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Ícone brega, Falcão celebra 20 anos do hit "I'm Not Dog No"

Marcondes Falcão Maia, 54, tocava Pink Floyd com sua banda de rock e lia de Machado de Assis a Karl Marx. Em 1988, após quase dez anos, saiu da UFCE, a Universidade Federal do Ceará, formado arquiteto. O homenzarrão de quase dois metros de altura se preparava “para tomar o lugar do Niemeyer”.

Mas a vida desenhou outro projeto para ele. E aí nasceu Falcão, brega até o caroço, que em 2011 celebra 20 anos de seu primeiro grande hit. “I’m not dog noooo”, ele o cantava na semana passada, no largo do Arouche, acompanhado por um coro de fãs. A releitura de “Eu Não Sou Cachorro, Não”, de Waldick Soriano, catapultou a carreira do cearense nos anos 90.

Fora das grandes gravadoras, hoje vive “entre a riqueza e a pobreza absoluta”, com renda de shows no interior. Mas sua moral com o público ainda é alta. Acompanhado pela Folha, o cantor foi assediado por dezenas de fãs no centro de São Paulo, entre eles clientela e musas de uma casa de striptease.

Para Falcão, todo esse alvoroço desabrocha com a mesma graça do girassol na lapela, sua marca registrada. “Sou diferenciado mesmo.”

Fala de outros cantores. João Gilberto? “Sonso, e bossa nova é água e sal para americanos.” Já Luan Santana faz “MPB (música para pular brasileira) com um axé music mal ajambrado”, afirma. Há quem se safe: os colegas de breguice Gaby (a Beyoncé do Pará) e Wando.

Não é protecionismo, não, Falcão garante. Porque brega, para ele, “é que nem colesterol: tem o bom e o ruim”.

(Folha)

Receita Federal vai criar malha fina para empresas

As pessoas jurídicas também terão a sua malha fina. A informação é do secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto. A malha fina é o banco de dados do Fisco, onde são armazenadas as declarações que apresentam inconsistências após os diversos cruzamentos realizados pelos sistemas informatizados do Fisco.

Hoje, já é possível, por exemplo, com dados das notas fiscais eletrônicas, cruzar informações sobre subfaturamento e omissão de receitas. Sendo assim, é possível fazer auditorias eletrônicas, disse Barreto, por meio dos valores de compra e assim estimar as receitas do contribuinte. Se a Receita detectar irregularidades, a empresa será chamada a se regularizar.

“Se não fizer a regularização, sofrerá a ação fiscal. Os sistemas estão sendo finalizados e já têm capacidade de entrar em produção em 2012”, disse.

A base do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) permite atualmente o acesso aos dados das empresas tanto pelo Fisco federal quanto pelos fiscos estaduais. Mesmo com os convênios para a troca de dados com os estados, não é necessário nenhum tipo de solicitação da Receita Federal, porque com o Sped as informações estão disponíveis para todos.

“Assim como temos a malha da pessoa física, teremos a instituição da malha da pessoa jurídica, dando maior abrangência à presença fiscal e alcançando todos os níveis de contribuintes. É importante notar que a malha consiste, sem ter a presença da fiscalização, do cruzamento de informações internas e externas”, disse Barreto.

Barreto informou ainda que a fiscalização continuará, em 2012, voltada para os grandes contribuintes. Principalmente, os que fazem, segundo ele, planejamento tributário abusivo. O planejamento tributário consiste em usar brechas na lei para reduzir o pagamento de impostos. “O foco vai ser os grandes contribuinte, principalmente, na fiscalização do planejamento tributário abusivo, mas ampliaremos, também, a atuação em todas as empresas, da malha da pessoa jurídica”.

(Agência Brasil)

Acusados de participação em chacina em Limoeiro do Norte serão julgados nesta segunda-feira

A 4ª Vara do Júri do Fórum Clóvis Beviláqua levará a julgamento, nesta segunda-feira (12), às 13 horas, Cássio e Cassiano Santana de Souza. Os irmãos são acusados de envolvimento na morte de sete pessoas, no Município de Limoeiro do Norte, a 194 km de Fortaleza. O crime ficou conhecido como “chacina dos sete” e teve repercussão estadual.

Segundo denúncia do Ministério Público (MP) do Ceará, os assassinatos ocorreram no dia 18 de setembro de 2003, por volta das 21h. A acusação afirma que Cássio e José Roberto dos Santos, o “Chico Orelha”, já falecido, atingiram as vítimas, na cabeça, com tiros de pistola. Elas tiveram também as orelhas cortadas e depositadas na boca.

Os homicídios ocorreram em três locais distintos. O primeiro foi em uma granja localizada na rua Coronel José Estácio, bairro Boa Fé, onde foram assassinados Raimundo César Alves da Silva e Juan Castro Brito. Esses crimes, segundo a acusação, foram motivados porque as vítimas costumavam usar drogas e realizar pequenos furtos nas proximidades da casa da mãe dos acusados.

O segundo local foi um bar, na Travessa Maria Carmelita Alves, bairro Luiz Alves de Freitas, onde foram mortos Franciclésio de Jesus Lima, Francisco Hudson Mendes Pereira, José Airton Nogueira de Sousa e Francisco Francimar Silva Arruda. Conforme o MP, essas vítimas foram mortas porque tinham o hábito de comentar sobre assassinatos ocorridos na cidade e atribuídos aos réus.

Por fim, quando já fugiam em uma moto, atiraram em Raimundo Izaildo da Costa, que estava em frente à residência, no bairro Luiz Alves de Freitas. Conforme testemunhas, Cassiano Santana de Souza esteve em todos esses lugares, momentos antes dos crimes, e teria passado informações para os executores sobre a localização das vítimas.

A denúncia afirma ainda que os acusados cometeram os crimes com a intenção também de “afrontar a polícia, o Ministério Público e o Judiciário, pois se empenhavam numa força-tarefa para desarticular o grupo criminoso que aterrorizava a região Jaguaribana com assaltos e homicídios”.

Os irmãos negam participação nos assassinatos. Eles serão julgados por sete homicídios triplamente qualificados (motivo torpe, meio cruel e uso de recurso que impossibilitou a defesa das vítimas), além de concurso material e concurso de pessoas.

Cássio está preso na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, e Cassiano se encontra detido no Instituto Penal Paulo Sarasate (IPPS), em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza.

O júri será presidido pelo magistrado Antônio Carlos Pinheiro Klein, titular da Vara. A defesa ficará a cargo dos advogados Paulo César Feitosa Arraes e José Erismar Ferreira Lima. A acusação terá à frente o promotor de Justiça Alcides Jorge Evangelista.

(TJCE)

Especialista eleitoral lança livro que questiona campanhas políticas

Com a proposta de provocar o debate sobre o atual modelo de campanhas políticas, o especialista eleitoral Fabner Utida, 37, lançou em Brasília o livro “Campanha Eleitoral: Os 5 Elementos Estratégicos”. O autor aguarda agenda para o lançamento da obra em Fortaleza, que também deverá ganhar publicação em inglês e espanhol.

Por meio da abordagem dos assuntos relacionados à candidatura, às alianças, ao momento histórico, aos recursos e à gestão, o livro questiona até que ponto uma campanha impacta diretamente na vida de milhões de pessoas.

Segundo o autor, o lançamento em Fortaleza ocorrerá em meio a um debate interativo com cientistas políticos, jornalistas, políticos, estudantes e público presente.

Resultado do plebiscito no Pará deve sair neste domingo, diz presidente do TSE

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Ricardo Lewandowski, visitou na manhã deste domingo (11) o TRE (Tribunanl Regional Eleitoral) do Pará e fez uma inspeção no colégio Paes de Carvalho e afirmou que o resultado do plebiscito que pode dividir o Estado deve sair ainda neste domingo (11).

Segundo ele, o resultado do plebiscito deverá ser divulgado “algumas horas” após o fechamento das urnas, marcado para as 17h (18h de Brasília). Lewandowski ressaltou que o pleito está ocorrendo “dentro da normalidade” e informou que o custo do plebiscito até agora foi de R$ 19 milhões.

“É um momento histórico extremamente importante e mostra que nossa democracia está amadurecida e consolidada”, disse.

Em Belém, as pessoas saíram às ruas hoje para votar vestidas com camisas vermelhas estampando a bandeira do Pará. As lideranças da campanha contra a divisão votaram pela manhã. O governador Simão Jatene (PSDB) também já votou.

De acordo com o Datafolha, a capital e os municípios de seu entorno concentram uma rejeição superior a 90% da ideia da divisão do Estado. Em Santarém e Marabá, possíveis capitais do Tapajós e do Carajás, o plebiscito também segue tranquilo.

Propaganda irregular

Materiais de propaganda do plebiscito sobre a divisão do Pará foram apreendidos na manhã deste domingo em Belém. O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Pará informou que se tratava de distribuição irregular de propaganda, mas não informou se o material era da frente contra a divisão ou da frente a favor.

Até agora, esta foi a única ocorrência fora da normalidade do plebiscito que ocorre hoje para decidir sobre a divisão do Estado. A venda de bebida alcoólica está proibida desde a meia-noite deste sábado (10).

Caso aprovada a divisão, serão criados os Estados do Carajás (sudeste) e Tapajós (oeste) e o Pará terá seu território reduzido.

(Folha)

Ouvidor aponta para estrutura deficiente

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A insatisfação de parte da população com a qualidade – ou à falta dela – do atendimento prestado pelos canais de comunicação com o Município pode ter explicação na estrutura ainda modesta oferecida pela Prefeitura. Quem admite é o próprio Ouvidor Geral, Francisco das Chagas Nascimento. Em Fortaleza, há um corpo de 25 ouvidores disponíveis – nem todos os órgãos têm um. Além disso, o principal mecanismo de contato entre o Executivo e a população, o telefone “Fala Fortaleza”, encontra-se desativado há cerca de cinco meses.

De acordo com Nascimento, o contrato com a empresa que prestava o serviço foi encerrado e só agora a Prefeitura concluiu nova licitação para tentar pôr a ferramenta de volta ao ar. “A estrutura tem de melhorar bastante, e isso é no Brasil todo. A gente luta pela regularização de ouvidorias em todos os órgãos. As que já existem, estamos tentando aproximá-las da população”, explicou o chefe do setor.

Outra dificuldade a ser driblada: a resistência de alguns gestores e secretários ao trabalho do ouvidor e ao calhamaço de demandas repassadas por ele. “Alguns vêem o ouvidor como um cara que está ali pra dedurar. Às vezes, não dão muita atenção ao processo que a gente manda, deixa ali meio de lado. Isso a gente só resolve através de muita conversa. Eu explico que o que precisamos é, pelo menos, dar uma resposta, nem que ela não vá agradar o cidadão”, explicou Nascimento.

Falta de resposta

Quando o Estado incentiva o cidadão a assumir o papel de fiscal e, na contramão das expectativas, deixa a desejar na resposta dada, a frustração ganha um adicional de revolta. Além de sofrer pelo problema já existente, o cearense acaba sendo obrigado a lidar também com promessas não cumpridas e até mesmo o silêncio.

Esses sentimentos têm sido compartilhados há seis anos por um casal morador do bairro Damas, na Capital, que pediu para não ter a identidade divulgada após ter sofrido tentativas de intimidação. O motivo: uma antiga e persistente denúncia de poluição sonora causada por um bar que funciona nos arredores da residência.

Ainda em 2005, o casal procurou a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam) para reclamar do barulho dos estabelecimentos, que se agrava aos fins de semana. “Os fiscais foram, multaram o bar. Mas depois, a situação voltou”, relata a mulher. Há cerca de 15 dias, os dois voltaram a reclamar, desta vez registrando o caso na Ouvidoria do órgão.

A resposta até foi dada, mas as duas promessas de fiscalização não foram cumpridas. “Fomos pessoalmente à Semam e falamos com o secretário (Deodato Ramalho, do PT). Disseram que iriam no fim de semana, não foram. No seguinte, também não. Vamos esperar só até o próximo (que se encerra hoje). E não der jeito, vamos à Justiça”, ameaçou a mulher.

Em conversa com O POVO, Ramalho demonstrou ter reconhecido o caso e argumentou que a situação não é fruto do descaso. Segundo ele, nos últimos anos, as denúncias de poluição sonora se multiplicaram sem que, no entanto, a estrutura do órgão tenha acompanhado a demanda. Na Semam, atualmente, 26 fiscais tentam dar conta de Fortaleza. “São décadas de abandono no controle urbano na cidade. Na Prefeitura como um todo, há 60 fiscais. Precisaríamos de pelo menos 500 para atender com qualidade”, explicou, acrescentando que as restrições orçamentárias inviabilizam as “condições ideais”.

(O POVO)

Negociações da Conferência do Clima terminam em Durban

Delegados de 194 países reunidos em Durban finalmente chegaram a um acordo para reduzir as emissões de CO2. Um acordo fraco, mas que mantém viva as discussões por mais tempo. O pacto — porque o documento não tem valor legal — compromete pela primeira vez todos os grandes poluidores a controlarem emissões. Muitos críticos, porém, disseram que o plano não é forte o suficiente para reduzir o ritmo em que o planeta se aquece.

O pacote de acordos de Durban estende o Protocolo de Kioto, o único documento legal que estabelece cortes de CO2, acerta o formato de um fundo para ajudar os países pobres a enfrentar mudanças climáticas e cria um mapa de negociações para um acordo legal de redução de emissões. Nenhuma das medidas acertadas em Durban, porém, salvará países insulares ou impedirá que eventos extremos se tornem menos frequentes.

Na prática, as 48 horas de negociação extra só evitarem que as negociações climáticas fracassassem e salvou do vexame total a África do Sul, que por sediar a COP-17 liderava as negociações e foi considerada fraca, sem senso de urgência e orientação.

Em 2012, os negociadores do clima começam mais uma vez a enfrentar maratonas de discussões para, finalmente, criar um acordo com valor de lei para cortar os gases do efeito estufa. Ele deverá ser decidido até 2015 e entrar em vigor em 2020. Durban não gerou um acordo. E sim a Plataforma de Ações de Durban, para “desenvolver um novo protocolo, outro instrumento legal” que poderia ser aplicado sob a Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas. Essa frase foi negociada até o fim pela União Europeia, a Índia, a China e os Estados Unidos. Todos, ao ser ver, se consideraram vitoriosos.

O negociador-chefe do Reino Unido e secretário de Clima e Energia, Chris Huhne, disse que “foi um grande sucesso para a diplomacia europeia”.

— No fim, convencemos EUA, China e Índia e aceitar um plano que levará a um grande acordo – afirmou Huhne.

A diretora climática da ONU, Christiana Figueres, reconheceu que o texto final sobre a forma legal de um acordo futuro é ambígua.

— Ela tem ainda que ser decidida – disse.

Um porta-voz da ONU disse que o texto final só será divulgado dentro de alguns dias.

Durban estabeleceu que o Protocolo de Kioto continuará em vigor até 2017. Até lá os EUA e a China permanecem sem quaisquer obrigação de fazer cortes de CO2.

Ambientalistas disseram que os países desperdiçaram horas preciosas negociando palavras em vez de se ater realmente ao combate do aquecimento global.

(O Globo)

Justiça nega liberdade a sequestrador de médica em Fortaleza

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de liberdade para o sequestrador cearense Fábio Cavalcante de Lima, 31, condenado em março deste ano a 14 anos de prisão pelo sequestro de uma médica, em maio de 2007, no bairro Parquelândia.

A defesa recorreu da sentença da 15ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) e pediu a liberdade do réu, ao alegar que a “sentença repressora é ausente de fundamentação idônea no ponto em que manteve a custódia do paciente para que não possa aguardar o julgamento do recurso apelatório em liberdade”.

Mas, em sua decisão, a ministra Cármen Lúcia afirmou que “a periculosidade do paciente, verificada pela gravidade do crime, bem como pelo modus operandi mediante o qual foram praticados os delitos, representam elementos idôneos para a prisão preventiva”.

Fábio Cavalcante se encontra preso, desde novembro de 2007, quando foi detido por policiais de Feira de Santana, na Bahia, a 107 quilômetros de Salvador, durante uma investigação de roubo de cargas. De acordo com a Polícia baiana, o cearense chegou a se apresentar como o seu irmão, quando também foi autuado por crime de falsidade ideológica.

O sequestro

Segundo o inquérito instaurado pela Divisão Anti-Sequestro (DAS) da Polícia Civil do Ceará, a médica teve o seu carro fechado por dois veículos dos sequestradores, na avenida Jovita Feitosa, nas proximidades da Igreja Redonda. Eles estavam armados com fuzis e pistolas. Segundo ainda o inquérito remetido à Justiça, a vítima passou 17 dias em poder dos acusados e somente foi libertada no município de Pedra Branca, no Sertão Cearense, a 261 quilômetros de Fortaleza, após pagamento de resgate.

(com informações do STF, STJ e TJCE)

Blitze são necessárias, mas trânsito tem mais problemas

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A matéria “AMC: Blitze são retomadas e multas chegam a 52 em três dias”, do repórter Bruno de Castro (Editoria Fortaleza, página 3), na edição de sexta-feira passada (9) do O POVO, registra o recomeço de uma atividade que estava suspensa na capital cearense desde 2009. Agora, inclui a Guarda Municipal e a Polícia Militar. Em princípio, as blitze são fundamentais para o disciplinamento do tráfego de veículos, tanto em cidades quanto em rodovias.

Entretanto, pode haver omissão por parte dos responsáveis pelo setor com relação a problemas alheios aos que são priorizados nas blitze, desde habilitação irregular a consumo de bebidas alcoólicas pelo motorista. Em dias recentes, avenidas como a Aguanambi têm registrado em alguns horários congestionamentos no fluxo de veículos sem que sejam observados fiscais da AMC por perto. Em outras ocasiões, os mesmos “azuizinhos” já foram avistados multando veículos parados irregularmente nas vagas de zonas azuis, enquanto nas proximidades, na rua Torres Câmara, ocorria um engarrafamento de carros.

Apesar de os donos dos carros multados na ocasião estarem cometendo uma infração, o congestionamento na Torres Câmara era mais preocupante, sem que os fiscais tomassem alguma iniciativa. Foi atribuído a determinado dirigente do Detran, que tomou posse, a primeira de mais de uma vez no órgão há 32 anos, a expressão “indústria da multa”. Apesar de a punição monetária ser muito aplicada até hoje, de maneira nenhuma reduziu consideravelmente os problemas ainda existentes no trânsito.

Que a AMC e as instituições congêneres realizem blitze, mas que também gerenciem melhor o tráfego de veículos. E que, antes de tudo, planejem mais educação para o trânsito, primordialmente conscientizando o motorista de amanhã. Além disso, é preciso monitorar em Fortaleza onde são promovidos “pegas” por parte dos criminosos do asfalto, para serem punidos.

(Editorial / O POVO)

Presidente afegão culpa estrangeiros por corrupção no país

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, acusou neste domingo (11) os estrangeiros de alimentar a corrupção no país, ao conceder contratos a privilegiados e criar obstáculos à luta contra este tipo de irregularidades.

“Temos problemas tanto com afegãos como com estrangeiros. Nossos colegas estrangeiros não apenas não cooperam, como também criam obstáculos”, afirmou o presidente durante um discurso em Cabul por ocasião do dia internacional contra a corrupção. “Uma das formas de reduzir a corrupção é que os estrangeiros deixem de conceder contratos a pessoas próximas a altos funcionários governamentais. Devemos reformar o sistema de contratos”, declarou Karzai.

De acordo com Karzai, afegãos e estrangeiros perderam a confiança mútua, já que as duas partes pensam que a outra é corrupta.

Ataques contra xiitas

O líder também forneceu um balanço atualizado dos atentados contra os xiitas na terça-feira passada em Cabul, considerados os primeiros ataques entre confissões religiosas desta magnitude no Afeganistão em 10 anos. Os atentados deixaram 80 mortos, informou Karzai.

Os números anteriores dos atentados registravam 59 mortos e 150 feridos. Karzai acusou durante a semana os extremistas paquistaneses do grupo Lashkar-e-Jhangvi (LeJ) pelos atentados.

O primeiro ataque de terça-feira teve como alvo uma procissão xiita em Cabul por ocasião da festa da Ashura, uma das mais importantes do xiismo. O segundo aconteceu em Mazar-i-Sharif (norte do Afeganistão), onde uma bicicleta-bomba explodiu na passagem de um grupo de peregrinos xiitas.

(France Presse)

Em rota de colisão

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Quem conhece as nuances do petismo percebe uma leve mudança no discurso relacionado às conversas de 2012. Há sinais de que setores do partido começam a se preparar para a possibilidade de uma disputa em Fortaleza onde o candidato do PT poderá não ter o apoio do governador Cid Gomes.

O deputado federal José Nobre Guimarães (PT) foi ao Jogo Político (TV O POVO e TV Assembleia) da última segunda-feira e deu a senha. O petista disse em alto e bom som: “É normal que os partidos aliados lancem suas candidaturas a prefeito. É normal que o PCdoB avance no lançamento de Inácio Arruda. É até uma questão de sobrevivência”.

Antes, Guimarães (e qualquer outro petista) só falava acerca de 2012 ancorado na pregação para que a grande aliança se mantenha. A conversa mudou de tonalidade. Experiente, o deputado parece falar muito mais para o público interno que o externo. É como se ele estivesse preparando o partido para a possibilidade que, no fundo, não é a pretendida.

De fato, o primeiro turno existe para que o mercado político ofereça aos eleitores a maior quantidade possível de opções. Como foi em 2004, quando havia pelo menos cinco candidaturas fortes bastante representativas das circunstâncias políticas de então.

Naquela disputa, os dois candidatos que foram ao segundo turno (Moroni Torgan e Luizianne Lins) tiveram no primeiro uma votação total inferior a 50%. No segundo turno, as alianças se viabilizaram e o processo se deu de forma bastante representativa.

Caso a aliança entre o governador e a prefeita se mantenha em 2012, são grandes as chances da disputa se resolver em um só turno. Afinal, um candidato apoiado pelas duas maiores máquinas políticas do Ceará entra na campanha como favorito óbvio.

Mesmo assim, não há nenhuma garantia de que a coisa se resolverá em um só turno. Lembrem-se que, em 2008, mesmo montada na grande aliança, com o apoio do governador e o apoio do então presidente Lula, Luizianne foi vitoriosa no primeiro turno por uma diferença ínfima de votos.

Se a aliança não se mantiver, o segundo turno parece ser algo certo. Mas, se for assim, quem irá para o segundo turno? Bom, a lógica aponta que o candidato apoiado pela prefeita e o candidato apoiado pelo governador têm as maiores chances de seguir adiante para a segunda etapa.

Se essas duas forças se opuserem no segundo turno, fica a questão: a relação entre o PT e o PSB sobreviverá? Atentem que, historicamente, as disputas localizadas em Fortaleza costumam ser bastante agressivas. Além disso, as redes de apoios que naturalmente se formam em tais circunstâncias ajudam a provocar distanciamentos entre os lados.

Mas, não custa repetir: em política, o pragmatismo a favor da manutenção do status quo vigente determina as atitudes, as alianças e os compromissos. Portanto, a conveniência de manter a aliança (ou não) é que definirá o rumo dos acontecimentos.

(Coluna Fábio Campos / O POVO)

Europa "definitivamente" não sancionará petróleo, diz Irã

O Irã informou neste domingo que a União Europeia (UE) “definitivamente” não vai impor sanções às exportações de petróleo do país, já que a medida vai prejudicar o mercado global de óleo, disse o ministro do petróleo, Rostam Qasemi.

“Nossa política é de um fornecimento sustentável para a Europa… o Irã é um grande produtor de petróleo e qualquer sanção à nossa exportação de petróleo certamente prejudicará o mercado global”, disse Qasemi durante uma entrevista coletiva.

Os lideres da UE pediram, na sexta-feira, mais sanções contra o Irã até o final de janeiro, num esforço para aumentar a pressão sobre Teerã por causa do seu polêmico programa nuclear.

Na semana passada, chanceleres da UE concordaram em aplicar novas sanções aos setores de energia, transportes e bancário do país. Diplomatas disseram que a proibição das importações do petróleo iraniano para a Europa ainda estava em discussão.

Pressão

A Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA, na sigla em inglês), divulgou no mês passado novas evidências que comprovam o temor internacional que o Irã esteja preparando a bomba atômica. Teerã diz que seu programa nuclear é apenas para fins pacíficos.

As autoridades iranianas dizem que as sanções não tiveram nenhum impacto na economia do país e tem desafiado as exigências do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) de parar as atividades nucleares do país.

O Irã é o segundo maior produtor de óleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), exportando 2,6 milhões de barris por dia.

“Não temos nenhum problema para encontrar um substituto para o mercado de petróleo da UE. Podemos facilmente substituir a UE,” disse Qasemi.

A França, apoiada pela Alemanha e pelo Reino Unido, tem liderado a campanha para banir o petróleo iraniano, mas alguns países, especialmente a Grécia, manifestaram reservas devido à sua dependência do combustível persa.

(Reuters)

Catanho é aposta de alto risco da prefeita

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A direção nacional do PT tem apregoado que a eleição de 2012 em Fortaleza é prioridade do partido. Para isso, não tem faltado afagos ao governador Cid Gomes na perspectiva da manutenção de aliança, que convenhamos, é bem mais vantajosa para o Partido dos Trabalhadores, do que propriamente para a gestão cidista. Prova disso, são os diversos desencontros de opinião e visões administrativas entre a prefeita Luizianne Lins e o governador. Mas como na política tudo é contornável em época eleitoral, é bem provável que os dois estejam no mesmo palanque no próximo ano.

Caso se confirme a manutenção da aliança com o governador, não há dúvida de que o PT já dá grande passo para manter-se à frente da prefeitura da Capital por mais quatro anos. Um grande passo em política, todavia, nunca foi garantia de vitória em eleição alguma. Mesmo porque, apesar dos conchaves partidários, há o elemento muitas vezes esquecido, mas que pesa bastante, que é o eleitor. E é nesse sentido que a prefeita Luizianne Lins pode estar fazendo aposta de risco ao tentar lançar goela abaixo o seu coordenador da ação governamental, Waldemir Catanho, como candidato.

De estrita confiança da atual prefeita, desde a época do movimento estudantil, Catanho construiu sua história política nos movimentos sociais de forma discreta. Com perfil de articulador, entrou na prefeitura para ser o homem forte da gestão, mas não conseguiu ter a visibilidade esperada. Como resultado, foi preterido na condição de vice do segundo governo Cid, e acabou sendo premiado com a suplência do senador Eunício Oliveira. Para além disso, pouco se pode acrescentar em ternos de passagem pela gestão atual sobre a figura de quem a prefeita quer oferecer ao eleitor em 2012.

De resto, Catanho é pessoa habilidosa politicamente e de convivência agradável, apesar de posições firmes. Características importantes no jogo político, mas que pouco acrescentam na disputa eleitoral. Pode-se alegar que Lula elegeu Dilma praticamente do nada. Mas querer comparar a gestão do presidente com a da prefeita é querer ir longe demais. Luizianne, mesmo com as obras previstas para serem entregues no decorrer de 2012, consolidou forte rejeição em setores importantes da Capital, e o reflexo disso, com certeza respingará em seu candidato. Principalmente se ele for apontado como braço, perna e cabeça da atual gestão. Com Catanho, porém, talvez a eleição fique mais animada, diante da falta de candidatos naturais da oposição.

(Menu Político / O POVO)

França rejeita injetar dinheiro em bancos e nega recessão

Em entrevista à TV, a ministra do Orçamento da França, Valérie Pécresse, disse neste domingo 11) que o governo confia na capacidade de os bancos franceses atingidos pela crise se recapitalizarem sozinhos, e que o Estado não injetará recursos nestas instituições. Ela manteve ainda a previsão de crescimento econômico de 1% para 2012 e negou que o país esteja em recessão, mas assinalou que Paris estabeleceu uma reserva de € 6 bilhões para enfrentar uma expansão de apenas 0,4%.

“Acreditamos que a necessidade de financiamento dos bancos não é tão grande como se não pudessem enfrentá-la”, declarou a ministra. “Os bancos franceses podem ser recapitalizados em até € 7 bilhões, aproximadamente, com seus próprios fundos e seus próprios benefícios. O Estado não colocará dinheiro nos bancos franceses”, disse.

Ela considera uma “boa notícia” que os bancos tenham esta capacidade.

As declarações chegam três dias após a Autoridade Bancária Europeia (EBA) ter revisado para baixo o valor de que os bancos franceses necessitam para se recuperarem da crise, de € 8,8 bilhões para € 7,3 bilhões.

Pouco depois, o diretor do Banco da França, Christian Noyer, também estimou que as instituições financeiras francesas poderão se recompor da turbulência “sem problemas”.

(das agências)

PT usou estelionatário para desencaminhar CPI dos Correios

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Escutas da PF revelam como deputados petistas encomendaram a Lista de Furnas para incriminar opositores, no auge do mensalão. Há dois anos, o mesmo falsificador tentou entregar documento forjado ao STF.

No começo de 2006, a chamada Lista de Furnas quase enterrou a CPI dos Correios, que investigava o mensalão, maior escândalo do petismo. O documento elencava doações irregulares de campanha, no valor de 40 milhões de reais, a adversários do governo Lula, e serviria para mostrar que práticas escusas de financiamento não eram adotadas apenas pelo partido do presidente, mas seriam comuns a todas a legendas.

Poucas semanas depois, porém, descobriu-se que a tal lista não passava de grosseira falsificação. A edição de VEJA que chegou às bancas neste sábado (10) finalmente revela como o documento foi forjado por um notório estelionatário, por encomenda de dois deputados petistas de Minas Gerais, com incentivo e apoio da cúpula nacional do partido.

VEJA teve acesso a conversas gravadas pela Polícia Federal com autorização judicial, no primeiro semestre de 2006. Elas evidenciam que o estelionatário Nilton Monteiro – preso em outubro deste ano por forjar notas promissórias – agiu sob os auspícios dos deputados Rogério Correia e Agostinho Valente (hoje no PDT) com o objetivo de fabricar a lista.

Há diálogos seguidos entre Monteiro e Simeão de Oliveira, braço direito de Rogério Correia. Os dois discutem os padrões das assinaturas de figuras importantes da oposição naquele momento, como o líder da minoria na Câmara, José Carlos Aleluia, do DEM, e o então líder do PSDB, Antônio Carlos Pannunzio. Em troca das falsificações, Monteiro, além de receber pagamentos diretos, exigia a liberação de recursos em bancos públicos. É o que demonstram as gravações.

Embora a Lista de Furnas tenha sido desacreditada ainda em 2006, Nilton Monteiro esteve em Brasília, há dois anos, para tentar apensar ao processo do mensalão, que corre no Supremo Tribunal Federal, um recibo em que o ex-presidente do DEM, Rodrigo Maia, assumiria o recebimento de 200 000 reais do caixa da estatal de energia. Relator da causa no STF, o ministro Joaquim Barbosa rejeitou o documento – outro óbvio embuste.

Em sua visita à capital, Monteiro foi ciceroneado pelo advogado petista William dos Santos, próximo do deputado Correia e de José Dirceu, principal réu do mensalão. Na ocasião, os dois visitaram também o gabinete de Ideli Salvatti, hoje ministra de Relações Institucionais, então no exercício de seu mandato como senadora. Procurada pela revista, Ideli negou o encontro.

Leia abaixo um trecho das gravações obtidas por VEJA. O interlocutor é Simeão de Oliveira, assessor do deputado Rogério Correia:

Nilton: Vou acabar com eles tudinho. Agora, é o seguinte: você tem que me dar proteção, porque eu estou precisando. Não interessa só isso não. Eu quero aquele negócio que foi escrito no papel, que o Agostinho fez.

Simeão: Mas aí eu não vou discutir o negócio do Agostinho (ex-deputado federal petista Agostinho Valente) com você, não.

Nilton: Eu sei que você não vai discutir, mas pode saber que… é aquilo que eu preciso.

Simeão: Não, mas eu…

Nilton: São aqueles negócios que eu pedi da Caixa e do Banco do Brasil, pra liberar pra mim urgente no BNDES, lá.

Simeão: Não, isso eu não vou discutir, não.

(Blog do Noblat)

PT espera que Cid aceite nome que o partido indicar

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A discussão acerca de quem será o candidato do PT à Prefeitura de Fortaleza em 2012 está em ritmo acelerado e até o próximo dia 15 de janeiro a sigla já deve divulgar o nome do postulante ao cargo na Capital. Isso porque a orientação política do diretório nacional do partido é de que até esta data os nomes dos candidatos nas principais cidades brasileiras, como é o caso de Fortaleza, já estejam definidos.

“Nós queremos e estamos trabalhando para cumprir essa orientação”, frisou o presidente municipal do PT, Raimundo Ângelo, que participou, neste sábado (10), do penúltimo ciclo de debates que o partido vem realizando para discutir questões voltadas para a Capital.

Sem antecipar a decisão do partido, membros do PT afirmam que o candidato escolhido dentre os 13 prefeituráveis apresentados, não vai representar um possível impasse na aliança entre PT, dirigido no Estado pela prefeita Luizianne Lins, e PSB, comandado pelo governador Cid Gomes. “O nome que o PT levar para o governador, ele vai aceitar e apoiar. Isso já é tido como certo no partido”, explicou Joaquim Cartaxo, coordenador o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do PT.

Ao mesmo tempo, ainda que o nome escolhido não seja do agrado do governador e que ele porventura não entre na disputa ao lado do PT em Fortaleza, Ângelo alertou que “independente disso, o PT terá candidato na Capital”.

Risco zero

Ex-secretário das Cidades do Governo Cid Gomes, Cartaxo avaliou que o risco de quebra na aliança entre PT e PSB na Capital “é zero”.

Para ele, ambos os partidos têm participação igual nos governos municipal e estadual e “o único interessado que essa aliança se rompa é a oposição, que foi derrotada”.

“Ou, então, tá todo mundo mentindo para todo mundo. E eu sinceramente não vejo isso”, disparou.

Cartaxo assegurou, ainda, que vai procurar o PCdoB, um dos partidos que compõe a base aliada da prefeita e que já lançou a pré-candidatura do senador Inácio Arruda para a Prefeitura de Fortaleza, com o propósito de que a aliança seja mantida.

(O POVO)

Gestores de universidades federais são alvos de inquéritos

Centros de excelência em formação profissional e pesquisa científica, universidades federais têm construído, paralelamente, uma escola de impropriedades na gestão de recursos públicos. Reitores, pró-reitores e ex-dirigentes de, pelo menos, 16 instituições, em 13 estados, são alvos de processos administrativos, auditorias, inquéritos e ações na Justiça por deslizes que vão do favorecimento a parentes e amigos ao desvio de verbas.

Só o Ministério da Educação (MEC) apura 23 casos, envolvendo gestores de oito federais, que, se forem considerados culpados, podem perder seus cargos ou, se já afastados, ficar proibidos de voltar ao serviço público e ter as aposentadorias cassadas.

Na lista constam catedráticos que ganharam notoriedade recentemente, como o ex-reitor José Januário Amaral, que renunciou em meio a suspeitas de integrar um esquema de corrupção na federal de Rondônia (Unir). E outros que caíram em desgraça pública bem antes, casos de Timothy Mulholland, da Universidade de Brasília (UnB), envolvido em denúncias de irregularidades em fundações vinculadas à universidade; e de Ulysses Fagundes Neto, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), cujos gastos em viagens ao exterior foram o estopim de sua queda. Ambos saíram em 2008, mas ainda não receberam o veredicto do MEC, cujos processos disciplinares (PADs), não raro, são tão lentos que só acabam após os delitos prescreverem.

No Piauí, o reitor da UFPI, Luiz de Sousa Santos Júnior – campeão de PADs no MEC, com oito – acumula ações na Justiça por improbidade administrativa, além de inquéritos no Ministério Público Federal (MPF) e na Polícia Federal que apuram seu envolvimento numa coleção de irregularidades. Numa das ações, ele é acusado pelo MPF de favorecer com 16 contratos, firmados sem licitação, o empresário Cândido Gomes Neto, apontado como controlador de três empresas de publicidade. Em outra, é responsabilizado por gastos abusivos com cartão corporativo, cuja soma alcança R$ 405 mil.

Também estão sob investigação casos de irregularidade em licitações e malversação de verbas na federais de Rio, Amazonas, Pará, Minas, Sergipe, Acre e Pernambuco. No Rio Grande do Sul, o ex-reitor da Universidade de Santa Maria (UFSM) é réu da Operação Rodin, da Polícia Federal, que apurou o suposto desvio de R$ 44 milhões do Detran-RS, por meio de fundações ligadas à universidade. Ele também é um dos investigados no controle interno do MEC. Em Pernambuco (UFPE), um dos alvos são contratações reiteradas das mesmas empresas para fornecer materiais de construção.

(O Globo)

Em evento da juventude tucana, Serra repete que não será candidato

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O ex-governador José Serra voltou a dizer que não será o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo em 2012. “Não vou falar disso, já disse que não”, afirmou.

Serra esteve em Jundiaí (58 km de São Paulo) na tarde deste sábado (10) a convite da Juventude do PSDB para o primeiro seminário a jovens candidatos no Estado de São Paulo.

Questionado se algo ainda pode fazê-lo mudar de ideia e concorrer no próximo ano, Serra disse apenas que já deu a negativa e não falaria mais sobre isso. Ele também se negou a falar sobre os atuais pré-candidatos do partido.

O ex-governador disse que recomendava à Juventude do PSDB que tomasse como bandeira o voto distrital, em que o colégio eleitoral é dividido por regiões e o candidato com mais votos em cada uma delas é eleito.

“Numa cidade como São Paulo, [o voto distrital] diminuiria o custo de campanha do vereador de cinco a dez vezes”, afirmou Serra.

O presidente da Juventude do PSDB em Jundiaí, Marcio Ferrazzo, disse que a escolha por Serra como palestrante ocorreu devido à experiência que ele possui em eleições. “Ele é um grande quadro do partido e incentiva os candidatos a se posicionar como liderança política”, disse Ferrazzo.

(Folha)

População paraense deve rejeitar divisão do Estado em plebiscito neste domingo

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A população do Pará vai às urnas neste domingo (11) para decidir pela primeira vez no Brasil sobre a criação de novos Estados, num plebiscito marcado pela ampliação do ressentimento nas áreas que desejam se emancipar e que será decidido pela força do eleitorado da região de Belém.

Cerca de 4,8 milhões de eleitores do Estado foram convocados a opinar se o território de 1,2 milhão de km² e repleto de diferenças culturais e econômicas deve ser repartido em três –Carajás, Tapajós e Pará.

As campanhas das frentes favoráveis e contrárias à divisão terminaram em clima tenso, com o envolvimento do governador, Simão Jatene (PSDB), contra a partilha.

Segundo Datafolha divulgado ontem, 65% dos eleitores não querem a criação do Carajás, e 64% são contra a separação do Tapajós.

A ala antidivisão teme que o índice de abstenção no entorno de Belém seja alto, o que poderia ser decisivo.

Alguns fatores podem influenciar, como o feriado do servidor público na quinta-feira, que acabou emendado na região metropolitana da capital, e o desconhecimento sobre o número para votar.

A população do que seria o Pará remanescente, majoritariamente antidivisão, é muito superior à soma dos moradores das áreas separatistas: 4,6 milhões, ante 2,9 milhões.

O Pará é um dos Estados que registra historicamente alta abstenção: 21% no primeiro turno de 2010, e 27% no segundo turno.

(Folha)