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MS investe R$ 1 bi nos hospitais universitários

O Ministério da Saúde investiu 1,39 bilhão no Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários (REHUF), desenvolvido e financiado em parceria com o Ministério da Educação. O montante corresponde ao total transferido nos três anos de existência dessa ação. O recurso é destinado ao custeio de atividades assistenciais e de ensino, obras, reformas e a compra de equipamentos, para a melhoria da estrutura dessas instituições.

Do valor aplicado na melhoria dos hospitais universitários, desde 2010, o maior volume de recursos foi destinado ao custeio das unidades, totalizando R$ 904,4 milhões, ou 65% do total do investimento. Outros R$ 488,1 milhões contribuíram para a compra de novos equipamentos e a reforma ou ampliação das unidades.

Criado em 2010, o REHUF visa melhorar a gestão hospitalar no campo da assistência e do ensino, bem como a gestão administrativa e financeira. Os benefícios abrangem tanto o acesso e a qualidade dos serviços prestados à população, quanto às condições de trabalho e de ensino para os alunos de graduação e pós-graduação na área da saúde.

Somente em 2012, o total repassado foi de R$ 585 milhões aos 45 hospitais que fazem parte dessa ação. O montante é R$ 85 milhões a mais do que foi investido de 2011. O valor do ano passado foi definido pelo ministério juntamente com as instituições em reuniões ocorridas no primeiro semestre de 2012, nas quais foram pactuados indicadores e metas de desempenho, que subsidiam a distribuição dos recursos. Em 2012, por exemplo, a divisão de recursos por bloco de financiamento foi a seguinte: R$ 270 para custeio; R$ 180 milhões para a realização de obras de reforma; e R$ 135 milhões destinados à aquisição de equipamentos. Além do financiamento do REHUF, o Ministério da Saúde repassa recursos para o pagamento de procedimentos realizados pelos hospitais durante o atendimento de pacientes.

(Agência Saúde)

Alimentos com maior teor de vitaminas e nutrientes já estão sendo produzidos no Brasil

Feijão com o dobro de ferro, batata-doce alaranjada com muita vitamina A e arroz polido com altos teores de zinco. Esses alimentos já estão sendo produzidos no Brasil e podem ser aliados importantes no combate à desnutrição, principalmente da população mais pobre. Os produtos foram desenvolvidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e são conhecidos como alimentos biofortificados.

A técnica proporciona o melhoramento por meio da seleção das sementes que apresentam características desejáveis de micronutrientes e não usa a manipulação genética, o que significa que não são alimentos transgênicos. A pesquisa começou há cerca de dez anos, sob a coordenação da engenheira de alimentos da Embrapa, Marilia Nucci.

“Nós estamos desenvolvendo cultivos agrícolas com maiores teores de ferro, zinco e pró-vitamina A. Começamos trabalhando com mandioca, feijão e milho. Depois fomos adicionando outros alimentos, como o feijão caupi [variedade resistente à seca], batata-doce, trigo e abóbora. Estamos buscando alimentos básicos, consumidos em grande quantidade pela população mais carente.”

O feijão teve os teores elevados de 50 gramas para 90 gramas de ferro por quilo. A mandioca, que praticamente não tem betacaroteno, passou para nove microgramas por grama. A batata-doce teve o betacaroteno elevado de 10 microgramas por grama para 115 microgramas por grama. O arroz teve o teor de zinco acrescido de 12 para 18 microgramas por quilo. “A batata-doce que nós lançamos é cor de abóbora. Ela tem a mesma quantidade de pró-vitamina A que a cenoura. O gosto é muito bom e está agradando principalmente as crianças”, disse.

(Agência Brasil)

Risco no consumo de carne bovina brasileira é desprezível, dizem especialistas

O consumo da carne bovina brasileira é de risco desprezível para a população, avaliam especialistas. De acordo com eles, a proibição do uso de rações de origem animal na alimentação dos bovinos brasileiros e o fato de não haver relato de novas suspeitas do mal da vaca louca desde a morte da fêmea em que foi confirmada a presença do agente (príon) da encefalopatia espongiforma bovina (EEB) são fatores de segurança para o consumidor.

A morte do animal de 13 anos ocorreu em 2010, em Sertanópolis (PR). Como se tratou de morte súbita, com suspeita de doença neurológica, o governo brasileiro seguiu o protocolo internacional e requisitou análises clínicas e de campo a laboratórios da rede federal e estadual. Pelo fato de os resultados apresentaram divergência, encaminhou as amostras para o laboratório de referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), em Weybridge, na Inglaterra, que entregou a conclusão das análises ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, em dezembro do ano passado.

Os resultados do laboratório inglês confirmaram a presença do príon, mas indicaram que ele era compatível com o tipo H da EEB, também conhecida como EEB Atípica. Segundo o veterinário Paulo Maiorka, professor da Universidade de São Paulo (USP), que atua na área de neuropatologia, essa variação da doença da vaca louca foi catalogada pela primeira vez na Itália em 2004 e apresenta sintomas e locais de lesão no cérebro diferentes do das ocorrências típicas. “A EEB foi chamada doença da vaca louca porque nos casos típicos o animal fica estressado e avança. Na EEB atípica esses sintomas são mais brandos ou não existem”, explicou. Maiorka destaca que isso não significa que a variação não seja perigosa ou não traga risco de contágio ao rebanho. A diferença é que ela não se origina dos fatores de risco típicos da vaca louca, como a ingestão de proteína animal.

Para o presidente do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), Benedito Fortes de Arruda, o fato de o animal ter morrido 24 horas após o início dos sintomas, conforme divulgado pelo ministério, aponta que “não houve condição de contaminar o rebanho”.

Até o momento, a OIE mantém a classificação do Brasil para EEB em risco “insignificante”. O organismo se reunirá em fevereiro, quando especula-se que pode ocorrer uma reclassificação. No entanto, segundo Victor Saraiva, fiscal agropecuário do ministério cedido à OIE, o código do organismo internacional não prevê alteração da classificação de risco em casos como o registrado no Brasil. De acordo com ele, ocorrências idênticas foram registradas em outros países sem que houvesse reclassificação.

(Agência Brasil)

Hemoce faz coleta de sangue em praças de Fortaleza para ampliar doações

A partir desta segunda (7) até a próxima quinta-feira (10), equipes do Hemoce vão estar na Praça do Ferreira, das 8 horas às 16 horas, para coletar sangue na tentativa de regularizar o estoque que nesse período de férias sofre redução. Segundo a coordenadora de captação, Nágela Lima, tradicionalmente na época das férias o número de doadores que costumam viajar, aproveitando férias escolares dos filhos e também do trabalho, cai em 30%. “Paciente não tira férias”, comenta ela, observando a responsabilidade do Hemoce em manter um estoque permanente de sangue para atender as necessidades dos hospitais.

Na sexta-feira (11), o Hemoce vai a outra praça de Fortaleza. As equipes de captação estarão também das 8 horas às 16 horas na Praça Luiza Távora, mais conhecida como Praça da Ceart (Avenida Santos Dumont, 1589). “Vamos estar onde tem mais gente circulando porque temos mais possibilidade de doação e de captação”, afirma Nágela Lima.

A doação não traz danos para o doador. O sangue doado é reposto pelo próprio organismo em até 24 horas. A quantidade de sangue coletada é de aproximadamente 450ml, ou seja, menos de 10% do volume em circulação no corpo. ¨Logo após a doação o organismo começa a trabalhar para compensar a quantidade retirada, que volta a ser o mesmo e outros fatores e células do sangue estarão em níveis anteriores à doação em alguns dias”, informa Nágela Lima.

A coordenadora lembra que a Hemorrede do Estado, composta por unidades no Crato, Fortaleza, Iguatu, Juazeiro do Norte, Quixadá e Sobral, desde o início de outubro de 2012 atende 100%  da demanda de fornecimento de hemocomponentes em todo o território estadual. Atualmente, o Hemoce atende a 167 hospitais públicos, 105 hospitais privados com leitos SUS contratados, 28 hospitais privados sem leitos SUS contratados e 64 agências transfusionais.

Quem pode doar sangue

Homens e mulheres entre 16 e 67 anos. Jovens de 16 e 17 anos podem doar com a autorização dos pais ou do responsável legal. O doador deve pesar mais de 50 quilos. Deve apresentar documento com foto válido em todo o território nacional, como carteira de identidade ou habilitação de motorista.

(Sesa)

Assédio faz vereador deixar o bairro onde nasceu e morou a vida inteira

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Moradores do bairro Bom Jardim estão lamentando o sumiço do vereador Antônio Farias de Sousa, o “A Onde É”, 37, que, neste domingo (6), decidiu fazer a sua mudança para uma outra moradia.

O assédio de eleitores e vizinhos, por emprego e ajuda com dívidas, teria motivado a mudança de endereço. A pergunta mais frequente no bairro agora é: “A Onde É que foi parar o vereador”?

O assédio aos vereadores novatos, eleitos pelas comunidades carentes, é um dos assuntos mais comentados nos bastidores da Câmara Municipal de Fortaleza.

Começo de jogo

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Da coluna Concidadania, no O POVO deste domingo (6), pelo jornalista Valdemar Menezes:

Desde a última quarta feira, as novas gestões municipais entraram em ação para dar conta da missão a que se comprometeram. Em Fortaleza, a transmissão de cargo foi civilizada e sem agressões mútuas. Não faltaram, é claro, algumas jogadas de última hora, como a de atribuir à ex-prefeita Luizianne Lins a responsabilidade pelo reajuste da tarifa dos ônibus urbanos.

Na verdade, ela apenas viu-se obrigada a assinar um decreto cumprindo determinação judicial. A Justiça havia atendido a uma liminar dos empresários reivindicando o reajuste. Tanto que o prefeito Roberto Cláudio pretende lutar para que a Justiça recue dessa posição. Ele também fez um apelo para o “desarmamento dos espíritos” e um tempo mínimo para se assenhorar da situação. É justo.

Certamente, isso não deve significar a inaceitabilidade de correção e crítica à gestão, se necessário.

Consumidor poderá ter mais tempo para desistir de compra

No final de ano, período em que tradicionalmente aumentam as vendas, começaram a tramitar no Senado três novos projetos voltados à defesa dos consumidores. Os projetos garantem mais tempo para desistir do contrato e a obtenção de produtos conforme a publicidade veiculada, além de responsabilizar o comerciante quando o produto apresentar defeito.

Os projetos de lei do Senado 457, 458 e 459, todos de 2012, de autoria do senador Wilder Morais (DEM-GO), alteram o Código de Defesa do Consumidor – CDC (Lei 8.078/1990). O PLS 457/2012 caracteriza como objetiva a responsabilidade do comerciante no caso de vício aparente de qualidade do produto. Nessa situação, o comerciante poderia entrar com ação regressiva contra o fornecedor. O projeto também antecipa o prazo de 30 para 15 dias para que o consumidor possa exigir a substituição do produto, a restituição imediata da quantia paga ou o abatimento proporcional do preço nos casos em que o comerciante não puder reparar o produto.

Na justificativa do senador, o projeto pretende coibir a produção de mercadorias de baixa qualidade e garantir o reparo imediato ao consumidor nesses casos. De acordo com o atual CDC, o fornecedor e o comerciante têm responsabilidade solidária nos casos de vícios de qualidade nos produtos, e a reparação deve acontecer após o prazo de 30 dias sem conseguir corrigir o vício.

O PLS 458/2012 aumenta de 7 para 15 dias o prazo para que consumidor se arrependa da compra feita. De acordo com Wilder Morais, o aumento do prazo favorece o consumo consciente.

“Dessa forma, evita-se o superendividamento dos consumidores, haja vista ser o prazo necessário para verificar a necessidade de realização daquela compra, bem como da satisfação do cliente sobre aquele produto”, afirma o senador na justificativa do projeto.

(Agência Senado)

Mandela está recuperado de infecção, diz governo

A Presidência da África do Sul informou que o ex-presidente Nelson Mandela se recuperou de uma infecção pulmonar e da cirurgia de cálculo biliar que o deixaram várias semanas internado em um hospital de Pretória.

O governo emitiu um comunicado, citando fontes médicas, assegurando que Mandela tem progredido de forma constante e continua a melhorar.

O ex-presidente está em sua casa em Joanesburgo desde a alta hospitalar, há 11 dias.

(Agência Brasil)

Com derrota na Capital, partido se volta para o Interior

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Nascido no início da década de 1980 no grande centro industrial do ABC paulista, o PT foi durante muitos anos um partido de atuação praticamente restrita aos grandes centros urbanos. O cenário mudou e nos anos 2000 a sigla ramificou-se pelas áreas interioranas. Em 2012, perdeu algumas capitais, entre elas Fortaleza – após oito anos no comando. Assim como em outros estados, o PT no Ceará terá pequenas e médias cidades sob seu poder. Isso implica em mudanças estratégicas na atuação do partido daqui em diante e, em especial, neste ano, quando serão preparadas as bases para a eleição de 2014.

A avaliação geral no partido, ao menos nos discursos, é de que, apesar de derrotas emblemáticas, o PT sai vitorioso do processo eleitoral de 2012. “Se por um lado perdemos Fortaleza e Juazeiro, por outro ganhamos em municípios como Itapipoca, Sobral, Canindé e Pacajus, que são cidades estratégicas. Então nos sentimos fortes”, afirma o deputado federal José Guimarães (PT). Segundo ele, uma das estratégias a partir de agora é valorizar mais essas prefeituras do Interior, tornando-as “referências de gestão”. O objetivo maior é fomentar o cenário para a eleição presidencial de 2014, quando a presidente Dilma Rousseff (PT) deverá tentar a reeleição.

Logicamente, há também o interesse local. Ter seus prefeitos bem avaliados será fundamental para as aspirações petistas no Estado, seja para lançar nome próprio, seja para barganhar espaços e prestígio caso a aliança com PSB e PMDB se mantenha – hipótese mais provável no cenário atual.

Mesmo dizendo que os eleitos pelo PT são “prefeitos de todas as correntes”, Guimarães reconhece que a maioria desses gestores está direta ou indiretamente ligada a ele. “A maioria têm relação com nosso mandato, até porque cuido bem deles em Brasília”, afirma. O senador José Pimentel (PT) e o deputado federal José Airton (PT) estão na mesma situação, embora com grau de influência menor. Ambos foram procurados por O POVO. Pimentel disse apenas que não comentaria as estratégias do partido. Airton não atendeu nem retornou as ligações realizadas.

O deputado federal Artur Bruno (PT) cita a importância do Interior, mas reconhece que a derrota em Fortaleza “atinge fortemente o partido”. Segundo ele, apesar de avanços, é preciso avaliar os “erros do rompimento com PSB e PMDB”. Bruno diz ainda que é necessário fazer um balanço dos motivos da derrota.

(O POVO)

Inscrições para o Sisu começam nesta segunda-feira

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) abre as inscrições a partir desta segunda-feira (7) até a próxima sexta-feira (11) para os estudantes que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O sistema oferece 129.279 vagas em 3.751 cursos oferecidos em 101 instituições públicas de ensino superior.

Podem concorrer às vagas todos os alunos que fizeram o Enem e tiveram nota maior que zero na redação. É preciso entrar no site do sistema, para fazer a inscrição. Cada estudante pode selecionar até duas opções de cursos, especificando a ordem de preferência, o nome das instituições e o turno.

Além disso, será possível também escolher a modalidade de concorrência. O Sisu se adequará à Lei de Cotas, de agosto de 2012. As inscrições são gratuitas e as instituições de ensino devem ofertar acesso à internet aos estudantes interessados.

De acordo com o cronograma do Sisu, publicado no Diário Oficial da União do último dia 26, as inscrições serão feitas exclusivamente pela internet, no portal do Sisu. Para a seleção no primeiro semestre de 2013, vale a nota do Enem 2012, divulgada pelo Ministério da Educação (MEC) no último dia 28.

O resultado da primeira chamada do Sisu será divulgado no dia 14 de janeiro e da segunda chamada, no dia 28 de janeiro, no site do Sisu e das instituições. As matrículas serão feitas nas instituições nos dias 18, 21 e 22 de janeiro para a primeira chamada e dias 1º, 4 e 5 de fevereiro para a segunda.

(Agência Brasil)

O que se esperar de Roberto Cláudio?

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Da coluna Menu Político, no O POVO deste domingo (6), pelo jornalista Luiz Henrique Campos:

Há justificados motivos para se considerar a possibilidade da gestão Roberto Cláudio à frente da Prefeitura de Fortaleza estar intimamente ligada ao projeto administrativo do governador Cid Gomes em relação à Capital. Além de ter se empenhado pessoalmente para elegê-lo, fazendo panfletagem em via pública e até se expondo em demasia para autoridade da sua estatura, ao pilotar triciclo com cores berrantes pela periferia da cidade, o governador já vinha prestigiando RC desde quando o hoje prefeito assumiu cadeira no parlamento estadual. Na curta carreira política de seis anos, Roberto Cláudio foi vice-líder do governo na Assembleia e presidente da Casa, de onde saiu para assumir a prefeitura Fortaleza. Tudo isso graças ao apoio incondicional do governador. Diante dessa trajetória nada mais natural que RC seja grato a Cid Gomes por ascensão tão rápida.

Não à toa, o prefeito repete, sempre que possível, ser Cid referência política para ele. Esperar, portanto, que haja por parte do novo prefeito questionamentos diretos ao governador será querer demais, principalmente pelo próprio perfil pessoal de Roberto Cláudio, conhecido pelo fino trato, mesmo em meio à classe política, tão afeita a rasteiras e armadilhas. Nesse sentido, não custa lembrar que na história política de Fortaleza pós-proclamação da República (1889), poucos foram os gestores da Capital que não estiveram alinhados ao poder estadual. Para se ter ideia, até 1925, os administradores do executivo em Fortaleza, na época os intendentes, eram nomeados pelo presidente do Estado entre os vereadores eleitos. De 1925 até a revolução de 1930, passaram a ser eleitos diretamente pelo povo, mas com forte influência do aparato de poder estadual.

Com a revolução de 1930, os prefeitos passam a ser nomeados agora pelo interventor estadual, sendo que, somente em 1947, volta-se a eleição direta pelo povo, período que perdurou até a instituição do Ato Institucional nº 5, no ano de 1967. Mesmo após o término do período de exceção, foram poucos os momentos em que os prefeitos de Fortaleza se confrontaram diretamente com o poder estadual de plantão. Exemplo disso foi a eleição de Maria Luiza, esta sim, eleita por cima de pau e pedra contra os governos federal e estadual. Depois de Maria vieram Ciro Gomes, Juraci Magalhães, Antônio Cambraia, novamente Juraci, e, finalmente, Luizianne Lins. Destes, com exceção de Juraci, que chegou a se indispor em alguns momentos com Tasso, todos estiveram bem próximos ao governo estadual. Até Luizianne, que durante a campanha disse que não seria bom para a cidade ter um prefeito do lado do governador, esteve ao lado de Cid até quando pode.

Mesmo em épocas distantes, seria muito reducionismo achar que essas ligações entre governo do Estado e Prefeitura de Fortaleza ao longo dos anos não deixaram marcas importantes para a cidade. Umas mais, outras menos, é claro. No caso de Roberto Cláudio, a dúvida que se coloca, a partir daí, é saber até que ponto essa proximidade irá trazer os benefícios para a cidade, em meio aos enormes desafios que estão colocados. Mas isso, por enquanto, ainda é cedo para avaliar, e qualquer análise é mera conjectura, quando não, interesses e desejos contrariados.

Dirigente alvinegro morre de infarto e sepultamento ocorre neste domingo

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O médico e segundo vice-presidente do Ceará Sporting, Gotardo Peixoto Figueiredo Lima, 62, morreu nesse sábado (5) de infarto fulminante, no interior de sua residência. Irmão do deputado federal André Figueiredo, Gotardo Peixoto trabalhava no Hospital do Cancer da Universidade Federal do Ceará.

O corpo está sendo velado na Ethernus, na rua Padre Valdevino, 1688. Às 14h30min haverá uma missa de corpo presente. Logo em seguida, às 16 horas, ocorrerá o sepultamento, no cemitério Parque da Paz.

Nossos pêsames aos familiares.

Petrobras é considerada a maior financiadora de cultura do país

A Petrobras foi considerada a maior financiadora da cultura no país em 2011, com desembolsos de R$ 172 milhões, segundo o sistema de acompanhamento do Ministério da Cultura. No ano anterior, esses investimentos chegaram a R$ 136 milhões. No esporte, foram investidos R$ 54 milhões em 2010 e R$ 57 milhões no ano seguinte, valores que devem aumentar com o aporte de R$ 30 milhões para projetos de educação esportiva nos próximos dois anos.

A empresa “norteia sua política de patrocínios valorizando a cultura brasileira, buscando alcance social e articulada com as políticas públicas para o setor”. São beneficiadas as áreas de artes cênicas, cinema, artes visuais, festivais, literatura, recuperação e digitalização de acervos e patrimônio imaterial.

Na área de esportes, a Petrobras tem três programas: Esporte & Cidadania, alinhado à Política Nacional do Esporte; Esporte Motor; e Esporte de Rendimento, no qual patrocina as séries A e B do Campeonato Brasileiro de Futebol e a Copa do Brasil, as maiores competições nacionais da modalidade.

Procurada pela reportagem, a empresa informou, por meio de sua assessoria, que “atua de forma articulada com as políticas públicas de cultura e esporte”, patrocinando prioritariamente projetos culturais aprovados pelas leis federais de incentivo à cultura e tem parceria com o Ministério da Cultura no programa Ação Extraordinária Petrobras.

Para o professor da Faculdade de Administração e Finanças da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Manoel Marcondes Neto, o investimento das estatais “acaba sendo complementar”, mas, salvo no caso de fundos, tende a ser pontual.

(Agência Brasil)

Civil e comunitária

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Da Coluna Concidadania, no O POVO deste domingo (6), pelo jornalista Valdemar Menezes:

Começou mal a questão referente à Guarda Municipal. Há um lobby querendo implantar uma corporação militarizada, nos moldes da PM, indo de encontro a toda a discussão dos últimos anos sobre a necessidade de se desmilitarizar a polícia.

É um retrocesso que não deve ser aceito passivamente pelas forças democráticas. No caso da Guarda Municipal, então, sua função mais do que nunca deve ser civil e comunitária. Deve proteger os monumentos e os espaços públicos da Cidade e orientar os cidadãos quanto aos acessos aos serviços públicos, quando circulam pelas ruas da Cidade, fiscalizando o cumprimento dos códigos de direitos ao cidadão, sobretudo, aos idosos, deficientes, jovens e crianças.

Sua imagem deve se equiparar à dos bombeiros e não à dos PMs. Nada de incentivar a cultura da truculência policial. Já foi um erro grande o modelo adotado até aqui, com fardamento agressivo, próprio de forças de combate. Foi um equívoco muito grande. Não se deve permitir que prossiga. Na verdade, é preciso impedir que essa deformação se agrave ainda mais.

Guardas municipais, aliás, não devem ser armados.

Obama chora loucura americana

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Em artigo no O POVO deste domingo (6), o psicanalista Valton de Miranda Leitão comenta a reação do governo norte-americano do último massacre contra crianças na escola. Confira:

O presidente dos EUA, Obama, ao comentar o mais recente morticínio no seu país, não conteve as lágrimas. A imprensa mundial se resume a mostrar a repetição de atrocidades, que quase já são anunciadas para o mês seguinte. Creio que existe uma espécie de furor assassino e guerreiro inscrito na mentalidade cultural norte-americana. O assassinato de presidentes desde Lincoln a Kennedy não inclui outros que morreram em consequência de atentados, mostrando a dimensão da belicosidade na intimidade política daquele país.

A nação líder do capitalismo mundializado lidera as guerras de dominação no mundo, possui a estrutura militar mais sofisticada do planeta, enquanto sua indústria supre a maior parte do mercado mundial de armas. A consciência social impregnada de competitividade destrutiva transforma cada indivíduo num Narciso, em cujo espelho está a imagem de James Bond.

A violência brasileira tem origem na pobreza, a violência islâmica mistura política, pobreza e religião, enquanto nos EUA a riqueza armada até os dentes transtorna a mente narcísico-fetichista. Os fetiches da arma e do dinheiro são alimentos ingeridos pela mente, onde predomina a vaidosa arrogância. Qualquer descontentamento pode açular o guerreiro vingador que mata para gratificar a constante frustração, produzida na sociedade do trauma por diferenças mínimas.

Em 1927, um homem matou 57 pessoas numa escola norte-americana inconformado com as notas que o colégio atribuíra ao filho. O número exato de soldados norte-americanos que após retornarem das inúmeras guerras promovidas pelo seu país matam a família inteira por qualquer discussão trivial nunca foi exposto pela imprensa americana desde a Proclamação da Independência. O mercado interno da indústria armamentista nutre clubes de tiro e colecionadores de arma, espalhados por todo o território nacional, estimulando constantemente o narcisismo assassino latente na sociedade e no indivíduo.

O instinto de morte, “sempre prestes a explodir”, é encoberto pela superficialidade no consumo, ao lado da permanentemente proclamada defesa da liberdade e do direito individual. O individualismo e narcisismo exacerbados combinam-se com a ideia de aumento do patrimônio e da riqueza como único objetivo da vida. O economista norte-americano Gary Becker, prêmio Nobel, demonstrou, segundo o gosto acadêmico nacional pelas estatísticas, que as relações afetivas familiares e entre marido e mulher são substituídas pelo puro interesse custo-benefício; portanto, a mulher passa a valer pelo dote em dinheiro, enquanto o homem é prestigiado pelo patrimônio familiar.

Dentro desse sistema político, cuja virulenta cultura se espalha pelo mundo como american way of life, o ser humano busca abrigo nas religiões salvacionistas que também trocam o céu pelo dinheiro! Obama, que já esbarrou no conservadorismo político ao tentar implementar seu programa de saúde, agora esbarra na indústria bélica ao propor a limitação de vendas de armas aos cidadãos. O caldeirão da bruxa armamentista produz fetiches, mas o feitiço se volta contra o feiticeiro.

Especialistas alertam para riscos de desequilíbrio nutricional de crianças e adolescentes no período das férias

Especialistas do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo, que desenvolvem o projeto Meu Pratinho Saudável, alertam para os riscos da obesidade infantil, durante o período das férias, além de outras doenças, como o diabetes, colesterol alto e a hipertensão.

“Neste período os horários ficam irregulares, mas nem por isso os pais devem descuidar da alimentação. Essas outras enfermidades não atingem mais só adultos, a gente observa muito em crianças”, destaca a nutricionista do projeto, Miriam Furtado. Ela reforça que drásticas alterações na rotina alimentar durante as férias podem dificultar o retorno a uma alimentação mais regular e saudável no período de aulas. “Se sai muito [da rotina], para voltar depois é mais difícil, principalmente para as crianças pela questão da adaptação às regras”, explica.

A nutricionista ressalta ainda a atenção que deve ser dada à hidratação das crianças. “Elas desidratam muito fácil. Especialmente nas férias, que muitas brincadeiras são ao ar livre, sob o sol. Então é [preciso] oferecer bastante água e complementar com suco de fruta, água de coco ou até mesmo frutas que tenham bastante água na composição, como melancia e melão.”

É preciso também evitar o sedentarismo, de acordo com ela. “Esse também é o momento para incentivar a prática de atividades físicas. Isso ajuda o metabolismo, a digestão e traz muitos outros benefícios.”

(Agência Brasil)

Rio de Janeiro tem menor índice de presos trabalhando; Ceará é o penúltimo

As dificuldades do preso no Rio de Janeiro de arrumar emprego já começam dentro do sistema penitenciário, antes mesmo de conseguir a liberdade. Segundo os dados mais recentes do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), de julho de 2012, o estado do Rio é a unidade da Federação com o mais baixo índice de detentos exercendo atividades de laborterapia (capacitação que envolve atividade produtiva) e trabalho em todo o país.

De acordo com os dados, enquanto a média nacional de presos que trabalham é 20%, o Rio de Janeiro tem apenas 2% de seus 33,6 mil detentos com alguma ocupação (ou seja, 676). A força de trabalho dos sistemas penitenciários de estados como São Paulo e Minas Gerais representa, respectivamente, 25% e 22% do total de presos.

Além do Rio, apenas cinco estados brasileiros têm menos de 10% de seus presos executando alguma atividade laboral: Pará (8%), Paraíba (8%), Acre (6%), Rio Grande do Norte (5%) e Ceará (3%).

Segundo a Fundação Santa Cabrini, órgão do governo fluminense responsável por ajudar detentos e ex-detentos a conseguir trabalho, os dados do Depen (que são informados pelo próprio estado do Rio) estão incompletos porque não incluem os presidiários que trabalham como faxineiros dentro das unidades prisionais. Por isso, segundo a entidade, o total de empregados dentro do sistema penitenciário ultrapassa o número de dois mil detentos e chega a 7% da população carcerária.

Mesmo considerando os novos dados apresentados pela Fundação Santa Cabrini, o estado do Rio de Janeiro continua tendo, relativamente, um dos quatro menores contingentes de trabalhadores no sistema penitenciário brasileiro.

(Agência Brasil)