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TSE passará a ter estatística sobre raça e cor de candidatos nas eleições de 2014

O Tribunal Superior Eleitoral não tem estatísticas sobre o número de negros na política brasileira, nem políticos eleitos nem candidatos. A dificuldade para levantar o dado é que a autodeclaração de raça/cor, já incluída pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Censo e na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, não entra na ficha de registro das candidaturas.

Depois de questionamento da Agência Brasil sobre o levantamento e a falta de dados, o tribunal informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o grupo responsável pela avaliação das últimas eleições passou a considerar a inclusão do item raça/cor no processo eleitoral.

O TSE informou que depois de uma eleição inicia os preparativos para a próxima com uma série de avaliações das práticas que devem ser mantidas e as que podem ser aprimoradas. Segundo o tribunal, a sugestão de agregar ao sistema de registro de candidaturas a opção para o candidato declarar a sua cor foi encaminhada ao grupo de estatística, que está analisando a viabilidade e o formato da produção desse dado para as Eleições 2014.

A assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), Eliana Graça, diz que a entidade tentou implantar a medida por meio de articulação no Congresso Nacional, mas não obteve sucesso.

“É uma batalha [nossa de] um bom tempo, tentando convencer os parlamentares de que isso tinha que entrar na minirreforma política de 2009, [na qual foram feitas] algumas proibições, se regulamentou alguma coisa das campanhas. Uma das coisas que nós queríamos naquela época era que constasse na lei a obrigatoriedade, na hora da inscrição do candidato, da autodeclaração de cor/raça”.

Um negro

João Alves Filho, do Democratas, é o único negro entre os prefeitos de capital que tomaram posse no dia 1º de janeiro. Ele volta ao cargo em Aracaju (SE), depois de ter sido prefeito da cidade na década de 1970 e governador do estado em duas ocasiões.

(Agência Brasil)

Representação no Congresso não corresponde à proporção de negros na população

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Paulo Paim (PT-RS) é o único senador que se autodeclara negro

Enquanto no Brasil a proporção de negros na população ultrapassa os 50%, entre pretos e pardos, na Câmara dos Deputados a proporção fica em 8,9%, com 46 dos 513 representantes do povo. Apesar de ruim, o quadro melhorou nas últimas décadas.

De acordo com o primeiro Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil, publicado em 2008, na legislatura de 1983 a 1987 havia apenas quatro deputados negros. O número passou para 10 de 1987 a 1991, para 16 entre 1991e 1995 e caiu para 15 entre 1995 e 1998. O levantamento feito com base nos empossados em janeiro de 2007 mostra 11 deputados pretos, dos quais uma mulher, e 35 pardos, com duas mulheres. A publicação ressalta que 8,9% dos deputados eram negros, quando a proporção na população em 2006 era 49,5%.

No Senado, de 1987 a 1994 o único representante negro foi Nelson Carneiro. De 1994 a 1998 assumiu o mandato Abdias Nascimento e, de 1995 a 2002, a casa contou com Benedita da Silva e Marina Silva, as primeiras senadoras afrodescendentes do Brasil. Em 2007, haviam quatro senadores pardos e um preto. Na legislatura atual, entre os 81 senadores, o único que se autodeclara negro é Paulo Paim.

Para a secretária de políticas de ações afirmativas da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Ângela Nascimento, o problema da representatividade é ainda mais grave entre as mulheres. Ela acha que são necessárias ações afirmativas para corrigir as desigualdades.

“A gente compreende que, diante da participação da população negra, do significado da população negra na história deste país, é necessário que haja medidas que corrijam a sub-representação das mulheres negras nos cargos políticos. É fundamental que a gente atue para que elas tenham uma participação capaz de reverter esse quadro de desigualdade”.

Segundo levantamento do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), as mulheres pretas, pardas e indígenas são a maioria entre os 5,3 milhões de jovens de 18 a 25 anos que não trabalham nem estudam no país. Elas somam 2,2 milhões, correspondente a 41,5% desse grupo. Do total de jovens brasileiros nessa faixa etária (27,3 milhões), as negras e indígenas representam 8%, enquanto as brancas na mesma situação chegam a 5% (1,3 milhão).

(Agência Brasil)

Em encontro da UNE, especialistas defendem democratização da mídia

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O Brasil precisa resolver a situação dos meios de comunicação, atualmente sob o controle de um número reduzido de grupos, segundo os profissionais que atuam no setor e que participaram neste sábado (19) da palestra Democratização da Mídia, no 14º Conselho Nacional de Entidades de Base (Coneb) da UNE. O professor da Universidade de São Paulo (USP) Laurindo Leal Filho, o presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, Altamiro Borges, e o presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Nelson Breve, destacaram a necessidade de uma comunicação acessível e de qualidade.

“O Estado tem o papel de evitar a concentração. Isso acontece em outros mercados, com leis, com agências reguladoras. Mas não na radiodifusão. Isso é uma falha que deve ser combatida”, disse o professor da Universidade de USP Laurindo Leal Filho. “A universidade tem papel fundamental de levar à frente essa discussão”, acrescenta.

Para o presidente da EBC, Nelson Breve, o direito a comunicação está assegurado na Constituição Federal, assim como a complementariedade da comunicação pública, privada e estatal, mas isso não é o que ocorre na prática . Segundo ele, o Brasil necessita de mais fiscalização dos meios, além do fortalecimento da comunicação pública.

O estudo Os Donos da Mídia, do Instituto de Estudos e Pesquisas em Comunicação (Epcom), mostra que de 1990 a 2002 o número de grupos que controlam a mídia no Brasil reduziu-se de nove para seis. A eles estão ligados 668 veículos em todo o país: 309 canais de televisão, 308 canais de rádio e 50 jornais diários.

Uma das formas de mudar o setor é a formulação e a aprovação de uma lei de meios – a exemplo da Lei de Medios, aprovada na Argentina – que divida as concessões entre meios públicos, privados e estatais e que combata o monopólio no setor. “O Brasil está atrasado. Legislação semelhante já existe em países latinos e está em vigor na União Europeia e Estados Unidos”, destaca o professor Laurindo.

(Agência Brasil)

PEC acaba com reeleição para o Executivo e fixa coincidência de mandatos

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Em análise na Câmara, a Proposta de Emenda à Constituição 224/12 propõe uma série de alterações no sistema eleitoral brasileiro. O texto, do deputado Jorge Corte Real (PTB-PE), acaba com a reeleição para o Executivo – Presidência da República, governos de estado e prefeituras – e estabelece a coincidência de todos os mandatos, que passam a ter duração de cinco anos a partir de 2022.

Com a mudança, no lugar de eleições a cada dois anos, o País terá pleitos a cada cinco. Atualmente, os mandatos para todos os poderes têm duração de quatro anos, mas as eleições para os cargos executivos e legislativos – Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e câmaras de vereadores – são realizadas com diferença de dois anos.

(Agência Câmara de Notícias)

O estilo petista de fazer oposição a RC

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Da coluna Política, no O POVO deste sábado (19), pelo jornalista Érico Firmo:

Depois de tanto tempo quanto o PT passou no poder local, não é fácil se acostumar de novo à realidade sem máquina. A começar pela própria falta de cargos, verbas e poder. Depois, pela tentação de cobrar aquilo que não realizou e criticar o que já fez. A população não é besta e percebe as contradições e as posturas aproveitadoras.

Muitos integrantes da gestão Luizianne Lins (PT) ainda estão, é compreensível, um pote até aqui de mágoa. Loucos para criticar aspectos da administração que mal começou. E, pelas primeiras atitudes, já vaticinar o fracasso do novo governo.

Claro que é possível haver medidas equivocadas desde o momento da posse – e não há prazo de carência para essa crítica. Algumas dessas atitudes já foram questionadas nesta coluna mesmo. Mas há de se dar tempo para construir juízo mais absoluto sobre a gestão que mal começou.

Candidato derrotado a prefeito na última eleição e um dos principais nomes do PT de Fortaleza nesse novo momento, Elmano de Freitas corrobora que é cedo para qualquer avaliação sobre o desempenho geral, enquanto os novos gestores ainda tomam pé. E indica qual considera a postura mais adequada nesse enfrentamento. “Temos de ter posicionamento como se estivéssemos no governo e como alguém que quer retornar ao governo”.

Assim, descarta posições apenas para demarcar posição ou criar problema. “Como estivemos na máquina, conhecemos a máquina, não podemos ter posições que, se estivéssemos lá, nós não teríamos”.

Na própria reforma administrativa votada no começo do ano, ele salienta que sua tese teria sido de a bancada de vereadores se abster, não fosse pela extinção da Secretaria da Assistência Social – ponto de honra para a legenda. “Somos partido de oposição, mas que teve experiência de governar Fortaleza no período recente. Temos muito mais clareza de qual é o limite do governo. Não iremos fazer proposta que sabemos que o Município não tem condições de arcar”.

Isso, segundo afirma Elmano, significa inclusive dizer não aos sindicatos e movimentos populares quando cobrarem mais que o que for possível à Prefeitura oferecer. “E, quando nossa posição for semelhante à do prefeito, temos de ter coragem de tomar essa posição”, acrescenta Elmano.

Se a postura petista for mesmo essa, será bom para o partido – agir de outra forma, com discurso fácil, tiraria dele a credibilidade – e para a cidade.

A capacidade de reverter possíveis desgastes

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Em artigo no O POVO deste sábado (19), o editor adjunto do Núcleo de Conjuntura do O POVO, Luiz Henrique Campos, destaca o tempo de reação dos novos governos para evitar desgastes dos antigos governos. Confira:

A capacidade e o tempo de reação de um governante aos percalços e problemas naturais de uma gestão dizem muito do perfil do administrar, mas principalmente de como este sabe lidar com a opinião pública.

No primeiro ano de seu governo, Dilma Rousseff teve sete de seus ministros fritados pela imprensa após denúncias que poderiam ter gerado maiores desgastes ao governo não fosse a atitude imediata da presidente em afastá-los. Pronto, simples assim. Os afastou e jogou a crise para longe. Hoje, poucos lembram nomes e fatos que motivaram os afastamentos, e Dilma está com a popularidade em alta.

Em Fortaleza, o estilo Roberto Cláudio tem seguido à risca esse modelo de não deixar que situações episódicas ganhem ares de crise ou que ofereçam espaço para a oposição deitar e rolar.

Com relação a isso, três episódios são emblemáticos nesse começo de governo em relação à capacidade que o novo prefeito está mostrando em reverter rapidamente possíveis fatos gerados de tensão. Um deles foi a questão do Pré-Carnaval. Com a saída de Luizianne, logo surgiram dúvidas sobre a atenção que seria dada à festa já que a gestão anterior se notabilizou pelo apoio ao evento.

É bom lembrar que desde agosto a Prefeitura tratava a questão em banho-maria, não tendo deixado nada encaminhado para o novo gestor que assumiria em janeiro. Ou seja, RC teria poucos dias para viabilizar o evento. O fato é que não só viabilizou como está corrigindo falhas antes existentes.

Outra situação emblemática foi a do aumento da passagem de ônibus, verdadeiro presente de Natal da gestão anterior.

No que diz respeito ao aumento, a dúvida que se colocava era como iria proceder, já que na campanha se dizia que a sua gestão seria voltada aos interesses dos empresários. E qual foi a reação do prefeito? Se valeu do instrumento legal que é questionar judicialmente a majoração. Com isso, desmanchou o efeito da jogada petista de querer lançar sobre os ombros de Roberto Cláudio a responsabilidade pela subida da passagem.

Vem agora a decisão judicial sobre as dunas do Cocó, imbróglio envolvendo a gestão anterior e uma associação de construtores. Decisão do novo prefeito? Recorrer à Justiça. Ou seja, em três situações que os efeitos poderiam respingar na gestão, os focos foram rapidamente debelados e os desgastes evitados.

Revisão de TACs das dunas do Cocó

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Da coluna Vertical, no O POVO deste sábado (19):

Nos bastidores sobre a polêmica das dunas do Cocó, o prefeito Roberto Cláudio teria decidido de pronto não adotar uma medida contrária à vontade da classe média alta que defende continuar experimentando uma das melhores vistas de Fortaleza. RC, que também é morador daquele bairro, teria de enfrentar de cara os moradores de seu condomínio. E para um início de gestão não cairia bem lavar as mãos e empurrar a pendenga com a barriga.

E tudo estava a seu favor: um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) equivocado e uma decisão judicial que ignorou duas leis que protegem as dunas da discórdia. Mas o vespeiro não está apascentado. Existiriam pelo menos 19 TACs com nós.

Como um TAC que teria garantido a troca de uma “praça” no Cocó por um terreno na Praia do Futuro e que, só depois, a Prefeitura de Fortaleza teria verificado que se tratava de uma área invadida.

Cid condiciona apoio à eleição da Câmara a veto dos royalties

O governador Cid Gomes (PSB) disse que ainda não decidiu quem vai apoiar na disputa pela presidência da Câmara dos Deputados. Ele afirmou que vai conversar com o presidente nacional do partido e governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), para só então definir a posição sobre o assunto. A eleição na Câmara ocorre no início de fevereiro.

“Meu apoio enquanto dirigente partidário depende do partido. Vou procurar saber se o partido tem alguma decisão”, disse o governador, ao ressaltar que seu apoio dependerá do compromisso do candidato com a derrubada do veto referente aos royalties do petróleo e do interesse em reformular os critérios de divisão do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Ele vai procurar Campos nos próximos dias para saber se a candidatura de Júlio Delgado (PSB-MG) é oficial da sigla e se há alguma orientação para que o partido vote unido. O favorito para a presidência da Câmara é Henrique Alves (PMDB-RN). Cid vinha sinalizando apoio ao peemedebista, que virá a Fortaleza na próxima semana para uma reunião com o governador e alguns parlamentares. Segundo o governador, Alves pediu unicamente para que ele reunisse a bancada. “Eu prontamente me coloquei à disposição. O encontro é para isso, para o candidato colocar suas propostas”, resumiu.

(O POVO)

Os vereadores fortalezenses e as demissões dos funcionários comissionados e dos terceirizados

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Em artigo enviado ao O POVO, o cientista político Luiz Cláudio Ferreira Barbosa comenta da relação entre o prefeito Roberto Cláudio e a Câmara Municipal de Fortaleza. Confira:

O prefeito de Fortaleza, o médico Roberto Cláudio, entra em rota de colisão com a sua base parlamentar na Câmara Municipal de Fortaleza. Os antigos administradores (Cambraia – Juracy – Luizianne ) do executivo municipal da capital cearense, que durante muitos mandatos mantiveram uma relação nada saudável aos cofres públicos, numa relação institucional promíscua com os vereadores.

Roberto Cláudio (PSB) depois de conseguir obter uma maioria folgada entre os parlamentares municipais da Casa do Povo, já havia a certeza da continuação na relação institucional entre o executivo e o legislativo, que sempre foi baseado nas cotas de terceirizados e dos funcionários comissionados nos últimos vinte anos.

A Secretaria de Governo e o Gabinete do Prefeito fizeram demissões em massa entre os terceirizados e funcionários comissionados dos órgãos públicos (Saúde, Educação, Serviços Gerais, etc…) da Prefeitura Municipal. A meta da administração municipal é a redução de mais da metade do número de terceirizados, algo em torno de 15.000 demissões, no quadro da máquina pública de Fortaleza, para os próximos quatro anos. O número de técnicos comissionados será mantido, pois é algo em torno de 3.200 funcionários provisórios, mas com modificação do quadro técnico em torno de 50% ainda nesse primeiro ano de mandato do prefeito Roberto Cláudio (PSB).

A maioria dos vereadores já não aceita essa resolução administrativa de enxugamento dos quadros profissionais na Prefeitura de Fortaleza. A Câmara Municipal de Fortaleza foi responsável pela mini-reforma nas secretarias e nas autarquias na capital cearense, onde a maioria dos vereadores votou sem conhecer o projeto em sua integra enviado pelo Gabinete do Prefeito.

A sociedade civil fortalezense tende a apoiar as medidas moralizadoras do prefeito Roberto Cláudio (PSB), na administração pública de Fortaleza, com a certeza de que deverão aumentar os índices de popularidade da atual gestão pública. A diminuição dos cargos terceirizados e dos técnicos comissionados do quadro de funcionários da Prefeitura de Fortaleza já gerou um debate público na sociedade civil.

OAB-CE tem audiência pública para discutir construções nas dunas do Cocó

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A Ordem dos Advogados do Brasil Secional Ceará (OAB-CE) realiza na próxima quarta-feira (23), às 14 horas, na sede da entidade, audiência pública para discutir a autorização para construir nas dunas do Cocó.  Participarão do debate órgãos competentes, integrantes de movimentos em defesa do parque, autoridades e a população em geral.

Para o presidente da OAB-CE, Valdetário Andrade Monteiro, é importante discutir com a sociedade e traçar estratégias a fim de evitar um dano ambiental de grandes proporções. O presidente recebeu, esta semana, integrantes do Movimento em Defesa das Dunas do Cocó e os vereadores João Alfredo e Toinha Rocha e se comprometeu a definir a melhor linha de atuação da Ordem para o caso. “Trata-se de uma matéria polêmica e importante. E como temos o fato novo do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), precisamos enfrentar o tema”, aponta.

As discussões foram geradas após a assinatura do TAC pela Associação Cearense dos Empresários da Construção e Loteadores (Acecol), pela Procuradoria Geral do Município (PGM) e pela Secretaria do Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam), acertando a renúncia do direito da Prefeitura de Fortaleza ajuizar qualquer medida judicial visando à suspensão, revogação ou desconstituição de licenciamentos ambientais e alvarás concedidos aos associados da Acecol.  O terreno em discussão compreende uma área que equivale a 14 quarteirões, onde há a permissão judicial para construir um condomínio em cima do Parque do Cocó.  Na última quarta-feira (16), a Procuradoria Geral do Município (PGM) contestou judicialmente o TAC, questionando a assinatura do documento ocorrida em outubro do ano passado.

(OAB-CE)

Maioria dos partidos da Câmara já definiu os líderes

A maioria dos partidos políticos com representação na Câmara dos Deputados já definiu os líderes para este ano. Os partidos que ainda não escolheram as lideranças farão a escolha no início dos trabalhos legislativos, que começam no dia 1º de fevereiro. O PMDB, o PR e o DEM estão entre os que precisam fazer a escolha.

O PMDB, segundo maior partido da Câmara, tem cinco candidatos na disputa pela liderança, que é ocupada pelo deputado Henrique Eduardo Alves (RN) há sete anos. A eleição está marcada para o dia 3 de fevereiro, às 18 horas. Pleiteiam o cargo os deputados Eduardo Cunha (RJ), Sandro Mabel (GO), Danilo Fortes (CE), Saraiva Felipe (MG) e Manoel Junior (PB). O PR marcou a escolha para o dia 1º de fevereiro e o DEM, para o início do mês.

O PT escolheu para o cargo de líder o deputado José Guimarães (CE). Ele substitui o deputado Jilmar Tatto (SP). O PSDB elegeu o deputado Carlos Sampaio (SP), que entra no lugar de Bruno Araújo (PE). O PSB optou pelo deputado Eduardo Sciarra (PR). Ele substitui o deputado Guilherme Campos (SP). O PSB escolheu o deputado Beto Albuquerque (RS) para a liderança. Ele ocupa o posto, até então, do deputado Givaldo Carimbão (AL).

Alguns partidos reconduziram os atuais líderes como é o caso do PP que manteve no cargo o deputado Arthur Lira (AL); O PTB que manteve no posto o deputado Jovair Arantes (GO); o PDT que reconduziu o atual líder André Figueiredo (CE) e o PPS que manteve no cargo o líder Rubens Bueno (PR).

A bancada do PCdoB escolheu para a liderança a deputada Manuela D’Ávila (RS). Ela entra no lugar da deputada Luciana Santos (PE). O PRB escolheu como líder o deputado George Hilton (MG). O PV, que tem como líder o deputado Sarney Filho (MA), ainda não definiu se irá reconduzi-lo. O deputado Fernando Francischini (PR) vai liderar a bancada do PEN.

Os líderes partidários cumprem mandato de um ano. Eles têm uma importância significativa nos trabalhos do Congresso. Encaminham as votações em plenário e nas comissões, podem fazer uso da palavra em qualquer momento das sessões, participam de reuniões com a presidência da Casa para definir pautas de votações, indicam os deputados para integrarem as comissões técnicas, comissões parlamentares de inquérito, de Orçamento, relatorias, entre outras atribuições.

(Agência Brasil)

Roberto Cláudio anuncia medida para melhoria no atendimento dos postos

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O prefeito Roberto Cláudio anunciou uma medida que vai garantir a melhoria na qualidade do atendimento e a ampliação no número de profissionais nos postos de saúde de Fortaleza. A partir deste ano de 2013, a Prefeitura está aderindo ao PROVAB – Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica do Ministério da Saúde. O anúncio foi feito nessa sexta-feira (18), logo após audiência entre o prefeito, a secretária de Saúde de Fortaleza, Socorro Martins, e o secretário de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério, Luiz Odorico Monteiro de Andrade.

O PROVAB surgiu da necessidade de provimento e fixação de profissionais em áreas de maior vulnerabilidade e, como ocorre em vários países, médicos, enfermeiros e cirurgiões-dentistas recém formados recebem incentivos para trabalharem nessas localidades por meio de uma bolsa.

A estimativa do Ministério da Saúde é que 3,7 mil vagas sejam abertas em todo o País para preenchimento, já a partir do mês de fevereiro, sendo duas mil vagas para médicos, 1.000 vagas para enfermeiros e 700 vagas para dentistas, nos municípios e localidades com déficit de profissionais de saúde.

“Esse é um primeiro passo e vamos buscar todos os mecanismos que nos permitam ampliar e melhorar a qualidade do atendimento na atenção básica da saúde da nossa população”, afirmou o prefeito Roberto Claudio que mantém na sua agenda diária de trabalho a visita aos postos de saúde da Capital. “Meu compromisso é concluir até o mês de fevereiro a visita a todas as unidades para ver “in loco” a situação das nossas unidades de saúde e anunciar, no prazo máximo de 90 dias, o conjunto de ações que iremos implementar para garantir um atendimento digno à nossa gente no sistema municipal de saúde”, finalizou o prefeito.

(Prefeitura de Fortaleza)

Poucas linhas de ônibus no aeroporto são falha a ser corrigida

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Em qualquer país com mínimo de potencial e estrutura turística no mundo o sistema de transporte é visto como aliado importante para o desenvolvimento do setor. Não só pela possibilidade de oferecer opções de locomoção aos que visitam esses lugares, como também pelo fato de facilitar o acesso a lugares que não necessariamente se enquadrem em destinos considerados turísticos. Fortaleza, nesse sentido, como bem demonstrou a reportagem “Aeroporto de Fortaleza dispõe de apenas três linhas de ônibus”, publicada na edição de ontem do O POVO, assinada pela jornalista Angélica Feitosa, vai de encontro ao que preceituam os bons manuais de recepção turística. O fato é que diante do que temos hoje nesse quesito não nos diferenciamos de cidades de menor porte ou com potencial turístico pequeno em relação a nossa capital.

Essa condição apresentada por Fortaleza, portanto, não é digna de uma cidade tida como das mais procuradas por turistas no Brasil. Infelizmente, isso parece ir na linha do que sempre se questionou sobre o que oferecemos aos nossos visitantes, que é a preocupação em mostrar apenas as praias, como se não tivéssemos algo mais a oferecer. Prova disso é que não dispomos, por exemplo, de roteiros que não nos vinculem apenas ao fator climático, deixando de lado outros atrativos como nosso Centro histórico. É bem verdade que esse diagnóstico não é novo, muito menos tem deixado de atrair cada vez mais visitantes ano a ano. De todo modo, o turismo nunca foi uma atividade estanque, na qual se é obrigado a ver sempre as mesmas coisas ou os mesmos lugares.

Além do mais, não se pode ignorar que ao conhecer um lugar é natural ao visitante fazer comparações com outros locais, que não necessariamente se vinculam à beleza ou às atrações pitorescas. É bom, portanto, que isso seja levado em conta desde já, principalmente por Fortaleza ter sido aquinhoada como uma das sedes de dois grandiosos eventos esportivos mundiais, que são a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, respectivamente em 2013 e 2014. Eventos que, com certeza, trarão a nossa cidade perfis bem diferenciados de público e visões de mundo bem próprias.

(O POVO / Editorial)

O hospital e Ivete Sangalo

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Da coluna Política, no O POVO deste sábado (19), pelo jornalista Érico Firmo:

O governador Cid Gomes (PSB) defendeu nessa sexta-fera (18) a contratação do show de Ivete Sangalo, por R$ 650 mil, para a inauguração do hospital regional de Sobral. Ele salientou a obrigação do poder público de proporcionar “lazer, diversão e alegria”. Nessa parte, concordo. Foi justamente o que defendi aqui ontem.

A questão que discuti na última coluna era se o valor não era alto demais para a inauguração de um hospital. Se havia sentido em promover tamanha festa apenas para divulgar a obra, sem qualquer retorno turístico, econômico, sem demarcar data comemorativa, sem relevância cultural e sem nem ao menos representar o início do funcionamento do equipamento. Claro que iria comparecer muita gente. As pessoas iriam se divertir e fariam bonita festa. Mas a questão envolve outros aspectos.

Questionado sobre o valor, a resposta do governador empurrou a questão para a artista: “Pergunte se a Ivete Sangalo cobra menos do que isso. Se ela cobrar, me avise que eu vou tentar contratá-la mais barato”. Ora, a discussão é outra. O preço da artista é esse mesmo. Mas é o caso de contratá-la? Não haveria opção mais em conta? Justifica-se trazer qualquer artista a qualquer preço? E para evento de toda natureza? Em nome da propagação do “lazer, diversão, alegria”, o Governo pode gastar ilimitadamente, tenha a mais remota pertinência com a ocasião ou não? E no caso, diga-se, trata-se de inauguração da maior importância, de equipamento que, quando em efetivo funcionamento, poderá transformar a realidade cearense.

Mas o argumento do governador é tão geral que, ao pé da letra e a ferro e fogo, justifica até contratar Guns N’ Roses para lançar pedra fundamental de pista de skate. Essa proporção é que coloco em debate. E, ainda, considerando que a questão do cachê é remetida à artista, valeria à pena pagar qualquer valor que ela pedisse? Restaria à patuleia – como diz o Elio Gaspari – custear resignadamente quantos fossem os milhões cobrados pela cantora baiana? Ou haveria de se considerar algum senso de razoabilidade?

Aceita essa última hipótese, retoma-se a questão: R$ 650 mil não é muito para inaugurar o hospital? Eis a questão.