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Dilma nega reforma ministerial

A presidente Dilma Rousseff negou nesse sábado (6) a intenção de fazer uma reforma ministerial. Em nota oficial, a presidente reafirmou que espera dos ministros empenho nos cinco pactos firmados com governadores e prefeitos.

“O que espero de meus ministros é empenho nos cinco pactos firmados com os governadores e prefeitos de capital: responsabilidade fiscal para garantir a estabilidade da economia e o controle da inflação; reforma política com plebiscito; melhoria profunda nos serviços públicos de saúde; pacto nacional da mobilidade urbana que permita um salto de qualidade no transporte público; e destinação dos royalties do petróleo para educação.

Dilma destaca ainda que dos ministros quer “determinação para manter o Brasil no caminho do crescimento, da inclusão social, da geração de emprego e renda e da estabilidade econômica”.

A presidente se reuniu com os ministros Aloizio Mercadante (Educação), José Eduardo Cardozo (Justiça), Fernando Pimentel (Indústria e Comércio) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil) no Palácio da Alvorada. O assunto da reunião não foi divulgado.

(Agência Brasil)

Transporte público ruim afeta a saúde, educação e cultura da população, dizem especialistas

mobilidade urbana

Os efeitos negativos de um transporte público caro e de má qualidade não estão restritos à questão da mobilidade urbana. Prejudicam também outras áreas vitais para a vida do cidadão, como saúde, educação, finanças e cultura. Especialistas e integrantes do Movimento Passe Livre (MPL) consultados pela Agência Brasil avaliam que a mobilidade urbana está diretamente relacionada à qualidade de vida, além de ser um dos maiores causadores de estresse da vida das pessoas.

“É um trauma para todo mundo. Principalmente para quem fica em pé, duas horas, crucificado, com alguém tentando pegar bolsa, apalpar. Não é à toa que as pessoas estão preferindo usar motocicletas, mesmo que isso represente risco a própria integridade física por causa dos acidentes, e não é à toa que essas manifestações conseguiram tantas adesões”, disse à Agência Brasil o doutor em Políticas de Transporte pela Universidade Dortmund, na Alemanha e professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (UnB), Joaquim Aragão.

As manifestações citadas pelo especialista foram iniciadas pelo MPL em São Paulo. O movimento tem, como um de seus interlocutores, o professor de História Lucas Monteiro. “Defendemos Tarifa Zero porque, além de ser a única forma de as pessoas terem acesso à cidade, o transporte público beneficia áreas vitais como saúde e educação. Por isso já imaginávamos que nossa luta se espalharia pelo país, mas não que iria alcançar a dimensão que alcançou”, disse à Agência Brasil.

De acordo com o representante do MPL, o incentivo ao uso de transportes individuais causa também problemas como aumento da poluição e do número de atropelamentos, o que resulta em mais gastos e problemas para a saúde pública. Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2010, 42.844 pessoas morreram nas estradas e ruas do país. Deste total, 10.820 acidentes envolveram motos. No mesmo ano, o gasto total do Sistema Único de Saúde (SUS) com acidentes de trânsito foi R$ 187 milhões. Só com internação de motociclistas foram gastos R$ 85,5 milhões.

Além disso, acrescenta Monteiro, diversos tratamentos de saúde deixam de ser feitos porque os pacientes não têm condições de pagar pelo deslocamento. E o problema relacionado à falta de condições para custear os transportes também afeta o direto e a qualidade da educação.

“Frequentei muitas escolas públicas. É comum alunos faltarem aulas por não terem dinheiro para ir à escola. Além do mais, direito à educação não está restrito a apenas ir à escola ou ao banco escolar. Os estudantes precisam ter acesso à cultura, a visitar museus. E, sem circular, não há como ter acesso a isso. A grande maioria não vai ao centro da cidade, museus, centros culturais para complementar sua formação”, disse Monteiro.

Segundo Aragão, dificuldades para mobilidade urbana afetam diretamente o rendimento escolar de jovens e crianças, que ficam cansados e com o sono sacrificado. “É um fator a mais a prejudicar o rendimento, além da qualidade de instalações do ensino público. Da mesma forma, afeta também a evasão escolar, a formação de profissionais e a produtividade do país”, disse o especialista.

“A mobilidade bloqueia inclusive a vida social do cidadão de baixa renda, que fica sem acesso a entretenimento, cultura e lazer. Estes são privilégios das pessoas motorizadas. Uma família de quatro pessoas que queira se deslocar da periferia até um parque no centro da cidade gastará R$24, caso a passagem unitária custe R$3. Para quem recebe salário mínimo, isso é impossível”, disse.

Arquiteto, urbanista e especialista em transporte público, Jaime Lerner diz que por trás das manifestações iniciadas pelo MPL está o descrédito nas políticas públicas e a falta de respostas à sociedade, sobre os diversos serviços públicos prestados a ela. “E tudo fica mais fácil em todas as áreas quando se tem um bom transporte público”, disse o ex-prefeito de Curitiba (PR).

Muitas das mobilidades anunciadas sequer estudaram a própria cidade, avalia Lerner. Segundo ele, é importante entender a cidade como um sistema de estrutura de vida, trabalho, movimento e mobilidade. No fundo, acrescenta, falta decisão política, e, em geral, essas decisões são voltadas para soluções mais caras.

“O Brasil é rápido em fazer coisa errada e demora em fazer a coisa certa”, disse. “Sustentabilidade é equação entre o que você poupa e o que você desperdiça. Portanto, se tiver de se deslocar por distâncias cada vez maiores, é óbvio que a coisa não vai funcionar”.

(Agência Brasil)

Bueiro é cimentado para evitar furto de ferro

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O esgoto aberto, no cruzamento das ruas 24 de Maio com Pedro Pereira, no Centro, foi fechado com vigas de ferro e cimento.

Segundo os comerciantes e moradores da área, o esgoto ficou aberto depois que pessoas furtaram as vigas de ferro durante a madrugada.

O risco de acidente foi denunciado pelo Blog, no último dia 17.

Matrículas para o Sisu terminam na terça-feira

Termina na próxima terça-feira (9) o prazo de matrícula para os estudantes que foram selecionados na segunda chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Os estudantes devem ficar atentos ao local e horário marcado pelas instituições que fizeram a convocação. Se perder esse prazo, os alunos que foram selecionados pela nota que obtiveram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), perdem também a vaga.

As informações sobre a seleção da segunda chamada foram divulgadas no último dia 1º e podem ser conferidas no site do programa. Essa é a segunda edição do ano do Sisu. Mais de 788 mil pessoas se inscreveram para disputar vagas em uma das 54 instituições públicas de ensino superior integradas ao sistema.

Foram oferecidas 39,7 mil vagas em 1.179 cursos. As matrículas de candidatos selecionados na primeira chamada terminou no dia 25 de julho. Os estudantes puderam fazer até duas opções de curso, por isso, o número de inscrições superou 1,5 milhão. Mais de 653 mil inscrições foram feitas no Nordeste, o que corresponde a 42,7% do total. A segunda região com o maior volume de inscrições foi o Sudeste, com 628,7 mil registros (41,2%).

Os estudantes que não forem convocados em nenhuma das chamadas podem entrar na lista de espera até o dia 12 de julho. O candidato deve acessar o site do Sisu e, no boletim, clicar no botão que confirma o interesse em participar da lista de espera. As convocações da lista de espera começam no dia 17, caso haja vaga não preenchida.

(Agência Brasil)

CNJ anula sorteio do TRT

Da coluna Vertical, no O POVO deste sábado (6):

O Conselho Nacional de Justiça intimou a OAB/CE, MPT/CE e TRT-7 informando decisão na qual entendeu que a realização do sorteio para escolha da categoria que ocupará a vaga do quinto constitucional não é critério adequado e seguro, devendo a sessão do TRT-7 que fez o sorteio ser anulada. O sorteio não consta em nenhum regramento.

A vaga do quinto constitucional, no caso concreto, deverá ser preenchida pelo Ministério Público, sendo depois, por alternância, sucedida pela OAB/CE que, coincidentemente, ocupará a última vaga do tribunal requerido em decorrência da morte do desembargador Arízio de Castro.

A lista da OAB/CE já está com o TRT-7 e é formada pelos advogados Gladson Mota, Sylvia Vilar, Harley Ximenes, Raimundo Feitosa, Eliete Sampaio e Franzé Gomes.

Cara lisa

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Em artigo no O POVO deste sábado (6), o médico, antropólogo e professor universitário Antônio Mourão comenta o uso de avião da FAB, por parte do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, que juntou a família para assistir a final da Copa das Confederações. Confira:

Em plena crise, com povo na rua, manifestações populares estourando por todos os cantos, o Brasil vive momentos de perplexidade. Há uma espécie de catarse social: ninguém aguenta mais! Chega de corrupção e apropriação da coisa pública.

Estes episódios deveriam causar alguma consequência. São recados diretos para a instância política. Entretanto, em plena efervescência, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), achou de mobilizar um avião da FAB para, com sua patota familiar, assistir à decisão da Copa das Confederações no Rio de Janeiro.

Denunciado, ele apenas considerou um “equívoco” e decidiu reembolsar o Tesouro com R$ 9,7 mil. Indenizando, fica tudo ajustado. Foi só uma questão de vacilo. Não vendo, pode. Princípio básico do que configura, em psiquiatria, o que chamamos de psicopata. “Pas vu, pas pris!”

Dessa forma, ele pensa ter encerrado o assunto. Para ele, essas manifestações não têm nada a ver com a sua conduta. Ele sempre pode. Por que não poderia agora? Maria Antonieta no arvorecer da Revolução Francesa comentou com sua camareira: mas por que esse povo grita tanto? Ao que a assistente explica: “Querem pão, majestade. Pão! Porque não tem pão”. Diz solene a rainha: “Se não tem pão, por que eles não comem brioches?” (espécie de biscoito)

Há uma postura de desdém, de apropriação. De que o cargo – no mais das vezes comprado – é dele. Não se trata de uma representação. Não precisa dar explicações, justificativas. A voz rouca das ruas está gritando o contrário. Querendo que se volte à essência da democracia.

Nesta quinta (4/7), o jornal Folha de S. Paulo noticiou que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), usou avião da FAB para viajar de Maceió a Porto Seguro no dia 15 de junho. Renan, segundo o jornal, foi participar do casamento da filha do senador Eduardo Braga (PMDB-AM). Renan, com toda a empáfia: “Deixa eu explicar. O avião da FAB, usado por mim, é um avião de representação. E eu o utilizei como tenho utilizado sempre, na representação como presidente do Senado”.

E fim de papo.

O inferno astral e a fragilidade do Governo Dilma

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Em artigo no O POVO deste sábado (6), o editor-adjunto do Núcleo de Conjuntura, Luiz Henrique Campos, avalia a queda da popularidade da presidente Dilma. Confira:

Após passar os dois primeiros anos surfando na calmaria de uma gestão com recordes de popularidade, os meses que restam ao Governo Dilma não deverão ser nada fáceis. Se 2013 já fazia antever a existência de nuvens negras em vista do cenário econômico, pressionado pelos índices de inflação e pela ameaça da queda dos indicadores na economia, eis que de repente a presidente terá que lidar com variável que em nada lhe apetece, que é a política.

Até agora, nesse campo, mesmo que não tivesse dedicado o tempo necessário para obter o apoio dos partidos da base aliada, o governo dilmista havia passado incólume às turbulências que marcam o entorno da queda de braço entre os partidos.

O trâmite da política institucional, todavia, não obedece aos parâmetros rígidos da lógica, muito menos desperdiça as oportunidades que os fatos lhe oferecem. Nesse sentido, os recentes movimentos de rua no País podem até ter aberto a possibilidade da gestação de uma nova cultura no trato com a coisa pública. Mas não deixarão ao relento os políticos passados “na casca do alho”, como se diz na gíria. E esses, que não são poucos, já sentiram como deverão traçar seus caminhos a partir do que propõem as vozes da rua. Renan e Eduardo Alves, por exemplo, têm levado a cabo no Senado e na Câmara, votações que há anos eram aguardadas. Pauta positiva para enganar o matuto, como diria um jornalista acolá.

Enquanto isso, parece faltar ao Palácio do Planalto o tino para enfrentar o pesado jogo que marca as relações na política institucional. Prova é que, nos últimos dias, iniciativas como constituinte exclusiva e plebiscito, surgidas das cabeças iluminadas do governo, após extensas reuniões internas, caminham para a lata do lixo, não resistindo a duas semanas de críticas de juristas e lideranças partidárias. Os fatos reforçam a impressão que começa a ganhar corpo na opinião pública, de que o governo Dilma carece de pessoas próximas à presidente, que pensem o governo para além do dia a dia, o que dirá em meio a crises mais brabas?

O complicador para Dilma nesse momento é que, como resta pouco mais de um ano para a eleição presidencial, a tensão política tende a se exacerbar, expondo cada vez mais a fragilidade da gestão.

Isso, sem falar no que pode vir da economia.

Maior traficante de cocaína do mundo é detido na Colômbia e deportado para Itália

preso

As autoridades da Colômbia anunciaram neste sábado (6) que vão deportar Roberto Pannunzi, considerado o maior traficante de cocaína do mundo, para a Itália. Pannunzi foi detido nessa sexta-feira (5) em um centro comercial de Bogotá.

Segundo as polícias colombiana e italiana, Pannunzi levava para a Europa cerca de duas toneladas de cocaína por mês e era “o único” capaz de vender droga tanto à máfia da Calábria (Ndrangheta) como à da Sicília (Cosa Nostra).

Roberto Pannunzi foi detido em uma operação conjunta da polícia colombiana e de agentes de combate ao tráfico de droga dos Estados Unidos (Drug Enforcement Administration – DEA).

O italiano identificou-se à polícia com um nome falso, Silvano Martino, por meio de um documento venezuelano falso.

Segundo Nicola Gratteri, procurador-geral adjunto da região de Reggio Calabria, no Sul de Itália, Pannunzi vai ser deportado porque “um processo de extradição demoraria vários meses”.

A expectativa é que Pannunzi chegue ainda hoje ao aeroporto de Fiumicino, em Roma.

(Agência Brasil)

Comissão de Defesa do Consumidor pede investigação sobre a Anatel

A Comissão de Defesa do Consumidor pediu que o Tribunal de Contas da União (TCU) realize auditoria operacional sobre os procedimentos de regulamentação e fiscalização adotados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) quanto aos serviços de telefonia móvel, telefonia fixa, banda larga e TV por assinatura.

Os deputados querem saber se as regras em vigor são capazes de assegurar níveis mínimos de excelência na oferta dos serviços; e se a Anatel tem sido capaz de se antecipar às demandas por mudanças nessas regras e propor aperfeiçoamentos aos regulamentos, contratos de concessão e termos de autorização em vigor.

A proposta de fiscalização e controle (PFC 96/12) foi feita pelo deputado Nelson Marchezan Junior (PSDB-RS) e acatada pelo relator, deputado Augusto Coutinho (DEM-PE). “O agravamento da situação da já caótica prestação dos serviços de telecomunicações teria levado a Anatel a reconhecer a incapacidade das operadoras em ampliar a base instalada de assinantes, o que revelaria aspectos preocupantes no ambiente regulatório do setor”, explicou Coutinho

(Agência Câmara Notícias)

Prefeito Roberto Cláudio afirma que jamais irá cooptar vereadores

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A pressão dos vereadores da base aliada do prefeito Roberto Cláudio aumentou nas últimas semanas. Após o PTdoB anunciar o rompimento com o grupo do prefeito, parlamentares de outros quatro partidos aliados questionaram a falta de diálogo com a gestão e ameaçaram deixar o grupo, inclusive por falta de cargos distribuídos. RC afirmou não ter recebido reclamações e criticou a prática de cooptação. Presidentes dos partidos dizem que buscam o diálogo.

O primeiro desfalque da base aliada foi na terça-feira (2), com o anúncio de que os vereadores do PTdoB não mais faziam parte do grupo de situação. Os motivos alegados pelo partido eram a falta de diálogo e a busca por mais destaque na Câmara.

Dois dias depois, a pressão dos vereadores aliados aumentou. Adail Júnior (PV), Vaidon Oliveira (PSDC), Fábio Braga (PTN) e Wellington Sabóia (PSC) também criticaram a falta de diálogo com a gestão. Adail e Vaidon falaram abertamente que um dos motivos do descontentamento é a falta de indicação para cargos.

Intriga da oposição

O prefeito defendeu a relação com a Câmara, alegando que não recebeu reclamações e acredita que a pressão se deve à intriga da oposição. RC criticou a cooptação – ato de neutralizar forças adversárias com promessas de benefícios. “Nós não iremos abrir mão de uma prática de respeitar e valorizar o trabalho do vereador. Não partirá de mim, nunca, a prática da cooptação. Cooptação é desrespeito pessoal e institucional”, disse RC.

Ele alegou que tem recebido vereadores no próprio gabinete, acompanhado as atividades dos parlamentares e ouvido as sugestões e críticas quantos às mudanças em Fortaleza. “Às vezes, o sentimento que tenho é de que tem um pedaço da oposição que está doida para aumentar de tamanho”, ressaltou o gestor.

Apesar das alegações de RC, chefes de partidos aliados pedem mais diálogo. O presidente municipal do PV, Estevão Romcy, diz entender que o prefeito ainda esteja se estruturando, mas pede mais companheirismo. “Nós, naturalmente, queremos nosso espaço para desenvolver nossas ações”, pontuou.

O presidente do PTN, Nildo Sobral, afirmou que não existe possibilidade de rompimento. “Nós não entramos na base em troca de nada. Não seria justo rompermos porque não houve nenhum acordo de dizer que a gente ganharia algo, nós fomos pra base porque entediamos que a gestão precisava de tempo e oportunidade”. O presidente do PSC, Wellington Saboia, destacou que, ainda que o partido vote de forma independente, existe um descontentamento de alguns vereadores, mas o PSC já busca se reunir com RC. “Essa conversa ainda não houve, só falei com o prefeito na ocasião em que ele chamou os vereadores”, diz.

(O POVO)

Plebiscito: empenho para garantir intervenção do povo

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A opinião pública tem assistido nos últimos dias ao esforço incansável da presidente Dilma Rousseff para garantir ao povo o direito de intervir na formatação da reforma política. Salta aos olhos a resistência dos partidos conservadores do Congresso Nacional – tanto da oposição como da base aliada – e de segmentos do governo e do establishment (que dá as cartas no País) a um tipo de consulta capaz de mudar os esquemas de sustentação que favorecem seus interesses, visto que a intervenção direta do cidadão pode criar uma situação imponderável, desarrumando-os.

Na última sexta-feira, a presidente foi surpreendida pelas declarações do seu vice e do próprio ministro da Justiça de rendição à pressão do poderoso conglomerado de interesses contrários à consulta. Sobretudo, porque não querem que as mudanças valham para as eleições de 2014. Ora, isso seria postergar o atendimento ao grito das ruas em favor de mudanças imediatas nos modelos político e eleitoral vigentes. Sentindo-se apunhalada pela base infiel e por auxiliares diretos descompromissados com sua proposta, a presidente Dilma reagiu bravamente, deixando explícito que o Planalto não admite recuo no intento de dar ao povo acesso às decisões sobre a reforma política e que estas vigorem já em 2014.

Ao tomar essa decisão, mesmo que seja derrotada pela maioria conservadora, Dilma Rousseff deixa explícita aos cidadãos sua decisão de ouvi-los e de defender instrumentos pelos quais possam concretamente intervir. Nisso, está apoiada em algumas correntes jurídicas abertas à visão do Direito como construção da sociedade e não como freio garantidor de interesses consolidados. Nesse aspecto, teve surpreendentemente o apoio do presidente do STF, quando este pediu um “basta a reformas de cúpula” e que era preciso introduzir o povo nessa definição.

De qualquer forma, a presidente revelou-se aberta a outras iniciativas da sociedade destinadas a produzir resultados já nas próximas eleições, de modo que o povo não se sinta postergado. E essas conversas estariam em curso com entidades representativas da sociedade civil organizada.

Aos que resistem à consulta popular, pode ser aplicada a frase lapidar do príncipe de Falconeri, da obra de Lampedusa: “Tudo deve mudar para que tudo fique como está”.

(Editorial / O POVO)

Entrada da UFC vira “point” de assaltantes

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O geólogo Luciano Gomes teve o carro tomado de assalto, nessa sexta-feira (5), quando chegava à entrada da Universidade Federal do Ceará (UFC), pela avenida Humberto Monte, no bairro Presidente Kennedy.

Dois homens, armados com revólver, levaram o veículo Fiat da vítima, de placas NPV 5911. O local virou “point” dos assaltantes, segundo relatos de professores, estudantes e moradores da área.

Mantida liminar que suspendeu proibição de cigarros aromatizados

O presidente em exercício do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Gilson Dipp, manteve liminar do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) que suspendeu os efeitos dos artigos 6º e 7º da Resolução 14/2012 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A resolução dispõe sobre os limites máximos de alcatrão, nicotina e monóxido de carbono nos cigarros, e restringe o uso de aditivos nos produtos derivados do tabaco. O artigo 6º da resolução proíbe a importação e comercialização de cigarros com sabores e aromas produzidos por aditivos acrescentados ao fumo.

A Anvisa recorreu ao STJ sustentando que a manutenção da liminar acarretaria lesão à ordem pública, já que a administração pública ficaria impossibilitada de assegurar o direito fundamental à saúde. Alegou ainda que a Lei 9.782/99 estabelece e legitima as atribuições da autarquia para regulamentar os produtos que envolvem risco à saúde pública, entre eles o cigarro.

(STJ)

CAS pode votar férias parceladas para menores de 18 e maiores de 50 anos

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) pode votar em decisão terminativa, na quarta-feira (10), projeto de lei do senador Paulo Paim (PT-RS), que altera o artigo 134 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para garantir o parcelamento das férias anuais aos menores de 18 e aos maiores de 50 anos, o que atualmente é proibido. O projeto (PLS 62/2005) estabelece que, como autorizado aos demais trabalhadores, esses também terão direito a férias fracionadas em dois períodos.

O relator da matéria na CAS, senador Armando Monteiro (PTB-PE), apresentou voto favorável ao projeto, na forma de substitutivo. Ele rejeitou o PLS 286/2007, do senador Valdir Raupp (PMDB-RO), que tramita em conjunto e propõe a concessão de férias proporcionais aos empregados que tenham sido contratados há, pelo menos, seis meses.

Em relação a esse ponto adicional, Armando Monteiro enfatiza que “não há precedente legislativo autorizando o gozo de férias antes de o empregado ter completado o período aquisitivo, que é de um ano”, mas prevê uma concessão mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho, em caráter excepcional.

Já para defender o fracionamento do período de férias anuais para menores de 18 anos e maiores de 50, o relator argumentou que a rigidez na legislação, que vedava o direito a esses trabalhadores, se baseou na idade com que as pessoas começavam a trabalhar e à expectativa de vida, na época da edição da lei.

A flexibilização da norma trabalhista tem em vista a adequação à realidade presente e, acrescenta o relatório, “observa o princípio de proteção ao trabalhador e torna seus efeitos menos onerosos para o patrão, sem ocasionar prejuízos ou impor excessivos sacrifícios aos trabalhadores menores de 18 e maiores de 50 anos”.

(Agência Senado)

Projeto Eleições Limpas tem mais de 53 mil assinaturas

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O projeto de iniciativa popular Eleições Limpas, elaborado pelo Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE) – o mesmo que idealizou a Lei da Ficha Limpa – recolheu mais de 53 mil assinaturas até essa sexta-feira (5). O cálculo considera apenas as assinaturas virtuais, sem levar em conta as que foram recolhidas em papel. Para que a proposta seja oficialmente apresentada ao Congresso Nacional e comece a tramitar é preciso do apoio de 1% do eleitorado, ou 1,6 milhão de pessoas.

O projeto propõe acabar com o financiamento feito por empresas privadas e coloca um limite de R$ 700 para doações de pessoas físicas aos candidatos. A decisão de incluir as medidas no projeto decorreu da constatação de que apenas três setores da economia fazem doações de forma significativa: as empreiteiras, os bancos e as mineradoras. “É uma pequena fração do empresariado que tem interesses imediatos na ação do Congresso Nacional. Pesquisa da Universidade do Texas mostra que para cada real investido nas campanhas [pelas empresas] houve um retorno da ordem de R$ 8,5. Não se trata de doar, mas de adiantar um dinheiro que voltará na forma de dinheiro público”, explicou o coordenador do MCCE Márlon Reis.

De acordo com o MCCE, dos 513 deputados atualmente eleitos, 369 foram os que tiveram as campanhas mais caras. “Não há igualdade de disputa entre aqueles que dispõem dos milhões das empreiteiras, dos bancos e das mineradoras e os outros, que não têm acesso a esses recursos. É desigual e o resultado são eleições dirigidas economicamente”, disse Reis.

(Agência Brasil)