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Senado dos EUA aprova lei para ampliar gastos em US$ 1 trilhão

O Senado americano aprovou neste sábado (17) um gigantesco conjunto de medidas de cerca de US$ 1 trilhão para financiar o Estado até o dia 30 de setembro de 2012, evitando uma paralisia dos serviços administrativos. Os legisladores adotaram o conjunto de medidas com 67 votos a favor e 32 contra, após uma votação similar na Câmara na sexta-feira (16). Agora o texto passa ao presidente Barack Obama para que o assine.

Os fundos incluem US$ 915 bilhões aprovados pela Câmara e outros US$ 126,5 bilhões para operações no exterior, principalmente para o Exército.

Os líderes da Câmara de Representantes e do Senado chegaram a um acordo na quinta-feira à tarde em relação às medidas orçamentárias para evitar o fechamento de alguns serviços administrativos.

O acordo foi alcançado depois de negociações acaloradas para superar o impasse, provocado pelos cálculos eleitorais antes do pleito de 2012 e uma profunda divisão entre os partidos democrata e republicano.

Salários

O Senado também decidiu neste sábado ampliar um corte de impostos sobre os salários por mais dois meses. A legislação foi aprovada por grande maioria de votos, e espera-se que seja votado pela Câmara dos Deputados na próxima semana, e se aprovado, será encaminhado ao presidente Obama para sua assinatura.

A medida também ampliará benefícios a longo prazo para desempregados por mais dois meses. A extensão do corte de impostos nas folhas de pagamento possui uma disposição que muitos democratas, incluindo Obama, foram contra. Ela tenta acelerar a aprovação da construção de um oleoduto do Canadá ao golfo do México.

(das agências)

O preço da impunidade: corrupção cresce, mas a Justiça é lenta

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Cada vez mais curtas, as tangas vermelhas e azuis incomodavam o prefeito. Ele tentou proibir as “cunhãs” da Ópera do Boi. Fracassou. E resolveu insistir na guerrilha por outros meios: “Promiscuidade!”, “Devassidão!” — protestou em cartazes espalhados pelas esquinas ao final de cada junho, quando turistas e nativos fazem coro aos levantadores de toadas no Bumbódromo de Parintins, na ilha fluvial de Tupinambarana, sobre o Rio Amazonas.

Empreiteiro de profissão, Carlos Alberto Barros da Silva, o prefeito “Carlinhos da Carbrás”, desaparecia nos dias de festa, deixando saudações ao “Senhor dos Exércitos” como único provedor do erário municipal. E só prestaria contas a “Ele” — anunciava. Acabou apeado da prefeitura, por impeachment, quando faltou merenda nas escolas e descobriu-se que o caixa municipal estava zerado. Uma investigação do Tribunal de Contas revelou: “Carlinhos” havia transferido todo o dinheiro da merenda dos alunos para contas privadas. Isso aconteceu em 1998.

Na segunda-feira passada (12), depois de 13 anos, a promotoria do Amazonas resolveu processá-lo e tentar recuperar R$ 4,3 milhões subtraídos dos cofres de Parintins — dinheiro suficiente para alimentar 16 mil alunos durante dois anos. Os promotores sabem que chances são mínimas. Aos 67 anos, o ex-prefeito não corre risco de prisão. Pode envelhecer confortavelmente batalhando nos tribunais, se usar o arsenal de recursos judiciais disponível para a defesa.

Existem 15 mil casos similares em andamento no Judiciário (7.607 nos tribunais federais e superiores e outros oito mil nas cortes estaduais). São ações cíveis para reparação ao Estado por conduta desonesta na função pública, com enriquecimento ilícito. Processos por “improbidade administrativa”, no jargão jurídico.

São poucos os julgamentos desse tipo de crime: no ano passado foram 1,1 mil casos com sentenças definitivas. Os juízes ficaram mais tempo analisando recursos e apelações — 28 mil nos demais processos por improbidade, informa o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com base em dados fornecidos pelos tribunais até agosto.

Muito mais difíceis de concluir são os casos de corrupção e lavagem de dinheiro, em geral indissociáveis quando a fraude é contra o Estado. Raros são os processos encerrados em menos de uma década, com sentença definitiva. É o oposto do que ocorre nos Estados Unidos, por exemplo, onde a sentença de um caso de fraude contra o Estado e o sistema financeiro pode sair em menos de um ano. Aconteceu com o ex-banqueiro Bernard Madoff. Aos 71 anos, ele foi condenado a um século e meio de prisão por lavar dinheiro e falsear balanços numa pirâmide financeira de US$ 63 bilhões, na qual tinha sócios no mundo todo, incluindo investidores cariocas (no fundo Fairfield Greenwich).

No ano passado os tribunais brasileiros produziram apenas 416 sentenças definitivas em crimes de corrupção e 547 em casos de lavagem de dinheiro — cerca de 10% da média anual da Justiça americana.

As estatísticas judiciais confirmam o senso comum sobre a impunidade no país, captada em pesquisas de opinião como as da Transparência Internacional. Da última, o Brasil emergiu mais parecido com Ruanda, nos Grandes Lagos africanos, e Vanatu, na Melanésia, do que com os vizinhos Chile e Uruguai.

(O Globo)

O pau da barraca

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Noite das Personalidades Esportivas, do jornalista Sérgio Ponte, acabou tendo um lance político que ninguém esperava.

Governador Cid Gomes, convidado para encerrar a solenidade, propôs a Sérgio, um bate-rebate no pódio. O jornalista aceitou. Com uma condição. Qual? Que o estilo fosse chutar o pau da barraca. Cid topou no ato.

De lá veio a pergunta que jamais esperou. “Temos aqui presentes 5 prefeituráveis – Catanho, Acrísio, Elmano, Roberto Cláudio, Ferrúcio. Qual deles o senhor escolheria agora para ser candidato a Prefeito? Luizianne na outra mesa, fechou o senho, arregalou os olhos, abriu as oiças, prendeu a respiração.

Cid e o golpe de mestre: “Você esqueceu o nome do Alexandre Pereira que está lá atrás”. E mais não disse. Pano rápido.

(Coluna Alan Neto / O POVO)

Passo adiante

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Me contaram e, como não sou baú, passo adiante: Eugênio Rabelo transferiu o título de eleitor para o Aracati e garante ser candidato a Prefeito. Diz ser apoiado pelo vice-governador Domingos Filho.

Regina Cardoso, candidata duas vezes derrotada pelo atual prefeito Expedito Ferreira, também concorrerá em 2012 e alardeia o apoio de Cid Gomes.

E tem mais: Ivan Silvério, do PDT, afilhado político do correligionário André Figueiredo e pessoa de confiança do deputado-secretário Gony Arruda, da equipe do governador.

Dizem que Rabelo não empolga por não ser da terra e Regina, pela dupla derrota que traz nas costas.

(Coluna Bric-à-Brac / Inês Aparecida / O POVO)

2.662 escolas privadas fecharam no Ceará

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Em 11 anos (2000-2010), 2.662 escolas particulares da educação básica fecharam no Ceará – uma média de 242 por ano, conforme o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Ceará (Sinepe-CE), com base em dados do Ministério da Educação (Mec).

O encerramento das atividades dos tradicionais colégios Marista Cearense, Dorotéias e Estella Maris, por exemplo, são casos clássicos da volatilidade deste competitivo setor.

Cerca de 2,4 milhões de alunos estiveram matriculados no Estado, em 2010. Desses, cerca de 410 mil eram de 1.680 escolas particulares, o que representa 17% do total de estudantes.

O mercado de ensino costuma não fornecer informações sobre investimentos ou resultados financeiros, mas é possível constatar crescimento ou retração das instituições. Enquanto umas adquirem novas sedes e ampliam o número de alunos, outras deixam de funcionar ou são vendidas.

Em 2011, o que mais chamou a atenção foi o fim da Organização Educacional Evolutivo, após 31 anos de atuação e tendo chegado a matricular 15 mil alunos em um mesmo ano. O POVO abordou o assunto em duas matérias seguidas, respectivamente, em 29 e 30 de novembro. Mas porque a mortalidade de colégios é tão alta? O presidente do Sinepe-CE, professor Airton de Almeida Oliveira, analisa que há problemas ligados à gestão.

“Boa parte dos diretores de escola tem uma formação pedagógica, não administrativa. Outro complicador é que usam mais o coração do que a razão, vão muito na política de desconto. O bom empreendedor é para saber qual o desconto que pode dar, senão a escola entra em declínio”, afirma.

O Evolutivo era conhecido por dar bolsas de estudos. Em algumas das nove sedes que chegou a ter, metade dos alunos possuíam bolsa integral, ou seja, estudavam gratuitamente. O presidente da instituição, professor George da Justa Feijão, fora enfático em dizer que não estava mais compensando financeiramente. Feijão admitira também que a instituição acabou se complicando nas dívidas, principalmente, trabalhistas.

Inadimplência

Desde 1999, com a sanção da Lei nº 9.870, pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, não é permitido aplicar penalidades pedagógicas ao aluno com mensalidades atrasadas. A inadimplência também é apontada como motivo para resultados insatisfatórios das escolas.

“Não existe atividade nenhuma que você leve o produto e não tenha a garantia de não receber”, critica o presidente do sindicato. Aprofundando-se no assunto, Oliveira argumenta que a inadimplência não é por “picaretagem”, mas, sim, pela origem pobre dos estudantes. Em 2010, o calote chegou a 15%, em média. “A maioria são alunos de baixa renda, mas não querem estar na rede pública. O Ceará é reconhecido por ter boas escolas e bons alunos. A inadimplência é um fato”, diz.

(O POVO)

Corpo do carnavalesco Joãosinho Trinta é velado no Maranhão

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O corpo do carnavalesco Joãosinho Trinta chegou no fim da tarde deste sábado (17) ao prédio do Museu Histórico e Artístico em São Luís do Maranhão, onde está sendo velado até este domingo (18), quando segue em cortejo para o teatro Arthur Azevedo. O enterro está previsto para segunda-feira, no Cemitério do Gavião, às 10h30min. O carnavalesco morreu neste sábado aos 78 anos.

O carnavalesco estava internado desde o último dia 3 na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do UDI Hospital, em São Luís (MA), cidade onde nasceu. Segundo boletim divulgado pelo hospital, a causa da morte foi choque séptico secundário a pneumonia e infecção urinária.

Fiel à máxima de que “Pobre não gosta de pobreza, gosta de luxo”, o maranhense foi um dos responsáveis por modernizar o Carnaval do Rio.

No Rio, atuou na Beija Flor, Viradouro, Rocinha, Grande Rio e Vila Isabel, onde coordenou seu último Carnaval.

Amigos e representantes de escolas de samba lamentaram a morte de Joãosinho Trinta e destacaram sua importância na história do Carnaval brasileiro.

“João sempre foi uma referência, representou uma mudança de conceito no que se refere a Carnaval. Mudou desfile, mudou alegoria, fantasia, mudou tudo. O que o João pregava nos anos 70 e os outros atiravam pedras, hoje em dia as pessoas valorizam e acham bonito”, afirmou o carnavalesco da Unidos da Tijuca, Paulo Barros.

A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, também lamentou morte do carnavalesco maranhense.

“A morte de Joãosinho Trinta é uma enorme perda para nossa cultura no que ela tem de mais vivo e popular como tradução do Brasil. Afinal, Joãosinho, através dos seus desfiles de carnaval com elementos inusitados e ousados, retratava nossas histórias, mitos e mazelas. Este maranhense, que hoje põe o Brasil de luto, deixa em nossa memória momentos antológicos em mais de cinco décadas de atuação. Fica aqui meu abraço solidário à família, aos amigos e à toda a comunidade carnavalesca”, disse a ministra.

(Folha)

Lei veta venda de garagem a quem é de fora de prédio

Boa notícia para a vida em condomínio: a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara aprovou projeto de lei do Senado que proíbe dono de imóvel residencial ou comercial de vender ou alugar vaga de garagem a pessoas de fora do prédio. Hoje, o Código Civil pede apenas que condôminos tenham prioridade no negócio. A proposta segue agora para sanção presidencial.

Para muitos especialistas, essa não é uma discussão sobre propriedade, mas sobre a vida em condomínio. “Se a lei for sancionada não haverá mais brechas no Código Civil para se discutir uma questão que só coloca em risco a segurança de qualquer prédio”, diz o advogado Márcio Rachkorsky, consultor jurídico de 400 edifícios em São Paulo.

Enquanto a lei não entra em vigor, os condomínios têm tentado evitar esse tipo de problema elaborando regras internas rígidas, que claramente proíbem esse tipo de negócio. Em geral, dá certo. Dos 100 prédios administrados pela empresa Condovel, apenas um passou por essa experiência. Mas quando alguém apela para a Justiça, o prédio muitas vezes não tem como se defender.

(O Estado de S.Paulo)

Holanda proíbe estrangeiros de fumarem maconha

A Holanda não permitirá mais que turistas frequentem cofeeshops para fumar maconha. A droga lá é legalizada desde 1976. A medida começa a entrar em vigor em 1º de janeiro do próximo ano nos 650 cofeeshops do país.

A medida tem a ver com duas preocupações dos governos locais: os jovens e o aumento da potência da maconha. Devido a manipulação genética, já contém mais de 15% de THC, o princípio ativo, o que aumenta os efeitos sobre o cérebro.

”É um perigo para o usuário mais vulnerável: os adolescentes e jovens”, disse o ministro da Justiça local ao explicar as medidas.

Proibir turistas de consumirem maconha em cofeeshops é uma forma de frear também o consumo de jovens. O governo quer receber outro tipo de visitante, diz o El Pais. Agora, só sócios cadastrados – e moradores locais – das cofeeshops poderão frequentá-las. E o número máximo de sócios é de 2 mil por estabelecimento.

(O Estado de S.Paulo)

Orquestra Contemporânea do Ceará

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Neste domingo, a partir das 17h30min, no Theatro José de Alencar, a Orquestra Contemporânea do Ceará, formada por alunos do Curso de Música da Uece e convidados, fará recital natalino. Aberto ao público e sob a regência do maestro Alfredo Barros.

Promete vários clássicos conhecidos e, claro, hits natalinos de emocionar.

DETALHE – Entrada franca.

Dilma diz que vai ampliar critérios para escolha de ministros

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A presidente Dilma Rousseff aproveitou um encontro com a imprensa, nesta sexta-feira (16), para mandar um recado para sua base aliada. Disse que não vai aceitar ingerência dos aliados nos ministérios, ao ser questionada sobre os casos de irregularidades que derrubaram ministros.

Subindo tom de voz, ela disse que vai “exigir cada vez mais os critérios [de escolha e acompanhamento de sua equipe]”, acrescentando que “nenhum partido pode interferir nas relações de governo”. Em seguida, fez questão de dizer, subindo ainda mais o tom: “Vale para qualquer partido”.

Sete ministros já deixaram o governo Dilma, seis após denúncias de corrupção. Dilma afirmou que seu governo é de “tolerância zero” com malfeitos e atos de corrupção.

Ao mesmo tempo, ela afirmou também que jamais fará uma “caça às bruxas”, destacando que todo mundo tem direito de se defender. “Eu não posso sair por aí apedrejando as pessoas e fazendo julgamento sem direito de defesa”, afirmando, acrescentando que “por pressão nenhuma” fará isso. “Não tolerar malfeito de um lado, mas também não vou criar caça às bruxas.”

Durante a conversa, Dilma não deixou de alfinetar a imprensa, ao dizer que os escândalos ganham mais destaque na mídia do que os programas sociais do governo. “Parece até que existem dois Brasis”, afirmou ao se queixar de que, enquanto ela se dedica a montar programas, a imprensa ficaria concentrada em outros temas. Em seguida, completou: “Obviamente que escândalo vende mais jornal”.

Ela chegou a lamentar, sem citar nomes, a queda de alguns de seus ministros, afirmando que eram quadros competentes. Questionada sobre a crise mais recente, envolvendo seu ministro e amigo pessoal Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio), Dilma refutou o argumento de que teria dois pesos e duas medidas. “[O caso] do Pimentel não tem nada do meu governo.”

Ao ser confrontada com o caso de seu ex-ministro da Casa Civil, que enfrentou crise semelhante à de Pimentel, ela completou: “Mas o Palocci quis sair”.

Dilma também evitou adiantar qualquer informação sobre a reforma ministerial prevista para janeiro. Ela chegou a dizer que imprensa iria ter uma “surpresa”, quando foi indagada se estava nos seus planos reduzir o número de ministérios. “Não me venham com essa conversa. Não terá redução de ministérios, não é isso que faz a diferença no governo.”

(Folha)

Petroleiro que virou simbolo da retomada da indústria naval do País está encalhado

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O petroleiro João Cândido está tirando o sono da Petrobras. Exibido na campanha presidencial de Dilma como o símbolo da retomada da indústria naval, está encalhado no porto de Suape desde agosto de 2010, com problemas nas soldas.

O Atlântico Sul, estaleiro contratado para construí-lo, apenas confirma que o navio não vai mais ficar pronto em dezembro — é o terceiro adiamento do prazo de entrega. Na Petrobras o que se diz é que os defeitos do casco não podem ser sanados no Brasil.

O problema, agora, é saber quem vai arcar com o ônus de rebocar o navio pelo oceano para ser reparado no exterior.

(Coluna Rodar – Lauro Jardim)

Criado há dois anos, cadastro nacional de desaparecidos não funciona

Ineficiente e desatualizado, o Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Desaparecidos completou dois anos e ainda patina na falta de integração com os órgãos de segurança pública dos Estados.

Segundo levantamento feito pela CPI do Desaparecimento de Crianças da Câmara dos Deputados (2008/2010), há 40 mil casos anualmente em todo o País, 9 mil deles somente no Estado de São Paulo.

O cadastro prometia ser a principal ferramenta para a localização de crianças desaparecidas no Brasil. “O sistema foi todo desenhado e acoplado ao Infoseg (rede nacional de informações sobre segurança pública). A ideia é que fosse alimentado diretamente pelas Secretarias de Segurança Pública. Tinha portas para as delegacias especializadas, disque-denúncia e conselhos tutelares”, contou um dos idealizadores do projeto, Benedito dos Santos, que também é professor da Universidade Católica de Brasília (UCB) e consultor do Fundo das Nações Unidas para a Criança (Unicef).

(O Estado de S.Paulo)

Blatter evita acusações a Ricardo Teixeira em reunião da Fifa

Cercada de expectativas, a reunião do Comitê Executivo da Fifa, realizada em Tóquio, foi encerrada neste sábado (17) pelo presidente da entidade, Joseph Blatter, sem acusações ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, adversário ferrenho do suíço. Blatter, que nos últimos meses vem realizando reformas para limpar a imagem da Fifa, defendeu especificamente dois integrantes do comitê, afirmando que não há mais suspeitas de corrupção pendendo contra eles: o camaronês Issa Hayatou, presidente da Confederação Africana de Futebol, e o tailandês Worawi Makudi. Ao ser perguntado por jornalistas sobre como a Fifa conduzirá as denúncias contra Teixeira, foi sucinto:

– Minha visão é simples. Ele pediu licença até janeiro e até lá não é um membro ativo do comitê executivo. Depois disso, veremos – respondeu Blatter.

O dirigente brasileiro, que não foi a Tóquio para a reunião, pediu licença até 30 de janeiro da CBF e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa-2014, alegando motivos de saúde. O afastamento esvazia o clima de guerra entre ele e o presidente da Fifa. Blatter prometera divulgar em Tóquio documentos sobre o caso ISL, empresa de marketing acusada de obter contratos milionários na década de 90 em troca de propinas pagas a executivos da Fifa. Teixeira e João Havelange – que deixou recentemente seu cargo no Comitê Olímpico Internacional – tiveram seus nomes envolvidos no escândalo, assim como Hayatou. Blatter, no entanto, não divulgou o dossiê, alegando ter sido impedido na Justiça por uma das partes envolvidas no processo.

– Queremos reabrir esse caso e fechar, definitivamente, o passado. Nossa meta é olhar para frente e acabar com os boatos. Lamento ter sido impedido de abrir os arquivos, mas acredito que teremos o sinal verde da justiça no ano que vem – declarou.

A Fifa voltou a manifestar preocupação com a realização da Copa no Brasil. A questão principal é o atraso na aprovação do projeto da Lei Geral da Copa, essencial para a organização do Mundial.

– O Comitê está preocupado, mas não em relação a obras. Em todas as Copas, sempre dizem que as estruturas não ficarão prontas, mas elas ficam. Vou assumir isso pessoalmente agora, nas esferas mais altas, e me encontrarei com a presidente (Dilma Roussef) em janeiro ou fevereiro – anunciou.

O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, reclamou da demora na definição das regras da Copa, mas reconheceu que as obras nas cidades que sediarão os jogos estão avançando, classificando como “muito boa” a relação da entidade com o novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo.

O Comitê Executivo anunciou ainda que o próximo Mundial de Clubes voltará a ser no Japão, mas em 2013 e 2014 o Marrocos será a sede do torneio interclubes. Blatter reconheceu que 2011 foi um ano de altos e baixos para a Fifa – marcado por suspeitas em relação à escolha dos países que sediarão as Copas de 2018 (Rússia) e 2022 (Qatar). Ele também se envolveu em polêmicas, como a declaração de que racismo em futebol pode ser resolvido “com um aperto de mão depois da partida”.

– A decisão de escolher duas sedes da Copa ao mesmo tempo não foi a melhor – confessou, acrescentando, porém, que não é possível voltar no passado, nem viver de arrependimentos. – Vamos restaurar a credibilidade da Fifa. Lamento algumas coisas, mas tenho energia para seguir adiante meu mandato até 2015.

O suíço anunciou ainda os nomes que compõem o Comitê Independente de Governança da Fifa – organismo criado para tornar mais transparentes e éticas as decisões do órgão máximo do futebol mundial, chefiado pelo professor Mark Pieth, especialista em medidas anticorrupção. Não há brasileiros entre os nove membros.

(O Globo)

Maioria do PMDB de Fortaleza quer candidato próprio, mas cúpula protela debate

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Se dependesse da maioria das lideranças presentes no encontro regional realizado neste sábado, no Oásis Atlântico Hotel, em Fortaleza, o PMDB teria candidato a prefeito de Fortaleza em 2012. O problema, no entanto, é que quem controla a máquina da legenda é o presidente regional, o senador Eunício Oliveira. Em discurso, Eunício apregoou a força do partido e disse que o PMDB deverá disputar na grande maioria das cidades.

Sobre Fortaleza e um candidato, o senador Eunício Oliveira considerou muito cedo discutir o assunto e devolveu: “A Luizianne já definiu o nome dela? O Cid já definiu o  nome dele?” O dirigente partidário lembrou que o PMDB faz parte de uma aliança que vem dando certo no País, no Estado e em várias cidades e que o diálogo deverá prevalecer no processo com os aliados.

O deputado federal Danilo Forte voltou a defender a necessidade de candidatura própria do partido como forma de se fortalecer a legenda para 2014. “A eleição de 2014 depende de 2012”, lembrou, destacando que o partido tem nome e condições de postular. Danilo lembrou também que o pleito na Capital deverá ser de segundo turno, o que não impediria a retomada da aliança.

Carlomano Marques, deputado estadual, apregoou que o PMDB pode até disputar, mas não há nome ainda acertado. Já o também deputado estadual Perboyre Diógenes, que já está como pré-candidato a prefeito de Saboeiro, meteu  a colher na sucessão da Capital defendendo candidato próprio e ironizando a prefeita Luizianne Lins e sua gestão. Chegou a dizer que o fortalezense não vai querer eleger  “um poste” para prefeito.

O deputado federal Mauro Benevides também defendeu candidatura própria, ressaltando coerência. “Fui o autor da emenda das diretas nas Capitais”, avisou.

DETALHE – Em meio a muitas críticas à gestão da prefeita Luizianne Lins, entre peemdebistas, quem acabou saindo à francesa do encontro foi Patrícia Aguiar, que é secretária municipal do Turismo:

DETALHE 2 – O único prefeiturável de outro partido presente ao encontro do PMDB foi o senador Inácio Arruda (PCdoB).

DETALHE 3 – Alguns vereadores do PMDB se queixaram de que a orientação na Prefeitura é para apoiar o nome que for indicado pela prefeita Luizianne Lins. Caso contrário, perdem cargos que indicaram na administração.

DETALHE 4 – Houve comentário também entre peemedebistas de que a Prefeitura conta hoje com cerca de 22 mil terceirizados, fato que está chamando a atenção do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

O grande salto que o Ceará espera

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A Coluna Política, do O POVO, neste sábado, lembra, com alguma insistência, o mote central da campanha que levou Cid Gomes (PSB) ao governo em 2006.

O slogan era: “Um grande salto. O Ceará merece”.

O discurso do então candidato de oposição admitia que o Estado já vinha crescendo mais que a média brasileira. Mas destacava que isso não era suficiente. Para superar o desnível histórico, era necessário ir muito além da média nacional.

A recorrente menção aqui feita não é implicância. Por um lado, justifica-se por ter sido esse o coração programático do projeto que elegeu o atual governador. Por outro, o diagnóstico é certeiro: é necessário pressa.

Cinco anos depois da posse, o Ceará de Cid segue crescendo acima da média do resto do País, mas em ritmo curto demais para superar o desnível secular. A toada ainda é de quem caminha. O contrato assinado nesta sexta-feira (16) para a construção da siderúrgica foi talvez o mais significativo passo dessa administração na direção do aguardado salto. Em outras oportunidades, a tentativa de instalar empreendimentos similares já “bateu na trave”.

Mas nunca o Ceará chegou tão longe nessa empreitada. A perspectiva de conseguir a siderúrgica jamais esteve tão próxima. Perto, dessa forma, está também a esperança de radical alteração do perfil industrial do Estado. Com a siderúrgica e a também sonhada refinaria, o salto se concretizaria e o patamar industrial cearense mudaria de forma considerável.

No último dia 26 de novembro, a coluna citou estudo do IBGE que mostrava o crescimento do PIB dos estados brasileiros entre 2005 e 2009. E, com base nos números, aqui foi dito que, naquele ritmo, o Ceará levaria em torno de 90 anos para superar seu histórico desnível em relação ao resto do País.

O acordo desta sexta-feira representa a esperança de que esse prazo seja drasticamente reduzido. Claro que os recorrentes insucessos de anos passados recomendam prudência na comemoração. Escaldado pela história recente, este colunista deixará a celebração mais enfática para quando forem produzidas as primeiras placas de aço.

De toda forma, não deixa de ser significativo impulso para que o Ceará finalmente passe a andar em marcha acelerada – para retomar a metáfora do próprio Cid, em tempos em que o governador era outro.

(Coluna Política / O POVO)

Cid os os "prefeituráveis" da casa

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O governador Cid Gomes recebeu parlamentares federais e estaduais e secretários em ritmo de confraternização natalina. Foi nessa noite de sexta-feira, no Palácio da Abolição. Mas o que chamou a atenção foi a boa circulada de prefeituráveis” no encontro.

Nessa foto, o presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cláudio (PSB), o secretário das Cidades, Camilo santana – cujo nome chegou a ser cogitado por Cid, o secretárío extraordinário da Copa, Ferrúcio Feitosa – a bola da vez do momento, dizem alguns, e o senador Inácio Arruda, que já se definiu como pré-candidato do PCdo B a prefeito de Fortaleza.

(Foto – João Abelha)

Vereadores de Belo Horizonte aprovam aumento de 61% nos próprios salários

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Vereadores de Belo Horizonte aprovaram nesta sexta-feira (16), por 22 votos a favor e 3 contrários, projeto de lei que reajusta os próprios salários em 61,8% e passará a valer a partir de 2013, quando começa a próxima legislatura. Dos atuais R$ 9.200, os parlamentares passarão a ganhar R$ 15 mil, o que representa 75% do que ganha um deputado estadual.

A justificativa para o aumento, que foi proposto pela Mesa Diretora da Câmara, baseou-se no lastro dado pela Constituição Federal, que permite a remuneração nesse percentual para cidades com mais de 500 mil habitantes.

“De forma a evitar qualquer problema quanto ao cumprimento do princípio temporal pertinente, que aconselha a votação de tal lei antes do início do processo eleitoral, em prol do princípio da impessoalidade, já se coloca a presente proposta em apreciação desde já”, trouxe o projeto de lei nº 2.045/11, que foi aprovado em tempo recorde.

Conforme o texto, os vencimentos dos políticos ainda serão reajustados anualmente pelo valor do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) apurado no ano anterior.

A vereadora Neusinha Santos (PT) afirmou ter votado contra o projeto e disse que ele não se justifica por conta, segundo ela, da crise financeira mundial que afeta, principalmente, os mercados europeus e poderá atingir o Brasil.

“Nós estamos em um dia muito triste para Belo Horizonte. Pessoas tiveram suas casas destruídas pela chuva. Não era o momento indicado para se discutir um aumento nesses percentuais”, afirmou.

Outro que votou contra foi o vereador Iran Barbosa (PMDB). O político afirmou ser favorável apenas ao reajuste que permitisse a recomposição da perda salarial dos vereadores provocada pela inflação dos últimos quatro anos.

O UOL Notícias tentou entrar em contato com parlamentares que votaram favoravelmente ao projeto de reajuste dos próprios vencimentos, mas não obteve êxito. Agora, fica a cargo do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), vetar ou sancionar o projeto aprovado pelos vereadores.

(UOL)

Então é Natal…

Em artigo publicado na edição deste sábado (17), no O POVO, o médico, antropólogo e professor universitário Antonio Mourão Cavalcante avalia a época natalina como indústria de consumo e ausência do sentido do nascimento de Jesus. Confira:

Porque é Natal, o coração do ser humano parece mais sensível. Porque existem luzes piscando, há um anúncio de vida. Enfeitamos a cidade na perspectiva da espera.

Enquanto isso, o que fazemos de nossas crianças? O que podem sonhar os nossos adolescentes? As estatísticas falam que muitos morrem como expressão de uma violência bestial. Parece que estas luzes e este espírito mais sensível não se abrem aos que, entre nós, ainda crescem e são nossos filhos.

Quando jovem, eu escutava muito: “você é a esperança e o futuro de nosso país. A nação espera muito de sua juventude, tesouro maior dessa terra.” Talvez fosse uma ilusão.

Hoje, a expressão de pavor quando vemos um jovem significa que ficamos com medo de nosso futuro. Eles devem sentir que não lhes propomos projetos nem sonhos maiores.

Por isso, me invade um sentimento de tristeza quando vejo estas estrelas piscando nos quatro cantos da cidade. Elas não são expressão de alegria e expectativa de boas vindas. Mostram muito mais o interesse do comércio em faturar bem. Vender mais. E, aguçar, em nossos corações, a culpa do presente não trocado. Do presente não comprado. Da mercadoria não consumida…

E os jovens, como veem e vivem o Natal? Eles compreendem estas estrelas que piscam com algum alento? Da parte deles percebo um certo desdém. Nem ousam perguntar que festa é essa? E, por que, nós adultos, falseamos tanto nessa época?

As empresas e repartições, que passam o ano inteiro em disputas e inveja disfarçadas, fazem festas de confraternização e trocam presentes com amigos secretos. As famílias que pouco conversam ou minimamente se entendem montam banquetes com mesa farta. Maria, a mãe do tal menino que a gente comemora o nascimento, era uma jovem adolescente. Ela aceitou o desafio de receber Deus em forma de homem. Ela foi uma jovem cheia de graça. O que está reservado para as Marias de hoje?

Correndo diante dos carros parados no semáforo, a criança olha para dentro do automóvel, estende a caixinha de papelão, balança o braço e pergunta: cadê o meu presente?