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YouTube vê na internet o futuro da televisão

Na próxima década, 75% de todos os canais de vídeo serão criados na internet. Essa é a ousada previsão de Robert Kyncl, diretor de parcerias globais do YouTube. Em um pronunciamento na Consumer Electronics Show (CES), feira de Las Vegas, Kyncl disse que a web está fadada a se tornar a principal fonte de entretenimento em vídeo na próxima década.

O YouTube anunciou em dezembro último que recebeu um trilhão de acessos em 2011 e está antecipando um ano ainda mais forte à frente na medida em que mais políticos e produtores de notícias recorrerão ao site para distribuir propaganda, discursos e vídeos noticiosos semanais. Kyncl disse que a indústria de entretenimento deveria prestar atenção nessa tendência, prevendo que 90% do tráfego da web em breve serão de vídeo.

O YouTube e Kyncl, que veio da Netflix para a empresa, estão apostando alto no webvídeo, injetando US$ 100 milhões na produção de conteúdo original na esperança de produzir o próximo vídeo viral.

Organizar vídeos por canais, um conceito que faz eco à TV tradicional, permite que parceiros do YouTube exibam seus vídeos e compartilhem a receita publicitária. Os criadores de conteúdo que participam no programa dos canais incluem a Onion e a Machanima.

“Todos esses canais estão apenas começando”, disse Kyncl. A nova jogada está começando a desafiar a televisão tradicional ao mesmo tempo em que provê uma plataforma para criadores de conteúdo para nichos – os que fazem vídeos para fanáticos por crochê, amantes de bichos de estimação ou aficionados em música clássica – que provavelmente jamais veriam conteúdos desse tipo na mídia tradicional.

Para cultivar esses talentos, o YouTube destinou verbas e lançou programas educacionais para ajudar a encontrar os próximos astros do YouTube e prepará-los para conquistar um público na internet. “Agora estamos falando muito em vídeos individuais, mas só a título de comparação, você tem alguém como Ray William Johnson, que tem três canais com um bilhão de vistas”, disse Kevin Allocca, gerente de tendências do YouTube.

(The Washington Post)

Na Itália, máfia ameaça jornalistas para impedir reportagens

As máfias na Itália intimidam e ameaçam jornalistas para que não publiquem investigações sobre seus crimes, segundo denúncia da associação italiana “Ossigeno per l’Informazione” (Oxigênio para a Informação).

A crise financeira está deixando transparecer o poder financeiro das máfias. Embora se diferenciem segundo sua origem e modalidades, por máfias devemos entender tanto as clássicas organizações italianas – a camorra napolitana, n’drangheta calabresa e a máfia siciliana –, como a máfia russa, a albanesa, a turca, etc.

Diante da escassez de dinheiro, estas organizações estariam atuando como bancos informais. Na Europa há indícios de um aumento de empréstimos de agiotas de procedência mafiosa. Misha Glenny, autor de McMafia, o livro que reconstrói o sistema de negócios desses grupos afirma que há dez milhões de pessoas no Reino Unido que não podem ter acesso a empréstimos legais e se dirigem ao mercado paralelo, que é difícil de controlar.

As máfias necessitam invadir o mercado com seu dinheiro reciclado. Isso lhes permite penetrar nas atividades legais com as quais aumentam o poder acumulado através da atividade ilícita, principalmente com o narcotráfico, fonte de imensas quantidades de dinheiro. Muitas vezes, quando este fluxo ingressa no sistema legal, já foi reciclado.

O jornalista italiano Roberto Saviano –que depois do sucesso de Gomorra, seu livro sobre a camorra, vive escondido e sob escolta policial–, explica que o dinheiro é lavado no Leste europeu, para depois chegar limpo ao mercado imobiliário ou ao mercado bancário ocidental. Na Escócia a camorra controla parte da atividade turística; os grandes shoppings da Grécia, Andaluzia, Kosovo e do sul da Itália foram realizados por grupos mafiosos, que logo se encarregam dos estacionamentos, transporte de mercadoria e da segurança.

(EFE com a revista Ciudad Nueva, da Argentina)

OAB pede explicações financeiras a presidente do TRE do Rio

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rio (OAB-RJ), Wadih Damous, pediu explicações formais à presidente do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) do Rio, Maria de Lourdes Sallaberry, sobre as movimentações financeiras atípicas no órgão, realizadas em 2002, no valor de R$ 282,9 milhões.

À Folha, Damous afirmou que a medida foi tomada com base no interesse público e que espera um breve retorno do órgão.

“Protocolei um requerimento por conta das informações publicadas nos jornais de que um servidor ou um magistrado do TRT tenha feito essa movimentação. Como isso é estapafúrdio pedi que a presidente venha a público informar a que se deve essa movimentação”, disse.

A informação sobre as movimentações atípicas consta de relatório encaminhado na sexta-feira ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela corregedora do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Eliana Calmon.

Segundo o relatório, 81,7% das comunicações consideradas atípicas estão concentradas no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (Rio de Janeiro), Tribunal de Justiça da Bahia e o Tribunal de Justiça Militar de São Paulo.

Dos R$ 856 milhões considerados “atípicos” pelo Coaf (órgão de inteligência financeira do Ministério da Fazenda), o ápice ocorreu em 2002, quando “uma pessoa relacionada ao Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região”, no Rio de Janeiro, movimentou R$ 282,9 milhões.

(Folha)

Irã diz ter provas de envolvimento dos EUA em morte de cientista

A televisão estatal iraniana disse neste sábado (14) que Teerã tinha provas de que Washington estaria por trás do recente assassinato de um cientista nuclear iraniano.

No quinto ataque desse tipo em dois anos, uma bomba magnética foi instalada na porta do carro de Mostafa Ahmadi-Roshan, de 32 anos, durante o horário de pico de quarta-feira (11), na capital, Teerã. O motorista também morreu no incidente. Os Estados Unidos negaram envolvimento na morte e condenaram o ataque. Israel não quis comentar.

“Temos documentos e provas confiáveis de que o ato terrorista foi planejado, orientado e apoiado pela CIA”, disse o Ministério de Relações Exteriores do Irã em uma carta entregue ao embaixador suíço em Teerã, segundo a TV estatal. “Os documentos indicam claramente que esse ato terrorista foi cometido com o envolvimento direto de agentes ligados à CIA”.

A embaixada suíça representa os interesses norte-americanos no Irã, desde que Teerã e Washington romperam as relações diplomáticas após a Revolução Islâmica, de 1979.

A TV estatal também disse que “uma carta de condenação” foi enviada ao governo britânico, dizendo que o assassinato do cientista nuclear “começou exatamente depois que o oficial britânico John Sawers declarou o começo das operações de inteligência contra o Irã”.

Em 2010, o chefe do Serviço Secreto de Inteligência britânico disse que um dos papéis da agência era investigar os esforços dos Estados no desenvolvimento de armas nucleares que violam as obrigações legais internacionais e identificar meios para frear o acesso desses países a materiais e tecnologias vitais.

(Reuters)

Reinvenção do capital turístico cearense

O turismo no Ceará é uma perspectiva muito pontual e temporária. “… investem muito num curto período e esquecem que o potencial gerador na alta estação deve se perpetuar ao longo do ano”. É o que avalia o professor de Psicologia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Cássio Braz, em artigo publicado neste sábado, no O POVO. Confira:

A alta estação é esperada por alguns segmentos de nossa economia com muito entusiasmo. Fortemente atrelada à área de turismo o conceito de alta estação vem paulatinamente se transformando através do esforço de algumas políticas para dotar o Estado de uma atratividade mais perene. Entretanto, a ideia de alta estação já está introjetada em nós e em muitos dos nossos empresários e políticos, gerando grandes expectativas.

Cada vez mais o Ceará prepara-se para as visitas externas, mas continua equivocando-se nessa preparação permanente. Aumentamos o policiamento nas áreas turísticas, recepcionamos os visitantes com forró no aeroporto, damos um pouco mais de atenção aos produtos turísticos, mas tudo isso numa perspectiva muito pontual e temporária.

A próxima alta estação deve encontrar um Estado com as tradicionais alternativas naturais – praia, serra e sertão – com boas opções de compras e com uma culinária agradável, embora longe de constituir-se referência. Há uma melhoria em alguns setores, mas em outros continuamos pecando em excesso, tomando como exemplo a prestação de serviços ainda amadora, que confunde qualidade e permissividade e onde a simpatia deixa de ser, cada vez mais, carro chefe na nossa tradição receptiva.

A recepção da Copa do Mundo, a construção de um grande centro de eventos, são ações que já começam a impactar na mudança de paradigma de uma alta estação. É preciso, porém, mudar a mentalidade de muitos dos nossos gestores e empresários, que investem muito num curto período e esquecem que o potencial gerador na alta estação deve se perpetuar ao longo do ano.

Não podemos perder de vista que as férias de uns são a rotina diária de muitos, mas continuamos agindo com a mesma perspectiva da recepção das visitas em nossa casa: escondemos os objetos quebrados e danificados, limpamos as janelas que passam o resto do ano acumulando poeira, introduzimos frutas e bolos ao nosso “café com pão” diário, mudamos os móveis de lugar, mas, com a saída das visitas, tudo isso passa, e, sem percebermos, retornamos ao nosso cotidiano sem luxos e até aos problemas diários, pois já estamos “acostumados”.

Esquecemos que é preciso mudar a mentalidade da alta estação como um período determinado e voltado para os turistas e ampliá-la para todo o ano e para todos os cidadãos que aqui residem. Não podemos avançar como destino turístico se só o somos durante dois ou três meses por ano. Mudando essa ideia, estaremos disponíveis durante os 365 dias do ano, numa parceria perfeita com a natureza – das praias, das serras e dos sertões, dos dias ensolarados, e da temperatura estável; assim também beneficiaremos ao potencial usuário que aqui reside, tornando a alta estação não um período de exceção, mas um referente para o nosso dia a dia.

Kassab desobriga escolas de estacionamento próprio

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), anistiou as faculdades que não conseguiam obter licença por falta de estacionamento próprio. Segundo a nova legislação, os estabelecimentos de ensino podem manter vagas de garagem em imóveis a até 600 metros de distância.

Dezenas de universidades particulares, como a Uniban da Barra Funda, a Unip do Morumbi e a Uninove da Água Branca, que construíram mais vagas para carros após recentes obras de ampliação, serão beneficiadas pela medida do prefeito.

Em nota, a Prefeitura afirma que a lei “se justifica pela importância social do equipamento público em questão”, as escolas e faculdades. “Dessa forma, a Prefeitura procura incentivar o aumento da rede educacional no município.” A administração municipal também ressalta que a lei não isenta escolas e hospitais que são enquadrados como polos geradores de tráfego. Esses empreendimentos são tratados de forma especial, com obrigatoriedade de adotar diretrizes de mitigação de trânsito.

(Estadão)

Chávez diz que respeitará votação na Venezuela se perder

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse nesta sexta-feira (13) que se um candidato da oposição vencer as eleições presidenciais deste ano, ele será o primeiro a reconhecer a vitória do rival e entregar o poder.

Os críticos mais extremos do líder socialista sugerem que Chávez pode não aceitar os resultados se for derrotado nas urnas em 7 de outubro.

Em um longo discurso ao Parlamento sobre o estado da nação, Chávez, de 57 anos, rejeitou as críticas e disse ter pedido aos líderes da oposição que prometam publicamente que irão respeitar os resultados da votação.

“Se um de vocês vencer a eleição, serei o primeiro a reconhecer (essa vitória), e peço o mesmo a vocês”, afirmou, e disse que fará questão de cumprimentar alguns de seus maiores inimigos ao assumirem o poder.

“Mostraremos ao mundo a maturidade política que adquirimos ao longo desses anos de revolução democrática.”

O presidente populista foi transportado do palácio presidencial de Miraflores à Assembleia Nacional em uma limusine com teto solar, enquanto guardas de segurança corriam ao lado do veículo e multidões de simpatizantes de vermelho demonstravam apoio no percurso.

A batalha eleitoral deste ano está se tornando a mais difícil já enfrentada por Chávez em seus 13 anos no poder.

Ele foi submetido a uma cirurgia para tratar de um câncer em junho, e depois, a quatro sessões de quimioterapia. A coalizão da oposição considera que essa eleição será a melhor chance para tirar o atual presidente do poder.

(Reuters)

Saúde não apresenta perspectivas de melhora

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Em artigo publicado neste sábado (14), no O POVO, o editor adjunto do Núcleo de Conjuntura do O POVO, Luiz Henrique Campos, afirma que não é surpresa a alta rejeição da população no atendimento da rede pública de saúde. Para o jornalista, há uma tendência de piora gradativa do quadro. Confira:

O resultado da pesquisa “Retratos da Sociedade Brasileira: Saúde Pública”, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope, mostrando que 61% dos entrevistados em todo o País consideram a rede pública péssima ou ruim não chega a surpreender.

Até acho que os números indicam usuários complacentes com o sistema público de saúde se levarmos em conta o senso comum verificado no dia a dia dos que procuram os serviços. Para se ter ideia, 42% disseram não perceber melhorias no sistema nos últimos anos e 43% opinaram que ele piorou.

Ora, não é preciso ser especialista para entender que esse quadro vem se agravando ano a ano, com tendência de piora gradativa nos próximos, principalmente ao levarmos em conta aspectos como aumento da população e o seu perfil etário. Não me cabe demonizar o SUS, por achar a proposta excelente e única no mundo, mas não se pode negar que ele não tem atendido a contento as demandas a que se propõe. É fato ainda que essa deficiência não pode ser creditada só aos gestores públicos, haja vista que muitas das ocorrências que superlotam as unidades de saúde poderiam ser evitadas com atitudes preventivas por parte da população.

O País, ao que parece, não consegue enfrentar os vícios de um sistema marcado pela corrupção, clientelismo e raro espírito público por parte de seus dirigentes. Nesse contexto, é preocupante verificar que o sistema privado também caminha a passos largos para atingir índices de satisfação pouco condizentes com os valores pagos pelos usuários. Infelizmente, a cada dia, fica-se refém de uma estrutura que mais privilegia o mercado do que a saúde da população. Não restam dúvidas, portanto, de que o futuro tende a ser negro para a área da saúde no Brasil, independente de plano de saúde, mais imposto ou não.

É tarefa, portanto, desse e dos próximos governos, tentar pelo menos minorar um quadro que já se apresenta caótico e sem perspectivas. Digo, sem receio de errar, que daqui a alguns anos a questão do atendimento médico no Brasil será um dos piores problemas, com reflexos inimagináveis. Espero que esteja errado.

Situação no PT já foi mais tranquila

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Acrísio e Bruno: Ó nóis aqui!

O núcleo luizianista demonstra tranquilidade e nenhuma ansiedade em relação à definição da candidatura. No entanto, a situação dentro do partido já foi mais calma. Internamente, as movimentações estão em suspenso desde o início de dezembro. Fora, praticamente não se saiu da estaca zero.

Na política, contudo, não existe vácuo. Enquanto Luizianne mantém as articulações paradas, outros atores se movem, alheios ao comando da prefeita e presidente estadual. Nessa lacuna que permanece aberta, ganham espaço e se projetam o deputado federal Artur Bruno e o presidente da Câmara Municipal, Acrísio Sena. Bruno se movimenta com intensidade já há algum tempo. O vereador acelerou suas articulações nos últimos dias, ao perceber a postura vacilante do comando político do Palácio do Bispo.

Quanto mais se articulam, menos provável se torna a hipótese de acordo sem sequelas. A possibilidade de disputa ainda não é palpável, mas já esteve mais distante. O problema deixou de ser cumprir prazos pré-definidos. A questão, no momento, é evitar que o processo saia do controle. Tal possibilidade ainda não é tão concreta. Mas já foi igualmente mais remota. Com a rodada de conversas projetada para a próxima semana, esse vácuo de articulação deve ser preenchido.

Grupo de Luizianne mantém confiança

Mesmo com a gradual elevação da temperatura política interna, os setores que comandam o PT e a Prefeitura demonstram confiança absoluta em relação às articulações eleitorais. Para garantir a realização de prévias, um candidato precisa do apoio de um terço do diretório municipal. No caso de Fortaleza, são necessários 15 dos 45 votos.

Artur Bruno teria condição de chegar, no máximo, a nove, segundo avaliações de gente próxima ao gabinete da prefeita. Já quanto a Acrísio Sena, o grupo de Luizianne tem convicção de que ele não criará dificuldades. No entanto, as sequelas serão maiores quanto mais as pré-candidaturas se consolidarem.

(Coluna Política / O POVO)

PT decide seu futuro a partir de segunda-feira

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O que seria o prazo para o PT definir o candidato em Fortaleza deve marcar, isto sim, o início da fase mais aguda de negociações internas. O anúncio do nome era aguardado para este domingo (15), mas só na segunda-feira (16) Luizianne Lins deve iniciar o diálogo com as diversas tendências.

A prefeita e também o presidente municipal Raimundo Ângelo já tiveram conversas preliminares com alguns grupos. Mas agora as tratativas serão definitivas. Embora o calendário não seja absoluto, o grupo da prefeita ainda pretende definir o candidato até o fim de janeiro.

Pelo cenário atual, quem for indicado deverá ser referendado pela maioria do partido, a despeito de outras movimentações, em particular do deputado federal Artur Bruno. Há possibilidade de outros nomes virem a surgir, mas, hoje, as únicas alternativas reais consideradas por Luizianne são Waldemir Catanho e Elmano de Freitas.

O primeiro permanece como preferido da prefeita, mas ainda não se decidiu. Pelas sinalizações, observadores dos bastidores políticos dão como certa sua desistência. No entanto, dois importantes caciques do petismo asseguraram à Coluna que ele ainda não comunicou a decisão de entrar ou não na disputa. Por enquanto, permaneceria “refletindo” sobre o assunto.

Enquanto isso, Elmano ganha força para ser a opção de Luizianne. Ao contrário de Catanho, ele ainda precisará ser digerido pelo resto do PT, mas não deverá encontrar grandes problemas para ser aceito pela maioria do partido. A maior dificuldade talvez seja vencer as resistências que devem surgir com os aliados. Afinal, Elmano é tão ligado a Luizianne quanto Catanho – o que é motivo para questionamento em relação a Catanho. Mas tinha até menor visibilidade até assumir a Secretaria da Educação, em setembro – o que o deixa em desvantagem.

Fator Cid

Em paralelo com as conversas internas, Luizianne já deve iniciar os entendimentos com o governador Cid Gomes (PSB). O PT tem consciência de que não pode simplesmente comunicá-lo da escolha. Terá de dialogar e negociar com ele em torno do nome. A depender da agenda e da disposição do governador, o encontro deverá ocorrer já nos próximos dias. O alto comando petista tem confiança de que o governador não criará obstáculos.

(Coluna Política / O POVO)

Ao menos 46 brasileiros estavam em navio na Itália, diz empresa de cruzeiro

Ao menos 46 brasileiros estavam a bordo do navio que naufragou nas águas da ilha italiana de Giglio na noite desta sexta-feira (13), informou neste sábado (14) a companhia dona da embarcação, a Costa Cruzeiros. O Costa Concordia se dirigia ao porto de Savona, no norte da Itália.

Oficialmente, o ministério brasileiro não informou quantos brasileiros estavam no navio Costa Concordia. O Consulado do Brasil em Roma está acompanhando o resgate por parte das autoridades costeiras italianas, mas não atua diretamente.

Brasileiros que buscam informações sobre sobreviventes ou vítimas podem procurar o consulado na capital italiana ou informações no site do Itamaraty.

A embarcação tinha cerca de 4.200 passageiros a bordo e, segundo a imprensa italiana, começou a afundar após encalhar em um banco de areia. A empresa do navio destacou que “até o momento não é possível definir as causas do problema”.

O arquipélago onde está situada a Ilha de Giglio fica a cerca de 80 km de distância de Roma. Segundo relatos da imprensa europeia, após o encalhe da embarcação pequenas barcos tentaram a ajudar no resgate dos passageiros e tripulantes.

Segundo a imprensa europeia, o número de desaparecidos é de pelo menos 50 pessoas. A Guarda Costeira chegou a informar que “os passageiros não corriam perigo” e eram retirados em botes salva-vidas do navio Costa Concordia. Porém, ao retirar os últimos membros da tripulação uma fenda se abriu, causando vazamentos internos.

(EFE)

Profetas preveem chuvas

É chegada a hora de reparar nos detalhes e prever em quanto o céu desabotoará daqui em diante até o novo ano romper. Futuros de curto prazo precisam disso para serem traçados pelos respectivos donos.

Os autores das profecias vêm de toda parte do Sertão Central. Todos de meia idade e cada qual com um dom. Há quem repare no vento. Há quem prefira o sol. Ou quem analise o movimento dos bichos. Ou ainda quem considere tudo isso e mais um pouco na arte de ler a natureza.

Neste sábado (14), eles reúnem-se pela 16ª vez em Quixadá, distante 158 quilômetros da Capital. Uma multidão acompanha. Sempre. É (re)aproximar-se do espelho d’água, postar-se sob a sombra da mangueira e ouvir. Atentamente. Pelo menos 30 profetas da chuva devem falar das chuvas previstas para o Ceará neste ano.

A ciência da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) fica de fora. “Pelo o que já conversei com dez deles, eu diria que teremos inverno começando um pouco tarde. Já devia ter iniciado, mas só vai chover a partir da segunda quinzena de janeiro”, adianta o idealizador e organizador do Encontro dos Profetas Populares, Hélder Cortez.

Prognósticos

O clima é de esperança por uma quadra chuvosa boa. “Estão todos otimistas. Apontam para chuvas boas de janeiro a junho. Mas o ciclo já devia ter começado”, acrescenta Hélder, que reclama mais apoio do poder público ao evento.

Espaço e logística estão por conta da Prefeitura de Quixadá. O resto (especialmente alimentação) vem de parceiros. Reclame maior é pela contratação de um veículo que transporte profetas e familiares. “O apoio popular cresce a cada ano. Mas o poder público poderia ajudar mais. Eles se deslocam por conta própria. Precisamos angariar recursos para contratar esse carro. Queremos trazê-los e levá-los de volta para casa confortavelmente”, finaliza.

(O POVO)

Ironia do destino

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O soldado P. Queiroz, da Associação de Praças da PM/BM do Ceará (Aspramece), foi motorista de Ciro Gomes por quatro anos. É Ciro doente e tinha uma foto dele na entidade. Por ironia, foi líder na greve que nocauteou o irmão Cid Gomes (PSB).

E outra, o ex-sargento da PM Josué de Sousa foi segurança de Tasso Jereissati, quando governador. Em 1997, Josué foi expulso da PM por liderar a 1ª greve de policiais do Ceará.

(Vertical / O POVO)

Judiciário: risco de falta de sintonia com a Nação

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A opinião pública acompanha com atenção os novos lances do confronto entre segmentos do Judiciário e a Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), encarregada de investigar irregularidades cometidas por magistrados. A sociedade ficou perplexa quando, às vésperas do recesso do Judiciário, o ministro Marco Aurélio de Melo (STF) concedeu liminar suspendendo investigações em andamento no CNJ, enquanto membros do STF pretendem reduzir competências do Conselho.

O confronto vem causando reações de apoio ao CNJ por parte da maioria esmagadora da opinião pública e de alguns segmentos do próprio Judiciário inconformados com as restrições que se quer impor ao órgão fiscalizador, passando a impressão de corporativismo. Ontem foi divulgada uma carta de juízes cearenses em apoio à corregedora do CNJ, na qual se afirma: “Opor sigilo para obstaculizar procedimento investigatório acerca de possível irregularidade na administração pública, ainda mais nas casas de justiça, por si só, é ato extremamente deletério, que derrama sobre toda a magistratura brasileira uma indelével nódoa de dúvida sobre a ética.”

Repelindo o ataque direto do ministro, no programa Roda Viva, de que queria substituir o STF, a ministra Eliana Calmon retrucou que a reação é de quem “não quer abrir o Judiciário”. E disse que os tempos vividos pela sociedade são de exigência de transparência em qualquer setor: “estou vendo a serpente nascer e eu não posso me calar”. Segundo ela, o problema das corregedorias regionais é que não investigam desembargador, só têm competência para investigar juízes de primeiro grau. “Quem é que investiga desembargador? O próprio desembargador. Aí é que vem a grande dificuldade” – enfatiza ela.

A mídia investigativa e o próprio CNJ têm apontado irregularidades marcantes em alguns Tribunais de Justiça. O de São Paulo, apesar de administrar orçamento de R$ 20 bilhões/ano, não tinha controle interno, segundo Calmon. E está no bojo de um escândalo de grandes proporções. Sem dúvida, nessa batalha, a sociedade está com a Corregedoria do CNJ – e o Judiciário cometerá erro clamoroso se não se sintonizar com o sentimento da nação.

(Editorial / O POVO)

Incêndio atinge quatro lojas no Centro de Fortaleza

Um incêndio de média proporção, segundo o Corpo de Bombeiros, atinge quatro lojas de plástico no Centro de Fortaleza, na rua Castro e Silva. De acordo com o soldado do Corpo de Bombeiros, Felipe Araújo, o incêndio começou por volta das 4h da manhã.

Cerca de 40 bombeiros estão no local desde a madrugada. Eles estão buscando água na praia Leste-Oeste para tentar controlar ofogo nos prédios.

De acordo com informações da repórter do O POVO no local, o incêndio já foi controlado.

As causas do incêndio ainda não foram divulgadas.

(O POVO Online)

Brasil é o 8º país mais perigoso para jornalistas

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O Brasil é o oitavo país mais perigoso para o trabalho da imprensa atualmente. O dado é do International News Safety Institute (Insi), entidade que acompanha casos de violência contra jornalistas no mundo.

Segundo ranking divulgado esta semana pelo Insi e pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), parceira do instituto no Brasil, o país só fica atrás de quadros graves de violência contra a imprensa, caso do México, com o agravamento da violência do tráfico de drogas, e de países em conflito no Oriente Médio.

O ranking é baseado no número de jornalistas assassinados no exercício da profissão. Paquistão, México e Iraque estão nos primeiros lugares, cada um com 11 assassinatos ano passado. Em seguida, vêm Líbia, com dez; Honduras, com oito; Iêmen, com sete; Filipinas, com seis; Brasil e Índia, cada um com cinco assassinatos; e Somália, com quatro.

(O Globo)

Freio no CNJ é obstáculo para investigar indícios da venda de sentenças no País

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Integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) temem que a barreira imposta dentro do próprio Judiciário – via liminares do Supremo Tribunal Federal – para a continuidade de investigações nos tribunais impeça a comprovação de indícios de venda de sentenças e enriquecimento ilícito de magistrados e servidores, no radar da Corregedoria Nacional de Justiça.

Conforme relatos de membros da Corregedoria ao Estado, o CNJ partiu para a série de inspeções em 22 tribunais, que começou pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, munido de denúncias de que magistrados teriam patrimônio incompatível com seus rendimentos, o que leva à suspeita de que estariam negociando sentenças.

A proibição de acesso aos dados da evolução patrimonial de magistrados e servidores e à folha de pagamento dos tribunais, imposta pelo STF, praticamente torna sem efeito o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que mesmo sem revelar a identidade de servidores ou magistrados, mostrou que R$ 855,7 milhões foram movimentados entre 2000 e 2010 de forma suspeita.

As denúncias que chegaram ao CNJ, as investigações em curso e os alvos nessas inspeções aos tribunais são sigilosos e não são revelados.

O cruzamento entre as declarações de bens de servidores e juízes e a folha de pagamentos dos tribunais poderia indicar discrepâncias. Aqueles que estivessem nessa situação, seriam chamados a esclarecer as diferenças e, eventualmente, a corrigir as declarações apresentadas ao tribunal e à Receita Federal. Se não houvesse explicação plausível, uma investigação certamente seria aberta no âmbito administrativo.

A decisão do ministro Ricardo Lewandowski, em processo das associações de magistrados, interrompeu as inspeções em todos os tribunais. Quando voltar do recesso, o tribunal terá de julgar o caso e decidir diversas questões jurídicas que envolvem este caso, entre elas se a Corregedoria teria poderes para solicitar dados sigilosos do Coaf ou se poderia, a qualquer momento, analisar informações das declarações de bens e rendas de servidores e magistrados.

(Estadão)

Fraude na venda de combustível pode ficar sem punição

Os responsáveis pelo golpe em que postos fraudavam a venda de combustíveis podem ficar sem punição, pelo menos foi o que declarou nesta sexta-feira (13) o diretor técnico do Ipem-PR (Instituto de Pesos e Medidas do Paraná), Shiniti Honda.

“[Até agora] não há como provar que houve fraude. É possível que, na falta de provas, ninguém seja responsabilizado”, falou. Apenas o dono da empresa suspeita de distribuir o dispositivo que comandava a fraude, Cléber Onésio Alves Salazar, está detido, em prisão provisória.

O golpe, denunciado no último domingo (8) em reportagem do “Fantástico”, da TV Globo, usava uma placa eletrônica, instalada na bomba e acionada por controle remoto, para fazer o visor indicar um volume de combustível maior que o colocado no tanque do carro. A diferença chegava a mais de 5%.

A Power Bombas, empresa de Salazar, era credenciada pelo Inmetro e pelo Ipem para fazer manutenção nas bombas. Apenas no Paraná, ela atendia a 44 postos.

Nas visitas que fez nos últimos dias a 34 postos cujas bombas eram mantidas pela empresa, o Ipem encontrou em oito deles 11 bombas com lacres rompidos. “Isso é forte indício de que as bombas foram abertas para que se retirassem as placas [que operavam a fraude]”, explicou Honda. Ainda assim, os técnicos não encontraram nada que comprovasse, de fato, o esquema.

“Só apreendemos duas placas para levar para a perícia, mas nelas não há indícios visuais de fraude. Pode até mesmo se tratar das placas originais das bombas”, disse o diretor do Ipem. “É frustrante, com certeza. Mas não podemos passar acima da lei. Vamos até onde ela nos permite.”

“Infelizmente, entre a data que a Globo entrevistou Salazar [17 de dezembro], confrontando-o com a gravação [em que negociava a fraude com o repórter] e a que foi exibida a matéria [8 de janeiro], foram mais de 20 dias. Tempo mais que suficiente para que ele [Salazar] retirasse todas as traquitanas que tenha introduzido [nas bombas]. Agora, encontramos apenas vestígios, como os rompimentos de lacre”, disse o diretor do Ipem.

Por esse motivo, quase uma semana após a denúncia, os postos suspeitos de lesar o consumidor usando o dispositivo da Power Bombas continuam funcionando, apenas alguns deles tiveram as bombas interditadas pelo Ipem. Mas, onde os técnicos não encontraram nada além de lacres rompidos, mesmo as bombas suspeitas funcionam. “Se não se encontra nada mais, não há o que fazer. A bomba é novamente lacrada e volta a funcionar”, afirmou o diretor.

Alvará não será renovado

A Prefeitura de Curitiba informou nesta sexta-feira (13) que o alvará da Power Bombas venceu e não será renovado. Na próxima segunda-feira (16), o município irá cassar o alvará dos postos que comprovadamente cometeram fraudes.

Cleber Salazar, detido desde a última segunda-feira (9), teve a prisão temporária renovada nesta sexta-feira por mais cinco dias. A Delegacia de Crimes contra o Consumidor e o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público seguem investigando o caso.

(UOL)

Tensão no Golfo faz Obama tentar contato direto com líder máximo do Irã

O presidente Barack Obama, por meio de um canal secreto de diálogo, advertiu o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, que os EUA não tolerarão o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo comercializado no mercado internacional.

A informação, publicada na edição do New York Times desta sexta-feira (13), não foi confirmada oficialmente por autoridades em Washington e Teerã. Victoria Nuland, porta-voz do Departamento de Estado, disse, antes da publicação da reportagem, que houve contato direto com os iranianos na questão que envolveu os supostos planos de Teerã para assassinar o embaixador saudita em Washington. Ela não comentou, porém, a questão de Ormuz.

A advertência de Obama demonstra o quanto as ameaças iranianas são consideradas graves por Washington. Assim como o presidente, comandantes militares americanos disseram que o eventual fechamento de Ormuz ultrapassaria os limites do que seria aceitável pelos EUA.

Nas últimas semanas, Teerã tem feito repetidas ameaças de que poderia interromper o tráfego no estreito que separa o Golfo Pérsico do Oceano Índico, caso os EUA e seus aliados europeus sigam com a campanha para um embargo internacional ao petróleo iraniano, além de sanções a companhias que façam negócios com o Banco Central do Irã. O objetivo do Ocidente é frear o programa nuclear do Irã.

A Rússia afirmou nesta sexta-feira que não aceitará que outros países lancem operações militares contra Teerã. “O Irã é nosso vizinho e um ataque contra eles é uma ameaça direta à nossa segurança”, afirmou Dmitri Rogozin, considerado um dos mais influentes funcionários da chancelaria de Moscou.

Os EUA, com os europeus, tentam atrair mais nações para o embargo ao petróleo iraniano, mas sofreram um revés ontem depois de o premiê do Japão, Yoshihiko Noda, afirmar que as declarações de seu ministro das Finanças apoiando as sanções foram uma “opinião pessoal”. Os japoneses são o terceiro maior comprador do petróleo iraniano, depois de Índia e China.

O Irã exporta 2,3 milhões de barris por dia. Analistas da área de energia diziam ontem que mesmo a adesão dos indianos e dos japoneses ao embargo não seria suficiente para impedir os iranianos de vender o produto. O petróleo de Teerã encontraria alternativas no mercado negro concedendo descontos de entre 10% e 15%.

(Estadão)