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Eike Batista diz ao ‘NYT’ que se inspira nele mesmo para ter sucesso

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Considerado o homem mais rico da América do Sul, com uma fortuna estimada pela revista Forbes em US$ 30 bilhões (R$ 52,8 bilhões), o empresário Eike Batista, 55, disse em entrevista ao jornal americano “New York Times”, que circula domingo (22), que busca em sua própria história a inspiração para o sucesso e que quer ajudar uma “geração inteira de brasileiros” a ter mais orgulho.

Falando ao correspondente do jornal americano no Brasil a partir da sede da EBX, holding que mantém diversas subsidiárias nos mais diferentes segmentos de atuação, o bilionário reiterou que seu “cavalo de corrida é o Brasil” e que o país tem agora o mesmo nível de riqueza que os EUA detinham na virada do século.

Sobre sua ascensão não só como empresário, mas como celebridade, Batista diz que grande parte da população nunca ouvira falar em seu nome há cerca de 12 anos. “Os brasileiros acham que eu surgi do nada no ano 2000”.

Poucos sabem que ele abandonou a universidade que cursava na Alemanha Ocidental para se aventurar na Amazônia, quando ainda tinha menos de 30 anos, buscando criar uma máquina para processar ouro sem a ajuda manual de mineiros.

De fato, para a maioria dos brasileiros, o empresário tornou-se conhecido quando se casou com Luma de Oliveira –e suas célebres gargantilhas que levavam o nome do marido– de quem mais tarde se divorciou.

No mundo empresarial, Batista já foi alvo de críticas por suas estratégias para angariar investimentos.

“Eles acham que ele vende muitos sonhos e pouca realidade”, disse ao “New York Times” Olavo Monteiro de Carvalho, ex-sócio de Eike nos negócios de mineração na Amazônia.

Mas o dono da EBX, que convenceu investidores a alocarem mais de US$ 24 bilhões em suas empresas nos setores de mineração, petróleo, logística, geração de energia e construção civil, teve no início deste ano a oportunidade de mostrar a seriedade de seus negócios.

Isso porque a OGX, a divisão petrolífera do grupo, deve começar a explorar a partir de suas jazidas de 10 bilhões de barris descobertas recentemente.

Já o braço de logística deve abrir um “superporto” de US$ 2 bilhões no ano que vem. Estima-se que o terminal seja a “versão latino-americana” de Roterdã, na Holanda.

Quanto à maneira com que é visto pelo Brasil, Eike também não demonstra hesitação.

“Quero ajudar uma geração inteira de brasileiros a ter orgulho. Eu sou rico, sim. Eu construí tudo sozinho. Não roubei (..)”.

(Folha)

Líder da Al Qaeda e mais quatro morrem em atos de violência no Iraque

Ao menos cinco pessoas morreram, entre elas um dirigente da rede terrorista Al Qaeda, e um policial ficou ferido em novos atos de violência cometidos neste sábado (21) no Iraque, informou uma fonte do Ministério do Interior do país.

A fonte afirmou que agentes da polícia mataram o líder da Al Qaeda na cidade de Mossul –390 km ao norte de Bagdá–, identificado como Majid Hassan Ali.

Ali, que era considerado pela organização terrorista como seu “governador” na cidade, caiu em uma operação na qual também foram detidos 19 de seus seguidores.

A fonte informou ainda que um homem armado assaltou a casa de um policial na região de Al Huaya, situada 70 km ao oeste de Kirkuk, o que causou a morte de um civil e ferimentos graves ao oficial.

Na mesma província, um pastor morreu na explosão de uma mina na comarca de Chúan, 250 km ao norte de Kirkuk.

Além disso, a fonte destacou que um membro das milícias sunitas pró-governo do Conselho de Salvação, ou “Al Sahwa” (O Despertar), morreu após a explosão de uma bomba em um posto de controle estabelecido pelos milicianos na região de Beji, 200 quilômetros ao norte de Bagdá.

Na localidade de Abu Ghraib, 25 quilômetros ao oeste da capital, morreu um civil na explosão de uma bomba em seu veículo.

Junto à crise de segurança que vive Iraque e que se exacerbou após a retirada das tropas americanas, em dezembro passado, o país vive uma profunda crise política depois da recente emissão de uma ordem de detenção contra o vice-presidente sunita, Tareq al Hashemi, por supostos delitos de terrorismo.

(EFE)

Exonerado de diretoria do Dnocs diz para Blog estar sendo “boi de piranhas”

De  Albert Gradvohl, que foi exonerado do cargo de diretor administrativo e financeiro do Dnocs, recebemos nota dando suas explicações sobre o porquê de sua exoneração. Confira:
Caro Eliomar de Lima

Li sua matéria em seu Blog de hoje. Lamento estar me sentindo como “BOI DE PIRANHAS”, POIS O REFERIDO RELATÓRIO  CGU, não culpa a minha diretoria por determinadas irregularidades publicadas. Por isso mesmo, já me antecipo em disponibiliza-lo o mesmo a imprensa , assim como outros documentos importantes para esclarecer a questão, como: aviso ministerial recebido, parecer da PROCURADORIA, etc. Vou também envia-lo alguns documentos, os mesmos que enviei para o Jornal O GLOBO. No entanto, a IRREGULARIDADE que  se encontra no Relatório da CGU para o DNOCS, e que continuarei lutando é pela BOLSA dos servidores.

Atenciosamente
Albert Gradvohl.

DETALHE – Albert Gravohl enviou para o Blog vários documentos e oficios dando ciência de suas atividades. Exemplo embaixo:

SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL
MINISTÉRIO DA INTEGRAÇÃO NACIONAL
DEPARTAMENTO NACIONAL DE OBRAS CONTRA AS SECAS
COORDENAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS
Avenida Duque de Caxias, 1700 – Centro – Fortaleza-CE – CEP 60.035-111
Telefax (85) 3288.5242
Ofício nº     / DA                              Fortaleza,  20  de janeiro de 2012
A Sua Excelência a Senhora
Gleisi Hoffmann
Ministra de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência
Brasília-DF
Senhora Ministra,
Em resposta ao Ofício 648/MI que encaminha o Aviso Ministerial 317/MI tenho a informar o seguinte:
De uma maneira geral, os processos administrativos originários de quaisquer assuntos decorrentes da atuação do DNOCS, independentemente de sua natureza e, portanto, da unidade administrativa de interesse, exige, pela complexidade  dos procedimentos e práticas exigidas pela legislação, o envolvimento de todas as Diretorias do DNOCS, nas diversas etapas do processo administrativo.
Processos que se concluem na Diretoria Administrativa mediante a realização de licitações, formalização de contratos ou efetivação de pagamentos, envolvem previamente atuação das demais Diretorias finalísticas interessadas, em decorrência de procedimentos na definição de projetos e custos, na avaliação de dotação orçamentária para a finalidade, na análise jurídica, nas avaliações e pareceres técnicos, na fiscalização do objeto. Neste sentido, na prática, o processo administrativo regular se faz, no dia a dia, a partir de decisões conjuntas das Diretorias envolvidas e interessadas. É minoria a quantidade de processos cujas etapas de tramitação administrativa dependem e estão sob responsabilidade de uma única Diretoria. Acrescente-se que as dificuldades enfrentadas na organização, mesmo quando de responsabilidade pontual de determinada Diretoria, são dirigidas à Diretoria Colegiada para decisão em conjunto.
Neste contexto, não se pode incorrer no equívoco de atribuir responsabilidade sobre os fatos apontados por órgãos de controle interno ou externo a partir do exame da natureza da ocorrência, quando justamente esses fatos, pela relevância e complexidade administrativa, geram decisões conjuntas com a participação de todas as Diretorias, tanto no nível gerencial quanto operacional.
Ainda que se tenha conhecimento da absoluta inadequação da estrutura organizacional do DNOCS, a depender de investimentos – que, a propósito não são alocados no Orçamento Geral da União apesar dos inúmeros esforços dos dirigentes do DNOCS junto ao Ministério da Integração Nacional – em todas as áreas (pessoal, capacitação, sistemas e métodos, processos, patrimônio…), comprometendo fortemente as metas e o alcance dos objetivos institucionais é admissível mudanças de dirigentes em uma organização do porte e complexidade do DNOCS sempre que a avaliação de seu desempenho não seja equivalente às expectativas superiores, evidentemente, sem deixar de levar em consideração os fatores determinantes da situação.
Entretanto, no caso do DNOCS, em razão do exposto, a responsabilidade dos acertos e dos erros, ao longo dos citados exercícios 2008, 2009 e 2010, que tiveram sinalização pela irregularidade da gestão por parte da Controladoria-Geral da União, é de todas as Diretorias, independente da natureza dos assuntos apontados no Relatório de Auditoria, mostrando-se inadequada, portanto, a linha de raciocínio no sentido do que resta, no momento, para a promoção de melhorias esperadas no processo de gestão do órgão, a substituição exclusivamente da Diretoria Administrativa.
É imperioso, portanto, registrar ser inaceitável a forma como se pretende construir e se conduz o processo de mudança em curso no DNOCS, devendo vir a ser, a mesma, reparada, para que não venha a incorrer em injustiças contra a honradez e honestidade que pautaram os meus esforços e minha dedicação, a serviço público, durante o exercício, nos últimos quatro anos, do cargo de Diretor Administrativo a mim conferido.
Cordialmente,
Albert Brasil Gradvohl
Diretor Administrativo.

Pontos polêmicos atrasam votação da Lei Geral da Copa

Ainda há muito a ser feito antes de dois grandes eventos programados para os próximos dois anos no Brasil: a Copa das Confederações, em 2013, e a Copa do Mundo de Futebol, em 2014. A aprovação da Lei Geral da Copa, que estabelece as normas jurídicas essenciais para a realização dos dois eventos, é um dos pontos pendentes.

A pouco mais de um ano da Copa das Confederações, prevista para junho do próximo ano, a Lei Geral da Copa sequer foi aprovada na comissão especial criada na Câmara dos Deputados para analisar o assunto. Após vencer a fase de atrasos na construção de estádios, o Brasil precisa agora agilizar a aprovação das regras legais que valerão exclusivamente para o período dos jogos.

Apesar disso, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, garantiu ao secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jérôme Valcke, que o assunto estará resolvido até março. O prazo estipulado por Rebelo é apertado, tendo em vista que, além de ser votado na comissão da Câmara, o texto precisa passar pelo plenário da Casa e pelo Senado. Se qualquer alteração for feita pelos senadores, a matéria retornará à Câmara para que os deputados analisem as alterações antes de encaminhá-la à sanção presidencial.

A comissão especial da Câmara tenta, desde novembro do ano passado, votar o substitutivo ao projeto de lei do Poder Executivo apresentado pelo relator da Lei da Copa, deputado Vicente Cândido (PT-SP). Quando da apresentação do texto, houve vários questionamentos à proposta, o que provocou o adiamento da votação. Em 6 de dezembro, os deputados da comissão tentaram votar, mas houve pedido de vista coletivo e a apreciação foi adiada.

Os líderes governistas pretendem aprovar o substitutivo no inicio do próximo mês na comissão especial para que a proposta seja apreciada  pelo plenário da Câmara ainda em fevereiro.

Algumas polêmicas em torno de contradições da Lei Geral da Copa com as atuais leis brasileiras tornam ainda mais complicado o quadro. É o caso da liberação da venda e do consumo de bebidas alcoólicas nos estádios, exigida pela Fifa, mas proibida pelo Estatuto do Torcedor. Inicialmente, o relator propôs que a venda e o consumo fossem liberados em todos os jogos, independentemente da competição. O assunto causou mal-estar entre os deputados, que temem o aumento da violência nos estádios. Vicente Cândido acabou mantendo a liberação apenas para os eventos da Fifa, em estabelecimentos dentro dos estádios.

A meia-entrada para os jogos é outro ponto polêmico. Atualmente, alguns grupos, como estudantes, têm direito à meia-entrada. Pelo projeto da Lei Geral da Copa, a Fifa teria a prerrogativa de determinar o preço dos ingressos, o que excluiria a possibilidade de meia-entrada. Após muitos protestos, o relator incluiu no substitutivo uma reserva de 300 mil ingressos que custariam a metade do preço do ingresso mais barato disponível. Essa cota, destinada a indígenas, estudantes, idosos e beneficiários do Programa Bolsa Família, deverá estar disponível em todos os jogos.

Com a aprovação da Lei Geral da Copa, a Lei Pelé, que determina o repasse de 5% da receita de exploração de direitos esportivos audiovisuais aos sindicatos de atletas profissionais, terá seus efeitos parcialmente suspensos. De acordo com o substitutivo de Vicente Cândido, esse repasse não ocorrerá no caso de jogos da Fifa.

O texto prevê ainda prêmio de R$ 100 mil para cada jogador titular e reserva que fez parte das seleções vitoriosas de 1958, 1962 e 1970. Esses jogadores, considerados “heróis nacionais” pelo relator, também receberão um auxilio especial mensal para complementar sua renda até o valor máximo do salário de benefício da Previdência Social, que este ano é de R$ 3.920.

Para a realização dos eventos, a Fifa exigiu ainda que o Brasil facilite a emissão de vistos de entrada e de permissões de trabalho para todos os membros de delegações, convidados da federação, funcionários das confederações, jornalistas e espectadores de outros países que tenham comprado ingressos. Para atender à demanda de voos dessas pessoas, o relator propôs que, em caso de necessidade, aeroportos militares sejam disponibilizados para a aviação civil.

(Agência Brasil)

Hackers tentam invadir sites do Brasil e da França

Hackers do Anonymous tentaram invadir sites do Brasil e da França. Durante a madrugada deste sábado (21), o grupo atacou a página do GDF (Governo do Distrito Federal). A invasão foi detectada pelo sistema de segurança do portal e técnicos conseguiram evitar a completa entrada dos hackers na página virtual. O site não chegou a sair do ar, segundo o GDF.

Ainda de acordo com a assessoria do governo, o portal é monitorado 24 horas contra possíveis atentados contra o sistema. O site está funcionando normalmente.

A invasão da página foi reivindicada via Twitter pelo grupo Anonymous, que também teria hackeado, nesta sexta-feira (20), os sites do FBI (polícia federal americana) e do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

O GDF, no entanto, afirmou que a origem da invasão é desconhecida.

A atuação do Anonymous teria feito parte de uma série de protestos que vêm ocorrendo nos últimos dias contra a aprovação de leis anti-pirataria nos Estados Unidos — a Sopa (Stop Online Piracy Act) e a Pipa (Protect IP Act) –, que ainda tramitam no Congresso.

Na esteira do debate, o site Megaupload foi tirado do ar pelo governo norte-americano. Os fundadores da companhia foram acusados de desrespeitarem leis anti-pirataria, causando prejuízo estimado em US$ 500 milhões –aproximadamente R$ 880 milhões. O fechamento do Megaupload foi o estopim para a atuação do Anonymous.

O grupo também fez um breve ataque ao site da Presidência da França durante esta madrugada.

Em uma captura de tela, durante uma busca no site do Palácio do Eliseu (www.elysee.fr), era possível ler a fase “We Are Legion”, o conhecido lema do grupo.

Pouco depois, o acesso ao site era normal e não havia evidência de pirataria.

Na noite desta sexta-feira, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, em um comunicado, saudou a decisão dos Estados Unidos de fechar o site Megaupload.com, uma das plataformas mais importante de compartilhamento de arquivos na internet.

EUA Adiam polêmica lei

Após diversos protestos na internet, o congressista Lamar Smith, que apresentou o projeto Sopa (Lei para Parar com a Pirataria On-line, em inglês), decidiu suspender a legislação “até que haja um consenso maior por uma solução”, ainda nesta sexta-feira.

“Eu ouvi as críticas e levo a sério as preocupações em relação à legislação que tem como objetivo acabar com o problema da pirataria on-line”, disse Smith. “Está claro que precisamos rever a maneira de como garantir que ladrões estrangeiros parem de roubar e vender invenções e produtos norte-americanos.”

O Senado americano adiou uma votação prevista para terça-feira sobre a Pipa (Lei de Proteção à Propriedade Intelectual), em estudo no Congresso, devido às recentes medidas de protesto contra o projeto, informou o chefe da maioria democrata do Senado, Harry Reid.

(Folha)

Itália acha 12º corpo e confirma vazamento de diesel em navio

Equipes de mergulhadores da Marinha italiana encontraram neste sábado (21) o corpo de uma mulher, a 12ª vítima do acidente com o navio Costa Concordia, que naufragou na sexta-feira (13). Já a Guarda Costeira confirmou pela primeira vez um vazamento de óleo diesel no local, aumentando temores de um desastre ambiental.

As equipes acharam o corpo em um dos quartos dos 17 andares do cruzeiro, oito dias após a embarcação ter se chocado contra rochas na ilha de Giglio, na Itália. Cerca de 20 permanecem desaparecidas.

“O corpo foi levado para terra firme e as famílias foram contatadas. Mas será necessário realizar testes de DNA para identificá-lo, já que, ao final de uma semana na água, fica identificável”, informou uma fonte da Marinha.

Até o momento, apenas oito vítimas foram identificadas formalmente: seis turistas –quatro franceses, um espanhol e um italiano–, um tripulante peruano e um violinista húngaro.

Vazamento

Também neste sábado a Guarda Costeira italiana confirmou pela primeira vez que os líquidos que vazam do navio são, de fato, óleo diesel.

O combustível seria um “tipo leve” de diesel usado como lubrificante nos maquinários e botes de resgate. Há 185 toneladas desta variedade do combustível a bordo.

Trata-se de uma presença “muito leve, muito superficial” no mar, disse o porta-voz da Guarda Costeira, o comandante Cosimo Nicastro.

As autoridades italianas ainda não confirmaram vazamento das 2.380 toneladas do diesel “mais pesado”, que serve como combustível para os motores do navio.

(das agências)

Juízes ressuscitam auxílio para alimentação: conta é de R$ 82 milhões

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O Tesouro vai gastar R$ 82 milhões de uma só vez com auxílio-alimentação para juízes federais e do Trabalho. O valor é referente a um longo período, desde 2004, quando a toga perdeu o benefício que nunca deixou de ser concedido a procuradores do Ministério Público Federal e à advocacia pública.

Ainda não há previsão orçamentária para o desembolso, mas os juízes pressionam pelo recebimento do que consideram direito constitucional. Eles repudiam que o “plus” seja privilégio. Estão na fila cerca de 1,8 mil juízes federais e 2,5 mil do trabalho.

O auxílio foi cortado há sete anos por decisão da cúpula do próprio Judiciário federal. Mas, em junho de 2011, acolhendo pleito das entidades de classe dos magistrados, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) editou a Resolução 133, por meio da qual devolveu o bônus à classe.

(Estadão)

Prefeitura pagará indenização por atrasar obra. Se a moda pega…

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A Prefeitura de Fortaleza foi condenada a pagar indenização de R$ 50 mil, por danos morais, ao Posto Serv Car, em função de prejuízo provocado por atraso nas obras de alargamento da avenida Perimetral, em 1999. A conclusão estava prevista para 240 dias. Demorou um ano e seis meses.

Haverá ainda ressarcimento por danos materiais, cujo valor será definido na fase de liquidação de sentença.

A decisão foi do juiz Carlos Rogério Facundo, respondendo pela 1ª Vara da Fazenda Pública do Fórum Clóvis Beviláqua.

Na época da obra, o prefeito era Juraci Magalhães. Mas, se a moda pegar, considerando o rigor com prazos da administração Luizianne Lins, não haverá IPTU ou ISS que chegue para tanta indenização.

(Coluna Política / O POVO)

Caso de menina de 11 anos grávida emociona a Argentina

O caso de uma menina de 11 anos grávida, cuja mãe pediu à Justiça que fosse permitida a interrupção da gestação por se tratar de fruto de abusos sexuais, mas inesperadamente desistiu da ideia, reacendeu na Argentina a polêmica sobre a legalização do aborto.

Organizações sociais denunciaram nesta sexta-feira (20) que a família da menina, grávida de três meses, pode ter sofrido pressão, já que sua mãe apresentou-se inesperadamente nos tribunais da província argentina de Entre Ríos para desistir do pedido de aborto.

Estela Díaz, representante da Campanha Nacional pelo Aborto Seguro e Gratuito, integrado por várias entidades, indicou à imprensa que “os advogados (das ONG) estão investigando o tema para tomar providências”.

A mãe da menina, que mudou de parecer depois de uma audiência com o juiz do caso, Raúl Tomaselli, “foi intimidada, pressionada e manipulada para que retirasse o pedido de interrupção da gravidez”, indicou por sua vez um comunicado da Campanha.

A advogada María Benítez, representante legal da família da menor e do hospital da cidade de San Salvador, apresentara no último dia 16 um pedido à Justiça de Entre Ríos para que a menina fosse submetida a um aborto ao argumentar que esta sofreu abuso sexual de um jovem de 17 anos e que existia risco para sua saúde.

O adolescente, que está sendo investigado por abuso sexual, foi convocado a depor pelo juiz José Tournour, mas negou-se a dar declarações, disseram porta-vozes judiciais.

O aborto é proibido por lei na Argentina, salvo em casos de risco para a vida da mãe ou abuso de mulher incapacitada. Neste segundo caso, no entanto, a decisão costuma ser da Justiça.

A polêmica aumentou depois que um relatório do Hospital Masvernat, em Entre Ríos, concluiu que a menor se encontra “em perfeitas condições físicas de enfrentar a gravidez” e que “o feto também está em muito bom estado do ponto de vista clínico”.

O relatório, solicitado pelo juiz Tomaselli, foi rejeitado por diversas organizações sociais.

Diferentes projetos para descriminalizar o aborto começaram a ser analisados no Parlamento argentino em 2011, mas as discussões ficaram travadas por falta de apoio.

(EFE)

Copa da Rússia em 2018 está mais adiantada que o Brasil, diz Fifa

A Rússia já está melhor preparada para sediar a Copa do Mundo de 2018 do que o Brasil, que sediará o evento em 2014, disse nesta sexta-feira (20) o presidente da Fifa, Joseph Blatter.

“Posso lhe dizer que estamos mais, bem mais avançados (na Rússia). Diria ainda que temos mais problemas no momento no Brasil do que aqui”, disse Blatter em entrevista coletiva.

O dirigente afirmou no mês passado que o Brasil ainda tem problemas em aeroportos, estradas e transporte público.

(Estadão)

Acordo acaba greve na PM no Pará

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Depois de dez horas de negociações exaustivas, o comando grevista dos policiais e bombeiros militares do Estado do Pará aceitou a contraproposta do governo estadual e pôs fim à greve da corporação nesta sexta-feira (20). O acordo foi formalizado por volta de 21 horas, após assembleia dos policiais, reunida em frente ao Centro Integrado de Governo (CIG). A oferta de reajuste salarial escolonado, variando de 18,25% a 26,25% para os praças e aumento para 70% na gratificação de risco de vida, no entanto, deixou a tropa nitidamente dividida, com um grupo defendendo a continuidade da paralisação.

O anúncio do fim da greve foi feito em conjunto com representantes do governo e os integrantes das várias associações ligadas aos policiais militares e bombeiros, no CIG, em entrevista coletiva à imprensa. A categoria conseguiu avançar ainda no pagamento do auxílio-fardamento, a ser pago, já no mês de fevereiro, no cumprimento do pagamento da interiorização e na jornada de trabalho de 40 horas, que deve vigorar a partir do mês de março.

Os demais itens da pauta de reivindicação dos PMs e bombeiros serão debatidos na mesa de negociação permanente, instalada pelo governo, outro resultado considerado como “vitória” pelas lideranças da categoria. Uma negociação que ficará para depois são os 30% para completar 100% do pagamento da gratificação de risco de vida.

(O Liberal)

O PCdoB e os cargos

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Definitivamente, não fica bem essa história de o PCdoB anunciar candidato próprio e ficar com os cargos na Prefeitura. O recado que passa é de não querer largar a boquinha.

O partido tem legitimidade para lançar seu candidato. Já tinha prioridade entre as forças de esquerda para disputar a Prefeitura em 2004, quando Luizianne Lins lhe passou a perna.

Mas até a intenção de ter nome próprio é menos levada a sério enquanto mantém apaniguados na administração municipal. A postura entre ser situação ou oposição é ambígua. A postura pode cobrar fatura, inclusive eleitoral.

(Coluna Política / O POVO)

Dilma mexa no Dnocs e exonera diretor indicado por Eunício Oliveira

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O Palácio do Planalto avalizou nesta sexta-feira (20) a demissão do diretor administrativo-financeiro do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), o cearense Albert Gradvohl, que será efetivada na próxima segunda-feira (23), em ato publicado no Diário Oficial da União. Gradvohl era indicação do senador cearense Eunício Oliveira (PMDB).

Foi uma solução para esvaziar uma crise com o PMDB, que comanda o órgão. O alvo inicial da reestruturação no órgão era o diretor-geral do Dnocs, Elias Fernandes Neto, afilhado político do líder do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN).

Relatório de irregularidades na gestão de Fernandes Neto, divulgado pela Controladoria Geral da União (CGU) no fim de 2010, aponta todo tipo de desvios de recursos públicos em obras de combate às secas no Nordeste, principalmente dispensa de licitação e superfaturamento na compra de tubulações para a barragem de Tabuleiro de Russas, no Ceará.

As suspeitas são de superfaturamento de R$ 5,9 milhões para essa obra.

(O Globo, com O POVO)

Megaupload: ataques chegam ao Brasil e sites do DF ficam fora do ar

Por meio do Twitter, hackers do Anonymous afirmaram na madrugada deste sábado (21) que os sites com domínio df.gov.br foram derrubados pelo grupo. Os hackers listaram mais de 100 urls que, segundo o grupo, ficaram fora do ar. “Depois de invadir o: www.brasilia.df.gov.br, todos os servidores foram desligados”, postaram.

Além da listagem de urls do Brasil, os sites do FBI, do Departamento de Justiça americano e da gravadora Universal Music foram vítimas desse tipo de ataque, reivindicados no Twitter pelo Anonymous, em protesto contra o fechamento decretado pela Justiça americana do Megaupload na última quinta (19).

Os ataques lançados por hackers em represália pelo fechamento da página de compartilhamento de arquivos Megaupload, conhecidos pela sigla DDoS, são como “tsunamis” que inundam um servidor para impedir seu funcionamento durante um tempo.

Trata-se de um ataque por negação do serviço de internet, conhecido pelas siglas DDoS (do inglês Distributed Denial of Service), que se consiste em bloquear ou ao menos sobrecarregar um site, acessando-o a partir de um grande número de computadores simultaneamente, alguns deles previamente hackeados.

Entenda o caso

As autoridades dos EUA, incluindo o FBI (polícia federal americana) tiraram o Megaupload do ar e outros 18 sites afiliados no dia 19 de janeiro por considerar que o site faz parte de “uma organização delitiva responsável por uma enorme rede de pirataria virtual mundial” que causou mais de US$ 500 milhões em perdas ao transgredir os direitos de propriedade intelectual de companhias. As autoridades norte-americanas consideram que por meio do Megaupload, que conta com 150 milhões de usuários registrados, e de outras páginas associadas ingressaram cerca de US$ 175 milhões.

O anúncio do fechamento do Megaupload ocorreu em meio a uma polêmica nos Estados Unidos sobre uma proposta de lei antipirataria, o Sopa, que corre na Câmara dos Representante, e o Pipa, que é debatido no Senado, contra as quais se manifestou, entre muitos outros, o site Wikipédia, interrompendo seu acesso no dia 18 de janeiro e o Google mascarando seu logo. O protesto foi chamado de apagão ou blecaute pelos manifestantes.

(Jornal do Brasil – JB)

Inácio critica falta de planejamento da gestão Luizianne Lins

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Pré-candidato a prefeito de Fortaleza, pelo PCdoB, o senador Inácio Arruda disse que a gestão Luizianne Lins tem como gargalo a falta de planejamento.

“Precisamos correr mais. Fortaleza precisa. A cidade precisa de um plano mais avançado de crescimento. Não dá pra manter a cidade de Fortaleza nos moldes do que ela era nos anos 90”, criticou o senador durante o programa da Rádio o POVO/CBN, Debates do Povo, transmitido nesta sexta-feira (20).

Para o senador, o cidadão pode comprar seu carro, mas o desenho da cidade está longe de acompanhar o aumento da frota. “Ficamos para trás nesse sentido. Não tínhamos ideia do crescimento”, argumenta.

Ele cita que, em 1997, o então prefeito Juraci Magalhães desativou o Instituto de Planejamento (Iplan) e só no ano passado a prefeita Luizianne Lins (PT) afirmou interesse em reativá-lo.

Inácio explica que Fortaleza precisa de um plano muito bem acertado, o “seu próprio PAC”. “É natura de toda a cidade. Você pensa o dia a dia e precisa de um plano ousado. É preciso, no mínimo, 10 anos (de planejamento)”, afirma.

Reafirmando o seu desejo de ser candidato, ele falou sobre suas ideias. “Nós vamos retomar esse caminho do planejamento como questão central para governar a cidade de Fortaleza”, disse.

(O POVO)

Quando o poder não seduz

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Os mais extremos, improváveis e temerários comportamentos humanos são normalmente movidos pelo poder, assim como pelo amor – ou ainda, em casos mais agudos, pelo amor ao poder. Por isso, é desconcertante quando alguém simplesmente vira as costas àquilo que é desejado por tantos. A atitude é incompreensível para quem vê desprezado por outros o objeto de sua ambição quase obsessiva.

Fortaleza vive esse momento particularíssimo, no qual o escolhido pela prefeita para ser o candidato oficial disse não à oportunidade.

Waldemir Catanho é sujeito pacato, de fala mansa e que gosta de sossego. Não quis trocar sua tranquilidade pela responsabilidade de ser o candidato, o fardo de manter o PT na administração, a correria e a tensão da campanha e, eventualmente, a tarefa de administrar uma das maiores e mais complexas cidades brasileiras.

Há quem creia em outras razões insondáveis. Só o próprio pode responder. De qualquer modo, a decisão desconcerta e cria problema para o PT e para a prefeita Luizianne Lins.

No entanto, não deixa de ser uma boa lição para o meio político: o desejo por cargos, posições e prestígio nem sempre vale qualquer esforço. Nem sempre é maior que tudo. É possível dizer não a esses encantos. Há algo maior que o poder. Um ensinamento que é sempre bom ser lembrado.

Entre o amor e o trono, abdicou do reinado sobre o império.

(Coluna Política / O POVO)

Catanho não será candidato

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Waldemir Catanho não aceitou a indicação para concorrer à Prefeitura de Fortaleza. A decisão já foi comunicada a Luizianne Lins. O responsável pelas articulações políticas do Palácio do Bispo era o preferido da prefeita para sucedê-la. Salvo focos localizados – o deputado federal Artur Bruno em particular – a candidatura já era aceita pela maior parte das tendências do PT. Com ele fora do páreo, o cenário dentro do partido é de indefinição, a menos de nove meses do pleito.

A opção preferencial do grupo de Luizianne passa a ser o secretário da Educação do Município, Elmano de Freitas. Desde que deixou a coordenação do orçamento participativo e assumiu a educação municipal, em setembro do ano passado, ele gradualmente começou a despontar dentro da lista original de 13 pré-candidatos lançados pelo partido.

Na época do anúncio das opções petistas, em julho de 2011, Elmano era apontado, em levantamento feito pelo O POVO, na parte de baixo da relação. Estava entre os seis nomes considerados com poucas chances de sair candidato. A ida para a Educação alterou seu status.

Os mimos aos professores da rede municipal no fim do ano, com o pagamento de 40% adicionais do 13º salário – e justo em momento de desgaste do Governo do Estado com a categoria – sinalizavam que ele começava a ser preparado como opção real para a disputa.

Contudo, a desistência do pré-candidato que despontava como “plano A” representa retrocesso nas articulações dentro do PT. Enquanto a opção por Catanho já vinha sendo dada como certa e já era digerida pelas diversas forças internas, a indicação de Elmano – ou qualquer outro que venha a ser indicado – terá de ser rediscutida.

O problema não é só interno. O acordo com Catanho já era considerado certo pela maioria dos partidos que apoiam a Prefeitura na Câmara Municipal. Era ele quem dialogava diretamente com os vereadores e tinha apoio garantido de boa parte dos parlamentares. No PSB – o parceiro mais cobiçado – havia resistências ao coordenador político, em função da proximidade com Luizianne. Com Elmano, contudo, a rejeição é ainda maior: ele é igualmente próximo da prefeita, mas tem menor expressão e trânsito políticos.

Resistência

Luizianne começou a se movimentar para fazer de Catanho seu sucessor desde 2010, quando tentou emplacá-lo como candidato a vice-governador. Mas sobrou para ele apenas a vaga de suplente de Eunício Oliveira (PMDB) no Senado. Contudo, o próprio Catanho sempre se mostrou hesitante e sempre resistiu à articulação para tentar lançá-lo à Prefeitura.

(O POVO)

‘Adversários vão tentar macular o Enem’

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Às vésperas de deixar o Ministério da Educação, o pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que fará uma campanha sem ataques, mas não deixou de dar estocadas nos tucanos. “Eu não vou oferecer a São Paulo o espetáculo de difamação promovido em 2010 pelo PSDB”, disse, numa referência à disputa presidencial entre Dilma Rousseff e o ex-governador José Serra, marcada por insultos. “A campanha de 2010 deve nos servir de lição para afastar a deselegância e o mau gosto.”

Dilma preparou uma solenidade de despedida para Haddad na segunda-feira (23), no Palácio no Planalto, quando será anunciada a concessão da milionésima bolsa do ProUni. Pesquisa interna em poder do PT indica que uma chapa formada por Haddad e o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles (PSD), seria imbatível, mas o ministro não parece empolgado com a aliança proposta pelo prefeito Gilberto Kassab.

Na quinta-feira, Haddad teve longa conversa com o vice-presidente Michel Temer (PMDB), que lançou a candidatura do deputado Gabriel Chalita. “Ele expressou a vontade de manter o PT e o PMDB unidos em torno de um projeto nacional”, disse. O ministro desconversou sobre a decisão de Serra de não entrar no páreo e, ao abordar os problemas do Enem, insinuou que o PSDB tem como calcanhar de Aquiles as privatizações de empresas estatais.

O secretário de Cultura, Andrea Matarazzo (PSDB), considerou “apavorante” sua ideia de reinventar São Paulo e foi irônico ao afirmar que nem pode imaginar o senhor usando na cidade a mesma técnica aplicada no Enem. Como o senhor responde a isso?

“Graças ao Enem, nós vamos conceder, na segunda-feira, a milionésima bolsa a alunos da escola pública pelo Programa Universidade para Todos (ProUni). Estamos promovendo a maior inclusão na educação superior da história do País. Eu não pretendo responder a agressões pessoais. A campanha de 2010 deve nos servir de lição para afastar a deselegância e o mau gosto”.

O senhor não teme ser conhecido como o candidato dos erros do Enem?

“Pode ser que seja essa a linha dos nossos adversários. Há uma tentativa de desgastar um projeto que tem 80%, 90% de aprovação, como o Enem. Da mesma maneira que tentaram macular o Bolsa Família, o PAC, o ProUni, vão tentar macular o Enem. Agora, não há no mundo um exame nacional do ensino médio que não passe pelos problemas que enfrentamos aqui. As tentativas de fraude foram abortadas pela Polícia Federal. Na China houve problemas, nos Estados Unidos, na Inglaterra, na França”.

O novo Enem está no terceiro ano e em todos eles houve problemas. Não era possível prever falhas?

“Mas nós vamos ficar falando só de Enem? Há quantos anos existe o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que tem 2% do tamanho do Enem? A Polícia Federal apurou fraude em cinco edições”.

O senhor não conseguiu conquistar aliados de peso até agora. O PMDB apresentou o deputado Gabriel Chalita como candidato, o PDT e o PC do B também têm concorrentes… Como reverter esse quadro de divisão na base?

“Mas quem conseguiu apoio a essa altura? Está tudo muito no começo. Não vi nenhuma aliança ser fechada. Estão todos buscando entendimentos”.

Por que o senhor não se entusiasma com a proposta do prefeito Gilberto Kassab de apresentar um nome do PSD para seu vice, já que Lula defende a aliança?

“O prefeito foi claro em sua estratégia de curto prazo, que é buscar uma aliança com Serra. Embora ele tenha sinalizado simpatia por outra alternativa e elogiado o PT, deixou claro que a perspectiva era outra. Penso que o prefeito está estudando cenários. Devemos receber com naturalidade um gesto de generosidade e simpatia. Você ganha a eleição assim, angariando apoio, independentemente de aliança eleitoral”.

Não é contraditório o PT se aliar ao PSD em São Paulo, já que faz oposição a Kassab?

“O PT, nesse momento, está buscando entendimento com partidos da base aliada da presidenta Dilma”.

Mas o PSD, hoje, é quase como se fosse da base de Dilma…

(Risos). “Ele tem feito gestos importantes de aproximação, embora se declare independente”.

(Estadão)