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A boa e velha democracia, segundo Millôr

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Em artigo no O POVO deste sábado (24), o editor-adjunto do Núcleo de Conjuntura do O POVO, Luiz Henrique Campos, avalia as agressões na questão do Cocó. Confira:

O genial Millôr Fernandes, em uma de suas frases antológicas, dizia que “democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim”. Não à toa, o regime democrático é considerado o mais aceitável pela sociedade.

No mês em que se comemoram os 90 anos de nascimento do desenhista, humorista, dramaturgo, escritor, tradutor e jornalista brasileiro, nascido no Rio de Janeiro, nada mais atual para entender as contradições que têm marcado alguns atos cometidos durante os protestos recentes no País do que o conceito sugerido por Millôr em tom de pilhéria.

Poderia citá-los em bom número, mas prefiro me ater a alguns casos verificados nas manifestações relativas ao imbróglio do Cocó, sob pena de ser repetitivo. Começaria citando a agressão verbal a uma jornalista da TV Diário, ferida na sua condição de mulher, apenas por estar trabalhando em um veículo de imprensa com cuja linha de cobertura os manifestantes não concordam. Não bastasse a agressão, tivemos uma liderança feminina importante na cidade, justificando o ato, pelo fato de a emissora ser ligada ao grupo que retransmite a TV Globo no Ceará.

Outro exemplo do conceito de democracia segundo Millôr Fernandes foi a grosseria com viés homofóbico cometida por uma professora de sociologia da Universidade Estadual do Ceará (Uece), contra membros da Guarda Municipal. Ao contrário do repúdio, o que se viu naquele dia foram aplausos e risos sarcásticos, talvez por ser ela próxima ao grupo dos manifestantes.

É bom lembrar que neste ano mesmo, o professor Glauco Barreira, professor da Faculdade de Direito da UFC, virou alvo de protesto por parte de estudantes ao criticar a decisão do CNJ de determinar que os cartórios celebrassem casamento homossexual. Sem entrar no mérito da opinião dele, ressalte-se que a defesa do professor se baseou em argumentos técnicos.

Por fim, os mesmos que alegaram ilegalidade na ação de retirada pela Guarda Municipal e a PM, dos acampados, não se constrangem agora ao afirmar aos quatro ventos que não acatarão a decisão da Justiça no sentido de uma possível ação de reintegração de posse.

É, Millôr Fernandes, é a boa e velha democracia.

Vítimas de ordens de “execução” pelo simples fato de ousar

Em artigo enviado ao Blog, o professor do Departamento de Indústria do Campus Fortaleza do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), José Valdeci de Lima, avalia a última assembleia do sindicato dos servidores do IFCE. Confira:

“Não é porque certas coisas são difíceis que nós não ousamos. É justamente porque não ousamos que tais coisas são difíceis”! Sêneca (Lucius Annaeus Seneca, mais conhecido como Séneca, filósofo, nasceu no ano 4 a.C. em Córdova e morreu no ano 65 d.C. em Roma).

Assisti a um documentário acerca da contribuição de Sêneca, o qual tratava da questão da IRA. A idéia central é que os otimistas sofrem mais que os pessimistas, por causa da expectativa frustrada dos outros não se comportarem dentro de um padrão desejado. Um dos relatos interessante foi a ordem do REI de mandar matar um serviçal por ter derrubado uma bandeja com copos.

Segundo Sêneca, a IRA do REI foi decorrente do fato de nunca haver sido quebrados copos naquele castelo. Fazendo a transposição da idéia para os dias de hoje, aqui neste nosso “castelo” educacional, tenho a sensação de que alguns “serviçais” ainda são vítimas de ordens de “execução” pelo simples fato de ousar. O ASSÉDIO MORAL e a PERSEGUIÇÃO por intermédio da instauração de PROCESSOS ADMINISTRATIVOS sem a devida e consistente fundamentação é um fato, e, contra fatos, não há argumentos.

Sexta-feira, dia 23/08/2013, por ocasião da assembléia do sindicato dos servidores do IFCE, me senti um desses “serviçais”, ou melhor dizendo, me senti vítima de uma “ordem de execução” diante do fato da ameaça de cassação da minha palavra. “Serviçal” porque já fui presidente deste sindicato no governo Collor, onde a correlação de forças era muito mais desequilibrada pela conjuntura política e pela fragilidade financeira do sindicato. “Execução” porque a nossa “vida” é a palavra. Uma ASSEMBLÉIA é um parlamento. A insinuação ardilosa de que estamos sozinhos na empreitada de anular um processo viciado e fraudulento, ocorrido durante a escolha do nosso reitor, traduz uma visão reducionista motivada por interesses questionáveis. O que aglutina mentes para formação de um grupo político são as idéias. Mas como conhecê-las se não dispomos de espaços para apresentá-las e discuti-las?

Repudio o comportamento repressor da mesa diretora dos trabalhos da última assembléia do SINDSIFCE.

José Valdeci de Lima, professor do IFCE

Médicos cubanos seguirão legislação trabalhista de Cuba

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha disse que, em parcerias como a feita com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), as leis trabalhistas a serem seguidas são as do país que cede os profissionais. O Ministério Público do Trabalho anunciou nessa sexta-feira (23) que vai investigar a legalidade da contratação dos médicos cubanos.

A investigação foi anunciada depois que entidades médicas, entre elas o Conselho Federal de Medicina, defenderem que a atuação dos médicos cubanos no Brasil agride direitos individuais, humanos e do trabalhador. Eles contestam ainda a formação acadêmica dos médicos cubanos e dizem que eles podem expor a saúde da população a situações de risco.

De acordo com o Ministério da Saúde, serão repassados R$ 10 mil por médico cubano à Opas, que fará o pagamento ao governo cubano. Em acordos como esse, Cuba fica com uma parte da verba. Segundo o secretário adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Fernando Menezes, os médicos cubanos que atuarão no Programa Mais Médicos pelo acordo com a Opas deverão ganhar entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil por mês.

Quando questionado sobre se é correto o médico cubano ter a mesma carga horária e trabalho dos demais médicos, mas ganharão menos, Padilha disse que “essas situações acontecem em todo o mundo, nas mais de 50 parcerias que o ministério da Saúde de Cuba faz no mundo inteiro”.

“São regras conhecidas, respeitadas e parceria consolidadas em mais de 50 países”, disse o ministro. Ele falou ainda que lamentava a declaração dada pelo presidente do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais, João Batista Gomes, que falou que orientaria os colegas a não socorrerem erros dos colegas cubanos.

“Nós não admitimos e não faz parte da cultura brasileira ter preconceito em relação a qualquer país e a qualquer povo. A medicina de Cuba é reconhecida, sobretudo na atenção básica, esse contrato do Ministério da Saúde é com a Opas, o braço da Organização Mundial da Saúde [OMS] aqui no Brasil e nas Américas, tem toda a responsabilidade de fazer uma parceria que Cuba faz com mais de 50 países”, explicou Padilha em conversa com a imprensa no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, quando foi receber os primeiros estrangeiros que chegaram à Brasília.

(Agência Brasil)

O País carente que desdenha dos médicos de fora

Da coluna Política, no O POVO deste sábado (24), pelo jornalista Érico Firmo:

Entre os muitos argumentos contrários ao programa “Mais Médicos” o que mais me sensibiliza é a falta de debate sobre medidas tão drásticas. Sobretudo depois que, na última semana, o Governo Federal recuou do recuo e decidiu trazer cubanos para suprir as vagas que os profissionais brasileiros não quiseram. Também penso que o governo brasileiro precisa acompanhar direitinho como será a remuneração dos estrangeiros que traz para trabalhar em seu território. E compartilho da preocupação quanto ao rigor da seleção a que serão submetidos. Todavia, nada me convence de que a chegada de médicos de seja que lugar for será pior para a saúde de municípios onde hoje não há nenhum desses profissionais.

Preocupa-me o debate que caminha na direção de culpar os médicos pelo descalabro da saúde brasileiro. Isso vez por outra ocorre também na educação. Eles não são culpados: são condição para resolver o problema. Por outro lado, é fato que a oferta de postos de trabalho em quantidade muito maior que a disponibilidade de trabalhadores fortalece qualquer categoria. E os médicos se valem dessa situação como nenhum outro campo profissional. No domingo passado, O POVO mostrou o quanto municípios do Interior cearense são obrigados a aceitar as condições impostas: trabalham um punhado de dias na semana, por algumas poucas horas. Aos prefeitos, é isso ou não ter ninguém para atender a população.

Por outro lado, há de se compreender que o “Mais Médicos” é saída emergencial, gambiarra para a situação urgente, mas não resolve o fundamento do problema. A esse respeito, após quase 11 anos sob comando do mesmo grupo político, o Governo federal deve ainda respostas estruturantes.

Pondero ainda que a solução para o problema do Interior dificilmente virá sem estruturação da carreira. Na coluna de 12 de julho, citei ideia levantada pelo médico Tadeo Feijão, na qual os médicos concursados iriam inicialmente para cidades menores e, progressivamente, seriam transferidos para centros maiores, até chegar às capitais. Evidentemente, com remuneração adequada.

Síria: quem está usando armas químicas contra a população?

A opinião pública internacional está horrorizada diante da possibilidade de terem sido utilizadas armas químicas na guerra civil da Síria. Imagens de vídeos chegadas ao Ocidente trazem cadáveres de pessoas civis, inclusive crianças, com sinais visíveis de terem sido vítimas de produtos tóxicos. Caso a denúncia seja comprovada, os organismos internacionais de direitos humanos estarão diante do desafio de exigir a cessação imediata desse tipo de crime e a punição rigorosa para os responsáveis.

Por enquanto, ainda se aguardam as comprovações das imagens e a identificação dos autores. As organizações oposicionistas ao governo de Bashar al-Assad acusam-no de ter liberado o uso das armas químicas (que ele já reconheceu possuir). No entanto, o governo retruca que foram os rebeldes, com o intuito de provocar uma intervenção armada estrangeira.

Por enquanto, não é fácil ter a resposta segura sobre quem está com a razão. É possível, no entanto, concordar com a argumentação de que o ato – se partido do governo – seria “suicídio político”, como alegou um porta-voz oficial. A suposição racional é que as autoridades só lançariam mão desse recurso numa situação de desespero, quando já se considerassem perdidas. O que parece não ser ainda o cenário presente. Contudo, depois de desencadeado um conflito armado é difícil ter controle total sobre seus desdobramentos.

Por outro lado, a outra opção também não é absurda: os insurgentes usarem gases tóxicos para provocar uma reação mundial contra o governo sírio e assim obterem a intervenção desejada. O fato é que tanto um lado como o outro se têm revelado sem escrúpulos na utilização de meios cruéis e genocidas, e ambos têm denúncias formais já formuladas perante o Tribunal Penal Internacional.

Seja quem for o responsável por este novo crime, é imperativo que seja contido e punido. Infelizmente, as intervenções estrangeiras no Oriente Médio ficaram desacreditadas pelo recurso à mentira, como foi a acusação contra Saddam Hussein de possuir, na época, arsenais de armas químicas – por suposta posse de armas químicas. E isso se revelou uma farsa montada pelos serviços secretos americanos. Por isso, a opinião pública mundial está mais cautelosa. Mas isso não deve significar uma senha para a omissão, o que seria imperdoável.

(O POVO / Editorial)

Segurança sem fundos

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Da coluna Vertical, no O POVO deste sábado (24):

No Brasil, foram registradas 1.484 ocorrências de arrombamentos e assaltos a bancos só no primeiro semestre deste ano, segundo pesquisa nacional de ataques a bancos, divulgada pela Confederação Nacional de Vigilantes. Isso dá uma média de oito agências bancárias assaltadas por dia no País.

No Ceará, segundo o vereador Acrísio Sena (PT), só até agosto último, já foram anotadas 99 ocorrências do gênero. Preocupado com esse quadro, Acrísio puxa para segunda-feira (26), a partir das 15 horas, na Câmara Municipal, audiência pública para debater o primeiro aniversário do Estatuto Municipal de Segurança Bancária que, lamentavelmente, de acordo com o petista, continua com pouca resolutividade.

E é porque o Procon reage, pois só em 2012 emitiu 98 autos de infração. Cobra-se muito do aparelho de segurança pública, mas a sociedade também precisa fazer a sua parte.

CPI da Espionagem deve ser instalada na quarta-feira

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Na quarta-feira (28), deve ser realizada a instalação da CPI da Espionagem, para investigar denúncia de que o governo americano monitorou milhões de emails e telefonemas de brasileiros. A CPI, criada a partir de requerimento da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), terá 11 membros titulares e 7 suplentes. Os parlamentares que farão parte do colegiado já foram indicados pela maioria das lideranças.

O Brasil seria um dos países mais vigiados, segundo o jornalista Glenn Greenwald, que falou à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) no início de agosto. Ele foi o responsável por expor os programas secretos dos Estados Unidos para a interceptação de dados vazados pelo ex-técnico da agência de segurança americana (NSA), Edward Snowden.

Segundo o jornalista, ainda há documentos em análise que podem ser divulgados a qualquer momento e que trazem informações estratégicas sobre a política e o comércio do Brasil.

(Agência Senado)

Entidades recorrem ao STF contra atuação de médicos estrangeiros

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A Associação Médica Brasileira (AMB) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) entraram nessa sexta-feira (23) com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender o Programa Mais Médicos do governo federal.

Na petição, as entidades alegam que a contratação de profissionais formados em outros países sem que sejam aprovados no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida) é ilegal. “A medida retira dos conselhos regionais de Medicina a competência para avaliar a qualidade profissional do médico intercambista, na medida em que suprime a possibilidade de fiscalizar o exercício profissional por meio da análise documental para o exercício da medicina”, informa o documento.

As entidades ainda dizem que a medida do governo promove o exercício ilegal da medicina. “A pretensão do Governo Federal não garante políticas públicas de qualidade e tem o condão de permitir o exercício irregular e ilegal da medicina no Brasil, eis que é sabido de todos que não existe revalidação”

A ação é relatada pelo ministro Marco Aurélio Mello.

(Agência Brasil)

Governo diz que médico cubano deverá ganhar até R$ 4 mil

Os 400 médicos cubanos que atuarão no Programa Mais Médicos deverão ganhar entre R$ 2,5 mil e R$ 4 mil por mês, informou nesta sexta-feira (23) o secretário adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Fernando Menezes. Segundo ele, a variação é baseada em acordos que o governo cubano tem com outros países para onde também foram enviados os profissionais.

Menezes ressaltou que a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), com quem o governo brasileiro assinou um termo de cooperação, é responsável pela intermediação do acordo com o governo cubano. Segundo o Ministério da Saúde, a pasta repassará à Opas R$ 511 milhões até fevereiro de 2014, valor equivalente às condições fixadas pelo edital do Mais Médicos – de R$ 10 mil para cada profissional. Em seguida, a Opas enviará os recursos ao governo cubano, que pagará aos médicos o valor que for definido por critérios próprios.

“Tomando como base outros contratos, já que o governo cubano tem acordos no mundo todo, eles [os salários] geralmente ficam na proporção de 25% a 40% [do que é pago pelo país que recebe os médicos], mas aí depende daquilo que o país tem como custo de vida e da condição e qualidade que o médico vai ter naquele país”, disse, após reunião, com o secretário de Saúde do Distrito Federal, Rafael Barbosa.

O secretário adjunto do Ministério da Saúde informou ainda que os valores pagos aos médicos cubanos que vierem para o Brasil poderão variar conforme o custo de vida nas cidades para onde forem enviados. “Esse valor exato varia e vai variar, porque uma vez estabelecidas as condições de onde se vai viver, o médico cubano recebe mais ou menos”, disse.

Ele ressaltou que os médicos, brasileiros e estrangeiros, que participarem do programa, terão ajuda dos municípios para custear despesas com moradia e alimentação. Além desses gastos, as prefeituras são responsáveis por oferecer o deslocamento do aeroporto até o município onde atuará e, em casos de locais de difícil acesso, disponibilizar transporte diário da moradia até a unidade de atendimento.

Segundo informações da BBC Brasil, o contingente de profissionais de saúde cubanos fora da ilha inclui, atualmente, 15 mil médicos, 5 mil técnicos de saúde, entre outros, trabalhando em 60 países. De acordo com a agência de notícias, eles geram lucro ao país de aproximadamente US$ 5 bilhões (R$ 10,6 bilhões) ao ano. Na Venezuela, por exemplo, o serviço que os médicos cubanos prestam permite que Cuba receba 100 mil barris diários de petróleo.

Para muitos países em desenvolvimento, os médicos cubanos representam um atrativo por estarem dispostos a trabalhar em lugares que os profissionais locais evitam, como bairros periféricos ou zonas rurais de difícil acesso, onde moram pessoas de baixíssimo poder aquisitivo. Além disso, eles recebem, em geral, remunerações mais baixas.

A estimativa é que, atualmente, permaneçam em Cuba 75 mil médicos, em uma proporção de um profissional para cada 160 habitantes. A taxa é a mais alta de toda a América Latina. O acordo com a Opas prevê a vinda de 4 mil profissionais para o Brasil, número que corresponde a pouco mais de 5% dos médicos que hoje trabalham em Cuba.

Entre a população local, a exportação dos profissionais causa divergência, porque afeta principalmente a figura do médico de família, que atende em todos os bairros e encaminha os pacientes para especialistas ou hospitais.

A primeira missão de saúde ao exterior foi organizada por Cuba em 1963. Apesar da escassez de médicos à época, foram enviados profissionais à Argélia para apoiar os guerrilheiros que acabavam de conseguir a independência do país. Eram os primeiros de 130 mil colaboradores que, ao longo dos anos, já trabalharam em 108 países.

(Agência Brasil com informações da BBC Brasil)

CDR vota ampliação de limite para perdão de dívida no Nordeste

A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) examina na quarta-feira (28) projeto de lei que amplia o alcance da Lei 12.249/2010 – que trata da remissão e renegociação de dívidas dos agricultores do Nordeste – e aumenta o prazo para acesso ao benefício (PLS 622/2011).

A proposição determina que agricultores com dívidas de até R$ 30 mil poderão tê-las anistiadas – atualmente o limite é de R$ 10 mil. Já os agricultores com dívidas de até R$ 200 mil poderão obter mais descontos para efetuar a liquidação do saldo devedor.

Autora da proposta, a senadora Lídice da Mata (PSB-BA) considera o atual limite para enquadramento baixo, excluindo muitos produtores da possibilidade de renegociação e extinção das dívidas oferecida pelo governo.

O senador Benedito de Lira (PP-AL), relator da matéria na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) e na CDR, determina que os agricultores nordestinos terão até dezembro de 2014, e não mais até dezembro de 2012, para solicitar os benefícios previstos na lei.

Benedito de Lira explica que a Lei 12.249/2010 foi resultante de uma medida provisória (MP 472/2009) e ressalva que os artigos que trataram das renegociações das dívidas em questão não foram adequadamente discutidos pelo Poder Legislativo naquela oportunidade. Em sua opinião, o PLS 622/2011 corrige o enquadramento dos mutuários que necessitam urgentemente renegociar suas dívidas.

O relator prevê que a medida “permitirá a reinserção de médios produtores no mercado de crédito rural, a redução do grau de endividamento do setor, a adequação do montante da dívida rural à capacidade de pagamento do produtor e a efetiva quitação de suas obrigações financeiras”.

(Agência Senado)

Sudeste puxa melhora de avaliação de Dilma

O governo da presidente Dilma Rousseff (PT) recuperou parte da aprovação perdida após as manifestações populares de junho. Pesquisa Ibope em parceria com o jornal O Estado de São Paulo, concluída na segunda-feira (19), mostra que a taxa de ótimo/bom do governo cresceu de 31% para 38% desde 12 de julho. Ao mesmo tempo, as opiniões de que o governo é ruim ou péssimo caíram de 31% para 24%.

A avaliação de que o governo é “regular” permaneceu em 37%. Apenas 1% não soube ou não quis responder. A recuperação ocorreu principalmente no Sul e no Sudeste, onde as taxas de aprovação cresceram 12 e 11 pontos porcentuais, respectivamente.

Para a CEO do Ibope Inteligência, Marcia Cavallari, a recuperação de parte da popularidade de Dilma está relacionada ao refluxo das manifestações de rua, principalmente no Sudeste. “Os protestos diminuíram de tamanho e de alvo. A presidente não está mais no foco das manifestações”, afirma Marcia.

Ajudou também a melhoria de alguns indicadores econômicos, como a redução da inflação e do desemprego, e o aumento da confiança do consumidor. Hoje, a Fundação Getúlio Vargas mostrou que seu índice de confiança cresceu 4,4% em agosto. “São todos indicadores concretos, que fazem diferença no dia-a-dia do eleitor”, afirma a CEO do Ibope Inteligência.

A pesquisa Ibope mostra que a recuperação da popularidade de Dilma é lenta. Sinais de que sua imagem estava melhorando haviam sido detectados pelo Datafolha duas semanas atrás. Em comparação àquela pesquisa, a aprovação governo foi de 36% para 38% agora. Ainda está longe de estava, porém. Em março, a presidente chegou a 65% de ótimo/bom no Datafolha e 63% no Ibope.

A pesquisa Ibope-Estado foi feita entre os dias 15 e 19 de agosto. Foram 2.002 entrevistas face a face, feitas na residência dos entrevistados. A pesquisa tem abrangência nacional: foi feita em 143 municípios de todas as regiões do Brasil. Sua margem de erro máxima é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, num intervalo de confiança de 95%.

(Agência Estado / O POVO Online)

Dólar opera em forte baixa nesta sexta-feira

A estratégia do Banco Central (BC), de adotar leilões diários no mercado de câmbio para oferecer liquidez ao mercado, freou o ímpeto dos investidores, que vinham comprando dólares nos últimos dias. Pelo segundo dia consecutivo, a cotação da moeda americana está em queda. Depois de cair 0,78% nessa quinta-feira (22), o dólar registrava, até a tarde desta sexta-feira (23), queda de 2,37%, cotada a R$ 2,368.

A inversão na cotação cambial deu-se depois que o dólar chegou a R$ 2,45, na última quarta-feira (21), o que levou o Banco Central a anunciar a venda de US$ 4 bilhões, nessa quinta-feira, em operações com compromisso de recompra futura. A tática deu certo e, com o mercado mais irrigado de dólares, o BC reforçou a estratégia ao anunciar, depois do fechamento do mercado, que leiloará mais US$ 60 milhões das reservas internacionais até o fim do ano.

A ideia é continuar com os leilões diários de US$ 500 milhões em swaps cambiais (venda de dólares no mercado futuro) de segunda a quinta-feira e, às sextas-feiras, oferecer US$ 1 bilhão em leilões de venda direta, com recompra futura. O primeiro deles foi feito nesta sexta-feira, reforçando a oferta da véspera. O BC não informou, porém, quanto conseguiu vender nos dois dias. Isso só será conhecido quarta-feira (28), dia em que o BC costuma divulgar o fluxo cambial até o encerramento da semana anterior.

(Agência Brasil)

Reginaldo Rossi é atração no V Festival Nacional de Humor em Maranguape

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O “rei do brega” Reginaldo Rossi é a atração musical na noite desta sexta-feira em Maranguape, fechando a programação do segundo dia do V Festival Nacional de Humor.

A programação do festival acontece na Praça Capistrano de Abreu, a partir das 19h30min, com acesso gratuito.

Antes de Reginaldo Rossi, haverá shows dos humoristas maranguapenses Dudu e a dupla Humor de Peso. Na sequência, os também cearenses Eltom Andrade “Paitinga”, Froxilda Fofolete e Aluísio Jr.. Depois, o palco é de Reginaldo Rossi.

SiSU 2013 – UFC divulga dia 3 vagas para segunda chamada

“A Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) dá início à reposição de vagas em cursos superiores presenciais da UFC no segundo semestre letivo de 2013, iniciado no último dia 22. A chamada de classificáveis seguirá a lista de espera do Sistema de Seleção Unificada, o SiSU 1º/2013. A quantidade parcial de vagas por curso será divulgada no dia 3 de setembro, no site www.prograd.ufc.br/sisu.

Para a reposição, são consideradas as vagas cujos candidatos solicitaram matrícula, mas não compareceram na primeira semana de aulas para confirmá-la. Entram na conta também as vagas de candidatos que assinaram o termo de desistência da vaga conquistada. O quantitativo de vagas a ser divulgado no dia 3 de setembro é parcial e ainda poderá sofrer alterações para mais, caso ocorram mais desistências até o dia 4 de setembro. A lista de classificáveis consolidada será disponibilizada no site do SiSU na UFC em 5 de setembro, assim como a classificação na Lista de Espera do SiSU 1º/2013 do último candidato em cada curso, formação e turno.

A chamada nominal de classificáveis acontecerá em reuniões presenciais em dois turnos nos dias 9 e 10 de setembro para os cursos sediados em Fortaleza, no hall da Prograd, no Campus do Pici. Já os cursos sediados no interior do Estado realizarão a chamada somente no dia 9 de setembro. O candidatos devem verificar datas, horários e locais de realização da chamada do seu curso no Anexo I do Edital 25/13 (confira a íntegra do edital no endereço http://bit.ly/19BDdPk).

Documentação

Os candidatos da lista de classificáveis interessados em efetuar matrícula devem comparecer aos locais portando cópias autenticadas de um documento de identidade oficial com foto, CPF e certificado de conclusão do Ensino Médio. Na ausência destes, serão aceitas cópias simples, desde que acompanhadas dos originais para autenticação no local. A lista de documentos específicos dos candidatos a cotas está disponível no Anexo III do Edital. No caso de qualquer matrícula por procuração, além desses documentos, são necessárias a própria procuração lavrada em cartório e cópia autenticada de documento de identidade oficial do procurador.

Os candidatos que forem chamados nominalmente em qualquer uma das reuniões e que não estiverem presentes ou não apresentarem a documentação completa para a matrícula serão excluídos da lista de espera e perderão o direito de concorrer às vagas. O candidato deve estar presente no local de realização das chamadas pontualmente no horário previsto de início das reuniões, independente da ordem de chamada do curso.

(Site da UFC)

Grupo de jornalistas do Ceará participa de encontro nacional de assessoria

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Suzete Nocrato, Angela Marinho, Katiuzia Rios no grupo cearense.

O Ceará participa do Encontro Nacional de Jornalistas em Assessoria de Imprensa (ENJAI), que ocorre no Rio de Janeiro. O grupo foi articulado pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais e debate questões profissionais do momento como o uso das redes sociais como ferramenta de divulgação e propagação das ações de empresas e órgãos públicos e privados.

O ENJAI se estenderá até domingo.

(Foto – Cláudio Barata)

Bancos privados fecharam 5,8 mil postos de trabalho no primeiro semestre

“Os bancos privados fecharam 5,8 mil postos de trabalho nos primeiros sete meses do ano, segundo pesquisa divulgada hoje (23) pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf). Segundo o levantamento, as instituições financeiras dispensaram 23,5 mil funcionários no período e contrataram 17,7 mil. As demissões são, de acordo com a Contraf, uma forma de reduzir a média salarial dos empregados. O levantamento aponta que os dispensados recebiam em média R$ 4,5 mil, enquanto os admitidos ganham na média R$ 3 mil.

A pesquisa foi feita em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a partir de dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) do Ministério do Trabalho. Para o diretor de imprensa da Contraf, Ademir Wiederkehr, a redução de gastos com a folha de pagamentos é uma forma de maximizar os lucros das instituições. “Há uma concorrência muito forte entre os bancos e a questão do emprego é vista como custo. Assim como a rotatividade, ela é usada para reduzir custos para aumentar o lucro dos bancos”.

Com isso, Ademir diz que os trabalhadores que permanecem empregados acabam sendo sobrecarregados. “Os bancos tem reduzido postos de trabalho e sobrecarregado os bancários com metas, que nós chamamos de abusivas”, ressaltou. “O trabalhador está pagando a conta do corte de custos”. A Contraf pretende trazer a manutenção do emprego e a melhoria das condições de trabalho como pauta para a campanha salarial deste ano. “Nós queremos contratações, o fim das demissões, das metas abusivas e do assédio moral”, destacou Ademir.

* Procurada para comentar a pesquisa, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) não respondeu à Agência Brasil até o fechamento da matéria.”

(Agência Brasil)