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Cresce o número de jovens que recorrem a estimulantes sexuais, mesmo sem precisar

Um levantamento feito com homens entre 25 e 35 anos atendidos pelo Centro de Referência em Saúde do Homem da capital paulista revelou que 20% dos pacientes utilizaram medicamentos para disfunção erétil sem prescrição médica. Foram consultados 300 homens durante o período de um mês.

“São jovens que acham que tomando a medicação vão virar super-homens, vão ter um aumento da potência. Mas, na verdade, não tem nada disso”, disse Cláudio Murta, coordenador da Urologia do centro.

Murta explicou que o uso dos estimulantes sem necessidade não faz diferença no desempenho sexual. “A medicação funciona apenas para quem tem problema. Para quem não tem, praticamente não faz efeito”, informou.

De acordo com o médico, além de não trazer benefícios, a utilização inadequada de estimulantes pode ocasionar efeitos colaterais como dor de cabeça, nariz entupido, rosto vermelho, diarreia, náusea, vômito e, em casos mais raros, pode provocar cegueira. “Para quem tem problemas cardíacos, pode levar até a morte”, alertou.

Outro problema provocado pelo uso dos estimulantes é o risco de dependência psicológica. “O paciente acaba achando que só vai conseguir ter relação [sexual] se tomar a medicação, quando, na verdade, não é nada disso. Ele pode ter a relação [sexual] independentemente do remédio”, explicou. Segundo o médico, os pacientes nessa situação passam a achar que precisam da medicação para conseguir a ereção, mesmo que o remédio não seja, de fato, necessário. “O paciente acaba sofrendo muito depois”, disse

O médico alerta que o uso indiscriminado dos estimulantes tem aumentado. “Há bastante tempo, desde que foi lançado o Viagra, a gente sabe que existe este tipo de uso. Agora, com a quebra da patente do Viagra, a tendência é [o problema] aumentar, porque o preço caiu. Então, há um certo receio de que a coisa fique até pior”, disse.

Os estimulantes sexuais, destacou o médico, devem ser usados apenas por pacientes com problemas reais de ereção. “Nós prescrevemos o remédio para quem tem alguma doença orgânica que leva à disfunção erétil como pressão alta e diabetes”.

Normalmente, a idade comum dos usuários que utilizam a medicação é acima de 60 anos. “Eventualmente, tem pacientes jovens para quem a gente prescreve, são os que têm problemas psicológicos. A gente acaba usando como uma terapia de apoio, enquanto ele faz a psicoterapia e trata o problema psicológico dele”.

(Agência Brasil)

Torcida de primeira, time de terceira

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A torcida do Fortaleza cumpriu a sua parte, mas o time deu vexame em campo, na tarde deste domingo (11), no estádio Presidente Vargas, ao perder para o Oeste, por 3 a 1. Com o resultado, a equipe tricolor permanece na Série C do Campeonato Brasileiro.

Mais de 20 mil torcedores superlotaram o estádio Presidente Vargas, na esperança de ver o Leão de volta à segunda divisão do Brasileiro. O público (20.062 torcedores) foi mais que o dobro do jogo Palmeiras 2 a 3 Fluminense (8.461 torcedores), que garantiu o título da Série A ao time carioca.

Fortaleza não aguenta a pressão de sua própria torcida e segue como time de terceira

Com um público de Série A e com um futebol de Série C, o Fortaleza tremeu diante de sua própria torcida e segue na terceira divisão do Campeonato Brasileiro, ao perder para o Oeste (SP), na tarde deste domingo (11), em pleno estádio Presidente Vargas, por 3 a 1.

A vantagem tricolor, na partida de volta pelas quartas-de-final da competição, durou apenas o início do primeiro tempo, quando o time paulista abriu o placar. O Fortaleza empatou no fim da primeira etapa, mas não teve competência para virar o jogo na segunda etapa, quando o Oeste marcou mais dois gols.

Empobrecimento explícito

Os ministros do Supremo Tribunal Federal já concluíram que sete políticos cometeram crime de lavagem de dinheiro para se beneficiar de recursos que circularam no esquema do mensalão.

Numa tentativa inusual de tentar reaver o dinheiro, a Corte decidiu incluir o ressarcimento dos cofres públicos entre as penas imputadas aos 21condenados por esse delito na ação penal 470. Dessa forma, quem lucrou com o esquema terá de devolver à União as quantias milionárias desviadas. Os condenados poderão inclusive perder seus bens.

No entanto, recuperar esse dinheiro não será fácil. Pesquisa realizada pela reportagem de ISTOÉ mostra que, enquanto as investigações sobre o mensalão avançavam, acusados do crime de lavagem trataram de camuflar o próprio patrimônio.

O aparente “empobrecimento” é uma tentativa de livrar os bens de bloqueios judiciais e dos confiscos. Para reconstituir as manobras usadas pelos deputados mensaleiros para proteger imóveis e empresas, ISTOÉ cruzou dados das declarações de Imposto de Renda dos acusados desse crime, pesquisou informações de cartórios e obteve escrituras e certidões que compõem a íntegra da ação em análise pela Corte. Os documentos mostram que, nos últimos sete anos, pelo menos quatro dos condenados doaram imóveis a familiares ou transferiram propriedades e cotas de empresas para terceiros.

Essa dificuldade ajuda mensaleiros dispostos a movimentar milhões para proteger suas fortunas da Justiça. O deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), por exemplo, reduziu o patrimônio de forma considerável. A declaração de bens apresentada à Receita antes das investigações em nada lembra a lista patrimonial do parlamentar este ano. Valdemar era dono de duas mineradoras, cinco imóveis e outros bens que somavam oficialmente R$ 5 milhões. O deputado, que recebeu R$ 8,8 milhões das empresas de Marcos Valério, se desfez da maioria das propriedades.

Longe da política desde 2010, quando foi derrotado na eleição a deputado estadual em Minas Gerais, o ex-integrante do PTB na Câmara Romeu Queiroz também tem reduzido ano a ano o milionário patrimônio que detinha quando o mensalão foi denunciado. Na época, Queiroz tinha oito fazendas, um haras, pelo menos quatro apartamentos em Belo Horizonte, um flat em Brasília e outros bens que somavam R$ 3 milhões. Com patrimônio equivalente à metade do que tinha quando o escândalo estourou, Queiroz não é dono sequer do apartamento onde mora, no bairro de Lourdes, na capital mineira.

O patrimônio em nome do ex-presidente do PP Pedro Corrêa também foi dissolvido no decorrer das investigações do mensalão. Em 2004, ele era proprietário de 18 apartamentos, duas casas, dois flats e duas fazendas. Atualmente, o pernambucano mantém em seu nome apenas um prédio, cujo usufruto registrado no cartório do 1º oficio do Recife pertence ao filho e à nora.

A dificuldade para mapear os bens que servirão para ressarcir os cofres públicos será ainda maior quando chegar a vez de o ex-deputado Carlos Alberto Rodrigues, o Bispo Rodrigues, prestar contas à Justiça. Antes detentor de patrimônio cujo valor ultrapassava R$ 19 milhões, o bispo mantém atualmente apenas 50% de participação acionária na Rádio Jornal da Cidade e na Divisa Serviços. As ações em outras empresas desapareceram. Após deixar a Igreja Universal, ele teve de entregar uma casa luxuosa onde vivia no bairro do Lago Sul, área nobre de Brasília, para outro pastor. Em seu nome, não há imóveis e o patrimônio declarado atualmente não ultrapassa R$ 2 milhões. De acordo com a maioria dos integrantes do STF, o bispo cometeu crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

(IstoÉ)

Cespe divulga nota mas não define data de novas provas do TRT

O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe) divulgou na tarde deste domingo (11) uma nota em sua página na internet confirmando a suspensão do concurso do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). No texto, os responsáveis pela organização do concurso explicam que a decisão foi tomada “em função de problemas na estrutura do prédio da Universidade Paulista (Unip)” – um dos locais onde a prova estava sendo aplicada, desde as 8h da manhã deste domingo, em Brasília.

Duas horas depois do início das provas, um estrondo ouvido em um dos blocos da universidade provocou tumulto e correria. Pelo menos três pessoas ficaram feridas, segundo o Corpo de Bombeiros, e um candidato se jogou da janela do segundo andar.

As vítimas foram encaminhadas para hospitais da cidade e ainda não há informações sobre o estado de cada uma delas. Oficiais do Corpo de Bombeiros relataram que o caso mais grave foi o do candidato que pulou pela janela. Segundo eles, o homem foi transportado rapidamente para o hospital e estava consciente no momento do atendimento.

O prédio foi evacuado e fechado pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil. Depois da vistoria que durou pouco mais de uma hora, o coronel Sérgio Bezerra, subsecretário de Operações da Defesa Civil do Distrito Federal, explicou que a estrutura do prédio não foi abalada. Segundo ele, o forte barulho foi provocado pela dilatação e estufamento do piso de salas de dois blocos.

Ainda assim, o coronel recomendou a suspensão do concurso para evitar outro pânico caso o fato se repetisse no período da tarde, quando seriam aplicadas as provas para cargos de nível médio para o mesmo órgão.

O Cespe ainda informou que o concurso será reaplicado para todos os 54,9 mil inscritos, mas não definiu prazo para divulgação das novas datas de aplicação das provas.

O concurso foi realizado em Brasília e Palmas para preenchimento de 28 vagas e formação de cadastro de reserva para os cargos de técnico judiciário e analista judiciário do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região. No período da manhã, as provas foram direcionadas para candidatos aos cargos de analista. No período da tarde, estavam previstos os exames para os cargos de técnico.

(Agência Brasil)

Lúcio Alcântara mostra que está atento e ironiza números da violência no Ceará

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“Faltou de tingir de vermelho o Ceará onde a coisa, segundo os números oficiais, está proporcionalmente muito pior que em São Paulo”.

A declaração é do ex-governador Lúcio Alcântara, neste domingo (11), ao comentar no Blog a charge do Clayton, referente à violência em São Paulo.

Vamos nós – O curioso é saber como o ex-governador encontrou os números da violência no Ceará, pois nem mais os relatórios da Ciops são disponibilizados para a imprensa, há mais de dois anos. A desculpa é que o site se encontra em manutenção. O Ministério Público move ação contra essa “caixa-preta”.

Redes sociais da internet são mais usadas pela classe média

A nova distribuição socioeconômica do país, com mais pessoas tendo acesso a bens de consumo, fez com que a classe C, ou classe média, passasse a ser maioria no uso de redes sociais na internet. A constatação foi feita por pesquisa do Instituto Data Popular (IDP), que será apresentada no Fórum Novo Brasil, nesta segunda-feira (12) e na terça-feira (13), em São Paulo. Um dos convidados é o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo.

De acordo com a pesquisa, que ouviu 1,8 mil pessoas nas ruas de 57 cidades e 20 mil pela internet, 48% dos 75 milhões de internautas brasileiros são da classe média – assim considerada a família com renda mensal entre R$ 1.540 e R$ 2.313. A pesquisa informa que 44% estão nas faixas A e B, que compõem a classe alta, e 8% são dos estratos sociais D e E, de mais baixo poder aquisitivo.

Os internautas da classe C são responsáveis por 56% de acessos no Facebook e 55% no Twitter, contra 24% da A/B nos dois casos. Quadro totalmente diferente de pesquisa semelhante feita em 2009, que apontava absoluto domínio da classe alta nas duas redes, de acordo com o diretor do IDP, Renato Meirelles.

Virada perfeitamente normal, segundo ele, considerando-se que em torno de 30 milhões de pessoas foram incorporadas ao mercado de consumo nos últimos dez anos, nas contas do governo. Fato que alargou a base da classe média, estimada em 101,1 milhões de brasileiros, equivalentes a 53% dos 190,7 milhões de brasileiros registrados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010. A baixa renda reúne 51,5 milhões (27%) e 38,1 milhões (20%) estão na classe alta.

(Agência Brasil)

O desafio de uma gestão de 18 meses

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A eleição do deputado estadual Roberto Cláudio (PSB) para a Prefeitura de Fortaleza o coloca diante de alguns desafios interessantes. O primeiro deles diz respeito a lidar com quase 50% dos eleitores contrários às propostas apresentadas por ele durante a campanha. Apesar da vitória ter sido além da margem inicialmente esperado, não é desprezível o percentual dos que rejeitaram as ideias do então candidato no segundo turno, sem contar que, no primeiro, os números foram ainda mais preocupantes. Se, a cada início de gestão, é normal que haja certa complacência com quem está começando, é bom o futuro prefeito não contar tanto com isso, a julgar pelos fatos que têm marcado o período de transição e as demonstrações rancorosas que persistem.

Além dessa situação não tão favorável que emanou das urnas, Roberto Cláudio também terá de administrar muito bem o que apresentou como proposta de gestão. Ações nas áreas de transporte, saúde, mobilidade urbana, entre outras, alvo de severas críticas durante a campanha, deverão ser cobradas à exaustão do futuro governo, e em pouco tempo. Como espera-se que tenha oposição aguerrida, é do jogo que a fatura oriunda dessas promessas seja colocada à mesa sem trégua ou parcimônia. Isso, sem contar que já no começo do ano deve acontecer aumento da passagem de ônibus, congelada há anos pela Prefeitura. Não há como esquecer ainda que logo em janeiro Roberto Cláudio irá ter o primeiro embate com os servidores em vista da data-base da categoria.

Outro ponto que deverá ser intensamente cobrado é a conclusão de obras deixadas pela gestão atual. A prefeitura tem se antecipado em divulgar pela imprensa que estaria deixando recursos para a conclusão de várias delas, antes mesmo de repassar isso oficialmente ao novo prefeito. Muitas dessas, na verdade, estão paradas ou não foram iniciadas por uma razão ou outra. Mas o fato é que, agora, a responsabilidade por eventuais atrasos serão exclusivamente do futuro prefeito. Como se utilizou fartamente do argumento da lentidão na execução dessas obras para angariar adeptos na eleição, Roberto Cláudio terá que provar a capacidade de realizar o mais rápido possível, sob pena de ser cobrado pelo que tanto condenou na gestão anterior.

O que se apresenta como mais desafiador para o próximo prefeito é que o tempo não conta a seu favor. A Copa do Mundo será realizada 18 meses depois de Roberto Cláudio assumir e ele terá que entregar a cidade com tudo pronto para o evento. Fazer, portanto, em um ano e meio, o previsto para quatro, é no mínimo cruel para quem precisará, no mínimo, de algum tempo para se assenhorar das coisas que envolvem a máquina pública municipal. Os desafios, nesse sentido, são enormes, com vários obstáculos pela frente. Sem falar que, nas eleições de 2014, Fortaleza será a grande vitrine de Cid Gomes quando for pedir voto a quem indicar ao governo e ao Senado. Não será fácil.

Ayres Britto deixará processos importantes no STF sem definição

Não é apenas a conclusão da Ação Penal 470 que ficará desfalcada com a aposentadoria do ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF), na próxima sexta-feira (16). Além de perder as discussões finais sobre as penas dos réus do mensalão, o ministro deixará para trás uma série de processos importantes que estavam sob sua responsabilidade.

Assim que assumiu a presidência, em abril deste ano, Ayres Britto repassou para Cezar Peluso a maioria dos processos acumulados em seu gabinete nos últimos anos – cerca de 6,2 mil. As exceções são aqueles casos que já estavam em fase adiantada, mantidos com o ministro na expectativa de um desfecho próximo.

Com o julgamento do mensalão, que ocupou os últimos meses de atividade da Corte, essa expectativa acabou frustrada. A conclusão desses processos deve ter atrasos consideráveis com a saída de Britto, pois o novo ministro – que ainda será indicado pela presidenta Dilma Rousseff – terá que se familiarizar com os autos antes de preparar seus votos. 

Um desses casos é a ação que questiona o ensino religioso nas escolas públicas brasileiras. O caso chegou ao Supremo em 2010, quando o Ministério Público Federal questionou acordo entre o Estado brasileiro e o Vaticano que prevê o ensino de religião na rede pública do país. Polêmico, o assunto motivou o ingresso de várias entidades interessadas, mas ainda não houve decisão.
 
Britto também é o relator do fim do pagamento de pensões vitalícias a ex-governadores de estados e seus dependentes. As 12 ações, uma para cada estado, foram propostas pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em 2011. Britto ficou com os casos de Sergipe e do Rio de Janeiro, que estavam prontos para julgamento desde março deste ano.

(Agência Brasil)

São pelo menos 60 projetos para quatro anos de gestão

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No primeiro discurso após eleito prefeito, Roberto Cláudio firmou o compromisso de priorizar a população mais pobre da Cidade, prometeu percorrer todos os postos de saúde para traçar diagnóstico da situação e reafirmou a intenção de executar todas as obras que haviam sido apresentadas durante os quase quatro meses de campanha.

“Foram dias de conversa ao pé do ouvido de pessoas que contaram as suas angústias, os seus desejos e as suas frustrações. Essa cidade é cheia de potencial”, disse ele, no último dia 28. E prometeu: “Quero assumir cada compromisso’.

Na lista, são pelo menos 60 projetos, entre pequenas intervenções e grandes obras. Todos eles, garante o coordenador do plano de governo de RC, Eudoro Santana, pensados minuciosamente para ser executados dentro do prazo de quatro anos de gestão.

Os números precisos indicam que os projetos não foram idealizados aleatoriamente: serão exatas 48 escolas com educação em tempo integral. Para a saúde, nem 20, nem 18: serão 19 Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs). Os postos de saúde chegam a 28. Na habitação, foram prometidas 20 mil casas.

“Os números foram levantados levando em consideração a necessidade da população e os gastos a serem demandados. Estimamos a construção de 28 postos de saúde. Mas, na verdade, Fortaleza tem 52 bairros que não têm um posto sequer”, detalha Eudoro. Os números, porém, não poderiam fugir à realidade do dinheiro em caixa. Os valores, garante a futura gestão, estão na ponta do lápis.

Para o principal gargalo da cidade, estariam assegurados exatos R$ 287 milhões. Do montante, R$ 145,6 milhões serão dedicados à construção dos postos de saúde. Para abrir as 19 UPAs prometidas, deverão ser investidos R$ 98,8 milhões. E na execução das seis policlínicas, serão desembolsados R$ 42,6 milhões.

Na área de segurança pública municipal, a principal promessa de campanha do prefeito eleito era triplicar o efetivo da guarda e incorporar novas viaturas e tecnologias de informação e comunicação. O projeto deverá ter um investimento global estimado em R$ 120 milhões.

Para construção das 160 creches, serão injetados R$ 240 milhões – metade, dos cofres da Prefeitura; o outro tanto, em parceria com o Governo do Estado. A solução para acabar com os buracos da cidade em 360 dias será o investimento de R$ 5 milhões em recursos da própria Prefeitura.

(O POVO)

Vereadores petistas estariam saindo do raio de influência de Luizianne

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Da coluna Bric-à-Brac, no O POVO deste domingo (11), pela jornalista Inês Aparecida:

Já emitem ondas perigosas de que poderão sair do raio de influência de Luizianne os recém-eleitos vereadores, de pequenos partidos, guindados à Câmara por meio de estratégia engendrada pelo primeiro-ministro Waldemir Catanho. Comenta-se que houve tentativa de reuni-los para uma conversa inicial, mas não compareceu número suficiente para que fosse realizado o encontro.

Sabe-se que grande parte dos vereadores não precisa ter aulas de fisiologismo, o defeito vem junto com o resultado das urnas. E, por fim, assimilar a saída do poder é uma questão que mexe até no lado afetivo, pois há palacianos que seguem o lema “família unida, jamais será vencida”, ou seja, marido e mulher juntinhos na folha de pagamento.

No Facebook, Paulo Quezado desmente carta de apoio a candidato da OAB-CE

“Prezados Colegas Advogados e Advogadas do Estado do Ceará,

Acerca de uma carta omissiva e apócrifa postada através dos correios, nesta semana, e que trata das eleições na OAB/CE, tenho a esclarecer o seguinte:

1) Após 06 de setembro do corrente ano, não me manifestei sobre qualquer candidato à presidência da OAB/CE. À exceção da ocasião em que estive no Fórum Clóvis Beviláqua e fui fotografado com os dois candidatos: Valdetário e Erinaldo, e, se presente estivesse, com o candidato Colares Filho.

2) A carta que circula através dos correios e que está sendo entregue no endereço dos colegas, não tem a minha assinatura nem minha anuência pelo que a torno ineficaz e sem valor.

3) Certo do entendimento dos colegas advogados e advogadas rogo da atual chapa que remete a postagem o devido respeito e consideração ao meu nome.

Sou e sempre serei um simples eleitor”.

Paulo Quezado

OAB/CE nº 3.183″

Hage critica excesso de recursos judiciais por dificultarem luta contra a corrupção

O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, criticou nesse sábado (10), no encerramento da 15ª Conferência Internacional Anticorrupção, o excesso de apelos e oportunidades de recursos judiciais no país, que resultam em morosidade na execução das decisões da Justiça e, consequentemente, em casos de impunidade.

Segundo ele, a sociedade não pode se acomodar perante a ineficiência da aplicação de penas previstas em lei e a ausência de legislação que preveja fortes e rigorosas sanções. “Quem quer realmente contribuir deve, além de lutar pela superação dos problemas, cuidar de fazer o que esteja ao alcance de suas mãos, em cada área de atuação específica, porque há sempre algo que podemos fazer contra a impunidade”, disse o ministro.

De acordo com Hage, agentes públicos do Executivo, por exemplo, devem explorar ao máximo as formas de punição administrativa, que, para ele, podem ser pesadas e relevantes. Outro ponto enfatizado foi a necessidade de divulgação e publicidade de ações decorrentes da corrupção, pois as sanções que atingem a imagem do agente ou da empresa envolvida no crime têm, por vezes, consequências mais severas do que as sanções tradicionais.

“Além do efeito exemplar que isso [publicidade] pode causar, o infrator poderá não ter novas oportunidades de delinquir, por ficar impedido pelo enorme papel da pura e simples transparência, que abre caminho para toda e qualquer oportunidade de apuração”, explicou o ministro.

(Agência Brasil)

Juiz espanhol defende que corrupção seja tratada como crime internacional

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O juiz espanhol Baltasar Garzón, conhecido por ter expedido mandado de prisão contra o ex-presidente chileno Augusto Pinochet, disse neste sábado (10) que a corrupção e a impunidade são questões diretamente relacionadas, que se retroalimentam e viabilizam a execução de crimes contra a humanidade. Garzón ainda defendeu que a corrupção seja tratada como crime internacional pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) e que a cooperação judicial entre os países seja mais efetiva, sem a possibilidade de negação de execução judicial por questões políticas – o que, segundo ele, contribui para que atividades corruptas fiquem impunes.

O juiz espanhol participou de debate sobre o papel da sociedade no combate à corrupção na 15ª Conferência Internacional Anticorrupção. A participação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, estava prevista, mas foi cancelada. No final do dia, o ministro chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, deverá encerrar a conferência, que aprovará uma declaração sobre o tema.

De acordo com o juiz Garzón, durante muitos anos, impunidade e corrupção foram temas tratados de forma dissociada. Investigações conduzidas mundialmente, no entanto, mostram que o aproveitamento econômico e a obtenção de fundos viabilizados pela corrupção financiam crimes contra a humanidade, crimes de guerra e genocídio – os três crimes tipificados pelo Estatuto de Roma, que criou o Tribunal Penal Internacional, em 2002, a única corte internacional que tem competência para julgar e condenar pessoas por essas violações. Por outro lado, a comunicação entre as instâncias internacionais e os tribunais nacionais não é eficiente, o que dificulta as investigações e a aplicação de penas.

Isso, segundo o juiz, deve ser investigado no sentido de se avaliar se as autoridades judiciais e políticas são perseguidas por corruptores ou têm colaboração com os atos de corrupção.

Para essa avaliação, Garzón defendeu a ampla participação da sociedade civil organizada e da imprensa internacional, que, segundo ele, deve ser ampla e sistematicamente protegida. O juiz disse que atentados contra a imprensa devem ser catalogados como crime contra a humanidade – pois seriam óbices à obtenção de informações e, consequentemente, empecilhos ao combate à corrupção e à impunidade.

(Agência Brasil)

Luizianne dá coletiva na 3ª feira. Nada de cancelar Réveillon ou deixar o PT

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A prefeita Luizianne Lins (PT) não confirma notícia do cancelamento do Réveillon de Fortaleza nem a decisão de que se desfiliará do PT, em função do apoio da presidente Dilma Rousseff ao governador Cid Gomes (PSB). As informações foram divulgadas na coluna do jornalista Donizete Arruda, no jornal Aqui Ceará, atribuídas ao jornalista Felipe Patury. Segundo Arruda, as informações estão na edição da revista Época, que circula neste fim de semana.

“Não confirmo nada. Por enquanto tudo especulação! Vou dar coletiva na terça-feira no Paço Municipal”, disse Luizianne, via mensagem de SMS, ao ser questionada sobre o assunto pelo O POVO.

A assessoria da prefeita negou que a prefeita de Fortaleza teria cancelado a festa de Réveillon deste ano. A equipe informou que não há ainda programação para o evento.

Luizianne Lins e Elmano de Freitas se reuniram na última quinta-feira, 8, em São Paulo, com o ex-presidente Lula, segundo a assessoria do PT. Entretanto, não foram divulgados os detalhes da conversa. Nesta semana, a atual prefeita deve reunir a equipe para uma avaliação da campanha de Elmano.

A privacidade e a neutralidade

Em artigo no O POVO deste sábado (10) o presidente-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil), Eduardo Levy, comenta a preocupação com segurança e privacidade na internet. Confira:

O mundo da internet vive um paradoxo: ao mesmo tempo em que a vida privada é cada vez mais socializada, também é crescente a preocupação com segurança e privacidade. O internauta quer compartilhar fotos da última viagem ou fazer transações bancárias pela internet, mas teme ter a conta violada ou as imagens apropriadas indevidamente.

O tema privacidade é um dos assuntos que mais deveriam estar em discussão no processo de elaboração do Marco Civil da Internet, assim como a discussão de limites para o uso que os provedores de conteúdo e de serviços on line fazem dos dados pessoais e do conteúdo acessado pelo usuário.

É comum abrirmos o computador e sermos bombardeados por propagandas do produto que é o primeiro da nossa lista de consumo. As informações que saem de nossas máquinas são diariamente cruzadas para montar um detalhado perfil, violando nossa privacidade e ameaçando nossa segurança.

A discussão da privacidade, porém, não tem ganhado tanta atenção. Apenas a neutralidade da rede, que pouco está entre as preocupações do usuário, vem sendo objeto de tratamento. Deveríamos abordar a neutralidade de maneira mais ampla, incluindo aquela que deve ser garantida pelos provedores de conteúdo e de serviços on line.

A discussão da neutralidade deve envolver todos os seus aspectos e não apenas a rede. A rede deve sim ser neutra quando tratamos dos mesmos serviços e aplicações. O e-mail do fulano tem que ser entregue com a mesma urgência do e-mail de sicrano, mas não deve ter a mesma prioridade de uma videoconferência de telemedicina, em que o paciente está sendo operado com a orientação, a distância, de um especialista.

É aí que entra a gestão de rede como um elemento essencial para o bom funcionamento dessa infraestrutura. Redes gerenciadas asseguram robustez e eficiência da transmissão de dados e dão suporte à criação de serviços inovadores. Diversas práticas de gerenciamento de redes já são empregadas atualmente, como o controle de spams.

O consumidor quer uma internet aberta, transparente, segura e que garanta sua privacidade. Quer poder escolher um plano de acesso que melhor atenda às suas necessidades, mesmo que tenha que pagar mais por isso. É assim com um carro mais potente e confortável ou com a entrega rápida de encomendas, por exemplo. Usuários e aplicações que demandem recursos especiais de rede não devem produzir a socialização dos custos gerados por esse privilégio. Tratar quem consome muito como quem consome pouco aumenta o custo para todos.

Ao se regular a internet, portanto, é necessário estar atento para evitar regras que engessem as empresas na sua capacidade de inovar em seus modelos de negócio e serviços, evitando a redução de receita e o desestímulo aos investimentos. A responsabilidade pelo futuro da internet no Brasil está nas mãos de todos os atores envolvidos e deve ser discutida com responsabilidade e sem atropelos.

Quanto vale a eleição

Da coluna Política, no O POVO deste sábado (10), pelo jornalista Érico Firmo:

Os oito candidatos que ficaram fora do segundo turno da disputa para a Prefeitura de Fortaleza declararam, juntos, despesas de R$ 5,7 milhões. À parte estranhezas, como Francisco Gonzaga (PSTU), que declarou não ter gasto um real sequer. Nem com programas de rádio e televisão. Nem com com gasolina para ir às caminhadas ele teve. Por sua vez, Roberto Cláudio (PSB) e Elmano de Freitas (PT), os mais votados no primeiro turno e que foram para a fase final da disputa, têm prazo extra para apresentar a prestação de contas final.

Eles, até agora, só declararam as despesas referentes aos dois primeiros meses da campanha. E os números revelam bastante sobre a disputa eleitoral. Só em julho e agosto, Elmano informou ter gasto R$ 2,88 milhões. E o que dizer de Roberto Cláudio que, também nos dois primeiros meses, já acumulava R$ 4,58 milhões em recursos aplicados?

Roberto Cláudio começou a eleição na sexta colocação. Elmano era o sétimo. Três meses depois, estavam nos dois primeiros lugares. O dinheiro fez a diferença.