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Polícia investiga possibilidade de atentado

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A Polícia Civil abriu nesta sexta-feira (6) inquérito para apurar suposto atentado cometido contra familiares da desembargadora Sérgia Miranda, do Tribunal de Justiça do Ceará (TJ-CE). Os tios-avós da magistrada teriam sido agredidos por um grupo que invadiu a casa deles, em Horizonte (Região Metropolitana de Fortaleza), na última quarta-feira (4). Os agressores teriam derramado álcool no cabelo de uma das vítimas, ameaçando queimá-la.

O caso foi um dos temas debatidos na reunião realizada nesta sexta-feira pela cúpula da Segurança Pública do Ceará, na sede da 10ª Região Militar. “Na reunião, todo mundo acordou que o caso precisa ser apurado com rigor. É um evento absurdo”, comenta o promotor de Justiça Militar, Alexandre Leal Saraiva.

Será investigado se o suposto atentado tem relação com o trabalho da desembargadora. “Para afirmar o que realmente aconteceu temos que fazer uma investigação. O inquérito já foi aberto. Vamos descobrir o porquê da invasão da casa”, diz o delegado geral da Polícia Civil, Luiz Carlos Dantas.

O inquérito será presidido pelos delegados Ricardo Romagnóli, de Horizonte, e Ana Lúcia Almeida, do Eusébio. “Ainda vamos ouvir as vítimas e testemunhas”, informa Ricardo. Detalhes do caso não foram divulgados pela Polícia.

Na tarde de ontem, a Associação Cearense de Magistrados (ACM) divulgou uma nota para “manifestar apoio e solidariedade à magistrada e seus familiares”. “A ACM confia na pronta e rigorosa apuração dos fatos e de sua autoria, de modo a identificar, inclusive, se o episódio guarda relação com a atuação funcional de sua associada, o que, em sendo demonstrado, representará grave investida contra a independência do Poder Judiciário”, acrescenta a nota.

O POVO procurou o Tribunal de Justiça do Ceará para se pronunciar sobre o tema, mas a assessoria de imprensa disse que não tinha informações sobre o caso. A expectativa é de que representantes do Conselho Nacional de Justiça venham a Fortaleza investigar a ocorrência.

(O POVO)

Homicídios decorrentes de assaltos em bancos aumentaram 113% em 2011, mostra levantamento

Levantamento nacional mostra que 49 pessoas foram assassinadas em 2011 em decorrência de assaltos em agências bancárias. O número é 113,04% maior que o registrado no ano anterior (23 mortes). Os dados são da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), elaborados a partir de notícias publicadas na imprensa.

São Paulo, com 16 assassinatos, Rio de Janeiro com nove, Goiás (quatro), Paraná (quatro) e Rio Grande do Sul (quatro) foram os estados com o maior número de casos. Das 49 mortes, 32 ocorreram em consequência do golpe chamado de saidinha de banco. Predominantemente, as vítimas foram clientes (30), vigilantes (oito) e policiais (seis).

“Os bandidos percebem a fragilidade da segurança nas agências porque hoje não existe privacidade para as pessoas fazerem suas operações bancárias”, disse o coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr. “Os bancos não têm divisórias nos caixas eletrônicos, não têm biombos na boca do caixa, e a bandidagem pode observar quem está saindo com dinheiro. O golpe da saidinha começa dentro do banco”, completou.

Segundo as entidades que fizeram o levantamento, as mortes refletem a carência de investimentos das instituições financeiras para prevenir assaltos e sequestros. A pesquisa destaca que dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) mostram que os cinco maiores bancos do país apresentaram lucros de R$ 37,9 bilhões de janeiro a setembro de 2011. “Já as despesas com segurança e vigilância somaram R$ 1,9 bilhão, apenas 5,2% na comparação com os lucros”, aponta o levantamento. Em 2010, os cinco maiores bancos investiram mais que em 2011 em segurança: 5,45% dos lucros.

“Pedimos a colocação da porta de segurança, a porta giratória em todas as agências e postos de serviço, a colocação de biombos na frente dos caixas e divisórias nos caixas eletrônicos. Onde isso foi feito, como em João Pessoa, o golpe da saidinha diminuiu 90%”, declarou Wiederkehr. A Contraf e a CNTV sugerem ainda a isenção das taxas de transferência, visando a diminuir o dinheiro circulante e, consequentemente, os assaltos.

Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os investimentos em segurança cresceram de R$ 3 bilhões no início dos anos 2000, para R$ 9,4 bilhões nos últimos anos. De acordo com a entidade, com o investimento, o número de assaltos diminuiu.

A Febraban destaca que o aumento no número de mortes ocorreu porque os dados da pesquisa incluem, na maior parte, a ocorrências fora das agências bancárias, em assaltos nas ruas, “onde os bancos não podem interferir por ser tratar de alçada das autoridades encarregadas da segurança pública”.

A entidade ainda destaca que as tarifas de transferência adotadas no Brasil estão entre as menores do mundo. “Pesquisa da consultoria internacional Accenture atesta que, entre 14 países, a tarifa de transferência no Brasil (R$ 7,50) ocupa o nono lugar. Na Argentina, a primeira colocada, a tarifa é R$ 61,01”.

(Agência Brasil)

Filho de ministro é campeão de emendas na pasta do pai

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O ministro Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional) privilegiou seu filho, o deputado federal Fernando Coelho (PSB-PE), com o maior volume de liberação de emendas parlamentares de sua pasta em 2011.

Coelho foi o único congressista que teve todo o dinheiro pedido empenhado (reservado no Orçamento para pagamento) pelo ministério (R$ 9,1 milhões), superando 219 colegas que também solicitaram recursos para obras da Integração.

Liberado em dezembro, o dinheiro solicitado pelo deputado irá para ações tocadas pela Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Paraíba), uma empresa pública presidida pelo seu tio, Clementino Coelho, irmão do ministro da Integração.

Em nota, o ministério negou que o filho do ministro tenha sido favorecido. Segundo a pasta, outros deputados tiveram “emendas aprovadas em percentuais equivalentes”.

(Folha)

Chile recua na decisão de remover o termo ‘ditadura’ de livro escolar

O Chile está voltando atrás no controvertido plano para remover a palavra “ditadura” de manuais escolares, em referência ao governo militar do general Augusto Pinochet.

O novo ministro da Educação do presidente Sebastian Piñera, Harald Beyer, provocou um alvoroço político quando discutiu o plano em um jornal local. Ele sugeriu que os alunos da rede escolar chilena sejam ensinados a usar um termo mais “geral”, chamando a gestão de Pinochet, entre 1973 e1990, de um “regime militar”.

A senadora Isabel Allende, cujo pai Salvador Allende foi deposto em golpe de Pinochet, chamou a mudança de “inaceitável”.

“Ela vai contra o senso comum, porque o mundo inteiro sabe que durante 17 anos o Chile tinha uma ditadura feroz, com as mais graves violações de direitos humanos, onde não havia Parlamento, onde não havia liberdade, onde houve perseguição, assassinatos e desaparecimentos “, disse Isabel Allende. “Eu não quero voltar para aquela época. Quero que as coisas sejam chamadas do que são.”

Líder do Partido Socialista do Chile, Osvaldo Andrade, foi mais enfático: “Ela tem as orelhas de um gato, o corpo de um gato, mia como um gato e algumas pessoas querem chamá-la de cachorro.”

Professores que protestavam em frente ao Ministério da Educação acusaram o governo de centro-direita de tentar reescrever a história de um governo militar que deixou mais de três mil pessoas mortas ou desaparecidas.

“Precisamos trabalhar para ter uma história que permite aos nossos alunos se moverem em direção ao futuro, reconhecendo o nosso passado”, disse o professor de história Rodrigo Henriquez ao jornal La Nacion do Chile. “Se negamos isso, nós desligamos o futuro dos nossos alunos.”

Beyer recuou na quinta-feira, um dia depois de discutir o plano. Ele disse que seu ministério vai resolver a controvérsia, enviando diretrizes de revisão dos livros revisado para o Conselho Nacional de Educação do Chile. As editoras são livres para decidir que palavras usar, e as escolas livres para escolher quais os livros devem ser comprados, disse ele.

O ministério “nunca quis negar a natureza antidemocrática do regime militar, nem as violações de direitos humanos que resultou”, disse Beyer, explicando que as diretrizes são geralmente destinadas a promover um debate saudável. Elas abrem uma discussão mais ampla e mais rica, e esse é o objetivo: desenvolver o pensamento crítico”.

(O Globo)

Cérebro começa a declinar aos 45 anos

Um estudo realizado pela University College de Londres (UCL) indicou que as funções do cérebro podem começar a se deteriorar já aos 45 anos de idade. Entre mulheres e homens com idades entre 45 e 49 anos, os cientistas perceberam um declínio no raciocínio mental de 3,6%. As conclusões contradizem pesquisas anteriores sugerindo que o declínio cognitivo só começaria depois dos 60.

O estudo, publicado na revista científica “British Medical Journal”, foi conduzido ao longo de dez anos, entre 1997 e 2007. Os cientistas avaliaram a memória, o vocabulário e as habilidades cognitivas – de percepção ou de compreensão – de quase 5,2 mil homens e 2,2 mil mulheres entre 45 e 70 anos, todos, funcionários públicos britânicos.

Os resultados demonstraram uma piora em memória e cognição visual e auditiva, mas não em vocabulário – com um declínio mais acentuado nas pessoas mais velhas. Entre os indivíduos entre 65 e 70 anos, eles perceberam um declínio mental foi de 9,6% entre homens e 7,4% entre mulheres da mesma idade.

Para os cientistas, isso quer dizer que a demência não é um problema exclusivo da velhice, e sim um processo que se desenrola ao longo de duas ou três décadas.

(UOL)

Fernando Bezerra usa ministério para ajudar base eleitoral da família

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O município de Petrolina (PE), base eleitoral e cidade natal do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, foi escolhido para receber a maior quantidade de cisternas de plástico compradas pelo ministério, dentre as regiões do Nordeste que serão contempladas com os equipamentos.

O edital do pregão que resultou na contratação da empresa que vai fabricar as 60 mil cisternas, a um custo de R$ 210,6 milhões, é assinado pelo presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Clementino de Souza Coelho, irmão do ministro. A Codevasf é uma estatal vinculada ao Ministério da Integração Nacional.

Das 60 mil cisternas, 22.799 (38%) precisam ser entregues na unidade da Codevasf em Petrolina, conforme o edital. Das sete cidades nordestinas previstas no programa para a entrega dos equipamentos, Petrolina — onde Fernando Bezerra já foi prefeito por três vezes — é a que receberá a maior quantidade de cisternas, seguida de Bom Jesus da Lapa e Juazeiro (BA), com 11 mil; Penedo (AL), com 7.429; e Montes Claros (MG), com 7.391 cisternas.

A compra dos equipamentos integra o Plano Brasil sem Miséria, programa que é vitrine do governo da presidente Dilma Rousseff. O Cadastro Único, o mesmo usado para o Bolsa Família, encontrou 738,8 mil famílias em oito estados do Nordeste e em Minas Gerais que precisam de uma cisterna para obtenção da água necessária ao consumo. Conforme a radiografia do cadastro, Pernambuco é apenas o terceiro estado com a maior demanda: 128,6 mil famílias ainda não contam com o equipamento.

A maior necessidade está na Bahia (224,9 mil famílias), seguida do Ceará (185,9 mil). Mesmo assim, Fernando Bezerra e o irmão Clementino privilegiaram Petrolina e região com a destinação de novas cisternas.

Clementino e um dos filhos do ministro, o deputado federal Fernando Bezerra Coelho Filho, são pré-candidatos à prefeitura de Petrolina nas eleições deste ano. Enquanto a Bahia, recordista em demandas por cisternas, receberá 11 mil equipamentos de plástico, não há nenhuma previsão de entrega para o Ceará, o segundo estado com maior números de famílias inscritas no Cadastro Único.

A cisterna de plástico que será fornecida pela Dalka do Brasil Ltda., a empresa contratada pela Codevasf, custa duas vezes mais do que as tradicionais cisternas de placa construídas no semiárido nordestino. O custo unitário do equipamento de polietileno é de R$ 3,5 mil, enquanto uma cisterna tradicional custa R$ 1,8 mil.

(Correio Braziliense)

Ipea avalia a presença do Estado no Brasil

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresenta na próxima terça-feira (10) o estudo sobre a Presença do Estado no Brasil: federação, suas unidades e municipalidades. A divulgação será feita pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann, no Escritório Regional da Presidência da República, em São Paulo.

A pesquisa analisa a atuação do Estado em diversas áreas como saúde, educação, assistência social, previdência social, trabalho, entre outras. Os dados referem-se ao último ano disponibilizado e tratam em sua maioria de registros administrativos coletados junto aos ministérios, às autarquias e aos institutos de pesquisa.

O estudo traz informações por regiões e UFs como o número de médicos que atendem o SUS por mil habitantes, indicadores de seguro-desemprego formal, quantidade de docentes dos ensinos fundamental e médio e vários outros indicadores.

(Ipea)

Poupança fecha 2011 com ganho real de 0,94%

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A caderneta de poupança encerrou o ano passado com ganho real de 0,94%, mesmo valor registrado em 2010, segundo a consultoria Economatica. O desempenho é o quarto pior desde 1994 para esse tipo de comparação.

O cálculo para o ganho real desconta a inflação do rendimento nominal da poupança, que foi de 7,5% em 2011. A inflação no mesmo período ficou em 6,5%.

Embora o rendimento nominal da poupança tenha sido maior (6,9%) em 2010, a inflação também pesou menos (5,91%).

O pior resultado desde o início do Plano Real foi registrado em 2002, quando a relação entre poupança e inflação ficou negativa em 2,90%. Em 2004, o segundo pior desempenho na comparação, o ganho real ficou em 0,46%.

(Folha)

Italiano é preso com cocaína no aeroporto de Fortaleza

“Um italiano de 31 anos foi preso na noite desta quinta-feira, 5, no Aeroporto Internacional Pinto Martins, quando tentava embarcar em um voo com destino a Roma, transportando cocaína. A prisão foi efetuada por policiais federais.

Segundo informações da PF, os policiais abordaram o italiano e detectaram que o homem conduzia, entre as pernas, 49 trouxas contendo 2,189 quilos de cocaína.

O preso foi indiciado por tráfico internacional de drogas, cuja pena varia de cinco a 15 anos, podendo ser acrescida de 1/6 até 2/3. Ele está na carceragem da Superintendência da Policia Federal no Ceará, onde permanecerá à disposição da Justiça Federal.

Essa é a segunda apreensão de drogas realizada pela Policia Federal nas últimas 48 horas nesta capital. Na quarta-feira, 4, a PF prendeu dois homens em flagrante portando 2,073 quilos de cocaína e arma.”

(O POVO Online)

Comissão Processante vai apurar caso de menino negro expulso de restaurante em São Paulo

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A Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do estado de São Paulo está apurando o caso do menino negro, de 6 anos, que foi colocado para fora de uma pizzaria, na zona sul da capital paulista, no último dia 30.

O garoto etíope foi retirado à força por um funcionário, enquanto os pais adotivos estavam se servindo no buffet por quilo. O casal espanhol encontrou o filho na calçada e registrou um boletim de ocorrência por discriminação racial na Delegacia do bairro de Vila Mariana.

Segundo a secretaria, uma comissão processante vai apurar o caso ouvindo todas as partes envolvidas. Ninguém foi ouvido ainda e não há um prazo definido para a conclusão do trabalho. A comissão é formada por três procuradores do estado.

Se o restaurante for considerado culpado, terá que pagar uma multa baseada na Lei Estadual 14.187/2010, que pune atos discriminatórios no estado de São Paulo.

De acordo com o coordenador de Políticas para População Negra e Indígena da Secretaria da Justiça, Antonio Carlos Arruda, a multa pode chegar a 3 mil Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesp), o que corresponde a R$ 55.320.

(Agência Estado)

Em nota, PT nega problemas com PSB de Eduardo Campos

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O PT divulgou nesta sexta-feira (6) uma nota, assinada pelo presidente da legenda Rui Falcão, negando problemas com o PSB do governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

O PSB comanda o Ministério da Integração Nacional, alvo de críticas por conta dos critérios de distribuição de verbas contra enchentes.

“As relações com o Partido Socialista Brasileiro são as melhores possíveis e o assunto já foi devidamente esclarecido pelo ministro junto ao governo”, diz a nota petista.

Levantamento feito pela Folha mostrou que 95,5% da liberação de pagamentos assumidos em 2011 para o programa de prevenção de enchentes foi para Pernambuco, Estado que, em 2010, vivenciou um dos piores desastres naturais de sua história por conta das chuvas.

Segundo a Folha apurou, um dos objetivos da nota é amenizar as declarações do secretário de Comunicação do PT, deputado federal André Vargas (PR), que criticou a verba antinchente encaminhada para Pernambuco pelo ministro.

Segundo Vargas, a ação foi um “privilégio a Pernambuco”.

A insinuação de privilégio irritou a cúpula do PSB, em especial Eduardo Campos, um dos negociadores da liberação de recursos.

(Folha)

Presidente do Sindiônibus e um desabafo pós-greve

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O presidente do Sindiônibus, Dimas Barreira, manda artigo para o Blog comentando ações que, setgundo ele, tentaram prejudicar a oerta do serviço público de transporte quando da recente greve dos policiais e bombeiros militares. Confira:

TRANSPORTE COLETIVO E A VIDA DOS CIDADÃOS

Cearenses respiram aliviados ao ver o funcionamento do sistema público de segurança, o que permite o retorno das pessoas às atividades.

A greve da polícia tocou todo cearense, de qualquer extrato demográfico possível, dos líderes e formadores de opinião aos mais conformados e tímidos cidadãos. Escancarou a imperatividade da operação deste serviço público essencial.

Sem entrar nas razões da querela entre o Estado e os cabeças do movimento paredista da Polícia Militar, aproveito o contexto para citar outro serviço essencial, o transporte público coletivo. Covardemente, os ônibus têm sido alvo de diversos movimentos sociais e políticos na busca de ampliar o impacto na vida da população para forçar governos ou partes contrárias a cuidar rapidamente dos problemas individuais de uma classe ou grupo de afinidade política.

É um duro golpe em muitas pessoas com poucas opções de deslocamento, já sofridas pela falta de espaços no trânsito que priorizem o coletivo em relação ao individual, tornando um “sortudo” num automóvel mais rápido que um ônibus com dezenas de cidadãos.

Trata-se de serviço público essencial, que permite o funcionamento da vida urbana em seus diversos encontros. Motor da economia, ônibus levam as pessoas para produzir e consumir. Ainda, leva pessoas a tratamentos de saúde, estudos, lazer, oportunidades de trabalho que podem ser perdidas para sempre. Toda a cidade é cliente do sistema de transporte coletivo, não somente os passageiros ou os governos que o contratam.

Não há causa tão nobre que permita a alguém causar tamanhos danos a outros por seu próprio interesse, assim como não é permitido a ninguém impedir alguém de exercer seu direito constitucional de ir e vir, dentre outros vários crimes e infrações que podem acompanhar tais ações, como costumeiramente se vê vandalismo, perturbações da ordem e violações grosseiras à lei de greve.

Sem a polícia como instrumento de defesa da sociedade, a população reagiu instintivamente, enxotando quem tentava vandalizar os ônibus para sua paralisação sem se preocupar com as necessidades de deslocamento de quem estava nestes veículos, terminais e pontos da cidade. Uma atitude desumana que não considerava se outros precisavam urgentemente tratar sua saúde, atender a um compromisso ou simplesmente descansar depois de trabalho exaustivo.

Algumas pessoas ainda têm a coragem de julgar seus problemas mais importantes que os dos outros. A política “Farinha pouca, meu pirão primeiro” não serve à sociedade atual.

Quando todas as pessoas passarem a reconhecer a importância do transporte coletivo, especialmente nos dias de hoje, com cidades travando e problemas seríssimos de poluição e esgotamento de recursos, certamente avançaremos mais rápido para uma sociedade mais próspera, humana e respeitosa.

Mobilidade é vida!

Dimas Barreira,

Presidente do Sindiônibus.

Prefeito de Granja faz festa no Dia de Reis oferecendo até garrote como prêmio

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Que o prefeito de Granja, Esmerino Arruda (PSD), é uma figura política polêmica, disso todo mundo sabe, mas agora realmente ele se superou, segundo informação do site Camocim Online.

Quem quiser um calendário para contar os dias de sofrimento em Granja, diante da inércia do poder público, basta pedir um ao prefeito. Nele, além dos meses e dias do ano, o granjense terá a chance de ganhar um prêmio.

Quer dizer: usando o calendário como pretexto, o prefeito de Granja lançou o “Show de Prêmios do Vovô”. Nesse show, o cidadão poderá concorrer, utilizando um cupom que vem anexo ao calendário, aos seguintes prêmios: garrotes, bicicletas, televisores, liquidificadores, ventiladores, rádios, redes e relógios.

O festão de prêmios ocorrerá neste sábado, na sede do município e em todos os distritos de Granja, em comemoração do Dia de Reis. 

Propaganda antecipada?

Pelo respeito à Democracia acima de tudo

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Com o título “Contra o legalismo histérico”, eis artigo do publicitário e poeta Ricardo Alcântara. Ele aborda o caso da greve dos policiais e bombeiros militares, observando que, ao final, quem perdeu com tudo foi a sociedade. Confira: 

Como o três de janeiro demonstrou, a força armada é o último recurso da ordem de Estado. Somente em raras circunstâncias é possível assimilar como ato democrático a ocupação de quartéis por servidores armados.

Que os policiais tenham obtido êxito em suas reivindicações é socialmente justo. Que o tenham conquistado pela forma adotada, é uma derrota não só para o governo, mas para os fatores da ordem. Quem perde? A sociedade.

Contudo, a compreensão da gravidade institucional de uma greve de policiais não nos obriga a aderir a um legalismo histérico. Cedo aprendi que a lei é apenas uma parte do Direito (parte importante, mas parte, apenas).

A Democracia não pode ser compreendida apenas como o cumprimento da lei acordada pela nação na expressão de sua maioria. Seria dialético dizer que a Democracia acontece, de fato, é quando as leis podem ser cumpridas.

Que tipo de ordem – um estado de equilíbrio no entendimento comum sobre direitos e deveres – pode subsistir, quando apoiada em regras que não podem ser cumpridas sem prejuízo das necessidades básicas dos cidadãos?

A lei é como uma pele fina que reveste um corpo: o princípio de justiça. Quando este é ferido, a pele fina da lei é a primeira que se rompe. Uma lei que não pode assegurar justiça já não pode nada.

Greve de policiais é inconstitucional? A fome, segundo o artigo terceiro, também é. Isto justificaria, em momento excepcional de desespero, o saque aos armazéns públicos de alimentos? Talvez. Veja como o legalismo é frágil!

Se uma lei afirma que policiais não podem fazer greves, pois sua missão institucional é intrínseca à pertinência da própria autoridade, ela também induz o Estado à grave responsabilidade de considerá-los como tal.

Justo por não terem sindicato, nem direito à greve é que a corporação militar precisa de diálogo permanente com os governos. Vivo na legalidade, mas o que defendo é a Democracia, o acento firme da legitimidade.

* Ricardo Alcântara,

Publicitário e poeta.

10ª Região Militar manda notga para o Blog

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A 10ª Região Militar mandou nota para o Blog, nesta sexta-feira, expondo o caso da tentativa de invasão ao acampamento dos policiais civis em greve. O fato teria ocorrido nessa noite de quinta-feira. Eis o que diz a nota:

MINISTÉRIO DA DEFESA
EXÉRCITO BRASILEIRO
COMANDO MILITAR DO NORDESTE
COMANDO DA 10a REGIÃO MILITAR
(Região Martim Soares Moreno)

NOTA À IMPRENSA Nº 020, de 6 de janeiro de 2012.

SUPERINTENDÊNCIA DA POLÍCIA CIVIL

O Comando da Operação CEARÁ informa à população que, de acordo com a missão estabelecida de garantir a incolumidade das pessoas e do patrimônio, determinou que parcela das tropas federais atuassem na segurança das delegacias da Polícia Civil, sendo, então, executadas as medidas necessárias para viabilizar este procedimento.

Por volta das 23 horas e trinta minutos de 5 de janeiro e com o propósito de, exclusivamente, mobilizar um efetivo de proteção para as instalações da Divisão de Proteção ao Estudante (DIPRE), que ocupa o mesmo edifício da Superintendência da Polícia Civil, uma fração militar, composta de 9 militares do Exército, se deslocou para aquelas imediações a fim de cumprir a sua missão.

Alguns manifestantes que estavam nas imediações interpretaram a chegada do efetivo supracitado como ação direcionada ao grupo de policiais em greve presentes na Rua do Rosário.
Como já havia tropas federais provendo a segurança daquelas instalações desde 3 de janeiro, os militares receberam ordem para assumir outras funções igualmente importantes.

A moderação de atitudes observada no comportamento dos Soldados da Força CEARÁ, diante do evento inesperado, demonstra que a intenção do Comandante da Operação de manter a ordem e o diálogo foi observado nas atitudes dos militares do Exército. Cabe, ainda, ressaltar que a utilização da força, se necessária, ocorrerá de forma progressiva, mínima e de modo justo.

Apresentaram-se em Fortaleza 12 escrivães federais para atuar no atendimento à população. Para esta tarde, espera-se que o efetivo total previsto, conforme planejado, esteja completo.
O Comando da Operação informa que a população pode permanecer tranquila, pois as tropas continuam mantendo a segurança necessária.