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Paquistão demole casa onde Osama Bin Laden foi morto

Autoridades paquistanesas começaram a demolir na noite deste sábado (25) a casa na cidade de Abbottabad onde Osama Bin Laden foi morto por forças americanas em maio último.

Escavadeiras começaram a chegar após o anoitecer para demolir os muros da propriedade, na localidade próxima à capital, Islamabad, e passaram a noite trabalhando.

O local, que teria servido como esconderijo para Bin Laden por mais de cinco anos, foi cercado com forte segurança.

Moradores dizem que um toque de recolher de surpresa foi estabelecido na área.

As autoridades paquistanesas dizem que a demolição foi decidida logo após a operação americana de 2 de maio de 2011, mas que foi adiada quando o governo estabeleceu uma comissão judicial para investigar a ação das forças americanas.

Segundo um porta-voz da polícia, a demolição foi decidida porque o local vinha atraindo visitantes, o que significaria uma ameaça de segurança.

(BBC Brasil)

Senado vota em março propostas da reforma política

O senado marcou para 21 de março a votação em plenário de propostas da reforma política que já tiveram sua tramitação concluída na Casa. Segundo informações da Agência Senado, vão a votação propostas que tratam do financiamento público de campanha, da exigência de referendo para alteração no sistema eleitoral e de mudança na data de posse de presidente da República, governadores e prefeitos. Uma quarta proposição, que altera regras para coligações partidárias, ainda está na fase de discussão no plenário e pode ir a votação no dia 21 caso não receba emendas.

O projeto que estabelece o financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais foi aprovado no ano passado em decisão de caráter terminativo e poderia ter sido enviado à Câmara dos Deputados, mas como houve interposição de recurso deverá ser votado no plenário. Há divergências sobre a permissão de doações por indivíduos ou empresas em anos eleitorais, mesmo se aprovado o financiamento público.

A matéria sobre a mudança da data da posse de presidente da República para o dia 15 de janeiro e a de governadores e prefeitos para 10 de janeiro, recebeu emenda no plenário, já aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), determinando que os mandatos dos deputados estaduais e distritais eleitos em 2014 sejam encerrados em 31 de janeiro de 2019.

A PEC 42/2011, que também está pronta para a votação em 21 de março, determina que qualquer alteração no sistema eleitoral dependerá de aprovação em referendo popular. Com isso, uma alteração do atual sistema proporcional para voto distrital, com lista aberta ou fechada, precisaria passar pelo crivo da aprovação popular antes de ser implementado.

A proposta que permite coligações eleitorais apenas nas eleições majoritárias, ou seja, para presidente da República, governador e prefeito, ainda pode ser incluída na pauta do plenário do dia 21 de março para votação em primeiro turno, mas precisa passar por cinco sessões de discussão, programadas para os dias 13, 14, 15, 20 e 21.

(Estadão)

Jovens universitários que clonaram cartão da Xuxa “somem do mapa”

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Os três jovens universitários cearenses que clonaram o cartão de crédito da apresentadora da Rede Globo, Xuxa Meneghel, em outubro de 2008, desapareceram dos noticiários policiais e de qualquer outro banco de dados, inclusive de processos na Justiça. Não há registros deles sequer em suas escolas de ensino superior, como ainda em consultas processuais no Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE).

Os três rapazes foram presos em uma operação da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF), que na época era comandada pelo delegado Andrade Júnior, atualmente à frente da Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS).

Os universitários, de acordo com as investigações na época, teriam efetuado um golpe no valor de R$ 1 milhão, após lesarem seis estabelecimentos bancários. Um empresário cearense também foi vítima do grupo, ao ter a quantia de R$ 90 mil transferida de sua conta bancária.

Segundo ainda as investigações na época, o grupo não chegou a usar o cartão de Maria (das Graças Xuxa) Meneghel, que não possuía limite de crédito. Mas conseguiu um outro cartão, em nome de um dos universitários, como dependente da titular.

Três meses após serem presos, os universitários já estavam soltos. O fato somente foi descoberto porque um deles foi novamente detido, dessa vez com um veículo importando de placas frias (falsas), em frente ao Aeroporto Pinto Martins. A Polícia constatou que o veículo era de procedência do Pará e que as placas eram de um carro do Ceará, que pertenceria a um dos outros dois rapazes acusados do golpe milionário contra os bancos.

Mesmo de posse de um veículo irregular, sem carteira de habilitação e resistência à abordagem (tentou fugir e capotou o carro), o rapaz respondeu somente a um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). Apesar da “baixa ofensa” do crime, o processo também não consta no TJCE.

Lei da Ficha Limpa poderá ser adotada também no Poder Executivo

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Estabelecida pelo Supremo Tribunal Federal a validade da Lei da Ficha Limpa para as eleições municipais deste ano, o Congresso Nacional trabalha agora para que ela seja aplicada também a cargos do Poder Executivo. Tramita na Câmara dos Deputados uma proposta de emenda à Constituição (PEC) pela qual as pessoas consideradas inelegíveis segundo os critérios desta lei também sejam impedidos de assumir postos em ministérios, secretarias estaduais ou prefeituras, bem como cargos de chefia em órgãos da administração direta.

A PEC, de autoria do deputado Sandro Alex (PPS-PR), visa a evitar que políticos que ficariam fora da vida pública por meio de cargos eletivos sejam acomodados no Poder Executivo em função das alianças partidárias. Segundo o deputado, hoje, há candidatos ficha suja ganhando como prêmio de consolação cargos mais importantes no Executivo.

“A população exige que, para os cargos do Executivo, sejam cumpridos os mesmos princípios da moralidade e probidade exigidos para os cargos eletivos”, completa Alex, cuja proposta também impede os ficha-suja de assumir cargos de confiança ou funções comissionadas, que são exercidas por funcionários efetivos.

O assunto está sendo tratado pelo governo federal. Segundo a Controladoria-Geral da União, há um debate em andamento envolvendo a Casa Civil, o Ministério da Justiça e a Advocacia-Geral da União, além da própria CGU. A assessoria de imprensa da CGU informou, porém, que ainda não há uma definição sobre a proposta.

A ideia já conta inclusive com apoio de parlamentares da base aliada do governo. É o caso do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que foi um dos maiores defensores da Ficha Limpa no Congresso. “Se a presidenta [Dilma Rousseff], amanhã ou nos próximos dias, disser que vale também no Executivo, que só pode assumir quem tem ficha limpa e capacidade para o cargo, seria fantástico”, disse Simon, após saber da decisão do Supremo pela constitucionalidade da lei. Na Câmara, mais de 200 deputados, entre oposicionistas e governistas, apoiaram e assinaram a PEC de Sandro Alex.

Entre os oposicionistas, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) foi o primeiro a cobrar que governadores, prefeitos e a presidenta Dilma adotem os critérios da Lei da Ficha Limpa para nomear seus subordinados. “O exemplo da lei, aprovada no Legislativo e agora declarada constitucional pelo Supremo, tem que ser seguido pelo Executivo. Aí vamos conseguir construir uma política mais republicana”, afirmou Randolfe.

A Lei da Ficha Limpa teve iniciativa popular e foi aprovada pelo Congresso Nacional em 2010, alguns meses antes das eleições gerais daquele ano. Diversos candidatos eleitos não tomaram posse em 2011 com base nos artigos da lei que consideram inelegíveis aqueles que foram condenados por órgão colegiado (segunda instância) por crimes hediondos, crimes contra o patrimônio público e improbidade administrativa, entre outros.

(Agência Brasil)

O didatismo do desabafo de Ivo Gomes

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As rusgas administrativas tornadas públicas por Ivo Gomes, chefe de gabinete do governador Cid Gomes, entre a Prefeitura de Fortaleza e o Governo do Estado, sobre possíveis impasses na execução de obras do executivo estadual na Capital, para além do momento de tensão pré-eleitoral no qual foram apresentadas, têm um componente didático importante a ser levado em conta pelo eleitor. Uma das máximas utilizadas em campanhas é a de que esferas de poder no executivo produzem ganhos à sociedade quando são do mesmo partido, ou de tendências políticas afins.

O que se tem visto, porém, nos governos de Cid Gomes, Luizianne Lins e do PT em nível federal, joga por terra essa máxima que funciona muito mais como marketing eleitoral, do que propriamente constatação objetiva. Nesse sentido, se fosse permitido ao eleitor avaliar os ganhos gerados desde 2006 para Fortaleza, quando Cid venceu a eleição, juntando-se ao triunvirato Luizianne e Lula (depois Dilma), no poder, qual seria a percepção? Restam dúvidas de que essa parceria tão alardeada por todos como necessária e facilitadora de ações em benefício da cidade tem produzido pouco?

A constatação, todavia, não é de todo ruim. Difícil seria aceitar que por serem da mesma base política, prefeitura e governo estadual fossem mais beneficiados do que outros entes federativos pelo Governo Federal. As mágoas, se é que podemos assim nos referir as falas de Ivo Gomes, são, na verdade, elementos interessantes para que o eleitor possa discernir em relação a determinadas leituras que acabam fazendo por ele. Na política, na maioria das vezes, gerir é muito mais um exercício individual do que mesmo ação coletiva. Não raro, governantes se dizem só quando estão no poder.

No caso de Fortaleza, a relação entre Cid e Luizianne tinha tudo para dar certo, mas nunca se teve parceria tão tensa e no limite entre dois governos com tantas afinidades políticas. Explicar isso é tarefa para o futuro, mas o fato é que internamente há pessoas que não se toleram nos dois governos e não é de hoje, o que acaba, se houver a manutenção da aliança, por gerar mais uma iniciativa puramente eleitoral.

(O POVO / Menu Político / Luiz Henrique Campos)

Pobre Fortaleza

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Até agora, como já foi dito aqui, não se falou em projeto para Fortaleza e sim em nomes que seriam indicados, dependendo da conveniência, para ocupar a cadeira principal no Palácio do Bispo. O que se vê, até então, é uma queda de braço surda entre o governador Cid Gomes e a prefeita Luizianne. Ela, adotando estilo mais incisivo, de vez em quando cutuca onça com vara curta. Ele, se utilizando de porta-vozes (os irmãos Ciro e Ivo) para desancar a Prefeita e sua gestão.

Os dois, passando a impressão de que pouco se importam com o destino da Capital e sim com os projetos políticos de cada um. Luizianne, com os olhos verdes voltados para o Palácio da Abolição. Há quem diga que ela já se vê ali na avenida Barão de Studart com Ana Bilhar. A ausência de debate em torno do futuro de Fortaleza não se limita aos políticos com mandatos. A tal de sociedade civil também não dá sinais de que pretenda ser participante do processo. Não surge uma liderança nova para afastar o marasmo. A apatia é geral e preocupa, porque as eleições estão batendo à porta.

(O POVO / Coluna Bric-à-Brac / Inês Aparecida)

Brasil condiciona ajuda à Europa a mais poder no FMI

O ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, afirmou que os países em desenvolvimento poderiam prover mais recursos para ajudar os países da zona do euro em dificuldades, mas desde que ganhem como contrapartida mais poder dentro do FMI (Fundo Monetário Internacional).

Os comentários de Mantega foram feitos durante um encontro de ministros das Finanças do G20 na Cidade do México.

O ministro brasileiro também pediu que os países da própria zona do euro contribuam mais com seus próprios fundos para a ajuda.

“Os países emergentes somente ajudarão sob duas condições: primeiro que eles (os países da zona do euro) reforcem sua rede de proteção (o fundo europeu de ajuda aos países em dificuldades) e segundo, que a reforma do FMI seja implementada”, afirmou.

“Eu vejo a maioria dos países compartilhando opiniões semelhantes de que os europeus têm que fortalecer seu fundo de proteção”, disse.

Outros ministros presentes no encontro no México também manifestaram o desejo de que as nações europeias destinem mais fundos para o Fundo Europeu de Estabilização Financeira, o fundo criado no ano passado para ajudar os países da região com dificuldades para pagar suas dívidas.

‘Cor do dinheiro’

O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, afirmou que as nações da zona do euro avaliarão no mês que vem a possibilidade de aumentar o tamanho do fundo.

George Osbourne, ministro das Finanças da Grã-Bretanha, país que não faz parte da zona do euro, fez cobranças parecidas às de Mantega.

“Estamos preparados a considerar (aumentar) os recursos do FMI, mas apenas depois de vermos a cor do dinheiro da zona do euro, que ainda não vimos”, afirmou.

“Apesar de haver muitas coisas a discutir nesta conferência do G20, não acho que veremos nenhum recurso a mais prometido aqui, porque os próprios países da zona do euro não se comprometeram com recursos adicionais. Esse problema vai ser claramente estabelecido aqui no México”, afirmou.

Leia mais em http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1053670-brasil-condiciona-ajuda-a-europa-a-mais-poder-no-fmi.shtml

(Folha com a BBC Brasil)

Senador quer estender Lei da Ficha Limpa para cargos de confiança

“O senador Pedro Taques (PDT-MT) começa esta semana com uma missão: conseguir a assinatura de 27 senadores para a apresentação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que estende o conceito da Lei da Ficha Limpa para a indicação de pessoas a funções e cargos de confiança –aqueles que não precisam de concurso público– em todos os poderes e em todos os níveis de governo (União, Estados e municípios).
 
Ao apresentar na última quinta-feira (23) sua proposta, o parlamentar não pode contar com um quórum razoável no Senado ainda com o rescaldo do Carnaval, o que fez com que conseguisse até a última sexta (24), apenas quatro das 27 assinaturas que precisa para apresentar o projeto.
 
“O cidadão, pela Lei da Ficha Limpa, digamos que ele não possa ser candidato a vereador do menor município do Brasil, porque ele incorre em uma das causas de princípios da inelegibilidade da lei complementar 135, que é a Lei da Ficha Limpa, mas ele pode ser presidente da Casa da Moeda, presidente da Petrobras, isso é razoável? Isso não se apresenta como razoável”, argumenta Taques.”

(Do Portal Uol)

Serra deve confirmar até segunda-feira pré-candidatura em SP

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O ex-governador José Serra deve oficializar até esta segunda-feira (27), à direção do PSDB, sua pré-candidatura à prefeitura de São Paulo. Em uma reunião na noite da última sexta-feira (24) entre Serra, o governador Geraldo Alckmin e o prefeito Gilberto Kassab (PSD), o tucano confirmou a decisão de participar da eleição deste ano. Neste sábado (25), Kassab anunciou publicamente a decisão de Serra e acrescentou que o tucano não pretende disputar as eleições presidenciais em 2014:

— O importante é que houve uma decisão. José Serra se definiu. Ele quer ser prefeito de São Paulo e isso é muito positivo. Ele abandonou essa opção (de concorrer à Presidência da República), e seu projeto de vida e político passará a ser pelos próximos cinco anos a cidade de São Paulo — disse o prefeito, durante visita a uma praça no bairro da Freguesia do Ó, na Zona Norte da cidade.

Serra se comprometeu a encaminhar ao diretório municipal do PSDB uma carta formalizando a disposição de disputar as prévias que escolherão o candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, marcadas, a princípio, para o próximo dia 4. Após cumprir a formalidade, está previsto um pronunciamento do ex-governador.

No encontro da sexta-feira não foi estipulada uma data para que Serra envie a carta ao partido, mas dirigentes tucanos disseram que essa etapa deverá ser concluída até segunda-feira.

(O Globo)

STJ abre concurso para 28 vagas e formação de cadastro reserva

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu, na última quarta-feira (22), o período de inscrições de concurso que deverá preencher 28 cargos de níveis médio e superior, além de formação de cadastro reserva. O concurso é organizado pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB) e as inscrições devem ser feitas até o dia 16 de março pelo site www.cespe.unb.br/concursos/stj2012. A taxa varia de R$ 50 a R$ 80.

Quem tem formação intermediária pode tentar o cargo de técnico judiciário, na área de apoio especializado (telecomunicações e eletricidade). Graduados poderão entrar na disputa pelos postos de analista judiciário, nas áreas de apoio especializado (biblioteconomia, clínica médica, psiquiatria e psicologia) e judiciária. De acordo com o edital, as remunerações podem variar entre R$ 4.052,96 a R$ 6.611,39.

A seleção será composta de provas objetivas para todos os candidatos, avaliações discursivas para quem tem nível superior e provas práticas para nível médio.

A primeira etapa está marcada para 6 de maio, nos horários da manhã e da tarde.

(Estadão)

Confirmada a morte de dois militares na Estação Comandante Ferraz

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O ministro da Defesa, Celso Amorim, confirmou neste sábado (25) a morte dos dois militares brasileiros que haviam desaparecido durante incêndio na Estação Comandante Ferraz, na Antártica: o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo e o sargento Roberto Lopes dos Santos, ambos da Marinha. Eles participavam do grupo de apoio que tentava apagar o incêndio originado na casa de máquinas da base.

“Num ato de heroísmo, eles estiveram justamente no local de maior risco, na tentativa de debelar o incêndio e não conseguiram. Todos os pesquisadores e funcionários civis foram resgatados e já se encontram no continente, no Chile, e amanhã (domingo, 26) já devem estar de volta ao Brasil”, disse Amorim.

Segundo o ministro, 12 militares da Marinha, inclusive o comandante da base, ficaram na base chilena, que é vizinha à brasileira na Ilha Rei George, na Antártica. Eles devem retornar à Comandante Ferraz, para ajudar no trabalho de perícia e no resgate dos dois corpos. Um navio da Marinha brasileira também se deslocou para a Ilha Rei George, para ajudar na tarefa.

(Agência Brasil)

A persistência do racismo

Em novembro de 2008, quando milhões de americanos se congratulavam, certos de que haviam dado mais um passo para redimir nas urnas seu histórico pecado original – o racismo -, o dono de uma loja de conveniência em Standish, Estado do Maine, pendurou o aviso: “A Loteria Osama Obama de Espingarda”. A aposta custava US$ 1 e o apostador estaria adivinhando quando o recém-eleito Barack Hussein Obama seria assassinado. O subitamente mais ocupado Serviço Secreto registrou a iniciativa do comerciante mentecapto, uma entre as milhares que tornaram o primeiro presidente negro da história americana um dos mais frequentes alvos de complôs assassinos entre os moradores da Casa Branca.

O incidente é lembrado por Randall Kennedy em seu livro The Persistence of the Color Line: Racial Politics and the Obama Presidency (A Persistência da Divisão de Cor, Política Racial e a Presidência Obama, Pantheon Books, US$ 26,95). Kennedy é professor da Harvard Law School e dono de um currículo acadêmico estelar que inclui uma passagem como analista de processos para o lendário Thurgood Marshall, o primeiro juiz negro da Suprema Corte americana.

O livro faz o contraponto da euforia que cercou a eleição de Barack Obama com a realidade ainda enfrentada por mais de 12% da população americana. Um país, onde, diz o professor, a elite branca tem “alergia” a reconhecer a persistência do racismo; onde a população carcerária negra passa de 39%; e a direita se sente à vontade para questionar, do privilégio de um cargo eletivo ou do poleiro de comentarista de TV, a legitimidade do presidente.

“O racismo ainda é relevante”, escreve Randall Kennedy, lembrando que o Senado americano só elegeu três negros em toda sua história – um deles, Barack Obama – e não abriga nenhum senador negro hoje. A eleição de Obama, ele conclui, não inaugurou uma era em que os políticos negros se livraram do peso do racismo: “Apenas demonstrou que a seleção racial não impede em termos absolutos a chance de vitória de um candidato presidencial negro”. Em outras palavras, Obama mudou a história por ser eleito. E, prevê o professor, com uma dose de desapontamento, é por novembro de 2008 que ele deve ser lembrado, mais do que por suas ações de governo.

Apesar da escrita sóbria e da argumentação meticulosa característica do pensamento legal, Kennedy se torna mais enfático na conversa ao vivo, quando fura o balão da narrativa nacional que inclui, a seu ver, ficções como “a era pós-racial”. Leia a seguir, a conversa de Randall Kennedy com o Sabático.

(Estadao)

A partir de 2013, interatividade nos televisores será obrigatória

O governo perdeu a paciência com os fabricantes de televisores, que negociavam um cronograma para equipar os aparelhos com o Ginga, software que garante a interatividade na transmissão da TV digital. As regras foram publicadas ontem no Diário Oficial da União. A partir de 2013, 75% das TVs de tela fina produzidas no País terão de sair de fábrica com o Ginga.

Apesar de a indústria ter sido pega de surpresa, Virgilio Almeida, secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, afirmou que o setor privado foi consultado, tendo participado até de um seminário em Brasília, em agosto de 2011. “Na realidade, os prazos e porcentuais iniciais foram flexibilizados”, disse Almeida.

Segundo a portaria, os fabricantes de TVs estão dispensados de incluir o software nos aparelhos produzidos neste semestre e, de julho a dezembro, a instalação do sistema é opcional. Em 2014, ano da Copa do Mundo, 90% dos televisores de tela fina fabricados no Brasil terão de contar com o software. O Ginga é o único componente desenvolvido no Brasil do chamado sistema nipo-brasileiro de TV digital.

A decisão do governo não contemplou o pleito da indústria, que propunha um ritmo mais lento na implantação do software interativo nas TVs.

Em janeiro, Lourival Kiçula, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), disse ao Estado que o cronograma proposto pela entidade era incluir o Ginga em 10% das TVs conectadas, com acesso à internet, a partir de outubro deste ano, subir esse índice para 50% em janeiro de 2013 e atingir 95% em 2014.

Na época, o governo queria incluir 30% do Ginga em todas as TVs de tela fina em julho deste ano, ampliar esse índice para 60% em 2013 e atingir 90% em 2014. A indústria considerou esse cronograma inadequado, uma vez que o teste para validar o uso do software só será concluído no fim de setembro.

Além disso, como não havia obrigatoriedade de instalação do software nos aparelhos e nos transmissores do sinal digital, de acordo com a norma 15.606 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que trata sobre a TV digital, metade das indústrias não se preparou para isso, especialmente as nacionais. A norma foi acertada no âmbito do Fórum da TV Digital, do qual participaram indústrias, governo, emissoras e idealizadores do software.

Justiça. O temor de que a obrigação de instalação do software já valesse já partir de julho deste ano fez com que representantes de dez indústrias concluíssem em janeiro que a saída seria questionar a medida na Justiça.

Nesta sexta-feira (24), procurada pelo Estado, a Eletros não quis se pronunciar sobre a decisão do governo. A entidade tem reunião marcada para discutir a questão no dia 6 de março.

Samsung, LG e Philips informaram que vão seguir as exigências do governo. A Semp Toshiba não retornou as ligações.

(Estadão)

Candidatura de Serra não surpreende Haddad

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A possível candidatura do ex-governador tucano José Serra à Prefeitura de São Paulo não tomou de surpresa o pré-candidato do PT, Fernando Haddad. “Já esperava que isso fosse acontecer”, disse ele.

A afirmação foi feita após a quarta reunião do Conselho Político do partido, realizada neste sábado, na sede do Diretório Municipal do PT, no centro da cidade. Haddad, ex-ministro da Educação, disse que a possível entrada de José Serra na disputa foi tratada com “naturalidade” pelos membros do Conselho. “Isso não muda nada. Ele (Serra) vai defender a atuação da administração atual e nós vamos apresentar um plano alternativo de mudança.”

Questionado a respeito do fim da possível aliança com o PSD, do prefeito Gilberto Kassab, Haddad brincou: “É a volta dos que não foram”. Segundo ele, nunca houve negociação formal com o PSD e sim conversas entre Kassab e dirigentes do PT.

(Agência Estado)

Irã alerta que ataque de Israel acabará com estado judeu

O Ministério da Defesa do Irã alertou que um ataque de Israel levará a um colapso do estado judeu, segundo informações da rede de televisão estatal iraniana. Esse é um dos pronunciamentos mais fortes do governo do Irã indicando que punirá Israel se suas instalações nucelares forem atacadas.

Os comentários foram feitos pelo general Ahmad Vahidi à Press TV depois que Israel recentemente aumentou as ameaças verbais quanto a um ataque às instalações. Os EUA, Israel e outros países do Ocidente temem que o Irã esteja tentando construir armas nucleares, mas o governo iraniano insiste que seu programa tem propósitos pacíficos, como a produção de energia.

Israel não descartou um ataque militar, algo a que Vahidi alertou contra. “Um ataque militar pelo regime sionista (contra o Irã) vai, sem dúvida, levar ao colapso desse regime”, disse o general. O ministério não especificou que tipo de contra-ataque o Irã poderia fazer nesse cenário.

Autoridades dizem que Israel precisa agir antes da metade do ano se quiser efetivamente interromper o programa iraniano, pois Teerã está construindo mais instalações nucleares subterrâneas. O Irã espalhou as instalações pelo vasto território nacional e construiu partes subterrâneas para protegê-las de possíveis ataques aéreos.

(Associated Press)

A morte jovem

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Em artigo publicado neste sábado (25), no O POVO, o médico, antropólogo e professor universitário, Antonio Mourão Cavalcante, avalia a morte de jovens de classe social desfavorecida, por causa da violência no consumo das drogas. “Para a polícia, uma dor de cabeça a menos. Para o traficante, a imposição implacável de sua lei: ‘não pagou, morre!’”, diz o médico. Confira:

A cena tornou-se rotina nos noticiários policiais. Um corpo jogado ao chão crivado de balas. Mais um jovem – entre 14 e 25 anos – usuário de drogas foi morto. Dizem que dois homens numa moto dispararam seis tiros de revólver. Na cara, no pescoço. Na cabeça. Estava concluída a prestação de contas.

Uma mãe aflita vem correndo pelos becos da favela. Em desespero, ela grita: “é meu filho! Oh, meu Deus!” Para a comunidade, uma cena que virou rotina. Não é o primeiro. Nem será o último. Acostumados, os outros garotos, como aquele estirado no chão, apenas riem e fazem graça diante das câmeras. Medo ou alívio?

A polícia, num ritual monótono e formal, trará o rabecão e fará algumas perguntas usuais. A família mais próxima jogará um lençol branco. Talvez do próprio morto.

Mas será que isso é normal? Será que uma vida só vale algumas pedras de crack? Será que traficantes têm o direito de ajustar contas dessa forma? Existe pena de morte no Brasil?

Num primeiro momento o sentimento é de alívio. Deus levou… Para a família, um problema a menos. Ele vinha dando muito trabalho. Torrando a paciência de todos. Para a polícia, uma dor de cabeça a menos. Para o traficante, a imposição implacável de sua lei: “não pagou, morre!” E, na comunidade, um silêncio de medo e aflição.

Eu penso que a conta não pode fechar dessa forma. Se a drogadicção é uma doença, um jovem não pode pagar com a vida a resolução de seu problema.

Falta o Estado. Faltam políticas públicas de assistência social e terapêutica. Excede a exclusão. Furta-se a possibilidade de transcender e sonhar. Imperam os desígnios da morte.

Um corpo jovem estendido, crivado de balas, resultado de uma justiça feita de forma covarde e sem apelo, não pode ter a conivência da sociedade, nem uma indiferença tão explicitada, quase cúmplice.

Nossos jovens não podem viver sem sonhos, sem projetos, sem educação, sem futuro. Morrendo à míngua. Esse comportamento não pode tornar-se comum, normal. Alguma coisa precisa ser feita. E já!

Choveu em 50 municípios cearenses nas últimas 24 horas

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Choveu em 50 municípios cearenses, desta sexta-feira (24) até o fim da manhã deste sábado (25), de acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

As maiores precipitações foram verificadas na cidade de Ipaumirim, no Cariri cearense, com chuva de mais de 70 mm. Choveu forte também em Tianguá e Mucambo, ambas na região da Ibiapaba. Em Fortaleza, a Defesa Civil registrou precipitação de 3,2 mm.

A previsão de tempo para as próximas 24 horas em todo o Estado é de céu parcialmente nublado com possibilidade de chuva isolada em todas as regiões cearenses, principalmente no Litoral, Centro-sul e Jaguaribana.

(O POVO Online)

Senador não está entre os pré-candidatos, mas não descarta ser o escolhido

A respeito da possibilidade de concorrer a prefeito, Pimentel lembrou ainda que seu nome não está entre as cinco opções hoje em discussão no PT. “A agenda dos pré-candidatos não inclui nosso nome nesse processo de debate interno. Nosso nome foi lembrado pela nossa prefeita (Luizianne Lins) como nome de unidade, se fosse necessário”. Ele disse ainda que, por enquanto, sua energia está voltada para a agenda no Congresso Nacional. “No melhor momento, vamos pensar e tratar sobre esses temas”, disse, deixando as possibilidades em aberto.

Ao menos no primeiro momento, o principal motivo para a reação do grupo do governador Cid Gomes à possibilidade de Pimentel concorrer a prefeito de Fortaleza estava no suplente do senador. Sérgio Novais era presidente municipal do PSB até o ano passado, quando foi destituído em meio à guerra aberta dentro do partido. No caso de o petista ser eleito, Novais herdaria seis doces anos no Senado. O PT sabe que isso é um obstáculo, mas o senador evita tocar no assunto. “Nós do PT temos vários problemas. Se eu conseguir, de certa forma, ajudar no PT, já estou fazendo muita coisa”, diz, aos risos.

O assunto que dominará o PT na próxima semana será a definição da forma de escolha do candidato a prefeito. A decisão está marcada para daqui a uma semana, no próximo sábado, durante reunião do diretório municipal. O presidente da Câmara Municipal, Acrísio Sena, lançou a proposta de evitar as prévias – votação entre todos os filiados. Ele propõe, no lugar desse processo, encontro de delegados. No primeiro caso, a votação seria direta. No outro, indireta – os petistas escolheriam representantes para indicar o candidato.

Acrísio argumenta que o encontro evita maior divisão interna e permite debate mais aprofundado de teses. A ideia tem o apoio da maioria dos pré-candidatos. Mas não tem a concordância do grupo da prefeita e da maior corrente interna petista, que apoia Elmano de Freitas. Esse setor defende que o encontro também provoca divisão interna e a prévia permite escolha mais direta e democrática. A princípio, essa tese tende a prevalecer.

Mas Acrísio e os defensores do encontro trabalham para criar defecções no grupo da prefeita.

Vale lembrar que, em 2004, Luizianne foi escolhida candidata a prefeita justamente em um encontro de delegados do PT.

(O POVO / Coluna Política / Érico Firmo)