Blog do Eliomar

Arquivos do autor Eliomar de Lima

Mauro Albuquerque diz que resolveu “um colapso” no sistema prisional do Ceará

No centro da crise de segurança pública que o Ceará vivenciou durante o mês de janeiro, quando o Estado foi alvo de ataques comandados por facções criminosas, o secretário da Administração Penitenciária, Luís Mauro Albuquerque Araújo, defendeu a política da pasta quanto ao sistema prisional, que sofreu medidas duras recentes, como o corte de visitas íntimas, fechamento de unidades e redistribuição de presos e agentes.

“Falar que eu provoquei um colapso… Eu resolvi um colapso”, disse Mauro Albuquerque em entrevista à rádio O POVO CBN na manhã desta terça-feira, 19, em resposta à ideia de que suas medidas teriam sido a causa das ações criminosas empreendidas no mês passado. Os ataques tiveram início após fala do secretário de que não reconhecia facções e não respeitaria a divisão delas no sistema prisional.

Mauro Albuquerque ressaltou as ações da Secretaria para evitar o comércio dentro dos presídios, que, segundo ele, eram “centros de ganhar dinheiro”. “Eles vendiam tudo… Tinha centrais de extorsão via telefone, contando historinhas para (a vítima) depositar dinheiro”, disse, referindo-se aos golpes promovidos por presos que simulavam sequestros, por exemplo, no intuito de receber recompensas.

Com as novas políticas para o sistema prisional, práticas como essa estão encerradas. O motivo seria uma vigilância mais incisiva no comportamento dos presos, sempre acompanhados de um agente prisional. Segundo o secretário, as ações já resultaram na apreensão de mais de 3.200 celulares e redistribuição de cerca de 4 mil presos.

“A gente está dentro do sistema penitenciário com vigilância aproximada, ou seja, o agente está 24 horas dentro da galeria com o preso. Então não há espaço pra ele ter essa liberdade que ele tinha antes”, argumentou Mauro Albuquerque.

Para que houvesse essa mudança, ele aponta que, ao todo, 92 unidades prisionais foram fechadas, gerando a realocação de presos e agentes penitenciários. A maioria dos detentos foi encaminhada para Fortaleza. “A gente tinha cadeia pequena, com 40 presos para um agente”, explicou.

Visitas íntimas

Durante a entrevista, o secretário voltou a falar sobre o corte na realização de visitas íntimas. A política ainda está sendo revista pela pasta. As visitas estariam condicionadas ao comportamento dos presos. “Quem fizer por onde, vai ter. Se, em seis meses, (o preso) não tiver cometendo nenhuma situação, a gente vai visualizar essa possibilidade”, afirmou.

(O POVO Online/Kevin Alencar/Foto – Gustavo Simão)

Dólar é negociado em queda nesta terça-feira

O Ibovespa, principal índice de negociação da B3, opera hoje (19) em alta de 1,04%, aos 97.605 pontos ao meio dia. Entre as ações mais negociadas estão Petrobras, com alta de 1,35%; Itaú (2,31%) e do Banco do Brasil (2,78%). Ontem (18), a bolsa fechou em queda de 1,04%.

O dólar é negociado a R$ 3,72, queda de 0,34%.

Já o euro vale R$ 4,21, também em queda de 0,27%.

(Agência Brasil)

PPS vai mudar de nome e adotar postura de Centro

O PPS vai mudar de nome por ocasião do seu congresso nacional já marcado para o dia 23 de março próximo, em Brasília. É o que informa Alexandre Pereira, presidente estadual do partido, adiantando que a denominação escolhida será “Cidadania23”.

“O partido muda de nome para tirar a palavra “socialista” da sigla e, também, porque estaremos recebendo a adesão de movimentos de centro que conosco atuaram na última campanha presidencial.” Entre esses, “Acredito”, “Livres” e “Renova Brasil”.

A ordem é que o Cidadania23 seja uma legenda de Centro.

(Foto – Paulo MOska)

Bolsonaro é o grande laranja

881 7

Com o título “Bolsonaro é o grande laranja”, eis artigo de Plínio Bortolotti, jornalista do O POVO, que pode ser conferido também em seu Blog. Ele aborda o presidente e as denúncias de candidaturas laranja, entre outros itens. Confira:

O presidente Jair Bolsonaro chegou ao Palácio do Planalto representando um conjunto de forças contraditórias (extrema-direita, direita, conservadores e liberais), cujo único motivo a uni-los era o ódio ao PT, devido à sua incipiente política social, pois o partido não mexeu em nenhuma das estruturas que perpetuam a desigualdade no Brasil.

O BAIXO CLERO

Porém, Bolsonaro não foi escolhido pelas suas qualidades, pois nele faltam, nem por uma destacada atuação política. Ele ascendeu na preferência das elites por exclusão. Sabiam que nem Geraldo Alckmin, nem Henrique Meirelles tinham popularidade suficiente enfrentar o candidato do PT. As atenções voltaram-se assim a um deputado do baixo clero, cuja única atuação marcante nos seus 20 anos como parlamentar havia sido a truculência e a pronúncia de uma impressionante coleção de frases belicosas, racistas, homofóbicas e misóginas, afora o seu amor por torturadores.

O ANTI-LULA

Além disso, ele era visto como o candidato “anti-Lula”, “anti-esquerda”, “anticorrupção” e “antissistema”, acrescido de seu apelo demagógico em “defesa da família”; tudo coberto com o glacê de “Deus acima de tudo”. Um coquetel que não engana nem mesmo alguém com apenas cinco minutos de experiência política, mas extremamente eficaz para cabalar votos de eleitores desavisados – e são muitos. Era essa coisa amorfa, portanto, que estava disponível à elite, ao “mercado” e a setores militares, depois do naufrágio dos candidatos mais sofisticados.

OS PILARES

Mas havia dois pilares, com total confiança das forças patrocinadoras da candidatura Bolsonaro: o liberal Paulo Guedes (Economia), para garantir a precedência do “mercado” e o general Hamilton Cruz (e o grupo militar), para controlar a figura errática e as ideias estrambóticas do “capitão”. Assim, enquanto os adultos ficariam cuidando do que interessa, Bolsonaro poderia continuar se divertindo com seus filhos no Twitter e no Whatsapp e brincando de antiglobalista arquiconservador com seus exóticos ministros: Damares Alves (Família), Vélez Rodrígues (Educação) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores), com a bênção do “filósofo” Olavo de Carvalho.

OS MILITARES

Para verificar protagonismo dos militares no governo, basta observar a desenvoltura com que age o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, que trabalha em consonância com seus amigos generais. A crise envolvendo o secretário-geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, é um exemplo de como a tutela sobre o presidente é exercida por esse grupo fardado.

O MENTIROSO

Como é sabido, o vereador do Rio, Carlos Bolsonaro, filho do presidente, chamou Bebianno de “mentiroso” por uma rede social, em meio à crise dos supostos laranjas do PSL. O próprio presidente, em apoio ao filho, replicou a postagem em seu Twitter. Depois, em entrevista à TV Record, Bolsonaro apontou que Bebianno teria de “voltar às origens”, ou seja, sair do governo, caso estivesse envolvido em irregularidades.

Bebianno, um dos artífices da eleição de Bolsonaro, em vez de pedir demissão, passou a dar declarações ameaçadoras, afirmando, por exemplo, que o problema poderia “respingar” no presidente, entre outras diretas, indiretas e insinuações. Também começou a mexer os seus pauzinho, apelando para os militares e para Paulo Guedes, rejeitando o “pede pra sair” do capitão. Portanto, a única providência que restava ao presidente, para demonstrar autoridade, seria demiti-lo.

A REFORMA

Temendo que os estilhaços da crise atingissem a reforma da Previdência e levassem a uma desordem generalizada no governo, os militares entraram em campo para pôr ordem na bagunça, que tendia a crescer. Depois da pajelança, o núcleo militar resolveu que Bebianno ficaria no governo, providência anunciada pelo chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

O ACERTO

Mas, ao que parece, Bolsonaro rejeitou a decisão de seus tutores, deixando o negócio em banho-maria, procurando uma terceira via entre a permanência no cargo e a demissão sumária do secretário-geral. O presidente, pelo visto, procurava uma “terceira via”. Nessa busca, segundo informações divulgadas pelos jornais, o presidente teria oferecido, inicialmente, como prêmio de consolação, a diretoria de uma estatal; depois, o lance teria sido aumentado: o comando da embaixada brasileira em Roma. As duas propostas teriam sido recusadas por Bebianno.

Depois de cinco dias de idas e vindas, nesta segunda-feira (18/2/2019), o vice-presidente deu um ultimato para o fim da novela: “De hoje não passa”. De fato, no início da noite desse dia foi divulgada a exoneração de Bebianno, sob a alegação que Bolsonaro o demitira por motivos de “foro íntimo”, criando assim o presidente um motivo nunca anos alegado na história do país, nem do mundo inteiro inteiro, para o afastamento de um ministro de Estado.

De todo modo, qualquer resultado seria desmoralizante para o presidente: se mantivesse Bebianno no governo (mesmo em outro cargo), revelaria o seu temor do desafeto; exonerando-o, depois de cinco dias do início da crise – tendo no meio uma tentativa de acertos -, não melhora muito o quadro.

O GENERAL

O novo nomeado como titular da Secretaria-Geral da Presidência é o general Floriano Peixoto, que exercia o papel de secretário-executivo na pasta. Peixoto é o oitavo militar no primeiro escalão do governo. A partir de agora, entre os quatro ministros que despacham diretamente no Palácio do Planalto, somente Onyx Lorenzoni é civil.

O TUTELADO

Visto assim, parece que o grande laranja do governo é o próprio Jair Bolsonaro, que acreditou ser um “mito”, quando é, na verdade, apenas o testa de ferro de forças político-econômicas que ele mal compreende. É certo que, de vez em quando, Bolsonaro ameaça sair do cercadinho, como o fez nessa crise. Mas o enquadro dos militares, o grupo encarregado de pastorá-lo, será cada vez maior. Assim, sendo, dispõe-se de um presidente tutelado, cujos titereiros vão usá-lo até quando for útil. Depois, terá o destino das laranjas, depois de passadas no espremedor.

*Plínio Bortolloti,

Jornalista do O POVO.

Tasso propõe audiência pública com Paulo Guedes na Comissão de Assuntos Econômicos

O senador Tasso Jereissati (PSDB) propôs, nesta manhã de terça-feira, durante a primeira reunião ordinária da Comissão de Assuntos Econômicos, a realização de audiência pública com a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes.

O tucano quer ouvir do ministro quais as proposta da pasta para a economia do País nos próximos quatro anos.

Em especial, Tasso quer um debate mais esmiuçado sobre a Reforma da Previdência, que chegará nesta quarta-feira, pela mãos do presidente Jair Bolsonaro, ao Congresso Nacional.

(Foto  Agência Senado)

Prefeito diz que situação previdenciária do município registra superávit, mas exige cautela

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), cumpre agenda, nesta terça-feira, em Brasília.

Hora de um giro por ministérios como o da Saúde, onde tratará de apoio para o IJF 2 e demanda de alguns outros equipamentos de saúde como Upas, que precisam de credenciamento.

Para a reportagem do Blog, ele falou também sobre reforma da Previdência, com projeto a ser entregue nesta quarta-feira ao Congresso pelo presidente Jair Bolsonaro. Ele evitou dizer se a proposta oficial passe.

Sobre o sistema previdenciário da Prefeitura, Robeto Cláudio disse que está com superávit de cerca de R$ 700 milhões, mas observou que, mesmo nessa situação, a cautela é fundamental, pois há um déficit atuarial possível a médio e longo prazo.

Confiança do micro e pequenos empresários cresce, diz pesquisa

Os micro e pequenos empresários estão mais otimistas com a economia do país neste início de ano. Foi o que revelou levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Em janeiro, o Indicador de Confiança alcançou 65,7 pontos, o maior número desde maio de 2015, início da série histórica.

Na comparação com janeiro do ano passado, a alta foi de 20,2% e de 3,9% em relação a dezembro. É a sexta vez consecutiva que o indicador fica acima dos 50 pontos. O indicador varia de zero a 100 pontos, sendo que, acima de 50 pontos, reflete a confiança dos empresários com a economia.

“Se confirmadas as expectativas ao longo de 2019, a confiança poderá se consolidar acima do nível neutro e encorajar os micro e pequenos empresários a investirem, iniciando um ciclo virtuoso para a economia. Porém, isso dependerá de um ambiente político estável para garantir que acordos avancem no Congresso Nacional”, disse José Cesar da Costa, presidente da CNDL.

(Agencia Brasil)

Anel Viário – Trecho entre Maranguape e Eusébio já está liberado

O trecho entre a CE-040, no Eusébio, e a CE-065, em Maranguape, que corresponde a 19 quilômetros, foi liberado nesta manhã, 19, com a pista duplicada no sentido Maranguape-Eusébio. Durante a tarde, também deve ser entregue a duplicação do trecho entre a CE-065 e a BR-222. A expectativa é que haja melhoria do tráfego na Região Metropolitana de Fortaleza, principalmente em Maracanaú, que conta com um Distrito Industrial e a Central de Abastecimento do Ceará (Ceasa/CE).

Presente no momento da liberação, o secretário da Infraestrutura, Lúcio Gomes, explicou que “a intenção é segregar [os trechos prontos daqueles ainda em execução] para que o transtorno diminua e a velocidade melhore, mas com segurança”. O secretário afirmou ainda que cerca de 50 mil veículos trafegam no trecho diariamente e que a liberação é “um alívio para o Centro de Fortaleza e traz mais conforto e segurança para o trânsito”.

Com as obras, as pistas dos 32 quilômetros de extensão do Anel Viário, que se estende da CE-040 até a avenida Mister Hull, passarão a ter 16,5 metros de largura, em cada sentido. Segundo o superintendente do Departamento Estadual de Rodovias (DER), Sérgio Azevedo, as melhorias servirão “tanto para ao usuário que leva cargas e transporta passageiros como para a comunidade que aqui reside e necessita se deslocar em pequenas distâncias”.

De acordo com a Seinfra e o DER, novas interdições devem ocorrer durante 2019 para concluir as alças dos viadutos e requalificar o sentido Eusébio-Maranguape. Assumida pelo DER por meio de convênio assinado em 2011 entre os governos estadual e federal, a obra teve o primeiro contrato assinado em 2009 e está sete anos atrasada.

(O POVO – Repórter Marcela Tosi/Foto – Heloísa Vasconcelos)

Acendeu a luz amarela no Fortaleza – Rogério Ceni cobra reforços

Seis partidas foram o suficiente para criar o primeiro mal-estar no Fortaleza na temporada 2019. Diferentemente do comum, porém, o clima não foi gerado na arquibancada, partindo para dentro do clube. Pelo contrário, começou com o treinador e afetou diretamente a diretoria. Em coletiva concedida logo após a derrota do Leão para o Atlético-CE, no último domingo, Rogério Ceni demonstrou insatisfação com o elenco e cobrou reforços publicamente.

Qualificando o elenco que comanda como frágil, Ceni criticou duramente a atuação do time diante da Águia da Precabura e alertou para o baixo poder de competitividade da equipe para a disputa do Campeonato Brasileiro.

“Para jogar uma Série A ainda falta bastante. Falta render bem mais, ter bem mais jogadores, peças, se quiser se manter (na Primeira Divisão), né? Para jogar, você pode jogar com qualquer time, claro. Nós temos bons jogadores, mas precisamos ter outros para poder competir com algumas das equipes da Série A”, disse o treinador.

As duas últimas contratações feitas pelo clube foram os atacantes Marcinho – que inclusive já estreou – e Osvaldo. Rogério Ceni elogiou os dois, mas lamentou a falta de opções em outros setores. “Osvaldo é um ótimo jogador, também tem Marcinho, Edinho, outros jogadores de lado, mas se eu tirar o Dodô, não tenho outro (camisa) dez pra pôr. Se tirar um atacante não tenho outro de referência, zagueiro canhoto também, os problemas continuam”, criticou.

Questões financeiras foram apontadas pelo técnico como motivo para a demora para a chegada de reforços. Ele revelou que chega a analisar de cinco em cinco atletas para cada posição, até achar um que se encaixe nas necessidades do clube e daí passa o nome para a diretoria, que analisa se tem ou não condições de contratá-los.

“O clube está procurando e, quando encontra, às vezes, é muto caro ou o jogador está empregado ou o empresário pede muito. Aqui tem um limite de dinheiro, quando não tem o dinheiro, não tem o que fazer”, comentou Ceni. O orçamento do Fortaleza para a temporada é de R$ 56,7 milhões, sendo R$ 32 milhões destinados ao futebol. Isso permite ao Tricolor folha de pagamento de jogadores na faixa de R$ 2,5 milhões ao mês. O próprio ex-goleiro já disse outras vezes que esse valor já está quase todo comprometido.

O POVO procurou a assessoria de imprensa e questionou sobre posicionamento oficial do clube sobre as declarações de Ceni e obteve como resposta que “a diretoria está alinhada com comissão técnica e busca viabilizar as contrações que o treinador está necessitando”.

A primeira a chegar foi Osvaldo. O jogador desembarcou ontem em Fortaleza e foi recebido com festa no aeroporto, mas ainda não chegou a treinar no clube.

(O POVO – Repórter Brenno Rebouças)

Funceme registra chuva em 97 cidades

Choveu em 97 municípios cearenses, nas últimas horas, de acordo com boletim divulgado pela Funceme. A maior chuva foi registrada em Amontada, com 90 milímetros.

Para esta quarta-feira, a previsão é de nebulosidade variável, com eventos de chuva no Centro-Sul do Estado. Nas demais regiões, há possibilidade de chuva.

Confira as 10 maiores precipitações pluviométricas

Amontada (Posto: Icarai De Amontada) : 90.0 mm

Campos Sales (Posto: Campos Sales) : 70.6 mm

Deputado Irapuan Pinheiro (Posto: Dep. Irapuan Pinheiro) : 60.0 mm

Jijoca De Jericoacoara (Posto: Jericoacoara) : 52.0 mm

Campos Sales (Posto: Açude Poço De Pedras) : 50.0 mm

Morada Nova (Posto: Açude Cipoada) : 49.0 mm

Nova Russas (Posto: Nova Russas) : 43.0 mm

Banabuiú (Posto: Banabuiu) : 38.3 mm

Ipueiras (Posto: America) : 36.6 mm

Alto Santo (Posto: Alto Santo) : 35.2 mm

Presidente da CNI é preso em operação da PF que apura corrupção em contratos do Sistema S

449 3

A Polícia Federal predeu, nesta terça-feira (19), o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson de Andrade. A prisão ocorreu dentro da Operação Fantoche, que investiga um esquema de corrupção envolvendo contratos com o Ministério do Turismo e entidades do Sistema S. A informação é do Portal G1.

Um grupo de empresas, sob o controle de uma mesma família, de acordo com investigações da PF, vem executando contratos, desde 2002, por meio de convênios tanto com o ministério, quanto com as entidades. O dinheiro envolvido nos repasses seria superior a R$ 400 milhões.

Também nessa operação foi preso o empresário Luiz Otávio Gomes Vieira da Silva, que já havia sido preso pela PF em 2013, na Operação Esopo. Também são alvos de mandado de prisão os presidentes das Federações das Indústrias dos estados de Pernambuco, Alagoas e Paraíba, além de empresários e advogado.

De acordo com a PF, foram cumpridos outros 40 de busca e apreensão no Distrito Federal, Pernambuco, São Paulo, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Alagoas. São investigadas a prática de crimes contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos.

(Foto – CNI)

Presidente da Abih nacional ganha homenagem em São Paulo

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih), o cearense Manuel Cardoso Linhares, recebeu, nessa noite de segunda-feira, durante solenidade no Hotel Pullman, em São Paulo, o Troféu Fornecedores. A premiação é da Revista Hoteis e chega em sua oitava edição.

É considerada o “Oscar do setor”, pois a maior homenagem dos hoteleiros no Brasil aos fornecedores do setor, com apoio de todas as entidades da hotelaria como o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil, a Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (e várias regionais), a Associação Brasileira de Resorts, a Associação Brasileira de Governantas e Profissionais da Hotelaria, a Associação Brasileira de Compradores para Hotéis e o Sindicato da Indústria de Equipamentos de Cozinha.

(Foto – Divulgação)

Inflação do aluguel é de 7,24% em 12 meses

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel, teve inflação de 0,55% na segunda prévia de fevereiro.

Na segunda prévia de janeiro, o indicador havia registrado deflação (queda de preços) de 0,01%. Com o resultado, o IGP-M soma inflação de 7,24% em 12 meses.

A alta da taxa foi puxada pelos preços no atacado, já que o Índice de Preços ao Produtor Amplo passou de uma deflação de 0,26% em janeiro para 0,73% em fevereiro.

Os outros dois subíndices que compõem o IGP-M tiveram queda na segunda prévia de janeiro para a segunda prévia de fevereiro.

O Índice de Preços ao Consumidor, que acompanha o varejo, recuou de 0,49% para 0,17% no período. O Índice Nacional de Custo da Construção caiu de 0,38% para 0,29%.

(Agência Brasil)

Economia brasileira cresceu 1,1% em 2018, diz FGV

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 1,1% em 2018, segundo cálculos – divulgados hoje (19), no Rio de Janeiro – pelo Monitor do PIB, da Fundação Getulio Vargas (FGV). É a mesma taxa de expansão apresentada em 2017.

A alta foi puxada principalmente pelos serviços, que se expandiram 1,3% no ano. A indústria e a agropecuária também tiveram avanços, ainda que mais moderados, de 0,4% e 0,6%, respectivamente.

Entre os serviços, aqueles que mais se destacaram em 2018 foram os imobiliários (3,1%), comércio (2,1%) e transportes (2%). Os serviços de informação foram os únicos que apresentaram queda (-0,1%). Já entre os segmentos da indústria, foram registradas altas na eletricidade (1,4%), transformação (1,3%) e extrativa mineral (1,1%). A construção teve queda de 2,4%.

Sob a ótica da demanda, o destaque ficou com a formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos, que cresceram 3,7% no ano de 2018. O consumo das famílias avançou 1,8% e o consumo de governo, 0,2%. As exportações tiveram alta de 4%, inferior ao crescimento de 8,1% das importações.

No último trimestre do ano, o PIB ficou estável na comparação com o trimestre anterior e cresceu 1% na comparação com o último trimestre de 2017.

O desempenho oficial do PIB é medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que só deve divulgar o resultado de 2018 no próximo dia 28.

(Agência Brasil)

Editorial do O POVO – “A nova administração dos presídios”

Com o título “A nova administração dos presídios”, eis o Editorial do O POVO desta terça-feira:

Luís Mauro Albuquerque, secretário da Administração Penitenciária do Estado, chegou ao Ceará como uma referência no controle de penitenciárias. Entre outros feitos, foi o responsável por ordenar os presídios do Rio Grande do Norte, depois que uma rebelião no presídio de Alcaçuz, ocorrida em 2017, terminou com 26 detentos mortos. Em entrevista às Páginas Azuis, na edição de ontem, concedida ao repórter Thiago Paiva, disse que chegou a haver uma disputa amigável entre dois governadores petistas pelos seus serviços, Fátima Bezerra, querendo mantê-lo no Rio Grande do Norte, e Camilo Santana, chamando-o para o Ceará.

Apesar de seu currículo, a chegada de Mauro Albuquerque a Fortaleza não foi tranquila, e houve mesmo quem o tenha considerado inábil por anunciar que promoveria a transferência de chefes de facção para presídios federais. Por esse ponto de vista, o aviso prévio teria alertado os criminosos, que iniciaram uma onda de ataques, a ônibus, prédios e viadutos. Em resposta, ele diz apenas “discordar” de quem o considera personagem central da crise instalada logo após ter sido empossado.

Ao jornal, o secretário detalhou as medidas já tomadas com o início de seu trabalho, entre as quais o recolhimento de 3.200 telefones celulares nas celas; a contenção do comércio dentro dos presídios, em alguns funcionavam “verdadeiros supermercados”; a reorganização do sistema de visitas; e um mutirão com 36 advogados para revisar todos os processos, com apoio da Defensoria Pública.

Respondendo à pergunta se havia um colapso nos presídios devido à superlotação – no Ceará, o excedente supera os 100% das vagas -, o secretário disse não ver isso como o maior problema. Para ele, se em um local estão 70 pessoas, sem esgoto, sem banho de sol, sem atendimento médico e sem assistência jurídica, isso sim configura um “colapso”, pois não é um “lugar de se colocar um ser humano”. Mas se, na mesma área, forem alocados mais 70 detentos, oferecendo-lhes os direitos citados acima, a situação será melhor. Ele cita, inclusive, que recebe agradecimentos dos detentos mais vulneráveis que, depois das medidas implementadas, ficariam livres dos desmandos a que os chefes do crime os submetem.

Durante a entrevista, o secretário manteve-se sereno, segundo o relato do repórter. Não ameaçou os presos nem buscou intimidá-los com bravatas. Porém, foi firme ao insistir que vai manter uma disciplina rigorosa, nos termos da lei, com respeito à dignidade dos detentos.

Não é pouco, quando se vê muita gente, supostamente entendida em segurança pública, considerando que esse problema vai-se resolver na base do grito, com mais violência, e desrespeitando-se os direitos fundamentais da pessoa humana. n

(Editorial do O POVO)

PF deflagra fase da Lava Jato que tem entre alvos ex-senador tucano Aloysio Nunes

A Polícia Federal realiza, nesta terça-feira a Operação “Ad Infinitum”. Trata-se da 60ª fase da Operação Lava Jato que tem como alvo Paulo Vieira de Souza, operador financeiro ligado ao PSDB.Ele foi preso em São Paulo e levado para Curitiba, no Paraná. A PF também cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-senador tucano Aloysio Nunes Ferreira Filho. As informações são do Portal G1.

Nessa fase da Lava Jato, 46 agentes da PF cumprem também 12 mandados de busca e apreensão em São Paulo. Foram bloqueados ainda ativos financeiros dos investigados. A Corporação informa que a operação ocorre com base em depoimentos de doleiros e funcionários da Odebrecht.

De acordo com a Polícia Federal, as transações investigadas superariam a marca dos R$ 130 milhões, que correspondiam ao saldo de contas controladas por Paulo Vieira de Souza na Suíça no início de 2017.

O G1 enviou mensagem e tentou ligar para André Gerheim, advogado de Paulo Vieira de Souza, mas ele não respondeu nem atendeu a ligação. Paulo Vieira de Souza já foi indiciado em outras fases da Lava Jato.

DETALHE – A operação foi denominada de “Ad Infinitum”, o que remete ao fato de o caso parecer tratar de mais uma repetição do modo de atuação de alguns integrantes da organização criminosa.

Ciro Gomes: Bolsonaro, que posou de “chibata moral” na campanha, deve explicações sobre o “laranjal”

1459 45

O ex-ministro Ciro Gomes cobrou do presidente Jair Bolsonaro, nesta terça-feira, explicações sobre escândalos de corrupção que batem á porta do governo nas últimas semanas. Essa foi sua reação ao ser indagado sobre a exoneração de Gustavo Bebianno da secretária-geral da Presidência da República. Gustavo Bebianno caiu por estra envolvido em candidatura “laranjas” do PSL.

Segundo Ciro Gomes, que foi candidato a presidente pelo PDT, o que está em jogo é o “padrão moral”  que Bolsonaro prometeu em campanha, quando adotou a postura de “chibata moral” da Nação.

“Se ele (Bolsonaro) era a chibata moral da Nação, agora o que tem que ser explicado concretamente é a extensão desse laranjal que envolve o filho dele, senador Flávio Bolsonaro (PSL-Rio), o cheque do Queiroz (motorista) – de R$ 25 mil, para a primeira-dama e o alegado empréstimo que Bosonaro teria feito com Queiroz e a ligação dele com as milícias”, cobrou o ex-ministro.

Indagado se teria encerrado a trégua que dera, no começo da gestão Bolsonaro, quando apregoou oposição vigilante em nome da governabilidade do País, Ciro reagiu: “Não. Pra mim não existe trégua. O que existe é que ele, tendo tido a maioria dos votos, tem direito de tomar pé do governo. Agora tem jornalista pentelho que fica perguntando pra gente fora de hora e a gente tem que responder (risos).”

Ciro, que liberou o deputado federal Mauro Filho (PDT) para expor à equipe de Bolsonaro a sua proposta de reforma da Previdência quando foi candidato a presidente pelo PDT, deixou claro: não vai apoiar a proposta anunciada pelo governo federal. Essa proposta será entregue pelo próprio presidente ao Congresso nesta quarta-feira.

“Nenhuma chance. Porque ela prejudica os trabalhadores, especialmente os mais humildes. Não é razoável que uma pessoa que trabalha de gravata num ambiente de ar-condicionado tenha a mesma idade mínima para se aposentar de um trabalhador rural do Nordeste. Isso não é razoável e não vamos aceitar isso em nenhuma hipótese”, assegurou o ex-ministro.

O PDT debaterá hoje, em Brasília, o tema reforma da Previdência com a bancada federal em Brasília. Ciro e o deputado federal Mauro Filho, este foi o coordenador do seu plano de governo quando candidato a presidente, comandarão o encontro, tendo a coordenação do deputado federal André Figueiredo, líder do PDT na Câmara.

Tragédia em Brumadinho – Comissão externa ouvirá Ibama, TCU e ANA

A Comissão Externa da Câmara dos Deputados, criada para investigar as causas do rompimento da barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), ouvirá hoje (19) representantes dos órgãos de controle e ambientais. Na tragédia, morreram 169 pessoas e 141 estão desaparecidas, segundo a atualização mais recente do Corpo de Bombeiros.

Na audiência pública, está prevista a participação do presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Fortunato, o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia, Alexandre Vidigal de Oliveira.

Também são esperados o diretor da Área de Regulação da Agência Nacional de Águas (ANA), Oscar Cordeiro Netto, e o secretário de Infraestrutura Hídrica, de Comunicações e de Mineração do Tribunal de Contas da União, Uriel de Almeida Papa.

Na semana passada, a comissão ouviu o presidente da Vale, Fábio Schvartsman, que admitiu que as medidas de monitoramento da barragem não funcionaram.

A comissão parlamentar poderá atuar na revisão de leis, em especial a Política Nacional de Segurança de Barragens (Lei 12.334/10), para tornar mais rígidas as exigências de segurança dessas estruturas.

Há um projeto de lei nesse sentido, de autoria do ex-senador Ricardo Ferraço, e que foi desarquivado para ser analisado na Comissão de Meio Ambiente do Senado. O relator é o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Tanto a Câmara como o Senado aprovaram a criação de comissões parlamentares de inquérito (CPIs) nas duas Casas para investigação do desastre.

(Agência Câmara)

Prefeito garante imóvel para Casa da Esperança

735 5

Da Coluna do Eliomar de Lima, do O POVO desta terça-feira:

O prefeito Roberto Cláudio (PDT) encaminhou mensagem à Câmara Municipal pedindo autorização para concessão de imóvel público à Casa da Esperança. A instituição, fundada em 1993, atua em Fortaleza e presta atendimento a mais de 400 pessoas com autismo ou com atrasos no desenvolvimento, em áreas como atendimento educacional, de saúde e de assistência social.

A concessão, tão logo seja aprovada pelos vereadores, valerá pelos próximos 10 anos, podendo ser prorrogada por igual período, permitindo que todos os atendimentos da Casa da Esperança sejam realizados no local, no bairro Água Fria, sem nenhum custo para a instituição.

“A sede da Casa da Esperança foi construída nesse local em 2001 e lá a instituição presta relevantes serviços a crianças e jovens autistas, assim como a seus familiares, daí a importância da concessão do uso”, justificou o prefeito.

Que o ato seja um dos primeiros a amenizar a crise dessa entidade.