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Rebaixamento da nota francesa pode prejudicar reeleição de Sarkozy

Sarcozy em crise, a cem dias da eleição

O ministro das Finanças francês, François Baroin, confirmou na noite desta sexta-feira (13) que a agência de risco Standard & Poor’s rebaixou a classificação dos títulos da dívida do país em uma escala. Com essa decisão, a França, segunda maior economia da Europa, perde a nota máxima, AAA, caindo para AA+.

‘Não é uma boa notícia, mas não é uma catástrofe”, afirmou o ministro em entrevista ao canal de TV France 2, acrescentando que “não são as agências de risco que ditam a política da França”.

Em um comunicado, a Standard & Poor’s anunciou, além do rebaixamento da classificação da França, a redução, em duas escalas, das notas das dívidas da Espanha, da Itália, de Portugal e de Chipre, e em uma escala da Áustria, da Eslováquia, da Eslovênia e de Malta.

Para Baroin, que descartou a possibilidade de um terceiro plano de austeridade no país, a nova classificação da dívida francesa, AA+, “é uma excelente nota” e é preciso “relativizar” o rebaixamento.

“Os Estados Unidos, a primeira economia do mundo, foram rebaixados (de AAA para AA+ pela mesma agência de risco em agosto passado). Os números (da economia americana) estão na boa direção e os juros (pagos pelos títulos da dívida do país) estão, paradoxalmente, mais baixos após a perda da nota máxima”, disse o ministro francês.

“Meia surpresa”

Baroin afirmou ainda que a notícia da perda do AAA da França é uma “meia surpresa”. No início de dezembro, a Standard’s & Poor’s havia alertado 15 dos 17 países da zona do euro que a agência estudava um eventual rebaixamento da classificação de suas dívidas.

O rebaixamento da nota ocorre cem dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais, em abril, e pode representar um golpe duro para o presidente Nicolas Sarkozy, que em seus discursos sobre a crise se posicionava, segundo seus críticos, como “salvador” da zona do euro.

O governo francês tenta relativizar o rebaixamento da dívida do país, mas ele já vem sendo apontado pela oposição como um sinal de fracasso da política de Sarkozy, que ainda não oficializou sua candidatura.

“A perda do AAA só tem um responsável: Sarkozy. O presidente disse que ele faria tudo para manter a nota máxima, mas ele fez o contrário. Em vez de estimular a retomada do crescimento, ele optou por planos de rigor”, disse Martine Aubry, secretária-geral do partido socialista.

A França está ameaçada de entrar em recessão no início deste ano e também enfrenta problemas de aumento do desemprego.

(BBC Brasil)

Contra aquecimento, Nasa propõe meios para ‘esfriar’ a Terra

Uma ação abrangente para combater a emissão do gás metano e a poluição por fuligem reduziria o aquecimento global de 2,2ºC para 1,7ºC em 2050, indica um novo estudo liderado pela Nasa (agência espacial americana).

Quase todas as medidas necessárias para isso, dizem os cientistas, teriam seus custos compensados ao evitar gastos em saúde pública e na agricultura.

Segundo o trabalho, publicado na revista “Science”, se o planeta adotar 14 medidas contra essas substâncias, combateria a mudança climática, evitaria mortes por doenças respiratórias e aumentaria a produtividade agrícola.

O documento inclui propostas que vão desde a substituição de fornos a carvão –grande fonte de poluição em países pobres– até o controle do vazamento de metano em poços de petróleo.

Combater a emissão desse gás, que também é subproduto da agropecuária, ajudaria os próprios produtores rurais, porque o metano estimula o surgimento de ozônio em baixas altitudes, prejudicando a respiração das plantas.

A produção mundial de alimentos teria um incremento de 30 milhões a 130 milhões de toneladas se o ozônio derivado da poluição fosse reduzido indiretamente por meio do combate ao metano.

“As colheitas seriam o fator do qual países como o Brasil mais se beneficiariam”, disse à Folha Drew Shindell, do Instituto Goddard, da Nasa, que liderou o trabalho.

“Em países como China e Índia, o principal benefício seria na saúde pública, porque o problema de poluição por fuligem é muito maior lá.”

Diplomacia

Segundo Shindell, como a maior parte dos países que tendem a se beneficiar são também grandes emissores de fuligem e metano, uma política eficaz não iria requerer um acordo internacional como aquele que o planeta está buscando contra o CO2 (dióxido de carbono), principal vilão do aquecimento global.

“No caso do combate a essas outras substâncias, temos mais chance de progresso se ele for implementado por ações locais”, diz o cientista.

“Iniciativas globais, porém, podem estimular ações locais, como o financiamento de bancos de desenvolvimento para alguns projetos.”

Mesmo não tendo potencial de aquecimento no longo prazo, a fuligem contribui para a mudança climática, sobretudo quando se acumula sobre a neve e o gelo em regiões frias. De cor escura, ela atrapalha a capacidade da água congelada de refletir radiação para fora da Terra.

Já o metano é o gás-estufa mais forte, apesar de não ser o mais abundante.

O combate a esses dois poluentes, porém, não serviria como compensação para o atraso do planeta em reduzir as emissões de carbono.

“Se adiarmos mais o acordo do clima, mesmo acabando com todo o metano e a fuligem, veríamos um enorme aumento no aquecimento, causado só pelo CO2, na segunda metade do século.”

Contra o metano

Estender técnicas que evitam o vazamento de gás em minas de carvão; Eliminar as perdas e queimar o gás que hoje escapa de poços de petróleo; Reduzir vazamentos em gasodutos; Separar o lixo biodegradável para reciclagem, compostagem e uso da biomassa; Aprimorar o tratamento de esgoto para capturar o metano que escapa das estações; Controlar emissões da pecuária usando um tratamento especial para o esterco; Arejar as plantações de arroz para reduzir as emissões em plataformas alagadas.

Contra a fuligem

Substituir a frota de veículos muito antigos que emitem poluição demais; Instalar filtros especiais nos veículos a diesel; Banir a queima de resíduos de agricultura ao ar livre; Substituir fornos a lenha por fornos a gás ou combustíveis de queima limpa; Levar aos países pobres a tecnologia de fornos por queima de biogás; Substituir tijolos de barro por vigas verticais ou por tijolos de fornos mais eficientes; Substituir fornos a queima de coque (subproduto do carvão) por fornos mais eficientes.

(Folha)

Tribunal de Justiça de São Paulo determina proteção a juíza de Rio Claro depois de atentado a bomba

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A presidência do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) determinou a requisição de escoltas para dar proteção à juíza diretora do Fórum de Rio Claro, Cynthia Andraus Carretta, e a outras duas magistradas.

O pedido foi feito depois que Cynthia recebeu um pacote com explosivos na tarde desta quinta-feira (12), deixado em sua mesa. A secretária estranhou a encomenda, mas não conseguiu identificar quem deixou o material no fórum. A bomba endereçada à juíza explodiu dentro do fórum deixando dois funcionários feridos.

De acordo com informações do TJSP, funcionárias do fórum foram recebidas na mesma tarde pelo presidente do tribunal, Ivan Sartori, e relataram que enfrentam situações de insegurança. Por conta disso, o nome das outras duas juízas não foi divulgado pelo TJSP.

(Agência Brasil)

Ratos no Senado. É possível isso?!

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Após uma servidora ter sido mordida por um rato, o Senado determinou nesta sexta-feira (13) a desratização e a dedetização da Secretaria-geral da Mesa Diretora e da Secretaria do Congresso.

O episódio ocorreu na última quarta-feira (11) na Secretaria-geral da Mesa. Uma funcionária trabalhava quando foi atacada pelo rato. Ela, que calçava uma sandália, levou uma mordida no pé. Em seguida, foi atendida no Serviço Médico do Senado. A servidora está de licença e em observação.

As atividades nas duas secretarias foram suspensas no início da tarde e serão retomadas na próxima segunda-feira (16). Os dois ambientes, responsáveis pela assessoria da Mesa Diretora especialmente nas sessões, são repletos de documentos e livros.

Há relatos de servidores de que os roedores podem ser vistos em outros locais do Senado.

Essa não é a primeira notícia que se tem de ataques de animais. Em 2009, por exemplo, o serviço de prevenção de acidentes foi acionado para para tentar exterminar uma colmeia de abelhas no gabinete do senador Alvaro Dias (PSDB-PR). Na época, dois funcionários foram picados.

Também já foi encontrada uma família de saruês –uma espécie de gambá. Os animais estavam vivendo em um buraco na parede. Escorpiões também aparassem constantemente.

O Congresso está em recesso parlamentar até o início de fevereiro. Nesta quinta-feira (12), parte dos parlamentares interromperam as férias para ouvir o ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional) sobre as denúncias de nepotismo e de favorecimento de Pernambuco na distribuição de recursos da pasta.

Apesar do ocorrido, o Senado não interrompeu a visitação.

(Folha)

Índice europeu de ações cai com temor sobre Europa

As ações europeias fecharam em queda nesta sexta-feira (13), depois de fontes dizerem que a agência de classificação de risco Standard & Poor’s está prestes a confirmar uma série de rebaixamento de países da zona do euro, algo há muito sugerido no mercado, o que pesou sobre o sentimento por ativos mais arriscados, como ações.

O índice FTSEurofirst 300 das principais ações europeias fechou com queda de 0,1%, aos 1.017 pontos, após máxima de 1.026 pontos e mínima de 1.007 pontos.

Uma fonte sênior da zona do euro afirmou que Alemanha e Holanda não seriam atingidas, enquanto uma segunda fonte disse apenas que “vários” países seriam afetados. A TV francesa, citando uma fonte do governo, disse que a França será rebaixada, enquanto uma terceira fonte disse que a Eslováquia também seria incluída.

“A expectativa é que algumas das maiores e mais ricas economias da Europa estejam sendo rebaixadas. Os mercados estão cautelosos antes do anúncio (esperado para depois do fechamento dos mercados nesta sexta-feira)”, afirmou o estrategista da Standard Life Investments Richard Batty.

Ele disse que continua com recomendação abaixo da média do mercado para as ações europeias, mas que está com recomendação acima da média para as ações dos EUA. Batty apontou o dado de confiança do consumidor, divulgado nesta sexta-feira, que sugeriu mais recuperação na maior economia do mundo, um fator de limitação da queda das ações em um pregão instável.

A confiança do consumidor dos EUA ganhou força no começo de janeiro, subindo para o nível mais elevado em oito meses, na medida em que os norte-americanos ficaram mais otimistas sobre as perspectivas de emprego, segundo mostrou uma pesquisa.

O índice setorial da indústria automotiva figurou entre os de pior desemprenho, com queda de 1,3%, depois de forte desempenho nos primeiros dias de 2012.

Em Londres, o índice Financial Times caiu 0,46%, a 5.636 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX baixou 0,58%, para 6.143 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 recuou 0,11%, a 3.196 pontos. Em Milão, o índice Ftse/Mib perdeu 1,2%, para 15.011 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 subiu 0,28%, a 8.450 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 fechou em queda de 0,75%, para 5.479 pontos.

(Reuters)

Chico Anysio piora e retirada de respirador é suspensa

Chico Anysio, 80, apresentou piora nesta sexta-feira (13) e o processo de retirada do respirador, que vinha ocorrendo nos últimos dias, foi suspenso.

Anysio está internado no CTI do Hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio, desde o último dia 22.

Segundo boletim médico, o quadro clínico do humorista se desestabilizou, regredindo um pouco. A pressão está sendo controlada com medicamentos e ele está sendo tratado também com antibióticos. O estado de saúde ainda inspira cuidados e não há previsão de alta.

Na última sexta-feira (6), ele foi submetido a uma traqueostomia e a sedação vinha sendo reduzida para retirar o respirador. Nesta quinta-feira (12), o hospital divulgou que o humorista já passava alguns momentos respirando sem a ajuda de aparelhos.

O humorista foi internado no final de novembro por conta de uma infecção urinária. Ele teve alta no dia 21 de dezembro, mas voltou ao hospital no dia seguinte para controlar uma hemorragia no estômago.

Após a nova internação, ele recebeu o diagnóstico de pneumonia e foi transferido para o CTI.

(Folha)

Jornal antecipa rebaixamento de ‘nota’ da Itália

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A agência de classificação de rating Standard & Poor’s (S&P) se prepara para cortar o rating de Itália, Espanha e Portugal em dois níveis, e o da França e da Áustria em um, publicou nesta sexta-feira (13) o jornal francês Les Echos.

A notícia, segundo a publicação, será divulgada pela agência “depois do fechamento dos mercados norte-americanos”.

Após a divulgação da eminente queda de rating da França, dezenas de manifestantes se juntaram em frente à sede da S&P em Paris para protestar.

O movimento foi convocado por Jean-Luc Melenchon, que renunciou em 2008 do Partido Socialista, mas ainda pretende se candidatar à Presidência.

Ele convidou a todos a “resistir” à “guerra das finanças contra a França”.

(Ansa)

‘Lula – O Filho do Brasil’ é criticado pelo New York Times

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O filme “Lula – O Filho do Brasil” estreia este mês nos cinemas dos Estados Unidos e foi criticado pelo jornal “The New York Times”.

Segundo o jornal, o filme é uma biografia que, sem constrangimento, é feita para exaltar a figura retratada sem compromisso com a realidade. A crítica, escrita por Stephen Holden, afirma também que o longa é convencional e superficial.

A crítica, no entanto, destaca que o drama apresenta uma retrato visceral da vida da classe operária brasileira e foca a profunda ligação entre Lula e os trabalhadores com “sua habilidade para inspirar confiança e solidariedade”.

A atuação de Rui Ricardo Diaz, que interpreta Lula na idade adulta, é descrita como forte e persuasiva.

A íntegra da crítica, publicada nesta quinta-feira (12), está disponível em inglês no site do jornal.

“Lula – O Filho do Brasil” foi indicado pelo Brasil em 2010 para disputar uma vaga no Oscar na categoria filme estrangeiro, mas não foi selecionado pela premiação.

(Folha)

Fortaleza está entre as 50 cidades mais violentas do mundo, diz ONG mexicana

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“Fortaleza ficou em 37º lugar no ranking que de um estudo elenca as 50 cidades mais violentas do mundo. O levantamento foi realizado pela organização não governamental (ONG) mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal e divulgado nesta sexta-feira, 13. De acordo com o estudo dos especialistas, a capital cearense aparece com taxa de 42.90 homicídios para cada 100 habitantes.

Além de Fortaleza, outras 13 cidades brasileiras aparecem no levantamento. No Brasil, Maceió, capital alagoana, aparece como a mais violenta ocupando o terceiro lugar no ranking – com uma taxa de 135.26 homicídios para cada 100 mil habitantes.

Depois da capital alagoana estão Belém (PA) – em 10o lugar no ranking, com uma taxa de 78.08 homicídios para cada 100 mil habitantes; Vitória (ES), em 17o lugar, com taxa de 67.82; Salvador (BA), em 22o na lista, com 56.98 e Manaus (AM), em 26o, com 51.21.

Também são definidas como violentas as cidades de São Luís (MA), em 27o lugar no estudo, com taxa de 50.85 mortes violentas para cada 100 mil habitantes, João Pessoa (PB), em 29o, com 48.64; Cuiabá (MT), em 31o na lista, com taxa de 48.32; Recife (PE), em 32o lugar, com taxa de 48.23, Macapá (AP), em 36o, com 45.08; Fortaleza (CE), em 37o, com 42.90; Curitiba (PR), em 39o na lista, com 38.09; Goiânia (GO), 40o, com 37.17 e Belo Horizonte (MG), em 45o no ranking das cidades mais violentas, com taxa de 34.40 homicídios para cada 100 mil habitantes.

O topo da lista é ocupado pela cidade de San Pedro Sula, em Honduras, com uma taxa de 158.87 homicídios para um grupo de 100 mil habitantes. Em segundo lugar, está Juárez, no México, com uma taxa de 147.77.

Das 50 cidades apontadas como as mais violentas do mundo, além das 14 brasileiras, 12 estão no México e cinco na Colômbia.

O estudo também informa que das 50 cidades, 40 estão na América Latina. Além disso, a organização alerta para o fato de que no México, as autoridades estão falsificando dados e escondendo o verdadeiro número de homicídios. A ONG diz que elas “não inspiram confiança em seus dados oficiais”, pois “há evidências de falsificação” para fazer com que a violência pareça menor do que ela realmente é.”

(O POVO Online)

Catanho paralisa a sucessão

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O publicitário e poeta Ricardo Alcântara avalia o momento de reflexão de Catanho, diante do convite da prefeita Luizianne Lins para candidatura petista à sucessão em Fortaleza. Confira:

O silencio de quem por muito tempo foi apenas um discreto militante partidário mantém suspensas até segunda ordem todas as manobras, dentro e fora de seu partido, com vistas à sucessão municipal de Fortaleza.

Declarado candidato preferencial da prefeita, com quem, segunda ela mesma, Luizianne “se sentiria plenamente representada”, seu companheiro número um, Waldemir Catanho, já ofereceu sua resposta ao convite.

Disse, e reafirmou em outra oportunidade, que não pretende aceitar o desafio. Não descrê do projeto continuísta da gestão em curso, fez questão de lembrar, mas não se julga o nome mais habilitado para representá-lo.

O clima pesou. Um tempo foi dado para maiores reflexões, mas já de “stand by” está o secretário municipal de Educação, Elmano Freitas, que poderia vir a representar o “projeto”, caso a recusa de Catanho se confirme.

Tudo indica que Luizianne insistirá na opção de indicar para sucedê-la alguém vinculado à sua própria tendência interna, a Democracia Socialista, ou, no limite, um nome de quem possa cobrar adiante estreita fidelidade.

Diga-se sobre a pretensão a fidelidades que a fartura de exemplos históricos recomenda expectativas modestas: ela pouco se confirma (o caso “Dilma e Lula” não conta: nem uma presidente teria como enfrentá-lo no partido).

Entre as lideranças do PT, percebe-se uma atmosfera de rendição à vontade da prefeita: quase todos se mostram conformados no apoio ao nome que ela indicar, mas nenhum se confessa convencido de que seja a melhor opção.

No cenário, é notável a solidão do deputado Artur Bruno, que pretende protagonizar a disputa depois que outras boas oportunidades lhe foram oferecidas em momentos anteriores e recusou-se ele ao ônus da incerteza.

Bruno se vê até agora quase candidato de si mesmo: se ninguém contesta sua pretensão, igual número de pessoas lhe declara apoio. A julgar pela sua relevância histórica e desempenho recente, a indiferença é estridente.

Outros dois pré-candidatos, Acrísio Sena e Guilherme Sampaio, persistem, mas à sombra: se Bruno acena com a possibilidade de uma disputa interna, os vereadores condicionam suas pretensões à aprovação tácita da prefeita.

Logo, entre os dois e a faixa de indicação, há, ainda, dois estágios a serem superados, até que um deles possa vir para o primeiro plano da disputa: uma desistência definitiva de Catanho e uma provável exclusão de Elmano.

Enquanto Catanho pensa (se é que pensa) no assunto, nenhuma peça mais se move no tabuleiro da sucessão. Singular é que a circunstância tenha como protagonista um militante de atuação destacada, mas tão discreta.

Emprego na indústria recua pelo terceiro mês, aponta IBGE

O número de vagas criadas na indústria caiu 0,1% em novembro, ante recuo de 0,4% em outubro. Os dados são da Pimes (Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário), divulgada nesta sexta-feira (13) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Está é a terceira queda consecutiva.

Na comparação com novembro de 2010, o emprego industrial caiu 0,5%, segunda taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação e a queda mais intensa desde janeiro de 2010 (-0,9%).

Na média móvel trimestral foi apurada variação negativa de 0,3% em novembro frente ao patamar do trimestre encerrado em outubro, após ficar praticamente estável desde o final de 2010.

O índice acumulado nos 11 meses de 2011 avançou 1,1%, mas com ritmo abaixo do verificado nos meses anteriores.

A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao apontar expansão de 1,3% em novembro de 2011, prosseguiu com a redução na intensidade do crescimento iniciada em novembro último (3,9%).

Remuneração

O valor da folha de pagamento real (descontada a inflação) dos trabalhadores em novembro cresceu 0,3% ante recuo de 2,2% em outubro.

Na comparação com o mesmo período de 2010, o valor da folha de pagamento real cresceu 2,1% em novembro de 2011 e 4,3% no acumulado dos 11 meses do ano. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de 5% em outubro para 4,5% em novembro, manteve a trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2011 (7,6%).

Setorialmente, o valor da folha de pagamento real avançou em 12 dos 18 ramos investigados, com destaque para alimentos e bebidas (6,7%), máquinas e equipamentos (4,1%), meios de transporte (2,8%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (5,2%), indústrias extrativas (4,3%), metalurgia básica (3,7%) e minerais não metálicos (4,4%).

Em sentido oposto, os maiores impactos negativos no total nacional foram assinalados por calçados e couro (-7,6%), produtos de metal (-2,6%), madeira (-10,0%) e papel e gráfica (-2,1%).

(Folha)

Confiança da construção recua no último trimestre de 2009, aponta FGV

O Índice de Confiança da Construção (ICST), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou queda de 9,9% no último trimestre do ano passado, na comparação com igual período de 2010. O índice médio passou de 138,7 pontos para 125,0 pontos.

Esse recuo, no entanto, foi menos intenso do que os registrados nos trimestres terminados nos dois meses anteriores: em outubro (-10,4%) e novembro (-10,2%), segundo mostra a pesquisa Sondagem da Construção, da FGV.

Entre os grupos que mais indicaram queda na confiança estão a construção de edifícios e obras civis com 124,1 pontos ante 140,0 pontos no último trimestre de 2010; aluguel de equipamentos de construção e demolição (de 133,1 para 111,6 pontos).

As quedas foram menos acentuadas nas atividades de preparação do terreno (de 134,0 para 126,2 pontos), obras de infraestruturas para engenharia elétrica e telecomunicações (de 129,4 para 125,2 pontos) e obras de acabamento (de 127,3 para 125,0 pontos).

O que mais influenciou o resultado foi a avaliação sobre o momento atual dos negócios. O Índice da Situação Atual (ISA-CST) passou de 136,7 pontos para 119,2 pontos, um recuo de 12,8%.

Foram consultadas 704 empresas e 34,8% dos entrevistados apontaram a situação atual como boa, ante 49,6% que tinham feito a mesma avaliação em igual período de 2010. Para 9,7% dos entrevistados, a classificação foi de um quadro ruim, o que significa aumento do pessimismo já que, no ano anterior, a taxa tinha atingido 5,4%.

(Agência Brasil)

Para Ipea, cinco fatores causaram a desaceleração do PIB em 2011

A desaceleração do PIB (Produto Interno Bruto, a soma de toda a riqueza produzida por um país) em 2011, para estimados 3%, teve cinco fatores determinantes, segundo análise do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). São eles: a apreciação do real, o aperto monetário iniciado no final de 2010, as características da política fiscal em 2011 em relação a 2010, o acúmulo de estoques em 2011 e a crise econômica na Europa.

A conclusão está no comunicado intitulado “Algumas considerações sobre a desaceleração do PIB em 2011”, divulgado nesta sexta-feira (13) pelo instituto ligado à Presidência da República.

No primeiro trimestre, quando foi registrada alta de 1,3%, a atividade não chegou a ser tão afetada porque foi bastante influenciada pelos efeitos das políticas anticíclicas do governo, utilizadas para minimizar os efeitos da crise financeira global, iniciada no final de 2008.

“Num ambiente econômico já aquecido pela expansão do mercado de trabalho e pelo crescimento do crédito, tanto as isenções fiscais, quanto os programas de transferências de renda, deram mais impulso ao consumo privado”, lembra o comunicado.

Além disso, já antevendo a retirada de alguns destes estímulos, os agentes acabaram antecipando decisões de consumo para o primeiro trimestre, o que serviu para aumentar a demanda naquele período.

Outro destaque negativo foi a queda da atividade industrial que, desde o terceiro trimestre de 2010, acumulou taxas de crescimento de apenas 1,1% –patamar inferior a um terço do resultado registrado pelo setor de serviços, que cresceu 3,4% na mesma base de comparação.

Mesmo com a alta industrial no primeiro trimestre de 2011, houve uma interrupção com a sequência de duas quedas consecutivas. No segundo e terceiro trimestres, a indústria voltou a apresentar desaceleração passando de um crescimento de 1,8% para 0,2% e -0,9% na série com ajuste sazonal.

A grande entrada de produtos importados também é lembrada como um dos motivos do enfraquecimento da indústria.

(Folha)

Landim critica imprensa e Alexandre Leite reclama de disparidade na liberação de recursos

O deputado Paes Landim (PTB-PI) deu os parabéns ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, por sua atuação e criticou o comportamento “absurdo” da imprensa quanto à indicação do tio do ministro, Oswaldo Coelho, para a Comissão de Irrigação. Paes Landim explicou que houve uma divisão na família Coelho, o que tornou Oswaldo Coelho adversário de Fernando Bezerra, e classificou a nomeação como um “gesto de grandeza” da parte de um ministro que “honra o Nordeste”.

O deputado Alexandre Leite (DEM-SP), por sua vez, salientou a responsabilidade do ministério diante do país inteiro. Apesar de entender que Pernambuco merece até mais recursos do que os repassados, o deputado criticou o governo pela disparidade na liberação, afirmando que uma fatia pequena de verba foi destinada a resposta a desastres em outros estados. O deputado ainda fez ressalvas à política de enfrentamento de catástrofes por entender que “é melhor prevenir do que remediar”.

O ministro esclareceu os critérios de seleção e hierarquização de projetos em sua pasta, com ênfase nas propostas apresentadas à Secretaria Nacional de Defesa Civil. Em sua avaliação, são frequentes as demandas de obras não cobertas pelo Ministério da Integração Nacional, que tem como prioridades a contenção de cheias e a prevenção à erosão. Segundo Fernando Bezerra, o governo brasileiro em 2011 investiu mais de R$ 1,1 bilhão em obras de prevenção e São Paulo teria sido o estado mais atendido.

Além de esclarecer ações de resposta à seca no Rio Grande do Sul, o ministro disse esperar para breve o anúncio presidencial de um grande programa de irrigação no Nordeste.

(Agência Senado)

Padilha considera correta avaliação da população sobre sistema público de saúde

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse nesta quinta-feira (11) que a pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre a percepção do brasileiro em relação ao sistema público de saúde é um “diagnóstico” correto da situação da saúde pública no país.

Na pesquisa, 61% dos brasileiros consideraram péssimo ou ruim o sistema público de saúde, o SUS. A principal reclamação foi quanto à demora no atendimento. “O diagnóstico global feito pelos brasileiros está correto em vários pontos apontados na pesquisa. O primeiro passo para um bom tratamento é um diagnóstico correto”, disse à Agência Brasil.

Padilha citou ações da pasta para diminuir o tempo de espera, como as unidades de Pronto Atendimento (UPA), que funcionam 24 horas. Segundo o ministro, as unidades conseguem resolver os problemas de 97% dos pacientes atendidos. “Elas reduzem a necessidade da população ir ao pronto-socorro e ao hospital. De cada 100 pessoas [atendidas na UPA], apenas três precisam ir para o pronto-socorro ou ao hospital.”

Quanto ao fato de 85% da população avaliar que o serviço público de saúde não melhorou nos últimos três anos, o ministro argumentou que a melhora do sistema não é imediata. “A população tem um diagnóstico sobre os desafios que temos. São desafios com tempos diferentes de melhora”.

Padilha também comentou sobre a contratação de mais médicos, necessidade apontada por 57% dos brasileiros na pesquisa, para melhorar o atendimento. Segundo ele, entram em vigor este ano programas que visam a incentivar a ida de médicos recém-formados para o interior do país e as periferias, onde há carência de profissionais. Para atraí-los, o governo federal vai conceder pontos extras nas provas de residência médica e permitir o abatimento da dívida de quem adquiriu financiamento estudantil.

Em relação ao controle do desperdício de dinheiro, solução apontada por 53% dos entrevistados, Padilha respondeu que o ministério economizou R$ 1,4 bilhão ao alterar o processo de compra dos medicamentos. De acordo com ele, a economia permitiu a distribuição gratuita de remédios contra diabetes e hipertensão.

Na pesquisa, as campanhas de vacinação foram o programa de saúde com melhor avaliação, com média de resultado de 8,8, em uma escala de zero a 10. Feita pelo Ibope, a pesquisa ouviu 2.002 pessoas, em 141 municípios, entre os dias 16 e 20 de setembro de 2011.

(Agência Brasil)

PMN acredita que Mário Hélio será a terceira via em Fortaleza

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Um dos maiores críticos da administração Luizianne Lins, na Assembleia Legislativa, o deputado Mário Hélio já posa de pré-candidato à Prefeitura de Fortaleza nas eleições deste ano. Para o presidente estadual do PMN, Reginaldo Moreira, Mário Hélio conhece a cidade e a sua gente, além dos problemas que mais atingem a população.

O partido acredita que a candidatura de Mário Hélio aumentará o número de cadeiras do PMN na Câmara Municipal. Após a eleição de 2008, o partido contava apenas o próprio Mário Hélio, que deixou o Legislativo Municipal, no ano passado, para assumir cadeira na Assembleia Legislativa. O suplente Marcílio Gomes (PSL) assumiu a vaga pela coligação.

Inscrições no ProUni começam neste sábado

As inscrições no Programa Universidade para Todos (ProUni) começam neste sábado (14) e vão até o dia 19 de janeiro no site http://siteprouni.mec.gov.br. O candidato deve ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2011 e obtido nota mínima de 400 pontos. Também é necessário que o estudante tenha cursado o ensino médio em escola pública. Caso o candidato tenha passado tanto por instituições públicas quanto privadas, é necessário provar que teve bolsa integral para cursar o ensino particular.

Serão oferecidas 195 mil bolsas, sendo 98 mil integrais e 96 mil parciais, que custeiam 50% da mensalidade. As bolsas integrais contemplarão os candidatos que tenham renda inferior a um salário mínimo e meio (R$ 933). Para quem tem renda até três salários mínimos (R$ 1.866), podem ser concedidas bolsas de 25% a 50%.

(Agência Brasil)

Servidores do Judiciário e oficiais de Justiça decidem hoje sobre paralisação de categorias

Servidores do Poder Judiciário e oficiais de Justiça do Ceará se reúnem em assembléia na tarde desta sexta-feira, 13, para decidir se paralisam as atividades. O Sindicato do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Ceará (SindJustiça) e dos Oficiais de Justiça do Estado do Ceará (Sincojust) se reúnem separadamente.

No fim da tarde de ontem, o presidente da Secional Ceará da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE), Valdetário Andrade Monteiro, e a defensora pública geral, Andréa Coelho, reuniram-se com dirigentes dos dois sindicatos para tentar evitar que as duas categorias paralisem suas atividades.

Na reunião, que durou mais de duas horas, a OAB pediu que as duas categorias continuem negociando e ainda um crédito de confiança ao presidente do Tribunal de Justiça do Ceará, desembargador José Arísio Lopes da Costa, que prometeu nomear comissão para fazer estudo da aplicação da isonomia salarial dos servidores da Capital e do Interior, e ao Governo do Estado, que, por meio de seu Chefe de Gabinete, Ivo Gomes, garantiu a reposição do orçamento do TJCE.

Roberto Eudes, presidente do SindJustiça, se comprometeu a defender, na assembleia geral, o adiamento da paralisação até pelo menos 3 de fevereiro.

Entretantro, ele condicionou a não deflagração da greve à publicação da portaria pelo Tribunal de Justiça nomeando a comissão que estudará a isonomia salarial.
O presidente do Sincojust, Mauro Xavier, também prometeu tentar convencer os oficiais de Justiça a não paralisarem suas atividades.

Segundo a OAB-CE, caso sejam deflagradas, as paralisações comprometerão ainda mais a prestação jurisdicional. Entre os problemas, ainda de acordo com a OAB-CE, constam a demora distribuição dos processos, que não são julgados em prazos razoáveis; mais de 60 Comarcas sem juízes titulares, dezenas de cargos de magistrados estão vagos; a maioria das Comarcas do Interior é atendida por servidores cedidos por Prefeituras e Câmaras Municipais.

(O POVO Online)