entendem, mas o árbitro prossegue:

– Falta técnica. O jogador está simulando agressão.

Alguns minutos depois, nova marcação:

– Priiiii… Sílvio Frota!

Novamente, os jogadores param e aguardam a conclusão do árbitro, que de imediato assinala:

– Impedimento.

Bola espirrada pela zaga e mais uma marcação:

– Priiiii… Luís Gastão!

Esta, ninguém espera a conclusão: escanteio.

Aos 25 minutos, o zagueirão acerta o tornozelo do atacante com uma tesoura por trás. E o árbitro não tem dúvida:

– Priiiii… Moroni!

E conclui com o cartão vermelho ao alto:

– Falta violenta!

– Dá uma chance, foi culpa do campo. Tá todo esburacado e cheio de lama! Lamenta o zagueiro.

No final da primeira etapa, um jogador, não mais suportando tanta improvisação, decide protestar junto ao árbitro:

– Pô, seu juiz, dá pru senhor seguir as regras direitinho?.. Será que eu tenho que ler as regras para o senhor? Só assim vai dar tudo certo.

O árbitro o encara e novamente leva a mão ao bolso, dessa vez para puxar o amarelo:

– Pri. Pastor Neto.

E conclui:

– Advertência por reclamação.

No intervalo da partida, a arquibancada improvisada desaba. Crianças e senhoras vão ao chão, em meio a uma estrutura metálica enferrujada, que era sustentada por pedaços de arames e calçada por tabuinhas apodrecidas.

– Foi sabotagem! Adianta-se o chefe da segurança, aos microfones das rádios, como forma de encobrir o superfaturamento do custo da obra.

– Ninguém morreu! Ninguém morreu! Festa é assim mesmo! Esquiva-se a pref… a presidenta do clube, em meio ao choro assustado de crianças e a dor de mais de 50 feridos.

– Ninguém morreu! Insiste a mulher sem coração.

Diante de uma imposição da segurança do estádio, o segundo turn… o segundo tempo é iniciado, mesmo com os feridos aguardando atendimento no maior hospital da cidade e nos outros que deveriam servir de apoio. Dizem que a previsão de leito é para seis meses.

– Seis meses eu posso garantir. Depois disso… eu não costumo me programar para depois de seis meses. Disfarça a pref… a presidenta do clube, diante da indignação dos repórteres e parentes dos feridos.

Aos 12 minutos, em um desempenho espetacular, o ataque avança com muita saúde, dribla com educação os truculentos zagueiros, mostra compromisso e firmeza na troca de passes e, com respeito e moral, chuta no centro do gol.

– Priiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii… Patrícia!!!

– Goooooooooolllll!!! Narra o vibrante locutor.

– Foi sabotagem! Foi sabotagem! Desesperam-se o segurança e a pref… a presidenta do clube.

Como tudo indica que a cidade terá uma nova equipe campeã, o time ganhador da última temporada tenta a todo custo mais uma prorrogaçãozinha, desde uma tentativa de suborno ao bandeira vermelha até trapacear em campo. No último Tin-Tin de jogo, o time pisa mais uma vez na bola e o jogador aproveita para se atirar na área e se fazer de vítima.

O juiz não hesita:

– Priiiiiiiiii… Luizianne Lins!

– Pênalti, pênalti!! Pressiona o time em bloco.

– É o fim…………………………………….. do jogo.

Livra-nos o bom árbitro.

Marina Silva chega neste domingo a Fortaleza

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foto marina silva

A ex-senadora Marina Silva chega neste domingo (11) a Fortaleza para participar de um encontro com integrantes da Rede, além da abertura da Conferência Internacional sobre Mudanças Climáticas, na segunda-feira (12), no hotel Vila Galé, na Praia do Futuro

A porta-voz da Rede Sustentabilidade no Ceará, Geovana Cartaxo, informa que Marina dará uma coletiva na segunda-feira, quando estará acompanhada pelo presidente do PSB no Ceará, Sérgio Novais, e pela deputada estadual Eliane Novais, também do PSB.

Correios devem criar serviço de telefonia celular até o fim do ano

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Os Correios deverão começar a oferecer, até o fim do ano, serviços de telefonia celular. A autorização do Ministério das Comunicações para a prestação de serviços de telefonia móvel virtual, chamada de MVNO (Mobile Virtual Network Operator, ou operadora móvel com rede virtual, em tradução livre), foi divulgada esta semana e permite que a estatal firme parceria com empresas do setor de telecomunicações para oferecer o serviço a seus clientes.

A primeira etapa de atuação dos Correios, prevista para ser implantada em outubro, terá a comercialização de chips e recarga de créditos. A segunda etapa incluirá venda de aparelhos e está prevista para o primeiro semestre de 2015. A previsão é levar o serviço a 8 milhões de pessoas em cinco anos, tanto nos grandes centros, como em localidades menores e mais remotas. O serviço de MVNO consiste na prestação do serviço móvel celular por meio da rede de uma operadora tradicional, atuando sem rede própria em nichos de mercado onde as operadoras tradicionais não tenham interesse de atuar.

O regulamento que criou o operador virtual foi aprovado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) em em 2010, para permitir o ingresso no mercado de prestadores que não têm licença para uso de frequências nem infraestrutura de rede de telecomunicações.

(Agência Brasil)

Tribunais de Contas querem agilizar julgamento de processos

foto tce soraia victor

Da coluna Sônia Pinheiro, no O POVO deste sábado (10):

Conselheira do TCE, Soraia Victor, tomou parte esta semana de curso promovido pela Organização Internacional das Entidades Fiscalizadoras Superiores, em Belo Horizonte.

O meeting juntou representantes dos Tribunais de Contas do Brasil, além de convidados de países de língua portuguesa.

A reunião discutiu a definição de um marco de medição de desempenho das Cortes, que sofrem constantes críticas pela morosidade na análise e no julgamento dos processos envolvendo gestores públicos.

Pra frente, Brasil!

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Em artigo no O POVO deste sábado (10), o médico, antropólogo e professor universitário Antonio Mourão Cavalcante sugere apoio à Copa, para somente depois o brasileiro cobrar o que foi feito de errado. Confira:

Quando foi anunciada a possibilidade do Brasil sediar a Copa do Mundo, fui um dos primeiros brasileiro a tomar uma posição contrária. Eu tinha acompanhado o evento na África do Sul – sobretudo os bastidores – com tudo aquilo que a Fifa teima em esconder. A coisa tinha sido um desastre. Tanto do ponto de vista econômico, como social.

Não acreditava que no Brasil seria diferente. Lembro a alegria do governo brasileiro saudando a escolha da Fifa. Nossos dirigentes. Lula à frente, saudaram a escolha como um grande feito nacional.

É só consultar os arquivos do O POVO que lá tem artigo meu alertando para o futuro estrago…

Não deu outra. Os exemplos negativos ainda se multiplicam: obras atrasadas, superfaturadas, privilégios descabidos para a Fifa, corrupção desenfreada. Até a lei foi alterada para que houvesse menos controle e fiscalização. Lavaram a burra.

Agora, dez de maio, a situação é outra. Estamos a poucos dias do início da Copa. O Brasil é a sede e todos os olhares do mundo se voltam para nosso País.

Pois, com a mesma força que fui contra, que disse que seria um evento desmedido para a nossa realidade. Entretanto, diante desta circunstância, não podemos deixar de apoiar a Copa.

Não que a minha opinião tenha mudado. Não que as falcatruas devam ser esquecidas. Mas, simplesmente o contexto – o aqui e agora – é outro. O que está em jogo no momento é a imagem do próprio Brasil. Essa roupa suja, claro que devemos lavar e até com creolina, mas não agora. Não podemos comprometer a imagem nacional com querelas internas. Não são forças externas que devem nos salvar…

Essa história de “Não à Copa” não tem cabimento. Não dá mais para impedir. Ademais, seria um oportunismo muito mesquinho querer ajustar contas nesse momento.

Em 1970, marca forte dos Anos de Chumbo, o Brasil sagrou-se campeão do mundo, no México. Lembro que vibramos. Lembro que ficamos muito felizes… e jamais associamos o êxito da Seleção com os óculos escuros do Garrastazu Médici…

Na verdade, amigo, o Brasil é maior que os poderosos de plantão. Vestirei minha camisa verde-amarela e vibrarei com toda força dos meus pulmões. Nelson Rodrigues tinha razão: “A Seleção Brasileira é a pátria de chuteiras”. E, fim de papo!

O segundo linchamento de Fabiane de Jesus

Da coluna Política, no O POVO deste sábado (10), pelo jornalista Plínio Bortolotti:

A trágica morte de Fabiane Maria de Jesus, linchada por pessoas iguais a ela, do mesmo bairro, da mesma condição social, está sendo usada na disputa política insana que conspurca a vida do país. Esse tipo de fenômeno grotesco – sobre o qual nem estudiosos do assunto conseguem chegar a conclusões definitivas – virou campo de disputas rasteiras, ilações simplificadas e acusações aleatórias, porém com destino certo.

Os linchamentos não começaram agora. Sempre existiram, infelizmente, sob qualquer governo, sob quaisquer condições. Uma das certeza que se pode ter sobre linchamentos é que atingem as pessoas mais pobres, como afirma a pesquisadora Ariadne Natal, do Núcleo de Estudos de Violência da USP (NEV-USP). Ela analisou 389 de linchamentos acontecidos na cidade de São Paulo e região metropolitana, entre 1980 e 2009. (O número refere-se aos casos estudados, portanto podem ser maiores, mas observem: a média é de 13 casos por ano nos 30 anos examinados, somente na região metropolitana de São Paulo, sob diferentes governos, tanto nas cidades como no país.)

A pesquisadora reconhece que “a tese da ineficiência do Estado é um dos componentes que ajudam a explicar esses crimes. Mas há também a própria dinâmica das relações sociais nesses locais, onde as pessoas se conhecem e as informações transitam com maior facilidade” (grifei) . Ela diz ainda que o uso da violência para a resolução de conflitos é prática recorrente na sociedade brasileira. A pesquisadora falou à Agência Brasil; vale a pena ler a reportagem (http://migre.me/j7egj).

Apesar da complexidade do assunto, com a ligeireza de quem participa de um linchamento, colunistas “de grife” e alguns jornais do “sul” culpam o PT e o governo pela morte da dona de casa. O jornal O Globo (editorial de 7/5), por exemplo, vincula o linchamento ao “péssimo exemplo dado por partidos políticos, do PT ao PSDB, pelo envolvimento de correligionários em casos de corrupção”. Porém, dá um jeito de jogar a maior responsabilidade na conta do Partido dos Trabalhadores: “O mau exemplo do PT chega a ser mais daninho, por ter conquistado o poder com a aura de extrema seriedade e honestidade. Ao trair as promessas de defesa intransigente da ética, dá grande contribuição, infelizmente, ao descrédito da população diante dos poderes constituídos”.

Por sua vez, militantes cegos da “esquerda” querem jogar a responsabilidade nas costas da jornalista Rachel Sheherezade, sobre a “imprensa burguesa” e na “direita”, de modo geral. Vejam o post do o ex-deputado petista Luiz Eduardo Greenhalgh no Twitter (6/5/2014): “Mulher massacrada no Guarujá por um punhado de celerados do Facebook é fruto da crueldade fascista de gente como essa Sheherazade”. Ainda que a jornalista tenha declarado ser “compreensível” fazer justiça com as próprias mãos – e mereça ser criticada por isso -, vai uma distância muito grande responsabilizá-la pela morte de Fabiane.

Poderia dar dezenas de outros exemplos, de um lado e de outro, porém creio que bastam os dois, representativos da desqualificação que acomete os contendores, com todos querendo apoderar-se do corpo supliciado de Fabiane para melhor servir a seus interesses políticos.

Os que agem assim estão promovendo um segundo linchamento de Fabiane Maria de Jesus.