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Árvores cortadas

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Quarenta e duas árvores foram derrubadas no terreno localizado na esquina da rua Gonçalves Lêdo com Santos Dumont. A informação é da Secretaria do Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam).

Provocada pela Vertical, a Semam informou que a Gonçalves Lêdo Empreendimento foi autorizada pela Regional II a cortar mangueiras, cajueiros e outras plantas no dia 14 de julho de 2010. A construtora estava obrigada a replantar ou fazer doação de mudas para o horto florestal.

Um ano e seis meses depois da destruição do pequeno bosque da família do diretor de teatro Aderbal Freire (radicado no Rio de Janeiro), os empresários fizeram de conta que não era com eles e ignoraram o acordo com a Prefeitura de Fortaleza. E o mais curioso é que ainda terão até esta terça-feira (24) para amenizar o prejuízo ambiental.

O caso da Gonçalves Lêdo é rotina na cidade. O desmatamento urbano se dá porque não há rigor na cobrança da compensação verde e aos poucos, de árvore em árvore, a Aldeota e outros bairros da Regional II vão sendo desmatados.

(Vertical / O POVO)

Mercado volta a reduzir projeção para inflação em 2012

Analistas de mercado consultados pelo Banco Central (BC) voltaram a reduzir, pela oitava semana consecutiva, a projeção de inflação deste ano do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (22), a expectativa é que o indicador encerre 2012 em 5,29%, ante aposta de 5,30% na semana passada.

A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 3,27%, permaneceu no mesmo patamar da semana anterior.

A projeção para a taxa básica de juros (Selic) permaneceu em 9,50% para o fim de 2012, mesmo após o corte de 0,5 ponto percentual feito na semana passada para 10,50% ao ano.

O mercado também reduziu sua previsão sobre o fechamento da taxa anual do IGP-M, da Fundação Getulio Vargas, e do IPC, da Fipe, para 5% e 5,22%, respectivamente.

Os analistas diminuíram a previsão do déficit em conta corrente do país esperado para o fim de 2012, de US$ 66,45 bilhões para US$ 65,90 bilhões.

Ao mesmo tempo, de uma semana para cá, o mercado elevou a projeção de saldo da balança comercial de US$ 19,10 bilhões para US$ 19,60 bilhões.

Houve redução também na projeção para produção industrial, que teve estimativa de expansão reduzida de 3,31% para 2,94%.

(O Globo)

Greve da AMC pode começar em 1º de fevereiro. Agentes param uma hora nesta terça-feira

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A assembleia dos agentes da Autarquia Municipal de Trânsito, Cidadania e Serviços Públicos (AMC) realizada na manhã do último sábado (21) deliberou pela manutenção do estado de greve da categoria, iniciado no último dia 11, com o seguinte calendário de paralisações nos quatro turnos de trabalho (manhã, tarde, noite e madrugada):

– dia 24/01 (terça-feira): 1h de paralisação

– dia 25/01 (quarta-feira): 2h de paralisação

– dia 26/01 (quinta-feira): 3h de paralisação

– dia 27/01 (sexta-feira): 3h de paralisação

– dias 28 e 29/01 (sábado e domingo): paralisação total com retorno às atividades nos dias 30 e 31/01 (segunda e terça-feira).

O objetivo é alertar  a direção do órgão e o governo municipal para a  necessidade do atendimento das reivindicações da categoria. Caso as negociações não tenham avançado, os agentes da AMC já decidiram iniciar a greve por tempo indeterminado no dia 1º de fevereiro, data em que realizarão nova assembleia às 9 horas, na Câmara Municipal.

Reivindicações

Além dos pontos constantes da pauta geral de reivindicações da Campanha Salarial 2012, entregue à Prefeitura no último dia 6 de dezembro, os agentes da AMC requerem o atendimento das seguintes demandas específicas:

Reajuste salarial que garanta pelo menos a reposição da inflação de maio a dezembro/2011 mais ganho real; Alteração do grau da carreira dos agentes de trânsito, passando de nível médio para nível técnico; Aumento do percentual da Gratificação Específica de Exercício da Função (GEEF); Extensão da GEEF para todos os servidores da AMC (atualmente apenas 198 servidores recebem essa gratificação, contra 222 que não recebem); Regulamentação da produtividade dos  servidores administrativos da AMC.

(Sindifort)

Alunos de escolas públicas serão examinados por equipes de saúde

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As condições de saúde de 11 milhões de estudantes de escolas públicas brasileiras serão avaliadas por médicos, enfermeiros e dentistas das unidades básicas de Saúde a partir de março. Os profissionais estarão em 50 mil escolas de dois mil municípios do país.

“Muitas vezes, um problema de saúde, se não for identificado, pode atrapalhar o rendimento escolar”, disse a presidenta Dilma Rousseff no programa de rádio Café com a Presidenta. Ela acrescentou que o governo deverá ainda envolver os pais no combate à obesidade infantil, problema que afeta um quinto das crianças brasileiras. “Reduzindo a obesidade infantil, vamos prevenir outras doenças que podem ocorrer no futuro, como a hipertensão e o diabetes”, explicou.

Dilma Rousseff destacou também as alterações no programa de vacinação infantil, que ocorrem a partir de agosto. A vacina contra a pólio, conhecida como paralisia infantil, será injetável nas duas primeiras doses para bebês e crianças. “Há 22 anos não registramos nenhum caso de paralisia infantil transmitido no país, mas a pólio ainda existe em 24 países. Como as pessoas viajam de lugar para outro e podem trazer o vírus, precisamos manter nossas crianças protegidas”, destacou Dilma.

Entretanto, a dose oral, com a campanha do Zé Gotinha, irá continuar para manter a proteção de crianças até cinco anos de idade.

Outra alteração no calendário de vacinação se refere à vacina pentavalente. Ela é a soma de duas vacinas já existentes: a da hepatite B e a tetravalente. “Com uma só injeção, a vacina pentavalente vai proteger agora a criança contra cinco doenças: o tétano, a difteria, a coqueluche, a hepatite B e um tipo de meningite grave”, disse. “A combinação das vacinas é boa para a criança, que vai precisar tomar uma injeção a menos, mas também é um avanço no processo de vacinação”, completou.

A presidenta lembrou também que a meta do governo é investir R$ 7,6 bilhões para construir seis mil escolas de educação infantil até 2014.

(Estadão)

Ciro, a greve e a razão

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No melhor estilo Ciro Gomes, o ex-governador se meteu em mais uma polêmica, ao chamar os militares grevistas de “bandidos fardados”. As entidades da corporação prometem ir à Justiça.

A declaração de Ciro pode ter traduzido o sentimento de boa parte de setores do Governo. Mas não ajuda nas negociações em curso.

Afora isso, dois pontos. Se ele tiver razão, o Governo estará cometendo uma ilegalidade, ao sentar à mesa com “marginais”. Se não tiver, Ciro atingiu, gratuitamente, a honra de milhares de bravos servidores públicos. Como fez à época em que era governador. Em greve, os médicos do Estado foram comparados por ele a sal: branco, barato e tem em todo canto.

(Coluna Política / O POVO)

Por PIB de 4%, Dilma estaria disposta a reduzir impostos

A presidente Dilma Rousseff tem como principal missão neste ano um crescimento econômico de 4% e está disposta a reduzir impostos, tomar medidas de estímulo e possivelmente sacrificar outras metas, se preciso.

Dilma se reuniu com vários ministros no Palácio do Planalto no fim de semana para compor o que uma das fontes chamou de “plano de negócios para 2012”.

A presidente pode decidir sobre medidas específicas nos próximos dias. Economista de carreira, Dilma está determinada que a economia do Brasil tenha desempenho melhor do que teve durante o primeiro ano de seu governo, em 2011, quando o crescimento deve ter ficado por volta dos 3%.

A prioridade ao crescimento deve significar riscos para os mercados financeiros neste ano. Entre eles podem estar mudanças repentinas e imprevisíveis de política econômica ou outra inflação elevada após a taxa de 6,5% registrada em 2011 –a maior em sete anos.

A meta de Dilma também está bem acima das previsões independentes. A ONU (Organização das Nações Unidas) espera uma expansão de apenas 2,7% para o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil neste ano. Isso significa que o governo pode entrar com estímulos mais pesados do que o esperado, especialmente se a crise da zona do euro piorar ou se a economia da China desacelerar consideravelmente.

Os estímulos podem, por consequência, fazer o Brasil descumprir a meta de superavit primário de 3,1% do PIB no fim do ano.

Após o sucesso dos últimos anos, não está claro se a economia brasileira ainda é capaz de crescer 4% ao ano ou mais sem reformas profundas.

Problemas severos de infraestrutura, desemprego em recorde de baixa, alta demanda por crédito e outros gargalos industriais fizeram que até o crescimento tímido do ano passado tenha vindo com uma inflação no topo da meta do governo.

Por enquanto, porém, os assessores de Dilma dizem acreditar que podem ter tudo em 2012, com queda da inflação e do juro básico, enquanto o crescimento avança. Eles dizem que a presidente estará envolvida na administração da economia regularmente, assim como esteve no ano passado, e que estará disposta a manusear as alavancas de estímulo e aperto conforme as circunstâncias permitirem para um crescimento saudável.

(Reuters)

Gonzaguinha de Messejana vive clima de insegurança por corte de atendimento

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Há cerca de um mês, uma enfermeira teve que deixar as dependências do Gonzaguinha da Messejana, pelo setor da Maternidade (por trás da entrada principal). A servidora ainda foi acompanhada por colegas de trabalho até um local seguro.

O motivo da “fuga” foram as ameaças feitas por pessoas que buscaram o atendimento clínico e que ficaram inconformadas ao serem informadas pela enfermeira que elas teriam que se deslocar até o Frotinha, diante do fim do atendimento clínico na unidade de saúde.

De acordo com relatos de médicos e enfermeiros, neste domingo (22), a insegurança no Gonzaguinha da Messejana aumentou depois que a Prefeitura retirou da unidade o atendimento clínico pelo atendimento pediátrico. Segundo ainda os profissionais da saúde, a situação se agravou quando os pediatras se recusaram a atender no Gonzaguinha, embora os clínicos já tivessem deixado a unidade.

Os servidores denunciaram, ainda, que o gráfico mensal do atendimento foi retirado pela direção do hospital, desde que os clínicos foram deslocados. De acordo com os servidores, o gráfico mostrava que o atendimento clínico era bastante superior ao atendimento pediátrico, que a maior necessidade da população na área era o atendimento clínico.

Para justificar para a população da área a suspensão do atendimento clínico, conforme ainda os servidores da unidade, a Prefeitura deu início a uma obra de ampliação. Mas, segundo os servidores, a obra segue de forma lenta.

Remanejamento

De acordo com a Prefeitura de Fortaleza, a suspensão do atendimento clínico nos Gonzaguinhas faz parte de um remanejamento na estrutura da rede municipal de saúde. De acordo ainda com a Prefeitura, a ideia é concentrar o atendimento clínico nos Frotinhas e a pediatria nos Gonzaguinhas.

Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço de Saúde de Fortaleza (Sintsaf), vereador Plácido Filho (PDT), faltou planejamento e zelo à população por parte da Prefeitura. O sindicalista afirma que a Prefeitura não realizou um estudo sobre os transtornos que a concentração do atendimento causaria à população.

“Na maioria das vezes, as pessoas que buscam o atendimento nos Gonzaguinhas são humildes e não podem pagar um táxi para se deslocarem a outras unidades de saúde. A Prefeitura falhou mais uma vez no planejamento”, comentou.

ProUni: resultado está disponível e matrícula começa nesta segunda-feira

O resultado da primeira chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni) está disponível na página do programa na internet. Os candidatos pré-selecionados têm prazo desta segunda-feira (23) a 1º de fevereiro para comparecer às instituições de ensino na qual foram aprovados para confirmar as informações declaradas na inscrição e fazer a matrícula.

Depois desse prazo, caso ainda haja bolsas disponíveis, será feita a segunda chamada de candidatos, prevista para 7 de fevereiro, com prazo para comprovação da documentação até 15 de fevereiro.

Ao fim das duas chamadas, os candidatos que não foram pré-selecionados ou os que foram pré-selecionados em cursos sem formação de turma poderão manifestar interesse em fazer parte da lista de espera, que será usada pelas instituições participantes do programa para a ocupação das bolsas eventualmente ainda disponíveis.

O período para que os interessados se manifestem irá de 22 a 24 de fevereiro. Ao fim desse prazo, serão feitas duas convocações dos integrantes. A primeira, a partir de 27 de fevereiro, com prazo para comprovação de documentos e matrícula de 28 do mesmo mês até 2 de março. A segunda, em 9 de março, com prazo de 12 a 15 de março.

Neste processo seletivo são ofertadas 195.030 bolsas – 98.728 integrais e 96.302 parciais, de 50% da mensalidade – em 1.321 instituições de ensino superior particulares, entre universidades, centros universitários e faculdades.

Ao final de seis dias de inscrições, o programa registrou 1.208.398 candidatos. O número supera o de inscritos em 2011 – 1.048.631, até então a maior marca. Cada estudante teve o direito de fazer duas opções de cursos. Dessa forma, o número de inscrições chegou a 2.323.546. Criado em 2005, o ProUni já concedeu 919 mil bolsas de estudos em cursos de graduação e sequenciais de formação específica.

(Agência Brasil)

Cada vez mais esvaziado

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Na juventude, o PT se orgulhava em dizer que era um partido diferente dos demais. De lá para cá tem se revelado o contrário. Inclusive, invertendo seus valores e se rendendo à lógica do mercado eleitoral. Foi-se o tempo em que se discutiam os problemas da cidade e as possíveis soluções, para só depois debater quem levantaria a bandeira, em forma de candidatura.

Pragmático, o PT opta agora por pesquisa para saber qual é o nome mais viável para disputar a sucessão de Luizianne. A solução externa pode significar, entre outros pontos, que o partido está cada vez mais esvaziado de conteúdo.

(Coluna Política / O POVO)

Uma aliança sem parcerias 2

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Na última segunda-feira (16), este colunista apresentou aqui argumentos segundo os quais a aliança entre a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), e o governador do Estado, Cid Gomes (PSB), é apenas para fins eleitorais. Que, infelizmente, não se tem uma agenda administrativa mútua entre as duas maiores autoridades políticas do Ceará. E que, de parte a parte, não há nenhum esforço que isso mude.

A análise ecoou entre vários leitores/internautas que acompanham a Coluna. Alguns acrescentaram exemplos, reforçando a avaliação. Vamos a eles.

Transfor e Metrofor, do Município e do Estado, respectivamente. Prometem redimensionar o transporte público na Capital e parte da Região Metropolitana. São os dois maiores projetos de mobilidade urbana da história cearense. Há até um dia desses, não tinha havido uma reunião sequer entre os dois entes. Isso, com os dois megaempreendimentos em plena execução.

A ação da Prefeitura para tentar melhorar o asfalto na Cidade e a atuação da Cagece também foi lembrada pelos leitores. Não é raro encontrar alguém reclamando da falta de sintonia, que resulta em asfalto novinho sendo rasgado pela companhia de água.

Copa do Mundo de 2014. O PV, que substitui o Castelão, em reforma, é entregue sem a presença de Cid. Já o governador recebe uma comitiva de alto nível da Fifa, no Castelão, e Luizianne lá não pisa. Nesse ponto, é preciso dizer que é Fortaleza a cidade subsede. Não é o Ceará.

Se partirmos para inaugurações na Capital, tanto do Estado, que tem forte atuação, quanto da Prefeitura, a lista de “cada um na sua” é imensa. É um isolamento que só se explica pela linha do limite da tolerância.

Para finalizar, lembram do principal bordão da prefeita/candidata à reeleição em 2008? “Fortaleza três vezes mais forte”. Era uma referência ao alinhamento com os governos do Estado e Federal. Sem comentários.

(Coluna Política / O POVO)

Líder admite que greve foi ilegal

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Liderança de destaque na recente greve dos policiais militares e bombeiros do Ceará, o deputado estadual Wagner Sousa (PR) avalia que a paralisação dos policiais e bombeiros – que parou Fortaleza durante todo o último dia 3 – foi um movimento ilegal. “A gente tem consciência de que o movimento foi totalmente ilegal, mas foi o mecanismo encontrado pelo trabalhador para alcançar seus objetivos”, disse Wagner, em entrevista ao programa Viva Domingo, exibido na noite deste domingo (22), pela TV O POVO.

Wagner buscou justificar a paralisação afirmando que policiais e bombeiros foram levados ao contexto da ilegalidade por causa de conduta também “ilegal”, segundo ele, adotada pelo Governo do Estado no trato com as categorias. O deputado citou que trabalhadores não recebiam sequer salário mínimo em seus vencimentos-base e que o governo não regulamentou a jornada de 40 horas semanais dentro do prazo de 180 dias dado pela Assembleia Legislativa ainda em 2008.

“Os trabalhadores entenderam que já que o governo não cumpre a lei, a única forma de a gente alcançar nosso objetivo vai ser também descumprindo a lei… e infelizmente, a gente chegou a esse ponto”, afirmou o deputado, que considerou a paralisação como o “desespero” do trabalhador.

A Justiça do Ceará já havia decretado a ilegalidade da greve, mas nenhum dos líderes do movimento havia concordado publicamente com a decisão da Justiça cearense. Wagner disse ainda que houve erros na implantação do Ronda do Quarteirão, pois os soldados não passaram, segundo ele, por treinamento adequado e foram “jogados” na rua ainda sem experiência.

(O POVO)

Consumo de energia cresce o dobro do PIB, mas fica abaixo da média mundial

O crescimento da economia e a consequente ascensão das classes menos favorecidas – que passaram a ter acesso à luz elétrica, chuveiro e equipamentos eletroeletrônicos – turbinaram o consumo per capita de eletricidade no Brasil.

Entre 2006 e 2010, o aumento do consumo foi de 11,31%, quase duas vezes maior que o crescimento da população no período, segundo relatório da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). As projeções para 2011 indicam que a expansão chega a 17%, elevando o consumo para 2.494 quilowatt/hora/habitante (kWh/hab.).

Apesar do crescimento, o gasto de energia por habitante no Brasil ainda permanece abaixo da média mundial. O consumo médio por habitante no planeta está em torno de 2.730 kWh/hab (número de 2009).

O Brasil perde até mesmo para os vizinhos Argentina, Chile, Uruguai e Venezuela e para outras nações menos desenvolvidas, como África do Sul.

O Reino Unido, que foi desbancado pelo Brasil recentemente da sexta posição do ranking de maior economia do mundo, consome mais que o dobro da média brasileira, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês).

Indicador

Para especialistas, o consumo de energia pode ser visto como um importante indicador de desenvolvimento dos países. “Nosso humilde consumo per capita mostra que ainda há muita coisa para ser feita no Brasil. É um indicativo do baixo nível de industrialização”, afirma o presidente da Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace), Carlos Faria. Ele destaca que ainda existem muitos brasileiros sem acesso à eletricidade.

Em todo País, são mais de meio milhão de residências sem instalação elétrica, apesar dos avanços do programa federal Luz para Todos, que inseriu vários brasileiros no sistema nacional. Com energia em suas casas, somado ao crescimento do emprego e da renda, eles puderam comprar, pela primeira vez, televisão e geladeira. Entre 2006 e 2009, o número de residências com esses eletroeletrônicos cresceu 10% e 12%, respectivamente.

(Estadão)

Governo federal já tem 22 mil cargos de confiança

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Mesmo vitoriosa na elaboração do Orçamento da União de 2012, quando impediu reajustes para o Judiciário e outras categorias de servidores, a presidente Dilma Rousseff vai arcar este ano com uma folha de pessoal e encargos sociais acima de R$ 203 bilhões, além de contar com mais funcionários em cargos de confiança. Antes mesmo de fechar o primeiro ano de seu governo, em outubro, os chamados DAS (cargos de Direção e Assessoramento Superior) já somavam 22 mil, uma barreira que nunca havia sido alcançada. Desde o segundo ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva, as funções comissionadas no Executivo federal só crescem.

Em 2003, primeiro ano do governo Lula, foi registrada uma queda no total de cargos de confiança, dos 18.374 do último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, em 2002, para 17.559 no final do ano seguinte. Mas, depois, o número só cresceu. No final de 2011, foi de 21.870 para 22 mil — cifra que, apesar de pequena, contraria o princípio do rigor fiscal do primeiro ano de Dilma.

O governo se defende: diz que hoje mais de 70% dos DAS são ocupados por servidores públicos de carreira, que as nomeações políticas são minoria e que há um esforço de “profissionalização” do serviço público. Os cargos de confiança com livre provimento, ou seja, de pessoas de fora do serviço público, são os DAS-6, categoria mais alta, e costumam ser ocupados por indicações políticas. Eles têm remuneração média de R$ 21,7 mil e, em 2011, somaram 217 vagas, contra 209 de 2010.

Em 2005, para evitar as acusações de aparelhamento, o governo implantou uma regra. Os DAS de nível 1, 2, 3 e 4 passariam a ser preenchidos, em sua maioria, por servidores de carreira. Em 2007, os DAS ganharam reajuste de até 139,75%, mas há pressão por novo aumento.

Para 2012, a presidente promete manter o rigor fiscal, que vem travando as negociações com o funcionalismo e qualquer aumento salarial. A intenção dos servidores é retomar as negociações a partir da semana que vem. Mas um acordo só teria efeito em 2013, já que, para este ano, Dilma vetou a inclusão no orçamento de projetos que previam recursos para reajustes.

O secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Josemilton da Costa, disse que, nesta terça-feira (24), será entregue uma pauta oficial de reivindicação ao Ministério do Planejamento. A intenção é agilizar as negociações, já que projetos sobre aumentos precisam ser enviados ao Congresso até agosto, junto com a proposta orçamentária de 2013. Segundo ele, o limite seria uma greve em maio.

— A disposição das entidades é continuar uma negociação unificada. Queremos uma política salarial permanente e acabar com esse artigo que obriga a enviar os projetos em agosto, porque isso engessa a discussão.

Para aprovar o Orçamento de 2012, a maior briga do governo foi com o Judiciário, que queria um aumento médio de 56%. O relator-geral, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), cumpriu à ris$o desejo do Planalto e manteve a proposta original de R$ 1,6 bilhão para reajustes de uma pequena parte do funcionalismo, ligada à Educação, e outros R$ 2,1 bilhões para concursos públicos e preenchimento de vagas existentes. O governo diz de que as negociações não foram interrompidas, mas é preciso que sejam adequadas à realidade econômica e ao ajuste fiscal.

(O Globo)

Policial da equipe que matou Jean Charles treina time olímpico britânico, diz jornal

O diário britânico The Times trouxe neste domingo (22) uma entrevista com Andy Halliday, um ex-policial que integrou a equipe responsável pela morte do eletricista brasileiro Jean Charles de Menezes, e que agora é o treinador do time de hóquei olímpico da Grã-Bretanha.

Jean Charles foi morto a tiros no dia 22 de julho de 2005, dentro da estação de metrô de Stockwell, no Sul de Londres, após os policiais terem-no confundido com o autor de um ataque fracassado no dia anterior. Na ocasião, Londres estava ainda abalada pelos atentados coordenados realizados no dia 7 de julho daquele ano, que mataram 52 pessoas.

”Quando descobrimos no dia seguinte (que haviam matado a pessoa errada) foi horrível. Eu até me lembro onde eu estava: sentado em uma das salas do nosso QG. Um homem inocente havia sido morto. Um homem de família como nós. É um golpe forte”, disse Halliday.

Halliday conta ter se sentido ”perturbado pessoalmente por uma semana, semanas, talvez meses depois”, mas justifica a ação da polícia, dizendo que ”genuinamente pensamos que estávamos confrontando um terrorista suicida”.

‘Coisa certa’

Ele ainda acrescenta que, ”profissionalmente, foi a coisa certa a se fazer”. ”Se tivéssemos de fato confrontado um terrorista naquele dia, teríamos sido saudados como heróis”.

Halliday passou quase 30 anos na Polícia Metropolitana de Londres e integrava a divisão de armas da corporação. Ele conta que após a morte do brasileiro perdeu o entusiasmo em trabalhar no setor armado da polícia.

Os policiais britânicos, de um modo geral, não andam armados, exceto por divisões especiais, como à que Halliday pertencia.

Pouco após o incidente e após ter recebido acompanhamento do programa pós-traumático da polícia, ele deixou a corporação e retomou o hóquei, esporte que ele havia praticado na juventude.

Ele conta que as Olimpíadas os eventos que se seguiram aos atentados de 7 de julho de 2005 sempre estiveram ”estranhamente interligados” em sua vida.

No dia em que foi interrogado pela Comissão Independente de Queixas contra a Polícia (IPCC, na sigla em inglês), Halliday foi também entrevistado para ser o treinador da equipe olímpica sub-21 da Grã-Bretanha e os ataques de 7 de julho ocorreram um dia após a Grã-Bretanha ter sido oficialmente escolhida como país-sede dos Jogos de 2012.

”Como consequência desses dois enormes eventos, o rumo da minha vida mudou consideravelmente”, afirmou.

(BBC Brasil)

Estudo sugere que médicos receitam antibióticos em doses inadequadas

Pesquisa realizada na cidade de São Paulo sugere que os médicos estão prescrevendo antibióticos em doses menores do que as que seriam adequadas ou que são ineficazes para o tratamento de doenças respiratórias, como pneumonia, faringite e sinusite.

A conclusão é de uma simulação feita pelo Laboratório Especial de Microbiologia Clínica da Unifesp – os resultados foram publicados na revista científica BMC Infectious Diseases.

O risco da prescrição de antibióticos em doses inadequadas ou errados para o tipo de doença é o aumento da resistência ao medicamento e, consequentemente, uma maior dificuldade no tratamento. É para evitar resistência, por exemplo, que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a exigir a retenção de uma via da receita na venda dessas drogas.

“A resistência ocorre porque a pessoa ingere a droga, mas não elimina as bactérias. Assim, elas podem ser transmitidas entre as pessoas”, diz o infectologista Carlos Kiffer, autor da pesquisa.

Foram analisadas as receitas, o tipo de infecção diagnosticada e as doses de antibiótico recomendadas. Os resultados sugerem que os antibióticos mais prescritos não apresentaram a taxa de resposta esperada (acima de 90%). São eles: Azitromicina, ( 27,4% das prescrições), seguido do Amoxicilina (15,4%) e do Levofloxacina (14,7%).

O infectologista Antônio Carlos Pignatari, professor titular da Unifesp, diz que os resultados demonstram que é necessário que os médicos reconsiderem o tipo de terapia que estão recomendando. “Estão receitando a dose e o próprio antibiótico inadequadamente”, diz.

Renato Grinbaum, infectologista do Hospital Beneficência Portuguesa, diz que a simulação de Monte Carlo traz sugestões e não resultados definitivos – que só poderiam ser comprovados por meio de estudos clínicos.

“Os resultados sugerem que as dosagens deveriam ser individualizadas. Como é quase impossível fazer isso com os pacientes, a sugestão é usar esses antibióticos em doses um pouco maiores”, diz Grinbaum. “O problema é que dose maior pode aumentar efeito colateral, e isso o estudo não demonstra”, avalia.

(Estadão)

Dilma reúne ministros para discutir questões ligadas a grandes eventos esportivos

Pelo menos nove ministros, além da Autoridade Pública Olímpica, Márcio Fortes, se reuniram com a presidente Dilma Rousseff, na tarde deste domingo (22), no Palácio da Alvorada, para debater temas ligados a grandes eventos que serão realizados no país nos próximos anos, como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Nesta segunda-feira (23), Dilma faz a quinta reunião setorial, sobre segurança pública, no Palácio do Planalto, onde realizará, às 17 horas, a primeira reunião ministerial deste ano e a segunda de seu governo.

No sábado (21), a discussão foi focada em economia e política internacional, e Dilma recebeu os ministros da Fazenda, Guido Mantega; do Planejamento, Miriam Belchior; da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; da Defesa, Celso Amorim; das Relações Exteriores, Antonio Patriota; e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel.

A temática social foi o foco da primeira reunião setorial, na última quinta-feira (19), quando foram discutidas metas para o Plano Brasil sem Miséria e para os setores de educação e saúde. Na sexta-feira (20), entraram na pauta temas relacionados à infraestrutura e logística, energia, pré-sal, comunicação e desenvolvimento sustentável, com foco nos setores da indústria, agricultura, defesa comercial e inovação.

(Agência Brasil)

Irã ataca diplomacia de Dilma e diz que Lula faz falta

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Em entrevista à Folha, o porta-voz pessoal do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, criticou duramente o comportamento do Brasil em relação a seu país. Ali Akbar Javanfekr atacou diretamente Dilma Rousseff.

“A presidente golpeou tudo o que [o ex-presidente] Lula havia feito. Destruiu anos de bom relacionamento”, afirmou ele.

A irritação iraniana também se nota nas recentes barreiras contra exportadores de carne brasileira.

A União Brasileira de Avicultura afirma que as vendas de frango para o Irã, em alta até outubro, passaram a ser vetadas sem justificativa.

Já a multinacional brasileira JBS relata ter tido milhares de toneladas de carne bovina retidas por três semanas num porto iraniano.

(Folha)

Obama não seria presidente sem Michelle, diz biógrafa

A jornalista Jodi Kantor escreveu a biografia “The Obamas: A Mission, a Marriage” (os Obamas: uma missão, um casamento). Em entrevista, fala sobre a introspecção do presidente, a força de Michelle e as manchas que os Bush deixaram na Casa Branca.

Pergunta: Uma das coisas que ficamos sabendo por seu livro é que Michelle Obama possui um par de tênis de grife de US$515.

Jodi Kantor: Eu sei! É surpreendente, de certo modo.

O que infunde vida a qualquer reportagem são detalhes reveladores desse tipo. Até que ponto foi difícil para você conseguir esse tipo de acesso à Casa Branca?

Bem, passei muito tempo na Casa Branca nas áreas públicas, que jornalistas são autorizados a frequentar, mas conversei com pessoas sobre os aposentos particulares, também. Algumas das coisas que fiquei sabendo eram detalhes pequenos, do tipo que aparece em um romance. Por exemplo, o fato de que, quando os Obama se mudaram para a Casa Branca, ainda havia manchas nos tapetes deixadas pelos gatos dos Bush. Sinto que a Casa Branca é quase um personagem neste livro. O que significa morar nesse lugar? É uma residência, mas também é um escritório, um complexo militar e, por falar nisso, um alvo de terroristas. Não há entrada ou saída privadas para a família. Eu estava na Casa Branca alguns meses atrás, em pé na Sala Diplomática, e Sasha (filha mais jovem dos Obama) apareceu com sua avó. Ela estava chegando da escola, e os funcionários apenas sorriram e fizeram gestos de assentimento com a cabeça, mas eu fiquei um pouco constrangida pelo fato de ela ser obrigada a passar ao lado de uma repórter para chegar em casa. Deve ter sido um pouco incômodo.

Um dos capítulos mais interessantes de seu livro trata do desconforto que os Obama enfrentaram quando se deram conta de que a maior parte dos funcionários na Casa Branca é de origem afro-americana. A estadia deles na Casa Branca melhorou as relações raciais nos Estados Unidos?

Ainda é muito cedo para dizer. Quando escrevi o livro, senti que a resposta a essa pergunta ainda está fora de nosso alcance. A questão que eu foquei foi a seguinte: qual é a experiência cotidiana de ser o primeiro presidente e primeira-dama afro-americanos? Por exemplo, quando chegou o convite para Michelle Obama sair na capa da “Vogue”, os assessores dela se dividiram por raça. Os assessores afro-americanos queriam muito que ela saísse na capa, porque não muitos afro-americanos vistos como exemplos a seguir o haviam feito. Já os assessores brancos, por outro lado, adotaram postura de muito mais cautela, porque o país passava por enormes dificuldades econômicas e a “Vogue” é uma revista puramente de luxo (o preço nas bancas é algo como US$ 5). Michelle Obama optou por fazer a capa, e ouviram-se muito poucas críticas. Para mim, esse é um pequeno vislumbre do mosaico real de tudo o que vem acontecendo.

Seu livro deixa claro que os Obama têm personalidades diferentes, você diz que ele é mais cerebral, tem dificuldade em conectar-se com o público, enquanto ela é mais calorosa e mais arrojada. Você acha que são as diferenças, mais que as semelhanças, que fazem o casamento deles funcionar?

Sem dúvida. Acho que ele não seria presidente sem Michelle Obama, porque é ela quem o liga às outras pessoas.

Você acha que Obama será presidente de um só mandato, como alguns estão dizendo?

Aprendi que os melhores repórteres políticos nunca fazem previsões! Acho que a pergunta que eu tenho a fazer é se Obama possui a capacidade de se reiniciar… de reformular a ideia do porquê ele quer ser presidente, porque a fórmula de 2008 não funciona mais. Ele precisa apresentar uma visão nova, convincente e realista para o país.

(Guardian)