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Dilma agenda viagem para o Japão

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“A presidente Dilma Rousseff vai ao Japão no dia 27 acompanhada de uma comitiva de 30 grandes empresários brasileiros coordenada pela Confederação Nacional da Indústria. Na pauta dos encontros a abertura de mercado na terceira maior economia do Mundo para papel e celulose, minério de ferro e produtos do agronegócio, além da atração de investimentos.

Nos últimos dez anos o Brasil ficou de fora dos acordos de preferências comerciais assinados pelo Japão com 15 países. Os japoneses estão negociando acordos idênticos com outros 11 países e o Brasil quer entrar nesta lista de olho no mercado asiático.”

(ÉPOCA – Leonel Rocha)

Seleção Brasileira chega no fim desta tarde de domingo a Fortaleza

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A Selação Brasileira chegará a Fortaleza no fim da tarde de hoje e já tem programação definida pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A equipe de Felipão desembarcará por volta das 17h30min, no Aeroporto Internacional Pinto Martins, mas não terão contato com o torcedor nem com a imprensa. Do desembarque ainda na pista, os jogadores seguirão direto para o Marina Park Hotel. O jantar da delegação no refeitório do Marina está previsto para 19 horas.

Na segunda-feira, alguns jogadores concederão entrevista coletiva a partir do meio-dia, no hotel. Os demais terão manhã livre. Às 15 horas, os jogadores vão para o primeiro treino coletivo, no estádio Presidente Vargas. Na terça-feira, a seleção conhecer a Arena Castelão, o palco do jogo do dia seguinte. O treino na Arena Castelão será realizado às 15h15min e servirá para os jogadores reconhecerem o gramado do estádio.

No dia da partida, os jogadores vão almoçar ao meio-dia e seguirão para a preleção no hotel. A saída para o estádio será às 14 horas. Batedores da polícia vão escoltar o ônibus até a Arena. O jogo com o México será às 16 horas. No dia seguinte ao jogo, eles darão nova entrevista aos jornalistas e embarcarão para Salvador, às 15h30min. Na capital baiana, vão encerrar a primeira fase do torneio enfrentando a Itália, dia 22 (sábado), na Arena Fonte Nova.

Telefonia celular: desafios da qualidade e do preço reduzido

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Uma matéria publicada pelo O POVO, na sexta-feira (14), baseada no Relatório da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) constatou falhas nos serviços oferecidos pelas operadoras de telefonia móvel, no Ceará. O alto índice de chamadas não completadas constitui uma das grandes dores de cabeça enfrentados pelos usuários cearenses.

É certo que a Anatel tem aumentado a fiscalização sobre as telefônicas multando-as, como vem acontecendo com as operadoras existentes no Ceará. Contudo, é preciso avançar mais para que estas ofereçam serviços de qualidade, conforme se obrigaram nos contratos com os consumidores e com o próprio Estado brasileiro. Pois, a verdade é que a telefonia celular é o setor com maior número de reclamações consolidadas no Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) da Secretaria Nacional do Consumidor, órgão do Ministério da Justiça.

A contínua evolução tecnológica exige uma adequação constante por parte das operadoras para ficar em dia com as inovações a fim de oferecer uma maior eficiência operacional. Assim, o desenho regulatório das telecomunicações, segundo especialistas, deve também priorizar o estímulo ao investimento das concessionárias na expansão e modernização de suas redes e também a entrega de serviços de qualidade pelas empresas reguladas. Evidentemente, não se pode ignorar o desafio da infraestrutura. Para superá-lo, especialistas defendem que a Anatel tenha uma posição mais incisiva de cobrança do cumprimento das metas de qualidade e investimentos, por parte das operadoras.

Além da insatisfação com a qualidade do serviço, o mesmo se dá em relação ao seu preço elevado. Um levantamento das Nações Unidas divulgado em fevereiro de 2012 apontou que o custo da ligação de celular no Brasil é o mais alto entre os países em desenvolvimento. Por seu lado, um relatório da União Internacional de Telecomunicações (UIT), divulgado no ano passado, demonstrou que o brasileiro é o 10º que mais gasta sua renda (7,3%) com telefonia celular.

Como se vê, a Anatel tem pela frente a tarefa de não só criar as condições para um serviço de telefonia celular de qualidade, mas também de reduzir seus preços a níveis razoáveis. Não há razão para a continuação das insuficiências atuais.

(O POVO / Editorial)

Governo teve o bom-senso de reconhecer a legitimidade do movimento “Fortaleza Apavorada”

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Da coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (16):

Em Fortaleza, apesar da tentativa prévia de apavoramento dos possíveis candidatos a participar da manifestação de protesto contra a violência, o governo teve o bom-senso de reconhecer a legitimidade do ato promovido pelo movimento “Fortaleza apavorada”. E tudo transcorreu pacificamente. Ainda falta muita estrada para se aprender a conviver com a diversidade de pontos de vista e de interesses dentro do regime democrático brasileiro. Até mesmo quando há excessos da parte de manifestantes estes podem ser diluídos pela elasticidade da democracia.

Para tanto, é preciso que as autoridades, de fato, tenham convicções democráticas e apostem na superioridade da democracia, abrindo-se para o diálogo e não se deixando envolver pelas provocações, o que é algo ainda muito incipiente na cultura política brasileira, entranhadamente autoritária.

Protesto no Mané Garrincha termina com 29 detidos

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A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal informou que 29 pessoas foram detidas no protesto durante a abertura da Copa das Confederações, na tarde desse sábado (15). Do total de pessoas detidas, 19 eram adultos e dez adolescentes. Entre os adultos, 17 continuam detidos na 5ª Delegacia de Polícia Civil e dois foram liberados. Eles irão responder pelos crimes de desacato à autoridade, resistência à prisão e dano ao patrimônio público.

A secretaria avaliou que a ação policial foi correta para conter o protesto, mas manifestantes relatam que houve violência.

Os manifestantes protestaram contra o uso de dinheiro público na realização do evento esportivo. O ato começou de manhã na rodoviária de Brasília. Depois, os manifestantes seguiram para o Estádio Nacional Mané Garrincha, que sediou a partida de abertura, onde ficaram concentrados. Por volta das 14h15, houve tumulto e a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo, de efeito moral, spray de pimenta e balas de borracha para dispersar o protesto.

Segundo o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, a ação foi necessária porque os manifestantes ameaçaram invadir o estádio e era preciso garantir a ordem no local. “Não houve falha [na ação da polícia]. Foi um trabalho maravilhoso que garantiu a realização do evento”, disse em entrevista à imprensa, após a partida.

Perguntado se não houve excesso por parte da polícia, Avelar respondeu que “a polícia agiu com devido rigor”. “É um movimento interessado em prejudicar a imagem de Brasília e do país. A PM [Polícia Militar] tem uma situação de evitar que manifestantes impedissem a realização do evento”.

Avelar disse que a geografia onde fica o estádio facilitou que os manifestantes chegassem até o local. O Corpo de Bombeiros informou que fez 39 atendimentos de emergência (infarto, torção) durante o evento, sendo de três pessoas com ferimentos de bala de borracha. Segundo a PM, quatro policiais ficaram feridos.

Os manifestantes relataram que a polícia agiu com violência. Uma das manifestantes, que se identificou como Isadora, mostrou ferimento de bala de borracha na cabeça e disse que o movimento era pacífico. Muitos deles carregavam flores nas mãos para sinalizar o caráter pacífico do ato. “Eu estava acompanhando a manifestação, quando, de repente, a polícia começou a atirar. Fui atingida na cabeça e quase desmaiei”, disse à Agência Brasil.

Após o tumulto, o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, foi tentar dialogar com os manifestantes, mas sem sucesso. Eles disseram ao ministro que a ação policial foi truculenta e mostraram cartuchos das balas de borracha e das bombas de gás. O funcionário público Hamilton Neves entregou a Carvalho um cartucho e disse: “Isso é para o senhor ficar como lembrança do início da Copa das Confederações. Como o governo consegue conceber um estádio que custou R$ 1,4 bilhão e foi orçado em R$ 600 milhões. Esse é um gasto que poderia ser colocado na saúde e na educação”.

Para Carvalho, a polícia só começou a agir porque houve provocação por parte dos manifestantes. Ele argumentou ainda que o governo tem reduzido a desigualdade social no país.

(Agência Brasil)

BNB, Governo e Fetraece fecham acordo para renegociar dívidas rurais

“O Banco do Nordeste, o Governo do Ceará e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetraece) assinam, na próxima segunda-feira (17), acordos visando financiamentos de empreendimentos rurais e renegociação de crédito, no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Pronaf). A cerimônia ocorrerá às 9h30min, no Palácio da Abolição, em Fortaleza (CE).

O primeiro acordo será assinado pelo governador Cid Gomes, pelo secretário do Desenvolvimento Agrário (SDA), José Nelson Martins de Sousa, e pelo superintendente do Banco do Nordeste no Ceará, João Robério Pereira de Messias. O objetivo é financiar agentes produtivos, contemplados pelo Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável – PDRS (Projeto São José III), criado pelo Governo do Ceará, em parceria com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird).

No total, serão destinados recursos da ordem de R$ 24 milhões para implantação dos projetos, bem como sistema de abastecimento de água e esgotamento sanitário, com a finalidade de contribuir para o desenvolvimento sustentável desses empreendimentos cearenses.”

(Site do BNB)

Senado abre debates à participação popular

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senado debates

Os cidadãos terão a oportunidade de participar nesta segunda-feira (17) de duas audiências públicas no Senado. Uma na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), com a finalidade de debater a possibilidade de redução da maioridade penal, e outra, na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), para discutir a regulamentação da emenda constitucional que garantiu mais direitos aos trabalhadores domésticos.

O Senado disponibilizará canais de comunicação para facilitar a interatividade.

A audiência pública da CDH será realizada, na sala 2 da ala Nilo Coelho, a partir das 9h e será transmitida ao vivo pelo portal e-Cidadania e pela TV Senado. O público pode participar com perguntas ou comentários diretamente aos senadores e convidados pelo link http://bit.ly/PECdasdomesticas. A interação também é possível pelo Facebook, pelo Twitter e pelo serviço telefônico Alô Senado (0800-612211).

No caso do debate da CCJ, que começa às 15h, a transmissão se dará igualmente ao vivo pelo portal e-Cidadania e pelo canal 2 da TV Senado na internet, já que nesse horário a emissora estará transmitindo a sessão plenária. Os cidadãos poderão igualmente participar pelo Facebook, pelo Twitter e pelo Alô Senado (0800-612211). Além disso, a audiência será transmitida, por meio de videoconferência, para todas as assembleias legislativas, e também por videostreaming, através do portal do Interlegis.

O link para específico para acesso ao debate da maioridade penal é http://bit.ly/audienciaRMP3 .

(Agência Senado)

Grupo Chocalho promove II Festival Intercolegial de Poesia Estudantil

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O Grupo Chocalho de Cultura estará promovendo o II Festival Intercolegial de Poesia Estudantil. A diretoria da entidade mandou para o Blog o regulamento, com todos os detalhes. Confira:

1- OBJETIVOS

1.1- Levar para as Escolas Públicas e Privadas do Estado do Ceará um Projeto de Leitura e Escrita;

1.2- Colaborar no processo de permanência e sucesso dos estudantes na Escola;

1.3- Descobrir e dar oportunidade de surgimento de novos talentos, através da Poesia;

1.4- Incentivar e publicar a produção literária dos estudantes;

1.5- Formar leitores conscientes e críticos;

1.6- Popularizar e desenvolver no meio estudantil o gosto pela poesia.

2- PÚBLICO ALVO:

2.1- Estudantes regularmente matriculados e com frequência NORMAL nas Escolas Públicas e Particulares
do Estado do Ceará;

3- DAS INSCRIÇÕES

3.1.- Cada estudante poderá se inscrever, GRATUITAMENTE, sob pseudônimo, com até 03 (três) POEMAS INÉDITOS em 05 (cinco) vias digitadas, acompanhadas por CD.
Os originais não serão devolvidos;

3.2- Os estudantes poderão se inscrever, COM ATÉ 03 ( TRÊS ) TRABALHOS, nos seguintes níveis:

** Fundamental. I ( até o 5º ano )

** Fundamental II ( 6º até o 9º ano )

** Ensino Médio, ( 1º ao 3º ano );

3.3.- As inscrições poderão ser feitas até às 18 horas do dia 25 de junho de 2013 na SECRETARIA DE SUA ESCOLA ou no GRUPO CHOCALHO dia 28 de junho de 2013, na Casa de Juvenal Galeno – Rua General Sampaio, 1128 – Centro – Fortaleza – Ceará, CEP 60.020-030. Nesse caso, a data impressa no envelope, pelos correios, será o comprovante do cumprimento do prazo. Trabalhos, fora do prazo serão desclassificados. Os poemas, além de de escritos em papel ofício, deverão estar gravados em CD, ser assinados por pseudônimo e em outro envelope separado deve conter os dados do Autor, como: Nome Completo, Endereço Completo, E-mail, telefones, nome da Escola com Declaração confirmando que o aluno está REGULARMENTE MATRICULADO E COM FREQUÊNCIA NORMAL.

4 – DA SELEÇÃO E PRÊMIO

4.1- A Comissão Julgadora selecionará os 100 ( CEM ) melhores poemas, que farão parte do livro-prêmio II ANTOLOGIA DE POESIA ESTUDANTIL;

4.2- Entre os 100 ( CEM ) poemas, serão selecionados 18 ( DEZOITO ) poemas: 06 ( SEIS ) do Ensino Fundamental I ; 06 ( SEIS ) do Ensino Fundamental II e 06 (SEIS ) do Ensino Médio, para a GRANDE final que se realizará no dia 25 de julho de 2013 ( DIA DO ESCRITOR ), em local a ser definido pela COORDENAÇÃO DO FESTIVAL. Nesse mesmo dia será lançado o LIVRO-PRÊMIO. Os 03 ( três ) primeiros colocados em cada nível receberão prêmios ( TROFÉUS, LIVROS, PRÊMIOS DOS PATROCINADORES, ALÉM DE DIPLOMAS);

4.3- Todos os inscritos receberão DIPLOMA DE PARTICIPAÇÃO.

5- A COMISSÃO JULGADORA

5.1- A COMISSÃO JULGADORA será formada por pessoas de destaque em nossa vida literária ;

6. – OS CASOS OMISSOS SERÃO RESOLVIDOS PELA COORDENAÇÃO DO FESTIVAL.

Cotidiano dos idosos é administrar aposentadoria e aumento de despesas

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O cotidiano dos idosos é baseado geralmente na administração dos benefícios da aposentadoria com os gastos e o aumento de despesas. Dos 22,3 milhões de brasileiros, com mais de 60 anos, 3,7 milhões voltaram a trabalhar – em empregos fixos ou temporários. Muitos se queixam das dificuldades, pois ajudam parentes e amigos. Pelo menos 15,8 milhões se dizem chefes de família. 

É o caso do marceneiro aposentado Manoel Lopes, de 61 anos. Lopes disse que sua sorte é ter casa própria, do contrário, sua vida seria mais difícil. “Eu gasto pouco e faço minhas economias, como não pago aluguel, dá pra viver. Não gasto com roupa, nada disso. Gasto muito pouco com medicamentos, coisinha de R$ 10 a R$ 15”, ressaltou.

Econômico, Lopes disse que sempre tenta ajudar um parente que esteja precisando de suporte financeiro. “De vez em quando ainda dá para ajudar um filho ou um neto que precise”, destacou o aposentado.

Lopes faz parte do perfil da pesquisa Idosos no Brasil, do Instituto DataPopular. O diretor do instituto, Renato Meirelles, fez o levantamento de dados com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),e entrevistas nas principais cidades das cinco regiões do país, de outubro a dezembro de 2012.

“Para o idoso, trabalhar é um valor a ser respeitado. Mas a maioria volta a trabalhar porque a aposentadoria é insuficiente”, disse Meirelles. “Mas todos têm muito orgulho de dizer que, embora aposentados, ainda trabalham”, acrescentou. “Na prática, o que muitos ganham por ter experiência perdem pela baixa escolaridade, infelizmente.”

O funcionário público aposentado Benedito da Rocha, de 73 anos, reclama das dificuldades financeiras e das despesas que têm com a mulher, que é diabética e sofre de doença de Chagas, fazendo uso de uma série de medicamentos. “Tá tudo muito caro. A inflação subiu e o salário não foi corrigido de acordo com esse aumento. Minha mulher tem diabetes e Chagas [doença]. Ela precisa de uma boa alimentação. Verdura é caro”, disse.

Estudo da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) mostra que renda familiar inferior a R$ 291 indica classe baixa. Se a renda familiar fica entre R$ 291 e R$ 1.019 aponta para a classe média.

(Agência Brasil)

Revista Veja diz que Abin espionava Eduardo Campos

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Com chamada de primeira página, a revista Veja desta semana traz uma bomba: quatro agentes da ABIN – o serviço de espionagem do Governo Federal – foram presos sob a acusação de espionar os passos e vasculhar a vida do governador Eduardo Campos.

O caso agora abordado pela revista VEJA é o mesmo noticiado pelo Estado de S.Paulo em março, em que o jornal obtevedocumento sigiloso confirmando que o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI) mobilizou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar portuários e sindicatos contrários à Medida Provisória 595, conhecida como MP dos Portos. Identificado como “Ordem de Missão 022/82105”, de 13 de março de 2013, o ofício encaminhado a superintendências da Abin em 15 Estados litorâneos traz em destaque o alvo dos agentes: “Mobilização de Portuários”. O GSI confirma a autenticidade do documento.

A “missão” da Abin, informa o documento, é identificar ações grevistas como reação à medida provisória que altera o funcionamento dos portos. O alvo central são sindicalistas ligados à Força Sindical. A central sindical se uniu às críticas feitas pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), contra a MP dos Portos. Campos é possível candidato à Presidência em 2014.

Reportagem do Estado mostrou que a Abin vigiava os passos dos portuários de Suape, em Pernambuco. Na ocasião, o general Elito, após reunião com a presidente Dilma Rousseff, divulgou nota dizendo ser “mentirosa a afirmação de que o GSI/Abin tenha montado qualquer operação para monitorar o movimento sindical no Porto de Suape ou em qualquer outra instituição do País”.

A ordem contida no ofício 022/82105, porém, é clara sobre o monitoramento de sindicatos que atuam em portos. “Dirigentes sindicais ligados à Força Sindical pretendem promover paralisação nacional de 24 horas no dia 19 mar. 2013”, alerta o documento sigiloso.

 

Elevação de idade de dependentes no Imposto de Renda pode ser votada na CAE

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A Comissão de Assuntos Econômicos pode votar na terça-feira (18), em decisão terminativa, o PLS 145/2008, que eleva a idade dos dependentes para fins de Imposto de Renda da Pessoa Física. O projeto, que já tem parecer favorável da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), recebeu voto favorável do relator, senador Benedito de Lira (PP-AL).

O projeto, do ex-senador Neuto de Conto, altera o artigo 35 da Lei 9.250/1995, a fim de que filho, filha, enteada, enteado, irmão, neto, bisneto e menor pobre dependente do contribuinte tenham aumentada a idade limite de dependência para 28 anos, no lugar dos atuais 21 anos. Caso estejam cursando ensino superior ou escola técnica de segundo grau, a condição poderá estender-se até os 32 anos de idade.

(Agência Senado)

Cid entrega a UPA do Conjunto José Walter

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O governador Cid Gomes (PSB) inaugurou, neste sábado, a Unidade de Pronto-Atendimento do Conjunto José Walter. O ato foi dos mais concorridos. Entre os presentes, o vice-governador Domingos Filho, o prefeito Roberto Cláudio, secretários como Camilo Santana (Cidades) e Arruda Bastos (Saúde), o ex-ministro Ciro Gomes e o secretário nacional de Gestão e Participação Popular do Ministério da Saúde, Odorico Monteiro.

A UPA do Conjunto José Walter passa a integrar o plano de reforço da área da saúde da Copa das Confederações.

(Foto – Cláudio Barata)

Manifestantes estão concentrados no Estádio Nacional Mané Garrincha

Manifestantes estão concentrados na entrada do Estádio Nacional Mané Garrincha, que vai sediar a abertura da Copa das Confederações neste sábado (15). Policiais da Tropa de Choque fazem um cordão de isolamento para evitar o ingresso dos manifestantes no local.

“Eles [manifestantes] poderão permanecer aqui e nós vamos proteger a sociedade que comprou o ingresso para assistir ao jogo”, disse a coronel Hilda Ferreira, integrante do comando da operação policial. A Polícia Montada chegou ao local para reforçar a segurança. No total, 3.200 homens fazem a segurança no estádio.

Por causa do protesto, duas entradas do estádio tiveram de ser fechadas, mas os torcedores têm sido orientados para ingressar por outros portões. O protesto é contra os gastos públicos com o evento esportivo. Os manifestantes cobram aplicação de recursos na saúde e na educação.

Para o torcedor Willians dos Santos, que estava chegando ao estádio, a manifestação é legítima, pois saúde e educação sofrem com a falta de dinheiro e “milhões são gastos com a Copa”, porém acha que o ato deveria ter ocorrido em outro dia, pois hoje é dia de festa.

Com cartazes e faixas, os manifestantes gritam para que não haja violência, e que o ato é pacífico, porque os policiais estão com cachorros e equipados com máscaras de proteção. Um estudante, que participa da manifestação e não quis se identificar, argumenta que o governo está maquiando os problemas do Brasil para mostrar aos estrangeiros, que vieram assistir à Copa, uma realidade diferente. A intenção do movimento, segundo ele, não é barrar o jogo de abertura e nem causar tumulto na Copa. O movimento quer abrir os olhos da população para aplicação de recursos públicos.

O protesto também apoia as manifestações que têm ocorrido em São Paulo e no Rio de Janeiro, contra o aumento das tarifas do transporte público. Segundo a Polícia Militar, 500 pessoas participam do ato. Já a organização calcula em 2 mil pessoas.

(Agência Brasil)

País em ebulição. Imagine na Copa

Da coluna Política, no O POVO deste sábado (15), pelo jornalista Érico Firmo:

São movimentos diferentes, com perfis muito distintos, reivindicações diversas e mesmo naturezas contrastantes. De todo modo, em conjunto, o Brasil vive hoje um dos períodos de maior efervescência social e política desde a redemocratização. Houve movimentos maiores, mas o que chama atenção é a coincidência – ou não – de manifestações tão plurais, díspares, até, e capilarizadas. Se não é possível observar como fenômeno homogêneo, não seria equívoco menor considerar que uma coisa nada tem a ver com a outra.

O País está em ebulição: protestos contra aumento das tarifas de ônibus em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre (RS). Em Brasília, manifestação por moradias populares fechou o entorno do estádio Mané Garrincha, onde haverá hoje a abertura da Copa das Confederações. Com direito a barricadas e queima de pneus. O movimento anuncia que haverá atos do tipo em 12 capitais na próxima semana. Também na capital federal, índios protestam há semanas contra conflitos por terras. As manifestações são tão ecléticas que até proprietários rurais foram às ruas. No Rio Grande do Sul, em Santa Catarina, em Minas Gerais e em Roraima, produtores bloquearam rodovias contra justamente a demarcação de terras indígenas. Em Fortaleza e em Recife (PE), motoristas de ônibus fazem paralisações e afetam o eixo estratégico da mobilidade para o evento da Fifa. Além disso, a capital cearense viveu, na quinta-feira, a expressiva manifestação do “Fortaleza Apavorada”.

Em 8 de fevereiro do ano passado, a coluna já apontava que, quanto mais perto das competições da Fifa, maiores seriam as possibilidades de protestos. É assim agora e será muito mais até a Copa do Mundo. Não há nada de novo. Na África do Sul, em 2010, houve greve de seguranças na própria competição. Na Alemanha, em 2006, foram os médicos que paralisaram as atividades.

O Brasil vive momento de visibilidade mundial quase sem precedentes. Seria previsível e quase inevitável que houvesse tal eclosão. Surpreendente é o absoluto despreparo observado, principalmente em São Paulo, das autoridades para lidar com a situação. Não se limita a truculência, violência, desrespeito: as cenas na Avenida Paulista expõem monumental burrice política dos governantes.

A pesquisa e o alerta para o Governo Dilma

Em artigo no O POVO deste sábado (15), o editor-adjunto do Núcleo de Conjuntura do O POVO, Luiz Henrique Campos, avalia os números da popularidade da presidente Dilma Rousseff. Confira:

As recentes pesquisas tratando sobre a popularidade do Governo Dilma Rousseff podem não sugerir de imediato risco à reeleição da atual presidente em 2014. Os números a colocam em ampla vantagem sobre os principais adversários, além de ter na base social menos favorecida do país imensa margem de apoio que lhe garante folga considerável.

Essa, porém, não deveria ser a preocupação dos que estão à frente dos destinos do Brasil. Os resultados dos indicadores apresentados, mereceriam, sim, ser vistos como alerta sobre os rumos a que se está dando aos destinos do País. Não resta dúvida de que, entre todos, a economia é o parâmetro maior para se medir o grau de satisfação da sociedade para com os governos. No caso brasileiro, se tivemos nos últimos anos certos avanços ao se colocar na cena do consumo classes sociais até há pouco totalmente excluídas, vê-se agora que esse modelo não pode se sustentar indefinidamente, sem que seja dado o salto necessário a inserir o País no trilho do desenvolvimento sustentável.

Nesse aspecto, se conseguimos superar a agenda da estabilidade, estamos ainda distantes de avançarmos no aspecto da competitividade das empresas. O Brasil, infelizmente, ainda patina em áreas fundamentais com vistas a atingir níveis razoáveis de competitividade, que são a melhora da educação funcional, a redução dos gargalos em termos de infraestrutura e a diminuição da burocracia estatal.

Falta-nos, por exemplo, estímulo ao risco de inovar. E, sem isso, jamais vamos superar o atraso no qual nos encontramos em comparação com países mais desenvolvidos. No Brasil, ao contrário, tem-se dificuldade tanto para fechar como para abrir uma empresa. Sem contar a insegurança jurídica que rodeia a quem pensa em empreender, estimulando, na verdade, a informalidade.

O governo deveria, sim, se preocupar em acabar com esses gargalos, que têm reflexo direto no futuro. Ao que parece, o governo atual quer se garantir para sempre apostando exclusivamente no consumo das classes menos favorecidas. A queda da popularidade mostrou, todavia, que bastou o risco da volta da inflação para o humor da opinião pública azedar, indicando o quanto é frágil essa opção.