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Empresário é para pagar imposto e financiar campanha

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Da coluna Menu Político, no O POVO deste domingo (2), pelo jornalista Luiz Henrique Campos:

O ex-presidente Lula deixou seu nome na história como o melhor presidente que já passou pelo Brasil, como atestam as pesquisas de opinião. Até por isso, deveria ter a dimensão da repercussão do que diz, para não ficar depois sendo contrariado pelo próprio discurso.

No último comício de Elmano de Freitas no segundo turno, realizado na Praça do Ferreira, Lula poderia muito bem ter se poupado de dizer, por exemplo, o que falou sobre os empresários de forma agressiva: “empresário só serve para pagar imposto”.

Ora, ao agir dessa forma, o ex-presidente parece esquecer que, em um país capitalista como o Brasil, é mais do que legítimo o exercício da atividade empresarial.

A julgar, todavia, pelos doadores de campanha de Elmano, poderia, pelo menos, ter acrescentando que, além de pagar imposto, empresário serve também para financiar campanha política. Teria sido mais honesto.

Pegadinha brasileira ganha o mundo e gera comentários agressivos entre internautas

O que deveria ser um momento de descontração, acabou em clima de insultos, de xenofobia, de ameaças e até de pedofilia entre internautas norte-americanos, franceses e brasileiros, em comentários no You Tube, diante da exibição de uma “pegadinha” produzida pelo SBT de uma “menina-fantasma” que assusta passageiros em um falso elevador, instalado na própria emissora de televisão. O vídeo já teve mais de 14 milhões de acessos, em apenas uma semana.

Os mútuos insultos entre brasileiros e norte-americanos foram mais intensos na discussão em torno do caso Sean Goldman, que ganhou os tribunais norte-americanos, de 2004 a 2009, que definiu a guarda do menino filho de pai norte-americano e mãe brasileira.

“Eu fui para o Brasil todos os anos e eles (brasileiros) não estão ‘sequestrando crianças americanas’”, afirmou um brasileiro que diz morar nos Estados Unidos, ao rebater o comentário de um francês.

“Ele (Sean) não sabia de nada! Ele foi levado de seu pai aos 3 anos de idade! E para a pessoa que disse que o Brasil não iria manter uma criança longe de seu pai … eles fizeram! Durante anos! Sim, ele tinha sua mãe, mas quando ela morreu, ele deveria ter sido lançado a seu pai. Pelo menos, dar-lhes direitos de visitação! Sean é feliz de estar aqui em NJ (Nova Jérsei) agora”, disse um homem que afirma ser norte-americano.

“Enquanto o Brasil deixou uma criança sem ver seu pai, seu país já matou milhares de crianças em guerras desiguais”, criticou uma pessoa que se diz brasileira.

“Tenha cuidado com as coisas que você diz, especialmente se estas coisas se referem a um país”, ameaçou em idioma inglês uma pessoa que não identificou o seu país.

Em outro momento das discussões, um homem sugere uma situação de pedofilia, em relação à atriz-mirim do vídeo. “Se eu não desmaiasse de medo, eu iria ‘balançar’ naquela menina. Não seria minha culpa porque ela não estava lá quando eu cheguei, e fantasmas não são reais”.

Muitos comentários foram deletados pelo You Tube, diante de uma grande votação negativa de internautas.

A ligação caiu mais uma vez

A tecnologia que chegou ao Brasil e foi parar nas mãos de poucos, hoje está ao alcance de mais de 259 milhões de brasileiros. Se por um lado a universalização garantiu o acesso a um serviço essencial, a outra face da moeda revelou o descompasso de ações para garantir, sobretudo, qualidade. Enquanto as soluções não chegam, entender o porquê dos serviços de telefonia móvel pelos quais você paga são insatisfatórios, é o primeiro passo para buscar os próprios direitos.

Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), só no Ceará, até outubro, a quantidade de linhas telefônicas corresponde a 10,1 milhões. Mais do que a população do Estado, que é de 8,6 milhões, segundo o IBGE. Em média, existem 114,85 linhas para cada grupo de 100 habitantes do Estado. Há seis anos, esse mesmo número era bastante diferente. O total de linhas de telefonia móvel era de pouco mais de 3,1 milhões, enquanto que apenas 38,74 pessoas, de cada 100 habitantes do Ceará, tinham celular.

Se por um lado o avanço nos números foi positivo, por outro lado ele revelou uma grande deficiência. A falta de investimentos é a grande responsável pelas falhas encontradas nos serviços de telefonia móvel brasileiros. Na opinião do coordenador do Grupo de Pesquisa em Telecomunicações sem Fio (Gtel), da Universidade Federal do Ceará (UFC), Rodrigo Cavalcanti, caso não haja a adoção de medidas, essas condições podem levar ao colapso o sistema de telefonia móvel. “Nós estamos chegando a um ponto de verdadeiro colapso, com a ausência dos serviços. Os usuários não estão só falando, estão usando a internet e isso ocupa a rede. A tendência é a de que o congestionamento aumente ainda mais. Isso não pode acontecer”, explica Cavalcanti.

Segundo ele, as dificuldades enfrentadas pelos usuários são motivadas pela sobrecarga na rede das operadoras. Em algumas situações, como é o caso de regiões ou bairros mais populosos, que abrangem estabelecimentos como shopping centers e faculdades, os problemas podem ser ainda mais graves. A razão disso é o fato desses locais abrigarem demandas variáveis de usuários durante o dia. Conforme Cavalcanti, isso gera uma “demanda flutuante” e caso não haja sobra de capacidade de operação da rede de antenas instaladas nesses locais, o resultado será a dificuldade dos usuários em realizar ou completar as chamadas via celular. “Aquela operadora que já passou de 100% está sujeita a ter problemas. A tendência é que existam pontos de estouro da capacidade”, explica.

Uma das alternativas para melhorar os serviços da telefonia móvel seria o investimento na expansão da rede por meio da instalação de novas antenas. No entanto, segundo ele, “a legislação recente limitou a instalação. As opções de novas antenas estão muito restritas, isso diminui a possibilidade de expansão das redes”. Atualmente, só em Fortaleza, existe pouco menos de 700 antenas de celulares, segundo a Anatel.

(O POVO)

Dobra o número de cidades do país com desenvolvimento moderado, aponta Firjan

Na última década, a grande maioria dos municípios brasileiros apresentou uma melhora nos padrões socioeconômicos, embora o país ainda siga dividido. Sul e Sudeste, e recentemente o Centro-Oeste, concentram as cidades com alto grau de desenvolvimento, e Norte e Nordeste ainda apresentam as com índices mais baixos.

A conclusão faz parte de uma pesquisa da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) feita nos 5.565 municípios do país, que resultou no Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), divulgado neste domingo (2).

Nesta quinta edição, o índice apontou que, de 2000 a 2010, mais do que dobrou o número de cidades com patamar considerado moderado, saindo de 1.655 para 3.391 municípios. Ao mesmo tempo, caiu o percentual de cidades na categoria de baixo desenvolvimento, de 18,2% para 0,3%, totalizando somente seis municípios.

Para o economista Guilherme Mercês, que coordenou o trabalho, a evolução do índice demonstra que o Brasil tem conseguido superar os efeitos da crise econômica de 2009, que resultou na insolvência de instituições financeiras nos Estados Unidos e em dificuldades enfrentadas até hoje por países europeus.

“A crise de 2009 interrompeu o processo de desenvolvimento que o país vinha passando nos últimos anos, mas em 2010 os resultados mostraram que o Brasil não só retomou a trilha do desenvolvimento, como também atingiu um patamar superior ao pré-crise. O Brasil conseguiu, de fato, superar a crise. Em 2010, houve geração recorde de trabalho, superior a 2 milhões de empregos, culminando com o aumento da renda.”

O IFDM avalia três áreas: emprego e renda, educação e saúde. São utilizados dados oficiais divulgados pelos ministérios do Trabalho, da Educação e da Saúde.

“O Brasil continua dividido em dois, mas as igualdades se reduziram bastante. A gente vê a ascensão do Centro-Oeste, por conta do agronegócio, a padrões muito próximos aos do Sudeste, por exemplo. A Região Sul despontou como a mais desenvolvida do país, principalmente porque tem uma homogeneidade grande, com as desigualdades dentro dela muito pequenas. Já a Região Nordeste vem avançando bastante nos últimos anos e a Região Norte ainda segue muito atrasada em relação às demais.”

De acordo com a pesquisa, em 2010, 97,2% dos municípios da Região Sul apresentaram desenvolvimento moderado a alto. Já o Sudeste concentra os municípios mais desenvolvidos no ranking nacional, com 86 entre os 100 primeiros. No Norte, porém, 77% dos municípios têm desenvolvimento regular ou baixo.

(Agência Brasil)

A ilha da fantasia e os seus encantos

Da coluna Menu Político, no O POVO deste domingo (2), pelo jornalista Luiz Henrique Campos:

Após começo de ano tranquilo, os ares políticos de Brasília têm se apresentado cada vez mais carregados nos últimos meses. Primeiro foi o julgamento do mensalão, culminando com a condenação da maioria dos acusados, para espanto e ceticismo de muita gente. A reação de certos setores da sociedade foi imediata, levantando suspeita sobre os reais motivos das decisões dos ministros, com o Partido dos Trabalhadores (PT) questionando diretamente, principalmente por ter ocorrido durante o período eleitoral, o que teria a intenção de prejudicar a legenda, apregoam lideranças petistas.

Para quem não sabe, o clima quente e seco sempre foi uma das características marcantes de Brasília. Nada que torne a cidade menos atraente. A capital federal tem seus encantos, mesmo que pareça algo sem vida, na comparação com outras grandes cidades brasileiras. O fato é que, para quem não está acostumado, chega a ser insuportável o primeiro contato com Brasília a partir dessa condição climática. Na política, esse quadro não é diferente. A tensão é a marca constante na relação entre o parlamento e o governo, contaminando até a quem não esteja tão próximo das decisões.

Conviver, portanto, com as fofocas políticas e o clima quente e seco, deve ser o principal desafio para quem deseja entender essa metrópole planejada e que se tornou sedutora a partir de seus mistérios e oportunidades. Brasília é única por isso. Por ser ao mesmo tempo uma cidade na qual as coisas parecem acontecer mais facilmente, mas que, em vista disso, se exige um jogo de cintura que talvez em outros locais não seja preciso. Será que residiria aí a grande quantidade de escândalos que pipocam, de tempos em tempos, envolvendo pessoas que até há pouco pareciam tão imunes a essas artimanhas?

Os ares que agora parecem mais carregados, portanto, podem até surpreender a quem está de fora, mas não são nada mais do que o dia-a-dia de risco que parece encantar e atrair as pessoas para o perigo. O clima carregado de agora na política, como a cada período do ano na cidade, vai passar como já passaram outros.

E assim virão novos personagens, novos escândalos, porque sem eles, Brasília não seria a ilha da fantasia que é, modelo de funcionalidade, mas tão hipócrita.

Luizianne Lins está mais “mansa”, após encontro com Dilma

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Da coluna Alan Neto, no O POVO deste domingo (2):

Quem reparou? Luizianne Lins, após longo almoço de mais de 3 horas com a presidenta Dilma Rousseff, resolveu aquietar o facho.

Tem motivo? Só tem. Mas ela não diz. Está quieta, caladíssima para quem é tagarela e boquirrota. Ordem de Dilma? Quem sabe.

Adotou o milenar ditado turco – em boca fechada não entra mosquito, nem sai elefante. Tradução: vem novidade por aí.

Rateio de R$ 70 bilhões entre estados deve dominar pauta do Senado

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Uma fórmula complexa, que envolve interesses regionais, deverá dominar a pauta do Senado neste mês de dezembro: como ratear R$ 70 bilhões do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE).

Para mostrar a importância do assunto, o relator da proposta que trata do assunto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), senador Walter Pinheiro (PT-BA), fez a conta: na tabela de coeficientes que determina o que os estados recebem, cada 0,01 ponto percentual de variação equivale a uma perda ou a um ganho de R$ 7 milhões.

Em busca de acordo para um tema controverso, e com pouco tempo, já que a lei precisa ser aprovada até o fim do ano no Senado e na Câmara, Pinheiro recorreu a uma fórmula que, segundo ele, equilibra os interesses e as necessidades das 27 unidades federativas.

O ponto de partida é garantir a todos os estados e ao Distrito Federal, em 2013 e 2014, o que receberam em 2012, corrigido pela variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O eventual excedente, decorrente do crescimento da arrecadação dos impostos de renda (IR) e sobre produtos industrializados (IPI) será repartido de acordo com dois critérios. A metade desse excedente será rateada conforme a participação de cada estado na população do país; a outra metade, distribuída de forma proporcional ao inverso da renda domiciliar per capita dos estados (os mais pobres recebem mais).

Dessa forma, o relator pretende preservar o caráter redistributivo do FPE, que beneficia na partilha dos recursos os estados das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste. Com base nesse entendimento, Pinheiro sugeriu a rejeição de projetos que consagravam o chamado “critério devolutivo”, pelo qual seriam beneficiados os estados com maior arrecadação de IR e IPI (o montante dos impostos ali cobrados seria devolvido).

Os critérios propostos pelo relator têm prazo de validade: apenas 2013 e 2014. Para o exercício de 2015, deverá ser feita uma nova lei complementar, levando em conta a “equalização da capacidade fiscal” dos estados.

(Agência Senado)

Prefeitura defende sua parte no Turismo com obras e capacitação profissional

Fortaleza é hoje o 4º destino turístico mais visitado do Brasil e o 2º destino mais desejado. Os dados são do Ministério do Turismo, divulgados no último mês de outubro, em levantamento feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

A preparação da cidade em intervenções estruturais, promoção e qualificação profissional estão entre os fatores que nos colocam nessa posição de destaque.

São ações em praticamente toda a orla, nosso mais destacado corredor turístico.

Fortaleza foi a primeira cidade a dar ordem de serviço para as obras do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur). A obra do sistema viário da Praia do Futuro, que irá reestruturar a parte de drenagem das ruas e fará melhorias no paisagismo, terá 40% executada até o final do ano. Na Beira-Mar e na Praia de Iracema, cujo calçadão está totalmente reurbanizado, foi feita a lavagem desse calçadão, para prepará-lo para a alta estação.

Rafael Cordeiro

Secretário Executivo da Secretaria do Turismo de Fortaleza

(O POVO)

Turismo em Fortaleza, em grande parte, é fruto da priorização do Governo; diz secretário

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Uma pesquisa encomendada pelo Ministério do Turismo (MTur) à Fipe/USP apontou Fortaleza como a capital que mais desperta interesse dos turistas no Brasil. Este resultado é, em grande parte, fruto da priorização que o Governo do Estado vem dando ao turismo desde 2007, por meio da Setur.

Além das belezas naturais, os visitantes encontram grandes investimentos em qualificação e infraestrutura turística na capital e região metropolitana, tais como as duplicações da Avenida Maestro Lisboa e da CE 040; o Centro de Eventos e seus túneis de acesso, e as reformas da Ponte dos Ingleses e do Centro de Turismo.

Estes investimentos tornam a capital cearense capaz de agradar qualquer turista. Somado a isso, temos profissionais e empresários qualificados por um programa da Setur, executado pelo Senac e Sebrae. Muito ainda temos a realizar, pois o moderno no turismo é qualificar espaços e pessoas, e é o que o atual Governo vem fazendo.

Bismarck Maia

Secretário do Turismo do Estado

(O POVO)

Manifestação reúne 2 mil pessoas contra obras e ações do governo para as Copas

Cerca de 2 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, participaram nesse sábado (1º) de uma manifestação contra obras e medidas tomadas pelo governo federal para a realização da Copa do Mundo e da Copa das Confederações. O ato “Copa para Quem?” reuniu integrantes de 50 movimentos sociais de São Paulo e coincidiu com a data em que foi feito o sorteio dos grupos da Copa das Confederações, no Anhembi, capital paulista.

De acordo com a coordenadora do Comitê Popular da Copa em São Paulo, Graziela Natasha Massoneto, o protesto quer mostrar que as Copas não trazem só o futebol, mas sim muita especulação imobiliária, despejos de famílias inteiras e uso dos recursos públicos de maneira a não beneficiar toda a população. “Esse recurso público vai ser utilizado só para a elite porque o povo não vai poder participar efetivamente deste grande evento”.

Graziela ressaltou que o grupo reivindica que as famílias sejam retiradas de maneira planejada e com destino certo. “Isso deveria ser feito de forma pacífica e com cadastro nos movimentos sociais, com todos sabendo para onde vão”.

Outro ponto destacado é o que ela chama de “estado de exceção”, no qual comerciantes estarão impedidos de vender seus produtos em estabelecimentos no entorno dos estádios. Além disso, Gabriela chamou a atenção do fato de que espaços públicos serão fechados para as fun zones, áreas onde serão montados telões para a exibição dos jogos.

“Mas o acesso será pago. Se a pessoa não tiver o ingresso não poderá entrar. O trabalhador comum também não conseguirá assistir aos jogos nos estádios porque o ingresso mais barato custa mais de R$ 50,00. Um trabalhador que ganha um salário mínimo não vai poder participar porque ele não vai ter esse dinheiro para dispensar no futebol”.

(Agência Brasil)

“Lei de Cotas” pode mudar composição social e melhorar qualidade da escoa brasileira

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“A implementação da Lei de Cotas pode mudar “radicalmente” a composição social da escola pública brasileira, principalmente no ensino médio, e influenciar também na melhoria da qualidade do ensino na rede pública. Na avaliação do coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, “as cotas colocam a escola pública no centro do debate”.

“Acredito que em dois ou três anos já veremos um aumento no número de matrículas das elites ricas nas escolas públicas”, diz.

Pela Lei de Cotas, regulamentada em outubro pelo Decreto nº 7.824, 50% das vagas em universidades e institutos federais serão destinadas a alunos que tenham cursado todo o ensino médio em escolas públicas. As seleções de ingresso já garantem para o próximo ano 12,5% das vagas aos estudantes da rede pública. A Lei, que tem implementação gradual, terá validade até 2022 e também considera critérios como renda familiar e raça.

A professora de políticas públicas em educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Dalila Oliveira, acredita que ainda é cedo para apontar os impactos que as cotas terão na configuração da escola pública. Segundo ela, são necessários pelo menos três anos para verificar a confirmação da tendência de mais matrículas por parte da população mais rica. Caso isso ocorra, ela avalia que a qualidade do ensino nas unidades públicas pode dar um salto de qualidade.”

(Agência Brasill)

Felipão e um papo descontraído sobre Castelão

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Ferrucio Feitosa, Cid Gomes, Felipão e RC posando em clima de Anhembi.

Após a solenidade do sorteio das chaves da Copa das Confederações, neste sábado, no Anhembi, em São Paulo, o governador Cid Gomes (PSB) aproveitou, ao lado do prefeito eleito de Fortaleza, Roberto Cláudio, para uma conversa com o técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari, o “Felipão”. Um papo descontraído, onde Felipão se inteirou mais das obras do Castelão que ele visitou como assessor do Ministério dos Esportes recentemente. Vai ser o primeiro estádio prontinho para o certame, garantiu Cid, enquanto RC informou que vai dar celeridade às obras de mobilidade urbana.

O secretário especial da Copa, Ferrúcio Feitosa, também repassou alguns detalhes para Felipão.

(Foto – Brasil Express)

Brasil fará a Copa mais bem organizada, diz Dilma

A presidenta Dilma Rousseff minimizou neste sábado (1º) os problemas apontados pela Fifa na organização da Copa de 2014 e disse que o país fará “a mais bem organizada e a mais alegre competição de todos os tempos”. Dilma discursou na cerimônia de sorteio dos grupos da Copa das Confederações, que será realizada no Brasil no próximo ano, como espécie de teste para o mundial de futebol.

Segundo ela, o país terá uma dupla missão na Copa das Confederações: fazer do torneio um evento “inesquecível” e conquistá-lo dentro de campo. ”Para nós, vencer a Copa das Confederações dentro de campo será uma missão. Também temos a obrigação de vencer fora de campo, construindo todas as condições para realizar uma Copa das Confederações inesquecível, pela excelência dos estádios, pela organização do evento e pela acolhida alegre que daremos às sete seleções e seus torcedores”, declarou a presidenta.

Dilma afirmou que o Brasil mostrará na competição do próximo ano que tem todas as condições para realizar com sucesso a Copa de 2014. “Temos a certeza que nós nos preparamos bem para realizar um extraordinário evento esportivo, vamos mostrar em junho de 2013 que o Brasil tem todas as condições de fazer a Copa de 2014″, disse.

Ela exaltou, ainda, outras qualidades do país: “O Brasil é um país democrático, que convive em paz com os vizinhos, que tem economia forte, que perseguiu e conquistou a inclusão de milhões de brasileiros. Um país que não tem uma cultura de preconceitos, nem tão pouco de exclusão. E que preza pelos direitos humanos”, discursou.

A presidenta também cobrou da seleção que jogue um “futebol bonito”, que “honre as tradições do pentacampeão mundial”.

A Fifa tem reclamado dos atrasos nas principais obras previstas para o mundial e cobrado soluções para problemas de infraestrutura, como acomodação e transporte. Muitas das obras previstas nas cidades que sediarão a Copa não ficarão prontas a tempo.

(Congresso em Foco)

Valim espera reunião com Eunício para definir apoios

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O peemedebista Valim com os pessebistas Cid, Elpídio e Roberto Cláudio

O vereador Vitor Valim (PMDB) deverá se reunir na próxima semana com o senador Eunício Oliveira, presidente estadual do partido, para definir a postura peemedebista na composição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Fortaleza.

Candidato à presidência do Legislativo Municipal, para o biênio 2013-2014, Valim disse que somente irá costurar os apoios para a disputa, depois que conversar com o presidente do PMDB no Ceará.

“Não tenho problemas com nenhum vereador ou com nenhuma ala dentro da Câmara Municipal. Mas é preciso saber como o partido deseja trabalhar a composição dos demais cargos da Mesa Diretora”, comentou o vereador do PMDB.

Lei de Cotas pode mudar composição social e melhorar qualidade da escola pública, avaliam especialistas

A implementação da Lei de Cotas pode mudar “radicalmente” a composição social da escola pública brasileira, principalmente no ensino médio, e influenciar também na melhoria da qualidade do ensino na rede pública. Na avaliação do coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, “as cotas colocam a escola pública no centro do debate”.

“Acredito que em dois ou três anos já veremos um aumento no número de matrículas das elites ricas nas escolas públicas”, diz.

Pela Lei de Cotas, regulamentada em outubro pelo Decreto nº 7.824, 50% das vagas em universidades e institutos federais serão destinadas a alunos que tenham cursado todo o ensino médio em escolas públicas. As seleções de ingresso já garantem para o próximo ano 12,5% das vagas aos estudantes da rede pública. A Lei, que tem implementação gradual, terá validade até 2022 e também considera critérios como renda familiar e raça.

Dados da Síntese de Indicadores Sociais: Uma Análise das Condições de Vida da População Brasileira 2012, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última quarta-feira (28), mostram que 8,6% dos estudantes do ensino médio matriculados nas escolas da rede pública são de famílias cuja renda per capita se situa na faixa dos 20% mais ricos do país. Na situação inversa, o índice é menor: apenas 3,8% dos estudantes de famílias pobres estudam em escolas particulares. Na rede privada, 53,2% dos estudantes do ensino médio pertencem à faixa de renda mais rica.

Além do sistema de cotas, Daniel Cara avalia que a implementação do Plano Nacional da Educação (PNE), que tramita no Senado Federal, também vai influenciar na mudança do perfil socioeconômico das matrículas na escola pública. “Em dez anos a gente deve mudar as características da educação pública e a tendência é expandir a matrícula nessa rede”, aposta Cara.

O PNE estabelece 20 metas educacionais que o país deverá atingir no prazo de dez anos. A principal delas é a que prevê um patamar mínimo de investimento em educação, a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB). Atualmente, os valores de investimento total em educação, em relação ao PIB, passaram de 5,8% para 6,1%, de 2010 para 2011. O investimento direto em educação em relação ao PIB subiu de 5,1% para 5,3% no mesmo período.

(Agência Brasil)

PDT perde espaço junto ao Governo Cid

A nomeação do ex-deputado federal e ex-presidente do Ceará Sporting, Eugênio Rabelo, como secretário adjunto da Sesporte (Secretaria do Esporte do Estado), no início de setembro deste ano, ainda não foi compreendida pelo PDT. Rabelo, que pertence aos quadros do Partido Progressista (PP), assumiu o cargo no lugar do ex-vereador Márcio Lopes, que havia deixado a pasta, no mês anterior, para disputar uma vaga à Câmara Municipal de Fortaleza.

Márcio Lopes, que retornou à função de auditor fiscal da Receita Federal, havia pego gosto pelo trabalho que desenvolvia na Sesporte e relutava em disputar a eleição. Diante de um apelo do próprio PDT e da projeção do partido em eleger três vereadores (elegeu apenas dois), o ex-vereador deixou a pasta na certeza que o cargo de adjunto na Sesporte permaneceria com o PDT.

O presidente estadual do partido, deputado federal André Figueiredo, desde então tem se mantido alheio ao debate, inclusive ausente do próprio Estado. Nos bastidores do poder, o PDT vive a nova promessa de uma futura “compensação”. No momento, o partido entende a perda da secretaria adjunta como falta de prestígio e perda de espaço junto ao Governo Cid.

Vamos nós – Ao mergulhar na candidatura Roberto Cláudio, no segundo turno, o partido vê com mais otimismo uma participação no primeiro escalão da futura gestão em Fortaleza.

Brasil precisa mensurar impactos da discriminação na saúde da população, defende especialista

Casos de discriminação são facilmente identificados por quem é alvo de piadas, chacotas, olhares atravessados ou tratamentos diferenciados. Mensurar os impactos que esses episódios trazem à saúde das pessoas, entretanto, ainda não é comum no Brasil. Para o professor João Luiz Bastos, do departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), estratégias difundidas internacionalmente podem ajudar o país a entender como a discriminação pode estar associada, por exemplo, ao aumento da ocorrência de casos de depressão, ansiedade e hipertensão.

“A literatura internacional aponta uma forte relação entre quadros de alteração na saúde com o fenômeno da discriminação. É importante que, no Brasil, também sejam desenvolvidos estudos que identifiquem esse impacto, levando-se em conta nossas formas de sociabilidade e de tratar as pessoas em diferentes instâncias, para ver se aqui também essas relações se confirmam e de que forma elas se confirmam”, defendeu Bastos, que é autor do livro Discriminação e Saúde: Perspectivas e Métodos, lançado em novembro pela Editora Fiocruz.

Entre as metodologias que podem ser utilizadas por pesquisadores brasileiros, citadas na obra produzida em parceria com o professor Eduardo Faerstein, do Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), está a conhecida como auditagem.

Por meio dela, são selecionados pares de pacientes com características semelhantes, exceto o aspecto que caracteriza a discriminação que se pretende investigar. Eles se apresentam em um serviço de saúde com os mesmos tipos de roupa e formas de comunicação e solicitam o mesmo tratamento.

“Se houver tratamento diferenciado, com encaminhamentos diferentes, poderá ser detectada a discriminação e o prejuízo para o tratamento de determinada patologia”,  disse.

Segundo João Luiz Bastos, estudos que identifiquem e quantifiquem essas circunstâncias são fundamentais para reduzir a falta de equidade na saúde, “que podem estar nas relações entre profissionais de saúde e pacientes, na prescrição de tratamentos medicamentosos ou de outros procedimentos cirúrgicos e terapêuticos, assim como na própria satisfação dos usuários com o atendimento prestado”.

O professor da UFSC também citou a aplicação de “grandes inquéritos” que incluam perguntas sobre experiências discriminatórias e sobre o desenvolvimento de problemas de saúde. “Dessa forma, pode-se avaliar os dados e examinar a relação entre as experiências vividas e a ocorrência de agravos à saúde”, explicou.

O Ministério da Saúde informou, por meio da assessoria de imprensa, que não tem dados sobre os impactos da discriminação na saúde da população, mas destacou que desenvolve várias ações para ligadas ao tema, como as associadas à Política Nacional de Humanização, lançada em 2003. Por meio da iniciativa, os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) são treinados e capacitados no atendimento que garanta a defesa dos direitos dos usuários, qualquer que seja sua classe social, cor da pele ou condição física ou psicológica.

(Agência Brasil)